Quando o Secretário de Estado desautoriza o Primeiro-Ministro…

Ainda relativamente à inacreditável questão da Caixa Geral de Depósitos, ouvi hoje na TSF o Secretário de Estado Pedro Nuno Santos a dizer que António Domingues e a sua equipa vão ter mesmo de entregar no Tribunal Constitucional a declaração de rendimentos e de património.
Poder-se-ia dizer que finalmente alguém no Governo, ao fim de mais de um mês, apresentava uma réstia de bom-senso. Infelizmente, há dois dias, o Primeiro-Ministro António Costa disse exactamente o contrário, ou seja, que competia aos gestores da Caixa saberem se deviam ou não entregar a declaração e que eles é que decidiriam.
É triste que, dois dias depois, um Secretário de Estado venha desautorizar o seu Primeiro-Ministro. É triste e é grave. Porque mostra que, pelo menos nesta questão, o Governo está à deriva.
E eu que, com o meu voto, contribuí para a Geringonça, ficaria muito admirado se ela implodisse devido ao núcleo original da máquina e não devido aos acrescentos que lhe fizeram, como a Direita sempre disse que ia acontecer.
Quanto ao resto, mantenho a pergunta que fiz há dois dias: o que têm a esconder os gestores da Caixa?

Diz que é um Governo de Esquerda…

Salários de gestores da CGD deixam de ter limite (mas alguém acreditou que a tralha costista era assim tão diferente da tralha passista?)

Quem percebe de Educação? Os gestores, claro! (2)

Carlos Guimarães Pinto (CGP) teve a amabilidade de comentar o texto “Quem percebe de Educação? Os gestores, claro!”. Transcrevo o seu comentário, para, de seguida, responder.

 

Caro António Nabais, obrigado pela referência ao livro.

É indesmentível que os professores sabem bastante mais de educação e pedagogia do que que qualquer gestor-economista-empreendedor-consultor. Há no entanto dois motivos para ter alguma precaução quanto a deixar os professores, sozinhos, decidir toda a política de educação.

O primeiro é serem parte interessada. A esmagadora parte dos custos com a educação vai para salários de professores. Estes, como os profissionais de qualquer outra profissão, querem maximizar o seu rendimento, minimizando o esforço. É normal e natural. De forma consciente, ou subconsciente, tentam sempre encontrar racionalizações para provar que ganham pouco para o trabalho que fazem. É assim com todas as profissões. Seria impossível conter os custos da educação se fossem os beneficiários da maior componente desses custos a geri-la. Este primeiro motivo é bastante evidente na sua referência à falta de necessidade de ajustar o número de professores à redução do número de alunos, via queda da natalidade. A tal “reorganização para benefício dos alunos” mais não é qdo que uma racionalização para defender os seus interesses como professor. É natural que o faça, não digo o oposto, mas é um bom motivo pelo qual não vale a pena ter professores o sistema educativo.

O segundo é que alguns raciocínios subjacentes à gestão do sector da educação não dependem tanto assim do conhecimento da área (ou melhor, esse conhecimento é uma mais-valia, mas não a componente mais importante). Da mesma forma que você, apesar de saber muito mais de educação do que qualquer engenheiro civil, dificilmente seria capaz de desenhar a melhor estrutura do edifício duma escola, também pode não ser o melhor a fazer as opções de gestão.

Estes dois motivos tornam-se muito claros neste texto e noutros que vão aparecendo neste blogue sobre o tema da educação. É evidente que é sempre possível melhorar a qualidade do ensino e da vida dos professores, aumentando o seu número, dando mais estabilidade de emprego, maiores salários, salas maiores com melhor material, mais ajuda de outros profissionais, etc. Mais há opções e restrições económicas que os professores não entendem (nem têm de entender). Cabe aos professores utilizarem a sua capacidade pedagógica para fazer o melhor ensino possível dentro das restrições económicas (ou outras) que existem. Cabe aos “gestor-economista-empreendedor-consultor” entender que restrições são essas.
É por vezes injusto? Pode ser. Mas por nenhuma das razões que aponta. Há de facto demasiados professores? Fazem outras funções. Sem dúvida, assim como nos outros países. Fazem funções para as quais noutros países existem outros profissionais como terapeutas e psicólogos? Mostre-me esses números.

Ninguém tem absolutamente nada contra os professores, antes pelo contrário. Até me parece que os professores que se formaram nos últimos 10 anos foram enganados, atraídos para uma profissão que prometia ser estável, de emprego certo e salário razoável e que provavelmente não o é. Esses profissionais abdicaram de carreiras alternativas e agora viram frustradas essas expectativas. Mas o problema esteve, em parte, na formação dessas expectativas e, hoje, na grande divisão que existe em professores em fim de carreira e em princípio de carreira. Aqueles em princípio de carreiras com grande carga horário olham com natural insatisfação para estas análises que dizem que professores dão poucas horas de aulas. Têm razão.

