Da vergonha alheia…

A sério? A sério? Foda-se….

Alguém que os avise, carago…

“A Geórgia e a Moldávia junta-se à Ucrânia no desejo de adesão à UE e o Presidente da Roménia Klaus Iohannis já solicitou que a UE aceite a Ucrânia, a Moldávia e a Geórgia com urgência na UE. À Roménia junta-se a Polónia e a França a defender que, para além da Ucrânia, a Moldávia e a Geórgia possam avançar com processo de adesão com urgência”.

Estes gajos do Leste que querem pertencer à UE e à Nato… é alguém lhes explicar…. Talvez o Bloco ou o PCP, sei lá…

O PCP: A culpa é do Aventar…

https://visao.sapo.pt/atualidade/mundo/guerra-na-ucrania/2022-03-01-o-pcp-age-como-se-nao-tivesse-caido-o-muro-de-berlim-nao-condenar-claramente-a-russia-vai-levar-a-dissidencias-mesmo-que-silenciosas/

O Negociador de boné

A geração vinil não percebe este boné. A geração streaming sente-se representada. As pessoas normais apenas reparam que existe uma reunião que procura a paz.

Entretanto…..

….. Antônio Costa já escolheu o novo governo?

A Força das Redes Sociais e a Ucrânia – Crónicas do Rochedo #53

Um dia ainda vamos saber qual foi o verdadeiro papel das redes sociais em toda esta guerra. Porém, neste momento, já não tenho muitas dúvidas da sua importância nalgumas tomadas de posição surpreendentes dos governos ocidentais – sim, nas democracias é quase impossível termos governantes imunes à força da opinião dos seus cidadãos.

Os principais governos europeus eram completamente contra lançar a “bomba atómica financeira” chamada Swift contra a Rússia. Ora, foi claro nas redes e nas ruas que essa era uma das exigências e quando os governos ocidentais divulgaram a segunda fase das sanções e não estava lá a retirada da Rússia do sistema Swift a revolta fez-se ouvir e em menos de 48h os governos mudaram de posição. Outro exemplo mais flagrante foi o caso da eterna neutralidade da Suíça. A força esmagadora da opinião dos seus cidadãos nas redes foi suficiente para este país dar um passo de gigante e quebrar a neutralidade. Ou que dizer do caso da FIFA? Primeiro veio com a velha história de que o desporto está fora da política. A seguir, graças à verdadeira avalanche de críticas começaram as federações locais a pressionar e a FIFA decide assim uma coisa meio parva de que os russos podiam jogar mas sem hino e bandeira. A coisa piorou e neste momento já é dado como adquirida a decisão de expulsão da Rússia do Mundial – e cheira-me que no fim de tudo isto vão rolar cabeças nas mais altas esferas da FIFA… E o que dizer das decisões tomadas pela Alemanha? Basta olhar para as redes sociais ou para a grandeza das manifestações de rua e a coisa está minimamente explicada.

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Vhils em Kiev (2015)

I was in Kiev in 2015 and did a wall about Serhiy Nigoyan (1993-2014) the first Euromaidan activist to have been killed during the dignity revolution on Hrushevskoho Street on 22 January 2014. Since then more than 14,000 people died and now everything escalated in the last few days.

I was worried about the people who invited me to come over and do the wall, but I finally managed to speak to one of the organizers, he is safe for now in Kiev. Offered help to him and to anyone I could, but he told me, don’t worry I don’t want to get out, I’m here to stay. Asked him a second time and he told me the best you can do is tell the story about our project. And that’s what I’m doing.

Portrait in Kiev, Ukraine, depicting Serhiy Nigoyan (1993-2014), the first Euromaidan activist to have been killed during the dignity revolution on Hrushevskoho Street on 22 January 2014. A second-generation Armenian-Ukrainian, Serhiy represents the multicultural dimension of the protests, clearly contradicting the version disseminated in the mainstream media that protestors were fascists. The protests were supported by a majority of the population demanding an end to the corrupt political elite ruling the country. The piece is located at Heavenly Hundred Garden, a community project developed by volunteers in a former derelict site in central Kiev with no official support. This is the only way I could contribute, by paying my respects to those who lost their lives in the name of freedom to choose their own future. The eyes of Serhiy are the eyes of all the Heavenly Hundred.

