A caridade da Eurest e a hipocrisia da campanha “Direito à Alimentação”

eurest488004462 Maria foi despedida da cantina de uma escola em Vila Nova de Gaia por ter levado para casa comida que iria para o lixo. A funcionária, com poucos recursos, aproveitava as sobras do dia para dar de comer aos cinco filhos.

Filomena Martins, que trabalha na Escola Alcaides de Faria, em Barcelos, tinha pão e sopa no cacifo e está suspensa de funções, com um processo disciplinar em curso.

Na cantina da Portucel, em Setúbal, uma das trabalhadoras foi revistada na segunda-feira, à saída, e como tinha sobras na carteira, está também suspensa e ameaçada de despedimento.

Estes casos, divulgados pelo Correio da Manhã, têm em comum a Eurest, empresa que diariamente fornece o almoço a 200 mil portugueses, em 1200 restaurantes e cantinas de hospitais, escolas, prisões, áreas de serviço, autarquias e empresas e vieram a público porque esta vai participar na campanha “Direito à Alimentação”, lançada com pompa e circunstância pelo Presidente de todas as caridadezinhas, a começar pelas hipócritas. Vejamos como: [Read more…]

O presidente de todas as vaquinhas umas atrás das outras

Jesus, a entrevista

Herman José e Manuel Marques no seu melhor.

Mensagens de Natal: por um país mais pobre

Campanha de STRICK2TARGET, inspirada nisto:

Cavaco amigo, os banqueiros estão contigo

Uma lista dos principais financiadores de Cavaco Silva, retirada do blogue Tabus de Cavaco:

Gente anónima, pobres que tiraram das suas pequenas reformas ou parcos ordenados um modesto contributo para ajudar quem tanto os auxiliou: Joaquim Coimbra, João Pereira Coutinho, Manuel Fino, José de Mello, Américo Amorim, Ricardo Salgado, Stanley Ho, José Oliveira e Costa, Jorge Jardim Gonçalves, Alípio Dias, Paulo Teixeira Pinto, é o país real, o Portugal profundo, pessoas desinteressadas e humildes, num gesto comovente e desinteressado. Diz-me quem te financia, e dir-te-ei quem és.

As boas festas do PSD

Os votos do PSD são mesmo votos.

via O que fica do que passa

O presidente de todos os patrões

Em Portugal um bom negócio é aquele que o estado financia. Um investimento rentável é aquele que todos pagamos.

Querem acabar com os chorudos lucros dos empresários dos colégios privados? O presidente veta. Poupar na despesa pública é só para alguns. No subsídio aos patrões, nunca.

Tudo em nome das famílias, é claro. Vetou as novas regras do abono de família? Bem, pois, nesse dia estava distraído.

Dia 5 há propaganda aos clubes de vídeo mas já anunciam hoje

A Associação do Comércio Audiovisual de Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (ACAPOR) vai apresentar uma queixa-crime contra mil portugueses por pirataria de filmes através da Internet.” – conta o Público. E como o vai fazer? entregando uma lista com mil endereços IP’s à justiça. E como obtiveram eles tais endereços? Espiando ilegalmente comunicações privadas entre cidadãos.

Para os leigos na matéria: imaginem que uns caramelos se metiam a interceptar chamadas telefónicas e depois apresentavam queixa porque tinham escutado conversas privadas onde se referiam eventuais crimes. Depois imagine a Procuradoria Geral da República a rir-se.

A estupidez vai mais longe: a Associação dos Chulos do Audiovisual e das Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (que representa entidades arqueológicas do tipo clubes de vídeo) afirma que os endereços  abrangem “todos os distritos do país“. Ora em Portugal é possível saber através de um IP qual o fornecedor de serviço (ou empresa se for o caso) a que pertence. Distritos deixem-me rir: se estiver em Trás-os-Montes o seu IP estará atribuído à empresa que lhe fornece o acesso à Internet, o que pode corresponder ao Porto ou a Lisboa. É certo que por ordem judicial todos os IP’s são posteriormente identificáveis, mas isso é outra conversa.

