Inaugurada a Semana Aberta

Caros leitores,
O Aventar declara oficialmente inaugurada a Semana Aberta.
Enviem os vossos textos, todos seremos autores do Aventar pelo menos durante uma semana. Até Domingo, publicaremos tudo o que nos chegar: por mail do Aventar, por mail pessoal de um de nós, por «post» deixado numa caixa de comentários, onde quiserem.
Aventem-se. Estão abertas as hostilidades.

Terreiro do Paço – ajuste directo

Há aí uma grande controvérsia com o projecto para reabilitar a Praça mais bonita do mundo.
Quando as comadres se zangam ficamos a saber algumas coisas, bem interessantes.Para além das questões estéticas e arquitectónicas discute-se o processo de escolha do Arqtº Bruno Soares . Por ajuste directo!
Diz quem escolheu ( parece que a Empresa Frente Ribeirinha, embora a obra pertença à CML ) que os critérios foram:
-O Arquitecto é amigo do Vereador e tambem Arquitecto Salgado.
-Trabalha com a empresa.
-Foi assessor da Parque 98
Se fosse por concurso público, os critérios seriam:
-Melhor preço
-Mérito da proposta
Percebem porque o governo tem sempre tanta pressa em mudar a Lei para “facilitar”?
É este tipo de “palmadas” que os portugueses não perdoam. Parece que não percebem mas quando chega a altura…
E agora multipliquem pelo país inteiro e vejam o polvo que nos suga.
Ah! e não se sabe quais foram os honorários e não se sabe o que é feito de um concurso que teve lugar há dez anos e que teve um vencedor.
Tudo coisas com critério, rigorosas e “socialistas”.

A Batalha da Água

A Blogosfera de direita costuma referi-lo pelo seu segundo nome de baptismo, “Anacleto”, algo que me provoca um daqueles sorrisos parvos a que todos temos direito. Realmente, Anacleto não condiz com a pessoa.

Ninguém estranha que só raramente concorde com ele. Por vezes acontece. Foi o que aconteceu ao ler a sua mais recente entrevista ao i. A meio da entrevista, Francisco Louçã afirmou ser completamente contra a privatização da empresa “Águas de Portugal”. Ora aqui está um ponto comum entre nós, pessoas de campos políticos diametralmente opostos. A privatização da “Águas de Portugal” não serve a ninguém. Perdão, serve aos felizes contemplados com semelhante maná e aos comissionistas deste negócio cuja grandeza de valores transforma em “peanuts” os milhões que o Real vai dar pelo amigo da Paris Hilton.

Foi a afirmação mais importante da entrevista de Francisco Anacleto Louçã. Espero que tenham reparado e que se preparem para esta batalha do século: evitar a privatização da água.

Professores: entregar ou não a ficha de auto-avaliação?

Na Blogosfera educativa, ou antes, na blogosfera dos professores (que nem sempre é educativa heheh) a discussão do momento é a entrega ou não da ficha de auto-avaliação (FAA).
Em texto publicado no Público um conjunto de professores deu a conhecer a sua posição: não entregam a FAA.

Para que os menos seguidores nos entendem, a ficha de auto-avaliação é mais um passo na imensa trapalhada que se transformou a avaliação do “Sr. Inginheirú!” e da Srª Ministra “M. Lurdes”: para uns, os professores, trata-se do primeiro passo. Para outros, o Ministério, estamos a falar da segunda etapa, depois da entrega de objectivos.

Entregar objectivos e entregar a FAA

Recordam-se certamente da discussão que existiu no fim do primeiro período sobre a entrega ou não dos objectivos, fundamentalmente, em torno das consequências ou não desse acto: no Caviar e Bacalhau procurei, em Dezembro, apresentar argumentos. Para mim continua óbvio que não há qualquer penalização para os professores que não entregaram objectivos.

Mas, e a FAA?

Vamos por partes:

– a questão coloca-se numa perspectiva política. De luta contra um modelo de avaliação, se quisermos num contexto mais amplo de luta contra a política educativa deste governo.
– no entanto, a dimensão política tem que ter presente a vertente jurídica. Vejamos:

As etapas do processo de avaliação são estas:
Artigo 15.º

Fases do processo de avaliação

O processo de avaliação compreende as seguintes fases sequenciais: a) Preenchimento da ficha de auto -avaliação; b) Preenchimento das fichas de avaliação pelos avaliadores; c) Conferência e validação das propostas de avaliação com menção qualitativa de Excelente, Muito bom ou de Insuficiente, pela comissão de coordenação da avaliação; d) Realização da entrevista individual dos avaliadores com o respectivo avaliado; e) Realização da reunião conjunta dos avaliadores para atribuição da avaliação final.

Ou seja, a não entrega da FAA corresponde ao não cumprimento de uma das fases da avaliação – não havendo auto-avaliação não há avaliação e sem esta não há tempo de serviço e progressão na carreira. No caso dos docentes contratados o que está em causa é a renovação de contratos ou o acesso a esses mesmo contratos – estamos, pois, a falar do acesso ou não ao emprego.

As posições

Da parte da FENPROF (nota breve para fazer uma declaração de interesses: sou membro do Conselho Nacional da FENPROF) a posição é a possível, sendo que muitos desejariam outra.
Alguém tem dúvidas que todos os membros do Secretariado Nacional desejariam muito que a classe, no seu todo, não tivesse entregue os objectivos? E que, agora, fizessem o mesmo com a FAA? Creio que não. Obviamente, o sentido de responsabilidade da representação de uma classe obriga a que as posições nem sempre sejam as desejadas. São sempre as possíveis: para ler no site da FENPROF. Estamos todos à vontade para sugerir tudo, mas quando dois terços dos professores trairam a luta colectiva e correram para os braços do seu director a entregar objectivos, quando alguns, demasiados, ainda se atreveram a pedir aulas assistidas… Quem é que ficaria agora para deixar de entregar a FAA? Dos 50 mil possíveis “não entregadores”, quantos estarão ainda disponíveis para esta etapa da luta?

Paulo Guinote é o rosto mais visível de um movimento que assume a não entrega da FAA. Depois do texto do Público o debate continua:
Mário Machaqueiro;
esclarecimentos adicionais;
Francisco Trindade;
Ramiro Marques

Feita a introdução, fica a faltar a minha opinião.
Mas, essa, fica para depois.

G8 economias estabilizam

Há sinais de estabilização nas economias dos G8. Mas há riscos que permanecem e que não devem ser desvalorizados. Quem o diz são os Ministros das Finanças dos G8 reunidos em Itália para preparar a próxima reunião dos chefes de Estado.
As bolsas estão a valorizar, as taxas de juro estabilizaram e os bancos estão a facilitar o crédito com spreads menos agressivos, e ao mesmo tempo a confiança dos consumidores está a regressar.
Mas há muito trabalho a fazer, como limpar os balanços dos bancos do “lixo tóxico” e ter muito cuidado com a enorme volatibilidade do mercado das matérias primas, com o petróleo à cabeça.
Os fundamentais económicos são agora menos sombrios.
Espreita a inflação derivada dos pacotes de incentivo que os estados têm injectado na economia.
Ainda é cedo para tirar o pé do travão.Lá para o fim do ano e, para nós, só lá para meio de 2010!

