O acontecimento – Passos Coelho fez hoje o mais repelente e imaturo discurso de que me lembro por parte de um primeiro-ministro do Portugal democrático. Depois de afirmar, com ar beato e bem comportado, a sua obediência às deliberações do Tribunal Constitucional, gastou o resto do discurso a ameaçar precisamente o contrário.
Num patético espectáculo de vitimização, procurando, como um garoto, culpados para os resultados da sua desgraçada governação, atribuiu todos os males que nos afligem e virão a afligir ao dito Tribunal, o qual se limitou, fundado em princípios perfeitamente básicos de qualquer estado democrático – nenhuma democracia deixa de ter nos seus fundamentos os princípios da igualdade e da proporcionalidade -, a confirmar a inconstitucionalidade de normas que consensualmente se sabia que o eram – até Cavaco Silva que, por isso, pediu a sua apreciação (como tal, implicitamente, o PR não se livra de estar incluído no sujo e injusto ataque ao TC). [Read more…]














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