Sem lances polémicos…

… o futebol não teria paixão!

Vale tudo

Só faltava isto!

Ficções sem hora marcada

Rui Oceano estacionou cuidadosamente o seu Simca de colecção. Tirou um paninho de flanela, friccionou com cautela todos os frisos, guardou cuidadosamente o paninho no estojo de pele, bateu a porta muito devagar e dirigiu-se para o palco da feira do livro. Era caro para a sua Câmara, mas valia a pena: os seus concidadãos acotovelavam-se nos escaparates, homens de letras abancavam em sítios combinados e faziam dedicatórias. O povo gostava, e Oceano, o Rio, (Rui, aliás) estava feliz.
Por dentro. Por fora, aquela máscara de mau feitio. De quem pensa que, pelo facto de ter estudado numa escola de referência, deve  ser olhado de baixo, para a sua superioridade. Aquele ar de quem tem sempre razão e nunca se engana, como o Outro. [Read more…]

“Ou a economia arranca”…

… E as críticas não param dentro do PSD.

Auto-estima

Se não for o desporto

Para mim, chega!

AO

Em nome das confusões criadas pelo AO90, aqui fica mais uma.

Não dou mais para este peditório!

O Tó da Farmácia partiu

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O Tó da Farmácia deu, ontem, entrada na sua última morada. Tinha 51 anos, e o caranguejo da morte abocanhou-lhe o pâncreas, chupou-o até ao osso e entregou-o à família para um último adeus, com aquele ar de cera que anuncia a passagem.

Um simples telefonema, uma mensagem, e a notícia era, então, definitiva para todo o clã: o Tó, o mais certinho de todos, tinha hora marcada numa capela mortuária, na mesma igreja que quase todos havíamos frequentado.

Eu era mais velho, 10 anos naquele tempo que eternidade, tinha quarto alugado na casa de um deles, estudava e trabalhava. Olhavam-me de soslaio, era um velho. No regresso das aulas, na Praça, lá estavam eles, a jogar à bola com os bancos por balizas, a preparar a última estória para memória futura, a aprenderem o primeiro sabor do cigarro. No mesmo sítio, onde, mais tarde, se iniciaram nos drunfes com cerveja, na ganza, no chuto. Outros que não. Ficava por ali um pouco, lançando olhares às sopeiras, titubeando uns piropos, naquela aprendizagem que todos fazíamos no jardim público ao pé de casa. [Read more…]

Boa tarde, Fófó

adl vs cfbO meu amigo Sidónio Nobre, uma dos grandes entusiastas do Futebol Benfica, o popularíssimo Fófó, está num sino. Mercê da conjuntura de resultados da 10.ª jornada, exemplarmente a pesada derrota da AD Lousada, clube que tem dominado o hóquei nacional, frente ao CF União de Lamas, a equipa lisboeta está na frente do Nacional sénior masculino, depois de vencer o Lisbon Casuals HC.

Os lousadenses desceram ao segundo lugar, num pódio onde continua o Sport Clube do Porto, a grande revelação da prova pela positiva.

Pela negativa, os históricos da Académica de Espinho não vão além do 7.º posto.

E agora, Luís Filipe?!

Depois de Seara, Meneses.

Adivinha

Excesso de velocidade ou velocidade excessiva?

E também vi

O Mossoró a cavar um penalty na final da Taça da Liga. O “anjinho” do Capela, claro, nem hesitou. Mereceu a medalha que o Presidente da Liga lhe deu no final. Ele foi, de facto, o mais influente dos que pisaram o relvado.

Eu vi

Seis foram os portugueses em campo, na equipa do Deportivo da Coruña. Em Valência, contra o Levante, três dos quatro golos falaram a nossa língua.

A cor azul

… a matar saudades, ao vivo e a cores!

Descaminhos

Quando precisava de um negociador, o governo escolheu o caceteiro Guedes; quando precisamos de apertar o cinto, obrigam-nos a beber maduro de Poiares… importado de Itália.

Eu não disse?!

Em post sobre o Comité olímpico e as eminências que estão a surgir entre a nova vaga de dirigentes, para quem a nova Comissão Executiva é para preparar a mudança de paradigma, elegi  o Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem como o rosto da ambição dessa nova elite.

Agora, aí está, Mário Santos repete no Rio de Janeiro a chefia da missão olímpica!

 

Sem comentários

Basta ler!

Que contas são estas?

Para a Visão, 97% de 1.850€ são… 61€…

http://visao.sapo.pt/politico-britanico-diz-que-pode-viver-com-60-euros-por-semana=f722716

Bom dia, Mark Twain!

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Hoje, acordei com Mark Twain a bater na janela dos pensamentos, como a pedir-me para ter juízo. Podia ser pior!

