Educação para todos?

No país cuja Constituição consagra a gratuitidade do ensino, obter uma Educação de qualidade é um luxo que muitas famílias não podem pagar, com perdas nas vidas individuais e com prejuízos para uma nação que continua a não investir no fundamental, enquanto chama “investimentos” a estádios de futebol e a exposições mundiais ou enquanto desvia impostos e cortes salariais para desmandos privados e disparates regionais.

Diante dos que são impedidos de continuar a estudar, muitos argumentarão que “sempre foi assim” ou que “não somos todos iguais” ou que “não podem ser todos doutores”. Dos jovens ouviremos frases como “Tive de ir trabalhar, que os meus pais não tinham dinheiro para eu continuar a estudar.”

O arrepiante de tudo isto é que estes ditos são iguais àqueles que eram pronunciados antes do 25 de Abril. Já se sabe que não somos todos iguais, mas, numa democracia moderna, esperar-se-ia que tivéssemos oportunidades semelhantes, que pudéssemos contar com um Estado em busca de justiça social. Em vez disso, sempre ao arrepio de uma Constituição que tantos querem alterar, temos um Estado a esvaziar-se, muito contente com o dinheiro que vai obter nas privatizações, com anéis e dedos metidos no mesmo saco.

As finanças públicas, atacadas por vícios privados, poderão ficar, finalmente, equilibradas. Numa contradição que me será sempre estranha, o país ficará tão bem como mal continuarão as pessoas.

Ilhas, buracos e vórtices

Já se sabia que, do ponto de vista da água, uma ilha pode ser vista como um buraco. A Madeira, graças aos préstimos de Alberto João Jardim, é também um buraco, do ponto de vista financeiro. Este dado, aliás, transforma esta ilha numa originalidade: em vez de estar rodeada de água por todos os lados, mete água por todos os lados.

A Madeira é, portanto, um buraco e, mais propriamente, um vórtice, já que arrasta para o fundo um país inteiro. Face a este naufrágio, todos os que já desconfiavam ou já sabiam dos desvarios do “Bokassa” madeirense, nas palavras do volúvel Jaime Gama, fingem-se surpreendidos. Alberto João continuará a rir-se e a produzir alarvidades, enquanto vê os salários dos outros a escorrer para o turbilhão que criou.

Entretanto, é sempre curioso verificar como, no meio deste turbilhão, Carlos Abreu Amorim se deixou transformar num Francisco Assis alaranjado, com os mesmos argumentos tão fracos como palavrosos, respondendo às críticas do PS com uma espécie de “quem diz é quem é”. Foi o mesmo Carlos Abreu Amorim que defendeu, além do mais, que Jardim é o político mais injustiçado de Portugal, o que faria sentido se “injustiçado” quisesse dizer que nunca compareceu diante da Justiça.

Estamos de Tango

O bailinho na Madeira continua. Virou…

Madeira, um caso de polícia

Mais um buraco nas contas do governo de Alberto João Jardim, desta vez  por dívidas que não foram registadas, pagas ou comunicadas às autoridades estatísticas. O bailinho leva a inscrever mais 1681,3 milhões de euros nos défices de 2008 a 2011.

Das duas uma: ou há leis em Portugal para estas coisas (e não sou defensor da penalização jurídica do que deve ser castigado politicamente, mas para tudo há fronteiras e limites), ou não havendo, tem de haver. Se somarmos a todo este regabofe o offshore madeirense, por onde se escoam milhões todos os dias, a solidariedade com o todo territorial de um país acaba aqui. O governo é de Portugal, o presidente da República é de Portugal, a Procuradoria Geral é de toda a República, ou actuam sobre a Madeira ou isto nunca mais pára.

Versão sem petróleo mas com bananas

Não vos faz lembrar uma célebre foto do antigo ditador iraquiano?

Eu gasto, vocês pagam

Cada madeirense deve 30 mil euros, o dobro da média nacional

Este título do Público (com ligação só para assinantes) faz lembrar a brincadeira que é costume fazer nos restaurantes, quando, na hora de pagar a conta, um grupo de, por exemplo, quatro convivas propõe ao criado de mesa que divida o total por cinco, sobrecarregando virtualmente o pobre assalariado e virtualmente aliviando as finanças dos pagantes. É igualmente costume que a brincadeira acabe com os cinco a rir e os quatro a pagar.

Transferindo a graçola para o país (e também para a Madeira), aquilo que não deveria passar de uma piada é uma ideia tão arreigada que nem sequer parece estranho a um jornalista dividir por todos os madeirenses uma dívida criada por uma minoria de senhores com obra feita e benefícios pessoais à custa de dinheiros públicos.

Vou dormir e sonhar com um mundo em que todos pagássemos as minhas férias ou as minhas cervejas. Todos, menos eu, claro.

