A *redação, também *março, depois *afeta, mas não pára. Não pára? Duas vezes? Sim, pára. Exactamente.

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
A *redação, também *março, depois *afeta, mas não pára. Não pára? Duas vezes? Sim, pára. Exactamente.

I don’t trust him one iota.
—Cycling MikeyStreets and shoes
Avenues
—Jim Morrison… indicating that Chinese would face perceptual difficulties in these sounds.
–Zhang & Liao (2023)
***
Prestes a terminar 2025, feito o ponto da situação orçamental, quer aqui, quer no Público, convém responder a duas perguntas:
Começando pela primeira pergunta, responda-se não. Pessoa muito chegada pediu-me recentemente informações sobre as alterações da lei laboral. Remeti-a para sindicalista de conhecimento comum. O documento encontra-se aqui (pdf) e aquilo que nele se lê justifica o não ainda agora indicado.
Repare-se naquela inspectiva

e nestes respectivos

Acordo Ortográfico de 1990? Para quê?
Portanto, não.
No que diz respeito à segunda pergunta, a resposta é [Read more…]
Não é a primeira vez que a excelente facção surge no jornal que, irresponsavelmente, há uns anos, anunciou a poupança de letras. Os meus agradecimentos a Marques Mendes e a António Filipe por terem estimulado estas facções.




Recordando:

Hikaru strikes at the center, with c5, following the general rule: if there’s a move on the flank, you strike in the center.
— Daniel Naroditsky (1995-2025)Ne mettons pas la morue avant les boeufs, comme on dit par ici.
— Astérix
***
Antes de 2012, nenhum fato determinaria qualquer transmissão. Essa impossibilidade de fatos determinarem transmissões era um dado adquirido. Todavia, a cegueira ortográfica e a aversão a pareceres levou a que, comme si de rien n’était, nos aparecesse isto:

Quando?
Hoje.
Onde?
No sítio do costume.
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
David Bell (1959-2025)

Consultar o magnífico Dicionário de Luís de Camões é um prazer e um sofrimento, além de uma necessidade. O sofrimento deve-se ao facto de estar contaminado pelo chamado acordo ortográfico (AO90).
Entrar na letra R acaba por nos proporcionar um divertimento amargo.
Encontramos aí vários verbetes dedicados à recepção da obra de Camões em diferentes países.
Os textos escritos por estudiosos portugueses começam pela palavra-coisa “Receção”. Já o brasileiro Gilberto Mendonça Teles assina o verbete “Recepção de Camões na Literatura Brasileira”.
O chamado acordo ortográfico, se bem se lembram, servia para exterminar ou esbater as diferenças ortográficas.
Refaçamos uma síntese. Com o AO90:
1 – palavras com diferentes grafias passaram a escrever-se da mesma maneira;
2 – palavras com diferentes grafias mantiveram diferentes grafias;
3 – palavras com a mesma grafia passaram a escrever-se de maneira diferente (como é o caso de receção, em Portugal, e recepção, no Brasil);
4 – apareceram duplas grafias quando só havia uma (nós, portugueses, por exemplo, podemos escrever “expetativas” e “expectativas”).
Sobre o primeiro ponto, muito haverá a dizer, mas os outros três deixam tudo dito acerca da comédia que é o AO90.
Por dois motivos:
1-Significa que o Boca não ganhou ao Benfica.
2-Quer dizer que não estão *dececionados — e não estar *dececionado é espectacular.
Marchesín & colegas estarem decepcionados indica-nos igualmente que o jornal A Bola efectivamente continua a não adoptar o AO90, mesmo sem a tal manifesta apatia disfarçada de resistência silenciosa. Mas isso, pois, já sabemos há imenso tempo.

A ocorrência de intersetado deveria preocupar muita gente. Pior: a co-ocorrência no mesmo texto de intersetado e intersetaram demonstra coerência e anula a habitual desculpa de mau pagador da gralha. Evidentemente, os suspeitos do costume continuam a assobiar para o lado. Isto acontecia antes do AO90? Não, não acontecia. E acontece porquê? Porque interceptado>intercetado>intersetado é muito simples e interceptado>intersetado uma improbabilidade, para não arriscar uma impossibilidade.


