A posse do governo

Cavaco foi dizendo que o governo não só tem legitimidade com não tem desculpas nenhumas

 

Chamou a atençaõ para um fantasma de que o governo não fala -a dívida pública- e sublinhou que a verdadeira tarefa é relançar a economia, o tecido empresarial na produção de bens transacionáveis e exportáveis. O resto é mais do mesmo, desorçamentação, investimentos que nos atiram para a cauda da UE, desemprego e empobrecimento a prazo.

 

Sócrates, vem lembrar que as políticas são para continuar, casamentos dos homosexuais e megainvestimentos. Não diz é como os vai pagar. A responsabilidade é de todos, incluindo, evidentemente o Presidente. Nem uma palavra quanto às contas criativas e  ao tecido empresarial,  impostos  e tudo o que pode ser uma chatice.

 

Daqui a oito meses Cavaco começa a não poder fazer nada, entra no período da renovação do mandato, paz celestial e só podemos contar com as maiorias de ocasião para travar tentações, "quem vem atrás que feche a porta".

 

Sócrates começa – a bem da verdade nunca deixou de o ser- o quero, posso e mando, de sempre, não muda um milimetro das políticas que nos levaram à linda situação em que estamos.

 

Não é determinado. É teimoso e muito ignorante!

Manifesto pelo fim da divisão na carreira III

Boas, se me permite car@ leitor@, vou insistir na minha tese de que não faz sentido haver qualquer divisão na carreira docente. E volto ao tema tendo como ponto de partida o texto do Luís (Trabalho igual, salário igual). Numa resposta a dois tempos:

 

 

Karl Marx

 

E o primeiro comentário vai no sentido de rebater um pré-conceito menos declarado, mas sempre muito presente, contra "O" sindicalista, como se os problemas do nosso país fossem estes e não outros. Sem qualquer tipo de Pré-conceito afirmo que a culpa dos problemas estruturais do nosso país está nas elites dirigentes e não nos trabalhadores. Temos patrões a mais e empresários a menos. Temos gatunos a mais e governantes a menos. Temos uma minoria dirigente interesseira, nada interessada nos interesses da maioria dirigida.

Há sindicalistas conservadores? Com visões do passado? Claro…

 

Mas, quando me dizem que hoje é preciso voltar a jornadas de trabalho de 60h / semana, quando me dizem que talvez seja preciso voltar a trabalhar mais do que oito horas por dia por causa da competitividade… quem é que é reaccionário e conservador?

Será moderno o incompetente Albino Almeida, o pai de todos os pais, vir dizer que quer as creches e escolas das 7h30 às 19h30?

E seria conservador, se por exemplo, exigisse dos empresários um maior apoio aos trabalhadores com filhos em idade escolar, para que estes podessem ajudar os filhos?

 

Nunca na história da humanidade houve tanto dinheiro disponível, nunca como hoje Portugal e os Portgueses foram capazes de gerar tanto dinheiro – porque é que alguns têm que ficar com "ele todo" e outros com nada?

 

Porque é que os lucros de uma empresa, pública ou privada não importa, são para os accionistas na sua totalidade? Porque é que o trabalho é visto como um custo de produção e não como parte essencial ao lucro? Porque é que as empresas não dividem por exemplo, parte dos seus lucros, numa proporção igual, entre accionistas e trabalhadores?

 

Já sei, isto é ser conservador e ter uma visão do passado. O que é moderno é ter gente a ganhar milhões quando temos portugueses a passar fome.

 

Repito – a questão central é mesmo a da distribuição da riqueza.

 

E com isto me perdi no que queria escrever, mas certamente vão ter a paciência de me acompanhar no próximo post…

 

O cheque ensino / O cheque saúde

A criação de um “Mercado da Educação” é o verdadeiro problema que alimenta quem discorre sobre o cheque ensino. Quem quer que o ensino privado seja suportado pelo Estado, bate-se pelo cheque, quem não quer que o Estado suporte o ensino privado, está contra o cheque ensino.

No fim, quem acha que a escola pública deve ser a coluna vertebral do ensino, fecha o sistema a sete chaves e nem acredita que o cheque possa trazer uma mobilidade às famílias muito importante.

Outros há, que consideram que o cheque ensino pode circular entre as escolas públicas, permitindo uma mobilidade de que resultariam francas vantagens para as famílias e para os alunos. Ficariam de fora as famílias que colocam os seus filhos na escola privada. Como se percebe, a nível do IRS o Estado já suporta parte das despesas da educação do aluno na Escola privada.

Esta questão, tambem se estenderá à Saúde,(Mercado da Saúde) mais tarde ou mais cedo, os “players” privados exigirão que o Estado favoreça a acessibilidade dos cidadãos aos hospitais privados, suportando os custos.

Eu, pessoalmente, tenho dificuldade em perceber como é que o cheque num caso e noutro favorece o comum dos cidadãos. As famílias de rendimento elevado, que já escolheram o privado, esses, sem dúvida que ficarão favorecidos, mas tenho muitas dúvidas quanto ao funcionamento do cheque entra as famílias de rendimento mais baixo.

