Ride with Pride, despite this is a highway to nowhere
quando chego à universidade de westminster, depois de ter dado de caras com a estátua do sherlock holmes mal saio do metro, há pessoas de cabelos coloridos a fumar dentro do ‘perímetro’. e balões em vários tons de rosa e uma passadeira arco-íris. apesar de ir fazer a minha apresentação hoje duvido que tanta animação seja por minha causa e estou, evidentemente, certa. trata-se de uma festa organizada pelos estudantes lgbt – #ridewithpride.
o átrio da universidade está transformado numa feira, com pessoas coloridas, com palcos onde se canta e toca. quase me dá vontade de esquecer a apresentação e ficar por ali a apreciar a agitação e a observar as pessoas. mas depressa realizo que a música é horrível e, por isso, decido ir para a sala 303.
a apresentação corre bem. os meus colegas gostam principalmente dos traillers dos filmes, que apresento, especialmente de ‘dot.com’ e de ‘ainda há pastores?’. No final e ao almoço e cá fora no ‘perímetro’ (se hoje a regra é infringir as regras, eu aproveito) enquanto se fuma um cigarro no meio dos balões cor-de-rosa, muitos hão-de vir falar comigo e dizerem ‘que coisa interessante! nunca tinha pensado em analisar o rural no cinema’ ou ‘os filmes que analisaram têm legendas em inglês?’ ou diante da minha resposta de que pelo menos os trailers tiveram de ser legendados pelo Diogo em inglês, ‘oh! sim, é esse o problema dos filmes portugueses, sabe? é tão difícil encontrar obras legendadas?’. Sei. Acontece o mesmo com muitas outras coisas. esta espécie de demissão de sermos vistos e compreendidos. mas, no entanto… [Read more…]



















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