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PCP e Putin, a mesma luta

O Partido Comunista Português e Vladimir Putin tem um objectivo comum (entre outros)   –  alterar  a História. Putin com a guerra, o PCP através da propaganda e ideologia.

Através da guerra, Putin quer restabelecer a URSS, que tantas saudades deixa ao PCP. Este por outro lado, continua a usar a alteração e manipulação de documentos históricos, em pleno séc. XXI.

Quanto a Putin, os últimos dias aí estão para toda a gente ver. Quanto ao PCP, para além das patéticas posições sobre a invasão da Ucrânia, basta ver o uso que fazem da célebre foto de Lenine (alterada, assumida  oficialmente em 2017 pelo PCP no âmbito das comemorações da Revolução de Outubro de 1917). Uma prática estalinista devidamente documentada, mas que para o PCP não existe.

Putin não o assume, mas o PCP (no seu programa) sim, há que dissolver a NATO.

Como se diz na minha terra, o PCP está preso pelo prepúcio. Devia ter optado pela circuncisão.

 

Na direita não faltam pataratas, obviamente…

Um deles chama-se Sebastião Bugalho e pode ser visto de vez em quando ali para os lados da CNN portuguesa (quem será o padrinho deste?). A última foi a da foto que coloquei acima. Certamente não conhece a história. Não conhece que a tal revolta popular de que fala foi feita pacificamente nas ruas fruto do desejo dos ucranianos de pertencer à União Europeia, de não estarem sob o jugo da Rússia de Putin. E não sabe que essa revolta nas ruas, pacífica, foi repelida com violência, violência brutal e gratuita incluindo assassinato de cidadãos desarmados por snipers. O rapaz que, alegadamente, até sabe o que é violência contra pessoas desprotegidas, só pode enfermar de um de dois problemas: ou é ignorância do que se passou em 2013/14 ou é má-fé. No primeiro caso, é grave uma televisão como a CNN colocar um ignorante a falar de um assunto tão sério e grave. Se é má-fé ainda é pior. Estou convencido que é mesmo ignorância. E como se sabe esta é atrevida.

Da mesma forma que não tenho tido mão leve com o PCP, obviamente que não a terei para a malta de direita. Até porque a ignorância e a má fé não é exclusivo de nenhuma das partes. Na verdade, o Bugalho junta-se assim a esta verdadeira lista da vergonha onde está o PCP, o Chega e o Alexandre Guerreiro. Estão todos bons uns para os outros. Só mudam as moscas….

Putin, Bin Salman e a direita que não legitima ditadores, tirando aqueles que legitima

Mohammed Bin Salman, o Kim Jong-un da Arábia Saudita, famoso por fatiar jornalistas incómodos em embaixadas estrangeiras e nem por isso deixar o ter o seu ass licked pelos capitalism freedom fighters da direita ocidental, que adoram a democracia mas gostam ainda mais de petro-dólares, pinguem o sangue que pinguem, reafirmou o compromisso da OPEP com o tirano que invadiu a Ucrânia. É sempre bom saber quem está ao lado estão os nossos fiáveis parceiros do Golfo. Após a abstenção dos EAU no condenação de Putin no Conselho de Segurança, ficamos todos muito mais tranquilos.

Se fosse o PCP, a frente conservadora-liberal-fascista que se organizou para derrubar os comunistas já estaria aos berros no meio da rua, porque democracia, liberdade e pardais ao ninho. Acontece que a direita não cospe em mãos invisíveis, e o homem até faz boas compras de armamento aos EUA, e de imobiliário na Europa, e de software de detecção de jornalistas para fatiar em Israel, pelo que convém ficar caladinho, não vá o capitalismo ver vedado o acesso ao dinheiro totalitário do bem.