O que me parece verdadeiramente importante, é o direito de escolha. Posso aceder ao hospital A ou B e à escola A ou B porque acho que é melhor para a minha família, introduzindo uma competição bem saudável no sistema.

Haverá outras formas de apoiar as famílias, se estiverem verificadas razões razoáveis e saudáveis para isso. Preocupa-me uma liberalização no sistema que ainda é frágil e que padece de doenças bem mais preocupantes.

Não podemos é fechar a porta a estas propostas por puro comodismo ou por medo do desconhecido. Ter medo do “Mercado da Educação” ou do “Mercado da Saúde” não é a melhor forma de os combater. A melhor forma é ter uma escola pública capaz e ter um SNS competente.

A reforma da saúde nos USA

Um avanço muito importante embora ainda não definitivo. O Comité de Finanças do Senado aprovou ontem a proposta de reforma do sistema de saúde, apresentado pelo Presidente.

Para além da maioria Democrata votou a favor uma Senadora Republicana. As outras comissões do Senado que têm a ver com a Saúde, já tinham aprovado a proposta. O diploma em discussão é o único que cumpre todos os objectivos a que Obama laçou mãos, e que estende a cobertura aos 47 milhões de americanos que não têm seguro médico, proíbe a discriminação dos doentes crónicos e prevê reduzir os custos.

Desde Roosevelt que não se tinha chegado tão longe, o próprio Clinton não conseguiu vencer em 1994.

Os seguros passam a ser obrigatórios mas as pessoas que não têm capacidade económica terão subsídios do Estado. A grande questão é saber quem é que paga a reforma. A Câmara dos Representantes quer maiores impostos sobre as grandes fortunas, enquanto o Senado propõe novas taxas para os planos de saúde.

Entretanto, o lobby das seguradoras declarou guerra às reformas, declarando que a proposta aumentará em muitos milhões de dólares o custo do sistema. A Casa Branca declarou o documento distorcido e defeituoso!

É uma reforma que trará boas consequências a nível mundial !

Pobrecitos…

Na Sábado, o Pedro Santos Guerreiro

Para o El País, somos assim: ” Um governo frágil e extremamente dependente, deverá lidar, no país mais pobre da União Europeia, com alarmantes níveis de dívida, déficit público e desemprego” Quem, nós?

Mas então este não é o país de Sócrates ? O país maravilhosamente governado?

E segue o director do Jornal de Negócios “… o déficit orçamental vai mais que duplicar este ano para 5.9% do PIB….olhando para a dívida pública (75% este ano, 80% no próximo) ficamos a saber que Portugal nunca deveu tanto dinheiro. Só nos juros que pagamos todos os anos gastamos mais dinheiro que todo o investimento público. …um rol da desgraça que os políticos calam porque dizem que o fundamental é pôr a economia a crescer, isso diluirá o peso da dívida e dos déficits. É verdade ! Mas como se põe a economia a crescer? Como, se não damos estímulos fiscais e em vez disso temos de subir sucessivamente os impostos para obter receitas?

Em Espanha acaba de ser apresentado um Orçamento de Estado que agrava, em muito,os impostos. Na Alemanha, o grande objectivo é chegar a zero no déficit orçamental para 2015. Na Holanda, o governo prepara-se para cortar 20% nas despesas públicas, incluindo pensões e habitação social.

E nós? TGV, Aeroporto, Terceira Ponte, autoestradas, Contentores de Alcântara…

Isto é tudo muito mau mas a gente diverte-se imenso com estes estadistas…

Metem-se os gajos a recibo verde e não se fala mais nisso

Porém, os últimos anos têm mostrado que a natureza pública da TAP tem sido aproveitada para a tornar refém da luta sindical para efeitos de instrumentalização politica, como se mostrou na recente greve dos pilotos em plena campanha eleitoral, mesmo à custa da ruína financeira da empresa.

Vital Moreira, sobre a privatização da TAP

A pobreza combate-se com os jogos…

Como seria de prever, temos aí os moralistas de pacotilha a criticarem o Brazil por dar prioridade aos Jogos Olímpicos, quando têm tantos e tão grandes bairros de lata, as famosas “favelas”.

Para além de irem contra a política do nosso Primeiro Ministro, que tambem se atira aos megainvestimentos não produtivos para sair da crise, os nossos moralistas não percebem que estas obras para os jogos vão dar imenso trabalho ao pessoal das favelas. Talvez não tanto durante a construção, mas em pleno jogos.

Já viram o que vai ser de “palmanços” de carteiras ? De tráfico de droga e armas? Prostituição? cachaça ( não é água não) cerveja e caipirinhas? Tudo com produtos nacionais? Além, disso, os garimpeiros e os madeireiros vão deixar por uns tempos a Amazónia e assim se salvam uns milhões de árvores.

E quantos recordes serão batidos? E quantas novas drogas descobertas? E quantas novas técnicas de despitagem serão inventadas?

Pelo lado dos “bons” quantas empresas de segurança ? Quantos mais polícias, compra de armamento, carros blindados ? E pela saúde, quantos milhões de doses de medicamentos, quantos dias de internamento, quantas operações?

