Teatro Conspirativo

É paranoia minha certamente mas algumas expressões geográficas como “ir para o norte” ou “auto-estrada do sul” irritam-me.

Já tentei racionalizar o porquê desta irritação mas não consigo encontrar uma explicação que me satisfaça suficientemente… talvez seja o facto um termo tão genérico normalmente estar associado a alguma ignorância quanto aos sítios a que se refere ou então é simplesmente o facto de os pontos cardiais serem naturalmente relativos… excepto nos pólos, qualquer ponto que seleccionemos estamos sempre a norte ou a sul de qualquer outro ponto.

Vem isto a propósito do texto introdutório ao programa do TNSJ para este inicio de 2007.
Diz Nuno Carinhas que neste inicio de ano “prosseguimos com visitações de Companhias do Sul: Teatro da Rainha, Teatro Municipal de Almada, Teatro dos Aloés e Teatro Aberto“…

É um fait-divers claro mas se fosse dado a leituras conspirativas diria que esta frase teria um segundo sentido.

Regionalização: tachos x 5

Já que o referendo, esse instrumento tão democrático que passou num ápice, a mau da fita, tem sido glosado por todos quantos não concordam com a sua realização a propósito dos casamentos gay, recuperará o seu estatuto se for utilizado na Regionalização?

Temos cinco regiões a que correspondem cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e que o PS quer ver transformadas em cinco regiões administrativas com poderes alargados.

Nos últimos cinco anos os serviços foram desconcentrados em cinco regiões-plano num processo que já tem o Algarve como ensaio na gestão de competências autonomas. Falta agora acertar o processo de implementação que o governo quer ver ser objecto de um largo consenso com a Oposição.

Em 1997 esta matéria dividiu seriamente a opinião dos portugueses pelo que é natural que só se avançará com a garantia que um amplo consenso pressupõe, que no essencial só tem a oposição do CDS.

Se as vantagens são evidentes, o peso de mais cinco estruturas de políticos, num país tão pequeno e tão pobre como o nosso, faz temer que as desvantagens não sejam menores. Eu apostaria na legitimidade democrática das autarquias e avançaria para estruturas de coordenação regional, na proporcionalidade resultante das eleições autarquicas.

Este alargamento, com reforço de poderes (a par da legitimidade democrática, é o real reforço dos poderes e real descentralização de meios, o que realmente importa) permitiria o aprofundamento das políticas a nível regional em contraponto, com as políticas locais que a actual divisão territorial administrativa admite.

Sem o peso atrofiante de custos com estruturas políticas que nada acrescentam à eficácia da implementação no terreno, das políticas regionais fundamentais.

Representantes do Porto – Gustavo Pimenta (PS)

Nesta quarta edição de Representantes do Porto falei com Gustavo Pimenta, líder do grupo socialista na Assembleia Municipal do Porto.
O tema principal foi naturalmente o Orçamento e Plano de Actividades que tinha ido a votação no dia anterior (22-dez) mas falamos também do Parque da Cidade, de Orçamentos Participativos e da representatividade dos deputados na Assembleia da República

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Duração total: 56:45
[Read more…]

Está Decidido, E Não Se Fala Mais Nisso

AQUELA CORRIDITA DOS ARES

A página está virada. O espectáculo, que muitos de nós adorávamos, e que muito beneficiou a nossa terra e as nossas gentes, vai para outro lado.

Com tantos sítios para ir, com tantas razões para ficar, vai para o sítio do costume.

A ganância, a inveja, a lata, a mesquinhes e o descaramento dessas gentes, aliados aos interesses económicos de uma empresa, que como qualquer outra se move pelo lucro, e cujas despesas são astronómicas, provocaram este desfecho.

Paciência! Partamos para outra que esta já cheira mal. Já se falou e deu demasiada importância a este assunto.

Não querem, haverá mais quem queira. Não faltarão espectáculos de valia semelhante, ou até superior, que nos possam interessar. E para cá virão e estarão, até que o olho gordo e insaciável dos de sempre, não no-los venham roubar.

Para além da procura que vamos ter de fazer, baseada num concurso de ideias, ou em propostas internacionais oriundas de um qualquer concurso que façamos, só nos resta fazer uma coisita. Pequena e sem importância.

=NÃO FALAR MAIS NISTO. NUNCA MAIS! SEJA POR QUE MOTIVO FOR=


E no sentido mais lato da ideia. Não dar quaisquer notícias, não fotografar, não transmitir, não visitar, não falar de, em suma, IGNORAR TOTALMENTE.

Utilizar uma atitude passiva e distante em relação a esse evento.

Só assim, no meu entendimento, chegaremos a qualquer lado. Não nos adianta continuar a fazer o papel de desgraçadinhos a quem tiraram o rebuçado da boca.

Não nos querem, muito bem. Nós respondemos do mesmo modo, e agora somos nós que nunca mais vamos querer.

Desta forma, esta será a última vez que escrevo sobre este assunto, com a ressalva de uma qualquer evolução do problema, que se mostre importante para a nossa região, e que me obrigue a voltar ao tema.

FAÇAM COMO EU.

MOVIMENTEM-SE, FALEM UNS COM OS OUTROS.

MOSTREMOS DO QUE SOMOS CAPAZES.

FAÇAMOS USO DA NOSSA FORÇA.

