Disse a Mizete. Cus há tantos, só quem não tem medo não toma.
Negócios de família
Filha de Relvas tira licenciatura em “actividades de consultoria para os negócios e a gestão“. Estudante de Direito, 21 anos, filha de peixe aprende a governar-se.
O 2 de Março e a CGTP
O Tiago Mota Saraiva queixou-se, mui justamente, de como passou em sepulcral silêncio, na comunicação social, um facto inédito: Arménio Carlos “apelou a que nenhum trabalhador ficasse em casa no dia 2 de Março“. Eventualmente a CGTP terá nos idos de 75 “apelado de uma forma tão clara à participação de todos os trabalhadores numa manifestação em que aquela central sindical e/ou sindicatos filiados não fizessem parte da sua organização“, mas não também não me recordo que o tenha repetido.
Pois em silêncio absoluto, não fica. Agora é espalhar o vídeo, não chegamos a todos mas chegamos a muitos. E o que depois anda de boca em boca, é esse o segredo ó Relvas, a todo o povo entretanto chega.
Que horror
Os professores ganham acima do salário médio nacional. É extorquir os privados, diz um ignorante.
Juan Carlos Bourbon
Ide todos acordar com uma pérola no cu
A não-questão de um fiscal das finanças poder interpelar um cidadão à porta das lojas (o medo, formatado já em paranóia, anda de tal forma espalhado na sociedade portuguesa que alguns levaram a sério algo que só poderia convidar o comum cidadão a chamar de imediato a polícia), levantou um problema linguístico que sendo clássico merece tratamento sem pinças, nem pintelhices.
Perante um “tomar no cu” vindo do Francisco José Viegas, porque foi secretário de estado, algumas almas, tão puras putas como os seus privados vícios, insurgiram-se com o cu. Destaca-se o Público, que eu por vezes penso ser um jornal a sério, mas a coisa espalhou-se.
É o português educadinho, das aparências, gravata, salamaleque e muita irritação contra o malcriado dos palavrões. Sim. ele há palavras, palavrinhas e palavrões, para os mesmos mentecaptos que distinguem calão de gíria e pensam ser a língua sua propriedade erudita, grávida de normas, padrões, etimologias e outros absurdos que um mínimo de História da Língua arrasa em instantes, eles que ainda falariam latim com um pouco de grego à mistura não fosse o português propriedade colectiva e a lei do menor esforço o primeiro artigo da sua constituição.
Parentes de direita dos que à esquerda não gostaram de um “escurinho” na boca de Arménio Carlos, trata-se basicamente de caralhetes que confundem significado com aparência, elegância com o linguajar abichanado da burguesia, língua portuguesa com preconceitos sociais de classe. Sim de classe, que elas existem, destilam ideologia e lutam entre si, discretamente num enrabanço não desejado por quem o toma, apanha ou mesmo leva, no cu e na vida (aqui entraria na pseudo existência de brasileirismos onde há uma única língua transoceânica, mas essa variante nacionalista do mesmo fascismo e seus anti-acordismos xenófobos e primários fica para outra ocasião, que infelizmente há muitas). [Read more…]
Daniel Rodrigues
Fotógrafo desempregado, vencedor do World Press Photo, na categoria “Daily Life”. No focinho de Passos Coelho.
Orfeu Negro
Orfeu e Eurídice em versão Brasil e Carnaval.
De Marcel Camus (1959). Ficha IMDB.
Gerontocracia
Demetrios Stratos andava muito à frente. Séculos à frente de qualquer Papa. [Read more…]
Cúmulo do absurdo
Ferreira do Amaral foi testemunha abonatória de Horta e Costa. De lesar o estado e ganhar com isso percebe ele.
Milagre!
Um dirigente do PS critica o socretismo e os liberais do seu partido. Ainda há esquerda no PS.
Os números torturados do nosso dia a dia
Sabia que em 2008 a dívida pública de Portugal “era inferior quer à da Alemanha, quer à da França, quer à média da Zona Euro, obviamente em proporção dos respetivos PIB”?
Que “a despesa pública não atingiu em momento algum 50% do PIB”?
Como nas “estatísticas oficiais algumas despesas que têm uma dupla função são contabilizadas duas vezes”?
Parece-lhe possível concluir que os impostos não aumentaram em Portugal nos últimos anos, uma vez tido em conta que os rendimentos, esses sim, aumentaram?