A festa é, em si mesma, um evento que concorre da maneira mais fantástica para a felicidade do povo, e não só materialmente, com trabalho e emprego, mas tambem com efeitos de desanuviamento stressante. E a seguir, quando tudo terminar ? O descanso bem merecido, e que vai desenvolver o turismo de lazer, praia, mar e sol.

Ficam as favelas, os desempregados, a falta de educação, de saúde pública ?

Pois sim ,mas o carnaval está à porta!

O IgNOBEL

Sempre ouvimos dizer aos nossos concidadãos e nós mesmos muitas vezes utilizamos a frase “chamar os bois pelos nomes”, que quer dizer mais ou menos “que tudo fique em pratos limpos” ,” que não hajam dúvidas “, enfim, melhorar o que deve ser melhorado a bem de todos.

Então, não é, que o IgNOBEL da Medicina Veterinária foi este ano para uma cientista de 37 anos, Catherine Douglas que “descobriu um aumento de 258 litros na produção de leite quando se chamam as vacas pelos nomes? ” Cá está, já sabíamos…

O IgNOBEL atribui os prémios menos ortodoxos da “ciência que faz rir e depois pensar” !

Um cientista de nome Miguel Apátiga levou o prémio da Quimica, porque “transformou tequilha em diamantes” o que não sei se é uma boa ideia. O vinho de Sacavém já apontava para aí…

O cientista Físico Daniel Lieberman descobriu que “os hominídeos fêmea desenvolveram mecanismos para estabilizar a coluna durante a gravidez e, assim, não caírem para a frente”.

Agora agarrem-se porque esta mostra bem como nós, Portugueses, andamos muito à frente neste campo, como aliás em quase todos. O IgNOBEL da Economia recebeu o prémio porque demonstrou ” como um banco grande se transforma num pequeno e um pequeno num grande e isso é aplicável a toda a economia”

Olha, quantos exemplos querem? BCP, BPN, BPP….

Afundaram-se 34 milhões de euros!

Bem sei que a empresa que vendeu os submarinos já veio dizer que as contrapartidas já estão executadas em cerca de 63% do acordado. Quer isso dizer que os trinta e quatro milhões são o valor das contrapartidas?

O contrato da compra e venda dos submarinos desapareceu! O Louçã, que não perdoa ao Portas ter ficado à sua frente nas legislativas, já disse que o melhor é procurarem entre as milhares de páginas que o Portas levou para casa.

Dez gestores arguidos, sete alemães e três portugueses.

É preciso não esquecer que o consórcio Francês que perdeu o concurso já tinha recorrido a Tribunal, embora o Tribunal de Contas tenha aprovado o contrato.

Mas, o que eu verdadeiramente gostaria de saber, é que mais valias estes comissionistas e intermediários trouxeram ao negócio.

Alguma vez entraram num submarino?

Desastre anunciado

O PIB vai crescer, nos próximos cinco anos, entre 1.5 e 1.8 o que quer dizer que nem sequer é suficiente para criar postos de trabalho, o que só acontece acima de 2%. É um dos crescimentos mais baixos do mundo.

Com estes valores vamos continuar a divergir da UE, não consiguiremos parar o desemprego que a OCDE já aponta para 650 000 pessoas o equivalente a 9.7% da população activa, não vamos conseguir pagar o serviço da dívida, nem sequer manter o nível de assistência social, como seja a Segurança Social e o SNS!

O déficite das contas públicas andará pelos 7%, o nível de impostos não dá margem para aumentos.

O país está a empobrecer muito rapidamente pela mão do PS!

Bancarrota?

A dívida externa está em 100% do Produto Interno Bruto e a Dívida Pública em níveis insustentáveis, isto quer dizer que o país estará próximo da bancarrota, incapaz de pagar os compromissos externos.

Uma economia alavancada no crédito externo é uma economia inviável. A única forma de criar riqueza para pagar o que o país deve e criar postos de trabalho, diminuindo o desemprego, é pelo investimento privado . Mas com esta promiscuidade entre o governo e a economia alguem estará disposto a investir? Quando o governo escolhe à linha quem autoriza a investir?

O PS encaminha o país para o empobrecimento!

Tragédia nacional

Endividamento externo líquido :

1995 – 10% do PIB

2000- 50% do PIB

2005 -100% do PIB

Sabes quem governou em todos estes anos ? Sete anos o PS e três anos o PSD !

Sabes que o PS quer continuar a pedir dinheiro lá fora, muito dinheiro, para fazer os megainvestimentos?

Não esqueças quando fores votar!

OPA do poder económico sobre o poder político

Se o PS ganhar as eleições as acções da Motta-Engil vão valorizar .

Porque o governo PS vai lançar os megainvestimentos e vai continuar a política de betão assim favorecendo as empresas de construção civil? Ou porque no caso da Motta-Engil está lá Jorge Coelho assegurando uma fatia importante desses negócios de que os contentores de Alcântar são exemplo ?

Esta proximidade entre o poder económico e o poder político explica muito das políticas que são lançadas como prioritárias, muito mais do que o verdadeiro interesse do país.