TRANSMITAM E IMPLEMENTEM ESTA IDEIA:

MANTER SILÊNCIO ABSOLUTO SOBRE TUDO ISTO.

Hoje poucos, amanhã imensos e vencedores.

Links:

A, B, C, D, E, F, G.

A insistência que insulta

534px-EscudoIberia
Aterradas pelo desagregador processo de autonomias, as autoridades espanholas procuram convencer a sua opinião pública, da inevitabilidade de um futuro Estado unificado peninsular, ainda que para tal procure novas soluções integracionistas. Uma delas, consiste no acenar da cooperação transfronteiriça e os exemplos mais marcantes residem na Extremadura-Alentejo e Galiza-Minho-Trás os Montes. Os governos autónomos das províncias limítrofes, têm desenvolvido intensa actividade aliciadora nas franjas da fronteira portuguesa, desde o sector empresarial, até à saúde, educação, etc.

O plano é conhecido e oferece uma miríade de possibilidades de condicionamento da vontade de resistir das autoridades portuguesas, geralmente radicadas nos centros de decisão longe da fronteira. A questão das águas, os portos de escoamento ou entrada de mercadorias, as vias de comunicação e agora, as universidades, são alguns dos aspectos que têm merecido uma especial atenção por parte dos espanhóis. No meio de uma tremenda crise económica e financeira, as autoridades de Lisboa têm contemporizado, vendo logicamente em Espanha, um motor da nossa debilitada economia que no país vizinho, tem agora o seu maior parceiro. Um erro de mais de duas décadas que ameaça a autonomia de Portugal.

[Read more…]

Representantes do Porto – Alberto Machado (PSD)

O terceiro programa da série Representantes do Porto foi com Alberto Machado actual presidente da JF de Paranhos.
O principal objectivo destas entrevistas é ir acompanhando o que se passa na Assembleia Municipal do Porto em que os presidentes de junta têm lugar por inerência mas naturalmente aproveitei também um pouco para falarmos da realidade da própria freguesia.

Motivações
Começamos pela motivação que leva uma pessoa de 31 anos a aceitar o desafio de se candidatar a uma Junta de Freguesia e a este propósito Alberto Machado apontou um pouco o seu próprio percurso na medida em que já fazia parte dos executivos anteriores mas também o desafia que se apresentou pelo facto de Miguel Seabra não se ter recandidatado. De qualquer forma mais interessante ainda é o facto de este ser um cargo que actua directamente no terreno por oposição a alguma da política de carácter mais nacional que consiste na definição de planos e estratégias cujo impacto depois não se consegue ter a percepção.
[Read more…]

Representantes do Porto – Artur Ribeiro (PCP)

Na continuação do acompanhamento da Assembleia Municipal do Porto entrevistei Artur Ribeiro do PCP.
Autarca durante 22 anos em Matosinhos, participou aí em 2 conselhos municipais, fez ainda parte da Assembleia de Freguesia de S. Mamede Infesta, da Assembleia Municipal de Matosinhos e foi também Vereador.
A propósito da sua presença no 2º Conselho Municipal, de que era presidente, relembrou o caso da proposta de extinção que a Assembleia Municipal de Matosinhos votou e que foi posteriormente revogado pelo tribunal. Terá sido a primeira e única vez até hoje que um órgão municipal pôs em tribunal outro órgão com a mesma legitimidade e do mesmo município.
Artur Ribeiro está agora no 3º mandato na Assembleia Municipal do Porto e em jeito de comparação enre o Porto e Matosinhos refere acima de tudo que são realidades diferentes a nível de pujança económica e que, a nível de relação com o executivo, mais do que as pessoas, a principal diferença vem de esse executivo ter ou não maioria.
[Read more…]

Chuvas em Rio Tinto e o Caos…

“Nasci” juntinho ao Rio Tinto. Ouvi as histórias de peixes e dos Moinhos ali junto ao ALARO…o café de António Luís… Oliveira. Sim. Esse – um dos Oliveirinhas. O mesmo onde hoje existe um restaurante onde se paga melhor para comer pior, mas enfim… voltemos ao assunto.

rio_tinto_poluido
Ali mesmo juntinho ao Rio vi vezes sem conta a sua fúria que teimava em chatear os mais desprotegidos – quem nada tinha, sem nada ficava por causa da água, esse elemento vital tantas vezes inimigo.
Depois veio uma ETAR que a troco dos maus cheiros e incómodos vários trouxe alguma requalificação às margens e ao leito do rio que dá nome à freguesia que quer ser concelho.
E esta madrugada, uma vez mais, a água entrou em casa dos meus familiares – um metro. Isso mesmo – um metro de água dentro de casa.
(RTP, JN, RR, SIC )
Imagine, caro leitor, que isso acontece em sua casa – além do lixo, o que ficaria danificado?
Agora se me permitem, uma conclusão demagógica: o sr. Major, esse exemplo raro do poder autárquico, que tantos anos leva de mentiras e enganos, fez o quê nas duas últimas décadas para resolver este problema?
Por mim, fica novamente claro que RIO TINTO tem que ser independente de Gondomar porque quem por lá anda faz de conta que a freguesia que mais dinheiro dá ao concelho não existe.

