Admitamos que um dia destes próximos, o Sócrates perante a evidência de ter que negociar com gajos que ,na sua opinião, não sabem nada de nada, só atrapalham, arranja “uma notícia” num dos nossos jornais e lança a ideia que o país assim não aguenta é preciso um referendo para ver se o povo, o bom povo, aceita ou não que ele, Sócrates, possa renovar a maioria absoluta sem ir a eleições.
Admitamos tambem que uma ideia semelhante possa ser alimentada por Cavaco, ele é tão melhor que os outros que basta um referendo para o ” melhor” ficar na Presidência até vender a bomba de gasolina em Boliqueime.
Esta proposta é inconstituicional e os partidos na Assembleia da República não aprovaram por 2/3 dos deputados. Mesmo assim, os homens providênciais seguem em frente e dirigem-se ao “bom povo” que, desesperado com o desemprego, sai à rua a gritar e a agitar bandeiras.
As Forças Armadas como garante último da Constituição não são obrigadas a intervir para garantir o cumprimento rigoroso da Constituição?
O Tribunal Constituicional não tem o dever de vetar o referendo?
Transponham lá isto para as Honduras e expliquem-me bem explicadinho que eu ando baralhado!
PS. João, desculpa lá, eu aprecio muito os teus postes e esses e-mails desesperados vindos da clandestinidade das Honduras, mas a verdade é que não percebo mesmo!














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