Krugman insiste!

Que a Grécia pode muito bem estar à beira de sair do euro e, por arrastamento, Portugal. Claro que é um Prémio Nobel da economia e há que estar atento, mas não sei se é uma evidência ou se é um desejo. O problema maior seria a curto prazo para a Grécia, a sair ,seria como ficar a flutuar em mar aberto enquanto o grande navio se afastava. Era uma questão de tempo para entrar numa situação de empobrecimento progressivo, e não se vê o que traria de bom à UE ter aqui à porta um mendigo a arranjar-lhe todo o tipo de problemas.

O arrombo no barco (UE) seria catrastófico, pelo que daria de sinais de má conduta e de falta de solidariedade dentro da união, a credibilidade apagava-se e o arrastamento de outros países seria inevitável. Era o principio do fim!

Cavaco Silva já veio dizer que conhece muito bem Krugman e que só por razões de “estar fora do euro” é que o leva a colocar hipóteses que ele, Cavaco, sabe que não acontecem. Estudou muito bem o Euro e a criação da Zona Euro, tem livros publicados sobre o assunto, e não há razões para ter medo. Cavaco disse, está dito!

E , eu por mim, sempre acrescento que os americanos nunca viram com bons olhos a criação da Zona Euro, por ter aparecido uma moeda capaz de fazer frente ao seu dólar , senhor absoluto e moeda de reserva global !

US – têm a máquina de imprimir os dólares

Esta é que é a grande vantagem dos nossos amigos americanos, como a sua moeda é a moeda de reserva, dão à manivela e produzem as notas necessárias. O problema é que este movimento tão simples de dar à manivela é determinado por problemas internos da nação americana e não por problemas e preocupações mundiais.

Como a dívida dos US é em dólares e são eles que os imprimem quando e quanto querem, sempre será capaz de pagar as suas dívidas, a única questão é saber se os dólares com que pagam valem o mesmo de quando a China emprestou o dinheiro.

Por isso já há movimentações para a criação de um novo sistema de reserva global. A China, a França e muitos outros países apoiaram a ideia, mas tem que ter a prioridade máxima e não está a ter. O que mudou mesmo, com a globalização, é que os bancos americanos chegaram à conclusão que o melhor sítio para colocar o aforro não é nos US, a liquidez com que o mercado foi inundado não se traduziu em crédito para a economia, empresas e famílias americanas e isso trava o crescimento da economia.

Claro que os US não querem nem ouvir falar na criação de uma nova moeda global enquanto tiverem de pedir emprestado, todos os anos, um bilião de dólares, não querem perder esta pechincha enquanto houver pessoas dispostas a comprar os seus títulos da dívida pública.

É que para pagar basta dar à manivela!

UE – Integração ou dissolução?

A capacidade para o auto-engano é condição base para se tornar político.“

Fernando Pessoa, Livro da Inquietude

Hoje começo com uma breve tradução parcial de uma entrevista que o Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Joschka Fischer, deu ao magazine DER SPIEGEL (21/2010)

SPIEGEL: A UE já existia antes de existir o euro. Porque ela estaria no fim se a moeda comum não se impor?

Fischer: Não se trata só de uma moeda, trata-se do projecto europeu em si. Trata-se da questão se a Europa é suficientemente forte e se tem a vontade comum de defender este projecto contra ataques de fora, neste caso contra especuladores. Aqui é de importância central a unidade e determinação. Infelizmente desde a eclosão da crise em volta a Grécia, o nosso país tem reagido de forma totalmente diversa.

SPIEGEL: Mas com pode ser que um pequeno país como a Grécia lançe a UE para uma crise existencial?

Fischer: Desde o princípio não se tratava apenas da Grécia. Os mercados confrontaram a Europa duramente com a realidade. Todas as nossas bonitas ilusões – também as minhas próprias -, todo o nosso auto-engano, tudo isso foi varrido. Integração verdadeira ou dissolução, hoje é esta a alternativa.

SPIEGEL: A que ilusões se refere?

Fischer: Sempre se dizia que não se podia falar mais dos Estados Unidos da Europa. Dizia-se que o euro era capaz de funcionar só com base nos critérios de Maastricht, sem qualquer integração política. Os mercados nos mostraram que isto assim não funciona. Por isso, agora é preciso dar-se um passo corajoso para frente.

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E se a Alemanha sair do Euro ?

E voltar para o seu Marco alemão, forte, consistente e não ter que andar a segurar países que não fazem o trabalho de casa?

As sondagens dão acima de 70% dos Alemães a quererem sair do euro a que há a somar-lhe os USA que nunca viram, nem vêm, com bons olhos uma moeda forte a disputar-lhe a primazia de moeda mundial e a valer mais que o seu dólar.