Não sei se foi pela raiva que começa a instalar-se nos comentadores políticos. Então, na dúvida, leio: A raiva é um ácido que danifica mais o recipiente em que está armazenado do que a superfície sobre a qual é lançado.

Não sei se foi por estar farto deles, e deveria calar-me.

Na dúvida, ainda, retenho: É melhor ficar calado e ser considerado tolo do que abrir a boca e dissipar todas as dúvidas. [Read more…]

E o burro sou eu?!

A política tornou-se a arte da mentira, generalização – ou sublimação – da arte de enganar. É por isso que, quando Teresa Leal Coelho diz que o PSD ficou perplexo com a deliberação (o acórdão) do Tribunal Constitucional, eu apenas verbalizo: “E o burro sou eu”?!

A chinesa que “leu” Pepetela

Em “Crónicas com fundo de guerra”, Pepetela escreveu:

“Aborrece-me que Deus não nos permita viver um acontecimento como a morte senão uma única vez – e ainda por cima sem direito a ensaios”.

Então Jang Zia “leu”, ensaiou e experimentou!

“Apercebi-me de que as pessoas gastam imenso tempo a pensar em alguém que já faleceu. Quis perceber o que as pessoas pensavam de mim então decidi simular o meu funeral enquanto o posso aproveitar”.

Para concluir:

“Experienciar a morte fez-me apreciar mais a vida”.

Diversidades em concordância

Uma das notícias de hoje é titulada da seguinte forma:

“Ministros pedem a Passos para saírem do governo”.

É apenas uma meia solução!

A solução inteira passaria, simplesmente, por reescreverem a frase, assim:

“Ministros pedem a Passos para sair do governo”.

Esta é dedicada ao amigo Fernando Nabais, que, entre outras ideologias diversas, se bate, como eu, desalmadamente, pela língua portuguesa.

Os meus presentes de hoje

Nasceram com um ano de diferença. O segundo filho do Dario e a SPELL. Renovar a humanidade com novos frutos será sempre uma responsabilidade, mas é sobretudo um momento de alegria e amor.

Ao Dario, amigo recente pelas mãos do Aventar, os meus parabéns nortenhos e vizinhos, e que, para júbilo e exultação da família, bebé e mãe continuem bem. [Read more…]

Balcanização? Não, obrigado! Sim à ruptura.

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O movimento olímpico português não cedeu à tentação de se deixar balcanizar, espectro que pairou, durante algum tempo, com o discurso de intenções de pré-candidatura de dirigentes que não passaram disso: putativos pré-candidatos.

Ao não se deixar enredar nessa tentação, o olimpismo distribuiu os apoios e as intenções de sufrágio por dois candidatos: Marques da Silva, um homem do aparelho (era o secretário-geral) e delfim de Vicente de Moura, ambos ligados à marinha, e José Manuel Constantino, antigo Presidente da Confederação do Desporto (CDP) e do Instituto do Desporto (IDP) e actual Presidente do Conselho de Administração da empresa municipal Oeiras Viva EEM, responsável pela gestão do imenso e complexo parque cultural, desportivo e de lazer daquele município. [Read more…]

Por favor, onde fica o gabinete de ajustes directos?

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Não deixa de ser interessante que, em antecipada pré-campanha para as autárquicas, comecem a ser revelados alguns pecados da actual gestão em algumas autarquias. Uns, veniais, coitadinhos; outros, cabeludos como o diabo.

Mas não deixa de ser interessante, também, a forma como o vulgo reage às notícias.

Estava eu integrado, por vizinhança, numa conversa de café, daquelas que surgem ao cair da bica (minha singela homenagem ao linguajar da capital) quase sem nos darmos conta. Está-se a falar do tempo, da bola, das pernas da Maria, e, de repente, é um refastelar de críticas à política.

Raramente os argumentos são os mais salutares, o que mais interessa à causa pública, não se cura de saber como as coisas acontecem, só que acontecem, sempre para o mesmo lado, ora dos bons (poucos) ora dos tratantes (a maioria). Mas sempre o mesmo lado político consoante a circunstância. É a circunstância que escolhe o lado, não a militância. E a suprema discussão está tantas vezes na razão inversa da importância do que se discute. [Read more…]

Desculpe, foi você quem pediu para ficar de cócoras?

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Ponto prévio: nunca despi um(a) polícia nem o(a) pus de cócoras. Desconheço, por isso, que pena teria de cumprir se o fizesse.

Outro ponto prévio: já andei pendurado em eléctricos. Felizmente, não nas Mercês, por isso, nunca nenhum(a) polícia me despiu ou pôs de cócoras. Desafio, aliás, qualquer dos meus pares a jurar que nunca andou pendurado em eléctricos, ou, pelo menos, não teve essa tentação, que não concretizou por medo, apenas… [Read more…]

Àquele que partiu

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Antes do luto, saboreie-se a inteligência do homem que partiu.