Da provocação à arte

Banksy-icecream-van

“Quando era criança costumava rezar todas as noites por uma bicicleta nova. Depois percebi que Deus não trabalha dessa forma, por isso roubei uma bicicleta e rezei, pedindo perdão”.

A frase é de Emo Philips, um comediante norte-americano, e é o actual “manifesto” de Bansky, um dos mais famosos graffiters do mundo. Graffiters não, artista. Bansky não é um marginal. É um artista, puro e duro, que faz arte e intervenção social através dela. E sem fazer discursos.

Bansky é tímido. Não gosta muito de se mostrar. Quando aparece, é com a indumentária normal de um graffiter que não se quer dar a conhecer, afinal pintar nas paredes ainda não é legal, utilizando um capuz e óculos escuros.

Noutras ocasiões, quando se exigia outra vestimenta, prefere uma gabardina, óculos, cabelo e bigode ou barba postiça. Uma dessas ocasiões aconteceu em Março de 2005, quando colocou, à socapa, obras suas em quatro museus de Nova Iorque. Entrou como visitante, um simples pensionista britânico, e instalou os seus quadros no Brooklyn Museum, no New York’s Metropolitan Museum of Art, no New York’s Museum of Natural History e no New York’s Museum of Modern Art. Em todos eles, ao lado do seu quadro, colocou uma placa identificativa e explicativa da obra. Nalguns casos, só dias depois deste “acrescento” à colecção, é que os museus retiraram as peças de exposição.

Com trabalho que circula entre a provocação, a intervenção social e política e manifestações anti-belicista. Tudo repleto de muita imaginação. Com arte por todo o lado e onde lhe apetece.

Nasceu em 1974, em Bristol, cidade cujo museu municipal lhe organiza a sua maior exposição de sempre no Reino Unido. Não deixa de ser curioso que a mesma autarquia que o perseguiu durante muitos anos pague agora para expor as suas obras. “Esta é a primeira exposição que alguma vez fiz em que o dinheiro dos contribuintes está a ser usado para pendurar as minhas imagens em vez de ser para as limpar”, comentou Banksy em declarações à BBC, citada pelo Público.

Imagens de alguns dos trabalhos expostos (via Telegraph)

O trailer da exposição:

Duas novidades da tecnologia

A Google criou um novo motor de buscar especialmente pensado para os mais pequenos. Numa primeira análise penso que poderá ser uma boa opção para quem tem em casa gente mais nova. O endereço é www.kidrex.com.

O novo motor de busca da Google para os mais pequenos

O novo motor de busca da Google para os mais pequenos

Uma outra novidade, menos interessante, mas igualmente noticiável: o Facebook permite desde sábado a criação de endereços personalizados do tipo http://www.facebook.com/jpaulo.

A Facebook permite personalizar o endereço.

A Facebook permite personalizar o endereço.

Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência

Imaginem um evento planetário, no qual participem, lado a lado, cidadãos anónimos e figuras públicas, representantes de quadrantes tão diversos como a arte, o desporto, a política, a ciência. Cada um deles movido pela mesma inquietação pela situação mundial actual, carregada de tensões explosivas e com a ameaça do armamento nuclear a crescer a cada dia. Todos nutridos pela mesma fé de que a humanidade está pronta para a mudança e este é o momento. Imaginem uma Marcha, um enorme caudal humano, que cubra todo o planeta, derrubando fronteiras, unindo países, idiomas, religiões, regimes políticos. Esta Marcha, feita de todos os seres humanos que pedem a paz, o fim da corrida armamentista, o desaparecimento das armas nucleares, a renúncia ao uso da guerra como forma de resolução de conflitos, a retirada dos territórios ocupados… esta Marcha sonhada por tantos, está agora a ponto de concretizar-se.

A 2 de Outubro de 2009 começará a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência. O ponto de partida será a Nova Zelândia, no dia do aniversário de Gandhi, dia que a ONU consagrou como Dia Internacional da Não-Violência. Ao longo de 90 dias atravessará todos os continentes, passará por 90 países até chegar ao seu destino final, a 2 de Janeiro de 2010, na cordilheira dos Andes, aos pés do monte Aconcágua, na Argentina. A Portugal a Marcha chegará a 1 de Novembro, quando os portugueses receberem, em Tuy, o testemunho das mãos dos vizinhos galegos com quem partilham a Rota Galiza-Portugal, um dos afluentes da Marcha Mundial. A partir daí, a Marcha passará por doze cidades portuguesas, até concluir em Lisboa, a 12 de Novembro. O primeiro passo para quem em Portugal pretende associar-se à Marcha poderá ser a adesão virtual, aqui. Esta será a primeira Marcha a percorrer todo o planeta. Um momento histórico no qual se estima que participará mais de um milhão de pessoas. Um acontecimento que poderá marcar simbolicamente o início de uma nova etapa para a humanidade. A semente de uma força que irá transformar o mundo.

Falando de democracia: Sobre a homofobia (I)

Hoje em dia, uma das preocupações de quem quer estar politicamente correcto (e de bem com a «democracia» que temos) é a de não ser considerado homofóbico. O termo é relativamente recente, datando de 1971 e terá sido inventado pelo psiquiatra norte-americano George Weinberg, aparecendo pela primeira vez na sua obra Society and the Helthy Homosexual (1972). O raciocínio para a construção do neologismo foi linear = homo+fobia, homo de homossexual e fobia, do grego phobos (aversão, receio, nevrose obsessiva contra algo). Porém trata-se de uma construção apressada, feita com uma impaciência tipicamente ianque. Senão vejamos.
A palavra homo tem duas acepções principais: pode ser um prefixo e um elemento de composição de palavras científicas, indicando semelhança, igualdade, identidade, como por exemplo, no campo da botânica, se diz que um capítulo é homogâmico. O adjectivo significa que as flores que constituem o capítulo são hermafroditas e semelhantes. Numa acepção mais corrente, homo é um substantivo masculino da área da Antropologia e significa o género da família Hominidae, género representado pelo homem actual, ou seja, a espécie humana. Portanto, à letra, teríamos homofobia = aversão à espécie humana. Não era, por certo, esta a ideia de Weinberg. O que se quer dizer com homofóbico é que se trata de alguém que tem aversão a gays e lésbicas. Disseram-me que o termo correcto seria um complicado palavrão: homofilofóbico, ou seja, aversão ao que gosta do igual – Homofóbico é um disparate, embora eu tema que, tal como outros que por aí circulam, tenha vindo para ficar. Mas não é um erro muito importante, desde que saibamos do que estamos a falar. Porque mais do que analisar o termo filologicamente, importa abordar o seu conteúdo conceptual – ser ou não ser contra os homossexuais, eis a questão – isso, sim, é importante.
*
Não sou contra (nem a favor) dos homossexuais enquanto tal. Desde cedo me habituei a não perguntar aos amigos ou às amigas qual a sua orientação sexual. Sempre me interessou o que as pessoas pensam, como pensam, como utilizam a sua inteligência e nunca a sua sexualidade serviu de base à avaliação que delas faço, isto embora tenha sido educado no pressuposto de que a homossexualidade é uma aberração, uma doença, uma perversão. Numa época em que os homossexuais viviam na clandestinidade, bati-me contra preconceitos estúpidos, nunca esperando viver até a um tempo em que, contra a muralha de betão erguida pelas convenções sociais, se erguesse uma outra, talvez feita de flores criptogâmicas, mas igualmente imbecil – aquela que os lobies da comunidade gay laboriosamente constroem, pretendendo criar novos preconceitos e instaurar uma nova ordem sexual dentro da qual é crime, ou pelo menos é censurável e démodé, ser hetero. Com a idade, deixei de ter paciência para fundamentalismos, venham eles de onde vierem.
Há mais vida para além do sexo, embora haja quem não aceite essa realidade – a orientação sexual não define totalmente a pessoa, sendo apenas uma pequena parcela do todo que ela constitui. Diz-se que Leonardo da Vinci era homossexual. Sandro Botticelli não o seria. Se eram uma coisa ou outra, o que tem mais importância, as suas opções sexuais ou a sua genialidade como artistas? O que nos ficou destes dois mestres florentinos do Quattrocento não foi o rasto da sua sexualidade, fosse ela homo ou hetero, mas sim as suas obras. Quando nos extasiamos ante A Virgem dos Rochedos, do Leonardo, ou perante A Primavera, do Sandro, o que nos interessa a sua orientação sexual?

