Sampaio esteve mal!
[Rui Naldinho]

Este início de 2017 tem sido fértil na publicação de “obras literárias” escritas por ex-Presidentes da República. E digo escritas, porque no caso do segundo volume da biografia de Jorge Sampaio, sendo a obra assinada pelo jornalista José Pedro Castanheira, o que lá está escrito, é aquilo que o ex-Presidente Socialista pretende dar a conhecer, e não o que o autor entende colocar. Esta obra parece ser mais uma tentativa de expiação de alguns pecados, em especial algumas decisões desastradas de Jorge Sampaio. Enganam-se, Cavaco e Sampaio, se pensam que nós mudamos a nossa opinião sobre aquilo que foi o seu legado na História de Portugal. O que está feito, feito está. Bem ou mal!
Avaliações por contingentes
António Alves
Esta notícia prova a ignorância e estupidez generalizada dos gestores portugueses ao mais alto nível. Este sistema de avaliação e gestão dos “recursos humanos”, chamado “stack and rank”, já foi abandonado praticamente em todo o lado. Foi uma moda de gestão, maligna como muitas outras, que contribuiu para a queda e destruição de muitas empresas pela profunda desmotivação e sentimento de injustiça que induzia nos trabalhadores. A Microsoft, que o adoptou, e posteriormente abandonou, admitiu que foi um dos principais causadores da sua década perdida em que se viu ultrapassada pela Google.
Não me espanta que esteja a ser adoptado no Novo Banco. Afinal aquilo agora é dirigido por um tipo que, infelizmente, passou pela CP onde demonstrou que, apesar da verborreia, era completamente oco. Um tal de Ramalho que andava nos comboios a dizer que ia, em 10 anos, transformar a CP na maior e melhor transportadora ferroviária da Ibéria
Decisões e homologações
Santana Castilho *
1 Porque nenhuma reforma se compadece com a duração de uma legislatura, o que se ensina e o modo como a escola se organiza para ensinar deveria ser fruto de um amplo entendimento partidário, que não dos impulsos de quem manda em cada momento. Apesar disto obter fácil aprovação geral, seria preciso muito papel e muita paciência para fixar em texto a sucessão de alterações que escolas, alunos e professores têm sofrido nos últimos anos. Mais ainda, a leviandade com que se decide afirma-se, ad nauseam, sem consequências, que não o gáudio dos levianos, a escravização dos professores e a instabilidade dos alunos e das famílias.
“Garantir a estabilidade do trabalho nas escolas, o que pressupõe reformas progressivas, planeadas, negociadas e avaliadas” é um fragmento frásico, promissor, que retirei da página 102 do programa do actual Governo. Mas mudar a pontapé a avaliação dos alunos, como fez o ministro Tiago Rodrigues, a meio do ano, com a trapalhada de os confrontar com três modelos distintos, garantiu estabilidade ao sistema? Mas as “alterações profundas”, que o secretário de Estado João Costa anunciou, virando do avesso os planos curriculares vigentes, são progressivas? Mas a pirueta que a secretária de Estado Alexandra Leitão deu, depois de ter afirmado que os professores da rede privada não podiam concorrer em paridade com os da rede pública, foi negociada com alguém? Mas quem avaliou a experiência da municipalização da educação, para que o Governo a generalize, porque sim? [Read more…]
Faz hoje um ano…
Rui Naldinho

Que muitos de nós, já estávamos a contar as horas para vermos sair pela “porta dos fundos” do palácio de Belém, o mais polémico Presidente da República da democracia portuguesa. E não digo o pior, porque esse julgamento será sempre feito pela História e não por um qualquer escriba armado em dono da verdade, que se queira substituir a ela. O enfadado Aníbal Cavaco Silva acabava assim o seu estágio remunerado de político não profissional, depois de vinte e dois anos a bulir em prol do Regime.
O ar que respiramos desde esse dia, parece ter ficado mais Aventar(ado), despoluído, fruto da (des)crispação introduzida na atmosfera politica pelos dons afectuosos do professor Marcelo Rebelo de Sousa. [Read more…]
Dortmund
Ao fim de 3 décadas, voltou a ser o maior representante de Portugal na Europa do futebol. Força, Benfica!
