
Fonte: Aqui
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Ao longo dos últimos dias, o Aventar publicou vários artigos sobre o “comentador” Alexandre Guerreiro que geraram uma enorme curiosidade dos leitores com audiências recorde no nosso blogue. Hoje, o Expresso publicou um trabalho sobre a personagem em causa. Um trabalho do jornalista Vitor Matos.
Nessa entrevista, alguns dos dados agora tornados públicos pelo Expresso já os leitores do Aventar os conheciam, nomeadamente a ligação umbilical à Rússia, a sua participação num evento da Universidade de MGIMO (Rússia) e da ligação desta (e do Alexandre Guerreiro) ao ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.
Agora sabemos quem pagou as despesas: “Na segunda participação, o governo da Crimeia ofereceu a viagem e a estadia” mas o homem continua a dizer que não é pago pelos russos. Aliás, começou por dizer que nunca recebeu nem um chupa-chupa para mais à frente reconhecer que afinal lhe pagaram a ida à Crimeia. Mais uma das múltiplas contradições da personagem, algo já visto antes nos seus escritos nas redes ou intervenções na SIC.
De todo o modo, depois de uma leitura atenta à peça jornalística, ficam algumas dúvidas que espero ver respondidas nos próximos tempos:
Qual o motivo para, depois de ser exonerado do SIED, a Presidência do Conselho de Ministros (PCM) lhe ter criado um posto de trabalho alegadamente “à medida” no governo da PAF, em 2015?
Qual a relação entre a sua ligação à Rússia e em alguns dos seus posts partilhar ideias comuns com as do Chega? Será que temos aqui uma ponte?
Estou certo que vamos ter, aqui no Aventar (e não só), “cenas dos próximos episódios”.
(já agora, a foto deste artigo é de Alexandre Guerreiro, militante do PAN, sim, do PANe foi retirada DAQUI)
Foto: Michael Kappeler / dpa
O Chanceler alemão, Olaf Scholz (SPD) pode estar a ser o primeiro líder europeu a recuar por motivos económicos. Já sei que muitos dirão que se estava mesmo a ver e a célebre frase “É a Economia, estúpido” será a primeira a surgir. Só que o problema de Olaf é outro.
Obviamente, o preço do barril do petróleo, do gás ou dos cereais está a gerar pânico em muitas das grandes empresas alemãs e imagino a pressão que devem estar a exercer sobre o governo alemão. O problema do chanceler é outro. A sociedade alemã. Ou seja, os eleitores. No último estudo de opinião conhecido (Instituto FSB), 49% dos alemães eram favoráveis ao envio de tropas da NATO para a Ucrânia – e este estudo foi publicado na última semana de Janeiro, ainda antes da invasão e existe a noção que esta percentagem hoje é maior. Além disso, em Berlim, realizou-se uma das manifestações mais participadas na Europa a favor da Ucrânia. Ou seja, a opinião pública alemã está de um lado e os grandes interesses económicos alemães estão do outro.
Falta saber de que lado da barricada se vai posicionar Olaf Scholz. Sobretudo quando já se percebeu o lado que os Liberais e os Verdes, seus parceiros de coligação, escolheram. A opção que o Chanceler alemão tomar vai ser um importante indicador para o que podem vir a fazer os restantes líderes europeus. Esta pode mesmo ser a primeira grande batalha entre a opinião pública europeia e os seus lideres, depois de boa parte dos especialistas terem afirmado que até agora foram os primeiros a impor aos segundos o caminho a seguir.
Quem é que lhe paga mesmo o salário e lhe fornece o orçamento estratosférico?
Quem?
Um membro da família real da uma monarquia absoluta e totalitária que governa com a Sharia numa mão e o chicote na outra?
Que pune o adultério com lapidação?
Que dá ordem de prisão a vítimas de violação, encarcerando-os pelo menos um ano?
Que chicoteia no tronco, como os portugueses faziam na senzala, quem bebe álcool?
Que decreta a pena de morte para apostatas e homossexuais?
Ah, OK. Então está bem.
P.S. FORÇA, SPORTING!
É ou não é verdade que a gasolina que é vendida hoje deriva de petróleo comprado há meses? E que o preço do barril nessa altura estava bem mais baixo do que hoje? Então, onde entra a desculpa da guerra nesta equação? Será que alguém nos pode explicar?

