Juros da dívida duplicam

Todos sabiam mesmo os que andaram a dizer a Sócrates o contrário, mas os juros constituem uma ameaça séria para o desenvolvimento da nossa economia.

É dinheiro que sai e que se subtrai ao PIB que não cresce, o que representa o rendimento nacional cortado de uma fatia cada vez maior.

A UE já não está com meias e aponta-nos como um grave problema e enrola-nos com a Grécia, a Irlanda, a Espanha , e a Itália,  estas duas últimas com capacidade de sair do problema muito maior do que nós.

É este país, na bancarrota, que tem um primeiro ministro que nos andou a vender, como saída para a crise e para o desenvolvimento, os megaprojectos que se pagam com empréstimos cujos juros duplicaram e que vão continuar a subir, basta ouvir o “ganir” das empresas de “rating”, as mesmas que falharam estes anos todos e que não perceberam nada de nada do que iria acontecer.

De “business as usual” está aí de volta como se nada tivesse acontecido, uns enriqueceram loucamente, outros (a esmagadora maioria) além de mais pobres vão pagar tudo, e tarda que os governos apresentem firmes políticas prudenciais.

Bancos mais pequenos e separados em comerciais e em investimento, penas pesadas para quem rouba e defrauda quem o seu dinheiro lhes confia.

Cá no país, como se vai vendo, não acontece nada. O que vemos é os banqueiros a queixarem-se que vão pagar mais impostos, a ameaçar que se vão embora. As medidas a tomar para controlar a ganância têm que ser a nível global tal qual as falcatruas!

Eu pago para que políticos, banqueiros e gestores das empresas públicas se vão embora!

Prof. Dr. Engº José Sócrates

Com o curso tirado numa escola de grande reputação – A Independente – (nome apropriado tendo em vista a sua particular independência em relação ao conhecimento e ao mérito), o nosso primeiro e os seus ministros chamam empresários e economistas para lhes darem aulas de política e de empreendorismo!

Com um curriculum particularmente activo e com obra feita (vejam-se as famosas casas ) e com passagem na JSD, meteórica, é certo, mas de grande relevo, e na JS com êxito absoluto (chegou a secretário de Estado, a ministro e agora a primeiro-ministro), José Sócrates tem mais do que capacidade para dar lições a quem arrancou com empresas, vende para a exportação, paga a trabalhadores e ainda paga impostos!

Ontem, no CCB, chegou atrasado 45 minutos, sem um desculpem, avançou com um discurso que ninguém percebeu se se tratava do “seu sonho de menino” e, antes que alguém dissesse alguma coisa, arrancou como chegou e deixou toda a gente a falar sozinha.

O Dr. João Salgueiro ( um tipo que tirou o curso numa coisa que está instalada numa rua que se chama “Quelhas” o que diz tudo sobre a sua reputação), ainda foi dizendo que o sr primeiro-ministro tinha dado uma prova de grande orador, mas que  tinha falado de coisas que ninguem entendia, tal era a complexidade do tema e a originalidade!

À noite, no que já foi o “Prós e Prós e agora é o “Contra e Contra”, na RTP1, todos os que lá foram debitar assuntos sem interesse, disseram que não conheciam as matérias em que o governo é perito o que mostra bem o avanço civilizacional que, Portugal pobre e mal agradecido, não reconhece.

Entretanto, o ingrato e pouco reconhecido Constâncio já veio para aí dizer que “está muito pessimista”, eu percebi logo que se referia ao lugarzinho na Europa, era o que faltava quando o país vai de vento em popa, que a questão fosse os desempregados, a dívida e o déficite.

E é preciso que se perceba de uma vez por todas. O nosso défice é igual ao dos outros países, o endividamento também, por isso nada de chatear, porque a capacidade para  aumentar a riqueza para pagar isso não é igual, mas também não há pressa nenhuma em pagar.

Afinal, o que querem? Não andamos sempre com uma mão à frente e outra atrás?

Pode ser um grande orçamento…

Ninguém gosta do Orçamento, não responde às questões essenciais, levanta muitas dúvidas quanto à credibilidade, as empresas internacionais de notação financeira dizem que sabe a pouco, querem que o governo saia rapidamente, para onde entrou, empurrado pelas mesmas que agora o querem de lá para fora

E, no entanto, pode ser um grande orçamento!

