Algo de bom na negra noite eleitoral do Dia do Animal

jorge_falcatoPara além da grande surpresa do PAN (literalmente a comemorar o Dia do Animal), como referiram o João Mendes e o Jorge, há outra boa notícia, talvez aquela que vi com mais alegria: a eleição pela primeira vez de um deputado – Jorge Falcato – que se desloca em cadeira de rodas. Pelo Bloco de Esquerda, claro!

De repente, ao saber desta notícia, que ainda não li em lado nenhum, foi como se a escuridão da noite e do futuro que se anuncia para o país fosse um pouco menos pesada. Naquele momento, pareceu-me ver um pequeno orifício de luz nesta espiral medonha que nos assombra. E isso deu-me alento. Hoje estou no rescaldo das eleições e continuo a não acreditar na escolha do povo soberano. Não vejo o futuro com bons olhos. Aliás, a minha alma está como o dia: cinzenta, carregada de tristeza e de ventanias de desolação. Hoje chove na minha alma, a chuva escorre em mim e não me deixa secar. E por isso tenho que me agarrar a esta nesga de luz. A este Homem que, juntamente com alguns outros Homens e Mulheres excepcionais, me mostram o caminho a seguir nos maus momentos.
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Eleições Legislativas 2015: Vencedores e perdedores

legislativas 2015 resultados

 

Como já referiu o João Mendes, o PAN é um dos grandes vencedores, por entrar para o restrito clube da AR. O BE é outro dos grandes vencedores, ao conseguir mais do que duplicar o resultado de 2011.

Nas restantes comparações com 2011, o PCP ficou ela por ela, O PSD e o CDS perderam muito (30 deputados) e o PS ganhou alguma coisa (12 deputados), sem ser, no entanto, suficiente. Está visto de que lado da boyada vai haver choros e gritos de alegria.

O LIVRE perdeu ao ficar atrás do Garcia Pereira do “Morte aos traidores”. Marinho e Pinto, enfim, também perdeu, ao quase não descolar  da matador de traidores.

E depois há esses fantásticos PSD na Madeira (3 deputados) e PSD nos Açores (2 deputados), contra 2 deputados e 3 deputados respectivamente para o PS. Parece que as ilhas são um mundo à parte.

Falta distribuir 4 deputados neste momento.

Portugal no seu Pior

Portugal à Frente

JN de 04/10/2015

Amanhã vou fazer um telefonema…
Mas não vai ser para pedir trabalho, vai ser para os mandar à merda e com todas as letras. Em maiúsculas!

Imagem roubada da página de Facebook de Miguel Januário.

A insistência na demissão de Costa

costa cartaz invertido

A coligação de direita está a procurar pressionar Costa para que este se demita. Vão buscar exemplos do que outros líderes, inclusivamente do PSD, fizeram. Sem dúvida que lhes daria jeito uma capitulação neste momento, mas há um outro aspecto que dá ainda mais jeito à coligação de direita. Se o PS perder o seu líder hoje, é garantido que amanhã não haverá uma inesperada coligação de esquerda a procurar formar governo.

Esquerda canhestra orgulhosamente só

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Cafeteira para masoquistas (Catalogue des objets impossibles, Jacques Carelman)

A confirmarem-se os resultados das primeiras projecções, saberemos várias coisas.

1ª – que a massa abstencionista votou no PàF, compreendam isto de uma vez por todas. Gente desinformada, vítima do desinvestimento na Educação e na Cultura que o PSD/CDS e o PS têm levado por diante, que se abstém por não perceber que o sistema não confere a esse não-voto de protesto o significado que gostariam que tivesse. Gente doente, também.

2ª – que a divisão da esquerda é um desgosto para a esquerda. A ausência de estratégia roça a náusea: os compromissos que não querem fazer, de que não são capazes, revelam a sua doença – doença histórica, de gente de pensamento anacrónico, que faz tábua rasa da realidade que não foi capaz de impedir e a que agora oferece um tempo extra, em nome, também, da manutenção dos seus pequenos poderes locais.

3ª – que as fantasias dessa esquerda são indignas da esquerda: as dos que prosseguem sonhando com um apoio popular maciço, com a sublevação revolucionária, sonhos de que não abrem mão, enquanto o povo definha e o neoliberalismo decadente sobrevive mais uns anos.

4ª – que permanece por experimentar um compromisso inteligente e estratégico entre todas as forças à esquerda.