Na realidade, existiu e ainda existe discriminação. É impossível negá-lo, sendo repugnante a boçalidade com que os homossexuais são muitas vezes tratados e igualmente odiosa a parafernália de termos, de anedotas, de ditos pretensamente espirituosos que lhes são dirigidos. Porém, alguns dos activistas e militantes dos movimentos de gays e lésbicas têm a sua quota de responsabilidade na discriminação de que são alvo ao construírem o negativo do molde em que tais boçalidades se vazam e forjam. Por exemplo, a «marcha de orgulho gay» é um espectáculo feito para incomodar e chocar o inimigo, a maioria hetero. O resultado., ao ser um espectáculo tão boçal e repugnante como as invectivas tradicionais, é justificar a continuação da injustificável discriminação. A mim incomoda-me não porque me choque, mas porque é, na minha opinião, uma exibição deprimente, um puro acto de provocação, vazio de conteúdo. Orgulho em quê? Ninguém deve ter orgulho em ser hetero ou homossexual – uma coisa ou outra são circunstâncias biológicas ou educacionais, não são privilégios ou estigmas e, muito menos, coisas com que as pessoas se devam orgulhar ou envergonhar. Movimentos de homossexuais? São tão necessários quanto movimentos de apreciadores de vinho tinto (e pensando bem, são ainda menos necessários). Falo por mim: adoro vinho tinto e limito-me a bebê-lo, sempre com moderação, por causa da idade, e se possível de boa qualidade – mas nunca perderia tempo a militar num movimento «pró-tintol» que pretendesse, por exemplo, que se pudesse conduzir sob o efeito do precioso néctar.
*
Nem só os activistas gay são responsáveis – a má consciência de quem herdou uma cultura de discriminação violenta (a «democrática preocupação do politicamente correcto») leva gente honesta e sabedora a bater-se por causas sem sentido como a do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O casamento é uma instituição que, fora os aspectos jurídicos, meramente contratuais, está em crise. Nunca houve tantos divórcios. Mas os homossexuais querem ter direito a casar e há quem gaste tempo e argumentação a discutir o tema. O casamento tem como objectivo primeiro a procriação. Essa é a fundamentação original, embora depois possam ter surgido outras razões, nomeadamente as de carácter afectivo1. Numa luta pela extinção do casamento alinho já, mas perder tempo a defender que um casal gay possa unir-se sob a bênção de um clérigo ou numa conservatória do registo civil, é coisa que nunca farei. Se querem que as fotografias da boda venham nas «revistas do coração», destinadas a débeis mentais (heteros e não), não precisam de nenhuma lei específica – o direito à idiotice está aí para ser «democraticamente» usufruído. O romantismo de uma união amorosa não pode ser reduzido a meia dúzia de clichés de gosto duvidoso, grinaldas, marchas nupciais, arroz… – ou é algo que vive nos corações de quem compartilha esse sentimento ou é mera e pirosa exibição. Para mim, isto é válido tanto para «heteros» como para «homos». Dou um exemplo pessoal: quando me casei, a minha mulher era ainda menor (tinha 20 anos) e a mãe exigiu que ela fosse «fardada» de noiva. Ou era assim ou só havia casamento quando a pequena atingisse a maioridade, disse ditatorialmente a senhora. Então (como bom democrata) coloquei duas hipóteses: ou eu vestia um pijama durante a cerimónia ou, em alternativa, não haveria fotografias. A minha sogra optou por que não houvesse fotografias. Recentemente, ao fazer investigação para escrever uma pequena biografia do grande filólogo Manuel Rodrigues Lapa, soube que, tendo casado cerca de quarenta anos antes, teve, em situação similar, uma atitude muito semelhante à minha.

Qual será este concelho?*

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* Um prémio (livro) para o primeiro leitor que adivinhar qual é o concelho a que se refere o cartaz, qual é o seu autor e em que contexto é que aparece o mesmo. Concurso interdito a aventadores e válido até à meia-noite de hoje.

Um Prenúncio de Morte

Estas eleições (?) no Irão marcam o princípio do fim do actual regime iraniano. Não tendo tido hipótese de perguntar à Maya a data, ao certo, para a queda do dito, terei de me socorrer de casos históricos similares. Porém, como estamos no século da velocidade da luz, quero crer que mais dia menos dia, mais ano menos ano, assim será.

Uma sociedade onde a maioria da população é jovem e, entre estes, grande parte estuda na universidade, tendo acesso à cultura e ao saber, só pode levar a um outro tipo de regime. Mais livre, respeitador dos Direitos do Homem, onde a mulher é vista como igual e a Liberdade de Expressão um dos seus principais pilares. Alguns dirão: “do tipo Ocidental”. Não, não cometam o erro de colar rótulos arcaicos. Quando o actual mundo ocidental mergulhava nas trevas, na chamada Idade Média, os bisavôs destes jovens que hoje se manifestam em Teerão antecipavam o Renascimento.

Por isso, o problema não está em saber se Ahmadinejad ganhou ou não as eleições, se estas foram livres ou uma valente fraude ou não estivesse o Diabo nos detalhes. A única dúvida é saber se é já amanhã ou apenas depois de amanhã que a onda verde iraniana, encabeçada pelos jovens universitários e pelas mulheres iranianas, se transforma em tsunami e varre de vez a actual república islâmica.

