O PS desafinado!

Sócrates já não é o “animal feroz”, na sua própria equipa já há muita gente que desafina.

Pedro Adão e Silva : ex-secretariado nacional do PS: ao contrário do que parecia, quem vai sofrer mais com o PEC não são as classes médias, são as mais pobres. É dramático, mas o maior contributo para a diminuição da despesa é dado pela redução das transferências do Orçamento do Estado para a Segurança Social..”

Manuel Alegre, militante do PS e candidato à presidência da república: “Não me parece que haja neste PEC um suficiente esforço de partilha. Não é moralmente aceitável que enquanto se impõe o congelamento de salários na função pública haja gestores de empresas de capitais públicos que se atribuem milhões de euros de prémios e benefícios…”

João Cravinho, ex-ministro PS: ” O PS entrou numa deriva à direita que vai ser muito dificil fazê-la regressar sem que haja grandes alterações na própria direcção do PS. (…) Portas diz que certas privatizações só se podem fazer quando houver um regulador forte ou quando isso não criar situações monopolistas ainda mais graves. O Portas a dar lições de esquerda a Sócrates…”

Enquanto isto, Sócrates diz, com aquele ar de mentiroso patológico, que  vai ajudar a Grécia! Mas ajudar como e com quê?

Vitor Ramalho, presidente do Inatel e militante PS: ” Sou abertamente contra um conjunto de privatizações e de venda de participações em multiplas empresas. Os valores apurados em processo de privatização não vão diminuir o défice.”

Veja o vídeo após a aprovação do PEC !

Para que serve o PEC ?

O PEC  – Programa de Empobrecimento Comum, vai apertar o garrote, aumentando os impostos, congelando salários e carreiras,  cortando no investimento e privatizar o que resta para privatizar. Isto nos próximos 3 anos. Vamos todos viver pior e os mais pobres são os que levam por tabela .

O resultado imediato é que estas medidas impedem a economia de crescer, e como não cresce, não há riqueza para distribuir, não há criação de emprego e a receita fiscal não aumenta por via do alargamento da base. Vai ter que se aumentar mais impostos. Chegados a 2013 espera-nos uma prenda. É que é precisamente nesse ano que a maior fatia dos custos das parcerias público/privadas, começam a pesar, e o peso é tão grande que ninguem sabe bem quanto é. Há quem diga que voltamos a ficar numa situação muito semelhante à que temos hoje. Isto é, os sacrifícios que nos pedem não servem para nada.

A economia não cresce, o desemprego mantêm-se e os impostos das famílias e das empresas vão permanecer altos, não competitivos com as outras economias, e como a nossa produtividade é baixíssima, metade da Alemã, vamos cair numa situação de incumprimento da monstruosa dívida que acumulamos. E não vamos conseguir exportar quando as economias mais fortes recuperarem e essa, é a única saída que o PEC, supostamente, nos deixaria aberta. Mas não, vai estar fechada!

A má notícia é que podemos cair numa situação de deflacção e empobrecimento que leva décadas a sair dela, e a boa notícia é que talvez ainda alguem vá a tempo de tirar o país das mãos destes incompetentes!

Woodynose

PEC: A vitória de Pirro do Governo

Por todo o lado, lê-se e ouve-se que o PEC foi aprovado, o que significa que estariam à partida aprovadas as medidas constantes desse documento.
Nada de mais errada. Ontem, foi aprovada apenas uma resolução sobre o PEC, nada mais. Quanto às medidas propriamente ditas, vão ter de ser aprovadas, uma por uma, no Parlamento.
E é por isso que o Governo está tão preocupado. Porque a vitória de ontem foi apenas uma vitória de Pirro. Nada significa. E é por isso que o Governo tenta vincular a votação de ontem ao futuro líder do PSD.
Seja com Pedro Passos Rangel, seja com Paulo Coelho, os únicos que hoje podem vencer (a inversão dos nomes é propositada), está garantidíssimo que as medidas previstas no PEC nunca verão a luz do dia.
Claro que não é coincidência (nestas coisas não há coincidências…) o facto de o «Sol» ter retomado, hoje, as escutas das conversas entre Sócrates e Armando Vara.