O teor da notícia merece comentários, sim, mas hoje é domingo.
PS: Obrigado, Manuel Araújo, pelo alerta.
Progressão rima com expressão e com exceção.
Não sei se era essa a intenção.
A composição do novo Parlamento é uma má notícia para todas as forças políticas, com exceção da extrema-direita. Especialmente má para o PS, o que, só por si, deveria preocupar os democratas e as forças económicas e sociais responsáveis. Mas a expressão quase residual obtida pelos partidos mais à esquerda e a não-progressão da IL num contexto de forte crescimento à direita são também sinais de alerta.
Efectivamente, ninguém pára o Benfica. Isso é bom. E não é de agora. Também é bom saber-se que esta é a imagem clara da adopção do Acordo Ortográfico de 1990. Convém que alguém pare com isto.


Exactamente. Efectivamente. Independentemente da propaganda e apesar da alegada resistência silenciosa, a ruptura não engana.
‘Wait a minute, before you answer… You saw that fat man.’
‘Yes.’
‘His name is Mel. He’s from California. I don’t know his real name, but he calls himself Mel. I happen to know that in Detroit his name is Hennessy’
‘ You know him , then.’
— Arthur Miller, Focus
***
Chegados a 2025, reflictamos acerca destes três momentos ocorridos em 2024.
Comecemos pelo momento isto não são gralhas, senhores:

Passemos agora ao momento isto é grave, gravíssimo:

Terminemos, pois, com um momento isto é velho e relho, sim (cf. p. 7 deste pdf), mas continua tudo como dantes:

Até breve.
***
Just loosen him up,
And make him feel bright.
I think that’s all right.
Now add lemonade…
— Sid
***

Não é novidade, mas há sempre quem passe ao lado destas coisas — por exemplo, quem escreve “agora facto é igual a fato (de roupa)” e afins. Se hoje fosse sexta-feira, desejar-vos-ia um óptimo fim-de-semana, com os respectivos hífenes. Mas hoje, como sabereis, não é sexta-feira. Os meus agradecimentos ao excelente Manuel M., obviamente, pela aquisição deste precioso exemplo de ortografia.
***
It’s very boring.
— Sam Shepard***
Não é novidade — pelo menos, para quem anda atento àquilo que efectivamente se passa –, mas a notícia da morte de Liam Payne veio dinamizar o fenómeno.
No fim destas linhas, encontrareis uns fragmentos, recolhidos na CNN Portugal e Euronews.
Note-se que não há nestas notícias qualquer registo de Direction. Há uma ocorrência de Directioner (“ser um Directioner era isso para mim”) — e é tudo.
Note-se.
Além dos One Diretion, também temos o xis fator, também conhecido como X-Fator.
Conheceis?
Ide ao fim destas linhas.
Já agora, se quiserdes qualquer informação adicional, já sabeis, podereis obtê-la junto do Recrutamento da Unidade de Assuntos Jurídicos de Recursos Humanos, através, obviamente, de contato.


Assim vai a ortografia em português europeu.
Agora, os fragmentos: [Read more…]
In categorical perception, discrimination of sounds across a category boundary is easier than discrimination of sounds within a category.
— Boersma & Chládková (2013) (pdf)
***
Efectivamente, o dia 12 de Setembro é um dia importante, como são especialmente importantes todos os dias desde 1 de Janeiro de 2012. Qualquer dia, disse isto há uns tempos, o contato e o fato serão a norma europeia — ou aceites na norma europeia, a par do facto e do contacto, ao abrigo das facultatividades e a reboque do erro, patrocinado (nomeadamente) por quem um dia escreveu “agora facto é igual a fato (de roupa)” e justificado (temo o pior) pela frequência de uso. Já dizia o outro: Quia parvus error in principio magnus est in fine.
Fica o apanhado de hoje. [Read more…]
Mantenho aquilo que é o meu direito ao silêncio.
— António Lacerda SalesPelas razões que já referi, não tenho nada a responder.
— Nuno Rebelo de Sousa
***
Há deputados incomodados com os silêncios de Lacerda Sales e de Rebelo de Sousa. Todavia, não vejo qualquer deputado incomodado com o permanente silêncio de quem escreveu “agora facto é igual a fato (de roupa)“. É silêncio antigo, mas sem referir razões. No entanto, aparentemente, não incomoda.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
***
Ça posera un problème pour la Grèce parce que ça n’a pas très bien marché.
— Michel Foucault (2019: 201)
***
O actual primeiro-ministro de Portugal, na ausência de comentários de antigos primeiros-ministros desse mesmo país, deveria perder alguns (poucos) minutos a reflectir acerca destes fenómenos: os One Diretion, os Artic Monkeys e o novo álbum de Lenny Kravitz (Blue Eletric Light). Poderia acrescentar os fator issues, mas são contas de outro rosário.