Terminaram as férias…

O declínio da influência dos Estados Unidos na América Latina

A entrada de Cuba na OEA é uma reveladora indicação do declínio do poder dos EUA em toda a região. Limitada por duas guerras prolongadas e enfrentando crescentes concorrências tanto da Europa como da China, assim como do Brasil, para o comércio e investimentos na América Latina, Washington já não está em posição de ditar regras para os governos que representam os interesses das elites dominantes ao sul de sua fronteira.
O significado desta decisão não passou em branco entre os cubanos anti-Castro nos EUA, que protestaram intensamente contra a decisão da OEA. Congressistas cubano-americanos, incluindo o Senador Democrata Robert Menendez de New Jersey e Mario e Lincoln Diaz-Balart, solicitaram cortes na legislação dos EUA para o financiamento da OEA. Numa declaração conjunta, os irmãos Diaz-Balart chamaram à OEA de “uma deteriorada perturbação”, enquanto Menendez chamou à resolução “absurdamente vaga”, e disse que o Congresso debateria “o quanto nós estamos dispostos a apoiar a OEA enquanto instituição”.
Os chefes de estado latino-americanos celebraram a decisão. O presidente da Venezuela, Chavez, disse que a decisão significou que “nós já não somos o quintal dos Estados Unidos, nós já não somos uma colónia”.
O presidente hondurenho Manuel Zelaya proclamou que com a aprovação da resolução, “a Guerra Fria terminou neste dia em San Pedro Sula”. Em referência à famosa passagem de um discurso feito por Fidel Castro durante seu julgamento pelo fracassado assalto ao quartel do exército cubano em 1953 na cidade de Moncada, Zelaya acrescentou, “Eu disse ao comandante Fidel Castro: ‘Hoje a história absolveu-o’”.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva considerou a decisão da OEA de “uma vitória para o povo latino-americano”. Lula fez esta observação ao final de uma viagem por três nações da América Central na qual promoveu alianças comerciais e investimentos de capital para corporações e bancos brasileiros. Entre os acordos concluídos estava a criação de uma planta de produção de etanol na Costa Rica para exportação para o mercado dos EUA.
“Eu nem sei se eles querem voltar para a OEA, mas, em todo caso, eles não estarão tão marginalizados”, disse o presidente brasileiro sobre os cubanos.
Na realidade, Lula não falou pelo “povo latino-americano”, mas sim, pelos capitalistas brasileiros, que vêem em Cuba uma fonte potencial de superlucro e querem o fim do embargo económico dos EUA e das significantes dificuldades que isso apresenta para a exploração do trabalho e dos recursos da ilha.
Não foi a história que absolveu Castro em San Pedro Sula, mas, sobretudo, a burguesia latino-americana. Este tem sido um demorado processo no qual seus governos restauraram relações diplomáticas normais e viram a tentativa dos EUA de colocar Cuba de quarentena como cada vez mais e mais irracional.
Desde o início, a tentativa do imperialismo dos EUA de isolar Cuba em nome do “sistema interamericano” baseado na “democracia e livre mercado” foi mergulhada em hipocrisia. No meio desta votação em 1962, para rejeitar Cuba na OEA, estavam as ditaduras de Trujillo na República Dominicana, Somoza em Nicarágua e Stroessner no Paraguai.
Da sua parte, Fidel Castro rejeitou a possibilidade do retorno de Cuba à OEA, referindo-se à mesma como “Ministério de Colónias dos Estados Unidos”, e “infame e repugnante antro de corrupção”.
No interior da própria OEA, o afastamento de Cuba ocorreu sob crescentes desafios para os governos burgueses latino americanos, que, nos anos 70, viam Cuba como uma ameaça à sua estabilidade. O regime nacionalista em Havana abandonou suas pretensões revolucionárias dos anos 60. Castro desistiu das políticas de promoção de guerras de guerrilha, aceitou o estado existente instalado na América Latina e subordinou seu regime à política de “coexistência pacífica”, defendida pela burocracia stalinista de Moscovo, que subsidiava pesadamente a economia cubana.
Existia um movimento significativo para revogar a suspensão de Cuba da OEA em 1973, depois de a organização adoptar a doutrina do “pluralismo ideológico”, principalmente para acomodar o crescente número de ditaduras militares apoiadas pelos EUA, que claramente falharam em encontrar pretensões democráticas para o tão falado sistema interamericano. Em Julho de 1975, a OEA votou pela liberdade dos membros em determinar seu próprio relacionamento com Cuba. Não obstante, Washington conseguiu invalidar todas as tentativas de readmitir Havana na organização.
Enquanto aclamavam a votação em Honduras como uma “defesa histórica”, o regime cubano reiterou que não tinha interesse em regressar à OEA. Nas vésperas da votação, o doente ex-presidente Fidel Castro, escrevendo numa de suas regulares colunas de “reflexões”, denunciou a OEA como uma “cúmplice em todos os crimes cometidos contra Cuba” e declarou ser “ingénuo acreditar que as boas intenções de um presidente dos Estados Unidos justifiquem a existência desta instituição”, que ele descreveu como um “cavalo de Tróia”.
Enquanto o regime Castro tem bebeficiado de uma aliança de vitórias diplomáticas, a situação da economia interna de Cuba parece estar crescendo de forma cada vez mais violenta. Começando em 1 de Junho, o governante Raul Castro anunciou “medidas excepcionais” para lidar com a crise crescente. Várias restrições têm sido impostas no uso da eletricidade, forçando os escritórios do Governo e o sector varejista a manter luzes e ar condicionados desligados na maioria dos dias e existe a ameaça de apagão para províncias inteiras caso elas usem mais do que sua quota de energia.
O Ministro da Economia e Planejamento Marino Murillo revelou que as projecções anteriores de crescimento de 6% para a economia foram abandonadas, e agora apenas 2,5% de crescimento foram previstos, na medida em que a economia cubana foi abalada pela crise económica e ainda está cambaleando pela perda de 10 biliões de dólares, sofrida devido a três furacões no último ano. Os preços das importações aumentaram, enquanto o preço do níquel, a principal exportação do país, afundou.
Dentre outras medidas austeras que têm sido implementadas, estão as drásticas reduções nos serviços de transportes e um corte de 50% em gastos para almoços fornecidos para funcionários de empresas estatais.
As medidas são as mais severas vistas desde o tão falado Período Especial que se seguiu ao colapso da União Soviética em 1991, quando os subsídios de Moscovo acabaram e o PIB caiu 35%.
Enquanto Raul Castro prometeu aumentar o nível de vida quando assumiu, de seu irmão Fidel Castro, o controle da ilha no ano passado, as políticas do governo e a pressão da crise global capitalista produziram exactamente o oposto, resultando no aumento das tensões sociais.
Durante décadas, o regime Castro clamou por legitimidade política baseada em sua resistência as agressões dos EUA e apelou aos sentimentos nacionalistas do povo cubano, pela manutenção – pelo menos até ao período recente – de um determinado nível de igualdade social, mesmo que seja no nível empobrecido da maioria dos trabalhadores. Cabe perguntar então: o que será do regime cubano agora, quando as relações não são mais conflituantes?
O levantamento do embargo económico dos EUA contra Cuba, trazendo consigo um influxo de capital estrangeiro – uma medida apoiada por secções predominantes da corporação dos EUA e do capital financeiro, assim como pelas elites dominantes na América Latina – causaria uma forte intensificação da crise económica e política na ilha.