5ª – que está por realizar um diálogo de compromisso com os pequenos partidos, indistintamente considerados. Negociar acção legislativa com os pensionistas e reformados, negociar acção legislativa com os ecologistas, conversar tudo isso, fazer compromissos. Aprendam a ceder, a dar e a receber. O diálogo democrático é isso. Apenas o Livre parece ter percebido isso.

Demasiada opinião e pouca informação

Gabriela Canavilhas acaba de dizer à RTP que “houve demasiada opinião e pouca informação”. Efectivamente, com menos ‘opinião’ e mais ‘informação’, Gabriela Canavilhas não teria dito: “Eu, pessoalmente, estou convencida de que, daqui a dez anos, ainda estou a escrever ‘facto’ com cê”.

O milagre da multiplicação dos PPD/PSD’s

PSD'ss

Coligação PSD/CDS-PP vence as eleições. PSD surge na quinta posição. É o que podemos ver no site www.legislativas2015.pt. Será um novo partido social-democrata? Já era tempo de voltarmos a ter um!

Marco António Costa ressuscitou, aleluia, aleluia!

jnlx270309bc Entrevista ao líder do PSD Porto Marco António Costa Bruno Simões Castanheira

Minutos depois de se conhecerem as primeiras projecções, PSD e CDS-PP apressaram-se a reagir. E depois de semanas de campanha em que foi praticamente invisível, Marco António Costa é o escolhido para falar em nome dos “sociais-democratas”. A escolha deste gestor ruinoso, acusado de gerir uma complexa rede de tráfico de influências, é ilustrativo daquilo que por aí vem. E a imunidade parlamentar vem mesmo a calhar. Eis o alpinista político ressuscitado dos mortos. Aleluia, aleluia!

Foto: Bruno Simões Castanheira@Dinheiro Vivo

Eleições Legislativas 2015: projecções às 20:00

RTP (Católica)
PAF 38% a 43%
PS 30% a 35%
BE 8% a 11%
CDU 7% a 9
LIVRE: 1%
SIC (Eurosondagem)
PAF 36.4% a 40.2%
PS 29.5% a 33.1%
BE 8.1% a 10.5%
CDU 6.8% a 9.0
TVI (Intercampus)
PAF 36.8% a 41.6&
PS 29.5% a 33.6%
BE 8.4% a 12.0%
CDU 6.7% a 10.3%
LIVRE: 0 a 1 deputado
PAN: 0 a 1 deputado
JPP: 0 a 1 deputado

Olhares sobre as legislativas 2015: anúncio de emprego

Pólo Norte

Primeiro-Ministro
Anónimos- Portugal

O nosso cliente, país com elevado potencial mas profundamente descrente com o sistema vigente, está neste momento a recrutar para uma vaga para a função de primeiro-ministro. Se procura uma experiência na área de ressuscitação de um país em coma, esta oferta é para si!

Será responsável por:

  • Restabelecer a crença num futuro melhor a mais de dez milhões de portugueses
  • Gerir um país sem pedir a ajuda do público, dos 50/50, lá de casa ou do FMI
  • Governar com base naquilo que prometeu durante a campanha política e, consequentemente, razões pelas quais foi eleito e não governar ao lado sob o álibi de que a culpa é do Governo anterior, do Lobo Mau, da Madrasta Má da Branca de Neve ou do Coiote,
  • Estabelecer políticas reais de emprego, de empregabilidade, de estabilidade de contratos de trabalho, do fim da conivência com a precariedade, com a desvalorização da mão-de-obra, com a banalização do trabalho através de estágios não remunerados, estágios profissionais sem perspectiva de colocação efectiva, com falsos recibos-verdes
  • Ressuscitar o tecido empresarial, acreditando que uma tributação mais justa e um IVA mais baixo serão sempre melhores opções que lojas falidas, restaurantes fechados, insolvências em barda e leilões de bens confiscados vendidos ao desbarato
  • Analisar e elaborar propostas de implementação de políticas que devolvam a esta terra os jovens bem preparados academicamente e que se viram obrigados a pôr o seu saber ao serviço de outrem por via da emigração por falta de oportunidades num país que precisa deles
  • Garantir a continuidade e a sustentabilidade do país promovendo o apoio à instituição família, quer por via de políticas de incentivo à natalidade, de promoção do bem estar das famílias, de elaboração de políticas de educação que garantam a qualidade de vida das crianças e de respeito pelos idosos
  • Devolver o Ministério da Cultura e a própria cultura a um país que está em profundo síndrome de abstinência há 4 anos

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A desculpa esfarrapada de Cavaco

“Os presidentes da República não vão às cerimónias do 5 de Outubro quando calha em tempo eleitoral. Foi assim com os meus antecessores, é assim comigo”, justificou assim Cavaco a sua futura falta ao serviço.