Representantes do Porto – José Castro (BE)

Primeiro programa da série “Representantes do Porto” que irá acompanhar a Assembleia Municipal do Porto e os seus representantes.
(nota: a qualidade do som desta gravação é relativamente má devido a alguns problemas técnicos com o equipamento de gravação)

Esta conversa com José Machado Castro do Bloco de Esquerda, um dos 3 eleitos do BE para a Assembleia Municipal, começou de modo informal com uma passagem pelos estudos de Richard Florida e das características das uma cidade competitiva: Talento, Tecnologia e Tolerância.
Antes de entrarmos nos temas que tínha definido, e em jeito de apresentação, José Machado Castro falou da sua relação com a cidade e da sua vivência durante alguns períodos marcantes como o fim dos anos 60 ou os primeiros anos de democracia.
Referiu ainda a “forma apagada como a Assembleia Municipal do Porto tem vivido nos últimos anos” até por contraponto com o que já foi e considerou que a alteração da lei das autarquias que eliminou o Conselho Municipal (órgão de que faziam parte associações e colectividades) foi um passo atrás na abertura dos poderes políticos à sociedade.
[Read more…]

É fartar, vilanagem!

500x500

Definitivamente, a localidade de Paredes – e o pateta PSD lá do sítio– parece estar a tornar-se num local mal frequentado. Diz-se por aí que o edil perdeu a cabeça e resolveu comemorar não se sabe bem o quê e quem, erguendo um pau de bandeira com perto de cem metros de altura. Logo a correr, veio o senhor da tutela manifestar o seu apoio a tal iniciativa, exactamente no momento em que o governo pede sacrifícios e contenção nos gastos. [Read more…]

Quanto vale o Vale do Tua

No debate realizado pelo Movimento Civico da Linha do Tua, a 17 de Janeiro de 2009, Livia Madureira, professora auxiliar da UTAD, explora a questão “Quanto vale um Vale Natural?” na medida em que ele é constituído por elementos visíveis (e economicamente valorizáveis) mas também por muitos elementos que não são habitualmente contabilizados.

“O Vale do Tua vale pouco quando usamos os indicadores habituais, por exemplo pessoas, riqueza, centralidade“, aliás pode comparar-se o território a uma pequena cidade com população envelhecida e pouca actividade económica, sendo a que existe relativamente frágeis (agricultura e serviços públicos)

Para além disso é uma comunidade com pouca voz na medida em que o território está fragmentado por diversas unidades administrativas, e para haver uma abordagem integrada ao nível do vale é necessário que os 5 concelhos cooperem entre si.
Finalmente, no cenário de construção da barragem, a discussão a seguir é saber se se vão fazer barragens como se faziam há 50/60 anos atrás e principalmente como vão ser definidas as compensações a atribuir.

A este propósito referiu que sob a o “chapéu” da Directiva de Responsabilidade Ambiental a criação de mecanismos de pagamento por utilização, ou seja pela extracção de recursos naturais seria uma medida natural a aplicar.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Duração Total: 18:03

O encenador

Com os factos e as verdades que foi varrendo para baixo do tapete a virem à luz do dia, Sócrates encena factos políticos que nada têm a ver com a situação do país.

Um a um os países vão tomando consciência da situação gravíssima a que se chegou e tomam medidas dolorosas, absolutamente necessárias para enfrentar a crise, que em todos os casos subjaz à crise internacional. A crise estrutural há muito que está instalada, a crise de cada um dos países, essa, é que vem à tona, enquanto a crise internacional desaparece. Quem tem dúvidas veja como o desemprego cesce à medida que as empresas fecham.

Em Portugal, acossado pelas políticas que teimosamente implementou nos quatro anos de poder absoluto, Sócrates tenta fugas para a frente, como os faustosos megaprojectos que custam o dinheiro que não temos, e encena o casamento gay e a regionalização, com a esperança que seja essa a agenda política.

A verdade é que o casamento gay é inconstitucional, não sou eu que o digo, são os constitucionalistas “pais” da Constituição e vai morrer na praia do Tribunal Constituicional. Virão as acusações costumeiras que o não deixam governar, numa tentativa de virar a comunidade gay contra a oposição.

A seguir vai encenar a “regionalização” num momento em que não se reunem as condições políticas para tal discussão. Não só não constitui uma questão central (essas ,infelizmente, são as económicas) como a oposição não vai embarcar em mais uma “palhaçada política”, quando não se vê como se vai consultar a população, (que já disse uma vez não,) e saída de um periodo eleitoral prolongado, a que acrescem custos financeiros imensos que o país não tem .

Convem lembrar, que para além dos méritos que a regionalização traz, a sua implementação tem custos políticos e financeiros imensos, muito maiores do que qualquer outra eleição, até porque nas outras o investimento inicial já está feito.

Estamos, pois, na encenação do quadro final, sem apoteose e sem chamada à boca de cena!

Energia – Negócio ou Serviço Público

Na sua intervenção no debate organizado pelo Movimento Cívico da Linha do Tua em Bragança a 17 de Janeiro de 2009, Alda Macedo, do Bloco de Esquerda, destaca a forma como a produção de energia está a ser encarada, mais como “forma de produzir negócio e não como serviço publico”.

Refere que o que foi definido no plano nacional para a eficiência energética é muito curto e que é possível obter ganhos de eficiência energética muito maiores do que o que temos conseguido.