MNN – Movimento da Negação da Negação
http://www.transicao.org/

Paulo Rangel e a coligação com o CDS

Em entrevista à TSF, a que o «Público» dá eco,
Paulo Rangel admite que, no caso de o PSD não conseguir vencer com maioria absoluta as próximas Legislativas, o caminho mais provável será uma coligação com o CDS.
No caso de o PSD não conseguir vencer com maioria absoluta, repare-se. Ainda há pouco tempo, a questão que se punha era por quanto ia ganhar o PS. Agora, o PSD já se dá luxo de aventar também essa possibilidade. Sendo mais do que certo que nenhum dos Partidos a conseguriá em Setembro próximo.
Inteligente, como se tem revelado, Paulo Rangel desafia também o PS a revelar com que Partido fará coligação – se com o PCP, se com o Bloco de Esquerda. A bola, agora, está do outro lado.

E se fosse em Portugal?


Primeiro-ministro checo enerva-se e dá uma estalada ao Ministro da Saúde pelos maus resultados obtidos.

O declínio do império romano

As tardes de veraneio de Berlusconi em Villa Certosa, na Sardenha, vieram dar o picante burlesco de que as notícias da actualidade, sempre tão carregadas de negrume, necessitavam. Mulheres bonitas saindo da mansão do Cavaliere, beldades semi-nuas à beira da piscina, e até um hóspede masculino, apanhado como veio ao mundo sob o sol da Sardenha – o suficiente para sugerir dias de luxúria na mansão de um primeiro-ministro europeu, a pouco menos de dois meses das eleições para o Parlamento Europeu.

Confesso que tenho um particular interesse por Silvio Berlusconi. Não por razões afectivas, ou políticas, mas porque creio ver em Berlusconi, com as suas já entediantes historietas de relações extra-conjugais, com os seus ademanes de clown, besuntado de “fond de teint”, o cabelo pintado de negro, a pele retocada por liftings e botox, um símbolo da decadência do poder político na Europa.

O poder infinitamente corrompido, a escolha da mentira e do discurso hipócrita como registo quotidiano, o compadrio, a desonestidade intelectual, o desprezo pela ideia da política como uma busca do bem comum, de serviço à comunidade. Há uma classe política europeia que partilha estes mesmos males com Berlusconi, mas a máscara de burocrata cinzento continua a ser, no ocidente, um sinónimo de seriedade e competência, e é sob essa máscara que dissimulam o seu clandestino, mas nem por isso menos arraigado, berlusconismo.

Garrido, espalhafatoso, desbocado, com tiques de imperador romano em inexorável declínio, Silvio Berlusconi personifica a decadência final de uma classe política que há muito pôs as ideologias ao serviço da conquista e perpetuação do poder. Com os meios de comunicação social convenientemente domesticados, e uma classe política que, independentemente da ideologia, persegue o mesmo fim, debitam sound-bytes testados pelos mais reputados fazedores de opinião, e alimentam os vícios privados que renegarão, com enfática repulsa, na praça pública.

Não à Barragem de Fridão!

Já tive a oportunidade de chamar a atenção para o escândalo que é a construção da Barragem do Tua, que vai destruir um vale único e uma das mais belas linhas férreas do mundo.
No dia em que a TSF, no seu «Terra a Terra«, dedica mais uma emissão a branquear a acção e a hipocrisia da EDP na destruição do património ambiental português, é hora de dar voz a mais uma luta, neste caso a da população de Amarante contra a Barragem do Fridão. Por toda a cidade, pude confirmá-lo pessoalmente, abundam as referências à Barragem e aos apelos à continuidade da luta.
Com a construção da Barragem de Fridão, projectada para o limite das freguesias de Fridão e Codeçoso, a 6 km de Amarante, é a existência da própria cidade que está em causa. Planeada para atingir 110 metros de altura, irá interceptar o leito do Tâmega, desviar o leito do rio Olo e pôr em causa, de forma irreversível, o caudal ecológico do Tâmega em período de estiagem. Irá pôr em causa, ainda, a integridade e eficiência do sistema de abastecimento público de águas, em consequência da libertação das águas quimicamente alteradas depois de acumuladas na albufeira. Recursos endógenos únicos serão transformados num somatório de albufeiras articuladas entre si em cascata de águas mortas. O vale do rio Tâmega será definitivamente perdido para as albufeiras.
Amarante é o resultado único do percurso do rio Tâmega. Actualmente, já tem a jusante a Barragem do Torrão – Rio de Moinhos(Marco – Penafiel), e agora passará a ter a montante a Barragem de Fridão. Ou seja, ficará completamente à mercê da imprevisibilidade geodinâmica – «uma guilhotina colectiva suspensa sobre Amarante, exposta à imprevisibilidade comportamental da geodinâmica interna geradora de algum fenómeno ocasional de causas naturais, considerado à priori de ocorrência impossível ou de considerada escassa probabilidade estatística.»
Enquanto isso, a EDP evita a discussão pública e monta gigantescas campanhas publicitárias. Como se a cidade de Amarante não existisse e como se tudo fosse apenas radicalismos ambientalistas. Deve ser essa a imagem a transmitir pelo «Terra a Terra» de hoje: só maravilhas!

(elementos técnicos recolhidos aqui)

Cá vai Lisboa


Ontem, como há muitos anos, estive na Avenida a ver as marchas. Cor e alegria, juventude e bairrismo, sardinha assada e manjericos. Depois foi a parte de que mais gosto. Alfama, e os seus pátios, as suas gentes, as escadinhas e os seus becos.
Alfama é único porque é onde menos a especulação e os patos bravos podem estragar.
As suas ruas estreitas, com os prédios quase a tocarem-se, não dão para as recuperações extravagantes. É isto que explica que tudo esteja como há séculos, com pequenos bocados de terra ajardinados pelos habitantes. Um cheiro de terra e flores que nos persegue, e que nos obriga a alargar o passo para espraiar no pequeno largo, logo ali ao virar da esquina.
As pessoas indicam bem os seus ascendentes, morenas, cabelo negro e olhos escuros. Andou e viveu por ali a moirama, tal como na Mouraria logo ali, no outro lado do monte que divide os dois bairros.
Num recente estudo (julgo que no âmbito da Comissão para os Descobrimentos em má hora extinta), estudaram-se as tripulações dos navios que demandaram a India e o Brasil. Há famílias, desses homens de coragem sem par que ainda hoje vivem na mesma rua e na mesma casa! Os homens que deram mundos ao Mundo, continuam representados por aquelas crianças que brincam e vendem manjericos!

o Irão e as Ayatholas portuguesas da blogosfera

Não sei o que será pior nisto tudo: se as manifestações de mau perder dos candidatos que foram derrotados por Ahmadinejad; se as manifestações de mau perder das Ayatholas portuguesas da blogosfera. Tão democratas que, para elas, se Ahmadinejad ganhou, é porque fez batota. Como dizia (já não diz) o comentador político das segundas-feiras, o do vosso Partido, habituem-se!

As vivências da democracia e a vergonha da violência

Acompanhadas pela leitura do Corão, mulheres iranianas aguardam na fila pelo momento de votarem nas eleições presidenciais mais concorridas dos últimos anos.

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(AP Photo/Kamran Jebreili, via Boston Globe)

Acompanhadas pelas canções (e por um insinuante piercing), mulheres iranianas festejam nas eleições presidenciais mais concorridas dos últimos anos.