Sabe que “o número de horas trabalhadas por ano por cada trabalhador português excede em 1,1% o esforço de trabalho dos norte-americanos,e excede largamente, (…) as horas trabalhadas nos países europeus”? [Read more…]
Mescalina
depois de 2014 o país vai iniciar uma tendência de «crescimento forte» que pode traduzir-se em PIBs que engordam «4 ou 5 por cento» ao ano.
Os verdadeiros problemas da nação
a teia legislativa dos últimos seis anos de governação, destruidora dos pilares estruturantes da Sociedade
A reforma da Sociedade não deve ser realizada apenas na área económica e fiscal. Carece de uma intervenção mais profunda, designadamente no que diz respeito à Dignidade da Pessoa, em todas as etapas da sua vida, desde a concepção até à morte natural, à cultura da Responsabilidade, do compromisso no Casamento e na Família
Estas medidas são também instrumentos indispensáveis para saldar o défice e a dívida, assegurar a sustentabilidade do Estado Social e sair da crise em que o Governo anterior nos deixou e assim DEFENDER O FUTURO
A estupidez da extrema-direita é um abismo infinito.
Ena, o camarada Franquelim Alves
Quando estudante, e então militante do MRPP, Franquelim passou umas horas escondido numa sala do ISEG (Quelhas).
A memória de Ricardo Salgado
Franquelim Alves, de pequenino se mente e fica destino
Começar aos 16 anos numa empresa que não existe.
Ao cuidado de Paulo Padrão, director de comunicação do Banco Espírito Santo
Apanha-se mais depressa um banqueiro Espírito Santo que um apenas mentiroso. Ontem soltou-se o João de Deus que há em mim. Abra-se de par em par a porta sagrada. A fantochada acabou-se. Se deus nos der vida e saúde, vais ter trabalho, muito trabalho: [Read more…]
BPN, a fraude em reportagem, 2º episódio
Da Grande Reportagem SIC , o segundo episódio. Buscas com pré-aviso, a Creditus, o futebol, o conterrâneo Gilberto Madail e Luís Caprichoso.
Auto-avaliação
O secretário de estado que se avaliou a si próprio. Esta gente não pára de nos surpreender com tanta honestidade.
A lavagem

A nossa extrema-direita andava muito encolhida nesta fase ulrichiana da vida portuguesa. Pudera, o homem passou todos os limites.
Mas como se contenta com pouco espevitou-se hoje com as tiradas do homem no parlamento.
O nojento pseudo-moralismo de Ana Drago, insurge-se um, enquanto Helena Matos, mais sábia, copia um artigo do Económico e um cowboy dispara: Como destruir Ana Drago em 3 passos.
A base do raciocínio comum é fascinante: Ulrich é um “criador de postos de trabalho”, não recebe lições de moral de ninguém e Ana Drago não pode ter razão porque defende “os assassinatos de Lenine e seus comparsas” (o analfabetismo político é sempre fascinante).
Criador de postos de trabalho? nem vou fazer contas aos despedimentos no BPI. Fernando Ulrich é um filho d’algo, por acaso da junção de duas das famílias que têm Portugal como sua propriedade, à custa dos favores que obtiveram do estado ao longo de décadas. Não fosse fosse isso e estaria provavelmente a aguentar baldes de massa num andaime qualquer. [Read more…]
BPN, a fraude em reportagem, 1º episódio
Da Grande Reportagem SIC que esta semana temos em modo folhetim destaco de ontem o debate na SICN. Algumas informações úteis:
– Tudo começa no perdão fiscal dado por Oliveira Costa à Cerâmica Campos. Ficou impune e esquecido. Para o bloco PSD/PS algo de perfeitamente normal, e que Constâncio não teve em conta na sua “avaliação” do personagem.
– A pena máxima a que se sujeitam os arguidos anda pelos 6 anos de cadeia. Assaltar um multibanco rende muito menos, mas pode dar 12 anos.
– A maioria dos que aceitaram falar com Pedro Coelho, o autor da reportagem, apenas pretendiam saber… o que ele sabia, do caso em geral e de si em particular.
– A recordação, por Pedro Santos Guerreiro, de como o caso BPN foi usado em contrapeso ao caso Freeport.
– Franquelim Alves assinou as contas da SLN, sabia de tudo e calou-se.
Convicção geral, e óbvia: ninguém cumprirá pena em tempo útil pelo caso do banco do PSD. A menos que sejam apeados do poder, digo eu.










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