Os banqueiros, perante o aumento de impostos para os seus chorudos vencimentos e prémios ameaçam ir-se embora. Há melhor notícia para o país ? Não há! Por mais voltas que se der, esta medida, se colocar fora do país os banqueiros nacionais é a maior contribuição para termos um país decente.

O Déficite e a Dívida são de tal monta e a contribuição deste orçamento para o seu controlo, é tão pequenina, que o mais certo é não haver ninguem que nos empreste dinheiro. Encontram melhor maneira para não se gastar mais dinheiro mal gasto?

As Parcerias Público- Privadas são de tal forma prejudiciais para o Estado que a sua continuação, será sériamente colocada em dúvida e a sua legalidade comprometida, como o próprio Tribunal de Contas tem vindo a anunciar.

O congelamento dos salários é tão injusto que, de uma vez, abrirá os olhos a quem acredita nas mentiras que Sócrates e o seu governo têm aventado todos estes anos a fio.

Os megainvestimentos estão seriamente comprometidos por falta de dinheiro e pela incapacidade de o pedir emprestado, pelo que melhor notícia não pode haver.

E, após, estas misérias todas, até pode ser que o próprio Sócrates perceba que não faz nem deixa fazer…

O banqueiro brincalhão, a dívida, os direitos

O défice afinal era outro, donde a obsessão com ele estar a encher as notícias. Os funcionários públicos vão perder poder de compra, os não públicos é já a seguir, um banqueiro preocupado porque as mordomias dos banqueiros vão timidamente pagar imposto, coitados dos banqueiros, é o discurso que vai ocupando a comunicação, que nestas coisas é muito social, à sua maneira.

Mas também há direitos, ou não há, para começar o direito ao trabalho, sem recibos verdes, com contratos, com regras, e esta petição. Peticionar é o pouco que sobra quando só se olha para um lado do défice, se esquece o que gastamos com os banqueiros

A banca teve “um comportamento espectacular nesta crise

também disse Ricardo Salgado sem se rir, Ricardo Salgado: vá viver com o salário mínimo um mês, apenas um, que todos temos direito ao riso, e eu quero rir à sua custa, olho por olho, gargalhada por gargalhada.

Madrilenos na Caparica em TGV!

Os megainvestimentos eram decisivos, já a correr e a saltar. Sócrates já vem dizer que se trata de preparar, não é para amanhã, temos que olhar as contas do Estado, o déficite, a dívida, enfim, tudo o que os maus da fita lhe vêm dizendo há pelo menos quatro anos.

Entretanto, o Ministro das Obras Públicas (outro pândego) veio dizer hoje que Lisboa vai ser a praia de Madrid, com o TGV é um saltinho, é ver os madrilenos saírem a meio da tarde de sexta-feira e virem dormir à Caparica. Este é o maior argumento e o mais original para defender a construção do TGV!

Estou convencido!

Mas não ficamos por aqui, o Ministro das Finanças  (este tem mais responsabilidade porque é economista e o nosso Primeiro…) já vem dizer que, afinal o mais certo, é aumentar impostos, tiraram-lhe o “pagamento por conta” o tal que é cobrado às empresas antes, e muitas vezes, sem terem lucros. Grande maneira de tornar as nossas empresas competitivas e, em último, obrigarem-nas a fecharem e contribuírem para o aumento do desemprego.

Como sempre se soube este governo não tem nenhuma política para sair disto! Vai seguir as regras como os outros, o país vai ficar mais pobre e os milhões que entraram no bolso dos banqueiros e dos especuladores, vai ser tirado a quem trabalha!

O tolinho salta de contente…

Perante o desastre eminente e a proximidade da discussão do Orçamento, multiplicam-se as vozes a alertar para a situação do país e para a necessidade de se falar verdade!

Primeiro, o Presidente da República veio, na sua declaração de Ano Novo, repor a verdade dos factos em contraponto ao verdadeiro chorrilho de mentiras com que Sócrates nos brindou dias antes.

Para Sócrates, fomos o último país a entrar na crise e o primeiro a sair, todos os dias inaugura obras que já inaugurou meses atrás, não vê as empresas a fechar e o desemprego a aumentar, não ouve Constâncio, nem João Salgueiro, Luis Campos e Cunha, as instituições financeiras internacionais que nos apontam como um dos países em risco de entrar em colapso…

A Grécia apanhou um “ventinho” do Dubai e entrou em órbitra e se não se aguentar, o efeito pode-nos atingir sem piedade.

