Quem vai à guerra… (2)

Novas do campo de batalha: as contas do twitter e facebook da Anon_Operation foram canceladas. É como nos desenhos animados: o gato nunca apanha os ratos, e neste momento o twitter é este: http://twitter.com/anonops aliás: http://twitter.com/Anon_Operationn (obrigado CJT pela correcção).

Parece ter sido utilizada uma arma de destruição maciça: a publicação de 10 000 números de cartões de crédito é uma bomba atómica, com efeitos colaterais como todas as bombas atómicas. Tolice, embora sirva para todos entendermos que a falta de segurança de informação como esta é o pão nosso de cada dia (e não apenas um problema da diplomacia americana).

Sobre esta operação transcrevo de seguida uma carta aberta dos seus responsáveis.

A Letter from Anonymous

Our Message, Intentions, and Potential Targets

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Quem vai à guerra dá e leva

As nobres instituições que às ordens do dono estão a boicotar a wikileaks, através do cancelamento de contas bancárias ou de processos judiciais absurdos,  começaram hoje a provar o sabor da guerra: uma associação de hackers denominada Anon_Operation passou ao contra-ataque.

Os sites da Mastercard, Postfinance estão offline. A Paypal já esteve. Esta gente ainda não tinha percebido que na net não mandam os governos. Vai perceber num instante.

Wikimbecilidade

Os últimos ficheiros divulgados pela Wikileaks estão a despoletar o imbecil e ignorante que pode existir num jornalista perto de si:

Empresas que albergam servidores do Wikileaks estão a deixar de o fazer
Depois da Amazon, agora é a Paypal que se recusa a albergar a Wikileaks no seu portal.

Esta é da SIC. Uma procura de localização da Interpol é um mandato de captura, sexo consensual com suposto rompimento de preservativo é violação.

Isto no intervalo do que realmente interessa,  tentar que os 0,1% de telegramas já publicados passem por coisas sem interesse nenhum: tipo Kadhafi é um grande fã de flamenco. Quando chegarmos aos 10% ainda se descobre que Cavaco, o sr. Silva, tem algumas dificuldades em decorar os autores dos livros que lê.

Hoje nasceram galinhas com dentes

galinha com dentes – No dia em que eu concordar com um membro deste governo em geral e do seu Ministério da Educação em particular as galinhas vão ter dentes – disse isto há uns anos, não sei onde mas é fácil de entender porquê.

Ora o artigo de opinião de Trocado da Mata, Secretário de Estado da Educação, que ontem saiu no Público levanta este complexo problema eco-lógico. Tirando uns pormenores, assino por baixo o que o homem escreve, e sublinho o arrasador desmentido da treta do custo do ensino privado.

Aqui o transcrevo.

Regras mais simples e justas no financiamento das escolas

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As parcerias público-privadas são verdadeiramente vergonhosas

Ferreira do AmaralRelata o Diário As Beiras (sem link que a notícia não está online) de ontem que “Carlos Moreno, juiz do Tribunal de Contas, não esteve com meias medidas e afirmou em Coimbra que as parcerias público-privadas são”verdadeiramente vergonhosas e que o estado tem o dever de as renegociar”.

“Portugal é o campeão europeu das parecerias público-privadas”, explicou, sublinhando que o seu valor ascende a 1 500 mil milhões de euros, enquanto em França não chega a 500 mil milhões de euros. Em Espanha e Itália as parcerias são de 289 mil milhões e de 66 mil milhões de euros respectivamente. (…) O juiz recordou que a primeira parceria deste tipo foi feita em 1992 para a construção da Ponte Vasco da Gama, numa altura em que não existia legislação.

Mais umas achegas para a História do capitalismo nacional: sempre encostado ao estado, mamando do estado, e roubando o estado. Ferreira do Amaral num país de leis já teria sido julgado. Em Portugal foi imitado e seguido. Mas claro que a culpa da crise é do “estado social” etc. etc. Filhosdaputa.

Adenda: Lembra-me o Helder Guerreiro  que 1500 mil milhões de euros é “umas 10 vezes o PIB”. Provavelmente será uma gralha do jornal, mas o que conta é a relatividade dos números, digo eu.

KIM JONG-IL olhando para as coisas

Um fotoblogue onde o olhar penetra a descoisificação do real, transcendendo-se na construção do socialismo pós-feudal.