A escolha de Bruno de Carvalho
João Borba
Ontem, se tivesse votado nas eleições do Sporting, votaria em branco.
Bruno de Carvalho fez um mandato de 4 anos globalmente positivo.
– Voltámos a ser “algo” no panorama nacional
– Voltámos a ter uma equipa competitiva
– A dívida está reestruturada (mas até 2025 temos metas financeiras bastante exigentes)
– Voltámos a ter casas cheias em Alvalade
– Estamos a rentabilizar a maior parte do ativos, em particular no ano passado com as vendas fantásticas de Slimani e João Mário
– O número de sócios aumentou
– O Pavilhão João Rocha está quase aí (e eu contribuí, com todo o gosto)
– Apesar de não estar no ponto, melhorámos muito em termos de scouting
– No Futsal somos os reis disto tudo
– Uma ligeira melhoria nas restantes modalidades, em particular no andebol.
Mas existem outros tristes episódios negativos que têm de ser uma lição para melhorar: [Read more…]
Eleições no Sporting: O milagre da multiplicação
18 755 votantes, 83 244 votos. Este é que é o verdadeiro milagre.
Há gente em Braga…
Jaime Manso
Braga é uma cidade atrasada no tempo, com gente desfasada da realidade. Com gente que devia andar descalça no meio dos campos, e a prestar contas ao senhor feudal.
Braga regride e distancia-se de todas as outras em tudo o que é mau, porque Braga tem gente que não gosta de gente que trabalha à noite. Braga tem gente que tem inveja de quem sai à noite. Braga tem gente intolerante, e quando se queixam e lhe dão uma solução, essa gente não quer a solução.
Braga tem gente que acha que grande festa é a cidade Romana, que não é mais que todas as outras festas, de todos os vilarejos medievais, onde a toga é enfeitada com louros. Em Braga festeja-se a cidade Romana em vez da cidade dos Bracarae, esses bem diferentes dos romanos, até nas roupagens. Em Braga, ha gente que gosta da Noite Branca e a confunde com cultura, sendo a cultura do nada, onde a gente se veste de branco sem saber porquê, veste-se. Sobe-se e desce-se a avenida de sorriso escachado na cara, como se fosse S. João, e vai-se ao bares da Sé beber copos…
Nessa noite até dão jeito. Nessa noite, até dão jeito. [Read more…]
Andas com pouco sentido de humor, comentador do Aventar
Como sabes, comentador do Aventar, eu sou de Esquerda. Mas de Esquerda mesmo Esquerda. Não deste PS travestido de Esquerda que hoje governa o país com o apoio da Esquerda mesmo Esquerda. Eu é mais PCP ou Bloco.
Mas desde que deixei de ser um aspirante a betinho do Pinheiro Manso sem qualquer consciência política, nunca mudei.
No blogue, também não. Bati sem descanso em José Sócrates e dei descanso à Direita. Bati como se não houvesse amanhã em Pedro Passos Coelho e esqueci os ontens de José Sócrates. E agora, para dizer a verdade, comentador do Aventar, não quero saber de Pedro Passos Coelho para nada e interessa-me é o que está este Governo a fazer. E sempre que estiver a fazer mal, António Costa há-de levar como levaram os outros. Isto porque tenho uma ideologia, mas não tenho grandes ilusões acerca do ser humano.
Sabes, vou dizer-te um segredo: o meu maior sonho era ver um Governo de Esquerda mesmo Esquerda a governar Portugal. Um Governo do PCP e do Bloco! Mas nesse mesmo dia, estaria na linha da frente para lhe bater sempre que fosse preciso.
Eu não mudei, pois. Mas algo mudou.
É que a certa altura, comentador do Aventar, vinhas para cá fiado de que ias ler coisas de Esquerda. E ultimamente – e como rejubilo! – a Direita voltou finalmente à luta e agora volta a haver um certo equilíbrio.
Isso não deve tirar-te o sentido de humor. Por exemplo: [Read more…]
O AVENTAR não é, nem nunca foi um blogue de esquerda, nem de direita. Mas algo mudou!
Autor: Rui Naldinho
Há dias, num post aqui colocado pelo fundador deste blogue, Ricardo Ferreira Pinto afirmava sem quaisquer preconceitos ideológicos, que o Aventar não era um blogue de esquerda, nem um blogue de direita.