Os avultados montantes de moeda que estão a ser injectados na economia podem originar daqui a uns anos uma hiperinflação que acaba com o resto das economias e das finanças dos países mais endividados. Nessa altura a Alemanha paga novamente a factura?

Há, evidentemente, problemas imensos que se colocarão no caso de acontecer o regresso às moedas nacionais, o maior dos quais, será a desvalorização dos activos que estão cotados em euros. E a própria Alemanha deixa de ter um mercado de 400 milhões de pessoas para a sua super balança comercial, embora, nada que não consiga equilibrar a exportar para países emergentes e com economias a crescer.

Infelizmente, se em termos de economia todos estão avisados, em termos políticos, que foram as verdadeiras razões que levaram os pais da UE a ver longe, as incertezas e a violência que sempre caracterizaram o centro da Europa, podem estar de volta.

O aprofundamento da coesão política da Europa exige, que os actuais 1% do PIB, como contribuição para o Orçamento da Europa, suba para perto dos 7% ! Não vejo a Alemanha a largar mão de uma tão grande fatia do seu Orçamento e do seu poder !

Isto de porreiro não tem nada, pá!

A Pax Americana

Em primeiro lugar, com o declínio acelerado da União Europeia, a Pax Americana, cujo líder (ainda) são os EUA, encontra-se em vias de perder a sua “classe média e média alta”, ou seja, uma parte substancial do seu suporte no subsistema de liderança. Isto é muito grave e tanto americanos como europeios deviam reflectir sobre as causas dessa perda de poder no mundo (também já escrevi sobre esse tema).

Em segundo lugar, como já escrevi em 1998, a introdução prematura do euro foi mesmo um erro. Todavia, este erro podia ter sido facilmente corrigido – postulei isso – se na altura tivesse havido em simultâneo  uma mudança radical de estratégia/comportamento da UE, no sentido do meu esboço New Deal. Não foi corrigido, porque tanto o pessoal de Bruxelas como os seus chefes nas capitais europeias são gente de segunda e de terceira que marcam passo e apenas perseguem objectivos introvertidos. Isto ao longo dos anos acabou por transformar a UE de um sistema outrora aberto em um sistema fechado incapaz de aceitar novos conhecimentos. E agora a “Euro Trap” (cf. artigo abaixo de Paul Krugmann) ameaça a fechar. [Read more…]

O errático

«Eu não acredito que se chegue a uma situação de bancarrota, isso é qualquer coisa que nem nos deve passar pela cabeça. Era preciso que cometêssemos muitos, muitos erros. Não podemos comparar Portugal nem com a Grécia, nem com a Islândia nem tão pouco com a Irlanda. A nossa situação é mais favorável do que estes países”.

Erros? Mas tem o residente de Belém alguma dúvida acerca dos erros crassos que cometeu ao longo da sua carreira política? Que tipo de gente promoveu ao estatuto de “novos empreendedores”, que Estado nos deixou, que obras públicas executou, que políticas de renovação do tecido industrial, agrícola e da educação não fez ou desleixou? Não tem a consciência de ser uma parte fundamental do problema?

«Portugal não corre risco de falência, nem vai sair da Zona Euro».

Para afirmar tal coisa, é porque corremos sérios riscos disso mesmo.

O euro baseou-se numa mentira?

É esta a tradução inglesa da história do título do DER SPIEGEL de 08.03.2010. Afinal, afirma o SPIEGEL, que a moeda comum se baseou numa mentira.

Eu na altura falei e também escrevi sobre o tema. No entanto, em vez de mentira eu diria paralogismo (erro de pensamento) ou wishful thinking. De facto, os pais do euro devem ter calculado que se incluiam economias menos desenvolvidas (especializadas) no sistema da moeda única, isto despoletaria nessas economias uma reacção social e económica em cadeia de tal ordem que a médio prazo estes países saissem da sua crónica dependência dos subsídios.

E este efeito teve lugar e de que maneira. Infelizmente de sinais errados, pois aos subsídios – p.ex. o estúpido Fundo de Coesão* já estava destruindo a coesão – juntaram-se os efeitos benéficos do euro e a “euro-farra” ficou atiçada. E como entretanto as causas do subdesenvovimento económico – diferencialização da economia – não tinham sido atacadas, agora chegámos ao fim da linha.

Rolf Damher

* A coesão social é um bem imatarial que quando existe um objectivo comum se materializa em euros, em bens materiais. Quando se tenta comprá-la com bens materiais existentes, a coesão social fica destruida. As provas encontram-se à vista.