600 milhões desviados do BCP

Ainda saberemos o que levou o governo a interferir num banco privado a funcionar normalmente ? Porque sairam dois administradores da Caixa Geral de Depósitos muito próximos do governo e do PS para a administração do BCP? Porque caiu um véu de silêncio sobre o BCP? Porque a CGD emprestou milhões em negócios finos para alguns comprarem acções do BCP por forma a controlar o banco?

Asfixia democrática ? Asfixia económica ? Ambas?

Ando mesmo preocupado

Inacreditável! A Sociedade Ponto Verde, para evitar falência, vai abandonar a reciclagem de um dos tipos de plástico. E mais grave ainda, deixa no ar, que “na crise que vivemos não há sectores protegidos e alerta para “a gravidade da situação financeira da Sociedade Ponto Verde“. Neste caso específico, e por falta de fundos, a reciclagem de plásticos mistos será interrompida, e todos os resíduos deste tipo irão para aterros ou para incineração. Os efeitos desta acção já são bastante conhecidos e são nefastos. Os ministérios do Ambiente e da Economia vão-se encontrar com responsáveis da SPV para resolver este problema. É e mesmo um problema. É o problema da economia a interferir directamente e prejudicar o equilíbrio ecológico, e por consequência a todos. É o problema duma questão económica se sobrepor a uma questão de saúde pública. Sinceramente, espero que esta decisão seja anulada e que os responsáveis governamentais usem da mesma força com que têm presenteado o país e apoiem financeiramente esta iniciativa da SPV. Mas fico preocupado porque existe também a possibilidade de esta decisão se manter e o plástico não ser reciclado. Tudo porque “está já garantida a meta de reciclagem dos plásticos“. Tudo se resume a números. Apenas e só a números. Isto é mesmo estar a olhar para o saco de plástico do supermercado como o anti-Cristo ecológico e não olhar para tudo o que lá vai dentro. E é tudo de plástico. Numa autêntica “sociedade de plástico” como esta em que vivemos, interromper a reciclagem por questões financeiras deixa-me mesmo preocupado.

O TGV é incerto para Bruxelas

O governo ficou surpreendido ? Foi o único, porque basta ler a opinião da maioria de quem estuda a situação portuguesa para não ficar surpreendido.

Prioridade não é nenhuma, seja sob o ponto de vista de criação de riqueza, de criação de postos de trabalho e da monstruosa dívida externa. Do ponto de vista da viabilidade económica ninguem se atreve a considerar que alguma vez venha a ser lucrativa . Depois, este governo vem matando as linhas férreas que nos restam, nunca investindo nas sua reabilitação e não considerando sequer a construção da linha férrea que serviria Sines.

Mas quer o TGV ! Coerência ? Nenhuma, mas é modernaço, ficamos ligados ao centro da Europa ( Madrid querem eles dizer).O português médio não tem dinheiro para andar de TGV, mas os espanhóis têm. É um saltinho a Lisboa ou a Paris. Nós vamos continuar a voar para o centro da Europa e depois andamos lá de TGV, como eu sempre fiz. Os que podem, claro!

Mesmo de TGV chegar a Paris ( a Europa) são dez horas de comboio quando podemos fazer uma viagem de duas horas (avião), depois dali podemos ir para qualquer lado de TGV que são viagens de uma, duas horas. De e para Lisboa é que é uma trapalhada, são muitas horas, não dá, o TGV na verdade não nos aproxima do centro da Europa.