Alerta ainda para o facto de que “falta olhar para a desigualdade de desenvolvimento do pais e perceber quais são as necessidades reais das zonas mais deprimidas” algo que até já é focado no PNPOT que refere algumas causas das desigualdes entre o litoral e o interior.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Duração Total: 15:16

Regionalização – manobra de diversão

Para o PS a regionalização é uma prioridade, diz Sócrates sem se rir, o que é um exercício que ele faz frequentemente, e com eficácia.

Estamos prontos a abrir as conversações com os outros partidos e discutir profundamente o assunto, desde que sejam cinco regiões, porque meus caros, não se pode governar a partir da Assembleia. Ou são cinco regiões ou não é nenhuma, diz Sócrates (palavra de honra, ouvi e vi na TV).

Enquanto, a crise nacional, endémica, se aprofunda e lança o pais na pobreza, Sócrates, sem nada para oferecer, lança a regionalização e o casamento gay. Aqui e ali a crise internacional dá mostras de arrefecer, mas a crise nacional, que resulta de andarmos a viver há anos acima das nossas possibilidades, nem sequer entra nas contas.

O Orçamento devia resultar de uma ampla e salutar discussão sobre os grandes problemas nacionais, mas o que este pobre homem faz, é aparecer com um Orçamento feito às escondidas, sem qualquer contributo dos outros partidos ou da sociedade civil, ele sabe tudo, ele pode tudo, ele anda a lançarmo-nos no abismo, e nem sequer tem consciência disso.

Para ele política é isto, a regionalização é como eu quero ou então, Ó da guarda não me deixam governar, vítima de tudo e todos…

Talvez a vinda do Papa faça o milagre e nos livre deste ignorante que chegou a primeiro ministro, talve o Papa saiba mais do que nós, como é coisa do inferno…

CAMPANHA Para Uma Vida Melhor, No Norte

.
APOIE E DIVULGUE, QUE NÃO CUSTA NADA E DÁ UM GOZO TREMENDO
.
Para mim, o Norte só acaba lá para as bandas do Mondego. Acaba o Norte onde o Sul começa. Já o disse antes nestas páginas, que a região norte deveria abarcar não só o Minho, Douro e Trás os Montes, mas também as Beiras, litoral e interior. É a minha ideia, devendo no entanto estar sozinho nesse pensamento.
Não é, no entanto, isso que aqui me traz hoje. Mais cedo ou mais tarde, por certo mais tarde que mais cedo, a regionalização virá, seja com uma região, como agora, seja com três, cinco, quatorze ou trinta e sete. Tantas quantas os mandantes deste nosso País, entenderem.
O que hoje me leva a escrever, é outra coisa. Para já, entendo eu, que a mais importante. Restituir ao Norte a sua real importância.
É por demais sabido que o Norte perdeu força, perdeu influência e até terá perdido o respeito de todo o restante País. Nós, os trabalhadores por excelência, o ganha pão de um País inteiro, somos hoje a zona mais pobre de Portugal, e uma das mais pobres da Europa. O respeito que antes tinham por nós, esfumou-se, e fazem da nossa região, gato-sapato. Basta ver o que os da capital nos tiram ou tiraram, sem se preocuparem connosco, sem se importarem com os prejuízos económicos que daí advieram. estou a falar, como é evidente, dos acontecimentos mais relevantes, como sejam o salão automóvel, o salão de moda e «aquelabebida air race», que do Porto, onde tinham um sucesso estrondoso, rumaram a Lisboa.
É preciso que as gentes portuguesas, mormente as gentes governamentais, saibam que estamos aqui, e que sabemos fazer valer os nossos direitos.
Para tal, é preciso afirmação e trabalho na defesa do que é nosso.
E no fundo, o que é que é nosso?
Nosso, são as nossas fábricas, os nossos produtos, as nossas casas, as nossas gentes, o nosso dinheiro.
E como poderemos nós, defender as nossas coisas? Consumindo-as, usando-as, incentivando os outros a fazerem o mesmo.
E é fácil, e não custa mais caro, e pode dar um gozo danado fazer as coisas do modo que eu faço.
Por isso, lanço esta campanha, para uma vida melhor, a Norte.
Como todos temos de comer e vestir e fazer férias e viver, sempre que possível faço da maneira que vos proponho. São oito medidas simples e fáceis de tomar.
. [Read more…]

Vale do Tua como uma identidade própria

Nuno Castro Henriques, Presidente da direcção do IDP, apresenta o estudo “Tua Valley” que o instituto realizou sobre o Tua, um estudo que dá por adquirido que é necessário manter na totalidade a linha, porque ela é uma alavanca para o desenvolvimento da região.

Nesta apresentação efectuada a 17 de Janeiro de 2009 em Bragança num debate organizado pelo Movimento Civico da Linha do Tua, refere que um dos objectivos deste estudo e da sua eventual implementação é projectar o vale do Tua como uma identidade própria explorando património natural, produtos agrícolas e bens culturais já que “viajar no Vale do Tua é viajar na natureza da região e também na sua cultura“.

Refere ainda que as afinidades com outras terras do mediterrâneo que poderiam ser aproveitadas pelos autarcas de forma a criar uma rede maior de contactos.

Em relação ao projecto da construção da barragem, considera que “não há razões tecnológicas para continuar a investir num programa de barragens com tecnologia de 60 anos” e que o projecto “é um excelente negocio para a EDP mas um péssimo negócio para a região e para o país”.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Duração Total: 19:07

Tua – Região vs País

Na sua intervenção no debate promovido pelo Movimento Cívico da Linha do Tua no passado dia 17 de Janeiro de 2009, João Branco da Quercus refere as diferentes incoerências entre o que se tem dito e escrito sobre o projecto da barragem de Foz Tua e o que tem sido feito.