Leio o AVENTAR há alguns anos. Numa primeira fase fazia-o de forma intermitente. Com excepção de uma intervenção escrita neste blogue, no ano de 2014, quando Nuno Crato resolveu alterar a legislação de acesso ao Ensino Superior das Escolas Artísticas, nunca escrevi texto algum, ou comentário que fosse. Isto se a memória não me falha. O meu vínculo profissional ao Estado impedia-me de participar neste tipo de fóruns, a não ser que o fizesse sob anonimato. Nunca fui grande apologista de utilizar nomes que não correspondam à minha própria identidade. Respeito quem o faça, mas eu acabei por desistir dessa ideia.
No entanto, há uma coisa que eu reparei no AVENTAR, com estes olhinhos que a terra há-de comer, nos anos que por aqui fui passando. Algo mudou! [Read more…]
Carta aberta ao Director de Informação da SIC-Notícias
[Autor: Carlos Paz]
Meu caro Ricardo,
No programa “Negócios da Semana” de ontem, 1 de Março de 2017, o jornalista José Gomes Ferreira, que é teu Director Adjunto, teve como convidados, entre outros, os ilustres Professor João Duque, académico, e Dr. Tiago Caiado Guerreiro, advogado fiscalista.
As grandes notícias do dia foram:
– A audição na AR dos secretários de estado, actual e antecessor, sobre uma colossal fuga de capitais do País, ao longo de anos, que não foi escrutinada pelas finanças;
– A emissão, pela SIC, canal do mesmo grupo, da primeira parte de um programa sobre o Banco de Portugal e a sua imensa responsabilidade em tudo o que a economia portuguesa e os portugueses, em geral, sofrem, têm sofrido e irão continuar a sofrer por muitos anos.
Apesar da relevância de qualquer destes temas, e até da sua potencial inter-relação, o programa “Negócios da Semana” escolheu como seu tema do dia a Caixa Geral de Depósitos, os SMS’s do Ministro das finanças, as opções (que são só do conhecimento de José Gomes Ferreira) da Administração Domingues que, de facto, praticamente nem esteve em funções e, prato forte, o programa de recapitalização da CGD.
Não há aqui nenhum problema deontológico. O canal SIC-Notícias, e o seu Director Adjunto José Gomes Ferreira, tem o direito de fazer as suas escolhas editoriais.
O «spin» dos 10 mil milhões funcionou
Ninguém mais quis saber dos sms do Centeno (estão bem é uns para os outros).
As ameaças da penhora de casa e a vista larga do fisco para as offshores
Autora: Isabel Faria
Nos últimos anos de vida, o meu pai deixou de conseguir conduzir. Um dia, sem mesmo eu saber, vendeu o carro velhote. Quem o comprou não tratou do seu abate. O meu pai não percebeu logo isso. Melhor, felizmente, acho que nunca percebeu isso.
Durante o ano de 2014, estando o meu pai no Lar, começaram a chegar a casa dos meus pais, cartas das Finanças para pagar os IUC de 2011, 2012 e de 2013. Porque eu não estava lá, e o meu pai também não, não soubemos de todas as notificações… imediatamente. Por isso, paguei mais de 800 euros para saldar uma dívida inicial de trinta e tal. Foi um acréscimo de 2000%! Ainda tentei pagar o IUC de 2014, sem penalizações, mas já era tarde. Deveria ter sido pago em Março e só tive conhecimento da obrigação em Maio! A penalização veio em forma de mais uma carta, juntamente com mais uma ameaça qualquer de penhora da reforma, da casa, da vida do meu pai… ou da minha. [Read more…]
O Aventar não é (nem nunca foi) um blogue de Esquerda
Nunca é demais contar a História do Aventar, até porque começa hoje o mês em que comemoramos 8 anos de vida.
Recordo: vindo do 5 Dias, um blogue de comunistas e bloquistas, decidi criar um blogue que, ao contrário da maioria, fosse pluralista. Ou seja, com pessoas de Esquerda e de Direita e sem qualquer tipo de alinhamento ideológico definido.