Nem sabem do que falam. Depois admiram-se que lhes aconteçam acidentes do género que a imagem documenta.

Sócrates já teve momentos de lucidez

Este recorte circula por aí. Resume muito bem os últimos anos da História de Portugal.

Quem o terá entrevistado para o DNA?

Os testes Pisa 2009 vistos por quem não sabe ver

Um senhor chamado Joseph Conboy, apresentado como investigador do  Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, vem hoje ocupar uma página no Público defendendo a amostra dos testes Pisa 2009 em Portugal. Diz ele:

Embora possamos especular sobre uma amostra viciada, não temos nenhuma razão concreta para questionar o rigor da amostragem efectuada pela OCDE. Estas alterações na natureza da amostra provavelmente resultam de taxas de retenção que, lentamente, vão diminuindo, bem como da implementação de legislação que permite alunos sobredotados avançarem um ano escolar.

Acontece que em Portugal não está ainda implementada nenhuma legislação deste tipo, e provavelmente uma legislação inexistente não produz resultados, já para não falar do facto de alunos sobredotados serem por definição em número estatisticamente irrelevante para influenciarem um estudo deste género. Quanto à amostra viciada já me ocupei com o assunto ontem e chover no molhado não vale a pena.

Arranjem um investigador que conheça o sistema de ensino português, vá lá, e que especule menos. Não é que sirva para alguma coisa, mas sempre se poupam os jornais à publicação de disparates risíveis.

Está explicado

Nunca tinha percebido qual a inspiração do Raul Solnado para este grande momento de humor:

Acabei de descobrir, por via do cantigueiro Samuel uma possível fonte, imaginem quem: José Lello. Sim, o deputado. Cantava tão mal como mais tarde veio a deputar, e nem falemos da sua passagem pela governação e outras trafulhices (onde é que pára aquele processo que metia uns consulados?). Ora ouçam (pouco, não sendo o Zé Cabra pode provocar um efeito similar): [Read more…]

Hoje há blogofesta em Coimbra

O blogue O Sexo e a Cidade faz festas hoje, pelas 23 h,  no Rugby Club. Eu só não vou porque amanhã é dia de trabalho.

Pisa em números, o universo e a amostra

Finalmente o ministério da Educação libertou alguns números sobre os testes Pisa 2009. Ainda não publicou a lista das escolas seleccionadas porque diz que não a tem, dado o hábito da mentira fazer parte compulsiva deste governo, como o Reitor demonstra.

A análise rigorosa da amostra não é possível, dado que o Pisa tem por alvo uma faixa etária (15 anos) para a qual não temos informação em detalhe. Mesmo assim, seguem-se os números publicados:

basico

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Captain Beefheart, my captain

Don Glen Vliet, conhecido por Don Van Vliet ou Captain Beefheart (Glendaele, 15 de Janeiro de 1941 – 17 de dezembro de 2010)

Chora, chora, Encarnação, chora

O Presidente do Município de Coimbra, Carlos Encarnação, formalizou o que já se sabia: retira-se um ano depois de eleito e vai dedicar-se à nobre profissão de avô.

É um direito que lhe assiste. Já fazer o choradinho sobre o Metro Mondego ora falecido (e que teve dois mandatos para empurrar para a frente), é patético.

Carlos Encarnação foi parar a autarca por azar: concorreu à falta de alguém que se chegasse à frente (o PSD dava a Câmara como perdida) e ganhou. Toda a gente sabe que tinha outras ambições na política.

Dados os estragos que o PS andava a fazer em Coimbra é difícil avaliar os seus mandatos. Não foi pior nem melhor: foi igualmente mau. É certo que bateu um recorde nacional: deixar o seu director municipal para a construção civil chegar a presidente da Académica deu um julgamento de que se aguarda a sentença. Mas Manuel Machado tinha Luís Vilar como vereador, o que equilibra bastante.

Entretanto Encarnação conseguiu meter um filho a deputado e deixa o Município de Coimbra entregue a um filho de Barbosa de Melo. Este toque monárquico já não espante ninguém: o regime reproduz-se com uma demografia bastante avariada.