Foi assim

O PEC é aprovado. O PSD absteve-se. Salvou a pouca face que lhe resta, embora alguns possam considerar uma atitude cobarde. Talvez, não digo que não. Mas parece-me que em véspera de eleições não se podia fazer melhor. Há quem critique Ferreira Leite porque o PSD é isto e aquilo e mais os cobardes. Eu queria ver Rangel e Passos Coelho com coragem, de facto, isto é, sem as brincadeiras das campanhas, a votar contra o PEC. Culpar Ferreira Leite é a coisa mais típica e mais fácil. Não que ela não tenha culpa, mas os problemas do PSD não se devem a Ferreira Leite. O PSD é o que é desde há muito tempo, não é de agora e achar que alguém como Passos Coelho ou Rangel (que apesar de tudo é o melhor dos quatro) podem resolver os problemas do partido é no mínimo ingénuo.
Olho para Ferreira Leite e vejo duas coisas: uma mulher arrependida, certamente por se ter metido nisto, e cansada de um partido que já nada tem a ver com o que um dia foi. Não foi sem dúvida a melhor das despedidas mas a continuo a achar que das opções da altura ela foi a melhor. E agora que se afaste porque é o que qualquer pessoa com bom senso faria.

A pontaPEC

A abstenção do PSD hoje na votação sobre o PEC pode vir a ser fatal para o partido sendo-o, quase de certeza, para o país. Este Programa de Estabilidade e Crescimento é um logro. Ao PSD só restaria uma decisão: votar contra.

Um plano que castiga a classe média e as classes baixas, que não fomenta o crescimento económico e que não dá resposta às necessidades dos verdadeiros promotores de riqueza e emprego (as empresas), nunca pode merecer um voto favorável ou uma abstenção estilo lavar as mãos como pilatos.

O Partido Socialista agradeceu a Manuela Ferreira Leite. Eu, no lugar deles, faria o mesmo pelo enorme frete. Foi um verdadeiro beijo fatal em MFL e Pacheco Pereira. A líder do PSD afirmou que votou desta forma por colocar em primeiro lugar os interesses do país e só depois os do partido. Falso, foi exactamente o oposto. Quem coloca os interesses de Portugal e dos portugueses acima de tudo só poderia ter votado contra.

A partir de agora, seja no Abrupto ou na Quadratura do Círculo, o ilustre Pacheco Pereira deixou de ter espaço para criticar as políticas económicas deste governo. Ele calou, ele consentiu, ele é cúmplice neste erro.

O Ricardo, aqui no Aventar, afirma que o país nunca mais perdoará ao PSD por esta votação. Espero que amanhã, os militantes do PSD, respondam ao Ricardo, a todos os portugueses que como ele não são militantes de nenhum partido, dando um sinal claro que querem mudar, que querem outro PSD sem Manuela, Pacheco e aqueles que estes dois apoiam. Caso contrário, terei que me juntar aos Ricardos e nunca mais perdoar.

PSD: O País nunca vos perdoará

O PSD vai permitir a aprovação do PEC, esse documento que o Governo de Direita dirigido por José Sócrates preparou na obscuridade dos Gabinetes e que mais não faz do que aumentar a diferença entre ricos e pobres. Só dois exemplos: diminui o subsídio de desemprego ao mesmo tempo que adia a tributação das mais-valias bolsistas. Querem melhor do que isto?
Manuela Ferreira Leite, uma das piores políticas portuguesas da história da democracia portuguesa, teve aqui, de mão beijada, a oportunidade de deixar pelo menos uma marca positiva na sua liderança de nojo. Preferiu não o fazer. Preferiu ficar para a história como aquilo que realmente é.
O país não vos perdoará!

PEC – Programa de Empobrecimento Comum

O PEC está aí debaixo das críticas de todos com excepção dos socialistas que, como é seu timbre, desde que Sócrates deu à costa, vêm coisas que mais ninguém vê!

O PEC empurra o país para o empobrecimento como já aqui dissemos, retira dinheiro às famílias e corta no investimento público, o que reduz a “voltagem” de dois motores da economia. Sempre aqui estivemos contra os megainvestimentos , sem correspondência real no desemprego e na criação de riqueza, mas estivemos sempre a favor de investimento de proximidade, que dá emprego e cria riqueza.

O TGV foi cortado, pelo menos na “conversa” oficial, mas 900 Milhões de euros continuam inscritos no Orçamento. O que faz lá esta verba tão importante se o TGV foi adiado? Dizem os socialistas que se trata de não perder as verbas da UE, o que a oposição rebate dizendo que tem garantias da UE que estas verbas podem ser reinscritas noutros programas.

No essencial, as instituições de notação financeira, já vieram dizer o que pensam de um país que não cresce, que não cria riqueza. A classificação do país desce enquanto os juros da dívida externa monstra sobem!

Com o crescimento que se espera para a economia, o desemprego vai subir mais 2% até 2012, o que quer dizer que vamos atingir a cota do 12%. Para quem começou a prometer que ia criar 150 000 empregos, não está mal!

Um PEC muito consensual

O governo do partido no poder, o BES, apresentou um Plano chamado PEC. Em princípio não é grave, os planos apresentam-se, não se cumprem. Mas uma parte lá se alcança.

