A caminho da Grécia.
Mourinho e Ronaldo: um mal-entendido
Tive apenas um problema com ele [Cristiano Ronaldo], quando o critiquei do ponto de vista tático, tentando melhorar o que, na minha opinião, podia ser melhorado. Não o aceitou muito bem porque pensa que sabe tudo e que um treinador não o pode ajudar a crescer mais
José Mourinho
É compreensível que Ronaldo não tenha aceitado “muito bem” a crítica. Aliás, nem deve ter percebido aquilo a que Mourinho se referia. Provavelmente, Ronaldo não terá escutado com atenção as críticas do treinador ou tê-las-á treslido, pensando que este o estava a criticar de forma implícita. Isto é, “quando o critiquei do ponto de vista tácito“. Afinal, depois de descodificada, a mensagem de Mourinho é clara e a crítica foi feita “do ponto de vista táctico“. Está tudo explicado. Em ortografia portuguesa europeia — ou através de outros recursos — nos vamos entendendo.
“Trabalhos tenha quem trabalhos me quer dar”
Terminou a primeira fase do campeonato nacional sénior de hóquei em campo, no que aos apurados para o play-off final diz respeito, uma vez que os dois jogos que falta disputar já não vão interferir na classificação final dos quatro primeiros, exactamente aqueles que vão lutar pelo título.
O grande vencedor desta primeira fase é o CF Benfica, que derrotou o campeão nacional, a AD Lousada, e parte em primeiro para a derradeira fase, onde vai encontrar o Sport Club do Porto, que foi quarto.
O segundo classificado, a AD Lousada, vai defrontar o terceiro, o CF União de Lamas. Havendo empate ao fim dos dois primeiros jogos (o primeiro, em casa da equipa mais bem classificada), a negra será jogada em casa do CF Benfica e da AD Lousada, “cabeças-de-série” à partida para o play-off. [Read more…]
O prometido é devido
Prometi que daria os parabéns aos jogadores e técnicos do Benfica se fossem campeões europeus em hóquei em patins.
Normalmente, cumpro o que prometo. Não sou político. Faço-o como desportista, que me prezo de ser; faço-o em nome da honra, que os atletas do SLB conquistaram; faço-o em nome daqueles que não aceitaram a decisão zarolha de uns tantos que queriam conspurcar, mais uma vez, o desporto.
Luís Sénica é um treinador que admiro, avesso a protagonismos baratos. Ele construiu a única equipa capaz de se bater com o FC Porto, o que tem feito, não com o sucesso todo, mas com alguns momentos de sofrimento que tem causado aos portistas. E conseguiu, sobretudo, que os seus atletas respeitassem o grande rival, porque o morder os calcanhares, paulatinamente, ao grande rival é uma forma de o ir desgastando. Luís Sénica soube conquistar o respeito de quase todos, para além das querelas clubísticas.
O Benfica venceu, ontem, o FC Porto, no prolongamento, com um golo de oiro e é rei na Europa. Para os lisboetas, foi a primeira; para o FC Porto, seria a terceira vitória europeia numa final. Por tudo o que o Benfica tem dado ao hóquei português, que está bem ao nível desportivo, como disse Sénica, mereceu, finalmente, a coroa. Até porque o jogo, durinho quanto baste, foi jogado com extremo respeito por uma e outra equipa. E os jogadores até souberam resistir à tentação de provocar o adversário. E o FC Porto foi igualmente digno na forma como aceitou a vitória do eterno rival, aguardando em rinque para dar os parabéns ao vencedor.
Ainda bem que a futebolização não atingiu os intérpretes do jogo desta final.
É tempo de se ressuscitar um velho espírito do hóquei em patins, modalidade em que passei alguns dos momentos altos de socialização com o adversário, quer na Luz quer em Alvalade, mau grado os excessos de sempre por parte dalguns grupos organizados para confundir desporto com outra coisa menor, que nada tem a ver com o respeito exigido por aqueles que suam as camisolas em campo.
Parabéns, por isso, aos vencedores, ainda que equipando de vermelho e com a águia ao peito (ontem, equiparam de negro), pelos atletas que tem, pela equipa técnica que tem.
Parabéns aos atletas do FC Porto por terem honrado a vitória do adversário.
Foi bonito!
Foto: “roubada a “O Jogo”
Benfica, campeão europeu!
Excelente jogo. Viva o Benfica! Parabéns aos vice-campeões europeus. [pág. oficial]
Afinal, há final
Afinal, às 17h00, no Dragão Caixa, haverá final da Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins.
Não, não foi o bom senso, foi a “honra dos atletas” e foram “as condições parcialmente satisfeitas” que ditaram o volte-face dos responsáveis do Benfica para se apresentarem a jogo. Foram os atletas que se impuseram, porque foram eles que suaram e deram tudo para estar na final.
Salve-se o desporto, que o dirigismo está a precisar de limpeza.
O combustível que alimentou a reunião dos líderes com poder para, alegadamente, decidir sobre o jogo estava marado!