Uma vergonha chamada PCP

Sabem a Bielorrúsia, aquele país satélite de Putin? Que está a ajudar o vladimir a atacar a Ucrânia? Ora vejam lá o que sobre essa ditadura pensa o Partido Comunista Português: AQUI.

Vamos então continuar a fazer de conta que, HOJE, PCP e Chega não são a mesma coisa só mudando o cheiro? Este PCP envergonha o legado de luta contra o Estado Novo. O resto é poesia…

Cuidado Lisboa….

#AmigosaEnviarCoisasBoas

O habitual cinismo do governo português

O que eu gostava mesmo era que Portugal, desta vez, agisse à altura das suas obrigações internacionais no combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, em vez de esperar sentado que uns quaisquer leaks, daqui a uns meses ou anos, venham revelar relações perigosas com cleptocratas. Cúmplices de um regime que está a matar civis no coração da Europa.„

Escreve Susana Peralta, no Público. Pois, eu também gostaria imensamente que, por uma vez, Portugal assumisse uma posição corajosa.

Mas do governo português, como sempre, só é de esperar o cinismo habitual, aqui demonstrado por Santos Silva na reportagem da RTP2, sobre as sanções a aplicar:

Não estou a par nem estou interessado em saber qual é a fortuna do presidente Putin ou do ministro Lavrov no sistema financeiro europeu (…);“

E quanto aos 431 “vistos gold” concedidos por Portugal a cidadãos russos, não, nada de investigar, só se estiver na lista, só se tivesse mesmo, mesmo, mesmo que ser.

A gula e a hipocrisia do governo português é vergonhosa, cínica e perversa.

A piada faz-se sozinha….

Da moralidade

A ser assim então o PCP também pode continuar no Twitter

O Aventar, a guerra e os filhos daquela senhora

A singularidade do Aventar é mesmo esta. Aqui tanto podem ler um artigo meu com uma opinião sobre a Ucrânia como um outro do João Maio no sentido oposto e ambos conviverem livremente neste espaço sem qualquer problema. Esta casa é assim desde o seu primeiro dia mesmo que alguns dos nossos leitores/comentadores não entendam. 

O Aventar não é o blogue dos “morcões” como escrevia no outro dia um patarata na caixa de comentários. Nem dos lampiões ou dos lagartos, Nem da esquerdalhada ou direitolas. Aliás, permitam-me o aparte, ainda não percebi o facto de apelidarem portistas como “os morcões”, será que sabem o significado da palavra? Andrades até posso entender agora “morcões” é capaz de ser o contrário do que nos querem apelidar, digo eu que não sou de intrigas. Continuando.

O Aventar é a casa da liberdade na blogosfera onde convivem em harmonia direitolas, esquerdalhos, lampiões, andrades ou lagartos. Onde cada um pensa pela sua cabeça e escreve o que lhe apetece agrade ou não aos seus correligionários de blogue ou aos leitores. Daí que a única contradição entre os dois artigos inicialmente citados está na opinião que cada um dos respectivos autores sobre a matéria. E a harmonia da diferença está no Aventar. 

No caso em análise temos opiniões distintas. Ainda bem que assim é. Para uns o Maio está carregadinho de razão. Para outros a razão está do meu lado. E ainda temos os que entendem que nenhum dos dois está certo. E outros ainda que aproveitam para nos insultar naquele que é o caso mais exemplar deste blogue, o de ter masoquistas a comentarem os nossos artigos, gajos que não gostam mas andam sempre aqui a “botar faladura” ou a vomitar coisas. É assim o Aventar. 

Nesta matéria eu escolhi os “meus filhos da puta” que não são os mesmos do Maio. E alguns ainda não perceberam o sentido da expressão carinhosa com que os brindo. Porque sei bem que não são flor que se cheire. Só que o cheiro deles incomoda-me menos que o cheiro dos outros. Mas não deixam de cheirar mal. Porque eles são como o Aventar, espaços onde cabem todos. Espaços de liberdade. Mesmo com os seus defeitos mas sobretudo pelas suas virtudes. E alguns dos nossos seguidores até podem dizer, “sim, mesmo com os textos deste filho da puta”. Claro. 