Pequeno detalhe: o “tempo eleitoral” termina hoje às 20 horas. A falta continua a ser injustificada, com direito a despedimento com justa causa.

Eleições legislativas 2015: comente em tempo real

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Cavaco, o avisador, avisou e não ficou calado conforme prometeu

ARMENIO BELOFoto: Arménio Belo/LUSA

“A forma como irei decidir, embora já esteja na minha cabeça, eu não irei revelar nem um centímetro”, Cavaco Silva a 1 de Outubro.

“Das eleições para a Assembleia da República dependerá a formação do novo Governo. Não são admissíveis soluções governativas construídas à margem do Parlamento, dos resultados eleitorais e das forças partidárias”, Cavaco Silva no dia de reflexão anterior às eleições, juntando-se ao coro da coligação cujo nome não pode hoje ser pronunciado mas que passou a semana passada a dizer que não seria admissível que ele tivesse mais votos e que, na segunda-feira, os portugueses acordassem com um governo da área política oposta à dele.

Só faz falta quem está

cavaco de chapéu

Cavaco diz que não estará presente nas comemorações do 5 de Outubro, um dos quatro dias que eram feriados e que o governo nos roubou. Só faz falta quem está presente e, aposto, ninguém dará pela sua ausência. Como li algures, não consigo precisar onde, esta falta injustificada ao que são as suas funções tem como consequência o despedimento por justa causa.

Falou esta semana para dizer aos portugueses que não importa a forma como irão votar amanhã, pois ele já sabe o que irá fazer. Cala-se quando é suposto falar e fala quando não deve. Boas notícias para o próximo Presidente da República, que nada precisará fazer para superar aquele que é, inquestionavelmente, o mais fraco representante da nação, desde 1974.

Eis a cabeça que serve para segurar um chapéu, e destes há muitos, ó Cavaco.

Eleições e direitos de cidadania: residentes estrangeiros

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«Pago IRS, pago Segurança Social, pago Taxa Moderadora mas não posso votar, apesar de viver há mais de trinta anos em Portugal. Tenho todos os deveres mas não tenho todos os direitos!»
[Um cidadão cheio de razão]

Olhares sobre as legislativas 2015: Cidadania subdesenvolvida

Ana Moreno

A abstenção é apenas uma das faces do estado imaturo em que se encontra o exercício da cidadania em Portugal. Mas ir votar é apenas uma das manifestações de cidadania, a mais pontual. De muitas outras, um exemplo bem actual que evidencia essa imaturidade é o facto de, a quatro dias de terminar o prazo da Iniciativa de Cidadania Europeia auto-organizada contra o Tratado Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP), Portugal ser uma das 6 desonrosas excepções (juntamente com a Estónia, Lituânia, Letónia, Chipre e Malta) dos países europeus que ainda não conseguiram alcançar o quórum representativo para o país. Em todos os outros países europeus o respectivo quórum foi mais do que largamente ultrapassado e no total a Iniciativa foi já subscrita por mais de 2,9 milhões de europeus.

O tema de fundo de ambos os casos é o mesmo: o exercício da cidadania, que é a base de sustento de uma democracia viva, é minimalista, tosco, porque os cidadãos se recusam a ter uma participação vigorosa e organizada. Perante a dureza fuzilante de uma política de austeridade apontada contra os que menos têm, empobrecendo-os até à vergonha através da retracção crescente do estado social e do desemprego; perante a desapropriação e poluição do espaço nacional que a todos deveria pertencer, através de privatizações e concessões, como a concessão de direitos de prospecção e exploração de petróleo e gás natural em terra e no oceano ao largo da costa algarvia, a poucos quilómetros de áreas designadas de protecção e conservação; perante a proliferação de parcerias público-privadas que socializam os custos e privatizam os lucros; perante a ferida social e económica que representa a perda de jovens qualificados que emigram por receberem salários irrisórios, deixando os governantes indiferentes… perante tudo isto, uma grande parte da população acha que não tem nada que ir votar “porque são todos iguais” e outra grande parte vota nos mesmos ou quase, sabe-se lá porquê.

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Olhares sobre as legislativas 2015: Voto Útil, voto Inútil

Joana Lopes

V U 5

separador aventar
“Olhares sobre as legislativas 2015” é uma série de perspectivas diferentes, políticas ou não, num espaço de temática marcadamente política. Escreva-nos.

