Ponham-se finos: dívidas há muitas, seus palermas

Socorro, chamem o Merdina Carreira, que horror, valha-nos o S. João Duque, um deputado do PS disse o que é óbvio: não pagar é o único caminho para entre outras coisas pagar a dívida que seja mesmo devida. Porque juros de usurário não são para pagar meus senhores. Porque nunca pagaremos, como é evidente, seguindo este caminho nunca teremos crescimento económico que o permita. Pedro Nuno Santos tem razão, quem não a têm é quem agora dá o dito por não dito, incluindo o próprio.

A estupidez da direita portuguesa não é bem estupidez: pagar uma dívida que não sabemos qual é nem que a arranjou (e amanhã espero que se comece a investigar no âmbito da Auditoria Cidadã) é uma boa desculpa para aumentar o desemprego e os horários de trabalho, reduzir os salários e robustecer os lucros e já agora meter os trabalhadores virados para a parede.

Isto é uma evidência, mas uma comunicação social manipuladora transforma a verdade em mentira e a mentira em verdade, tal como o outro não transformou a água em vinho (e adeus, Christopher Hitchens, deus não existe e não é pequeno nem grande).

Petição sobre a dívida da Alemanha à Grécia em reparação pela invasão na II Guerra Mundial

Justification – In Detail

Germany Should Pay its Long-overdue Obligations to Greece

In the summer of 1940, Mussolini, perceiving the presence of German soldiers in the oilfields of Romania (an ally of Germany) as a sign of a dangerous expansion of German influence in the Balkans, decided to invade Greece. In October 1940, Greece was dragged into the Second World War by the invasion of its territory by Mussolini. To save Mussolini from a humiliating defeat, Hitler invaded Greece in April 1941.

Greece was looted and devastated by the Germans as no other country under their occupation. The German minister of Economics, Walter Funk, said Greece suffered the tribulations of war like no other country in Europe.

Justificação – em detalhe

A Alemanha devia pagar as suas obrigações à Grécia, há muito em dívida

No Verão de 1940 Mussolini, apercebendo-se da presença de soldados alemães nos campos petrolíferos da Roménia (um aliado da Alemanha), considerou isso um sinal perigoso da expansão da influência alemã nos Balcãs e decidiu invadir a Grécia. Em Outubro de 1940, a Grécia foi arrastada para a Segunda Guerra Mundial pela invasão do seu território. Para salvar Mussolini de uma humilhante derrota, Hitler invadiu a Grécia em Abril de 1941.

A Grécia foi saqueada e devastada pelos alemães como nenhum outro país durante a ocupação alemã. O Ministro Alemão da Economia, Walter Funk, assumiu que a Grécia sofreu as atribulações da guerra como nenhum outro país da Europa.

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Ingratos. não compreendem nada…

A Diáspora Grega

Carta do Canadá, Fernanda Leitão

O ramo canadiano do Conselho Mundial Helénico está a desdobrar-se em intensa actividade para participar da recolha de fundos em todas as comunidades gregas espalhadas pelo mundo, com o objectivo de ser paga a dívida externa do país e, assim, o salvar da sujeição a que parece condenado pelo clube, europeu e dito democrático, a que pertence. Convém adiantar sem perda de tempo que, segundo decisão do Conselho Mundial, os pagamentos serão feitos directamente ao FMI, BCE e UE. Portanto, o dinheiro não passará pelas instâncias oficiais gregas, o que diz de forma eloquente do cepticismo dos seus emigrantes. Entendem, e bem, que a pátria tem de estar acima das engrenagens partidárias. E com esta tomada de posição dão uma bofetada de luva branca nos milionários gregos que, como acontece com milionários doutros países, apenas se preocupam em pôr o seu dinheiro nos paraísos fiscais, sem o menor respeito pelo seu povo.

Por alguma razão se diz que a pátria da burguesia é a carteira, já que até com as crises dos países mais aumenta património e contas bancárias. Se o Conselho Mundial Helénico conseguir prestar este serviço ao seu país milenar, berço da democracia e da civiização ocidental, será fácil antever a tremenda força com que ficará junto do seu povo e a mudança que se operará na cena política.
 