Aponta nomeadamente a questão de o próprio Estudo de Impacto Ambiental referir que “os impactos socio-económicos para a regiao são muito negativos”, e questiona a valia do facto de a barragem ter um impacto positivo a nível nacional ser tão considerado na medida em que “o distrito de Bragança é uma das regiões mais pobres de Portugal e uma das mais pobres da Europa”.

Destaca ainda a importância que uma ligação do Douro a Puebla de Sanabria poderia ter no desenvolvimento de Turismo da Natureza associado ao Parque de Montesinho e numa óptica de complementaridade da oferta turística do vale do Douro.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Duração Total: 08.10

A Noite de S. João, o Vinho do Porto e a Casa da Música

.
Como Se Fora Um Conto
.
AS NOSSAS COISAS ESTÃO A CAMINHO DA CAPITAL
.
Está decidido.
A Câmara Municipal da capital, apoiada pelo governo da capital e pelas empresas públicas da capital, bem assim como por outras cuja presença camuflada do governo da capital, é conhecida, conseguiu que a noite de S. João do Porto mais o seu fogo preso da meia noite, o vinho do Porto, e a Casa da Música do Porto, fossem para a capital do que já foi um império, e passassem a ser sua parte integrante. Esta conquista vem na sequência do que também conseguiu anos atrás com o Salão Automóvel, com o Salão de Moda, e mais recentemente com (como bem lhe chamou um conhecido empresário do Porto) com Aquela Bebida Air Race (sobre a qual já escrevi aqui).
Essa cidade, vai assim poder ombrear em categoria com a do Porto. Mas não contente com isso, se calhar, um dia destes, ainda vai assenhorar-se do nome (Porto) para que assim possa passar-lhe à frente.
Depois de tanta roubalheira, depois de tanta sem vergonha, só nos resta fazer como um grande amigo meu que, já há vários anos combate sozinho este estado de coisas. Esse meu amigo, só bebe Vinho Verde ou do Douro, só come legumes que saiba oriundos de regiões a norte do rio Douro, só abastece gasóleo em bombas de marca branca, só vai a restaurantes da zona norte, só come enchidos transmontanos, vai deixar de ser cliente da EDP, só usa lápis da marca Viarco, e por fim, só faz férias no Gerês ou no Douro. Para além de muitas outras coisas do género que «nem  ao diabo lembram»
Desde que existam fábricas a norte do Douro só usa productos dessas marcas.
Talvez que nada consiga do que se propõe, mas outros lhe estão já a seguir as pisadas, aos poucos eu sou um deles, e mais cedo do que se possa pensar muitos seremos e nessa altura outro galo cantará. [Read more…]

Mas quem é Carmona Rodrigues?

Santana diz que Carmona Rodrigues o apoia.
Carmona Rodrigues diz que é mentira e que não apoia nada.
Carmona Rodrigues participa na arruada de Santana Lopes.
Só falta Carmona Rodrigues na lista de António Costa (aquilo é uma salgalhada!)
Mas afinal, quem é Carmona Rodrigues?

O verdadeiro hino do Porto

Ó Fernando, este sim, é o verdadeiro hino do Porto. Que os tempos na Invicta não estão para lamechices. Porto, Porto!

Vindo deste Vigo ao Porto
sem mala nem passaporte
o comboio era tão velho
que o fumo cheirava a morte

Pela manhã vi-me em S. Bento
tinha os olhos mal dormidos
estava na rua um silêncio
daqueles de abrir ouvidos

Quando de repente o estrondo
duma esplosão fabulosa
me atirou quase por terra
à esquina da Carvalhosa

Vi um fumo no horizonte
tomei o trolley p´ra Baixa
desci depois do Palácio
e fui deparar com um graxa

– Olá, como está, disse eu
– Eu bem, e vocemecê
– De onde é que vem este fumo?
– Do Inferno, então não vê?

E em geito de despedida
disse “O meu nome é Duarte,
se vir por aí o diabo
diga que vem da minha parte”

Lá fui andando para o fumo
que agora era quase branco
quando dei com um surdo-mudo
com um letreiro escrito “Manco”

Perguntei-lhe pelo estrondo
respondeu “mudo não fala”
a viagem ia ser grande
decidi comprar uma mala

Entrei dentro dum quiosque
dirigi-me ao jornaleiro
mordeu-me e o sangue espirrou
nas notícias de Janeiro

A descer a Boavista
surgiram três atletas
um piloto, outro ciclista
e o outro pintava as metas

Perguntei se o estrondo vinha
lá das bandas de Leixões
responderam “ao passarmos
só ouvimos ovações”

Vi ao olhar da janela
dois carros feitos num feixe
“se alguma janela aberta o incomada
peça ao condutor que a feche”

Lá nos degraus do mercado
vi três senhoras em prantos
cobrindo o rosto com véus
e o corpo com negros mantos

Pensei, devem ter perdido
pai, marido ou companheiros
responderam “qual marido?,
quem perdeu foi o Salgueiros”

Sem mais notícias do estrondo
fui comprar mais uma mala
não sabia o que pôr dentro
fui para o Douro lavá-la

Estava meio vazo de água
sem ninguém nas redondezas
mas assim que mergulhei
perdi-me nas profundezas

Voltei à tona molhado
Gritei “Eh povo! Eh povo!
Aquela explosão tão grande
era da casca dum ovo!”

