Da série La Palisse

Um idiota é um idiota e é um idiota: Rodrigo Adão da Fonseca.

Viveiro de Terroristas: eis o Ocidente

osama_bin_laden_independentNa edição de 6 de Dezembro de 1993 – há 22 anos, – o Independent fazia um retrato amistoso de Osama Bin Laden, um soldadinho de chumbo a fazer a conveniente guerra aos soviéticos.
Quem alimentou esta gente e agora se queixa dos radicais, dos extremistas terroristas?

Genial!

10906536_10152998237044320_8186419615400442026_n

(palmado a Jean Lenturlu)

Parece que no Expresso também são Charlie

expresso
João Carreira Bom. Mário Crespo. Dóris Graça Dias. Wikileaks. Marisa Moura.
No Expresso? A sério?

É isto:

Captura de ecrã 2015-01-9, às 21.12.25

Um filhodaputa nacional é um filhodaputa pior do que os outros

Estava escrito nas estrelas: se cada ataque a uma mesquita é uma medalha no peito dos três canalhas franceses que mataram no Charlie Hebdo, e portanto um acto de alguém que fica abaixo do nível deles porque ainda por cima lhes faz fretes, os nossos filhosdaputa não iam descansar enquanto não fizessem das suas:

1143O ataque à Mesquita de Lisboa tem um detalhe muito luso: a ignorância. Em 1143 não se fundou Portugal, que o parto já vinha de traz trás e foi arrastado, e mesmo dando importância a um tratado que nem existiu teria sido assinado com o primo do Afonso Henriques, coisa de católicos, não tem nada que ver com mouros.

É no que dá umas décadas de historiografia fascista, que ainda não se apagaram.

Continuem a misturar os wahabitas, uma seita minoritária dentro do islamismo, com todos os muçulmanos, e quando acordarem depois de uma noite de cristal queixem-se.

Via 31 da Armada, nem toda a direita portuguesa é estúpida, não senhor.

Adenda: “Ironia é vandalizar uma mesquita usando numeração árabe” – da página Yronicamente, Facebook.

No País dos Papa-Charlies


Santa Paciência… todos nós aqui temos que ter para fazer humor em Portugal“.

No país dos indignados onde, como diz Bruno Nogueira hoje – “não há um único programa de humor nas televisões generalistas sobre política”  –  toda a gente clama ser “Charlie”, vão poucos anos (1987) sobre a censura explícita ao programa “Humor de Perdição“, de Herman José. Depois de uma “entrevista histórica” à rainha Santa Isabel, o programa foi tirado da antena: uns quantos bois haviam-se queixado à RTP que não podia ser, isto de andar a gozar com personagens históricas, não pode ser. E o programa foi cancelado.
Claro, há que relativizar, o tempo passa e a mentalidade muda. Devem ter sido outras as razões para que o Contra Informação também tenha desaparecido da tv em sinal aberto.

Ridendo castigat mores, Gil Vicente?

No alvo

Um texto certeiro, e o que se pede aos textos neste momento é que acertem no pior dos alvos: a islamofobia.

Morte de Fidel Castro?

Esta notícia do Diário de Cuba deixa em aberto a possibilidade do anúncio oficial da morte de Fidel Castro. Notícia a confirmar. (Via Bruxelas)

Je suis Charlie

coimbra-je-suis-charlie-hebdo
Coimbra, 8 de Janeiro de 2015. Adenda: entretanto desapareceu tudo do lugar, falta saber quem foi.

Quem é Gustavo Santos?

É um intelectual pimba com tal notoriedade que já foi várias vezes tema de alguns programas do Canal Q, que, como se sabe, está sobretudo orientado para a comédia.

A Ana Markl, a Joana Marques e o Daniel Leitão analisam o exemplar a seguir ao corte. Os vídeos são divertidos, porque o Gustavo é um triste. No fundo, é um monte de merda, o que explica por que razão só diz merda: que ninguém o acuse de inconsistência. [Read more…]

Ahmed Merabet

Ahmed Merabet

Quando voltarem a ler a palavra muçulmano referindo os assassinos wahabitas, honrem o nome deste muçulmano que à queima-roupa também caiu pela liberdade.

Os assassinos do Charlie Hebdo têm um cúmplice em Portugal

merdaChama-se Gustavo Santos, foi ao dicionário, encontrou a palavra egoíco, e depois escarrou sobre as vítimas:

Opinar sim, questionar também, agora gozar sistematicamente com convicções alheias é que me parece despropositado. Além disso, sempre que desrespeitamos alguém desta forma, estamos a trazer uma potencial ameaça para a nossa vida! (fim de vomitação)

Diz-se apresentador, escritor e conferencista (mais três nobres profissões insultadas). Chama-se Gustavo Santos, se tivesse vivido na geração do seu avô chamava-se Dutra Faria, Rosa Casaco ou Casimiro Monteiro.