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A Alemanha é caloteira

Os americanos adiaram o pagamento da dívida para depois da Segunda Grande Guerra, até terem imposto em 1953 aos seus aliados o acordo para a dívida de Londres, um exercício de perdão da dívida da Alemanha em termos bastante generosos. O milagre económico da RFA, a estabilidade do marco alemão e a saúde das suas finanças públicas foram o resultado deste generoso perdão.

(…)

Na verdade, o acordo de dívida de Londres adiou a questão das indeminizações – incluindo o pagamento de dívidas de guerra e o dinheiro dos impostos nos países ocupados pela Alemanha durante a guerra – para uma conferência a ter lugar depois da reunificação. Esta conferência não chegou a acontecer: desde 1990, os alemães teimosamente têm-se recusado a abrir esta caixa de Pandora. As poucas indemnizações pagas, a maior parte a trabalhadores escravizados, foram canalizadas através de ONG’s, sobretudo para não ser aberto um precedente. Apenas um país se tem oposto abertamente a este procedimento, tendo tentado ser compensado através dos tribunais: a Grécia.

Leia o artigo completo do Guardian no Arrastão

Cuidado com as poupanças

São cerca de 30 milhões de Euros, a dívida do Ministério da Justiça aos advogados que prestam apoio judiciário a quem não tem dinheiro para pagar custas judiciais ou honorários.

Além da questão da dívida em si – que só reforça a mentalidade caloteira enraizada no nosso país, da qual o Estado é o maior responsável pelo exemplo que dá -, está em causa saber qual o modelo que o presente Governo quer implementar? Qual o sistema de protecção jurídica para salvaguardar os mais desfavorecidos, num país onde as custas judicias são próprias de um serviço de luxo?

A criação da figura de Defensor Público em detrimento do pagamento dos serviços prestados por advogado, representaria um perigoso retrocesso em sede de cidadania: o cidadão mais desfavorecido deixaria de poder contra com os serviços de um profissional liberal, independente, sujeito a disciplina ética e deontológica, para passar a ser servido numa lógica de funcionalismo público, com os clássicos horários de atendimento e sem quaisquer garantias de totais independência e responsabilidade. [Read more…]

Quem o Ouvir Não é Mouco

“O pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português”

Jardim entende que “o pecado da Madeira foi saber aproveitar a autonomia de quem quis continuar a ser português” no processo depois do 25 de abril.

“Porque não optámos pela independência, mas por ser portugueses, embora com autonomia própria”, frisou, acrescentando que, “se calhar, Lisboa ficou aborrecida com isso. Se pudesse queria entregar tudo. Ia a Madeira, Açores e as Berlengas”.

“Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas”

Para Jardim, “o pecado da Madeira foi primeiro ganhar autonomia política, quando as antigas colónias romperam com Lisboa”, acrescentando que o Estado português “continuou a mandar-lhes dinheiro de graça”.

Mencionou que “Angola tem petróleo, ouro e diamantes, mas Lisboa continuou a mandar-lhes dinheiro e a pagar dívidas”.

Referiu mais uma vez que decidiu aumentar a dívida da Madeira para evitar que a região parasse, destacando que esta “tem património. Tem ativos. Não comeu e bebeu o dinheiro. Não gastou em subsídios. Não está como as empresas públicas, que só têm coisas velhas no seu património”.

“Por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974”

O candidato do PSD-M questionou “por que é que o Estado português continua a esconder a quantidade de dinheiro que direta e indiretamente dá às colónias desde 1974 e só fala da Madeira?”, justificando a pergunta com o argumento de que o Governo Regional “pôs tudo clarinho cá fora”: onde estão as dívidas e onde gastou o dinheiro.

“Onde está a dívida direta do Estado?”, interrogou.

In Expresso 2/10/2011

A golpada

Anda pelos jornais, e um deputado do BE requereu a confirmação ao Ministério das Finanças, uma estorinha que a ser verdadeira transformaria o caso BPN na maior burla da História de Portugal, deixando o Alves dos Reis no capítulo dos meninos de coro.