“O fundamental é que há uma mudança geopolítica radical e ela apanhou a Europa desprevenida, a Europa respondeu bem, mas deve responder com mais força porque o [presidente russo] Putin demonstrou que é um homem em quem não se pode confiar e do qual tudo se pode esperar, tudo do pior”, alertou o General Ramalho Eanes.
Olha, mais um militar que não concorda com as três sumidades militares televisivas que temos.

Zita Seabra, assegura a edição de ontem do I, acredita que Nossa Senhora de Fátima irá converter a Rússia, o que não deixa de ser uma previsão curiosa, num país onde mais de 90% da população é cristã.
Na sua mais recente aparição, Zita Seabra manifesta também a sua crença numa outra possibilidade, igualmente curiosa: a de que a Rússia se livrará do comunismo por intermédio, uma vez mais, de Nossa Senhora de Fátima. Como se a divindade cristã não tivesse mais o que fazer que andar a atender as rezas de Zita Seabra.
Não obstante, é caso para dizer que Zita Seabra esteve particularmente certeira. Com décadas ou séculos de atraso, é certo, mas ainda assim certeira. No campo religioso, a implantação do Cristianismo é secular. No caso do comunismo, já lá vão mais de 30 anos desde que deixou de contar para o que quer que fosse que não seja folclore. O comunismo até pode ter saído da Dra. Zita, mas a cassete encravada parece-me, é para sempre.

Depois venham dizer que o PCP anda a ser perseguido…É melhor entrevistar outra vez a Senhora Embaixadora…
Eu suponho que aqueles que dizem que Zelensky ao não se render está a levar o povo ucraniano para a morte, venham agora dizer que Alexey Navalny está a levar o povo russo para a morte ao incentivar os protestos anti guerra. Mas, vamos ao que interessa, o tal batalhão Azov.
O pelotão Azov é composto por neo nazis e outros fascistas do mesmo género que pululam pela Ucrânia. Ora, Putin e a sua máquina de propaganda, onde não faltam desde aliados no ocidente (porque será???) até meros idiotas úteis, não se cansa de bradar e sublinhar este facto. É natural. Como é natural relembrar os direitos LGBT na Palestina – a homossexualidade é ilegal (?!) na Faixa de Gaza. A autoridade religiosa é profundamente fundamentalista. Em geral, a comunidade LGBT enfrenta a rejeição, hostilidade e até violência física em Palestina. Da mesma forma, segundo a IMAGES, 21% das mulheres palestinianas entrevistadas para o seu relatório, confirmaram já ter sido alvo de violência doméstica fruto da tradição e cultura palestiniano. E nem vale a pena referir tudo o que se sabe sobre o Hamas.
Mas, afinal, onde é que eu quero chegar? Simples: Estes comportamentos e ideologias destes grupos na Palestina invalidam a luta pela liberdade e contra a ocupação das suas terras por parte do Povo da Palestina? Não. A ideologia por detrás dos membros do pelotão AZOV invalida a justeza da luta do Povo ucraniano? Também não. Não vamos misturar alhos com bugalhos nem fazer o jogo da propaganda putiniana. Porque esta coisa de “aquele terrorista/fascista é melhor do que aquele outro” cheira a hipocrisia. Não cheira, tresanda.