Nunca entenderá que ainda assim sempre respiro de alívio porque ele existe, porque ele pode vomitar, escarrar e cuspir em liberdade, mas também lhe podemos despejar livremente um balde de merda pela cabeça abaixo, porque merda sobre merda fica apenas merda, e a isso se resume a existência de um pobre e mísero Gustavo Santos, em busca da fama que o editor para a Europa do Financial Times já tinha obtido.

Liberdade de imprensa

E já que falamos de liberdade de imprensa – e parece que a maioria de nós não tem dúvidas sobre quanto precisamos dela – aproveitemos para falar também dos despedimentos massivos de jornalistas – entre eles os mais experientes, os mais qualificados, os mais incómodos – , dos cronistas silenciados pela voz do dono, das agendas obedientes aos interesses financeiros, da situação precária de tantos profissionais.

Falemos de tudo isto agora, que o tempo já não é não muito, ou não fosse tudo isto também Charlie.

Cartoon: Junião

Da Madeira com amor

João Jardim prepara-se para entrar na corrida para Belém. Ambição? Nada disso. Jardim quer tão somente apresentar as suas ideias, ganhar nem lhe passa pela cabeça. (yeah right…)

Do Charlie Hebdo ao Syriza: o regime contra-ataca

Iohannes Maurus*

A propósito do atentado de ontem contra o Charlie Hebdo, partilho um artigo sobre as caricaturas de Maomé que publiquei em Viento Sur faz agora quase 9 anos. Tudo o que nele disse continua, para mim, perfeitamente válido. Haveria apenas que acrescentar um matiz importante.

Hoje, o que era um fantasma terrorista sob o qual queriam ocultar-se as resistências reais ganhou corpo. Do lado árabe-muçulmano, do lado dos colonizados, tanto nos seus próprios países de origem como no espaço colonial importado para as metrópoles, um pequeno sector assumiu como sua a imagem fantasmal do islamista-terrorista produzida pela propaganda neocolonial do Ocidente. Hoje existem realidades como o Estado Islâmico ou as diversas “franchises” da Al Qaida cuja delirante materialidade de ectoplasma não as impede de assassinar, com pretextos teológico-políticos, pessoas de todas as religiões, quer sejam yazides, cristãos do Oriente ou muçulmanas.

Pouco importa que este tipo de subjectividade política delirante e desligada de qualquer processo de libertação anticolonial tenha sido criado ou financiado directamente pela CIA ou outros serviços ocidentais, como aconteceu com a Al Qaida no seu tempo, ou que tenha aparecido espontaneamente, como, segundo Aristóteles, podiam aparecer criaturas infecta dos miasmas. O que importa é que essa imagem do “mouro mau” é a própria imagem do colonizado produzida pela dominação colonial, uma imagem que, assumida pelo colonizado, reproduz ao infinito e de modo nenhum anula essa dominação. O olhar colonial cria o bárbaro, o incivilizado, justificando assim sobre o nada moral e cultural deste último um presumível direito de tutela — mais ou menos paternal ou mais ou menos violenta — dos civilizados sobre os bárbaros. Os assassinos dos jornalistas de Charlie-Hebdo são os tristes agentes dum acto de propaganda colonial pela acção. [Read more…]

Era isto que os assassinos queriam:

Vários ataques a locais de culto muçulmano em França. Conseguiram, porque o filhodaputa não tem lado, é omnipresente.

 

Mistérios sortidos

…Continuo a encarar com alguma perplexidade a perfeição da natureza, porque há três mistérios humanos para os quais continuo a não conseguir descortinar a utilidade, a saber, as mamas do Homem, os testículos do Papa e as mensagens presidenciais de Cavaco Silva. Se alguém puder e quiser, que me ajude.” (Pedro Pezarat Correia).

Li isto e, apercebendo-me da inquietude do ilustre autor, que muito prezo, apresso-me a dar, correspondendo ao seu apelo, a minha modesta contribuição. Por pontos:
– Quanto às mamas do homem, deve sublinhar-se que a sua inutilidade é, ela própria, sinal de grandeza. A grandeza das coisas que só existem porque são esteticamente imprescindíveis. A importância da elegante simetria dos corpos. E, sobretudo, que diabo, já imaginaram o gozo a que as nossas queridas parceiras de espécie nos sujeitariam se nós, homens, nem uma – inútil, sim, mas existente e no seu lugar – imitação dos seus belos – e, ainda por cima, úteis – atributos peitorais? Em nome da paz entre os sexos, fiquemos por aqui, deixando uma bênção agradecida à criatividade da natureza, dos deuses, ou seja lá de quem for a autoria de tais maravilhas. [Read more…]

O mais certo é acabar em prescrição

Mas hoje teremos escumalha cavaquista em tribunal. É expectável que nenhum deles acabe no Estabelecimento Prisional de Évora.