Lá de dentro veio um pinto
saíu e disse “sou eu”
“Então eu que já nasci
e o galo ainda não morreu?”

Dizem que os pintos não voam
este voou sobre as casas
os que não voam não querem
ou lhes cortaram as asas

Dizem que os pintos não voam
este voou sobre as casas
os que não voam não querem
ou lhes cortaram as asas

Ali em Cuba, bem no Alentejo

cuba-estação de comboios...cuba-2009
Fui a Cuba, à nossa Cuba ali bem no Alentejo e, como palavra puxa palavra,…. em bom português posso dizer que há todo um Portugal onde é bem visível o embargo à criação de projectos que originem emprego, desenvolvimento, riqueza, …. enfim … tudo jogos de interesses ao mais alto nível.
Nesta altura do campeonato, o Alentejo deveria ser uma das regiões mais prósperas e povoadas do país e afinal… só por lá estão os que ainda não morreram.

Maria Monteiro

PARTE INTEGRANTE DE PORTUGAL

.
INDEPENDÊNCIA, NEM PENSAR!
.
.
.
Mas anda tudo parvalberto joãoo ou quê?
A Madeira é parte integrante de Portugal, como o são os Açores ou o Minho ou o Algarve.
Já tivemos outras que ficaram independentes, mas, em grande parte porque as suas populações assim o queriam. E para esses éramos colonizadores, e fizemos uma “excelente descolonização”, “exemplar”, diria!
Na Madeira são poucos os adeptos da independência. Muito poucos até. Percentualmente são menos que os que,no continente, acham que deveríamos ser uma província espanhola.
Só mesmo uns quantos mentecaptos podem afirmar, só porque não gostam do Presidente do Governo Regional, que lhes deveríamos dar a independência.
Os Madeirenses têm um dos melhores níveis de vida do País, e a inveja rói estes parvalhões que assim pensam.
Os Madeirenses têm um dos melhores Presidentes seja do que for que alguma vez Portugal teve. Defende intransigentemente os seus. Luta por eles, melhora o seu nível de vida. Só por isso, em mais de trinta anos de eleições livres, ganha sempre, e cada vez com maior percentagem.

Quem nos dera a nós, aqui no rectângulo, um Presidente, Primeiro Ministro, ou, quando houver regiões, um Presidente de Governo Regional, com estas qualidades. Mesmo que, desbocado, diga coisas que não agradam a muitos, mas que ninguém se atreve a desmentir. Não acredito que Alberto João seja independentista. Antes que tenha usado esta forma de dizer as coisas para provocar reacções nas gentes do continente. É só um pequeno aviso à navegação.

Experimentem ir até lá, e vejam como as pessoas vivem, e o nível de satisfação de que gozam. Falem só depois de saberem. E não me venham falar dos dinheiros que para lá mandamos, que isso está consagrado na Constituição, e outros, noutros lugares, também o recebem e não conseguiram o desenvolvimento que lá se conseguiu. E isto para não falar dos milhões de milhões que diariamente se gastam, por esse país fora, sem se saber ao certo, para quê ou para quem.

.
JM
.

O Pintarroxo em «O Progresso de Paredes»- Venda do capacete do ano (III)

(continuação daqui. escrito numa época em que «O Progresso de Paredes» ainda não era usado pelo PS para a eternização do seu poder)

«Organizada pelo valente Sargento do Exército Manuel Coelho de Mendonça e Agostinho Ribeiro da Cruz, muito competente Regedor desta freguesia, foi promovida a venda do Capacete na festa de Santa Luzia, que se venera no lugar do mesmo nome.
Contribuíram graciosamente e requintada fidalguia para tão simpático fim as gentis meninas Maria de S. José Carvalho, Maria Zélia Carvalho e Maria Luisa Carvalho, de Mirandela, mas neste dia eram visitas honrosas do grande industrial local Joaquim Moreira dos Santos e de sua esposa, D. Maria Emília da Costa Pereira, inteligente professora local.
Satisfatoriamente colheram 108$20, cujo produto seguirá o seu bom destino, e nesse dia, as viúvas e órfãos da Grande Guerra, pagarão com lágrimas e sorrisos quem auxiliou e teve tão louvável iniciativa.
Exames do 2.º grau – Realizaram-se nas escolas da Vila de Paredes os exames do 2.º grau dos alunos do sexo masculino, da escola da Lage desta freguesia, cuja direcção está confiada à competente professora D. Maria Emília da Costa Pereira, sendo os resultados satisfatórios, como era de esperar.
Fizeram exame os seguintes meninos: Albino Correia, Américo Moreira Dias, António Joaquim Nunes Moreira dos Santos, Augusto Moreira dos Santos Pinto da Rocha, Carlos Alfredo Pereira dos Santos e Carlos Fernando Nunes dos Santos.
São dignos das mais honrosas referências e lícitos elogios os distintos professores e professoras que faziam parte do júri, pela maneira afável e fino trato como sabiam interrogar as crianças.
Digo-o porque assisti, e gostaria de ser criança para fazer exame outra vez na escola do professor Vasconcelos.»

Pintarroxo, in «O Progresso de Paredes», 20-07-1937.