Uma viagem ao coração, fígado e pulmões da República Popular Democrática de Coreia Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk, conhecida informalmente por Coreia do Norte.

the dear leader likes to look at things.
updated every other day and sometimes on the weekends too

Martins da Cruz, um homem de pedidos

Prega agora o ex-ministro Martins da Cruz sobre os voos da CIA:

“Se um país aliado como os Estados Unidos solicita uma coisa ao Governo português faz-se, tanto mais se essa coisa não é ilegal” RR

Claro. E se o ministro dos Negócios Estrangeiros precisa de um favor para a filha entrar na universidade, pede ao ministro do Ensino Superior, e faz-se. Mesmo que seja ilegal.

Um ministro muito amado

A página da wikileaks está outra vez em baixo, fruto de um ataque mais forte que o de Domingo, cujo autor já está identificado (um militar reformado norte-americano que se assina “th3j35t3r”). O acesso na China foi puro e simplesmente barrado.

Entretanto hoje terá aparecido o primeiro dos 722 telegramas com origem na embaixada em Lisboa. Digo terá porque não encontro dele qualquer vestígio (os conteúdos estão republicados noutros locais que não foram atacados).

Segundo os jornais portugueses o telegrama refere-se aos voos da CIA e o seu conteúdo é resumido no Público (alô Teresa de Sousa). O nosso ministro Amado precisou de carinhos: “neste momento, seria do nosso interesse bajulá-lo bastante”.

Por falar em carinhos, o fundador da wikileaks já tem um mandato de captura da Interpol por violação de duas cidadãs suecas com quem teve sexo consentido. A acusação de pedofilia vem já a seguir: as moças estão a tomar banho num elixir da juventude e prometem regressar com 6 anos de idade.

1 de Dezembro, dia nacional da aldrabice historiográfica

Cristovao de MouraEle é a independência, a cobardia da nobreza portuguesa em geral e dos Braganças em particular promovida a heroísmo, e mais umas lérias: o séc. XVII permanece como o menos estudado da nossa História, e os mitos historiográficos ainda perduram como verdade oficial.

Deixem-me saudar o povo irmão da Catalunha, e sobretudo o povo português em revolta antes do golpe palaciano também  contra esse mesmo povo que hoje se comemora.

Há um ano escrevi aqui umas coisas sobre o 1º de Dezembro, feriado nacional conhecido por “Dia da Restauração da Independência de Portugal” e hoje acrescento um retrato de Cristovão de Moura, e uma ligação para um curto blogue que lhe tomou o nome, do Paulo Varela Gomes, com quem comungo o gozo da provocação embora ele a exerça com o talento que lhe sobra e a mim me falta. Volta Paulo, estás mais que perdoado.

Blogopédia: A Educação do meu Umbigo

A Educação do meu Umbigo faz hoje 5 anos, um bom dia para entrar na Blogopédia, com os parabéns ao Paulo Guinote.

A Educação do meu Umbigo é um blogue de Paulo Guinote iniciado a 30 de Novembro de 2005. Inicialmente o autor pretendia sobretudo publicar textos e reflexões académicas. Os conflitos sociais entre os professores do ensino básico e secundário e o Ministério da Educação durante o mandato de Maria de Lurdes Rodrigues fizeram deste blogue uma das principais referências dessa luta, o primeiro conflito social onde o papel da blogues e fóruns foi determinante. A Educação do meu Umbigo é um blogue que faz da sua caixa de comentários um autêntico forum, funcionando como uma rede social interactiva, e tornou-se na grande referência dos profissionais ligados à educação, sendo frequente a sua utilização pelos mass media. Paulo Guinote passou a ser ouvido nos grandes debates do ensino enquanto interveniente e comentador, respeito que nunca um professor do ensino básico fora das associações profissionais e dos sindicatos tinha alcançado. Além de algumas dezenas de colaborações regulares e ocasionais em 2010 passou a ter como co-autor Fafe.

A Blogopédia é uma wikipédia de blogues. A sua edição é aberta: pode alterar ou criar livremente entradas. É isso mesmo que pedimos: corrija, acrescente, coloque o seu blogue.

As vozes do dono não chegam ao céu

A devoção canina pelo império já assaltou os nossos jornais (que ainda não repararam no caso Brasil, como de resto a comunicação social brasileira se esforça como pode por fazer).

