Os entrevistados da semana e as Autárquicas

[Rui Naldinho]

O actual e o ex primeiro-ministros foram ambos entrevistados esta semana. Registo o facto de a SIC já ter entrevistado Passos Coelho três vezes no espaço de um ano, ABR16
, OUT16 e ABR17, enquanto António Costa, chefe do governo ter sido entrevistado pela estação de Carnaxide uma única vez. Coincidências ou não, a SIC cada vez parece mais a estação de televisão do “Diabo”. Que tal pôr o “mafarrico” como a sigla do canal de Francisco Balsemão?


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Frustrados e mal pagos

Santana Castilho*

1 Toda a responsabilidade das mudanças projectadas para a Educação cai sobre os professores, sendo tão curioso verificar o topete com que se anuncia hoje como novo e criativo tudo o que já foi usado e abandonado, como registar as incoerências crassas no seio daquilo que é proposto. Com efeito, que credibilidade podemos atribuir a uma estratégia de intervenção pedagógica que afirma querer construir um novo perfil de saída dos alunos, assente em novas competências, sem tocar no currículo e que afirma, igualmente, que vai definir as “matérias essenciais”, quando essa definição, obviamente, significa intervenção nos programas? Como serão feitos os exames e as provas de aferição? Considerando os programas, em que não vão mexer, ou as matérias essenciais, que vão definir? Tudo isto é uma trapalhada para tornear a lei, que prevê 20 meses entre o momento em que as alterações são anunciadas e o início do ano a que respeitem. Mas se é insensato achar que se pode fazer isto sem mudanças curriculares, mais insensato ainda é pensar que se pode desenvolver uma cultura altamente cooperativa e de trabalho conjunto entre os professores sem intervir nas suas cargas lectivas e não lectivas, designadamente na estúpida burocracia que os submerge. [Read more…]

A visibilidade do “novo” Alfa Pendular

cp-AlfaPendular

@Maquinistas

Introdução

A Rede Ferroviária Portuguesa possui o maior índice de risco de fatalidade da Europa Ocidental. O dobro do índice de risco de fatalidade das redes francesa e alemã e oito vezes mais elevado que o índice de risco fatalidade da rede britânica.

O risco de fatalidade no sistema ferroviário é calculado pela ERA (Agência Europeia para o Caminho de Ferro) dividindo o número de todas as fatalidades na ferrovia (excluíndo os suicídios) pelo número de comboios-quilómetro. Portugal tem um valor de 0,55 mortes por milhão de comboios-km. A França tem 0,15 e a Alemanha tem um valor semelhante de 0,14 mortes por milhão de comboios-km. O Reino Unido (RU), apesar da sua rede em muitos aspectos anacrónica, quando comparada com potências ferroviárias como a França, Alemanha e Espanha, consegue um honroso e baixíssimo resultado: apenas 0,07 mortes por milhão de comboios.km (1). A este resultado não será estranho o rigoroso sistema de segurança em vigor nas ilhas britânicas. Recentemente o RU atingiu o record de estar há 10 anos sem qualquer acidente fatal para passageiros e empregados (2).

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Ich komme aus Boliqueime

[André Camandro]

Os alemães, diz-se, não têm sentido de humor. Os alemães e, claro, Cavaco Silva. Isto não deve levar alguém muito distraído à infeliz dedução de que este país foi durante anos desgovernado por um alemão. Ou que Boliqueime fica algures nos arredores de Munique.

Os alemães, repito, não têm sentido de humor. Começa na língua. Arranha e mesmo fere-nos os ouvidos e a sensibilidade. Como os alemães falam maioritariamente Alemão, as excepções a esta regra são efectivamente muito poucas.

Claro que se trata de uma língua muito rica, tal como a cultura. Não passará pela cabeça de ninguém denegrir a literatura alemã, por exemplo. Ou os filósofos alemães. Ou a sua música. Bach, é sabido, deixou-nos sonetos maravilhosos.

Aquela gente é simplesmente muito séria para pensar em rir, por exemplo, quando está a trabalhar. Isso perfaz muitas horas num dia. Como também não é de crer que riam quando estão a dormir, mesmo aqueles que falam durante o sono, resta-lhes relativamente pouco tempo para gracejos. [Read more…]

Não passava de um simples e inofensivo “poisson d’Avril”

Outro poema de 1 de Abril

Poema de 1 de Abril

Desapareceu a Estátua de D. Pedro IV na Praça

O Governo intervém no preço da carne

A Câmara do Porto está a ruir!