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(AP Photo/Ben Curtis)

Afinal, a democracia ainda pode ser uma festa. E festejada à maneira que cada um considera ser a mais adequada. Pena Ahmadinejad ter vencido. Pena os confrontos das últimas horas.

Irão: Resultados das presidenciais contestados

  

Oficialmente, Mahmoud Ahminejad foi declarado vencedor das eleições presidenciais no Irão, com 62,63% dos votos. No entanto, notícias e imagens difundidas de várias origens não demonstram manifestações de júbilo pela reeleição. Ao contrário, as ruas de Teerão encheram-se de gente a protestar contra uma alegada fraude eleitoral, reclamando a vitória de Hossein Mousavi, conforme pode confirmar-se pela reportagem da CNN, feita por Christiane Amanpour, ela própria de ascendência iraniana.
Mousavi, casado com uma professora universitária doutorada em Ciências Políticas, era um candidato de quem os jovens, e em particular a juventude feminina esperava reformas profundas no sentido de eliminar a discriminação e as tradições fundamentalistas islâmicas que ainda impendem sobre as mulheres do Irão.
Mousavi, com fraude ou sem ela, saiu derrotado. Lamento o desfecho, sobretudo pela causa de liberdade em que estão empenhadas muitos milhares, para não dizer milhões, de mulheres iranianas. Sinto-me bastante triste, ao contrário do “amigo Chavez” que já endereçou entusiásticas saudações a Ahminejad.

Aventar, o blogue totalmente público


Viemos para inovar. Para fazer igual aos outros, não valia a pena.
Durante a próxima semana, entre segunda-feira (15 de Junho) e Domingo (21 de Junho), o Aventar será um blogue totalmente público. Todos os nossos leitores poderão ser, por uma semana, autores do blogue. Todos os «posts» serão publicados desde que não enveredem pelo insulto ou pela difamação. Não temos tabús, por isso publicaremos tudo o que nos chegar. De comentadores do Aventar, de comentadores de outros blogues, de autores da concorrência, de amigos, inimigos e adversários ou de gente anónima. Até do Chico da Tasca!
Basta que nos enviem os vossos «posts» para o e-mail blogueaventar@gmail.com, acompanhados do nome com que pretendem ser identificados e, se for esse o caso, do nome do vosso blogue. Podem começar a enviar desde já.
Esperamos surpresas. Queremos ser surpreendidos. A frase que se segue é azeiteira mas verdadeira: «Liberta o Blogger que há em ti!»
Quem sabe se não chegamos ao fim da semana com novos autores para o Aventar…
O que acham?

Telemedicina (I)

O SUCESSO NO ALENTEJO

Com base em orientação da OMS, a telemedicina define-se como “a incorporação das tecnologias de telecomunicação na prestação remota de cuidados de saúde, assim como na comunicação à distância de apoio de especialistas a outros médicos, incluindo acções de formação estruturadas”.

A telemedicina é, portanto, um mundo. Infelizmente o Plano Tecnológico do actual governo tem marginalizado essa actividade, não obstante referências em documentos oficiais. Recordo, por exemplo, o documento do Alto Comissariado da Saúde que a invoca explicitamente como recurso para combater e controlar as patologias cardiovasculares, AVC e Enfarte. Constituem a primeira causa de morte nas sociedades ocidentais, em que Portugal se integra (no ano de 2003, salvo erro, a taxa de mortalidade devida a este tipo de doenças atingiu +/- 34% dos óbitos totais no País).

À escassa acção governativa, respondeu o voluntarismo louvável de um grupo de médicos no Alentejo, dos quais destaco: Dr. Luís Gonçalves do Hospital do Espírito Santo de Évora, Dr. Álvaro Pacheco ex-Director Clínico do Hospital de Santa Luzia de Elvas, Dr. José Ricardo da Unidade de Saúde Local do Norte Alentejano EPE, Dr. Horácio Feiteiro do Centro Hospitalar do Baixo Alentejo EPE.

Sem querer alongar-me, por agora, no tema, refiro que, entre 2001 e 2008, se efectuaram no Alentejo mais de 71.000 tele-consultas, ou caso se prefira, consultas por videoconferência. Foram dadas por especialistas localizados em hospitais a doentes, acompanhados de médicos de família, presentes em centros de saúde ou em outros hospitais que não dispunham da respectiva valência médica.

De certo modo, este meu ‘post’ é um contributo para esclarecer ínfima parte das interrogações do texto de Vítor Silva, a propósito da instalação de infra-estruturas de fibra óptica no Porto. A medicina é uma actividade que recorre com frequência à comunicação multimédia – áudio, vídeo e imagem. E uma das queixas dos praticantes de telemedicina no Alentejo é justamente a falta de infra-estruturas, que garantam a realização de acções de telemedicina ou, noutros casos, a qualidade exigível em actos médicos das transmissões por telecomunicação electrónica.

Prometo voltar em breve a este tema, porque é interessante e tenho algo mais a dizer.

SNS – A liberdade dos médicos

Perante a decisão de se avançar para um esquema de carreira dos médicos no SNS que impõe a exclusividade, o Bastonário da Ordem questiona a pretensa redução da liberdade daqueles profissionais.
As nossas corporações lançam mão de todos os argumentos para manter privilégios, incluindo os que não aguentam a mais pequena análise crítica.
No caso, liberdade, é os médicos poderem escolher entre o público e o privado. Com exclusividade ou sem ela assim seja desejo das partes.
Liberdade, é o SNS poder exigir exclusividade se isso corresponder às suas necessidades. Tem que pagar melhor, obviamente, nas isso não é um custo como o Sr. Bastonário nos quer fazer crer. Custo é ter muitos milhões de contos em instalações e equipamentos subaproveitados, exactamente porque tem médicos em part time !
Há medidas tão óbvias que custa a perceber porque não se implementam apesar de se falar nelas há décadas. O Sr Bastonário argumenta sempre da mesma forma, agitando o espantalho financeiro, a de que o SNS não aguenta pagar ao nível dos privados. Não é verdade, bem pelo contrário, é a única forma de segurar os mais rentáveis, os que maior e melhor rentabilidade oferecem.
E rentabilizar o parque instalado é um passo de gigante para que o SNS deixe de pagar serviços aos privados, quando tem dentro de si os melhores e mais caros equipamentos!
E estes, quer se queira quer não, não trabalham sem pessoal e estão em exclusividade!

Nos 25 anos da morte de António Variações

Não entregar auto-avaliação

Uma tomada de posição… para pensar:

Artigo do Público

Artigo do Público

A imagem do artigo foi retirada do http://olhardomiguel.wordpress.com/

Porque a publicidade pode ser uma arte…

Não sei se já vos disse… Gosto de publicidade. Em televisão, em jornais e em rádio. Gosto da capacidade criativa de quem tem de transmitir uma ideia em poucos segundos, seja na rádio ou na televisão, ou num piscar de olhos, nos jornais. Numa imagem, numa frase ou num som.