O sobre-endividamento aconselha prudência e caldos de galinha, senso e humildade, nada que o nosso primeiro tenha. Tudo para ele são favas contadas, como se alguem acreditasse que, estando lá ele há cinco anos e nada tenha feito, o vá fazer agora.

Entretanto a Islândia, com um sobre-endividamento igual ao nosso soçobrou. O que quer dizer que vai entrar noutra crise, não consegue crescer para poder conter e pagar os déficites. Estudos efectuados sobre os últimos 200 anos, mostram que o endividamento é um factor crucial para a evolução da economia. Portugal com o nível de endividamento que tem já não cresceu na última década e vai continuar a não crescer nos próximos dez anos ( Luis campos e Cunha/ Rogoff).

Entretanto, na primeira reunião para discussão do Orçamento já se fala abertamente em aumentar impostos, coisa que há um mês atrás era uma herezia.

É neste contexto que os sábios estão preocupados e os tolinhos estão optimistas …

O sábio aponta a Lua, o idiota olha o dedo!

A dívida do Estado de que Sócrates nunca fala, é um dos factores que mais entorpece o desenvolvimento da economia. Desde logo porque uma parte significativa da riqueza criada vai para fora à conta dos juros; depois porque as taxas praticadas são cada vez maiores e os empréstimos são obtidos em condições muito desvantajosas; e os investimentos em que esses empréstimos são aplicados, muito raramente têm o retorno que possibilite o pagamento atempado.

Claro que nada disto interessa se o objectivo for fazer betão para alimentar a máquina das construtoras e dos bancos. As parcerias Público/Privadas são contratos onde o Estado reserva para si todos os riscos, com compromissos leoninos que admitem toda a sorte de negociações, rearranjos e golpes com vista a favorecer as empresas do regime.

Quando todos os economistas que não precisam do Estado para viver, indicam o precípicio para onde o país caminha, Sócrates vem-nos dizer que as gerações futuras não nos perdoariam se não fizéssemos hoje, as obras. Não diz que as gerações futuras nem sequer cá estão para saberem que vão pagar com o que não têm. Uma economia que gere riqueza! E sem riqueza vão pagar com o desemprego, com o nível de vida, com o atraso do país, como está aí à vista de todos, após décadas de investimentos públicos!

Porque pedir emprestado dinheiro lá fora e depois dar à manivela das betoneiras, todos fazem, é simples e fácil, dificil, seria pôr o tecido empresarial a produzir bens e serviços transaccionáveis que se exportam, que substituem importações. Isso é que teria mérito!

A lógica do Estado corporativo

O referendo é a instituição democrática por excelência e praticamente a única que temos em Portugal. Mesmo as eleições, são de tal maneira formatadas pelos directórios partidários, com candidatos tão afastados do povo e dos problemas, que pouco significado democrático têm.

Mas o que se vê é que nós portugueses, pouco poder  democrático temos e, mesmo esse, rapidamente o transformamos em qualquer coisa pouco credível, ao sabor dos interesses de classes, de pessoas e de corporações.

Há casamento gay? Porque não o referendo? Logo vêm à liça os que querem que a Lei passe, interessa lá o referendo! Regionalização? Venha lá a regionalização e depressa que isso do referendo só atrapalha. E o referendo? Não interessa nada, “eles” resolvem, os tais que passamos a vida a criticar, os tais que não têm credibilidade nenhuma, “eles” tratam, e nós, cidadãos, somos pelas nossas mãos os verbos de encher que merecemos ser! [Read more…]

Só o nosso primeiro não está preocupado…

ECONOMIA GLOBAL – EUROPA – EURO – PORTUGAL

Na plêiade de países em risco de entrar em «default» (falha nos pagamentos da divida externa = bancarrota), Portugal – pasme-se – não está entre os primeiros 10.

Reino-Unido, Grécia, EUA, Irlanda, Argentina, Espanha, Turquia, Dubai, Japão, lideram neste momento este ranking.