Foi assim que comecei por convidar o Luís Moreira, que estava na área do PSD e que chegou a desempenhar cargos políticos de relevo durante os Governos de Cavaco Silva.
Depois dos restantes fundadores, dos quais só restam hoje a Carla Romualdo e o João Paulo Silva, o Aventar foi vendo aumentar o número de escribas, sempre com a preocupação de manter um certo equilíbrio. Ao fim de poucos meses, tínhamos gente como o Fernando Moreira de Sá, o Carlos Garcez Osório ou a Daniela Major, na área do PSD e do CDS, e gente como o João José Cardoso, o Fernando Nabais ou o Jorge Fliscorno, todos de Esquerda. Com a excepção do nosso Maior, todos os outros por cá andam. [Read more…]
Pela Defesa da Descentralização
A nossa democracia teves três ciclos de implantação do poder autárquico: 1.º infraestruturação (redes de abastecimento, saneamento, viária, energia); 2.º equipamento (escolas, bibliotecas, equipamentos desportivos); 3.º qualidade de vida.
É neste último ciclo que a grande maioria das nossas autarquias locais se encontram estando a ação dos nossos autarcas muito vocacionada para um “Estado Social Local” no qual se pretende consolidar, e aprofundar, políticas de natalidade, de extensão de tempo para as famílias, de rigor urbanístico, de defesa da identidade cultural, desenvolvimento ambiental e económico sustentável e de um crescendo de mecanismos de democracia participativa.
Será neste novo tempo de “Estado Social Local” que se perspetiva a descentralização de competências na educação e formação, na saúde, na ação social, nos transportes, no património, na cultura, ou na proteção civil e num quadro político, inédito, em que o Partido Socialista tem a maioria das câmara municipais e está no governo com o apoio parlamentar dos partidos mais à esquerda do espectro partidário.
O futuro das autarquias locais, embora sujeito a condicionantes externas, tem um caminho muito próprio, no qual, cada vez mais, os projetos, decisões e diretivas devem ser desenhadas pelos nossos autarcas e pelas suas comunidades de forma autónoma e sem uma ligação ao Terreiro do Paço.
Rafael Amorim
Observador
Pedro Pereira Neto
Percebe-se que o Observador está em maus lençóis quando o seu ‘publisher’ (mais um exercício da parolice que considera elevar a si própria recorrendo a um termo noutro idioma) escreve artigos que, claramente, só procuram gerar cliques e distracção de factos relevantes. Não se deixem cair no logro: o lixo não precisa de ser manuseado para ser reconhecido enquanto tal.
Sou o meu próprio Comité Central
Excertos da entrevista de José Afonso ao jornal «Sete» de 22 de Abril de 1980
Sobre a regularidade de publicação de discos:
«Houve só uma época, logo após o 25 de Abril, em que como sabes não tínhamos mãos a medir, e em que isso aconteceu. Foi uma fase de expectativa, em que eu reflecti sobre o que devia fazer, se deveria ir para o ensino, se a minha função de cantante se justificava no novo processo que estávamos a viver. Pus mesmo a hipótese de me afastar, porque cantores de origem populares seriam vozes muito mais representativas do que as nossas e o processo nos iria ultrapassar. O certo é que fui extraordinariamente solicitado, eu e os meus colegas, de tal maneira que fiquei completamente «nas lonas».»
Sobre a imagem de radicalismo que transmitiu na fase pós-25 de Abril:
«Isso foi uma fase que se desculpa, que quanto a mim é um reflexo do próprio processo, apareceram coisas diferentes porque apareceram realidades diferentes e um público também, pelo menos em superfície e em quantidade, diferente. Dantes eu cantava para Assembleias Populares, mas muito mais restritas. No final do fascismo era-me mesmo já praticamente impossível cantar em público e nos dois últimos anos eu vivia quase só entregue a uma tarefa de propaganda e de agitação, difundia livros e panfletos, de apoio aos presos políticos, etc.»
Sobre a censura nos últimos tempos do Marcelismo:
«Sim, e no final acabei por ser preso [depois de fazer uma sessão num pinhal para tentar escapar à Polícia]. Com o 25 de Abril surgiu uma oportunidade enorme para chegarmos às fábricas, aos locais de trabalho, ir às aldeias onde havia comissões de moradores que estavam a fazer o seu caminho público, o seu fontanário, etc.. Participei muito directamente nesse processo, eu e outros cantores que tiveram uma actividade incrível nesse aspecto.»