Quanto ao choradinho Sócrates não gosta de Coimbra, já aventei sobre o assunto: é natural não se gostar de uma cidade por onde passámos e onde os amores correram mal. Dores de cotovelo acontecem a toda a gente. Convenhamos é que Coimbra não tem culpa nenhuma nisso, e já pagamos as favas desde que o artista chegou a secretário de estado. Numa boa e velha relação sado-maso os meus concidadãos continuaram a votar nele. Não me admira que dentro de 3 anos votem no moço que recebeu uma presidência da câmara como prenda de natal: só precisa de usar o chicote. O povo gosta.

Mais Pisa, torres e torres erguendo em plano inclinado

arquitectura oral

Quase 73% dos alunos testados declararam que em casa existem dois ou mais computadores.
(…) Em matéria de computadores em casa passámos de 30,9% com dois ou mais para 72,9%, enquanto na OCDE a média cresceu apenas de 53,6% para 59,7%. Sendo alunos com 15 anos, será que todos tiveram irmãos com Magalhães? (…)
Em quase 59% dos casos são referidos dois automóveis no agregado familiar.
Em todos estes parâmetros, a amostra portuguesa parece mais rica do que a média da OCDE. Interessante.

Mais dados sobre os jovens portugueses que fizeram os testes Pisa, publicados pelo Paulo Guinote. Muito interessante.

Este ano não há Pai Natal

A responsabilidade é da polícia britânica, embora esta acuse os estudantes de terem envolvido o Pai Natal nos seus protestos.

A caminho da felicidade

escravos, china, 2010

Quando o honrado empresário português tiver todas as leis para despedir, sem indemnização, o colaborador com quem embirrou pela manhã, quando o subsídio de desemprego encolher de vez e se reduzir a meia-dúzia de meses, quando tivermos um milhão de desempregados, esta espécie de gente continuará a pedir mais flexibilidade nos despedimentos, porque sim, porque só assim se criarão novos postos de trabalho, e todos serão contratados a prazo pelo novo salário mínimo de 200 euros, e o desemprego baixará.

Então as multinacionais deslocalizarão umas fábricas para Portugal e algumas economias emergentes, esclavagistas e asiáticas, tremerão com a ameaça da nossa concorrência.

Já faltou mais.

Sócrates e Amado cúmplices em crimes de morte

O El País confirma via Wikileaks: o governo português autorizou em 2007 a passagem por Portugal dos voos da morte, de “repatriamento” de prisioneiros de Guantanamo para os seus países de origem, onde na altura foram torturados e em seguida desapareceram.

Além de cúmplices destes assassinatos são mentirosos, o que não sendo novidade neste caso passa todos os limites. Ouça:

Agora demitam-se.

Não esquecer Bradley Manning

O jovem norte-americano acusado de ter passado documento à Wikileaks é o verdadeiro herói em cativeiro, mais que Assange, que como cidadão australiano e com cobertura mediática vai tendo alguns meios de defesa. Bradley vai ser julgado por um tribunal militar, e dificilmente escapará a uma sentença de 50 anos de prisão. Pode manifestar a sua solidariedade na página de apoio no Facebook.

Eu acrescentaria: há um aroma a submarino no mar

“Pode ser tentador discutir o que diz este telegrama ou aquele. Nós não discutimos por uma questão de princípio. Se aceitássemos discutir este telegrama ou aquele estávamos a ser cúmplices e a patrocinar a violação da correspondência diplomática que é essencial à segurança dos Estados”, declarou Paulo Portas, ex-ministro que fotocopiou, e levou para parte incerta, 61893 documentos abrangido pelo segredo de Estado.

Pedro Sales

O novo hino da campanha de Cavaco Silva

Cavaco sempre ao lado dos que têm fome.

Horóscopo para hoje

Na Bolsa de Lisboa dizem que as acções do BCP vão descer.

O espião que veio do banco

O presidente do BCP queria ganhar umas massas no Irão, mas ao mesmo tempo violar o segredo bancário espiando para os Estados Unidos.

