
Chegou no mesmo dia em que os americanos poisaram uma sonda em Marte.
É uma coincidência cósmica que confirma Barcelos como o centro da galáxia.
© Valdemar Rodrigues Pereira
Braga e o Património
A bimilenar Bracara Augusta, popularmente conhecido como Braga e por muitos tida como “a terceira cidade de Portugal”, é um sítio que se orgulha de apagar, tanto quanto possível (e para lá do possível), quaisquer vestígios dos antanhos.
Tudo quanto não seja cimento armado ou asfalto corre risco de ser levado na enxurrada (e há, de facto, muitas enxurradas em Braga).
Foi assim no longo reinado de 37 anos de Mesquita, o Machado que tudo cortou, e continua a tradição já com o novel Ricardo Rio. Cujo mote foi “mudança”. E a cidade precisava, precisa de “mudança”.
É que nem o cheiro mudou, Ricardo.
Braga, a cidade do Medo e do Respeitinho
Autarca que foi da “terceira cidade do país”, Mesquita Machado foi ontem condenado a “a três anos de prisão, com pena suspensa, no processo relacionado com a expropriação do quarteirão das Convertidas”.
Como anuncia a condenação os jornais locais?
O jornal da diocese, o Diário do Minho, publica um texto da agência Lusa. Apesar de este jornal estar sediado em Braga, por respeitinho, vai buscar um texto sobre um tema brácaro a Lisboa. É compreensível. O arcebispo e empresário da fé, jorge ortiga, não gosta de alimentar polémicas, um pouco à semelhança do cordato e consensual Cristo.
O Correio do Minho, jornal ex-propriedade da Câmara Municipal, transformado que está num republicatório de boletins camarários e empresariais, não tem uma única linha sobre a sentença aplicada a Mesquita Machado.
O seu director, Paulo Monteiro, ou tem graves problemas de memória ou, digo eu, entende que os bracarenses são estúpidos. Alguns são mas são a minoria.
Da Palestina

Hoje comprei uma caixa de tâmaras maduras da Palestina.
Custou-me quatro vezes mais que as caixas de tâmaras maduras oriundas da mesma área geográfica.
Porque será?
0-0 ao intervalo

De quando em vez, há eleições. Endireitam-se as gravatas, toma-se banhoca duas vezes ao dia, engraxam-se os discursos, escovam-se os sapatos, esgalha-se um amplo sorriso, ligam-se os microfones e os megafones, bota-se uma faladura, sacam-se uns aplausos, levantam-se umas bandeirolas, içam-se a moral e o moral, mais aplausos, três sardinhas, dois copos de vinho, tinto da casa, a mão que acena, o pé que dança, o flash que dispara, bota uma selfie, a multidão que resfolega, o sono que ataca, o café que não vem, o café que vem frio, mão na buzina, eia, eia, eia, passa a caravana, o cão abana a causa de contente, recolhe à casota, a lua se levanta, adormece o cão, sai o gato . Vem o boletim, bota-se a cruz a caneta. É segunda-feira. Toca o despertador. Acabou-se a vaselina.
São quatro anos sempre a rasgar
Galiza é Portugal
Aproveitando a situação política no Reino de Espanha, a Galiza declara unilateralmente a sua independência e integração na República de Portugal. Isto a julgar pelo novo mapa no noroeste peninsular bordado numa camisola desportiva, hoje, numa loja da especialidade em Dosenbach, em Zurique. “Seguimos juntos!”
© Márcio Silva
O SC Braga é católico

Em Braga, – já o sabíamos – somos todos católicos. Até o clube de futebol da terra é católico. Ou deve ser. A julgar pela presença do empresário da fé, D. Jorge Ortiga, na inauguração da Casa do SC Braga no Luxemburgo.
Deus nos ajude a conquistar os campeonatos todos.
Morte aos Infiéis!
Obama vai ou vem?
O Expresso, que é um jornal publicado num país estrangeiro qualquer, diz que Obama “vai ao Porto”. O Jornal de Notícias, que é um jornal publicado em Portugal, diz que Obama vem ao Porto, que é uma cidade portuguesa. Quem fala verdade?
Braga e o Estado Laico
O Estado português é laico.
A Câmara Municipal de Braga é católica, apostólica, romana.
Páscoa subtil

O Lidl Portugal deseja-lhe, subtilmente, uma Páscoa muito feliz.
O resto, tudo o resto é publicidade grátis.
Portugal. The Man
Muito bom som nascido no Alaska (EUA).
Vale a pena clicar no play? – sim, vale.
Mulheres Nuas? ah, isso faz dói-dói

Estamos a ficar muito sensíveis à luz, não?
Em Braga, capital lusa da moral pudica e bons costumes (conferir os anúncios do Correio do Minho), aconteceu o mesmíssimo há uns quantos anos.
Veio a polícia dar-se ao ridículo e levar uns livros de pinturas antigas.
E isto na cidade onde os ditos representantes de Cristo apadrinham, de estola e hissope, supermercados construídos nos seus terrenos.
À revelia da lei dos homens, à sombra do arcebispo e empresário da Fé, o jorge ortiga.
Bela moral. Pudor!
Barracos de Luxo

Gentrificação no Porto?
Barracos por 175.000 euros?
Claro que não! Claro que não!
As Ambulâncias pagam portagem?

Aparentemente já pagam.
Mas convém não esquecer que “estão isentos do pagamento de taxas de portagem os veículos (…) protecção civil, de bombeiros ,ambulâncias e outros veículos de emergência a estes equiparáveis, quando devidamente identificados; (letra da lei)
“Também temos de partilhar as más noticias:
A nossa Ambulância de Socorro, ABSC01, (ISENTA DE PORTAGENS PELA LEGISLAÇÃO) em 2013 utilizou 5 vezes a A23, para um valor de portagens equivalente a 31,95€, cobram-nos agora em cobrança coerciva via AT 1289.15€, infelizmente já tivemos de pagar.
Na passagem pelos pórticos, foto abaixo é perfeitamente identificável a passagem de uma ambulância.
Mas infelizmente há mais, ao confrontarmos a PORTVIAS, fomos brindados com uma lista de portagens desde 2011, que inclui ambulâncias, veículos de combate a incêndios, etc, no valor total de 2 802,94€, antes de entrar em cobrança coerciva, em cobrança coerciva pode chegar hipoteticamente a mais de 69 000€.
PEDIMOS AJUDA, ESPEREMOS QUE A RAZÃO VENHA PARA O NOSSO LADO. Pagar, para prestar socorro, parece bizarro, …mas para já aconteceu e desejamos que pare por aqui.” in Bombeiros Voluntários de Ponte de Sor.
Ao meu menino Jesus
Estátuas que se inauguram em Braga

Sim, é uma estátua de uma garrafa de Coca-Cola.
Tão ridículo e tão ridícula como a do cónego.
O Bengaleiro do Reino
Coisas que nem se ensinam nem se aprendem na escola: idoneidade.
via Eurico de Barros
Prefiro bacalhau
Peixe ou carne? – escolherei bacalhau como prato principal se um dia me convidarem para jantar num cemitério. Prato secundário, Dead Can Dance. Ou o Mestre de Culinária do Quim Barreiros, também pode ser. Como sobremesa, optarei pelo Graveyard Poem do Jim Morrison, nada contra Amália Rodrigues.

Silêncio,
Tenho a religião desta árvore.















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