Teresa de Sousa não podia faltar à chamada, e no Público inventa que “estamos perante uma realidade nova que coloca problemas muito sérios às democracias. E  que coloca problemas igualmente muito sérios à imprensa livre das democracias.“, isto depois de desvalorizar as revelações já feitas, classificando 5 dos melhores jornais do mundo como simples cuscuvilheiros.  O que já se sabe sobre as pressões para isolar o governo democraticamente eleito da Venezuela, sobre a peculiar forma de a polícia brasileira lidar ao estilo CIA  com suspeitos de terrorismo, não tem importância nenhuma. Dar destaque às verdadeiras cusquices, tipo o que diz um diplomata de Putin, Sarkozy ou do putanheiro italiano, para não se reparar no importante, deve fazer parte das instruções do embaixador em Lisboa aos directores dos jornais portugueses, e ainda nenhum dos 722 documentos ligados a essa embaixada foi publicado.  [Read more…]

Mais um cartaz da campanha de Cavaco Silva

cavaco disse à pide que estava integrado no salazarismo

Barcelona (FCP) 5 – A. Madrid (SLB) 0, sim são golos e não só

Há uma comunidade ibérica nestes resultados, toda uma península que diz no relvado: gastais mais, e perdeis ainda por mais.

Feliz e contente, lembro aos nacionalistas de trazer por casa que cada um ganha a vida onde melhor lhe pagam, mas antes disso há causas.

E não é por causa de quatro emigrantes portugueses que se muda um afecto.

Não mudei o meu. Tomai lá mais 5, falangistas madrilenos.

Wikileaks: os telegramas dos srs. embaixadores, um exemplo brasileiro

A comunicação social portuguesa limita-se a transcrever as agências internacionais sobre a devassa feita aos telegramas dos embaixadores do império. Está mal.

Sempre que acharmos oportuno publicaremos no Aventar o que vai saindo e respeite a países lusófonos (passe o neo-colonialismo da expressão).

Neste caso um artigo de Natalia Viana, especial para WikiLeaks, onde se descobre como discretamente Lula mandou a lei e os direitos humanos à fava:

“A Polícia Federal frequentemente prende indivíduos ligados ao terrorismo, mas os acusa de uma variedade de crimes não relacionados a terrorismo para não chamar a atenção da imprensa e dos altos escalões do governo“

Em segredo, Brasil monitora e prende suspeitos de terrorismo

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O PCP e os Anarquistas

18 janEdgar Rodrigues não foi exactamente um historiador do movimento operário português: prefiro considerá-lo um empenhado militante anarquista que no exílio se dedicou à memória da sua causa, e leio este excerto da sua obra como um testemunho, discutível, mas a ter em conta.

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A CGT (…) Mobilizou os seus elementos mais destacados ainda em liberdade, promoveu reuniões e por fim elaborou um plano de acção insurreccional para todo o país. Fez contactos com a Federação das Associações Operárias, ligada ao PS, com Organismos Sindicais Autónomos, e procurou a Comissão Inter-Sindical, subordinada à ISV, sob comando do PCP, que também aderiu, em princípio. Todos ficaram de acordo! Não houve indecisões nem alterações durante os primeiros contactos! Nasceu então a Comissão Coordenadora para congregar todas as forças proletárias dispostas a enfrentar o fascismo (…). [Read more…]

Terroristas norte-americanos atacam Wikileaks

O pânico americano derivou em terrorismo:

O site Wikileaks anunciou que está a ser alvo de um ataque informático, mas que isso não impedirá a publicação, prevista para hoje à noite, de documentos norte-americanos sensíveis em diversos jornais. in Público

Entretanto a página que tencionava utilizar esta noite para pesquisar os documentos, o http://owni.fr/, já está fora de combate. É provável que os terroristas ao serviço do Pentágono se estreiem hoje em grande escala, lançando uma ciberguerra de consequências imprevisíveis. Sabe-se que a Wikileaks estava preparada para isto. E vai ter muita gente do seu lado.

A guerra das favelas, batalha perdida de uma guerra onde os governos já foram derrotados

Policia-no-Rio-de-Janeiro

A ocupação militar das favelas do Rio de Janeiro pode encher ainda mais as prisões brasileiras, pode trazer uma ilusória esperança aos favelados, mas está condenada ao fracasso.

Porque o problema é social, e se alimenta da miséria. O Brasil tem dado grandes passos na erradicação da pobreza absoluta, mas não acabou com ela. Os traficantes das favelas podem cair mas outros os substituirão: o dinheiro fácil onde reina o desemprego terá sempre candidatos.