Portugal tem dois problemas: a crise económica e o matrimónio homossexual

Não há dia em que não se deva poupar. Não há dia em que não devamos pensar duas vezes antes de levar a mão à carteira. Olhamos os preços, comparamos, e as compras passam a ser um cumprido passeio. Aliás, já nem compramos o que costumamos adquirir. Temos posto de parte o tabaco, não por causa de saúde, mas por ser muitos euros a serem queimados em apenas um instante. Os ordenados não conseguem pagar ao que temos direito. Usar o carro hoje, apenas para passear. Passear, apenas aos Domingos e a pé. Os presentes que costumávamos oferecer, nem pensamos neles.
Porquê? É a crise económica que afecta a todo o mundo. Pelo que parece-me que é preciso responder essa questão nunca colocada: o quê é a crise?
A resposta é simples: o nosso País não investe em actividades que dão lucro. Lucro? É dinheiro que traz dinheiro. Portugal sempre pensou ser um País de férias, sem se importar com o futuro que podíamos obter, sem essa mais valia que as indústrias dão: uma velhice sem recursos.
Se o Estado Alemão, que tem riqueza em indústrias, se o Estado da Suécia, que tem aço aos milhares, estão em crise, como não íamos estar nós, sem indústrias a trabalhar e com muitas a fechar? Das áreas rurais apareceram imensas pessoas para trabalhar na cidade. Essas mesmas estão a retornar à abandonada terra para comer do que semeiam. Lembro-me bem de um livro que escrevi nos anos 90: Fugirás a escola, para trabalhar a terra. Parece uma premonição! Há Arquitectos a trabalhar de motoristas, há Advogados sem clientes que despedem as suas secretárias e fazem da casa o seu escritório para poupar renda. Há médicos que faltam, há académicos que nem livros podem comprar para estudar e ensinar.
Pergunto-me às vezes: esse duro de trabalho de investigar, ensinar o provado e os livros escritos a partir das hipóteses, são para quê? Qual o objectivo da vida? A emigração começou, mais uma vez, como nos anos 40 do Século passado, mas não para a França ou a Europa do Norte em geral: hoje em dia é para o Oriente, que soube guardar as suas riquezas….
No meio da hecatombe, dois problemas mais aparecem: o do aborto, já resolvido; e o do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Toda a Europa respeita a opção de sentimentos. Toda a Europa permite a opção de amor. No nosso país, apenas sou capaz de ver homens que casam com mulher por conveniência, por amar ao vizinho ou ao amigo mais próximo. A conveniência é o facto de não ser desprezado, de ter trabalho, do bom-nome no andar em todas as bocas, como se fosse um holocausto.
Esquecem que Karol Wotila, em 1991, ao manda redigir o Catecismo, diz, ao falar do adultério, esse sexto mandamento dos católicos romanos, que brevemente diz: não cometer adultério, acrescenta no artigo 2358. Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.
Contudo, Wojtila retira-o da lista dos pecados ao não esquecer dois factos: que o Rei David dos Hebreus, amava Urias, o marido de Basheva. Por conveniência do cargo, casa com Basheva, tendo, assim, sempre ao pé de si, Urias. Uma traição dele com outro enfurece David, e manda-o à guerra em primeira fila para ser morto. O outro, que Freud em 1905 tinha denominado aberração sexual se era com crianças, explicitado mais tarde no seu texto de 1920, quando ele próprio, como diz na sua auto psicanálise, tinha-se enamorado do irmão da sua mulher Marta, que nascemos bissexuais e há a opção da escolha em diversas idades. A prova é que ser homossexual foi retirado dos delitos do Código de Direito Criminal.
Portugal vive do crédito. Homem casado de certeza não ama outro homem. Mas, esses, não têm andado pelo Parque Eduardo VII de Lisboa, nem pela baixa do Porto, aimda menos em Estoril, perto da vila de Cascais. Quem por ai andar, tirava o crédito. Como acontece com o cartão de crédito, que hoje em dia há tantos. Falta dinheiro, há crise? Alegria, qualqeur Caixa Azul salva-nos. É, como diría Garcia Márquez, amor nos tempor do cólera. Da cólera doença, não amor com cólera ou raiva. A liberdade é para todos, cada um vive a crise como melhor entende e defende-se como o genaral no seu labirinto, diria García Márquez, dentro de um país inventado, à moda de Isabel Allende.
São as minhas palavras para o meu semanário [Semanário Interior]. Até onde entenda, vivemos dentro de uma República Soberana, depositada em todos os seus cidadãos.

Raúl Iturra
Cambridge, Grã-bretanha, 17 de Fevereiro de 2009, em casa da nossa filha Camila que acaba de casar com Felix. Já não é Iturra, é Ilsley!

Alegre e Soares agora são apoiantes do Sócrates?

Andaram quatro anos a dizer que nada tinham a ver com a política seguida por Sócrates, na Educação, na Saúde, na Justiça, mostraram, e bem, a sua incomodidade com as políticas do governo, agoram aparecem aí como virgens ofendidas.

Já ninguem acredita em ninguem, Soares ainda diz alto e bom som que o BE é um bom parceiro, Alegre não diz mas adivinha-se, andam a preparar as hostes para a união de facto? E Louçã, noiva dificil, vai negociar o quê, as privatizações, acelerar a reforma na Justiça, apoiar o SNS e uma escola pública mais autónoma?

Tudo a nível da Assembleia da República, em acordos que deixem margem de manobra ao BE mas que lhe dê influência ao nível da governação. E os megainvestimentos, a divida externa limita o Louçã economista?

Entretanto, Sócrates vai dizendo que as políticas são para continuar o que é um verdadeiro escândalo face à situação a que levou o país. A tenda está montada pelo PS, por um lado namorando o BE e por outro mantendo a propaganda. Quer segurar o PS dos negócios e dos lugares bem pagos e chamar a ala esquerda com o namoro ao BE.

Cá está o PS que bem conhecemos, adúltero e promíscuo!

IRC na Banca em 2008 – Taxa efectiva 9,6%

Justiça Fiscal, é o que podemos chamar a esta taxa em confronto com a mesma taxa aplicada aquelas empresas cheias de lucros e de trabalhadores bem pagos .

Se entrarmos com os lucros arrecadados em off shores e não contabilizados, a taxa efectiva de IRC da banca deve andar pelos 5%.

Mas quando se propõe uma taxa reduzida ,apenas sobre os lucros da actividade exportadora das empresas, não é possível, o orçamento não aguenta. Não aguentará, pois a banca leva a margem toda, assim realmente não deve aguentar.

E cá andamos neste paraíso socialista a favor dos pobres, dos reformados e da justiça social!

A Segurança Social – o que o governo não diz

Com a dita reforma da Segurança Social não se resolveu o problema, longe disso, adiou-se o problema por uns anos, poucos.