Cumprimentos,

Carlos Guimarães Pinto

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Zona de conforto

Os lugares de recuo dos ladrões gestores que foram assaltando destruindo as empresas públicas.

Gajos que não aguentam

Em 2011 os “gestores” portugueses ganharam mais 4,4%.

PEC : Em greve!

Greves ! Tudo por conta do PEC – Programa de Empobrecimento do Contribuinte.

Até ao dia 1 de Maio manifestações e concentrações de trabalhadores e oito greves na Função Pública! Os transportes vão ser os mais afectados com as principais empresas do sector a ter paralisações até ao final de Abril. Depois da greve dos revisores da CP de ontem, a partir das 3 da manhã de hoje vamos ter a dos funcionários dos transportes do Sul, por congelamento dos salários numa empresa altamente lucrativa.

Para além das greves no sector dos transportes temos ainda as greves dos trabalhadores da Petrogal, da Gás de Portugal, mineiros da Panasqueira, CTT e da empresa Proundmoments ????

Sempre quero ver como é que as empresas vão poder pagar os vencimentos aos gestores…

Se não fossem os mineiros da Panasqueira e a empresa Proudmoments, estava contra!

Eu ía já embora Dr. Mexia…

O governo, face à reacção da sociedade civil, ante os escandalosos vencimentos dos seus gestores nas empresas em que participa, vai determinar a sua redução. Já deu ordens para nas Assembleias Gerais (estamos em Abril…) os seus representantes forcem a redução dos prémios e mais mordomias.

Pelas contas que alguns já fizeram, António Mexia verá, o que leva para casa todos os meses, reduzido em 1/3 o que mesmo assim dá acerca de 2.0 milhões de euros.

Eu se fosse o Dr. Mexia ía-me embora, aceitava um dos vários lugares que já lhe ofereceram lá fora a ganhar muito mais e onde não há o pecado da inveja.

A ser verdade, se isto não for “compensado” por uma qualquer forma longe das vistas dos invejosos, era já…

2 000 pessoas controlam o país !

O Prof António Hespanha, ontem no Prós e Contras disse alguma coisa que todos vêm mas nem todos têm a coragem de dizer. Há uma elite , no país, que passa do governo para as empresas públicas, destas para as privadas e destas novamente para o governo e do governo para os bancos, num circuíto fechado e de janelas nada transparentes.

Serão duas mil pessoas entre políticos, gestores de empresas, banqueiros, empresários que tudo controlam e tudo decidem sempre tendo como objectivo a manutenção do poder. Entre eles contam-se tambem os comentadores encartados que circulam à vez pelas televisões e pelos jornais e que se encarregam de fazer a agenda pública, encobrindo o que não interessa e destacando o que serve à minoria dominante.

Esta elite coloca nos lugares  essenciais gente da sua confiança que trabalha na sombra fazendo o trabalho “sujo”, sendo pagos milionariamente, como ficou às claras agora com os recentes casos vindos a público, em especial a Face Oculta. Se a coisa corre mal, ninguem conhece ninguem, são amigos mas só se falaram muito raramente e sobre o assunto em questão, nunca. As escutas não são prova, os lugares que ocupam tambem não, os vencimentos milionários ainda menos, as nomeações só por acaso é que recaem nos boys do mesmo partido.

É neste abraço de gibóia em que estamos metidos que aperta cada vez mais, que transformou este país no mais pobre da UE e no mais injusto, e o que é mais irónico é que foi pela mão de um partido que se diz socialista e de outro que se diz social-democrata!

Juros da dívida duplicam

Todos sabiam mesmo os que andaram a dizer a Sócrates o contrário, mas os juros constituem uma ameaça séria para o desenvolvimento da nossa economia.

É dinheiro que sai e que se subtrai ao PIB que não cresce, o que representa o rendimento nacional cortado de uma fatia cada vez maior.

A UE já não está com meias e aponta-nos como um grave problema e enrola-nos com a Grécia, a Irlanda, a Espanha , e a Itália,  estas duas últimas com capacidade de sair do problema muito maior do que nós.

É este país, na bancarrota, que tem um primeiro ministro que nos andou a vender, como saída para a crise e para o desenvolvimento, os megaprojectos que se pagam com empréstimos cujos juros duplicaram e que vão continuar a subir, basta ouvir o “ganir” das empresas de “rating”, as mesmas que falharam estes anos todos e que não perceberam nada de nada do que iria acontecer.

De “business as usual” está aí de volta como se nada tivesse acontecido, uns enriqueceram loucamente, outros (a esmagadora maioria) além de mais pobres vão pagar tudo, e tarda que os governos apresentem firmes políticas prudenciais.

Bancos mais pequenos e separados em comerciais e em investimento, penas pesadas para quem rouba e defrauda quem o seu dinheiro lhes confia.