Obrigado wikileaks. Assim vemos a fibra dos nossos banqueiros.

À atenção dos responsáveis pelos exames nacionais

Agora que querem meter os professores a fazer trabalho extraordinário à borla, não seria altura de pouparem os professores do ensino privado a esse sacrifício?

Eu explico porquê. Em primeiro lugar não passa pela cabeça de ninguém que funcionários de uma empresa privada façam um trabalho que compete única exclusivamente ao estado. É o mesmo que pôr empresas de segurança a fazer trabalho da polícia. Já os alunos do privado não terem de ir fazer o seu exame a uma pública é perigoso, e por alguma razão nem sempre foi assim.

Depois tenho uma pequena experiência. Quando fui corrector pela primeira vez de acordo com as modernices actuais das grelhas supostamente mais objectivas e das aferições dos critérios trabalhadas em grupo, dois colegas dentro do assunto explicaram-me os novos procedimentos e no final avisaram-me:

– E nas reuniões de aferição vais ver como está sempre alguém de um colégio e como avalia sempre por baixo. [Read more…]

Agora como não chumbam estão no 10º ano e fazem testes Pisa com muito melhores resultados

Onde é que meteram em 2009 os alunos com 15 anos que em 2006 estavam no 7º e 8º?

No Expresso de hoje Isabel Leiria pensa que estão no 10º ano, porque agora não reprovam e como tal sabem mais. Fantástico. Mas também podem estar num Curso de Educação e Formação (CEF) e não terem feito os testes Pisa.

A grande mudança no ensino em Portugal entre 2006 e 2009, afectando os alunos que dantes chumbavam de forma a estarem no 7º e 8º com 15 anos, foi precisamente terem sido encaminhados para os CEF’s (e muito bem, acho eu).  Nos CE’Fs pelo menos não chumbam. Mas os CEF’s não constam desta tabela. Até parece que os alunos dos CEF’s foram marginalizados desta oportunidade de demonstrarem as suas competências, o que seria uma enorme injustiça, e para alguns uma grande batota.

Por coincidência a subida da média nacional nos testes Pisa resulta sobretudo da subida dos piores alunos. Ou do truque de terem sido substituídos por outros, correspondendo aos que em 2006 estavam no 10º ano, bastando para isso que os alunos dos CEF’s com 15 anos não tenham feito o teste.

Um caso em que uma escola básica pediu escusa porque o “grupo de estudantes a avaliar tinha uma taxa muito elevada de casos de insucesso,” é conhecido.

Nesta remota hipótese, que não queria colocar mas já coloquei depois de esfregar os olhos na caixa de comentários do post onde esta tabela foi publicada pelo Paulo Guinote,  toda a propaganda que o governo tem feito seria um enorme barrete, a enfiar por todos nós, e ainda pela OCDE a quem primeiro teria servido.

O que está totalmente fora de causa, é claro, mas fará de Maria de Lurdes Rodrigues a maior prestidigitadora de números da História da Educação em Portugal.

Luís Vilar: às vezes até em Coimbra a justiça funciona

Um político profissional, que de empregado bancário passou a movimentador de milhares nas suas contas depois de alcançar o estatuto de vereador, o pior que Coimbra já teve, consegue ser notícia.

Valha-nos isso. Aventei algumas vezes sobre o arguido Vilar*, por conta do processo dos amigos dos Correios, ou mais recentemente pelas sua participação nas recentes eleições internas da Federação de Coimbra do PS.

Hoje, dia em que foi condenado no primeiro dos seus processos a ser julgado, sinto que a minha cidade está mais limpa e asseada. Faltam os outros casos, e sobretudo falta dignidade a Vítor Batista. O ainda deputado do PS entregou a Luís Vilar  a responsabilidade pelo financiamento do PS distrital nas eleições do ano passado, quando já era acusado por crimes de financiamento partidário ilícito, uma das razões porque hoje foi sentenciado em tribunal. Vítor Batista vai abandonar já o seu lugar de deputado? ou no mínimo o seu grupo parlamentar vai correr com ele? esperem sentados.