Bàsicamente, o que o governo fez foi aumentar os anos de desconto, de trabalho, e diminuir as pensões, que é uma forma escorreita de aumentar as receitas e diminuir as despesas, tudo à conta do trabalhador. O resultado desta reforma é que daqui a uns cinco anos o utente que vá para a reforma, vai com 65 anos de idade, 35 anos de desconto e com cerca de metade a que teria direito se tivesse saído cinco anos mais cedo. Porque quem saiu antes da reforma está amplamente beneficiado.

O que é isso de Privatizar a Segurança Social ? Seria entregar a Companhias de Seguros privadas os descontos dos trabalhadores para serem aplicados no mercado de capitais. É isto o que Manuela Ferreira Leite defende? Não, o que MFL defende é que 25% dos descontos possam ser aplicados a render no mercado de capitais mas mantendo-se o Estado como gestor.

E o plafonamento ? Os trabalhadores descontam para a Segurança Social até um certo plafon (limite) e a partir daí cada qual aplica os seus descontos onde muito bem entenda. Pode até aplicar tudo na Segurança Social gerida pelo Estado.

E o que é que interessa ao trabalhador ? Interessa que quando chegar a sua altura de passar à reforma receba o estipulado segundo os seus anos de desconto e a sua idade. Ou poderá interessar receber mais se correr o risco de ter os seus descontos total ou parcialmente aplicados no mercado de capitais? É que neste caso pode receber mais mas tambem pode ficar sem reforma como aconteceu a milhões de cidadãos americanos na presente crise!

Fica claro que só há uma maneira de tornar sustentável as pensões. Criar riqueza, criar postos de trabalho, criar gente nova capaz de renovar demograficamente o país e torná-lo melhor.

Todos querem abocanhar o seu quinhão do nosso dinheiro, mas quem é que tendo bom senso, vai jogar a sua própria casa no casino? E os que defendem a privatização tambem não dizem que se as pensões se evaporarem quem paga, outra vez, são os mesmos de sempre. Não foi o que aconteceu com a banca ainda há bem poucos meses?

Mundo Financeiro – aprendemos a lição ?

Os grandes estão a preparar-se para chegar a um acordo que há meses parecia fácil de se obter, face ao descalabro, mas que hoje passado o epicentro da tempestade já não é tão pacífico. Como é que os países da UE acordam algo que os USA estejam dispostos a aceitar? É que se não forem todos a coisa não funciona.

Não há economias fortes sem um sector financeiro forte. Uma crise financeira acaba sempre numa crise económica e social. Isto devia tornar mais simples o acordo mas não é assim. Outra questão é a responsabilidade ou a falta dela dos gestores, que na ânsia de ganhar milhões e rapidamente, são imprudentes com os produtos que inventam. Isto leva à necessidade de reforçar a regulamentação e a supervisão.

Mas deixar a regulação nas mãos dos próprios não é boa ideia, a supervisão tem que ser independente e feita pelos Estados e só funciona se for global. Não vale a pena regular na UE se depois o dinheiro foge para os UE e lá não há regulação, ou vice-versa.

As leis do mercado e o papel do Estado têm que ser reforçados mas não podemos cair novamente na tentação de quem não tem limites para a ganância, e como se viu, aqueles dois considerandos não foram suficientes.

É nesta fronteira que UE e USA esgrimem argumentos e por onde passa a possibilidade de um acordo. Oxalá que para chegarem a um acordo não acabem por deixar tudo na mesma. Ou quase!

650 000 desempregados em 2011

11% da população vai estar desempregada em 2011 segundo previsões da OCDE, para o nosso país. Como se vem dizendo a economia não cria postos de trabalho, não cresce o suficiente, no mínimo 2% para criar emprego, e mesmo assim a divergir da UE.

É aqui que está o busilis, e é por isso que Sócrates não fala do assunto e quando fala é para dizer que a crise acabou. O combate à crise não foi focada nas PMEs onde está o desemprego, não foram lançadas obras de proximidade que só agora estão a iniciar-se, tudo andou à volta dos bancos e das empresas públicas.

Os próximos dois anos vão ser muito dificeis e é o governo PS que é responsável. Segundo o mesmo relatório a economia vai crescer nos próximos anos entre 1.5 e 1.8, o que não dá para criar postos de trabalho e cresce abaixo de todas  as economias da OCDE

São as políticas que dão estes resultados que o Engº Sócrates quer manter. Como não reconhece nenhumha culpa tambem não pode ver que está errado, todos os outros estão errados ele é que está certo.

O TGV é uma fraude, Fernando !

Já aqui deixamos vários artigos sobre o Hipercluster do mar, onde se falou das reais potencialidades do nosso mar, da nossa costa e da nossa previligiada situação geográfica. Da energia das ondas e do vento em off shore, da dessanilização da água, recurso estratégico no futuro, na piscicultura, na construção naval, nos portos marítimos, nos transportes de mercadorias e passageiros, nas praias. Está aí tudo, só é preciso que o Governo dê a devida prioridade e o apoio financeiro, fiscal e político.