O meu camarada aventador, Fernando Moreira de Sá, escreveu aqui um texto interessante, sobre o qual me apraz deixar aqui sete notas, tipo sete pecados mortais. Aqui vão eles:
1) A discussão extremada que o Fernando refere é real, dura há anos, para não dizer décadas, e continuará bem viva, enquanto a dualidade de critérios imperar. Arrisco dizer para sempre. No caso presente, é interessante notar que há quem fique muito ofendido quando outro alguém ousa trazer para a discussão sobre a presente invasão os antecedentes que dela são indissociáveis, como se isso implicasse, necessariamente, legitimar a invasão ou defender Putin. Até porque, de uma maneira geral, as pessoas que recusam ouvir falar desses antecedentes, alguns dos quais bem presentes, são as mesmas que estão constantemente a falar – e bem – na barbárie estalinista, tendo Estaline morrido há mais de 60 anos.
2) Sobre a ideia do Império do Mal, importa referir que o Ocidente não é um império uno e indivisível. Os criminosos ocidentais estão bem identificados e não é a pertença à NATO que os define. É, por exemplo, invadir um país sem consultar todos os seus parceiros, e com base num pressuposto fabricado, como os EUA fizeram com a segunda invasão do Iraque. É, também, orquestrar um golpe de Estado contra um governo democraticamente eleito, pelo motivo de esse governo não ser favorável aos interesses de Washington. É, igualmente, nunca ter respeitado o plano de partilha da Palestina, aprovado por uma larga maioria dos membros de então da ONU, e continuar a construir colonatos ilegais na Cisjordânia, impondo uma verdadeira ditadura ao povo palestiniano. Dito isto, ninguém considera uma Noruega, uma Islândia ou Portugal como fazendo parte de um qualquer Império do Mal. Portanto não é de Ocidente que falamos, mas de agressores patológicos, como os EUA e Israel, que sim, devem ser criticados e moralmente condenados pelas suas acções, que alguns teimam em desculpar.

Joe Biden, decidiu trilhar o caminho de negociar com Maduro. Sabendo que está a lidar com um ditador lunático sem escrúpulos que só ainda lidera a Venezuela graças ao apoio de….exacto, Putin.
Foi o caminho que escolheu. Traindo o seu eleitorado, o povo venezuelano e todos aqueles que viam em Biden a única hipótese para a América pós Trump virar a página. Afinal, só mudaram as moscas. Biden, hoje, não perdeu apenas a América. Entregou as próximas presidenciais aos Republicanos. Queira Deus que não seja a Trump.

A resistência de um Povo face ao opressor nunca é uma ilusão. É uma esperança. É um direito. Foi essa resistência, tantas vezes esmagada pelo opressor indonésio, que permitiu a Timor Leste conquistar a sua independência. Com sangue, muito sangue inocente. E com comunicação.
Ainda me recordo como se fosse hoje do barco onde iam muitos jovens, muitos sonhadores portugueses e de outras nacionalidades e jornalistas. O “Lusitânia Expresso”. E recordo os directos da rádio, as angústias dessa viagem ouvidas à distância. Nessa altura, não faltaram estratégias de comunicação, tentativas bem sucedidas de, entre outros, colocar Bono Vox (dos U2) a falar sobre a opressão vivida em Timor, de forçar os principais meios de comunicação social internacional a juntar a sua à nossa voz. E até uma manifestação em Madrid se fez. Sim, enquanto uns lutavam no terreno outros como Ramos Horta (Prémio Nobel da Paz) lutavam por esse mundo fora na procura de influenciar os que podiam ajudar na libertação do seu povo.
Não foi fácil. Demorou muitos anos, décadas até. Mas ninguém se atrevia a dizer a um timorense que era uma ilusão. Uma ilusão provocada por Xanana Gusmão. Não. Obviamente, cada vez que uma alta patente indonésia era abatida, uma aldeia libertada ou uma manifestação organizada, existia uma romantização e certamente não faltaram encenações. Porque é necessário puxar pela moral das tropas e das gentes. E não estava Timor a resistir? Como ensina a História, enquanto existir um Homem disposto a lutar a resistência não acaba. E esse é o erro mortal de Putin. Enquanto existir um ucraniano vivo disposto a lutar, a resistência não terminará. E estou certo que mais depressa morre Putin do que termina a resistência ucraniana.
Volodymyr Zelensky é o Xanana Gusmão dos ucranianos e tal como alguma direita criticava Xanana, o apelidava de extremista de esquerda, hoje certa esquerda faz o mesmo ao líder ucraniano, apelidando-o de extremista de direita. É um sinal dos tempos. Revelador. Ninguém gosta daqueles que nos mostram que os covardes somos nós.
Porque resistência e o combate pela Liberdade nunca é uma ilusão. É um direito. É o valor supremo de um Povo.