Tudo em família

Vital Moreira tem umas crónicas giras no Público e a de ontem, terça-feira, foi mesmo engraçada, lançado para o imaginário socialista uma série de dicas de argumentação:

  1. Todo o país, salvo a Madeira, anda em contenção;
  2. O buraco da Madeira é uma das razões por Passos Coelho ter sido “enigmático” quanto ao tal “desvio colossal” (não importa a VM a inexatidão da citação…);
  3. Houve “uma verdadeira conspiração de silêncio em relação ao desvario financeiro de Jardim”;
  4. O governo escondeu esta “informação durante várias semanas”.

Vital Moreira termina em grande com este parágrafo:

Imaginemos só que os protagonistas desta lamentável história eram respetivamente Carlos César e o Governos de Sócrates! Tudo é diferente quando as coisas se passam dentro da família política…

Tudo muito giro. Cavalgando a onda, factual, do desvairo financeiro que AAJ sistematicamente pratica com elevada arrogância, Vital Moreira, num passe de mágica, iliba os governos socialistas da sua qualidade de maiores financiadores da falta de vergonha na Madeira (lembram-se de Guterres e do perdão da dívida à Madeira?) e, em simultâneo, faz de conta que os Açores são mares de rosas.

Há o pequeno detalhe da falácia:

Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores

Fonte: MF/DGO (republicado)

Acontece que José Sócrates e Carlos César são também os protagonistas desta lamentável história. O primeiro pelo aumento das transferências para a Madeira e para os Açores e o segundo por ter beneficiado de um aumento de 54% nas verbas transferidas. Mas lá está, dentro da mesma família política, tudo é diferente.

Para memória futura, aqui fica a crónica em questão.

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Alberto João preferia um governo PSD+PS…

… o que não surpreende. O dinheiro tem vindo generosamente de ambos os lados.Transferências para  as Regiões Autónomas (?) da Madeira e dos Açores (orçamento de estado e PIDDAC):

Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores  Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores

Fonte: MF/DGO

Curiosamente, apesar da diabolização de que geralmente AJJ é alvo, há ali uns dados interessantes quanto aos Açores nos últimos cinco anos de governo PS.

ver também: Jardim revela que o Governo de gestão tentou “estragar” negociações sobre zona franca

A campanha de José Manuel Coelho parece estar a correr bem

Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, foi hoje hospitalizado, na sequência de um enfarte de miocárdio agudo. Público

Há quem não goste, e certamente esperava que o candidato presidencial José Manuel Coelho se tivesse espalhado nas tardias entrevistas televisivas. Judite de Sousa bem se esforçou, mas não conseguiu. O coração do Bokassa do Funchal é que parece ter fraquejado. Os meus votos de melhoras: não é na cama do hospital que desejo a sua derrota, e precisa de estar bem vivo para a sofrer.

José Manuel Coelho – um candidato sério

JARDIM carnaval Homem que Alberto João Jardim insulta desta forma só pode ser boa pessoa:

«Não vejo que seja histórico um fenómeno de pura e mera palhaçada política. Este indivíduo pago pela extrema-direita, principalmente por algumas famílias que foram poder na Madeira e que exploraram o povo madeirense, e que agora lhe pagam para através da palhaçada denegrir o sistema de autonomia política, denegrir o regime democrático e fazer ataques pessoais porque neste país desgraçado o indivíduo é impune perante tudo quanto faz»

Ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão

O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, acha que o Estado português “é ladrão” porque não permite a acumulação de pensões de aposentação com qualquer tipo de salário no sector público. (…)
Professor do ensino secundário antes do 25 de Abril e depois director do Centro de Formação Profissional até ser eleito deputado nas regionais de 1976, Jardim, ao completar 65 anos de idade reformou-se da função pública, em Junho de 2005, com uma pensão de 4124 euros. Mas, devido a um regime de excepção sem paralelo no resto do país, acumula, por inteiro este valor da reforma com o vencimento de presidente do governo, equiparado ao de ministro.

Publico

Faltam 415 dias para o Fim do Mundo

E o nosso Primeiro continua em campanha eleitoral (será que ele é candidato nas directas de sexta do PSD?). Por falar em directas, depois de Alberto João, nada como contar com o apoio de Ribau Esteves para ajudar à festa. Entretanto, Aguiar Branco manda um recado forte: não desiste!

O Twitter festejou ontem quatro anos a atormentar-nos com 140 caracteres e mais nada. Já Messi está cada vez melhor…que Ronaldo e quase tão bom como Maradona! As grandes dores são mudas…

Alguém me consegue explicar este surto de quedas de avionetas? E pé ante pé, lá vai Obama levando a água ao moinho.

Colocar o dedo na ferida:

Nem sempre se pode ter razão. Os erros são uma fatalidade. Mas em política deve sempre saber-se o que se quer e só querer o que se sabe ou pode fazer. As hesitações ou inflexões não são sinal de ponderação mas quase sempre da sua falta. Paulo Teixeira Pinto

Podemos não concordar, quiça não gostar, mas devemos sublinhar a coragem. A coragem para enfrentar as dificuldades, coragem para enfrentar os mitos. Coragem para enfrentar Jardim.