O lirismo

O que deve prevalecer é a paz. Somos pela paz contra a guerra. Somos, todos. Até as “miss” são sempre pela paz. Elas e o senhor cura no intervalo de ter ido com aquela criança ao canto escuro.

O problema é aqueles filhos da puta que não querem nada com ela. Hoje chamam-se Putin no que toca à Ucrânia ou Xi se estivermos a falar de Taiwan. Ontem eram outros os nomes: Hitler ou  Estaline, só para citar dois exemplos. Que catano, como foi possível entrar em guerra? Porque não tentaram negociar o caminho da paz? Foda-se, que erro pá.

Somos sempre pela paz. O que nos lixa é a realidade….

O sítio do Pica-Pau laranja

 

O PSD perdeu as eleições. Na noite eleitoral o seu Presidente foi, na minha opinião, ambíguo quanto à sua permanência como líder. Entretanto tem havido movimentações várias, umas noticiadas, outras não, sobre a vida interna do PSD. Rio vai embora, Rio não vai, Rio vai mas…..

Enfim, um barco encalhado, em que o comandante diz que só desencalha quando achar (tem mau perder, e quer condicionar tudo e todos, para tentar negociar com António Costa alguns assuntos, regionalização, por exemplo, pois quer ser mais um líder regional, perdida a hipótese de ser 1º. Ministro). Rui Rio, que se acha um homem providencial, quer definir o futuro do partido, pasme-se! 

Os eventuais candidatos Rangel, Pinto Luz, Montenegro, continuam no jogo táctico, qual ciclistas num velódromo, antes da última volta, a marcarem-se uns aos outros. O outro eventual candidato, Ribau Esteves, também quer ser líder regional e daí se ter atirado para o jogo.

O Chega e a IL agradecem.

António Costa assiste com um sorriso de orelha a orelha.

O Conde das Forças Armadas e a velha questão do Criador e da Criatura

Ontem foi dia de jogo grande. O que começou por ser um jogo de futebol, acabou numa batalha campal. No jogo jogado vimos uma equipa a tentar ganhar, o FC Porto e outra a procurar não perder o campeonato logo em Fevereiro. Pelo meio um árbitro sofrível que conseguiu prejudicar as duas equipas. Propositadamente? Não me parece. Não é fácil para ninguém este tipo de jogos. E se os jogadores falham…

Não vou discutir a grande penalidade não assinalada nem o amarelo mal dado. Não. Nem vou discutir a batalha campal final. Foi feia? Foi. Mas quem não? Caso único? Não. Nem é um exclusivo nosso e nem será a última vez.

Depois de tudo isto ter acontecido e quando as coisas estavam mais calmas, com os dois treinadores a colocar água na fervura e ambos a explicar que tinha sido uma vergonha e que todos tinham culpa no acontecido, o presidente do Sporting vai à conferência de imprensa e acrescenta gasolina a um fogo que estava quase extinto. A que propósito? O “Conde das Forças Armadas”, no seu subconsciente, não acredita na capacidade da sua equipa para recuperar os seis pontos de atraso. Só isso justifica o triste papel representado. Um bom exemplo do “calimerismo” nacional que tantas vezes o Fernando Nabais descreveu aqui no Aventar.

Os adeptos do Sporting gostam? É possível. Bater em Jorge Nuno Pinto da Costa é um dos desportos preferidos de muito boa gente. Culpar o FC Porto de tudo e um par de botas, também. O problema é saber se resulta. Não me parece. Até pela forma como o FC Porto se une nestes momentos. Só que não deixa de ser de uma irresponsabilidade tremenda. Um momento ao mais puro estilo Bruno de Carvalho.

O Conde das Forças Armadas fartou-se de criticar o seu antecessor mas ontem provou que é uma mera cópia do outro. Os longos tempos em que trabalharam juntos, em que Varandas tanto o bajulou para depois o deixar cair com estrondo não foram inocentes. O que ontem vimos foi a criatura. O criador está no BB Famosos. Tudo farinha do mesmo saco.