Aqui temos substituição de importações, criação de riqueza, aumento de exportações e criação de emprego.

No TGV que começou por ser um “L” deitado com cinco saídas para Espanha, e nessa altura todos diziam que sim, que era mesmo assim, temos uma tecnologia que vem de fora e que existe há trinta anos, dá trabalho periódico, tem uma pequena incorporação de tecnologia nacional e o resto é construção civil, uns carris e umas terraplanagens. Hoje, já ninguem se atreve a dizer que é viável economicamente, vai já numa opção diminuta até Badajoz e mesmo para o Porto , já pouco se fala nessa hipótese. São os mesmos que agora têm como argumento que não podemos ficar afastados do centro, como se os países mais ricos da europa não sejam os mais periféricos de todos, a Suécia, a Noruega, a Dinamarca, a Filandia que òbviamente nunca terão TGV.

Aqui não há substituição de importações, não há criação de riqueza, não há aumento de exportações e não há criação de emprego definitivo.

Então porque se dá prioridade, porque se queimam sete mil milhões de euros ? Porque há uma máquina a alimentar, bancos a emprestar dinheiro, consultores a ganhar muito e bem e as industrias Alemã e Francesa que precisam de encomendas.

A avaliação e o mérito nos hospitais ingleses

Os hospitais ingleses vão começar a ser financiados pelo Estado conforme o nível de satisfação de quem os procura. Espera horas para ser atendido ? É recebido com maus modos? Os médicos não lhe prestam atenção? A limpeza das casas de banho é má e a comida intragável? Sai do hospital mais doente do que quando para lá entrou?

Estes aspectos de boas maneiras dos recepcionistas, a limpeza, a qualidade dos espaços, a comida, podem render mais 4% no orçamento anual. A experiência piloto vai arrancar brevemente.

Cá no burgo, foram publicadas as novas regras de acompanhamento de doentes nos hospitais, com o objectivo de melhorar a satisfação dos utentes, o que parece ter o acordo de médicos,utentes e administradores hospitalares.

É preciso implementar uma cultura de qualidade, mas a medida do Ministério da Saúde Britânica ainda está a nos-luz da realidade portuguesa. Não temos condições imediatas para implementar estas medidas, cá isso está fora de questão, desde logo pela falta de condições das instalações.

Entretanto, há já alguns indicadores da qualidade que começam a ser coligidos e trabalhados, com vista a o financiamento vir a ser feito na base da qualidade, e aqui e ali há contratos programa na base de incentivos financeiros.

Este caminho dos objectivos, dos resultados e do mérito é imparável, não só nos hospitais mas tambem nas escolas, nos tribunais…

Para o fundo – a gravidade e a oferta e a procura

Vai sempre tudo para o fundo! Quem o diz é gente insuspeita ali no Blasfémias que por sua vez o foi beber a um tal Joaquim, que começa o seu texto explicando que as leis de mercado se aplicam à saúde. Sem qualquer dúvida ou excepção, e dando como exemplo a Lei da Gravidade em que tudo obedece mesmo que seja uma bala de canhão, vai sempre tudo para o fundo e com as lei da oferta e da procura tambem é assim, aplica-se sempre.

Por acaso a crise que estamos a viver seria um muito melhor exemplo. Está tudo no fundo!

Afinal, quem é que manda?

Eu acho que se percebe muito bem quem é que tem as rédeas na mão.

Eu até acho, que se calhar, mais vale começar é a votar para os Conselhos de Administração da Nestlé, Monsanto, PetroChina, Exxon Mobil,  General Motors, EDP, Sonae, Brisa, Portugal Telecom, Galp, etc, etc, etc…

O negócio dos livros escolares

Sem 200,00 euros não se compram os livros necessários para o filhote poder estudar. Se tiver mais que um começa a ser um drama para a maioria das famílias. A “bolsa do livro” era uma ideia estupenda para ajudar estas famílas, mas parece que se mudam todos os anos para que o negócio não acabe.

Esta conversa de que estão todos muito preocupados com as famílias cai à primeira análise. E que a “escola obrigatória” é uma medida de grande alcance, e é, assim se completasse com uma política tão simples de implementar, como seja reunir as condições para que os livros não pesem nas bolsas dos mais pobres.

No meio de tantas medidas de apoio, diárias, nunca se discutiu esta tão importante. E que o livro perdure por “n” anos escolares por forma a servir a mais que um aluno e que possa ser gratuíto.

Nada! O negócio é mais importante o que envolve muita gente interessada. Desde os livros escolhidos e quem os escolhe, a quem os edita, a quem os distribui e vende.

É, no mínimo, estranho que ninguem, ligado ao meio escolar não se indigne com esta situação .

Algum professor poderá explicar este negócio anual de milhões ?

Há vida para além de Sócrates

A maior central fotovoltaica do mundo está a ser estudada há vários meses por um grupo de empresas portuguesas para ser instalada no Alentejo ( o local específico ainda é secreto)e que será 45 vezes mais potente que as de Serpa e Moura que continuam a estar entre as 50 maiores do mundo.