Olhares sobre as legislativas 2015: Cristo desceu à terra

José Serrão

Queridos amigos xenófobos, simpatizantes de Duarte Lima, herdeiros dos torcionários da PIDE, viúvas de Salazar, adeptos da Troika, portadores de cérebros bafientos, tocadores de cassetes estafadas, filósofos de pacotilha, caciques ressabiados, frequentadores da revista Cristina, marialvas, totós, senhores penteadinhos, chicos-espertos e quejandos: Vou dar-vos esta notícia a preto e branco porque se me acabaram os lápis de cores: Cristo desceu à terra. Está escondido no bolso do Sr. Primeiro Ministro.

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“Olhares sobre as legislativas 2015” é uma série de perspectivas diferentes, políticas ou não, num espaço de temática marcadamente política. Escreva-nos.

Não votarei na coligação de direita

Junto-me aos aventadores que dissertaram sobre o seu sentido de voto, aproveitando para sublinhar o aspecto plural do Aventar.

portugal à frente

Há quatro anos e meio escrevi umas linhas e agora, ao reler, até parece que estava a falar da presente campanha eleitoral.

Depois de seis anos de campanha eleitoral, em quem votar? No que me toca, já lá irei, mas antes gostaria de explicar esta da campanha eleitoral dos seis anos. Para tal, socorro-me do recorrente anúncio do sucesso frustrado, sendo o grande feito das contas públicas o último acto desta tragédia. Em Fevereiro, o governo lançou aos quatro ventos a ideia de termos um tal sucesso ao nível da execução orçamental que havia um excedente orçamental. A comunicação social nem questionou os dados embrulhados em celofane que, certamente, as assessorias de imprensa prepararam. Apresentei na altura as minhas dúvidas e, há dias, vi-as confirmadas quando a Unidade Técnica de Apoio Orçamental nos informou que apenas se tinha adiado o pagamento de contas.

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Olhares sobre as legislativas 2015: Ao sprint

Márcio Candoso

As sondagens estão todas erradas, mas não tanto que não seja possível encontrar uma tendência. O PàF vai ganhar, perdendo mais de meio milhão de votos em relação às eleições de 2011, e o PS fica ali naquele limiar de quem nem sobe nem sai de baixo – também se diz de outra maneira, mas não é aqui o lugar e a hora.

Mas a ‘esquerda’ – ou lá o que é isso – vai ter mais deputados que a ‘direita’ – ou salvo seja. Lindo molho de bróculos!

Ou seja, o senhor gajo que vai faltar às comemorações do dia daquela coisa de que ele é presidente, vai ter uma decisão evidente, que é dar posse ao Passos&Portas, Lda. Mas verá cair nos dias seguintes o Governo que nomeou. Para os mais velhos, o nome de Nobre da Costa começa a soar no horizonte… [Read more…]

Porque vou votar na Coligação

paf

Umas eleições deveriam ser, basicamente, a escolha de quem nos vai governar nos quatro anos seguintes. Ou seja, o juízo de valor que sustenta a decisão de um qualquer voto, definir-se-ia pelo resultado da análise de quem seria mais capaz para gerir os destinos do País. No entanto, e compreensivelmente, aquele processo mental sofre a influência de muitas outras variáveis, com uma acima das outras todas: o julgamento do Governo que esteve em funções na legislatura que termina. Legítimo e natural.

Deste modo, temos duas vertentes principais que determinam a escolha que se fará no próximo dia 4 de Outubro: quem preferimos que nos governe nos próximos 4 anos e se sancionamos o que o Governo fez nos 4 anos que agora terminam.

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É exactamente isso que eles esperam de ti

Abstenção

Não votes, não questiones, não discutas, não opines e nem te atrevas a pensar que podes fazer a diferença.

Resigna-te. E agradece a Deus as canetas e os aventais que te deram.

Olhares sobre as legislativas 2015: Nesta campanha valeu tudo!

Isabel Atalaia

Amnésia, tracking polls, crucifixos, ameaças, retratos salazarentos das mulheres, ameaça de caos, o espectro do senhor engenheiro e números, muitos números, números escondidos, números mentirosos, números torcidos. Tantos números que fiquei com a cabeça à roda. Incorrigível vi os debates, as reportagens de campanha, ouvi alguns “opinadores”, não todos… Sou eleitora, mas não mártir.  Li os programas eleitorais, de todos os partidos com representação parlamentar,  na parte que diz respeito à cultura. A minha doidice chega a este ponto.  Com honrosas excepções – só generalidades. [Read more…]

Isto não é eleitoralismo, são apenas aumentos salariais na função pública a 3 dias das eleições

Eleitoralismo

Apesar da confiança absoluta grande e boa na vitória este Domingo, as tropas da coligação não perdem uma oportunidade para fazer uso da arma do eleitoralismo, colocando ao seu serviço os recursos comuns do Estado bem como a influência dos seus governantes que nas últimas semanas pararam de trabalhar para se dedicarem à campanha dos seus partidos.