A obra de Alberto João Jardim na Madeira é indiscutível e merecedora do nosso aplauso mas isso não nos pode cegar, não nos pode impedir de criticar um estilo político. Mal de nós se olhamos e nos comportamos  de forma diferente por um qualquer receio de uma qualquer putativa vaca sagrada. A obra de Alberto João Jardim, do PSD-Madeira e dos madeirenses não esconde uma forma de estar, uma vertigem de constante ajuste de contas com quem não concorda com AJJ, seja o Sr. Silva, o Sr. Pinto de Sousa ou agora o Sr. Passos. Já chega de fazer de conta que não vemos a boçalidade, a falta de educação e o modo rasca como trata todos os que ousam criticá-lo.

Ora, Pedro Passos Coelho, bem ou mal, ousou. Ousou colocar o dedo na ferida, criticar a forma inadmissível como AJJ procurou utilizar a desgraça dos outros, a tragédia dos madeirenses, como arma de arremesso político interno mentindo, afirmando que PPC foi o único político que não se solidarizou com os madeirenses sabendo, como hoje se percebeu, que estava a mentir.

No final, AJJ foi-se sentar ao lado de Rangel. O olhar de menino traquina de Rangel disse tudo. Nada mais a acrescentar além disto: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

Faltam 426 dias para o Fim do Mundo

A tragédia na Madeira teve o condão de unir Sócrates e João Jardim mas não deve servir como arma política em eleições directas de um partido. Hoje vi na TVI o Presidente do Governo Regional da Madeira acusar o seu companheiro de partido, Pedro Passos Coelho, de não ter sido solidário com a tragédia na Madeira, o que não é verdade, pois logo no Domingo tanto no Facebook como em diversos órgãos de comunicação social se viu o contrário. Por muito importantes que estas eleições possam ser, nada representam quando comparadas com a tragédia da Madeira e mal vai a classe política ao procurar aproveitar-se da desgraça dos outros em nome de inconfessáveis interesses políticos pessoais.

Por falar em mau tempo, desta vez são os Açores e como uma desgraça nunca surge sozinha, aqui estão os novos números do desemprego: 10,5%! Para ajudar ao descalabro, esta reportagem do i (que está cada vez melhor) a avisar que Portugal está entre os piores em termos de educação. Já os Procuradores discutem o Face Oculta e as escutas ao PM. Enquanto isso, Soros vai avisando a Europa – convinha não fazer de conta pois quem avisa…

Finalmente, continuando com o quadro negro do dia, ESTE artigo sobre o meu F.C.Porto é de leitura obrigatória e mais não digo que as grandes dores são mudas…

Uma pessoa fica sem fala…

…quando lê uma notícia como ESTA e já não se admira com ESTA. Já sobre ESTA o Aventar está a dedicar vários especiais.

Mas a nossa vida é igualmente feita de futilidades como ESTA, ESTA, ESTA e ESTA.

Haja fé!

Não faltam boas intenções para ajudar o partido social-democrata. Uma delas é a receita de Alberto João Jardim para consertar o PSD, e  que contempla 7 passos.
Depois de Pinto Balsemão dizer que o PSD está vivo, é a vez de João Jardim dizer que o partido tem conserto.
Com o frio que está ainda bem que há algum calor partidário.
É só boas notícias!

Prepotência, Arrogância, Aproveitamento Político?

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TALVEZ DE TUDO UM POUCO, MAS NÃO DEIXA DE TER RAZÃO!

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O Presidente do Governo Regional da Madeira, regressou à sua habitual forma de estar. Com alguma prepotência, com alguma arrogância, com algum aproveitamento político, veio a terreiro defender o que entende ser necessário para o desenvolvimento da sua Região Autónoma. Desta vez pretende que lhe seja concedido mais um empréstimo e faz depender a aprovação do orçamento, em Janeiro, dessa concessão.

Para além disso, e por causa da cada vez maior decadência de Portugal, o povo Madeirense cada vez mais se sente afastado da capital do País.

Poderemos questionar o forma como o faz, poderemos não concordar com algumas das suas atitudes, mas não poderemos em algum momento dizer, que não defende com unhas e dentes as suas gentes, que o nível de vida da Madeira é dos melhores, se não mesmo o melhor, do País, ou que sem ele a Região nunca teria o desenvolvimento que tem hoje.

Há quem diga que é à custa dos continentais, que é à custa do nosso dinheiro, mas tal não é verdade. Se às restantes regiões do País não fossem ciclicamente sonegadas verbas, que o estado central, desvia para a região da capital do que já foi um império, o desenvolvimento de cada uma delas, poderia equiparar-se ao da Madeira.

Mas porque é que não temos por cá, mais meia dúzia de Albertos Joões, a defender, um a um, cada uma das regiões do nosso País,em vez dos «Yess Man» que por aqui temos, todos com medo de perder o tacho que conseguiram à custa da política.

Portugal estaria bem melhor do que está.

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