É um problema para Portugal, mas a vista grossa, pelos vistos, é feitio. Exactly. Or should I spell exatly? Mon cœur balance.
Primeira nótula: Hoje, por mero acaso (informático), fui obrigado a estar em casa durante a hora do almoço. Resolvido o problema (e terminada a refeição), liguei o televisor na RTP Internacional, em vez de ir espreitar, alhures, aquilo que se passava no Croácia-Albânia. Ainda bem.
Segunda nótula: Há pouquíssimas horas, para curar um ataque de saudade, pus-me a ouvir o Buddha of Suburbia, do David Bowie, mas na versão feat. Lenny Kravitz… Efectivamente, o Kravitz. Ele há coisas… Adiante. Siga.
***

Efectivamente. Os meus agradecimentos ao excelente Manuel M. Já agora, e porque hoje é sábado, Santana Lopes ainda não se retractou relativamente ao “agora facto é igual a fato (de roupa)”.
… noch nicht das Ende erreicht.
— Hans-Georg Gadamer
***
Exactamente.
Esperemos que o programa do XXIV Governo Constitucional (pdf) seja chumbado.
Porquê?
Comecemos por dois motivos.
O primeiro é este:

O segundo é este:

Aparentemente, são o mesmo motivo.
Efectivamente, são motivos diferentes.
Há mais, de outra índole.
Por exemplo, [Read more…]
Tu dì al professore che li raccoglierò per lui
— Tano Cariddi
***
Efectivamente, *contatos.



Continuação de uma óptima semana.
***
de José Pacheco Pereira, regressemos a A São solidária e a função diacrítica de há uns tempos.

W h o
A r e y o u
Who is born
In the next room
So loud to my own
That I can hear the womb
Opening and the dark run
Over the ghost and the dropped son
Behind the wall thin as a wren’s bone ?
In the birth bloody room unknown
To the burn and turn of time
And the heart print of man
Bo w s n o b a p t i s m
Bu t d a r k a l o n e
Blessing on
The wild
Child.
— Dylan Thomas
***
Sim,
é verdade
que a carta de
condução e o cartão
de cidadão no telemóvel
passaram a ter o mesmo valor
dos documentos que trazemos na carteira.
Mas só “em território nacional“, ou seja, só em Portugal:

Curiosamente, a alteração à Lei 19-A/2024 foi
publicada durante a semana passada, no
sítio do costume de 7 de Fevereiro,
no qual encontramos mais
provas do completo
falhanço do
AO90:

Completo falhanço “em território nacional”, sim, mas não só.

Continuação de uma óptima semana.
***
***
Há dias, houve aquela notícia sobre Martial.
Hoje, temos esta sobre o excelente André Gomes.

O mesmo padrão: pára e redação.
Efectivamente, o AO90 só atrapalha.
É, não é?
É.
***
New vision and new language
To camouflage the fall (*)************************
Give me mercy
A new language (**)
— Ian Astbury
***
Como me escreve o excelente leitor do costume, eis

Efectivamente.
No meio deste turbilhão, outro excelente leitor enviou-me esta notícia:

Exactamente: pára e redação.
Ou seja, uma redação com pára.
Das duas, uma: ou redacção com pára ou para na redação (credo!).
Tertium non datur.
No sítio do costume, como é óbvio, temos hoje mais do mesmo.
Calma, já lá vamos. [Read more…]
It was nice to work with somebody that knows a Gb from an Am.
— Jeff Beck
***
Quereis?
É ir ao sítio do costume.

Há dias, por mero acaso, voltei a encontrar os já antigos (pdf), famosos, celebérrimos e lamentáveis
demais fatos constantes na candidatura.

Exactamente.
Como vemos, a diversão mantém-se em 2024.
Continuação de uma óptima semana.
***
Let me have the song of the kettle;
And the tongs and the poker, instead of that horse
That gallops away with such fury and force
On this dreary dull plate of black metal.
— Wordsworth
***
Com certeza. Ei-los.
Quando? Hoje.
Onde? No sítio do costume.

Siga.
***
e descobrir o que terá acontecido ao cê da Acção.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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