Entretanto e mais uma vez Domingos Névoa lá se safou, se bem entendi por prescrição. Um dia os estacionamentos subterrâneos da Bragaparques chegarão à superfície. É tudo uma questão de tempo.

* a expressão arguido Vilar é © do Fernando Moura, que pela primeira vez em Portugal fez a cobertura de um julgamento para o blogue das suas meninas, um grande marco na História da blogocoisa em Portugal, dando um gandabaile aos dois diários locais, fora o resto. Na blogosfera, essa expressão geometricamente desadequada, ninguém vai dar por isso. Parabéns a quem esta tarde mandou o servidor abaixo por excesso de visitas, coisa que nunca aconteceu ao Aventar, ia lá agora ter acontecido.

Inquérito parlamentar já

O rei João II teve uma morte no mínimo misteriosa. Muitos historiadores, contando com o parecer de alguns médicos precursores do tele-diagnóstico, têm-se inclinado para o envenenamento do monarca, ordenado pela própria rainha, nada de espantar se tivermos em conta que o rei limpara o sebo ao duque de Viseu, seu cunhado, e a mais uns tantos.

Contudo trata-se de uma interpretação discutível. Ainda recentemente Manuela Mendonça, presidente da Academia Portuguesa de História, defendeu a teoria do falecimento devido a doença crónica. É portanto um caso polémico, e “um dever para com a verdade” o seu esclarecimento.

Uma comissão parlamentar de inquérito impõe-se. Já. Aposto que o deputado Paulo Portas, um devoto do chamado Príncipe Perfeito, vai assumir esta iniciativa.

O ensino privado que todos pagamos vai ficar na mesma

Interpelado por Paulo Portas (quem melhor que ele para defender a privatização do ensino) Sócrates tremelicou e lá lhe saiu um “sem prejuízo do ano lectivo e do ciclo de ensino”. Forçar a transferência de alunos a meio do ano seria um disparate, quanto a isso todos de acordo.

Agora “ciclo de ensino” traduzido do socratês é muito claro: tudo vai ficar como estava, escolas privadas sustentadas pelo estado a concorrerem com as públicas, lucros chorudos para empresários e mais uma fonte de financiamento da ICAR.

Valha-nos que caiu o mito do custo por aluno nos colégios ser inferior ao do público mas na hora da verdade este governo é incapaz de resistir à pressão de uma Igreja, e de gente como o seu ex-deputado António Calvete. Tudo como dantes, quartel-general no largo do Rato.

A eterna paralelidade dos sacanas

Um quarto da actividade económica em Portugal é paralela. Paralela em economês é o eufemismo para gajos que fogem aos impostos, mas usufruem dos impostos. Tipos porreiraços que não alcançando o supremo usufruto da parceria público-privada (desde a Lusoponte ao colégio sustentado por todos nós) roubam ao estado não pagando ao estado, mas utilizando os serviços que o estado nos presta a todos (da saúde à estrada). A versão mais esperta do chico, desde o pequeno biscateiro ao grande Dias Loureiro.

Tipos a quem roubar não tira o sono, porque na sua moral muito sua não gamam nada, desenrascam-se como diria o velho Soares, Mário.

Canalhitas, portanto. Que contam com o teu vá lá, que se lixe, quando não lhes exiges a factura (e menos pagas).

Um quarto da economia de um país em crise dava para mandar a crise passear para a sua mãe alemã num instante. Num mundo onde o offshore é lei, confesso o meu relativo desinteresse pelo biscateiro. Hoje, dia Dia Internacional contra a Corrupção, prometo que  a partir de 1 de Janeiro não me esquecerei de vós, pequenos e enormes trapaceiros: por cada cêntimo que me vai ser roubado não me esquecerei do Manel, do António, da Constância, de cada um dos que nos roubam (que o estado também é nosso), e me fazem ser roubado.

Ir-vos ao focinho seria um prazer. Na impossibilidade de o fazer, sois muitos e maiores que eu,  alguma coisa se há-de arranjar.