Cá no país, como se vai vendo, não acontece nada. O que vemos é os banqueiros a queixarem-se que vão pagar mais impostos, a ameaçar que se vão embora. As medidas a tomar para controlar a ganância têm que ser a nível global tal qual as falcatruas!

Eu pago para que políticos, banqueiros e gestores das empresas públicas se vão embora!

Sem trabalho não há emprego

João César das Neves dixit:

(…) Os empregos primeiro criam-se, só depois podem ser ocupados. Muitos desempregados deveriam lançar o próprio negócio, sem acreditar na geração expontânea de tarefas. Trabalhar é ser útil, criar valor. O mal está na opinião pública, que começa por desprezar empresários e gestores, tratando-os como exploradores, parasitas ou pior. Depois, o Governo persegue-os com impostos, regulamentos e fiscalizações. No final, todos se surpreendem por faltarem postos de trabalho. (…)

(…) A quinta tolice é pensar que, porque o montante de trabalho é fixo, os empregados tiram empregos aos desocupados. Esta velha falácia é persistente, apesar de sempre negada. É trabalhando que se gera a necessidade de mais trabalho. Aqui não há partilha, mas crescimento. Ou queda se, em vez de aumentar o bolo, se lutar pela sua divisão.

Isto leva à estupidez suprema de considerar obsoletas e fora de prazo pessoas de certa idade, ainda com décadas de capacidade e eficácia à sua frente. Usar a reforma para promoção do emprego é um infame crime nacional, que estrangula empregos e paralisa a economia. (…)

PS : Aventado ao Blasfémias

Isto sim é turismo

Avião da TAP para Las Vegas, classe executiva, Luis Patrão e um assessor preparam-se para iniciar a viagem com vista a estudarem o controlo do jogo via internet.

Ao lado, António Mexia, com uma equipa de assessores, inicia um périplo com vista a estudar o mercado de energias renováveis nos USA.

Tudo em grande, gestores do mundo, Portugal não tem dimensão para esta gente global, com uma visão mundial global, eles próprios são globais não se entende como o destino lhes pregou a partida de os fazer nascidos neste pobre país que os não merece!

Isto é o que se chama “on road”, apresentar negócios aos grandes deste mundo, olhos nos olhos, “tête à tête”, entre iguais.

O país que não os merece é que paga, tudo mais caro, com um nível de vida abaixo dos congéneres europeus, mas isso é coisa que não os aflige, podem lá estar presos aos 600 000 desempregados, aos 2 milhões de pobres.

Ali ao lado, ouço Sócrates a lançar o TGV, pedir dinheiro ao estrangeiro e dar à manivela, o país não pode ficar para trás, deve ser um problema de velocidade.

Entretanto, vão-se perguntando como é que se livram deste povo que lhes paga as mordomias. Coitado de quem tem elites destas!

PS: escusado será lembrar que aqui ao lado tudo já funciona, não é preciso tirar férias em Las Vegas.

Os gestores eternos

Por amor à pátria, há gestores públicos que ameaçam ficar até à cova, nas empresas públicas. Há aí gente que está há trinta anos, na administração das empresas públicas, pulam de umas para as outras, sem se conhecer obra, a ganharem balúrdios, mas nem a idade os tira de lá.

 

Conheci-os, a maioria pessoalmente, com menos trinta anos e, alguns deles já eram velhos, mas continuam aí, por amor à coisa pública. Não saem, nem empurrados e quando saem é com pensões fabulosas e com um lugarzinho em "zero time" numa outra qualquer empresa nossa, muito nossa.

 

Quando as privatizações diminuiram os lugares nas administrações das empresas publicas, por o universo ser menor, logo arranjaram um esquema para manterem os lugares. Importaram o esquema "anglo-saxónico" do "Chairman" e do "CEO", lugares em duplicado, que não poucas vezes serve para fomentar guerras internas.

 

Não saem, não permitem a renovação, impedem que a geração seguinte cresça com mais energia e outras experiências, mas o amor à coisa pública não os deixa irem para casa.

 

O Engº Van Zeller já se queixou, e bem, de que está farto deles, não fazem nem deixam fazer, caquéticos, deviam ir para casa tomar conta dos netos.

 

Tudo, porque ganham milhares de euros por mês, a somar às mordomias dos grandes bólides, sem risco, sem meterem lá o dinheirinho próprio, enfim o paraíso na terra.

 

E são os mesmos que andam há anos a ameaçar que se vão embora. Eu pago para, por cada dez deles, apareça um empresário sem aversão ao risco, que crie postos de trabalho, inove, exporte e enriqueça.

 

Há aí uns lares com vistas para o mar…

Distribuição da riqueza

Este é o problema número um em Portugal!

Uns, poucos, com tudo.

Outros, cada vez mais, sem nada.

 

O que me dizem os modernos gestores e economistas sobre esta questão?

O que sugerem para resolver esta questão?