E porque a guerra da droga está perdida para os governos, em particular o dos EUA, que não admitem a rendição, no Brasil como no México, ou como em Portugal. Há tráfico de substâncias ilícitas porque as substâncias são ilícitas. A sua legalização será a única forma de controlar o problema a nível de saúde pública e de terminar com os traficantes. Claro que o branqueamento de capitais ficaria mais difícil e a humilhação de assumir um erro teria custos políticos. O problema é esse.

Hoje há wikileaks, pânico nas embaixadas

Hillary_Clinton Hoje à noite deverá ter início mais uma operação Wikileaks: 250 000 memorandos da diplomacia dos Estados Unidos, de e para as suas embaixadas.

Hillary Clinton contactou pessoalmente diversos governos (pelo menos a Inglaterra, Israel, Austrália, Noruega, China, Dinamarca e Canadá) numa tentativa de antecipar e minimizar os prejuízos, que podem ultrapassar em muito as denúncias passadas de crimes de guerra no Iraque e Afeganistão. Sendo a diplomacia a arte da hipocrisia em todo o seu esplendor, promete.

Em Portugal, país que esteve ameaçado de invasão americana em 1975, ficaremos talvez a saber o que o império pensa realmente de nós. Desconfio que vai ter piada.

Fora o árbitro! gatuno! filhodaputa!

Refiro-me a João Ferreira (AF Setúbal) e Cosme Machado (AF Braga). Os dois mete-nojo foram para a Escócia furar uma greve dos seus colegas escoceses.

É certo que João Ferreira quando chegou à Escócia desistiu da ideia, tal como o seu colega. Dizem que não tinham percebido ao que iam. O que se pode dizer de um árbitro que não viu ao que ia?

No mínimo que não vê nada à frente dos olhos. Dentro e fora do campo. No caso do amarelo da foto já sabíamos. Bem podia ter ficado na Escócia até terminar a carreira.

Espero que na Ordem dos Advogados o bastonário não mude

Conheço o Marinho da Anop vai para mais de 30 anos. A despeito de profissionalmente os nossos caminhos se terem cruzado numa experiência para esquecer, sobre o homem testemunho a honestidade, a frontalidade e uma militância de homem de esquerda, da minha esquerda.

Enquanto bastonário da Ordem dos Advogados passou para fora uma imagem de socratista, como aqui em baixo se queixa o Ricardo. Não me meto em questões jurídicas mas nem tudo o que parece é. E no que toca à justiça pela primeira vez apareceu alguém a atacar quem impunemente dela usa e abusa, a explicar com clareza que a justiça que temos não é igual para todos, que em Portugal os ricos nunca cumprem penas e todos os dias um pobre é condenado sendo inocente, porque não teve posses para se defender, e também muito simplesmente por ser pobre. 

Achar que o Marinho ambiciona um escritório de advogados de topo está totalmente fora da realidade. O homem pode ser ingénuo, sempre foi voluntarioso, e sem dúvida que tem ambições políticas. Mas essa é outra conversa.

Espero que o resultado das eleições de hoje para a Ordem dos Advogados lhe seja favorável. Duvido muito, quem tocou nos poderes dos donos da advocacia tem tudo a concorrer contra si, mas era um excelente sinal para o país. Significaria que temos advogados livres em Portugal, e bem precisamos.

O ensino privado religioso e a liberdade de escolha

Ainda sobre o ensino privado, e a liberdade de cada um educar os seus filhos de acordo com as respectivas convicções religiosas, no que dizem ser um exercício de liberdade e por vezes me parece ser mais um exercício de propriedade, recordo o velho princípio de que a liberdade de cada um acaba onde começa a dos outros. Neste caso a dos filhos, que são pessoas e não uma espécie de cãezinhos para amestrar.

De uma crónica de Manuel António Pina:

A notícia revelada na passada segunda-feira pela BBC de que em dezenas de escolas inglesas se ensina hoje que a homossexualidade deve ser punida com a morte por apedrejamento (ou lançando fogo ao “criminoso”, ou atirando-o de um penhasco) e os ladrões punidos cortando-se-lhes mãos e pés (com figura junta a explicar como se faz) tem que ser antecedida do mesmo “Acredite se quiser”.
A coisa passa-se numa rede de 40 escolas privadas onde as liberais e multiculturais leis britânicas permitem que sejam ministrados os curricula escolares sauditas. Segundo a BBC, além de na homofobia, os 5 mil jovens, crianças e adolescentes entre os 6 e os 18 anos, na sua grande maioria provavelmente de nacionalidade inglesa, que frequentam tais escolas, são igualmente educados no anti-semitismo (lê-se-lhes “Os protocolos dos sábios do Sião” e ensina-se-lhes que os judeus pretendem dominar o Mundo) e na intolerância religiosa (num manual destinado a alunos de 6 anos condena-se ao “fogo do Inferno” quem não acredita no Islão).