Haja Deus!
PS. Em momento de segredo, se o Benfica vencer a final, eu vou aplaudir. Porque, como dizia antes, os atletas ainda são a melhor coisa do desporto. A única limpa!
Em nome de quê?
É o Benfica no seu melhor. Em nome da transparência, do respeito – pelo público, por todos aqueles que gostam de hóquei em patins. Maxime, pelos atletas que ontem fizeram tudo para estarem na final com merecimento.
Eu até posso compreender que quem, como eu, viu na televisão – onde os pormenores são mais evidentes – os atletas do Benfica, tenha ficado com a certeza de que a equipa lisboeta acabou presa por arames um jogo morno, ainda que emotivo pelo resultado.
Quem, como eu, viu a velocidade da meia-final entre os italianos e a equipa do FC Porto, ficou igualmente com a certeza de que quem defrontasse os portistas na final se sujeitava a um resultado catastrófico. A diferença foi abissal entre um e outro jogo das meias-finais. [Read more…]
Por mim podes ir andando
Benfica de Parabéns
Perdeu tudo mas esteve em todas as decisões. São assim as grandes equipas.
Ocupem o (leão do) Marquês
Li hoje, num jornal desportivo, que há figuras, entre aquelas que foram mandadas pela porta fora há dias, que estão enjoadíssimas pelo facto de os direitos desportivos de João Moutinho terem sido vendidos por 25 milhões.
Pasmo com o ridículo da situação.
João Moutinho veio para o FC Porto por 11 milhões e com uma salvaguarda de que 25% das mais-valias duma futura transferência caberiam ao Sporting.
Na sua estadia no Dragão, o passe do atleta valorizou de tal forma que o seu valor atingiu mais 14 milhões.
Sendo certo que o jogador foi apelidado pela Direcção de Sporting de “maçã podre”, epíteto a que se associaram algumas das figuras leoninas agora escandalizadas, é no mínimo estranho que esses sportinguistas, que nada têm agora a ver com a gestão do Sporting, limitando-se a pagar as quotas, venham reclamar que João Moutinho não tenha sido vendido pela cláusula de rescisão. Nem o Hulk, meus senhores, foi!
James Rodriguez têm menos 5 anos que o ex-jogador do Sporting, o Porto pôde exigir o valor da cláusula de rescisão, da mesma forma que já afirmou que Mangala, da mesma idade de James, só sai pelo seu valor, 55 milhões.
Agora eu pergunto, vender um médio de 26 anos pelo preço que o Barcelona está disposto a pagar pelo avançado Neymar – que, se é mais velho que James, é pouco – é má venda?!
O Porto valorizou o atleta, que nunca havia ganhado nada, e, mesmo assim, o Sporting lucra mais com a actual transferência do que o FC Porto, a quem o atleta pertencia no momento.
Podem-me dizer o que estes gajos querem?!
Mamar na teta do Dragão?!
Melões verdes fresquinhos
Está mal. Deviam ter vendido o James Rodriguez por 65 milhões e o João Moutinho por 5 milhões. Que era para eles ficarem a berrar ainda mais.
Começou a discussão dos apoios
Mário Santos, o Presidente da Federação Portuguesa de Canoagem e dirigente do Comité Olímpico de Portugal (COP), deu o mote, respaldado pelos recentes resultados internacionais dos canoístas portugueses, que não param de coleccionar medalhas entre os melhores do mundo.
Seguiu-se-lhe José Manuel Constantino, Presidente do COP. Claro que teria preferido, noblesse oblige, que o Presidente tivesse falado em primeiro lugar. Ter-nos-ia poupado à chicana, admitida em surdina por alguns dirigentes, de que o verdadeiro líder do movimento olímpico português é, de facto, o chefe da missão a Londres (2012) e já nomeado para igual incumbência em 2016, no Rio de Janeiro.
Mas vamos ao que interessa: Mário Santos falou no corte de 20% no alto rendimento da sua federação; Constantino foi mais longe e falou do corte cego em todas as federações, juntando uns acrescentos (entre 9 e 18%) bem substanciais – e substantivos – aos tais 20%. [Read more…]
O valor de João Moutinho
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Ao que parece, João Moutinho e James Rodriguez, do FC Porto, vão ser a partir da próxima época jogadores do Mónaco, onde mais um magnata russo promete animar o mercado e aliviar as depauperadas finanças dos principais clubes portugueses.
Se repararem, na imprensa tem-se falado sempre da venda «em pacote» dos dois jogadores e sempre da verba global de 70 milhões de euros. Diz-se nos «mentideros» que o negócio final, mantendo os 70 milhões, passará por valorizar ao máximo o passe de James Rodriguez, diminuindo, em consequência, o de João Moutinho. O motivo é óbvio: o Sporting terá direito a 25% do valor da transferência do seu ex-jogador.
Como diz o outro, é a economia, estúpido!
Aquém do esperado? O possível!