Em 2006 a Amorim Energia teria pedido um empréstimo de 1600 milhões de euros ao BPN, o qual entretanto não pagou. Ora e de quem é a Amorim Energia? do trabalhador Américo Amorim, da Santoro Holding Financial, da trabalhadora Isabel dos Santos, e da Sonagol. E quem é o accionista maioritário do BIC que comprou o BPN? a Santoro Holding Financial.

Com casos destes na vida real, quem precisa de ir ao cinema?

As guerras do canal de distribuição e das moedas (2)

(segunda e última parte desta  divagação)

É quase um lugar comum afirmar que o cavalgante custo do dinheiro emprestado resulta de uma guerra das moedas. Nesta perspectiva, um conjunto indefinido de pessoas e corporações agiriam de uma forma consertada para fazer dinheiro à conta dos que precisassem de pedir emprestado. Sem duvidar que isso acontece, esta explicação confunde a consequência com a causa, já que este cenário só ocorre porque quem se endivida não tem outra solução que não seja essa.

Mais do que bramar contra os moinhos de vento, interessa perceber como é que aqui se chegou. É neste contexto que entra em jogo aquilo a que chamo de canal de distribuição e que constitui o grupo dos que fazem as pechinchas orientais cá chegarem para serem vendidas a preços  ocidentais.  [Read more…]

As guerras do canal de distribuição e das moedas (1)

A China fez hoje saber que a sua agência de notação financeira desconfia da capacidade dos EUA para pagarem as suas dívidas e recomenda-lhes cautela, particularmente no que respeita os gastos militares, que é como quem diz, tenham juízo e deixem de intervir nos conflitos mundiais. Sendo a China o maior credor dos EUA, esta mensagem vai muito para além do aviso.

Até há poucos anos poderio militar e económico eram sinónimos mas essa realidade tem sofrido considerável mutação. Neste momento, o ocidente continua com o domínio do poder militar mas perde a passos largos o poder económico. Já o oriente está na situação inversa, ainda sem o domínio militar mas, claramente, em vantagem na questão económica.

Existe um sério risco do ocidente tentar puxar o fiel da balança para o seu lado usando o poder que ainda controla. Cada desvalorização dos ratings das dívidas é mais um empurrão para a guerra. Esperam-nos tempos conturbados.

(continua)

Fugiu-lhe a boca para a verdade

Até hoje, só houve ganhos para os alemães, porque recebemos da Irlanda e de Portugal juros acima dos refinanciamentos que fizemos.

Palavras do presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), Klaus Regling, ao Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Eu comentava isto, mas tenho uma dificuldade: a Norte do Mondego fala-se um português que abaixo da serra dos Candeeiros é visto como má educação, uma pouca vergonha, é só impropérios, etc. e tal. Como o Aventar é lido até no Algarve (incluindo o Alentejo que usa e abusa da porra mas se encolhe perante uma simplória merda), tenho o problema da geografia do palavrão (um texto que precisa de uma nova edição revista e acrescentada, vou pensar nisso).

Prontos, não comento.

A sombra do colosso

shadow of the colossus D

 

Passos não fala em herança de Sócrates, mas admite “desvio colossal”

Obrigado Moody’s

LixoTenho ouvido cobras e lagartos por causa da Moody´s ter classificado a dívida portuguesa como lixo mas acho que estão todos errados e não vislumbram o bem que empresa fez à nação. Em primeiro lugar, o lixo deita-se fora ou recicla-se, levando a que algo incomodo deixe de chatear, ou até seja transformado em algo útil. Temos assim legitimidade para fazer desaparecer o buraco das nossas contas, algo que os governos anteriores procuraram fazer com os habituais truques de contabilidade mas sem que lhes fosse reconhecida legitimidade para tal. Agora, se um estrangeiro nos diz que podemos chapar fora este lixo, então é porque tal se pode de facto fazer.