Sobre as discordâncias em relação ao PCP
E do baú dos sempre-em-pé saiu o homem novo!
Santana Castilho*
Quando vi a apresentação do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, lembrei-me do primeiro-ministro mais divertido da época democrática, de sua graça Pinheiro de Azevedo, e da resposta vernácula que deu a propósito do sequestro de que foi vítima. Não a escrevo, por decoro. Contenho-me para não a soletrar como contributo único que o perfil merece, em sede da discussão pública que ora decorre. Pinheiro de Azevedo imaginava-se rodeado de gonçalvistas. Eu sinto-me sequestrado por pedabobos que querem redesenhar a realidade. Falo para si, secretário de Estado João Costa, que o seu ministro limitou-se a saltar para o estribo do comboio em movimento.
A questão não é o perfil de saída dos alunos. É o seu perfil de entrada. São todos os problemas trazidos para o interior da escola, cuja solução não lhe cabe, muito menos sem meios nem autonomia. Fixe o que lhe digo. Se por parte dos professores se verificar uma adesão acrítica à sua modernidade bacoca e ao seu piroso homem novo, não exulte. Preocupe-se. Significará isso que a classe atingiu o auge da desistência. Ou da resignação. Escolha a palavra. [Read more…]
O escritor apressado que baniu um Prémio Nobel da Literatura
Rui Naldinho

Escrever livros é coisa normal em políticos, mesmo “amadores”. Depois de abandonarem os cargos para os quais foram eleitos, após um período de nojo, alguns escrevem as suas memórias biográficas. Outros escrevem ensaios sobre o seu pensamento político e filosófico. Mas em ambos os casos há uma vida para contar, um conjunto de experiências ao serviço da comunidade para transmitir aos mais novos, um estudo para debater e criticar, algo que possamos considerar uma marca cultural do exercício do poder.
O que não é normal em democracia, é vermos um ex-presidente com um passado político no mínimo duvidoso, a escrever um livro que mais parece uma vingança pessoal ou um ajuste de contas com um ex-primeiro-ministro.
A árvore, esse objecto que suja e atenta contra o betão…
João Paulo Forte *
A ecologia é uma palavra vã na cabeça de muitas pessoas, talvez pela preocupante iliteracia ambiental. À medida que o Ser Humano traça um caminho divergente face ao mundo natural, numa espécie de ambiente asséptico, este começa a perder algo de fundamental. O discernimento acerca da importância das interacções entre os seres vivos e o meio físico tem-se perdido a uma velocidade vertiginosa, talvez causado por um capitalismo feroz, onde o dinheiro e a posse são quem mais ordena. E isto tudo numa sociedade dita informada, onde há um evidente excesso de informação em termos quantitativos, mas um défice crónico em termos qualitativos. É a ironia das ironias, conseguimos fazer evoluir várias tecnologias e, ao mesmo tempo, enquanto sociedade, perdemos capacidades fundamentais para uma vivência sã e devidamente sustentada. Cada vez são menos o que efectivamente entendem que a afectação de um elemento afecta a dinâmica do todo, do geossistema. [Read more…]
Claro que Mário Centeno mentiu
Mário Centeno mentiu, obviamente. E mentiu com quantos dentes tem na boca – da mesma forma que alguns riem a bandeiras despregadas.
Não é preciso ser um génio para saber que ele mentiu, nem sequer convocar a teoria dos fractais.
28 de Julho – Governo isenta administradores da CGD de apresentarem os rendimentos no Tribunal Constitucional
25 de Outubro – O Ministro das Finanças confirma em nota oficial que a nova administração da CGD só terá de prestar contas sobre os rendimentos ao Governo.
15 de Novembro – António Domingues envia carta ao Ministro das Finanças, onde relembra que «A não sujeição da administração a esse estatuto (…) tem, para além do mais, como consequência a não submissão ao dever de entregar ao TC a declaração de património e consistia, desde o início, uma premissa essencial para o projeto de recapitalização da CGD e foi uma das condições acordadas para aceitar o desafio de liderar a gestão da CGD e do mandato para convidar os restantes membros dos órgãos sociais, como de resto o Ministério das Finanças confirmou”
Depois disto, o que falta? Uma assinatura? Um SMS?
