A política tornou-se a arte da mentira, generalização – ou sublimação – da arte de enganar. É por isso que, quando Teresa Leal Coelho diz que o PSD ficou perplexo com a deliberação (o acórdão) do Tribunal Constitucional, eu apenas verbalizo: “E o burro sou eu”?!
Demitam-se incompetentes!
Apesar da fuga dos ratos, a jangada continua a ir ao fundo e desta vez o tiro foi mandado pelo porta-aviões, isto é, pelo Tribunal Constitucional. Confesso que me agrada a derrota dos meus inimigos, ainda que isso esteja longe de significar a minha vitória. E, também por isso, não vou a correr marcar as minhas férias, porque esta gente, que está a ver o chão a fugir, é capaz de tudo.
O Aventar tem sido exemplar no exercício do serviço público de informação na tradução de documentos importantes, mas creio que desta vez, não teremos grandes possibilidades de sucesso com uma tradução para português- fui dar uma voltinha pelo Acórdão do TC e … [Read more…]
Desroubado
Ouvi dizer que recuperei 1/14 do meu salário. E os ladrões, já foram presos?
Perplexos
O PSD ficou perplexo.
Eu não sei se hei-de ficar perplexo com tanta perplexidade ou com tanta lata.
O problema, com esta gente da alternãncia governativa, é que já não fico perplexo com nada. É pena.
“É a lei que tem de conformar-se à Constituição e não o contrário”
Não me pronuncio sobre o acordão do TC porque ainda não o li e porque não sou jurista. Mas sou cidadão, com direito de voto, e pronuncio-me sobre o governo.
Um governo que, com o seu historial, arrisca quatro novos chumbos no Tribunal Constitucional, não é inocente. O problema é, sobretudo, ideológico. Passos Coelho (e Relvas há que lembrar) quer (quis) mudar o país e conformá-lo ao seu sonho ideológico. Para isso, por isso, atropelou todas as fronteiras da decência social e, confirmou-se hoje, da legalidade fundamental.
A jogada era arriscada mas tinha um fito que, para o seu posicionamento político, como meio justificava os fins: empurrar a constituição com a barriga, retirar-lhe solidez prática, desgastar os seus alicerces para, instituída a “normalidade” de não a cumprir, a tornar “dispensável”. Perante factos consumados, demonstrada a sua inutilidade real, a la longue, seria mais fácil revê-la e extirpá-la precisamente dos princípios de equidade e de proporcionalidade. [Read more…]
O que é mais grave?
Um governo que não conhece a Constituição ou um governo que desrespeita a Constituição?
A gravidez de Nuno Crato
Nove meses. Nove meses teve Nuno Crato, o campeão do rigor e da exigência no ensino, o professor universitário, para resolver um dilema que lhe deveria ter tomado uma noite.
Nuno Crato soube, como todos nós, em Junho/Julho, que tinha um colega no governo com uma licenciatura aldrabada, vigarizada, comprada em troco seja de favores, mesuras ou simples solidariedade de loja maçónica.
Vamos lá deixar-nos de tretas: o currículo de Miguel Relvas é tão mau que só pelas notas do propedêutico (em exames que por acaso também fiz e que foram os últimos a sério que ele pelos vistos fez) demonstrava no mínimo uma ignorância de caixão à cova. Equivalências a quem tinha notas destas nem nas mais anedóticas Novas Oportunidades.
Um Nuno que ainda fosse Crato, dizia ao primeiro-ministro: ou ele, ou eu. [Read more…]
Luís Amado e a Jangada de Passos
Chamo a atenção para o que tem sido a palavra convergente [com o Governo] de Luís Amado [o dissidente-herói em lume brando do anterior Governo Despesista ManiCómico]. Está num Banco, dirige um Banco, tem mais é que falar. Falar é importantíssimo, especialmente para um banqueiro que varie o tom e o modo dos ulrichs e dos outros. Falar sobre poesia, coelheira, cultura, caça e, claro, sobre política, em contraponto total ao que tem sido o discurso abaixo de baixo [porca demagogia!] do PS-não-alternativo.
Não vale a pena começar agora a separar a política dos negócios, uma vez que os negócios e a política fizeram um pacto e têm um coito com décadas, os quais, para resumir, explicam grande parte desta crise estrutural portuguesa, pelo que falar de uma é falar dos outros e unir o que o interesse nunca separou. A política deve-nos, aliás, grandes explicações pelos efeitos nulos e contraproducentes dos grandes negócios entretecidos até ao último momento pré-Troyka. [Read more…]
Tretas do Zé Pocilga
O Zé Pocilga estuda em Paris. Zé Pocilga dá entrevistas à RTP. Zé Pocilga é ‘cu-mentador’ residente. E mente, mente e mente, mas não se passa nada. [Read more…]
A chinesa que “leu” Pepetela
Em “Crónicas com fundo de guerra”, Pepetela escreveu:
“Aborrece-me que Deus não nos permita viver um acontecimento como a morte senão uma única vez – e ainda por cima sem direito a ensaios”.
Então Jang Zia “leu”, ensaiou e experimentou!
“Apercebi-me de que as pessoas gastam imenso tempo a pensar em alguém que já faleceu. Quis perceber o que as pessoas pensavam de mim então decidi simular o meu funeral enquanto o posso aproveitar”.
Para concluir:
“Experienciar a morte fez-me apreciar mais a vida”.
Um abraço.
Tenho a plena consciência do preço que paguei ao longo destes anos, das críticas que me dirigiram e, quero dizê-lo sem rodeios, das razões que por vezes lhes assistiam, do julgamento negativo que muitas vezes foi feito quanto à minha participação ou desempenho no governo e, sobretudo, da incompreensão quanto às minhas reais motivações que apenas foram, são e serão servir o meu país.
Não se limitou a falar do que fez. Não lamentou. Não entrou em choradinhos. Foi claro, sincero e assumiu erros. Coisa tão rara na política. Coisa tão rara em Portugal. Agora que Miguel Relvas se demitiu, pode ser que o deixem em paz. Mesmo não concordando com tudo, mesmo considerando que nas críticas que lhe fiz (Regionalização, não fusão de municípios, omissão na CCDRN e RTP-Porto) a razão estava (em meu entender) do meu lado da barricada, não posso deixar de lhe enviar um grande abraço e lhe desejar que seja feliz. Sim, que seja feliz, coisa que hoje, na política, é incompatível.
Relvas – duas perguntas:
– o que vai ser daquele tipo que entrou ontem para embaixador?
– o
drrelvas tinha que fazer 4 cadeiras para ser licenciado e nem essas fez?
A questão está longe de ser administrativa – é política!
Desempregado oferece-se: ao serviço da natalidade
Konigvs
Não é este governo que diz que é preciso ocupar os malandros dos desempregados?
Eu estou desempregado tenho muito tempo livre, o governo que mande umas quantas gaijas aqui para minha casa todas as semanas, com as análises em dia, que eu prontifico-me a trabalhar pela natalidade nacional a troco de um salário mínimo + subsídio de alimentação.
Bem, agora até fiquei a pensar, na volta até vou ao IEFP pedir apoio e abrir um negócio por conta própria, porque isto pode ser uma profissão com futuro:
“-Não tem tempo para pinar?
-Chega a casa cansado e não tem tesão?
-Está farto de olhar sempre para as mesmas mamas e a mesma rata?
Entregue desde já a obrigação das tarefas matrimoniais a um profissional devidamente credenciado para o efeito e livre-se do tédio que é a sua vida sexual.”
Marco António faz de Relvas?
Foi isso que escrevi a 16 de julho:
Marco António no lugar de Miguel Relvas.
Dei por mim a pensar que a recusa do Marco António tem uma de duas razões: substituir Miguel Relvas no Governo ou então, estar prontinho para avançar como candidato ao Porto, uma vez que, ao que tudo indica, a candidatura de Menezes será mesmo ilegal.
Confesso que estando perto de acertar, palpita-me que a marcação homem a homem que o PSD tem que fazer ao Pedro Mota Soares é tão importante que começo a ter dúvidas. O sector social está a aguentar a desgraça total no nosso país e é nessa área que está parte do travão à explosão – o PSD não pode deixar tal capacidade na mão do inimigo e por isso Marco António não o pode deixar sozinho.
Dou por mim a pensar noutro nome – os sorrisos de um deputado na televisão são uma boa pista.
A direita ama-se a si mesma
Crato teve o relatório Relvas dois meses na gaveta, e não se demite. Chamar-lhe ética republicana, nem um monárquico.
Pobre Relvas