O Reino-Unido comanda distanciadamente este ranking, pois congrega várias condicionantes que empurram aceleradamente este país para um estado de bancarrota. A Libra tem vindo a deslizar face ao Euro, prevendo-se que atinja muito em breve a paridade 1 Libra = 1 Euro, ou até mesmo uma cotação inferior ao Euro. Soluções possíveis, prováveis: Fim da Libra, adesão ao Euro, intervenção indirecta do BCE, a curto prazo, se não for antes o FMI.

A Grécia, está neste momento confrontada com uma divida externa que já supera o valor anual do PIB, e prevê-se que fechará 2009 com um défice do orçamento de estado próximo dos 15%, de resto valor muito idêntico ao do Reino-Unido. Solução possível, provável: Saída do EURO, ou intervenção indirecta do BCE, no curto prazo.

Os EUA, continuam a usufruir da Dolarização da economia mundial, especialmente das reservas dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia & China) estarem tituladas em USD., veremos por quanto tempo maís.

No entanto a velocidade de endividamento do estado norte americano e o actual recurso (único) á emissão de moeda, empurrará o dólar muito em breve para uma cotação inferior a 2 USD = 1 Euro. (O que será das exportações Europeias ?) Solução possível: Forte redução das despesas do estado nomeadamente as despesas militares.

Sem a disciplina imposta pelo pacto de estabilidade que está na base do Euro, Portugal seria hoje um país falido, sem qualquer credibilidade nos mercados internacionais e portanto sem crédito. Com despesas sociais a absorverem anualmente 80% das despesas correntes do orçamento de estado, tentem agora imaginar em que situação económica e social nos encontraríamos?

A Índia adquiriu recentemente 200 toneladas de ouro, tendo-nos finalmente ultrapassado e relegado agora para a 13ª posição mundial em reservas de ouro (7º em 1973), com as nossas 382,5 Ton, (a nossa vizinha Espanha tem menos 100 Ton.).

As nossas reservas de ouro, não chegam hoje para assumir mais do que 5% da nossa divida externa (em 1973 , não havia divida externa de monta, excepto o plano de financiamento da Ponte sobre o Tejo).

A liberdade de expressão sai muito cara…

PS: enviado por leitor identificado

Há tempestade no horizonte

O Dubai anda com uma mão atrás e outra à frente, vale-lhe pertencer aos Reinos Árabes Unidos que podem muito financeiramente, e não o deixam cair. Muitos investimentos públicos, muitos serviços financeiros e de lazer, muita economia de casino, uma dívida colossal que não consegue pagar.

Agora está aí a Grécia, com uma dívida maior que a nossa, sem indústria e agricultura que dê consistência à sua economia. Vive dos serviços, turismo e pouco mais. Se a Grécia não se aguentar no euro quem se perfila a seguir? O paraíso socrático!

A UE não vai deixar, porque isso seria uma machada no Euro e na coesão da UE, mas a situação da Grécia, não pode deixar esquecer a Islândia cheia de serviços e que tambem anda com uma mão à frente e outra atrás. E a pedir para entrar no UE!

Portugal está numa situação muito pior que a que nos pintaram nos últimos quatro anos. O déficite está nos 8.7%, a dívida nos 100%, o crescimento é abaixo de zero, o desemprego está acima da barreira mítica dos 10%.

E é nesta situação que querem construir o TGV, autoestradas e outros megainvestimentos, com recurso à dívida externa que não conseguimos pagar. A notação financeira de Portugal já baixou para medíocre o que quer dizer que os investidores olham para o país como potencialmente, incapaz de cumprir e, como sinal que o dinheiro, se o emprestarem, vai ser mais caro. Mais risco de incumprimento, mais caro!

Como é que se paga a dívida se não crescemos? Criar riqueza é que é o ponto, pedir dinheiro emprestado e fazer obras de betão todos fazem. Todos andam preocupados menos o Primeiro Ministro que, qual tolinho, salta de alegria no meio dos escombros…

Aumento de Impostos – está no programa?

Se me tenho lembrado mais cedo, mais cedo o nosso governador do BdP teria encetado a "campanha de consciêncialização" do povo para a necessidade de aumentar impostos.

 

Nenhum partido falou nesta possibilidade, bem pelo contrário, uns mais outros menos, do que se falou foi da hipótese contrária. Baixar os impostos!

 

 

A senhora Merkel, para conseguir uma coligação com a direita, teve que ceder nesse particular, baixar impostos. Essa é, de facto, uma grande ajuda para as empresas e para o relançamento da economia. 