O Aventar foi um dos poucos blogues a abordar esta matéria. Não faltaram comentadores, jornalistas, políticos e até outros militares a considerarem, no mínimo, curioso este alinhamento destes três militares. Porquê? A própria peça jornalística o refere:
“O major-general Raul Cunha chegou a dizer, na SIC, que “o Presidente russo foi encurralado” pela NATOe justificou a anexação da Crimeia; o major-general Carlos Branco disse ao “Observador” que a Rússia não ia “permitir a chacina da população ucraniana russa” em Lugansk e Donetsk, classificando a parte ucraniana como “a ameaça”; um terceiro analista, o major-general Agostinho Costa tem usado (nos três canais de televisão) argumentos como “a preocupação [dos russos] em não causar baixas civis”, ou a desvalorização da coluna paralisada perto de Kiev. No dia seguinte à invasão, quando garantiu: “Os russos já estão em Kiev.” E disse que Volodymyr Zelensky tinha fugido para Lviv, na zona ocidental“.
Ora, olhando para o que estes três militarem andaram e andam a dizer, comparando com a realidade que nos é dada a ver, penso que se entende, por um lado o desconforto das chefias militares no activo com estes momentos televisivos (chegando a palavra “vaidade” a ser referida) e por outro as críticas de que estão a ser alvo (cuja dimensão até justifica uma peça no Expresso) nas redes sociais. Obviamente, alguns desses críticos fizeram o trabalho de casa e daí surgirem acusações como: “Outras fontes explicam a posição destes generais por alegadamente pertencerem à ala esquerda militar. Alguns argumentos não são muito diferentes dos do PCP, sobretudo os que têm a ver com a expansão da NATO e dos”nazis” nas repúblicas separatistas. Todos foram ver por onde andaram e andam estes militares, onde costumam ir falar, o que costumam dizer, as coincidências e os percursos – no fundo, foram fazer o que os militares costumam fazer sobre os outros.
The Kremlin has announced its demands for ending the war in Ukraine:
-Ukraine must change its constitution to guarantee it won’t join any “blocs”, i.e. NATO + EU.
-Must recognise Crimea as part of Russia.
-Must recognise the eastern separatist regions as independent.
A este hipócrita que a culpa é do seu amigo Putin. Ou já se esqueceu de quem andou a financiar a extrema direita europeia?

Agora sim, damos a volta a isto
Agora sim, há pernas para andar
Agora sim, eu sinto o optimismo
Vamos em frente, ninguém nós vai parar
Agora não, que é hora do almoço
Agora não, que é hora do jantar
Agora não, que eu acho que não posso
Amanhã vou trabalhar
Agora sim, temos a força toda
Agora sim, há fé neste querer
Agora sim, só vejo gente boa
Vamos em frente e havemos de vencer
Agora não, que me dói a barriga
Agora não, dizem que vai chover
Agora não, que joga o Benfica
E eu tenho mais que fazer
Agora sim, cantamos com vontade
Agora sim, eu sinto a união
Agora sim, já ouço a liberdade
Vamos em frente e é esta a direcção
Agora não, que falta um impresso
Agora não, que o meu pai não quer
Agora não, que há engarrafamentos
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Vão sem mim, que eu vou lá ter
Fonte: Deolinda, 2008
Compositores: Pedro Da Silva Martins