A oferta do BES aos americanos e a hipocrisia de António Costa

Vinha aqui escrever que o Governo ia vender o BES ao desbarato, mas António Costa conseguiu ultrapassar as minhas expectativas. Afinal, não vai vendê-lo ao desbarato. Vai simplesmente oferecê-lo a um grupo americano especializado na especulação financeira.
Como sempre, serão os contribuintes a pagar a factura através de uma garantia de 4 mil milhões . Não me interessa o nome que o primeiro-ministro lhe dá, como não me interessam os seus jogos de palavras e as suas mentiras. Em termos de hipocrisia, António Costa não é melhor do que Passos Coelho.

É lastimável o estado a que chegou a social-democracia europeia.

[Rui Naldinho]

Como já aqui escrevi, o Presidente François Hollande foi o Chefe de Estado Francês mais fraquinho que os gauleses elegeram até hoje, desde o fim da segunda guerra mundial. Já meditei com os meus botões algumas vezes e me perguntei a mim mesmo, se este fulano, numa hipotética França ocupada militarmente por um exército invasor, não seria ele um novo Philippe Pétain.

Hollande é de uma inconsistência a todos os níveis, até no plano moral. Numa atitude cobarde, face aos resultados que as sondagens lhe atribuíam, não ultrapassando uns míseros 15% das intenções de voto, na melhor das hipóteses, depois de cinco anos de uma presidência desastrosa, em que nem a sua atitude firme para com o terrorismo abafou a sua mediocridade, afastou-se de uma possível recandidatura, para não se sujeitar a uma humilhante derrota. Sarkozy apesar de tudo mostrou mais coragem.  [Read more…]

O Aventar faz 8 anos


Ao mexer em papéis velhos, encontrei esta relíquia que nem sabia que ainda tinha.
Na tal noite de boémia de Cinfães, a certa altura peguei num papel e escrevi isto. A história do Aventar começava aí…
Parabéns a nós.

Desvalorizar os resultados do deficit alcançado em 2016

[Rui Naldinho]

Aquele momento mesquinho e irracional em que Assunção Cristas assume em toda a sua plenitude, o papel de comentador desportivo, pós derby de fim de semana. Não querendo assumir os erros de estratégia na derrota do seu “clube”, a agenda politica que ela própria protagonizou com a sua equipa técnica no ultimo ano sobre a capacidade do governo em reduzir o nosso deficit, desculpa-se agora com estratégia arrojada da equipa e dos jogadores adversários, que não provocando lesões, utilizaram truques e manhas tão (in)comuns neste desporto nacional em que se tornou a política portuguesa, em especial a execução orçamental de cada ano económico.
A líder do CDS ao tentar desvalorizar os excelentes resultados do deficit de 2016, só se diminui como líder partidária que almeja voos maiores, mostrando inveja, tacanhez e falta de elegância democrática, pois não entende aquilo que todos nós já entendemos, há muito. [Read more…]

E depois do adeus, restará alguma coisa?

[Rui Naldinho]

Muita gente se tem questionado sobre uma possível mudança de líder no PSD após as eleições autárquicas de 2017, lá para finais do Verão. Era bom que as pessoas não se iludissem muito com essa possibilidade, ainda que remota. Isso pode vir a acontecer. Não é impossível, de todo. O pior é o que resta no dia seguinte às eleições autárquicas, do partido de Sá Carneiro.

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Uma escolha inteligente para a Câmara de Braga

miguel_coraisMiguel Teixeira

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado”
Albert Einstein

Nenhum outro pensamento resumirá de forma tão expressiva o percurso de vida e a forma de vivenciar a política do Jorge Miguel Corais formalmente indicado pela Comissão Política do PS Braga como candidato à Câmara Municipal de Braga, como o proferido pelo maior cientista de todos os tempos. Conheci o Jorge Miguel há 21 anos, quando pela primeira vez me candidatei a líder da Federação Distrital de Braga da JS. Éramos então muito jovens eu com 26 e já professor dos quadros do Ministério da Educação, com vários anos de experiência política como Vereador da Juventude, cultura e Educação na Câmara de Cabeceiras e o Jorge com apenas 16 anos, prestes a concluir o ensino secundário e a seguir para a licenciatura em Gestão de Empresas da Universidade do Minho.
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E UMA PROPOXTA PARA UH NOVO AVKD

José Lourenço

AVKD? O que é?

É uma proposta para um novo ABECEDÁRIO

“E UMA PROPOXTA PARA UH NOVO AVKD”

Regra Principal

Escrever como se fala

Condições:

  • Escrever respeitando o sentido da Fonética;
  • Escrever necessariamente em Maiúsculas;
  • Abolir todos os acentos sem excepção;
  • Colocar o .H. em todas as expressões nasais, letra diacrítica a preservar que servirá para eliminar todos os acentos e Dígrafos vocálicos, conforme in, im, ão, an, am, ae, en, em, oe, on, om, un, um, lhe e nhe e pausas/silêncios.