 

Em contraciclo, aí vamos nós para o aumento de impostos, não que isso seja bom para a economia e para o país, mas porque a despesa pública galopa, é cada vez maior, e o Estado precisa de mais dinheiro. E arranja-o da única forma que conhece, tirando-o ao cidadão e às empresas.

 

Para os que viam intenções malignas nos que bradavam que o dinheiro metido na Banca servia para salvar ricos, pagos com dinheiro dos contribuintes, têm aí a resposta. Quanto custou ao PS controlar o BCP com o dinheiro da CGD? E no BPN? E no BPP? A ressaca vem a caminho, nacionalizaram-se os prejuízos e o contribuinte paga a factura.

 

E qual vai ser o imposto a aumentar? O que dá mais dinheiro e mais rapidamente, o IVA! Levam todos pela mesma tabela, ricos e pobres, empresas produtivas e casinos, é só arrebanhar, é democrático.

 

O problema (há sempre um poblema) é que os nossos produtos vão ficar mais caros, vamos exportar menos (única saída para a crise) vamos ter menos dinheiro para gastar, comprar menos, não vamos conseguir puxar pelo consumo interno e pôr as empresas a produzir e a vender mais.

 

Como uma parte cada vez maior das receitas do Estado, vai para o serviço da dívida, cada vez maior, e o relançamento da economia não se faz, (logo não há maior receita,) apesar de aumentar impostos o Estado vai ficando com menos dinheiro, e a possibilidade de isto entrar num "buraco negro" é mais que muita.

 

Vai ficar para quem vier a seguir. O empobrecimento do país e de nós todos!

 

A herança socialista

No Expresso:

 

Um buraco negro de cinco anos em que Portugal andou a marcar passo e a engordar o estado, que vai sair da crise mais pesado que nunca. Desde a década de noventa, Estado empresas e famílias andam a gastar acima das possibilidades e o fim da linha está cada vez mais próximo. A economia nacional, que já teve quase dez anos de fraco crescimento, pode continuar a marcar passo mais uns anos.

 

Como é que se resolve esta complicada equação que mistura ingredientes esplosivos como fraco crescimento económico, desemprego elevado e contas públicas desequilibradas?

 

Não há espaço para aumento de impostos e o caminho tem que ser emagrecer o Estado. Temos que ir à raiz do problema, temos despesa pública a mais. Devíamos congelar a dívida pública ao nível de 2008 durante dois ou três anos.

 

Mas onde há flexibilidade para congelar despesa? Nas pensões e nas despesas de saúde mas aí quem aguenta a factura são os mais pobres! A irresponsabilidade pode levar a isso.

 

A dívida externa está nos 100%, se não fosse estarmos no Euro a festa já tinha acabado.

A crise internacional está quase a acabar fica a nacional que dura há vários anos, e esta só se resolve com a criação de riqueza, com a produção de bens transaccionáveis de exportação e que substituem importações.

 

Mas para isso é preciso muito trabalho, determinação e competir em mercados muito exigentes. É dificil e meritório, é mais fácil fazer obras públicas !

O tabu de Sócrates

Não fala, ofende-se se lhe falam no assunto, não quer saber, não existe. É assim que Sócrates encara o endividamento externo.

 

Quanto é? Como vai pagar ? Quanto custa ?

 

É que se respondesse a estas perguntas teria que dizer como é que vai pagar os megainvestimentos. Não tem dinheiro, paga como ? Com mais endividamento ? Muito dificilmente arranjará quem lho empreste em condições razoáveis. Esconde dívida com "contabilidade criativa" ? De certeza!

 

Uma forma são as parcerias público/privadas. Os privados investem e depois exploram, com o Estado a pagar ou os contribuintes , como é o caso das SCUTS. Se os contribuintes não pagam tudo porque o investimento não é lucrativo, paga o Estado, isto é, nós!

 

Só que sendo os privados a investir, não deixa de ser um compromisso do Estado, que devia estar relevado nas contas públicas, mas que não está, assim escondendo dívida, mas que não desaparece, alguem vai pagar.

 

São as chamadas "marteladas" nas contas, quem vier atrás depois arranja um "constâncio" e põe aquilo "à vela"…

 

Quem não escapa é o "pagode" esse paga e paga tudo!