Em segundo lugar, todos nós sabemos que quanto mais alto se está, maior será a queda. Ora bem, em Fevereiro (sim, há cinco meses apenas) o nosso governo fartou-se de gabar o excelente estado das contas públicas, que até tinham um excedente orçamental, e foi o que se viu. Sempre a piorarmos, sempre em queda. Agora a Moody´s veio dizer que estamos no lixo, que batemos no fundo, pelo que, a partir daqui, será sempre a subir. Só boas notícias para animar esses medrosos dos mercados, da bolsa e dos investidores.

Vá, agradeçam a quem nos ajuda, vá lá.

Às vezes não parece, mas estamos todos no mesmo barco

Arca de Noé

 

Presidente do Eurogrupo propõe ajuda à Grécia vinda do orçamento da UE

Dividocracia

Clique na imagem para ver o filme

Este é um vídeo feito pelo público, fique descansado, não vai ver este vídeo aparecer nos media tradicionais.

Quando estiver a ver o vídeo, clique na imagem igual à que se mostra ao lado, para obter legendas em português.

 


 
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Depois do FMI nunca, chegou a reestruturação jamais

Não se compreende portanto que alguém, fingindo-se muito indignado, possa dizer alto e bom som – “reestruturação jamais” – sem corar de vergonha. Se uma coisa é certa – e acerca dela nem sequer há divergências entre economistas de esquerda e de direita – é que com estas perspectivas de recessão e estas taxas de juro, a dívida das periferias não é pagável. É matemático: a dívida explodiria.

(…)

Na realidade, o que se passa é que alguém anda a querer ganhar tempo. Tempo para quê? Talvez para limpar dos balanços dos bancos o lixo tóxico (títulos de dívida pública e privada grega, irlandesa e portuguesa). Alguém anda a querer “repatriar” a dívida para que o “corte de cabelo” quando vier não o afecte. O tempo que esse alguém anda ganhar, para nós é tempo perdido. O que estão á espera para articular posições com a Grécia, a Irlanda e a Espanha (e outras vozes razoaveis na UE)? Ainda acham que podemos ser contaminados por algum virus mediterranico?

A ler: Reestruturação, jamais? José M. Castro Caldas.

Também para memória futura.

Via Facebook:

FONTE

É melhor não dizerem aos senhores do Governo…

… que houve um senhor chinês, a residir em Portugal, que penhorou a mulher como garantia do pagamento de dívidas.

Uma dívida de 50 mil euros entre chineses, sujeita a juros altíssimos, foi o pretexto para um credor raptar e manter em cativeiro durante uma semana a mulher do devedor. A vítima foi libertada pela PJ-Porto. In JN

Se o Governo sabe, ainda penhora toda a gente, mulheres, homens, como garantia de pagamento da dívida externa.

Sócrates negou três vezes

socrates-nega-3-vezes

Se não foi vender dívida foi fugir da campanha eleitoral. Ou as duas, pela ordem que se preferir.

EDP: cautela com o que nos vêm exigindo

De uma consumidora alarmada uma mensagem do teor seguinte:

 “Gostaria que me tirassem uma dúvida:

Mudei de casa e pus termos ao contrato anterior com a EDP.

Agora recebi uma factura com acertos, desde 2005, num valor que me deixou estarrecida 2 200 euros.

Tenho de pagar?

Não tendo dinheiro nem para liquidar metade, como faço?”

Ante a concreta hipótese de facto suscitada, importa tomar em conta o que segue: [Read more…]

Da cegueira…

Hoje os especuladores esfregam as mãos de contentes: com uma taxa de juro como esta (6,7%) até eu ficava eufórico!

O nosso país, hoje, ao colocar os quase 600 milhões de euros a uma taxa de juro desta grandeza (6,7%) vai pagar, por ano, só em juros qualquer coisa como 41 milhões de euros! Em Abril de 2010, para a mesma quantia, pagava 25 milhões de euros. Porreiro, pá!