Fui só eu que….

…reparei ou o Diogo Pacheco de Amorim não preenche os requisitos do Chega? É que aquela tonalidade pingo de cimbalino não engana….

 

A Direita e as Direitas – Parte 2

No passado dia 2, no rescaldo das eleições legislativas, publiquei uma análise sobre o resultado das direitas e deixei algumas pistas daquilo que entendo serem os desafios do futuro para a reorganização deste espaço político em Portugal.

Ao longo dos dias seguintes vi surgirem outros “escritos” a reflectir sobre o mesmo. Como vi nas televisões alguns a procurar fazer o mesmo, independentemente de seguirem ou não a mesma lógica de raciocínio da minha análise (um deles foi o João Miguel Tavares no programa Governo Sombra e agora é só aguardar para ver o que vai, sobre isso, escrever na sua coluna de opinião no Público, não deve tardar…). Entretanto, tropecei em duas opiniões que, a meu ver, merecem alguns apontamentos. Um artigo de opinião no Observador e uma entrevista ao semanário Novo.

Em artigo de opinião publicado hoje no Observador, Pedro Guerreiro debruça-se sobre a Direita que não está no parlamento. Um artigo bastante lúcido e que deveria servir de base para a discussão interna do CDS. No seu entender, a democracia cristã “é a representante de uma Direita moderada a que gosto de chamar social”, uma direita personalista defensora da iniciativa privada equilibrada com a intervenção do Estado. Mas aquilo que mais me chamou à atenção no seu artigo e que está, a meu ver, em linha com aquilo que escrevi logo após as eleições, é este ponto: “O problema da Direita não é de liderança e só pode ser resolvido ao contrário: percebendo primeiro o país, para depois escolher as pessoas”. 

Por outro lado, o Professor Nuno Garoupa, em entrevista ao semanário Novo, analisando o que se passou no CDS (uma vez mais coincidimos) atira com a necessidade do PSD se transformar – em linha com aquilo que eu, no meu artigo, referi sobre a necessidade do renascimento do PPD. Para ele, o PSD necessita de fazer internamente o que Monteiro e Portas fizeram ao CDS quando o transformaram em PP, “Um partido completamente novo, com uma mensagem nova e gente nova”.

Ora, o PSD não percebeu que o nascimento e a afirmação da Iniciativa Liberal mataram, de vez, a possibilidade do PSD continuar a ser o albergue espanhol de todas as correntes do centro direita e da direita. Como antes escrevi, os liberais não voltam ao PSD. Por sua vez, os conservadores em todas as suas vertentes não são social democratas. E o PS, enquanto casa dos social democratas, não vai desbaratar esse capital que, como bem sabem, lhe é fundamental eleitoralmente. Por isso mesmo, o caminho do actual PSD é a afirmação do PPD como a casa do centro direita e da direita não conservadora nos costumes deixando para o CDS ou para o que dele resta os conservadores “tout court”. A maioria absoluta do PS e de António Costa é uma oportunidade de ouro para a transformação do PSD. E será um erro e um suicídio de o actual PSD se dedicar a escolher simplesmente um líder em vez de debater o futuro – debater o futuro é compreender o que resta do PSD, o que realmente representa e para onde quer ir para ser uma alternativa credível aos olhos dos portugueses. O passismo, bem ou mal, com ou sem razão, por culpa própria ou da Troika – não vou discutir esse tema – afastou franjas da população que sempre foram próximas do PSD como os reformados, os funcionários públicos, os micro e pequenos empresários, os profissionais liberais e uma parte importante dos professores e todos estes não regressam sem uma profunda mudança que não pode ser meramente cosmética. 

Será que o “povo militante” do PSD percebe isto? É que pela amostra dos últimos dias, o seu “povo dirigente” ainda não percebeu nada, ainda não saiu da bolha. 

A IA nas projecções

O Luís Paulo Reis, do LIACC (UP) fez uma projecção, usando algumas técnicas de IA.

É ver.