Os autores de anúncios e spots publicitários têm uma missão complicada. Também para eles a vida é difícil e exigente. Há que ‘vender’ um objecto, um serviço, uma ideia em muito pouco tempo – ou espaço. É essencial atrair a atenção de quem vê ou ouve. É uma arte. Como em todas as artes, há os bons artistas, os ‘mais ou menos’, os fraquinhos e os outros. Mas é uma arte diferente daquela que encontramos nos museus. Para essa, se quisermos, há algum tempo para apreciar, para digerir. Na publicidade, por norma, não. É tudo muito rápido. Tem de ser rápido.

Há que contar uma história ‘num instante’. Não é coisa banal, acreditem.

Admito que, até ver, não sou grande apreciado da publicidade feita para o meio internet. Ainda não houve muitos anúncios capazes de me chamar a atenção. É um meio mais complexo para a riqueza criativa da publicidade, reconheço. Além de que as grandes empresas do sector não foram ainda suficientemente cativadas a trabalhar a componente publicitária para o online, com as suas potencialidades mas também limitações. Quando o fizerem, haverá, estou certo, melhores anúncios.

Serviu tudo isto para introduzir a campanha que a Sociedade Ponto Verde está a promover. Há diversos spots mas aquele que é apresentado nos cinemas acaba por ser o centro de todas as atenções, por reunir um pouco de todos os outros e, acima de tudo, por um final brilhante, que vale a pena apreciar.

Voto da OEA sobre Cuba revela fragilidade dos EUA na América Latina

A votação unânime realizada nesta quarta-feira na Organização dos Estados Americanos (OEA), revogando a suspensão de 1947 de Cuba da entidade, é uma clara indicação da fragilidade económica e política dos EUA por toda a região.
A decisão da Assembleia Geral da OEA, realizada em San Pedro Sula, Honduras, resultado de 36 horas de controversas discussões, revelou o isolamento diplomático de Washington – agora o único país no hemisfério que não mantém relações diplomáticas com Havana – em face do apoio unânime da América Latina ao fim da suspensão, que dura quase há meio século.
A suspensão de Cuba da OEA e o veto do seu reingresso à organização foram impostas segundo a exigência de Washington. Após a mal-sucedida invasão da CIA à Baía dos Porcos nove meses antes, a administração Kennedy optou por uma política de isolamento a Cuba, incluindo um embargo económico dos EUA que permanece até hoje. Em Janeiro de 1962, a OEA reuniu-se em Punta Del Este, Uruguai, e adotou a medida de suspensão de Cuba da organização, declarando que “a adesão… ao Marxismo-Leninismo é incompatível com o sistema interamericano”.
Washington resistiu em fazer de Cuba o assunto predominante no encontro da OEA, mas de nada adiantou. Na véspera da secção, a administração Obama anunciou que chegou a um acordo com Havana para iniciar o diálogo em alguns assuntos, incluindo terrorismo, tráfico de drogas e serviço de correio. Anteriormente, Obama anunciou uma flexibilização muito limitada das sanções económicas, tornando mais fácil a visita de cubano-americanos a Cuba e o envio de remessas à ilha.
Nas Honduras, a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, tentou evitar que a OEA aprovasse a resolução que oferecia a Cuba a reentrada na organização, sem impor condições definidas. Em particular, a delegação dos EUA tentou introduzir uma linguagem que amarrasse a proposta ao comprometimento de Cuba com a Carta Democrática Interamericana de 2001, que definiu “democracia” como um “sistema pluralista de partidos políticos”. Invocou documentos prévios da OEA defendendo a inviolabilidade da propriedade privada.
Os membros da OEA com vínculos mais próximos com Havana – Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador – categoricamente rejeitaram tais condições e, na terça-feira à noite, parecia que a organização se encontrava num impassse. Alguns ministros das relações exteriores latino-americanos advertiram que o fracasso em alcançar um acordo poderia implicar o fim da organização.
Um grupo menor de ministros das relações exteriores – incluindo Clinton – reuniu-se à porta fechada para trabalhar numa linguagem mutuamente aceitável. N final, um acordo foi alcançado, mas somente após a saída de Clinton. Os EUA concordaram com a linguagem um pouco mais ambígua, enquanto os governos de Hugo Chavez, Evo Morales, Daniel Ortega e Rafael Correa concordaram com a inclusão de uma cláusula que acalmaria Washington.
A decisão das duas partes anunciou a revogação da medida anterior que excluía Cuba da OEA, e acrescentou que a readmissão da ilha surgiria de um “processo de diálogo iniciado com a solicitação do governo de Cuba e em conformidade com as práticas, propósitos e princípios da OEA”.
A medida passou, sem oposição.
Os países que defenderam a oferta incondicional para readmitir Cuba interpretaram esta segunda cláusula como meramente processual, indicando que a readmissão de Cuba seria realizada sob as regras existentes da OEA.
A delegação dos EUA, contudo, tentou apresentá-la como uma justificativa a sua solicitação, para que Cuba primeiramente provasse seu compromisso com a democracia, conforme definido nos documentos anteriores da OEA. Clinton, que voou para o Cairo para juntar-se ao presidente Barack Obama, afirmou a vitória com a declaração: “Estou contente que todos tenham concordado que Cuba não pode simplesmente retomar o seu lugar na OEA.»
O Secretário de Estado para a América Latina, Thomas Shannon, um sobrevivente da Administração Bush, também tentou colocar a melhor face na resolução, dizendo à Assembleia que Washington “não estava interessada em travar velhas batalhas ou viver no passado”. Apelidou a medida de “um acto de estadistas”, enquanto insistia que ela defendia “o nosso profundo compromisso com a democracia e os direitos humanos fundamentais de nossos povos”.
Este discurso inflamado, de qualquer modo, não conseguiu esconder o significado essencial do voto da OEA. Ele representou uma contundente derrota para Washington, que vem tentando administrar cuidadosamente um descongelamento parcial de relações com Cuba, ao mesmo tempo em que continua sua campanha pela mudança no regime em Havana.

MNN – Movimento da Negação da Negação
http://www.transicao.org/

Falando de democracia: Um eléctrico chamado socialismo (II)

(primeira parte aqui)