Concurso Aventar: Onde fica esta estrada? – Resultado

Img006+
Tal como dizia ontem, durante estas férias, tive o prazer de percorrer, pela primeira vez, uma «estrada particular com portagem». Não uma auto-estrada, mas uma vulgar estrada. É uma estrada lindíssima, mas para percorrê-la tem de se pagar 85 cêntimos.
O concurso consistia em descobrir onde fica esta estrada: lugar, freguesia e concelho. Nenhum leitor deu a resposta integral, mas o prémio, o livro «Torres Vedras: Na Esteira das Velhas Torres», da minha autoria, será entregue na mesma. O vencedor é o nosso leitor Snail, que indicou tratar-se de uma estrada no Vimeiro.
Com efeito, esta estrada inicia-se no lugar de Porto Novo, freguesia da Maceira e concelho de Torres Vedras, em frente à entrada para o Hotel Golf Mar. Sermpre ao lado do rio Alcabrichel e depois do campo, passa pelas Termas do Vimeiro, onde se encontra a dita portagem, e termina poucos quilómetros à frente, ainda na freguesia de Maceira. Vimeiro, curiosamente, é uma freguesia do vizinho concelho da Lourinhã.
A resposta do Snail, mesmo não estando completa, merece o prémio.
Img005
P. S. – À atenção do nosso leitor Dalby: um único comentário a este «post» e, como retaliação, publicarei «Torres Vedras: Na Esteira das Velhas Torres» I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII…..

Concurso Aventar: Onde fica esta estrada?*

Img006+ 
Durante estas férias, tive o prazer de percorrer, pela primeira vez, uma «estrada com portagem». Não uma auto-estrada, mas uma vulgar estrada. É uma estrada lindíssima, mas para percorrê-la tem de se pagar 85 cêntimos.
O concurso está aberto durante o dia de hoje a todos os leitores do Aventar (aventadores excluídos) e consiste em descobrir onde fica esta estrada: lugar, freguesia e concelho. Basta indicar a resposta nesta caixa de comentários. O prémio é um livro, relacionado com o local onde fica a estrada, e será entregue ao primeiro leitor que responder correctamente e na íntegra à pergunta.
Este concurso foi autorizado pelo Governo Civil do Porto.
Img005

* actualizado.

Primeira promessa ao charco…

A regionalização afinal vai precisar ainda de uns consensos antes de se avançar com o Referendo, diz o Secretário Geral um dia depois de apresentar o programa. do PS…..

São necessárias umas conversas prévias, apalpar sensibilidades ( não vá esta coisa ainda nos tirar votos…) e assim ficamos com um pé numa margem e o outro na outra que isto não há como cobrir tudo e todos, e ninguem dá por nada, assim como assim tambem ninguem lê o programa toda a gente já sabe que as promessas são tantas que mesmo nós vamos ter que fazer um esforço para saber o que afinal é para andar pra frentex e o que é que é apanhado pelo Simplex que é nunca mais ninguem ouvir falar nas coisas não vá a malta julgar que isto é mesmo pra levar a sério.

A regionalização tem o defeito de ser muito discutida há demasiada gente a pensar que isto pode ser mais uns tachos para o pessoal político e não podemos esquecer que o primeiro referendo foi à vida e isso não se esquece com essa facilidade toda o melhor mesmo é pôr aí uns rapazes da Jota a dizerem que sim e nós, mais astutos, vamos dizendo que é preciso umas conversas prévias que bem vistas as coisas ninguem dá por nada.

Bem vamos lá a ver se arranjamos uma promessa para hoje! Prof. Mambo já acabou a reflexão?

A PROPÓSITO DAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

.
AO CUIDADO DO SR DR RUI RIO
.
A propósito de uma notícia que no JN de há dias atrás li, na qual o sr da Sonae, a convite da sra d Elisa, tecia considerandos sobre a nossa cidade e a região Norte, lembrei-me do que eu mesmo tinha escrito, […. Vem isto a propósito das corridas, de carros e de aviões que em boa hora o Sr. tratou de trazer para a nossa cidade.

Será que é asneira pensar que a nossa cidade precisa de eventos destes e de outros para que seja ainda mais visitada, para que forasteiros venham cá trazer o seu dinheiro para movimentar o comércio e os serviços, para criar emprego nem que seja temporário e todos nós vivermos melhor?
Aproveitando esta onda, não se poderia pensar em fazer no Porto anualmente, um festival aéreo, corridas de motos, concursos de poesia em que o mote fosse a cidade, concursos de ideias para melhorar a vida da cidade, para melhorar e incentivar a visibilidade do Porto lá fora, concursos de estatuária e de pintura em que o mote fosse também a cidade e suas gentes, em posições e estados do dia-a-dia, sei lá, todos as hipóteses de coisas que possam elevar ainda mais a cidade, e leva-la ao conhecimento mundial, pelas coisas que só cá existam?
Ó meu caro amigo presidente, que não duvido que o seja já que sou um seu concidadão, até que ponto será difícil fazer ainda mais coisas pela cidade, sejam elas populistas ou não, mas de que todos beneficiemos economicamente, seja directa ou indirectamente?
Temos que trazer para cá cada vez mais turistas nacionais e estrangeiros, mas turismo de qualidade, e isso só se consegue com a realização de muitos e bons eventos ou a construção de coisas que não haja noutro lado.
Vamos incentivar a vida nocturna, com qualidade e segurança. Vamos trazer ao Porto um S. João todos os meses, que dinamize o comércio e os serviços …..]
em Setembro de 2007, e publicado no “O Primeiro de Janeiro” de Novembro desse ano.