A ideia é vender energia electrica “verde” para os países nórdicos que precisam de compensar a emissão de CO2 conforme o tratado de Quioto. Entretanto, e para o mesmo efeito, a Alemanha está a preparar uma Megacentral no deserto do Sara para abastecer a UE. O SOL começa a ser visto como uma fonte inesgotável de energia e Portugal foi abençoado como o país com mais horas de sol da UE.

A Megacentral em estudo ( a LUZ.ON tem como associados Mário Batista Coelho, o homem que ergueu a central de Moura, a Fundação de Calouste Gulbenkian, a Efacec e a EIP – electricidade industrial Portuguesa ) quer avançar na criação de um “cluster” nacional, onde entraria tambem a Quimonda, ou a parte correspondente à tecnologia dos painéis solares.

Este projecto terá um custo que será metade do custo previsto para o TGV (sem as alcavalas), poderá fornecer energia para três milhões de pessoas, representa quase quatro barragens iguais à do Alto Lindosos e duas centrais de Sines da EDP.

E evita 1.8 milhões de toneladas de CO2.

Mas claro que não tem o “cachet ” de um TGV a parar em todas as estações e sem passageiros…

Ainda a Social – Democracia

Continuação daqui

Continuando a conversa com o meu estimado aventador Adão Cruz o sistema político capaz de sobreviver em Liberdade tem que ser :

Um Estado de Direito (primado da lei )

Democrático – (um homem, um voto )

Economia – (social de mercado)

Dando de barato que estamos todos de acordo com as duas primeiras resta o sistema económico. O sistema tem que assentar no livre jogo da oferta e da procura, com a mão da regulação do Estado, impedindo ” a mão ínvisivel” de o transformar numa selva. E tem que ser porquê ? Porque a realidade mostra que, até ver, é o único sistema que consegue ,sustentadamente, criar riqueza suficiente, para:

Fazer crescer o país no seu todo (há cincoenta anos que as economias de mercado sustentam a melhoria de vida das populações, embora de forma muito desigual ); sustentam o sistema público de saúde e o sistema público de segurança Social ; e um Estado que administra a Justiça , a administração da coisa pública, a Segurança e a Defesa.

Nenhum outro sistema económico foi capaz de criar riqueza a longo prazo por forma a sustentar a paz, o bem estar e a propriedade. Todos os outros, desde o “capitalismo escravidão até ao capitalismo de Estado ” ruiram com fragor por não conseguirem dar resposta às necessidades básicas da população.

Mesmo os sistemas não inteiramente capitalistas, como é a China, introduzem cada vez mais os mecanismos de mercado de criação de riqueza mantendo, na posse do Estado, os grandes meios de produção. Diz-se socialista por esta última razão, mas com enormes sacrificios de grande parte da população que não tem oportunidades na área da Educação, da Saúde e de auferir um vencimento condigno ( para não referir a “escravatura infantil”).

A injustiça social, a injusta distribuição de riqueza e a incapacidade de criar iguais oportunidades para todos, resulta do egoísmo dos homens, da ganância individual e não do sistema, que só por si não impede uma mais justa repartição.

Mas isto leva-nos ao conceito do “homem novo” que há dois mil anos Jesus anunciou!

PS: quando Hengel, Rosa de Luxemburgo e Markx (para falar dos que li com atençao) falam dos “exércitos de esfomeados” referem-se aos que assim tinham atravessado toda a idade média até ao século XlX, o da industrialização. Depois ,pela pena de Markx passaram “a reserva de mão de obra miserável” mas o capitalismo e a industrialização têm pouco ou nenhuma culpa nessa condição.

Silva Lopes, um administrador pouco renovável


O David Fonseca deu-me a dica. Não pensem que é um assunto desactualizado – pelo contrário, a actualidade é imensa. É a «fenómenos» como este que se refere Francisco Louçã quando defende a nacionalização da EDP e de outras empresas do género, como a Galp.
José Silva Lopes, antigo Ministro das Finanças no II e III Governos Provisórios pós-25 de Abril e no III Governo Constitucional, renunciou no mês de Maio de 2008 ao cargo de Presidente do Conselho de Administração do Montepio Geral. Justificou esse abandono com a idade avançada, 76 anos, e com a falta de dianimismo para um cargo tão exigente. Pelos quatro mês de trabalho durante esse ano, recebeu do Banco mais de 400 mil euros.
No mês seguinte, a 4 de Junho, José Silva Lopes foi apresentado como o novo membro do Conselho de Administração da EDP Renováveis. Presume-se que, desta vez, o cargo não seja tão exigente.
José Silva Lopes – e isto para mim é o mais importante de tudo – defende o congelamento dos salários dos portugueses e o não-aumento do salário mínimo como forma de ultrapassar a crise económica. Defende ainda a ajuda aos desempregados e, de forma coerente, começou por ajudar-se a si próprio, empregando-se na EDP Renováveis mal saiu do Montepio.
A propósito da Galp, o Administrador Fernando Gomes recebeu em 2008 4 milhões de euros em remunerações mais um PPR anual de 90 mil euros. PPR com benefícios fiscais, claro – o dono de tão chorudo vencimento certamente precisa de tais benefícios. O Vital Moreira é que tem razão!