O PEC engendrado pelos dirigentes do BCP tem como medida mais inovadora privatizar. Em Portugal não há memória de se terem privatizado empresas que dão lucro ao estado, quando se privatiza é tipo banca e seguradoras, que só dão prejuízo.

Vão então privatizar os CTT. Acho bem. Uma empresa que tem centenas de balcões espalhados pelo país está mal gerida, e nada como um privado para acabar com tal regabofe.  E as oficinas da CP: está mal, toda a CP devia sair das mãos do estado, uma cambada de incompetentes que prejudica os negócios da sucata e mantém em funcionamento linhas que ninguém utiliza.

Infelizmente também ainda não é desta que se privatiza a CGD, ao contrário do que preconiza a ala BPP do partido no governo.

Outra medida salutar será a do congelamento dos salários, que deve ser encarada à luz das alterações climáticas, um esforço necessário para ajudarmos a arrefecer o planeta.

Ao que consta os benefícios fiscais, esse fantástico mecanismo que permite a quem sabe poupar nos impostos, vão ser reduzidos. Está mal: a tendência BPN ameaça abandonar o governo, e pese embora o seu pouco peso, pode abrir uma brecha insanável na coligação Mota-Engil.

Eu gosto muito deste governo.

PEC, mais uma voz discordante.

Consta que o governo se encontra dividido quanto ao PEC, com Vieira da Silva, Alberto Martins e Ana Jorge em rota de colisão com o ministro das finanças. Consta, porque o governo necessita de aparentar unidade e discordar em voz alta implica pôr o lugar à disposição, como é das normas. Fora do governo, Alegre e Ana Gomes, manifestam-se publicamente. Ainda há um restinho de esquerda no PS?

O português no PEC – Estica mais…

Tens coragem de dizer que és de Esquerda?


Tens coragem de dizer que és de Esquerda?

Apoias este Governo e este Primeiro-Ministro, votaste nele.
É um Governo que negociou o Orçamento com a Direita e que vai negociar o PEC com a Direita.
É um Governo que não toca nas mais-valias em Bolsa, que continuam isentas de tributação.
É um Governo que não toca nos privilégios fiscais dos Bancos, que continuam a pagar 50% do IRC das outras empresas.
É um Governo que não cria um imposto para grandes fortunas.
É um Governo que não taxa os bens de luxo.
É um Governo que não mexe no sigilo bancário ou no sigilo fiscal.
É um Governo que só faz privatizações.
É um Governo que não mexe nos privilégios dos gestores públicos.

Mas é um Governo que vai diminuir o Rendimento Mínimo.
É um Governo que vai diminuir o Complemento Solidário para Idosos.
É um Governo que vai diminuir o Subsídio Social de Desemprego.
É um Governo que vai diminuir a Pensão de Viuvez.
É um Governo que vai diminuir o Complemento de Dependência (idosos).
É um Governo que vai diminuir o Subsídio para Pessoas Deficientes.

Continuas a ter coragem de dizer que és de Esquerda?

O PEC – futuro sombrio!

Portugal terá que mudar !

O nosso grande passado não voltará —mas podemos criar um futuro ainda maior

Queremos virar Portugal novamente de dentro para fora

Exemplo de um possível mote e base de reflexão para um núcleo de pessoas de pensar e agir estratégico

que apreenderam a ver o mundo com outros olhos que os materiais-mecanicistas das últimas décadas.

Um PEC que apenas aponta para crescentes sacrifícios e um futuro sombrio sem perspectivas positivas a médio ou longo prazo como saír do atoleiro, tem sobre os cidadãos o efeito motivador de uma pilha de loiça suja por lavar. É uma construção mecanicista que contém tudo menos o essencial: o factor imaterial determinante e capaz de apontar para novos designios e novo crescimento orgânico, despoletando assim nova auto-confiança, motivação, entusiasmo, etc. Enfim, uma mensagem seguida de actos concretos que permita aos cidadãos vislumbrar uma volta por cima da situação desoladora, um break-even, isto é, o momento a partir do qual os sacrifícios viram benefícios e o sol brilha de novo. Sem o devido equilíbrio entre os soft e os hard facts neste tipo de medidas vale:

“A estratégia sem táctica é o caminho mais lento para a vitória.

Táctica sem estratégia é o ruído antes da derrota.”