Outra vez os custos do ensino, privado vs público

Mais umas achas para a fogueira, no blogue do Paulo Guinote. Eu sei que os dogmas de fé não se discutem, como o temos feito nesta casa, mas não custa nada tentar.

Greve geral, e tapar o sol com uma peneira de malha larga

Segundo os dados do ministério, 23 por cento dos professores fizeram greve, um número que sobe para os 38 por cento no caso do pessoal não docente.

Começou a remodelação governamental

O novo secretário de estado da Administração Pública tomou posse, e já fez as primeiras declarações:

“Neste momento, temos um nível de adesão na casa dos 19,4 por cento no número de trabalhadores na adesão à greve, o que nos aponta para a casa dos 73.546”

A PSP e a Greve Geral, estamos entendidos

Depois dos intensos treinos na Cimeira da Nato, a PSP intervém na defesa da ilegalidade (uma empresa não pode contratar trabalhadores externos para furar uma greve) e contra o piquete de greve nos CTT de Cabo Ruivo.

O blindado smiley vem já a seguir.

Então, e os serviços mínimos na saúde?

O Henrique Raposo está a delirar com febre e ninguém o interna?

Ao defenderem leis laborais ultra defensivas (as mais restritivas do espaço da UE, aliás, do espaço da OCDE), a UGT e a CGTP contribuem para a ausência de criação de novos postos de trabalho, de novas empresas.

Está mal. Ainda é atropelado por um elefante azul na sua própria imaginação.

A greve geral já está a correr bem, para começar

mal acabou a bola, e disseram logo na rtp que os bombeiros já estavam em greve.

por causa dos turnos. pareceu-me que estão à rasca, ao rasquinha e no rasquete.

Braga e Arsenal: a velha tradição minhota de um filho bater na mãe

A imagem tola do Afonso Henriques a bater na mãe na primeira tarde portuguesa, a da batalha de S. Mamede, não me estraga o título.

Os nossos vermelhos, cor de arsenal, deram duas a seco, como melhor sabem fazer, no final e em contra-ataque.

Vídeos dos Golos? a esta hora com qualquer outra equipa, tipo SLB, SCP ou FCP já havia, disponíveis para aqui partilhar. O Braga vs Arsenal demora mais tempo.

Como o complexo de Édipo faz parte de todos os cursos de jornalismo (cadeira Arranja-me um Emprego) fica este desabafo, desilustrado.

Assim eles arranjaram um emprego:

Herberto Helder, 80 anos

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
encantarei a noite.
Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.
Seus ombros beijarei, a pedra pequena
do sorriso de um momento.
Mulher quase incriada, mas com a gravidade
de dois seios, com o peso lúbrico e triste
da boca. Seus ombros beijarei.
Cantar? Longamente cantar,
Uma mulher com quem beber e morrer.

A greve

Greve, Segall, 1956

Entre as k-7′ mais repetidas contra as greves está o clássico “não querem é trabalhar“. Faz parte do álbum “A minha política é o trabalho“, música habitual com que se dança a lógica do deixar a política aos outros, e cada um que trate da sua vidinha.

A política não é dos políticos, é nossa. É monopólio dos que vivem da política, para os seus negócios, os seus favorecimentos, as suas aldrabices, porque deixamos.

Fazer greve é muito mais que um direito. Não é um acto de preguiça, quem faz greve (e todos, sindicalizados ou não, a podem fazer) prescinde de um dia de salário para falar. Para dizer que chega, que estamos fartos dos roubos, dos bancos que mandam na economia e aumentam os seus lucros, das grandes empresas que fogem dos impostos, dos que à custa do trabalho alheio acumulam fortunas.

Quando fazemos greve ao menos eles reparam numa coisa: fazemos falta. É com o nosso trabalho que eles ganham a vida.  Vamos deixá-los engarrafados, sem almoço, sem as ruas limpas, sem o “muito obrigado senhor doutor” com que lhes alimentamos a vaidade. Vamos fazer-lhes a vida negra, nem que seja só num dia. É pouco, mas é melhor que nada.