Todos os dias somos colocados perante realidades no mínimo estranhas.
E, se em todas as áreas profissionais, há bons e maus agentes, não podemos calar a estupefacção perante certas aberrações e absurdos.
Com formação em filologia, sou dum tempo em que a matemática fazia parte do currículo em igualdade com todas as outras disciplinas, fossem de “letras” ou “ciências”, no curso geral dos liceus, e apenas era abandonada quando se atingia o estádio específico, aquele que, à altura, se chamava “curso complementar”. Um aluno, como eu, que optasse por letras, ficava, então, liberto dessa disciplina.
O senhor juiz do caso em apreço, se tivesse tido essa formação, não teria proferido este absurdo.
Porque uma imagem vale mais do que mil palavras, aqui fica o doutíssimo despacho em que é evidente a décalage entre fracções algébricas e jurídicas. Pelo menos em Portugal!








































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