Uma vida dedicada à carreira. Uma carreira apontada a um cargo importante num governo abrindo portas aos negócios. Inventou um candidato a primeiro-ministro. Com Marco António Costa precipitou uma ida ao pote na altura mais ingovernável possível.
E, suprema ironia, filado por uma licenciatura-brinde investigada por um jornal tido por improvável, transforma-se na maior fonte de dichotes populares desde o falecido Velhinho Pateta (vulgo Américo Tomás), com a chatice de em democracia e em rede se multiplicarem rumo ao infinito, reduzido àquilo que sempre foi: um ícone da vida política jotinha, gente sem escrúpulos, símbolo máximo da decadência da II República.
Também vou ter saudades deste asno, que me perdoem os equídeos.
Corta Relvas
Vende-se, em bom estado.
Usado apenas uma vez. Especialmente indicado para relvas daninhas
e resistentes.

E agora honra a quem a merece
Carlos Abreu Amorim – quer comentar?
Ou será que Relvas fará parte da equipa que vai trazer para a minha terra?
Às voltas com o que por aí está escrito sobre relvas, na tal lógica de fazer a história – relvas e história, assim mesmo, com letra piquininas – cruzei-me com uma pérola que não resisto a destacar.
É de um deputado do PSD – parece que é ou era do Partido de Manuel Monteiro, foi eleito Deputado pelo PSD em Viana do Castelo e agora é um dos candidatos laranja a Gaia:
«Miguel Relvas está a ser alvo da mais brutal campanha que eu me lembre que alguém tenha sido sujeito, um ministro, nomeadamente nos tempos democráticos. Pedro Passos Coelho não é pessoa para mudar ministros ou fazer remodelações governamentais» em função da comunicação social.










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