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A insustentável leveza da generalização xenófoba

paulo-dentinhoPedro Pereira Neto


Paulo Dentinho
, na sua qualidade de director-logo-especialista-em-tudo, em directo a generalizar a partir de pessoas que vão a mesquitas para pessoas que são terroristas, falando de “esta gente”. Nada de novo.
Talvez na sua qualidade de português-logo-católico-logo-equivalente-ao-terrorista-cristão-anders-breivik, devesse ter algum cuidado com a ligeireza da generalização xenofobico-doce que aplica a outrém.
Nem vou comentar esta prática de consanguinidade profissional de fazer-se convidar para o noticiário do próprio canal: prefiro deter-me na constatação de que estamos tão bem servidos de pirómanos nas ruas como nas redacções.

Talvez por isso seja tão mais fácil noticiar Wilders em vez de Klaver. Talvez também não seja apenas nas forças de segurança que o pensamento exclusivista tem ganho terreno.

Os desaires do Ministério da Educação

Santana Castilho*

1. As alterações que o sistema de ensino sofreu nos últimos anos oscilaram entre concepções anglo-saxónicas, de raiz empirista, e ideias construtivistas, de inspiração piagetiana. Estas, hipervalorizando as chamadas ciências da educação. Aquelas, hipervalorizando o conhecimento. O equilíbrio entre estes dois extremos não foi a escolha do secretário de Estado João Costa.

Ao Expresso, João Costa foi claro quando afirmou que nalgumas áreas era impossível trabalhar, por falta de horas disponíveis. E disse que a Educação Física, a História e a Geografia eram disciplinas “descalças” de tempo. Quando lhe perguntaram se Português e Matemática perderiam horas, João Costa respondeu que “algumas terão de perder, claro”. Em declarações ao Correio da Manhã, reafirmou a necessidade de tirar de um lado para pôr no outro. Nem de outro modo poderia ser para permitir, como anunciou, que as escolas decidissem 25% do currículo e nele se incluísse a Área de Projecto e a Educação para a Cidadania, sem aumentar a carga semanal global. Do mesmo passo, repetiu várias vezes que as alterações curriculares se aplicariam já no próximo ano e em todas as escolas.

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Binho Berde

João Coutinhas

O nome é o segundo mais difícil de pronunciar, logo a seguir ao vulcão da Islândia.
E, como este, tem periodicamente umas ejaculações infectas, que contaminam a velha Europa mas que acabam por se dissipar com o vento suão.
Por aqui, estamos a tentar poupar para ir beber um copo, ao fim de semana, com as nossas mulheres, que no resto do tempo estamos ocupados a construir conhecimento, a empreender tecnologias de ponta, a fazer os melhores têxteis e sapatos do mundo, entre outras coisas.
E sobretudo a amar. A amar também o nosso país (sim, temos mesmo um país!), embora perturbados pelo que nos impuseram relações ‘extra-conjugais’, cozinhadas nas panelas fundidas mais a norte. Compreendemos Jerrorrejdfdijhvchem que estejas preocupado com a panela, mas acalma-te filho… vai dar uma volta, ver as montras, beber uma genebra.

Maria, entre o despejo e a morte, escolheu a morte

Rita Silva

A 6 de Março Maria suicidou-se. Dia em que iria ser despejada por prestações em atraso ao banco, agentes de execução de uma ordem de despejo e militares da GNR encontraram-na em casa sem vida…

O que enfrentava Maria, será sempre difícil de saber, mas podemos, pelo menos, tentar avaliar algumas questões, duríssimas, que se colocam perante uma situação tão violenta como esta.

O sentimento de culpa de quem contraiu uma dívida e não a paga. Responsabilizada por ter contraído um crédito e parecer que é uma escolha sua comprar casa – apesar de toda a política ter direcionado, senão obrigado, as pessoas a fazê-lo, pois o arrendamento não era (nem é) alternativa. Ter assinado um contrato que atribui toda a responsabilidade a quem o assinou (e aos fiadores, muitas vezes familiares, com tudo o que isso implica). Não honrar o pagamento de um crédito é motivo de censura, mesmo que o que se ganha deixe de ser suficiente para pagar. Quem não pague as suas dívidas é culpado, assim prevê a sociedade disciplinadora da dívida, por onde tudo hoje passa. [Read more…]