A participação dos clubes portugueses nas competições europeias não foi agradável, como não tinha sido a da selecção nacional masculina na Liga Mundial, disputada em Paris. Dizer que não foi agradável pode até ser considerado um eufemismo.
E, se a Académica de Espinho tem a desculpa, neste cotejo qualitativo, de ter participado no Challenge II masculino, já que o Sport Club do Porto participou no Challenge III, a equipa feminina da Invicta contabiliza a seu favor o facto de ter sido estreante em provas internacionais e porque os habituais treinadores da equipa, que a moldaram ao longo da época e lhe conferiram identidade, estiveram ausentes da prova, uma vez que ambos representam a Académica de Espinho como atletas. Pedro Santos, sobre quem recaiu a responsabilidade de comandar as senhoras do Sport, esteve, aliás, muito bem, ele que nos disse que não se vê como treinador, que não vai ser o seu caminho futuro. Mas que, na hora de ajudar, “todos temos que estar disponíveis”. [Read more…]
As coisas no devido lugar
Vindo de um benfiquista como o João Gobern, nada mais tenho a acrescentar.
E assim se fazem novos portistas

Foi linda, a festa. Ao lado da minha mulher e pela primeira vez com as minhas filhas, fui para a Baixa festejar mais um título e acabei no Estádio do Dragão. A mais velha já tinha adormecido ao meu colo quando, um a um, os jogadores e a equipa técnica foram sendo chamados ao «cogumelo», ontem engalanado para a ocasião. Arredado que ando destas lides por causa dos afazeres familiares, revivi velhos tempos, agora com outros protagonistas.
Tinha 3 anos quando comecei a ir às Antas com o meu velho pai. O Oliveira, o Seninho, o Duda ou o Gomes eram os heróis de então. Na fase em que já ia sozinho e pertencia à claque dos «Dragões Azuis», festejei muitas, muitas vezes com os meus ídolos – o Gomes, o Madjer, o Futre. Agora que sou eu o pai, já não tenho tempo nem paciência para criar ídolos (cada um dos jogadores que passa naquela casa é apenas o instrumento de uma vontade colectiva), mas pude perceber que o João Moutinho é um dos jogadores mais queridos da massa associativa, talvez porque personifique aquilo que é o espírito do «dragão». Um espírito que culmina com um título justíssimo, tão justo como seria se fosse o Benfica a vencê-lo.
A análise da época fica para depois. Por agora, fica a celebração. A festa. Uma festa que, pela primeira vez, teve duas novas protagonistas. E assim se fazem novos portistas. Só quem não sente o ardor da juventude / poderá vê-la, de olhos descuidados /Porto – palavra exacta. Nunca ilude / Renasce, nela, a ala dos namorados!
– «Quando é que vimos outra vez à festa do Pôto, pai?»
– «Sei lá, filha, espero que seja já pró ano!»
– «Pró ano? Isso é muito!»
Leonardo Jardim é um leão
Para começar, fez questão de conhecer pessoalmente a mulher de Bruno de Carvalho.
Futebol é outra coisa
Penso que nunca escrevi sobre futebol, mas já tenho escrito, várias vezes, sobre a futebolândia e sobre o futebolês. Mesmo sabendo que se trata de um negócio, com todas as sarjetas que isso implica, e mesmo torcendo pelo meu clube, não há milagres: quem joga melhor ganha mais vezes e quem joga melhor mais vezes ganha campeonatos.
Este ano, duas equipas jogaram o suficiente para serem campeãs. Uma delas foi um centímetro mais consistente e mereceu o primeiro lugar. Viva o Futebol Clube do Porto!
Entretanto, para lá do futebol, são raros os que conseguem manter a grandeza ou o desportivismo . Há muitos candidatos à descida de divisão. Embora ficasse melhor a Jorge Jesus dar os parabéns ao campeão, a verdade é que Vítor Pereira, sempre que esteve atrás do Benfica, teve declarações infelizes, pelo que estão bem um para o outro. Foi assim o ano passado e voltará a ser para o ano, bastando trocar nomes e cores.
O adepto futebolês, tal como qualquer treinador, jogador ou dirigente, é diferente dessa raridade que é o amante do futebol. Os primeiros são meros coleccionadores de casos de arbitragem e, no fundo, detestam desporto, especialmente o futebol. Não deixam de ser, evidentemente, exemplares que têm tanto de cómico como de assustador, conforme as circunstâncias. [Read more…]
Houve um ligeiro toque
Ricardo, o defesa do Paços de Ferreira:
Houve um ligeiro toque», reconheceu Ricardo à Rádio Renascença, após o encontro.
Face à falta e com James isolado, a expulsão aceita-se. De qualquer forma, o defesa do Paços de Ferreira contesta a marcação de uma grande penalidade. «Houve o toque mas claramente fora da área», concluiu Ricardo.

O resto, esquecendo a dupla Capela & João Ferreira, são desculpas de mau perdedor.













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