 

Legislativas 2022 – 2

O mesmo passarinho diz-me que as três sondagens à boca das urnas dão a vitória ao PS.

haja memória

O melhor dos últimos dias foi esta resposta de Sebastião Bugalho dada na CNN a Pedro Silva Pereira, um clone de Sócrates e actual vice de não sei quê em Bruxelas.

Se é verdade que nesta matéria são poucos os partidos virgens, a verdade é que é bom que nunca se esqueça o que se fez a Moura Guedes, Carlos Enes, Ana Leal e outros que se meteram com o PS…e levaram.
Da tentativa de colocar Rui Pedro Soares a controlar a TVI, de Armando Vara que geria os “investimentos” em publicidade do BCP ou o gabinete de Manuel Pinho a “soprar recomendações” à EDP sobre quais os jornais mais amigos, foram muitas as páginas cobertas de vergonha e silêncio. E impunidade. Dos presidários Vara e Pinho, até aos dias de hoje onde familiares e comparsas do Dr Costa bem posicionados em quase todos os meios (Lusa incluída) e que entre outras coisas travaram – em cima das últimas legislativas – uma reportagem do “Sexta às 9” da também já escorraçada Sandra Felgueiras.
A resposta de Sebastião Bugalho é dura mas em cheio. Uma bujarda tão violenta que até o Zé Albino caiu da cadeira.

Fonte: CNN/ Isabel Santiago

“De vez em quando é preciso que algo mude, para que tudo fique na mesma”..

Começo pela declaração de interesses, no próximo domingo, irei votar IL no círculo eleitoral de Lisboa. Estou nos antípodas de António Costa, não acredito na geringonça, considero o PS um dos grandes responsáveis pelo crescente atraso do país e perda de competitividade no contexto da U.E., espaço político-económico que também tem vindo a perder competitividade nas últimas décadas e que previsivelmente chegará ao final deste século, em estado semelhante ao que a nobreza europeia experimentou nos finais do século XVIII, início do século XIX, agonizante, impotente para competir com potências emergentes.
Desde que o regime democrático foi restaurado em Portugal após o 25 de Abril, ou. Implantado, tenho alguma relutância em classificar a I República como democracia, apenas dois partidos alcançaram vitórias eleitorais, PS e PSD, no caso dos denominados sociais-democratas, a solo, ou coligados, como AD ou PAF. [Read more…]

Inspiração

É ir votar, mas com vontade de pôr em causa a relação entre a precariedade de tantos e as negociatas lucrativas de tão poucos; com vontade de parar com a depredação ávida de recursos; com vontade de preservar a biodiversidade; com vontade de dar prioridade ao bem comum; com a percepção clara de que a fixação cega no crescimento económico ilimitado leva o planeta, leva tudo, ao colapso.

Natal Ortodoxo

No ano passado tive a honra de me estrear no Aventar com um post sobre o Natal Ortodoxo na Sérvia. 
Hoje, dia de consoada ortodoxa e novamente a partir de Belgrado, deixo-vos um pequeno vídeo protagonizado por uma banda de “Trubaci”, um dos ex-libris culturais da Sérvia. Os fãs de Emir Kusturica já estarão familiarizados com o estilo.
Quem não conhece – e gosta deste estilo anárquico, barulhento e sempre alegre – tem mais uma razão para visitar este país.

Omícron – uma boa prenda de Natal?

A manipulação mediática através do medo tem conseguido atingir o seu objectivo, mas uma análise mais ponderada, não obstante o crescimento exponencial de novos infectados, mostra-nos que esta variante induz doença ligeira e, não menos importante, oferece imunidade à variante “delta”.
Lendo o quadro comparativo produzido pela CNN com dados da DGS da semana entre 20 e 27 de Dezembro de 2020 e 2021, concluímos que a “Omícron” não está a obrigar à hospitalização de muitos infectados, 9,5%, nem de internados em UCI’s, 1,6%.

