
Créditos: Marie Hanrahan
O mundo corre a uma velocidade estonteante. Facilmente recuo quase dez anos, a 2016, ano da primeira eleição de Donald Trump, e recordo uma vida menos frenética. Não idílica, já que os sinais já lá estavam todos, mas a um nível bem diferente do que vemos hoje. Ou talvez se disfarçasse melhor.
Os últimos dez anos foram um esboroar completo de tudo o que eram linhas vermelhas da convivência em sociedade. Se há dez anos estávamos longe de um paraíso social, a verdade é que no tempo entretanto passado olhamos para a distância que nos separava da utopia inalcançável e decidimos andar em sentido contrário.
Vozes há que se rasgam a apontar o dedo a um suposto raciocínio hipócrita, considerando que, quem não se revê no estado actual de coisas, prestava vassalagem ao anterior. São vozes enfermas do maniqueísmo dos tempos. Depois de tanto chorarmos pelo aborrecimento cinzentão de uma classe política e social cristalizada, eis-nos hoje a fazer o luto da escala de cinzentos. [Read more…]






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