Anda tudo doido…

O teste do stress…

Começou por ser o “stress test” mas rapidamente passou a  teste do stress. Os bancos só agora descobriram que com a divulgação dos resultados do teste, vamos todos ficar a saber qual a exposição “às bolhas” e “às dívidas soberanas” de países como a Grécia, Portugal, Espanha, Itália…

Vai ser um corridinho aos depósitos, mas para levantar a massa, não para depositar, quem é que acredita em bancos que estão expostos a dívidas e a riscos que os podem mandar para a falência? Por causa de rumores, bem menos sólidos, já o BCP anda a fazer queixinhas ao PGR, os meninos não acreditam no banco…

Entretanto, nos United States, onde não se brinca em serviço, já passou no Senado uma proposta para regulamentação dos bancos, muito rigorosa, com toda as lições que esta crise trouxe, bem ao contrário da União Europeia onde se  faz de conta ” que não se passa nada”. A senhora  Merkel está  mais interessada em controlar os “PIGS” e os seus déficites do que relançar a economia.

Quem lhe diz que é muito mais perigoso cair em recessão económica do que ter uma inflacção descontrolada? E meias por meias ? Fazer crescer a economia e controlar num prazo mais longo?

A Turquia e a Grécia – problema político que dá dinheiro!

Este é um assunto político que deveria ter uma solução política. E que se saiba uma solução política não precisa de sustentar 100 000 soldados de um lado e outro, nem precisa de seis submarinos de um lado e outro.

Seria por aqui que a União Europeia deveria pegar no assunto para resolver o déficite das contas públicas da Grécia e, ao mesmo tempo, trazer a Turquia para dentro da União. É fácil, é barato e dá milhões! Mas assim, a vender armamento, temos a Alemanha a emprestar o dinheiro dos contribuintes alemães à Grécia, tão mal vista pelos alemães, os mesmos que vão lá cobrar uma taxa altíssima para remunerar as poupanças dos cidadãos alemães que estão tão zangados com a Grécia! Confusos?

Não estejam que eu explico outra vez. A Alemanha afunda as finanças públicas da Grécia , vendendo-lhe armamento e depois empresta-lhe o dinheiro dos seus cidadãos, para que a Grécia pague os submarinos, assim, fica a Grécia com os submarinos que não servem para nada e com a dívida e os Alemães com o dinheiro cobrado dos submarinos e o crédito. Por sua vez a Grécia pede dinheiro aos outros países europeus para pagar os juros e a dívida que, por sua vez, pedem dinheiro à Alemanha para poderem emprestar à Grécia! Confusos?

Então agora façam o mesmo racíocinio para Portugal, Irlanda, Islândia, Espanha …

PS: troquem só os submarinos pelo TGV…

A crise e a integração Europeia

Muitas conclusões se tirarão do que se está a passar nestes tempos na UE, mas a mais importante de todas, é que, ou se aprofunda a integração europeia  ou o euro e a seguir a UE vão pelo esgoto!

Um dos pressupostos que os políticos Alemães tiveram que oferecer ao povo Alemão em troca do “sim europeu” é que os países teriam que tratar da sua própria casa e não seriam ajudados (leia-se, receber dinheiro) sempre que fizessem asneiras. Isto explica as hesitações da senhora Merkel para além das eleições internas que perdeu .

Ora, esta crise, veio mostrar que estão todos no mesmo barco, o rombo é no barco que escolheram para se juntar, não é possível, sem enormes perigos para as economias dos países mais fortes deixar a Grécia, ou Portugal, ou a Espanha sòzinhos, quando a dívida destes países seja atacada por especuladores com a consequente desvalorização do euro, tornando mais dificil o aumento das suas exportações e tornando mais caras as importações.

A primeira medida estratégica, é a constituição do Fundo de Garantia de 600 Mil Milhões de euros que estará imediatamente disponível caso volte a acontecer uma crise semelhante. Outra medida, será o reforço das instituições de controlo europeias. Os orçamentos nacionais vão ter a análise prévia de Bruxelas e limites ao endividamento público do estado e das empresas públicas vai ser norma !

Sempre tive para mim, europeísta convicto, que o melhor de tudo o que a UE nos poderia trazer era tirar das mãos destes incompetentes que nos governam, grande parte do poder. É o que está a acontecer!

Não há almoços grátis!