As linhas aéreas supremas

sudao_do_sul

Helena Ferro de Gouveia

Estava a pensar no Sudão do Sul, país incontrolável a vistas nuas, chão traiçoeiro, onde a comida, quando existe, é temperada de lágrimas.
Em Juba estive três dias detida, em recolher obrigatório no hotel. A prisão não era má comparada com o mundo que cabia fora dos muros e do arame farpado.
Nesse lugar desmapeado do mundo, com o tempo em pausa, rodeada de diplomatas, jornalistas, espiões, militares e aventureiros tive várias conversas lentas, memoráveis. Aguçadas pelo gume da curiosidade.
Lembro com todo detalhe de uma com um chá sobre a mesa, já nem distinguia as pernas do assento do sofá, tão longa ia a conversa. À minha frente um piloto da South Supreme Airlines. Poucas linhas aéreas estão dispostas a correr o risco de fazer voos domésticos no Sudão do Sul. A lista de perigos sacode mesmo os mais intrépidos.
Um deles é o estado dos aviões, velhos e sem manutenção, outro o bafo gélido da guerra.
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Mário Nogueira está vivo?

É que o estardalhaço desapareceu. Deve ser a Educação em Portugal que de repente passou a ser excelente. Ou isso ou a Fenprof vendeu-se politicamente.

Os maluquinhos anti-acordo ortográfico…

… se calhar já se resignavam. Efetivamente, não parece que haja grande coisa a fazer. Temos de aprender a viver com as nossas deceções.

EDP: A Esquerda que ladra mas não morde

A EDP teve em 2016 lucros de mil milhões de euros. Não obstante, recebeu no mesmo período um perdão fiscal de 20 milhões. Fora os outros.
E mesmo assim, já garantiu que a sanha contra os contribuintes vai continuar. E mesmo assim, sem precisar de garantir, os portugueses vão continuar a pagar uma das electricidades mais caras da Europa.
Escandaleira que não perturba a Esquerda e seus apoiantes. Já lá vai quase ano e meio de Geringonça e, no entanto, continuamos à espera – sentados, de preferência – de medidas que acabem com a pouca-vergonha. Planos Nacionais de Barragens, Barragem do Tua, rendas excessivas, perdões fiscais – em António Mexia e no seu buraco, cabe tudo. Mil milhões de lucro? Qual seria o défice se esse lucro fosse do Estado?
Do PS, nada espero. É exactamente igual ao PSD. Do PCP e do Bloco, esperava mais um (gigantesco) bocadinho.

Eu leigo me confesso, como a Justiça me confunde…

[Rui Naldinho]

Os advogados a quem cabe a tarefa de defender os seus constituintes nos inúmeros processos que decorrem nos tribunais portugueses são muitas vezes acusados, e bem, pelos Órgãos de Justiça, em especial pelos Juízes que nos Tribunais vão julgando esses processos, de utilizarem com frequência expedientes dilatórios, cujo único fim é atrasar o julgamento no tempo, para que a decisão final do mesmo, com ou sem condenação, o seguro morreu de velho, recaia já fora de tempo.

Como analfabeto nestas matérias do Direito, eu fui ler o que significava o termo jurídico, expediente dilatório.

Expressão jurídica que se traduz na utilização do expediente (despachos, petições, requerimentos, ofícios) desonestamente usado pela parte, sem intuito sério ou construtivo, sem cabimento processual, que visa apenas torpedear e retardar o prosseguimento da acção, entorpecer a sua normal tramitação e a realização da justiça.

Olhando para a forma como o Ministério Público tem conduzido todo este Processo da Operação Marquês, desde a fase de investigação à fase de instrução, com sucessivos pedidos de prorrogação de prazos, largamente ultrapassados, para a conclusão do mesmo, sem que haja uma acusação formal dos arguidos, ou o arquivamento do processo se for caso disso, falta muito pouco para os quatro anos, fico com a sensação de que estou a ver o filme ao contrário. Ou seja, quem parece estar a criar expedientes dilatórios é o Ministério Público, que não encontra maneira de acusar Sócrates, Salgado, Vara e tantos outros, com provas sólidas. Posso até estar errado. Mas sou livre de pensar desta forma, perante aquilo que vejo. [Read more…]

Somos belas, recatadas e do lar


Magníficos bordados – de lenços de mão a aventais, arranjos florais e todo o tipo de lavores, máquinas de costura antigas e peças para bebés. Feitas à mão com todo o amor de mãe. Ao vivo na Biblioteca Municipal de Gondomar.
Só faltam os tachos.

É por isso que gosto de futebol

O único sector em que os operários ganham mais do que os administradores

Pensamento profundo

Com que legitimidade é que as pessoas põem no mundo crianças?

Celebrar o quê?

Um bêbado?