De facto, só com eventos do género das corridas de aviões ou de automóveis ou de barcos, ou outros eventos, quaisquer que eles sejam, que pela sua grandiosidade, pela sua escassez na região, ou ainda que só pela diferença se façam notar, poderemos ter a nossa cidade cada vez mais conhecida e visitada.

A casa da Música, pela sua grandiosidade e diferença, o Sea Life, pela diferença e escassez na região, as corridas de automóveis e as de aviões, serão alguns dos exemplos a que me referi na altura e que continuam actuais. O sr da Sonae, tem toda a razão nesse aspecto.

Só que na verdade não chegam. Precisamos de meia dúzia de eventos do género das corridas, por ano. Quase mês sim, mês não. Precisamos de oferecer coisas que mais ninguém tenha ou ofereça, e publicitá-las bem (há infrainstruturas baratas, como por exemplo as necessárias para as modalidades de Bike Trial e outras, que não existem na região, e poderia começar por esse apoio a modalidades minoritárias). A concentração de eventos no verão, mormente nos meses de Junho e Julho, não é suficiente. É preciso distendê-los ao longo do ano. Só assim se mantém o nível desejado de movimento na cidade, e se insentiva o turismo de qualidade.

O dr Rui Rio, vai, com toda a certeza, ter mais quatro anos à frente da nossa Câmara, tempo mais que suficiente para acabar de nos elevar ao patamar que todos desejamos.

.

Chover no molhado

O “Estudo sobre a Pobreza na Região Norte de Portugal”, elaborado pelo Centro de Estatística da Associação Nacional das PME e pela Universidade Fernando Pessoa, para a Comissão Europeia, indica que a região Norte é a mais pobre de Portugal e está entre as 30 mais pobres das 254 regiões da UE25, enquanto Trás-os-Montes é classificada como a Sub-Região mais pobre da UE27.

Este é, claro, mais um estudo que serve apenas para confirmar o que já se sabia. Uma espécie de chover no molhado. Só quem andou e anda distraído é que não sabia deste panorama. Depois estranham que não haja emprego, equipamentos sociais, desenvolvimento e que o maior desejo de qualque transmontano seja mudar de vida e de local de residência.

Este é um país cada vez mais inclinado para o litoral. E ninguém parece incomodado com isso.

ATÉ QUE ENFIM!

UM JORNAL REGIONALISTA DO PORTO
.
Tardou mas vai chegar dentro de três dias.
No próximo dia 3 de Julho, o “GRANDE PORTO” sai para as bancas.
Feito no Porto e apostando na regionalização, é um semanário. Terá entre 40 e 64 páginas e todas serão a cores.
É de esperar que os defensores do regionalismo, em especial os do norte, ajudem este novo jornal a vingar, comprando-o.
Bem vindo, Grande Porto, desejo-te as maiores venturas.

.

Não à Barragem de Fridão!

Já tive a oportunidade de chamar a atenção para o escândalo que é a construção da Barragem do Tua, que vai destruir um vale único e uma das mais belas linhas férreas do mundo.
No dia em que a TSF, no seu «Terra a Terra«, dedica mais uma emissão a branquear a acção e a hipocrisia da EDP na destruição do património ambiental português, é hora de dar voz a mais uma luta, neste caso a da população de Amarante contra a Barragem do Fridão. Por toda a cidade, pude confirmá-lo pessoalmente, abundam as referências à Barragem e aos apelos à continuidade da luta.
Com a construção da Barragem de Fridão, projectada para o limite das freguesias de Fridão e Codeçoso, a 6 km de Amarante, é a existência da própria cidade que está em causa. Planeada para atingir 110 metros de altura, irá interceptar o leito do Tâmega, desviar o leito do rio Olo e pôr em causa, de forma irreversível, o caudal ecológico do Tâmega em período de estiagem. Irá pôr em causa, ainda, a integridade e eficiência do sistema de abastecimento público de águas, em consequência da libertação das águas quimicamente alteradas depois de acumuladas na albufeira. Recursos endógenos únicos serão transformados num somatório de albufeiras articuladas entre si em cascata de águas mortas. O vale do rio Tâmega será definitivamente perdido para as albufeiras.
Amarante é o resultado único do percurso do rio Tâmega. Actualmente, já tem a jusante a Barragem do Torrão – Rio de Moinhos(Marco – Penafiel), e agora passará a ter a montante a Barragem de Fridão. Ou seja, ficará completamente à mercê da imprevisibilidade geodinâmica – «uma guilhotina colectiva suspensa sobre Amarante, exposta à imprevisibilidade comportamental da geodinâmica interna geradora de algum fenómeno ocasional de causas naturais, considerado à priori de ocorrência impossível ou de considerada escassa probabilidade estatística.»
Enquanto isso, a EDP evita a discussão pública e monta gigantescas campanhas publicitárias. Como se a cidade de Amarante não existisse e como se tudo fosse apenas radicalismos ambientalistas. Deve ser essa a imagem a transmitir pelo «Terra a Terra» de hoje: só maravilhas!

(elementos técnicos recolhidos aqui)