Na sua casa em Kiev, o arquitecto e investigador Lev Shevchenko ergueu uma barricada de livros, junto à janela, para evitar que os estilhaços resultantes de uma eventual explosão atinjam os moradores. Não será por acaso que os ditadores odeiam e censuram a cultura. Os livros salvam vidas.
…ser o cabrita a ir buscar a senhora ao Aeroporto


Cada um tem o Pedro Lagrifa que merece.
No meio de toda esta tragédia que está a acontecer aos ucranianos ressurgiu uma discussão nas redes sociais e no comentário televisivo sobre a Europa, os Estados Unidos e o mundo ocidental em geral. Uma discussão extremada e onde os diferentes beligerantes vão usando artilharia diversa. Nalguns casos já recuaram séculos de história.
Contudo, existe uma realidade. Uma espécie de elefante na sala que complica um pouco a discussão. Será o ocidente aquela coisa estranha aparentada de império do mal que alguns bradam? Pode ser. Só existe um problema. Incómodo para esta narrativa. Vamos aos factos presentes e passados:
Ontem cerca de 2000 migrantes entraram a salto na Europa pedindo asilo a Espanha. Ao longo dos últimos anos são centenas de milhar de habitantes do continente africano a fugir para a Europa. E centenas de milhar da Ásia e de outros pontos do planeta. Ao mesmo tempo, nessa espécie de paraíso na terra que é a América Latina, central e do sul para muitos daqueles que apelidam o ocidente de ser esse tal império do mal, são às centenas de milhar a fugir para os Estados Unidos e o Canadá. Estranho, não?
Depois temos outro caso verdadeiramente estranho: não se vê nenhum país a pedir para aderir à Federação Russa mas são inúmeros, nesta geografia onde vivemos, a pedir para aderir à União Europeia e até à Nato. E, podendo, fogem a sete pés para dentro das fronteiras da UE. Que coisa mais estranha, não?
Mas vamos agora analisar a esmagadora maioria daqueles que tanto ódio destilam sobre o mundo ocidental vivendo comodamente e em liberdade nele. É rapaziada que ou escreve num Mac ou num iPhone ou num Samsung e quando não o faz, procura ganhar uns cobres para o fazer (mesmo que neste ponto os chineses estejam a dar cartas, eu por exemplo estou a escrever num Xiaomi e o Xi deve saber a minha vidinha toda, ele e o Zucker). Destilam ódio ao ocidente onde vivem enquanto comem um hambúrguer num qualquer franchising ocidental. Ou cozinham nos seus microondas umas coisas vegan e sem glúten acompanhado de um leite de soja. E depois, falando de coisas mais sérias, ignoram (ou fazem de conta) a forma como as mulheres são tratadas nesses paradisíacos países ou o tratamento dado às comunidades LGBT ou à malta que bebe uns finos ou fuma umas “brocas”.
É tudo muito bonito mas cantado. É tudo muito estilo discurso “miss universo” mas experimentarem ir viver para esses países, “tá quieto”…
Significa tudo isto que não existe, igualmente, muita hipocrisia do outro lado? Existe, então não. Ainda ontem não andavam de beijos na boca a vários dos oligarcas russos? Andavam. Então não há guerras na Síria, na Palestina, no Iémen e por aí fora? Há. E a China? É verdade. Mas eu, cá está, prefiro viver aqui e lutar para que os nossos líderes ocidentais sejam melhores e mais capazes, com o direito que tenho de votar, com a liberdade que tenho de, por exemplo, escrever isto. Com a liberdade conquistada pelas nossas mulheres e pelas nossas comunidades LGBT. E não troco. É a velha rábula dos nossos filhos da puta. Estes, por acaso, não me matam por escrever isto. Como não matam os meus amigos gay por o serem nem condenam a prisão perpétua qualquer pessoa que não siga o seu modo de vida. Prefiro, mesmo tendo que levar com alguns hipócritas e outros tantos corruptos.
Isto da história e estórias na política portuguesa é um belo boomerang. Por exemplo, em 2014 o PCP votou na Assembleia da República contra a condenação do regime comunista da Coreia do Norte que tinha como base um relatório da ONU contestado pelos comunistas, que acusava o regime norte-coreano de “cometer violações sistemáticas, duradouras e graves” dos direitos humanos. Por sua vez, em 2003, o militante do PCP Bernardino Soares explicava, sem se rir, que a Coreia do Norte era uma democracia. Já agora, sobre o PCP e a Coreia, nada como um link isento….
Em 2019, o PCP ficou isolado ao condenar o governo pelo reconhecimento de Guaidó (Venezuela). Mas “esta não é a primeira vez que a posição dos comunistas gera controvérsia: votaram contra a condenação dos bombardeamentos e ataques químicos de Assad na Síria e dos “crimes contra a humanidade” do regime norte-coreano”, podemos ler nos jornais da altura. Já sobre a Rússia, já por aqui se falou o suficiente para não me repetir.
Claro que está que quando falamos da Venezuela, o PCP não anda nisto sozinho. Além do referido Paulo Portas que não andou apenas de braço dado com os oligarcas russos mas também com Chavez e Maduro, o Bloco andou sempre aos ziguezagues nesta matéria…
Seja na Coreia, Venezuela ou noutros pontos do globo, nestas coisas, do CDS ao PCP passando pelo Bloco, PS ou PSD o que não faltam são cambetas. Ou, como muito bem definiu o camarada e visionário Arnaldo Matos, isto é tudo um putedo…