Obras Públicas : até o BES torce o nariz

Ontem na apresentação trimestral dos relatórios e contas do Grupo BES, o Dr. Ricardo Espirito Santo, a uma pergunta de um jornalista sobre as obras públicas, respondeu com evasivas, o ambiente internacional apresenta muitas incertezas, a situação do país não é a melhor, esse tipo de obras exige imenso capital que pode esgotar o crédito (pouco) ainda disponível.

Quando um banqueiro se junta a um cada vez maior grupo de técnicos a dizer que é melhor parar para reflectir é porque há mesmo razões profundas para haver dúvidas. E quando há dúvidas, que podem condicionar fortemente a nossa vida futura por muitos anos, o que se exige de quem decide, não são bravatas ou declarações de fé, são estudos serenos, ter uma clara estratégia para o país e depois sim, decidir. Ora estratégia para o país nunca ninguem viu nenhuma, ainda há bem poucos meses se dizia que as contas públicas estavam perto de ser uma lição ao mundo, mas hoje estamos a caminhar para a bancarrota.

Na próxima segunda feira, um grupo de ex-ministros das Finanças vai reunir-se com o Presidente da República com o objectivo de analisar cenários, porque já se viu que o único cenário que o primeiro ministro conhece é levar os projectos até ao ponto de não retorno.

Ou se fazem ou o Estado vai ter que pagar grossas indemnizações aos consórcios interessados nos concursos públicos!

A quem serve esta política de “terra queimada” ?

A bancarrota do milagre socrático

O animal feroz com o rabinho entre as pernas

O PEC – Programa de Empobrecimento Comum, foi aprovado com uma série de avisos mais que suficientes para preocupar alguem responsável. Mas os nossos estadistas, preferiram contar mentiras que é o seu habitat natural, ou mentem mesmo ou não dizem a verdade toda que é o mesmo numa situação tão delicada como a que levaram o país.

Em primeiro lugar, grande parte das medida vêm pela parte das receitas, a partir duma mentira em que só eles acreditam. Que o PIB vai crescer mais que 0.4%. Não cresce e, por isso, as receitas não atingem o valor calculado. Nas despesas, para além do aumento do IRS e do congelamento dos salários, não toca no que é fundamental e que tem influência decisiva. Os megaprojectos, que não são necessários, para os quais não temos dinheiro e que a fazerem-se vão ser pagos com empréstimos a taxas proíbitivas a acrescer à tragédia que já é a nossa dívida pública global que já vai nos 130% do PIB! ( a EDP do suprasumo Mexia contribui e de que maneira…)

Grécia e Portugal, os países mais pobres da UE, estão agora nas mãos de terceiros, da Alemanha que não ajuda enquanto estiver em eleições internas e dos especuladores que atacam sem piedade o milagre socrático. As empresas de “rating” fazem o trabalhinho de sapa, como se nada tivesse acontecido nos dois últimos anos.

O TGV , o Aeroporto, as Autoestradas, as dez Barragens vão já a seguir…

Como é que este homem chegou a primeiro ministro?

PEC – ajudar a Grécia

Bruxelas já anda a dizer que as medidas do PEC não são suficientes, quer medidas mais duras, mas a verdade é que com estas medidas já se atrofia a economia, a economia não cresce, e não crescendo não aumenta a receita. As previsões para o PIB são em baixa vamos crescer menos que o previsto que já é muito pouco, e abaixo da média europeia. Vamos empobrecer todos nos próximos anos!

Entretanto, vamos ter que ajudar a Grécia com 774 milhões de euros o que dá 73 euros por cada um de nós, o que é mais uma machadada na já muito endividada economia portuguesa. Mas Portugal não está em condições de dizer que não, tudo o que vem aí indica que a seguir aos gregos vamos ser nós a precisar da ajuda europeia, convém desde já mostrar solidariedade, agora pelos gregos amanhã pelos portugueses, eis a razão porque emprestamos o que não temos.

Sócrates e Teixeira dos Santos com uma mão atrás e a outra à frente…

Qual seria o seu PEC ?