Esta cadeia de acasos da vida apontada por José Ricardo Costa que, por certo, não é exaustiva e se queda pela superfície, pela nata dos nomes conhecidos, este sistema endogâmico, como muito bem diz, a política de casamentos como a nobreza feudal praticava, faz que a elite governante, seja quais forem os resultados eleitorais, nunca mude no que é essencial – mudam e trocam-se alguns nomes, mas a nova aristocracia vai cimentando o seu poder. O «bloco central» não é uma figura de estilo, ou uma «invenção de esquerdalhos ressabiados», como já ouvi dizer. Existe, funciona, faz complicadas operações de engenharia financeira (trafulhices, simplifica o nosso bom povo); por exemplo quando um membro da tribo administra um banco vende acções a baixos preços, sabendo que o seu valor vai subir no dia seguinte, fazendo-o ganhar legalmente centenas de milhares de euros de um dia para o outro (favor que o beneficiado não deixará de pagar na primeira ocasião que se apresente, pois uma das regras do jogo é a não haver almoços grátis); os membros da tribo arranjam cargos e bons empregos uns aos outros, na vida académica amparam-se mutuamente, e quando algum deles ou um familiar tem problemas com a Justiça, logo aparecem os amigos a dar uma mão. É gentinha medíocre, de ideais rasteiros e patrimónios elevados, mas está aí para ficar. Governa, sobe aos mais altos lugares do Estado e desce às mais baixas alfurjas das negociatas obscuras. Não se chamam Bourbons, Habsburgos ou Braganças, têm nomes vulgares, iguais aos de toda a gente, são filhos, não de condes ou de duques, mas de gente comum, com profissões ou negócios comuns, mas usam as mesmas artimanhas dos condes e dos duques, incluindo a política de casamentos. Tráfico de influências? Nepotismo? Não, que ideia, apenas boas relações entre familiares e amigos, mesmo que pertençam a partidos rivais. O fair play prevalece.
A endogamia, termo que na acepção mais próxima da tese de José Ricardo Costa, significa casamento dentro da própria família, tribo, classe ou entre habitantes dum povoado ou região, foi amplamente praticada entre as famílias nobres não só na Idade Média, como na Idade Moderna, chegando mesmo até aos nossos dias nas relativamente numerosas monarquias que subsistem em nações europeias. Sem cair no pormenor, pode dizer-se que em várias épocas e situações, famílias, irmãos, primos, filhos e pais, ocuparam tronos, guerrearam-se entre si, provocaram milhares de mortos, terríveis devastações entre os súbditos. Muitas vezes, depois destas hecatombes horrorosas, passando por cima dos cadáveres e das ruínas, selavam a paz com beijos e abraços, tratando-se por «querido irmão», «amado primo», «meu bondoso pai». Bem sei que aqui em Portugal não estamos a falar de Bourbons ou de Habsburgos, mas sim de gente com linhagens menos ilustres. O que importa salientar é a técnica e a táctica, tão semelhantes. Perguntarão? E só em Portugal é assim? Claro que não. Veja-se o caso de Itália, país com uma democracia com mais de seis décadas, com um nível cultural e económico mais elevado do que o nosso, onde um mafioso truão é, em 2008, democraticamente eleito primeiro-ministro pela quarta vez. De origens humildes, imagem típica do self-made man, é dono de uma das quinze maiores fortunas do mundo. Só há uma diferença – ele não diz que é socialista nem que quer transformar a sociedade…
*
«Sistema daqueles que querem transformar a sociedade pela incorporação dos meios de produção na comunidade» (…) «pela repartição, entre todos, do trabalho comum e dos objectos de consumo». O meu querido e saudoso amigo José Pedro Machado enganou-se rotundamente na sua definição ou então estava a falar de outro socialismo. O filólogo brasileiro, sendo menos ambicioso, aproximou-se mais da realidade «conjunto de doutrinas de fundo humanitário que visam reformar a sociedade capitalista para diminuir um pouco das suas desigualdades». Está mais próximo, embora a redução das desigualdades diminua muito pouco, tão pouco que às vezes nem se nota que haja alguma redução. As doutrinas de fundo humanitário são, de facto, um péssimo motor para o socialismo.
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Continuando a usar a metáfora inspirada na bela peça de Tennessee Williams, aonde nos levará este eléctrico chamado socialismo? Não há muitas dúvidas – o eléctrico cor-de-rosa do socialismo transportar-nos-á ao mesmo lugar onde nos levaria o machimbombo cor-de-laranja do PSD (levaria, não, levará, porque a viagem será feita por troços – eléctrico, machimbombo, eléctrico…) até à estação terminus – a entrega total da soberania, do direito de gerirmos os nossos recursos, a centros de poder e decisão «comunitários», localizados, por mero acaso, em Berlim e Francoforte, em Paris, Bruxelas ou Estrasburgo… A aristocracia indígena embolsará o produto da venda e os felás e felaínas (nós) mal nos aperceberemos do que se passou. Perda da independência? Não, que ideia. Eles abrirão e fecharão fábricas quando e como quiserem, dirão como devemos organizar a nossa economia, as nossas vidas, o que devemos comprar, quanto devemos pescar, o que poderemos semear… Mas a selecção nacional de futebol, a bandeira e o hino, símbolos maiores da independência nacional, talvez não nos estejam vedados.
Nem sei porque me preocupo.

E se na bola a bolha rebenta?

Tal como a bolha do imobiliário? Os negócios que se concretizam no futebol não são sustentáveis, a prazo isto tudo vai dar “bolha” e, como todas as bolhas, mais tarde ou mais cedo rebenta.
Os bancos retraiem o crédito, os adeptos vivem uma crise que não dá para aventuras, há milhões de desempregados em Espanha e em todo o mundo que são adeptos. De onde vem o dinheiro? (de onde vem e para onde vai é uma das minhas obsessões)
Barcelona rebola-se e diz que por 300 milhões (tanto quanto o presidente do Real diz que tem para gastar) vende-lhe a equipa que ganhou tudo! Com o “merchandise” não recupera a massa, é preciso vender 30 milhões de camisolas.
O Presidente do Real é o dono da maior empresa de construção civil de Espanha, há muita especulação, dinheiro que corre por fora, que precisa de entrar no circuito.
Este dinheiro, em montantes formidáveis com origem na especulação de terrenos e em esquemas de fuga ao Fisco, mesmo que obtenha uma margem mais baixa de rentabilidade, já vale a pena.
O porta voz do Barcelona é desta opinião. Pode estar a falar o despeito, mas não se vem para os jornais dizer isto se não houver alguma segurança.
E se na bola a “bolha” rebenta?

Aumentem lá o preço dos cigarritos…

nao fumar

Uns viciam-se em drogas, outros viciam-se na bebida ou no jogo. Uns estão viciados em não fazerem nada, outros viciam-se no trabalho. Muitos estão viciados em dinheiro e coisas. Todos somos viciados em alguma coisa. Nem que seja em blogs ou notícias. Eu viciei-me no tabaco.

Admito que ando com alguns problemas em deixar o tabaco. Desde há três meses que não compro tabaco. Ainda tenho o meu stock de tabaco de enrolar que me permite não trepar paredes, insultar toda a gente e partir tudo à minha volta, principalmente quando estou a trabalhar e me dá aquela vontade maluca de me esfumaçar todo. Tornei-me o crava número 1 do País. E sempre que fumo um cigarro, estou em silêncio a gritar para comigo: estúpido! estúpido! Tenho a noção de que fumar, muito além de ser uma escolha pessoal, é uma estupidez! Nao me traz nenhuma vantagem e só tem prejuízos.

Numa altura de crise económica, e eu sei bem do que estou a falar, porque apenas os ricos (aqueles que Sócrates disse que ia cobrar mais impostos, mas que entretanto não ficou provado que existissem)  me vão deixando cravar um cigarrito ou outro, proponho que este governo, ou qualquer outro que venha por aí a aparecer, aumente o preço do tabaco.
Portanto, numa perspectiva estritamente economicista, aumentem lá o imposto dos cigarritos. Não tenham medo. Ponham lá o preço nos 10 ou 20 euros por maço, que eu garanto, forreta como sou, que dentro de um mês deixo definitivamente de fumar. De uma vez por todas. Eu, e de certeza muita gente comigo…

A não ser que não se possa ou isso não interesse a ninguém…