A fonte é o jornal russo The Moscow Times, um dos poucos jornais independentes russos que ainda se publica.
A foto é de crianças que participaram com os seus pais na manifestação pela Paz. E que foram presas. Os pais? Sim. E as crianças também. Isto é um filho da puta monstruoso.



….vamos então falar daqueles partidos que andaram a ser financiados pelo Putin. Sim, caro leitor/a, talvez não saiba mas o Vladimir andou (e anda?) a patrocinar muitos políticos, partidos e até comentadores que pululam pela Europa (e sim, Portugal não está isento).
Da Frente Nacional de Le Pen em França, ao Jobbik na Hungría, passando pela Aurora Dorada na Grécia, o VoX em Espanha além de partidos na República Checa, Eslováquia e outros países bálticos. Depois temos Salvini em Itália ou Viktor Orbán na Hungria. O curioso é que todos eles pertencentes a partidos de extrema direita, parceiros do português Chega. Sim, o Chega está aqui metido até ao pescoço mesmo andando a berrar a favor da Ucrânia a ver se você, caro leitor/a, se esquece do que andaram a tecer loas a Putin e, alegadamente, a ser financiados por este. Aliás, estão boa parte deles na fotografia de entrada neste artigo – com o sorridente Ventura atrás. Diz-me com quem andas…
Por isso, caro leitor/a quando voltar a ir às urnas não se esqueça de quem este do lado errado da história, de quem pactuou com Putin. E sim, não tenho qualquer reserva mental, da mesma forma que não me calo com a posição do PCP (ou do Podemos aqui em Espanha) também não deixo passar o serviço que a extrema direita presta ao Putin.
E já agora, aqui fica a lista da vergonha na votação desta tarde onde o PCP e o Podemos não se envergonham de conviver alegremente com deputados destes partidos de extrema direita financiados por Putin. Para que ninguém se esqueça e para que nas próximas eleições europeias não se perca tempo a eleger deputados desta tropa.

Andas a exagerar Sá, sempre a bater injustamente no PCP até porque eles afinal defendem…..upssss


Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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