Charlie contra a xenofobia

O Charlie era e será assim. Os charlistanistas, convertidos ontem à pressa aos valores da liberdade de expressão e à defesa eterna do Charlie Hebdo, refiro-me aos que cultivam o ódio contra o próximo pela cor, crença e género, foram e serão representados desta forma no Charlie.
90438006_o 60482059 65126259

[Read more…]

Da baixeza

Antonis Samaras, ainda primeiro-ministro grego, olhou para o massacre no “Charlie Hebdo” e viu um argumento para a sua campanha.

Duelo

Marcelo Rebelo de Sousa e Santana Lopes deram hoje, quanto às eleições presidenciais, o tiro de partida. Um no outro.

O comunicado

O infantil e apatetado comunicado do nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre o atentado contra o Charlie Hebdo, omisso nos valores em causa – nem sequer a palavra liberdade ali aparece – é deprimentemente sintomático da espécie de gentinha que nos governa. Mais uma vez, sinto-me envergonhado por procuração. Mais uma vez.

O fascismo da intolerância

islamCarlos Roque,
Maio de 2014

E eis que a Europa está a ser engolida pela extrema-direita…
O que é peculiar no fenómeno é que as análises que se fazem por aí só vão buscar a figura do nazismo para o justificar, quando, na verdade, o Hitler está morto e enterrado e é um outro facto que está a detonar tudo isto: a imigração islâmica.
Os muçulmanos quando chegam à Europa não estão interessados em participar no grande plano de Bruxelas. O que eles realmente fazem é tentar desenvolver comunidades autónomas em território europeu, com os seus micro-souks e pequeno comércio que não se mistura no resto da actividade económica europeia. As que vingam são as mais organizadas, habitualmente radicais e intolerantes, que se regem pela Sharia (a lei islâmica, que não respeita constituições).
[Read more…]

Georges Wolinski – Porto Cartoon

Wolinski

Foi em 2007 que tirei esta foto a Georges Wolinski no IX Porto Cartoon (do qual Wolinski era Presidente do Júri). Recordo-o pela sua simpatia, bom humor e pela forma descontraída no meio da cerimónia institucional do Porto Cartoon.

Foi hoje assassinado em Paris quando estava a trabalhar no seu “Charlie Hebdo”. O Porto Cartoon sofreu uma perda irreparável. O Luís Humberto Marcos (o pai do Museu Nacional da Imprensa) perdeu um amigo. Um dia negro. Muito negro.

Sou Chalie Hebdo e também sou Ana Gomes, consequentemente

ana gomes
A extrema-direita portuguesa não está minimamente preocupada com um atentado à liberdade de expressão, que vitimou hoje vários dos seus heróis. É uma guerra que não lhes assiste, a deles é económica e santa.

Assim a indignação virou-se contra esta afirmação de Ana Gomes, que num país ocupado por línguas bárbaras sou obrigado a traduzir:

#CharlieHebdo – Horror! Também o resultado de políticas anti-europeias de austeritarismo: desemprego, xenofobia, injustiça, extremismo, terrorismo.

(Na Lusa, citada pelo órgão central da extrema-direita neoliberal, parece que traduziram austerisme por políticas de anti-austeridade, o que já ultrapassa ligeiramente a simples ignorância da língua de Rimbaud).

Para o perfeito neoliberal tudo se explica pela moral, na velha lógica religiosa: há os bons, e os maus. Os maus são maus porque são maus, e neste caso porque são maometanos. Cavalgando na sua guerra santa, não podem compreender que os praticantes do mal, e concordamos embora por razões diferentes que desses se trata, existem não por inspiração demoníaca mas uma qualquer razão, lógica, causa. [Read more…]

Também somos Charlie

unes_de_Charlie_Hebdo

Evitar confundir religião com bárbara escumalha…

Questões de fé, neste caso o Islão, nada têm a ver com a barbárie ocorrida hoje em França. Segundo a própria doutrina a prática religiosa deve ser livre e não contempla os actos de violência que algumas bestas teimam utilizar em prol do fanatismo, visando o condicionamento das sociedades, buscando o confronto de valores, graças à visão distorcida dos livros sagrados. O ódio ao muçulmano será a pior resposta que a civilização ocidental pode optar. Nesta matéria há que continuar afirmando e praticando os valores da Liberdade, sem atender a raça, convicções políticas ou religiosas e outras, nem descurar naturalmente a acção policial na prevenção, repressão e severa punição judicial dos vermes que praticam hediondos atentados terroristas.

Je suis Charlie

Je suis Charlie

A homenagem das redacções do grupo IPM (La Libre, LaLibre.be, DH, DH.be, DH Radio e Paris Match).

1762369_3_cb06_charb-directeur-de-la-redaction-de-charlie_f8944489934b0e87ec570c85838a11bc
Charb, um homem assassinado por cães cobardes

https://aventar.eu/2015/01/07/1224112/