Quadro comparativo 2020/2021 de 20 a 27 de Dezembro da CNN com dados da DGS

Com estes dados e depois de ouvir alguns especialistas como há pouco Manuel Carmo Gomes na SIC, será de todo aconselhável seguir a estratégia iniciada por Singapura, a de deixar esta variante correr pela comunidade, uma vez que produz doença ligeira, menos internamentos, gerais ou intensivos, internamentos menos prolongados, de modo a reforçar a imunidade da população.
Dito por outras palavras, talvez esta “omícron” tenha sido um belo presente de Natal.

No entanto, há problemas ainda a resolver e a tratar com urgência:
1 – colocar a linha SNS24 operacional JÁ, [Read more…]

Paulo Ralha, o Bloco e o Chega entram num bar….

Paulo Ralha, cabeça de lista do Chega em 2022.

A variante mais perigosa de todas

A marca Covid, reconhecida mundialmente como líder mundial da promoção do medo, é uma mina infinita de volumes monstruosos de dinheiro. Como tal, há que não deixar a vaca parada a pastar; urge ordenhá-la com o vigor que os benefícios exigem. Como tal, já foi anunciado um novo modelo de Covid. As autoridades já revelaram que se irá chamar Omicron® e terá todas as funcionalidades da versão anterior – como tosse, garganta dorida e desaparecimento, com o olfacto, de qualquer tipo de razoabilidade e lógica – mas apresenta também algumas actualizações à versão original, que a tornam particularmente notável. Este anúncio surge com um precioso timing, a tempo da campanha pelos boosters obrigatórios para todo o mexilhão. Apesar de ter surgido em África – alguns rumores sussurravam que teria sido no Botswana – a marca aconselha a que a origem não seja classificada como africana, por transparecer preconceito racial. Alguns críticos da especialidade já se desfizeram em elogios – como é o caso de Alexander De Croo, primeiro-ministro belga e consultor financeiro de profissão – que já classificou este modelo de Covid como “Covid-21”, pela sua incrível capacidade de propagação. Sajid Javid, secretário da Saúde britânico, foi ainda mais longe e adiantou que tudo indica que o Omicron® se trata da variante mais perigosa de todas. Esta consideração pode assemelhar-se a uma pueril tentativa de propagação de pânico, com adjetivação infantil e linguagem de bicho papão. Mas não se faça confusão; é apenas a opinião imparcial de um especialista maravilhado com a qualidade do produto.

Esta nova versão do Covid vem com alguns features de interesse maior. O que mais me saltou à vista foi definitivamente este:

O Omicron® vem com esta irresistível particularidade: oferece toda a gama de efeitos nefastos de qualquer vacina experimental do mercado. O leitor poderá estar a indagar-se a que se deve então a autêntica explosão de problemas cardiorrespiratórios na população, algo bem espelhado nas complicações do foro cardíaco que grassam o mundo do desporto nos últimos meses, fenómeno que está a começar a ficar difícil de varrer para debaixo do tapete, porque a lista vai já em centenas de ocorrências, a maioria resultando em morte, e ainda há um número cada vez maior de “celebridades”, maiores ou menores, a sofrer de problemas que é razoável assumir terem resultado da injecção mandatória.

Pois acontece que os efeitos do Omicron® são tão potentes – não é por acaso que esta é a variante mais perigosa de todas – que pode apresentar efeitos retroactivos. Indivíduos que ainda não padeciam de Omicron® faleceram já de problemas cardíacos decorrentes de futura infecção. O futuro está aqui, meus amigos. Qualquer associação de complicações cardíacas com a vacinação em massa, e não com a nova variante do Botswana, é uma linear negação da Ciência e todos os seus pilares.

Alguns haters da marca começaram já a lançar maliciosos rumores sobre o novo produto. Não passam, naturalmente, de invejosas carpideiras e provocadores negacionistas. Vejam, por exemplo, o que ousou dizer Angelique Coetzee:

Estamos claramente perante críticas encomendadas pela concorrência. A marca roga-vos então para que não acreditem no que pensam ver, não acreditem no que pensam ouvir, não acreditem no que pensam concluir. Acreditem neles, e só neles, que tudo farão para nos levar a porto seguro. Mas não prometem nada. Ou não se tratasse esta da variante mais perigosa de todas.