Sabemos que a caça ao voto desde São Bento já começou há alguns meses. Acenaram-nos com a possibilidade de descidas de impostos e reposição de cortes, mais recentemente com a devolução da sobretaxa em função do resultado da execução fiscal, imprevisível, e agora, na recta final, surgem alguns incentivos extra com todo o habitual descaramento a que estas coisas obrigam. [Read more…]

Eu voto Pedro Passos Coelho.

Pedro-Passos-Coelho

Actualizado às 14h38.

Eu acredito na social-democracia. Por isso inscrevi-me faz quase 25 anos no Partido Social Democrata. O fundador do PPD/PSD, o saudoso Dr. Francisco Sá Carneiro, consubstanciou o seu pensamento politico no ideário de Eduard Bernstein, de Karl Kautsky e no SPD Alemão, do pós – segunda guerra mundial, de Willy Brandt e de Helmut Schmidt, adaptando-o ao contexto cultural português e à nossa sociedade.  O programa de Godesberg teve também uma influência importante na definição do pensamento social-democrata fazendo, desta forma, um corte com o socialismo-marxista. Entendo e defendo a social-democracia como uma ideologia em que o estado social deve assentar em três pilares basilares, a saúde, a educação e a segurança social. E estes pilares devem ser garantidos pelo Estado.

Tenho a honestidade intelectual de reconhecer que o governo de Pedro Passos Coelho, em diversas situações, esteve longe do cumprimento do ideário social-democrata, mas também reconheço que a conjuntura económico/financeira em que encontrou o País não deixava muito margem para a sua execução. Nenhum político faz cortes com prazer. Faz porque é obrigado a fazê-los. E Passos Coelho assim foi obrigado. Não fez tudo bem. Entendo que poderia ter tomado outras decisões e fazer as coisas de uma outra forma. Elogiei muitas vezes o Primeiro-Ministro, mas também fui critico em função de algumas das opções tomadas. Mas ser Primeiro-Ministro não é fácil, muito mais, na conjuntura que teve que enfrentar. Passos Coelho traçou um rumo, trilhou um duro caminho, conseguiu recuperar a credibilidade do país junto dos nossos credores e a nossa economia começa a dar sinais de uma efectiva recuperação. É óbvio que estes resultados foram alcançados com o sacrifício de muitos milhões de portugueses. Mas é o próprio Pedro Passos Coelho o primeiro admitir que sem a colaboração dos portugueses nada disto teria sido possível.

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Olhares sobre as legislativas 2015: Hay gobierno? Se hay soy contra

Ana Cristina Leonardo

Diz que sacou de um crucifixo. O Passos. Na recta final, enquanto distribuia beijinhos por velhinhas acamadas e jurava que tinha muita fé nas pessoas (já a Cristas era mais fé que chovesse mas não me lembro se realmente choveu). Há dois anos, coube a Portas agradecer a “intervenção de Nossa Senhora” a respeito de uma coisa qualquer que metia marés e petroleiros.

[Como diria o António Nobre: “Georges! anda ver meu país de Marinheiros, / O meu país das naus, de esquadras e de frotas!”] [Read more…]

Olhares sobre as legislativas 2015: estabilidade e voto útil

Alex Gozblau

alex

separador aventar
“Olhares sobre as legislativas 2015”  é uma série de perspectivas diferentes, políticas ou não, num espaço de temática marcadamente política. Escreva-nos.

O elogio do oportunismo na campanha da coligação PSD/CDS-PP

Elogio

Hoje liguei e televisão para ver o Ricardo Araújo Pereira na TVI e, depois de uma sessão de Cavaco contra Cavaco, assisti a algo que, apesar do nível primário a que a campanha da coligação PSD/CDS-PP desceu, não esperava ser possível. Aos 7.20 minutos do Isso é tudo muito bonito mas, surge um indivíduo, possivelmente candidato pela coligação, que nos brinda que esta pérola que entra directamente para o top 10 do elogio do oportunismo com requintes de estupidez: [Read more…]

Resignação

Tuga

Eles não esperam outra coisa de ti.

Sondagem Eleitoral realizada por um cidadão através do Facebook

Outras projecções. O relatório aqui.