PIB – 160 mil milhões

Despesa corrente (vencimentos ) 80 mil milhões

Apoios sociais – 5 mil milhões

Deduções IRS – 1.2 mil milhões

Dívida pública – 90 % do PIB (90%x160 mil Milhõesx2%) veja o que paga só em juros/ano!

Desemprego – 10% da população activa ( 600 000 pessoas)

Défice – 9.4%

Aumentava os impostos? Atacava a dívida, a despesa corrente ou o desemprego? Aumentava a dívida para fazer os megainvestimentos?

Ajudava a Grécia a sair da crise? Como? Onde vai buscar o dinheiro para ajudar ? (a esta só responde se não souber responder às anteriores)

Sugestões a Passos Coelho – as privatizações

Para onde vai o dinheiro das privatizações? Para manter os erros, os vícios, as mordomias, os desperdícios? Se é, as privatizações são um péssimo negócio, vendemos os anéis e ficamos com os problemas todos, nem um resolvemos.

Mas o dinheiro das privatizações pode ser bem aplicado, e assim, a saída do Estado da economia já pode ser uma coisa boa. Por exemplo, utilizar o dinheiro para baixar a dívida, os juros vão subir, o serviço da dívida é monstruoso, está ao nível do que gastamos no SNS em relação ao PIB, é como ter dezenas de hospitais, pagar vencimentos a milhares de profissionais , ter a despesa de tratar milhões de pessoas, é isso o serviço da dívida anual.

Se esse dinheiro não for sujeito a uma discussão e a uma decisão na Assembleia da República,  vai-se evaporar no desperdício, nos mega projectos sem retorno, no TGV, nas autoestradas em duplicado, nas parcerias público.privadas, nos vencimentos milionários…e ficaremos sem empresas e sem dinheiro!

Utilizar esse dinheiro para sanear empresas com potencialidades e fechar as que têm que ser fechadas, pagar indemnizações a quem quizer sair para trabalhar por conta própria, modernizar e apoiar as empresas exportadoras e com tecnologia de ponta. Estão inscritos no Orçamento para o TGV 900 milhões de euros enquanto se vai dizendo que o projecto é para adiar.

Fazer um levantamento sério dos serviços que estão em duplicado, que não têm razão de existir, e terminar com eles. Sem esse trabalho prévio, as privatizações ( com as quais eu concordo) vão servir exclusivamente , para manter os erros que há muito existem.

Chafurdar na mentira não é higiénico

O pior que nos pode acontecer é relativizar tudo o que nos acontece. O nosso déficite é de 9.3% do PIB o da Espanha tambem; a dívida é de 100% a da Grécia é maior; o desemprego é de 10% o da Espanha é 19%….

Mas, para as coisas que gostaríamos que nos acontecesse mas não acontecem, aí já não se relativiza nada, não se falam nelas sequer.

A Espanha anda há anos a renovar o seu tecido empresarial, com melhores equipamentos, inovação e formação aos desempregado e muito do desemprego tem a ver com essa renovação. A Alemanha dá mostras que o seu sector de exportação está a retomar. Todos, na UE, são muito mais ricos e justos que nós…

O primeiro ministro é escutado e as conversas são reveladoras de atentados à liberdade de expressão. Pois, não devia, mas não houve um ministro que alinhava os telejornais da RTP ? José Sócrates mentiu na Assembleia da República ao dizer que nada sabia do negócio da PT com a TVI . Mentir mentem todos. O PGR e o Presidente do Tribunal Superior não ouvem nada de especial onde uns “eruditos e experientes” boys de 32 anos (pagos a peso de ouro) são incumbidos de irem a Espanha fechar o negócio com os espanhóis donos da TVI.

Vara ralha com o primeiro ministro e diz que ele não devia dizer que não conhecia o negócio e isso, de mandar calar o primeiro ministro, é “tão natural como a nossa sede…” Os jornalistas que criticavam Sócrates foram todos afastados, mas afinal o que é que se espera, não é a suposta vítima promover a limpeza, afastar os adversários?

Tudo relativizado, não há perigo nenhum, salvo no dia em que alguem considere que tudo isto não é mais do que  merecemos!

Da última vez tivemos um governante a pensar assim durante quarenta anos!