Sun Tzu [Read more…]

PEC: Bagão Félix à Esquerda de Sócrates

Ouvi hoje Bagão Félix na rádio e é impossível não concluir que um ex-governante do CDS consegue estar à Esquerda de um primeiro-ministro do PS, Partido dito Socialista. Não é primeira vez que Bagão consegue estar à Esquerda de Sócrates – já se viu o mesmo aquando da aprovação do Código do Trabalho.
A propósito do PEC e das medidas para diminuir o défice, Bagão apontou duas medidas: aumento dos impostos sobre transacções de bens de luxo e cancelamento do 13.º mês para os ricos. Medidas justíssimas, porque afectariam apenas as pessoas com elevados rendimentos.
A estas duas, acrescentaria eu uma outra, tão justa como as anteriores: o aumento dos impostos à Banca, que em média paga metade do IRC das restantes empresas. Um dos maiores escândalos do Portugal pós-25 de Abril, sendo curioso verificar, para quem tiver memória, que foi Manuela Ferreira Leite, ao contrário do actual Governo, quem teve a coragem de aumentar, ligeiramente, é certo, a tributação dos Bancos no offshore da Madeira.
Eu tinha vergonha, muita vergonha mesmo, de me considerar de Esquerda e, ao mesmo tempo, defender um Governo que mantém os escandalosos benefícios fiscais dos Bancos ao mesmo tempo que diminui o subsídio de desemprego.

Ao cuidado do Governo: o exemplo sueco

Já que se gosta tanto de usar os exemplos dos outros, para reduzir reformas, direitos e afins, para se fazer sacrifícios, para se ser mais produtivo, e tudo o mais, aqui está um exemplo que, já agora, poderíamos seguir.

Até a bem da tão propalada moralização da vida política nacional, e do dito esforço colectivo que representa o PEC.

Claro que se pode sempre dizer que estes suecos mais o seu Parlamento não passam de uns demagogos, ou que há diferenças climatéricas que impedem de seguir o exemplo, etc. …

Faltam 423 dias para o Fim do Mundo…

Os amigos são para as ocasiões e Constâncio sabe disso. E adivinhem lá, adivinhem: quem vai pagar a crise, quem é??? Entretanto, um português foi raptado por piratas somalis! São burros estes piratas, então não sabem que nós ainda estamos economicamente piores do que eles?

Joaquim Oliveira trata a AR como se fosse a Liga dos Clubes. E nada como ver e rever as gaffes da nossa classe política, nada como rir para alegrar a classe média.

Assim vão os nossos dias…

ADENDA: Absolutamente notável é esta posta do Gabriel no Blasfémias:

E a responsabilidade é da senhora que ainda dirige o partido, que há muito deveria ter criado condições, retirando-se atempadamente, para que tal partido estivesse  neste momento pronto a dar plenamente o seu contributo, com projecto claro para o eleitor. Mas por razões pouco claras, tal não era do seu interesse, pagando o país por isso uma factura muito cara.

Diálogo de surdos

Depois da entrevista de ontem, José Sócrates disse o que irá dizer sempre.

Depois da entrevista de ontem, a Oposição irá continuar a questionar José Sócrates sobre as mesmas coisas.

O Primeiro-Ministro disse, taxativamente, duas coisas lapidares:

1 – Não deu ordem para qualquer plano ou avanço da PT sobre a TVI;

2 – Não comenta nem tem qualquer reponsabilidade por aquilo que afirmam ou conversam terceiros, mesmo que esses mesmos terceiros envolvam o seu nome.

Face a isto, das duas uma: ou se descobre provas de que tal é mentira, ou mais vale parar com um diálogo de surdos em que alguém repete sempre a mesma coisa e um outro insiste em que seja dita coisa diversa.

No ponto em que estamos, isto parece aquelas investigações criminais – à boa maneira do Estado Novo e que ainda vai dando sinais nos tempos que correm -, que são orientadas para a confissão do suspeito.

O mal disto é que não há verdadeira  investigação: alguém vendeu a bom preço as escutas – não sei se transcritas ou não -, e o Despacho do Procurador. Fez bom dinheiro, e a imprensa fez bons títulos. Isto não é jornalismo de investigação. É um negócio de tiragens, à custa da clássica “fonte anónima” e de fugas de informação, de atropelo em atropelo à Lei. Isto é luta político-partidária, a querer corroer um Governo à custa de ausência de ideias ou de vontade em assumir compromissos – até Paulo Rangel já disse que com ele não haverá moção de censura, pois neste momento não é “apetitoso” governar.

Já o disse em tempos e reitero: entendo que José Sócrates não tem as condições pessoais necessárias para liderar o Executivo. Mas sei que não se demitirá. Não é do seu temperamento. E, também, há que o dizer, ninguém neste momento quer calçar os seus sapatos e fazer-se à espinhosa estrada. Seja esse alguém do PS ou da Oposição.

Assim sendo, a menos que se obtenha provas concretas que José Sócrates participou no alegado plano, que tal lhe seja ouvido, ou lido, seria bom que se parasse de vez com o Carnaval. O país deveria estar já preocupado a discutir o PEC e as respectivas opções estratégicas para os próximos 4 anos. A agenda política deve ser ditada pelo interesse nacional, não pela imprensa.