Foram 95 anos doados à causa pública, como cidadão exemplar, como linguista, crítico e literato. Até como académico, que sempre se recusou a ser.

Diziam que era um homem bom, eu reconheço que foi um padrão seguro para tantos que, como eu, ainda conservam nas suas estantes a inultrapassável História da Literatura Portuguesa, de que foi coautor. Para todos aqueles que se reveem na literatura como alfobre dos saberes e da identidade de um povo.

E saúdo o idealista que nunca fez das perseguições de que foi alvo, por ter uma alma livre, um muro de lamentações.

Boa viagem, Óscar Lopes.

Os ladrões e as medalhas

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Nesta eira de contestação onde se malham as desilusões dum povo, a impugnação passou a ser o único móbil da sociedade portuguesa.

Contestam os muito ricos porque serão sempre muito ricos. Que chatice! Contestam os simplesmente ricos porque continuarão simplesmente ricos. Que merda! Contesta a classe média porque querem acabar – ou já acabaram – com ela. Que país! Contestam os pobres porque serão cada vez mais pobres. Que lástima! Contestam os jovens porque não têm futuro.  Que miséria! Contestam os de meia-idade porque o passado está a esfumar-se em dívidas, e o futuro não lhes diz como poderão pagá-las.  Que desgraça! Contestam os velhos porque, sem futuro, alguém transformou a sua história numa sucessão de despautérios de fazer vergonha à vergonha de terem cada vez menos para cada vez mais necessidades. Puta de vida que está pela hora da morte! [Read more…]

Ecce Homo!

uma-silhueta-do-papa-2_21095169Não tenho a visão iconoclasta de alguns dos meus pares. Não sou um “quebrador de imagens” (do grego eikon – imagem – e klastein – quebrar) e não me oponho a nenhum culto ou veneração de quaisquer símbolos; entendo, até, que cada povo, convertido ou não, cada religião e cada fé têm tanta razão de existir como eu, na dimensão que adquiri ao longo da vida, feita de altos e baixos na minha relação com o divino. Sou tolerante. Até com jesuítas, preferencialmente se forem de Santo Tirso e servidos na pastelaria Moura. Até com benfiquistas, se não forem tão intolerantes como eu, que, nessa área, tenho dose suficiente de pecado. [Read more…]

Se não fosse 8 de Março

Se não fosse 8 de Março, eu saberia escrever sobre ti. Quem?

Tu, a que partiu? A que ficou? A que sorri? A que sofre? A forte, que nada parece afectar? A frágil, que mesmo assim é o meu castelo? A que é a minha vida? As que foram? A que me deixou? A mãe, as mães que tive? As madrinhas dos meus sonhos? Tu, o sol das minhas noites, o luar dos meus dias? Tu, a de uma noite, de muitos dias, de sempre? Tu, a recordação de outro tempo? Tu, a perene, o exemplo, a genica e o ânimo?

Se não fosse 8 de Março, eu saberia escrever sobre ti. Não importa quem. [Read more…]

Finalmente, consegui dizer-te!

Pela lei da vida, devias partir, eu sei. Aprisionado nessa quase inconsciência, já não sabendo se estavas do lado de cá ou de lá da ponte que liga as duas vidas, o fiozinho cada vez mais ténue, que te ligava a esta, partiu-se num estalido mínimo, imperceptível, e tu, definitivamente, já não estavas aqui. Soube-o ontem, por um amigo comum, com quem reeditei uma tradição de almoçarmos às quartas-feiras, sanadas as mais importantes sequelas dum enfarte e que te trouxe com 25 quilos a menos, mas muito mais resistência, já consegues andar sem parares de trinta em trinta metros, que bom, fiquei contente.

Então lá foste desfiando os amigos que já não se sentarão mais à mesa. Entre eles, ele!

(Estou a ficar velho, já passo de uma personagem a outra, com esta facilidade a que a idade me vai guiando cada vez mais… Ou será propositado? Às tantas, vou ter de multiplicar os que restam para ainda me parecerem muitos.)

Voltando a falar contigo, o que partiu, devo dizer-te, para despedida, que tinha uma enorme inveja de ti. Tinha eu dezassete, quase dezoito, entrei no Expresso depois do meu primeiro dia de trabalho. A pessoa que me abriu as portas do emprego tinha sido a mesma que me apresentou ao dono do restaurante económico, casa de pasto para ser mais preciso, dizendo-lhe que eu era o novo cliente ao jantar (ao almoço, tinha a cantina). [Read more…]