Não são precisos óculos especiais para ver que o Ministro das Finanças mentiu. A inexplicável isenção de declaração de rendimentos esteve acordada desde o primeiro dia.
Mentiu, pronto. E agora? Não é essa a matriz de um político, mentir? Olha o Eduardo Vítor com o caso da mulher! Acaso fazem outra coisa, os políticos, senão mentir? Claro que não se vai demitir por causa disso. Aliás, ele e qualquer outro político devia demitir-se era se algum dia dissesse a verdade. Porque isso é que é defraudar o pessoal.
Posto isto, são todos uns hipócritas. [Read more…]
A importância de Centeno e a “guerra” ao Presidente da República
Miguel Teixeira
(…) numa altura tão difícil da vida nacional em que o país se confronta com enormes desafios, em que qualquer perturbação ainda que estéril como o “arrastar” da “novela da Caixa”, pode custar caro a Portugal, Marcelo está a fazer o que deve ser feito. Transmitir uma imagem positiva do país, muitas vezes chamando a atenção para o que é preciso melhorar, mas assumindo uma posição de Estado e de lealdade institucional. Infelizmente, esta postura não tem sido compreendida por alguns ilustres que nele votaram, que não conseguem discernir o que deve ser uma postura de Estado que o PR deve assumir, dos interesses da claque ou clube de futebol da sua preferência, características que gostariam de visualizar no “modus operandi” do mais alto magistrado da nação. Tenho para mim que o país deve estar acima das “claques” sejam de esquerda ou de direita”. [Read more…]
Desespero
Samuel Quedas
De repente, sem que nada o fizesse esperar, Passos Coelho desatou aos vivas e aos saltos por toda a casa-mãe do PSD, na Rua de São Caetano, nº 9, logo ali à Lapa…
A esfuziante alegria durou pouco!!! Na verdade só durou até o infeliz ver as notícias.
Afinal, o forte cheiro a enxofre era apenas uma porra de um incêndio em Setúbal… e não a tão ansiada chegada do diabo!!!

Nuvem de fumo está a dissipar-se mas cheiro a enxofre pode chegar a Lisboa.
Foto RUI MINDERICO/LUSA
A história de uma mentira, que afinal é só meia verdade, mas que mostrou mais uma vez a miséria moral deste país!
Rui Naldinho
O envolvimento de Mário Centeno no processo que desobrigava os futuros administradores da CGD de entregar declarações de rendimentos tem sido o abono de família da Oposição, parca em iniciativas palpáveis que possam ajudar a melhorar as nossas vidas. PSD e CDS vêem na guerrilha ao actual Ministro das Finanças, a par de Vieira da Silva, os membros do executivo com mais influência nas decisões de António Costa, uma das raras oportunidades de fragilizar o governo, desacreditando Centeno, bem como os partidos que sustentam esta coligação.

Mário Centeno. Fotografia: MIGUEL A. LOPES/ LUSA
Praxes académicas em Braga

© ?
Ricardo Luís Sant’Anna
Ontem antes de ir dormir dei de caras com esta fotografia.
Nela podemos ver um grupo de estudantes de Biologia Aplicada da Universidade do Minho faz uma praxe. Até aí nada de novo; o que me deu a volta ao estômago completamente foi reparar que um dos praxados ostentava uma braçadeira do partido nazi! Não era apenas a imagem de uma suástica, utilizada por inúmeras culturas ao longo dos milénios, mas a típica braçadeira vermelha, com a suástica preta em círculo branco.
Não há possibilidade de engano.
No passado dia 27 de Janeiro celebrou-se a nível mundial o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e ontem, dia 9 de Fevereiro, os alunos da prestigiada Universidade do Minho andavam a brincar.
Duvido que tenha partido do caloiro.
Não é admissível que isto aconteça no tempo em que vivemos, muito menos em supostos estudantes do ensino superior que tem por obrigação conhecer um mínimo de história.
Estamos a tornar-nos em bestas insensíveis?














Recent Comments