SPIEGEL ONLINE, 03/09/2010

The euro is under attack like never before, as the promises on which it was based turn out to be lies. Hedge funds are speculating against Greek debt, while euro-zone politicians work behind the scenes to cobble together rescue packages. But fundamental flaws in the monetary union need to be fixed if Europe’s common currency is to survive. By SPIEGEL staff.

You can download the complete article over the Internet at the following URL:

http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,682432,00.html

A economia com base no Euro

Para lá do livro do José Reis (Economia Impura) que é interessante, coincidiu terem-me enviado um artigo do Paul Krugman (“The Making of a EuroMess”, traduzível por “A Construção duma EuroTrapalhada”) muito actual sobre a economia com base no Euro, com notícias em vários jornais (p.ex. o Público de hoje) sobre como “abalado pela crise, o FMI mudou de discurso”, expresso em afirmações de responsáveis de que : “um pouco mais de inflação até pode ser positivo”, “reduzir os défices públicos pode não ser, num cenário de crise, a melhor opção” ou que “os fluxos de capitais nos países em desenvolvimento têm de ser controlados”…

Porque estes temas merecem óbvia reflexão, achei por bem enviar-vos em Anexos. O segundo, acessível através deste link abaixo

http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704337004575059542325748142.html

relata essa “nova” postura do FMI e inclui referência a um relatório de Janeiro que é um trabalho “surpreendente” (para o próprio Paul Krugman) de Olivier Blanchard (com 2 colegas do Fundo), economista-chefe do FMI, um ex-PS esquerdista que já foi conselheiro desde o Mitterand até ao Sarkozy, mas sobretudo da Comissão Europeia..

Podemos continuar no Euro?


“Um dos paradoxos dolorosos do nosso tempo reside no facto de serem os estúpidos os que têm a certeza, enquanto os que possuem inteligência se debatem em dúvidas e indecisões.” * (Bertrand Russell)

No meu artigo  “Porque vale a pena apostar em África” publicado em 04.07.1997, afirmei entre outras coisas:

“ … O caminho da saída da crise [de então], de valores ideiais e materiais, portanto, não é o do euro. Nem para Portugal nem para os UE. Esta, para assentar finalmente com os pés no chão, terá que ser construida, antes que venha o euro, em primeiro lugar nos corações dos seus cidadãos … “. Ao mesmo tempo propôs uma estratégia diversa cuja perseguição asseguraria a Portugal uma ascenção sócio-económica orgânica e sustentável.

Como é sabido, uma vez que na altura o mar ainda estava azul e calmo e os subsídios fluiam abundantemente, essa estratégia não foi perseguida. Com efeito, os “capitães de água doce” optaram pelas medidas de costume. Precisamente aquelas que nos levaram à situação em que hoje nos encontramos. O euro acabou por ser introduzido com sucesso e parecia uma solução definitiva não só para os problemas de Portugal mas também para alguns outros candidatos menos fortes da zona Euro – apesar das suas economias fracas e pouco diferenciadas do tipo “me too”. [Read more…]

Voltar ao escudo? Humilhação para Sócrates!

Dois economistas, no “Financial Times” de ontem, assinam um artigo em que  colocam a hipótese de Portugal voltar ao escudo nas transacções internas, mantendo o Euro como moeda de troca com o exterior.

A situação de Portugal é de tal forma dificil que já serve de cobaia para uns quantos, ávidos de protagonismo, avançarem com medidas que humilham o país, no mínimo!

A ideia, para além de “espatafurdia”, nada tem de original. Basicamente,o que se pretende é que, desvalorizando os factores de produção, a nossa economia se torne mais competitiva.Era o que se fazia quando a moeda era nacional, desvalorizava-se e já está, os nossos produtos tornavam-se competitivos. O que eles não dizem é que essa é a forma mais eficaz de nos tornarmos cada vez mais pobres.

Foi assim que, em vez de aumentarmos a produtividade, racionalizando meios, investindo em novos equipamentos, em inovação, em formação do pessoal, fomos desvalorizando o escudo até nos tornarmos nos mais pobres da UE!

Mas escolhendo entre os ” PIGS ” ( Portugal, Itália, Grécia e Espanha) o nosso país para cobaia, mostram o que pensam da situação a que chegamos, enquanto cá dentro temos um governo que diz que fomos o primeiro país a sair da crise.

O esquema até já tem nome ” IOU – I owe you –  Eu devo-te !

O Sócrates, com o seu inglês técnico, é que não deve perceber os sinais que constantemente nos estão a mandar.

Talvez sinais de fumo resultem!

Portugal para onde vai? Alguém sabe?

TUDO  O QUE CHEGA , CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO

Fernando Pessoa

Notícias – mesmo as ditas importantes – que por aí pululam não são alvo de muita atenção. No entanto, geralmente as coisas mudam de figura e a atenção sobe, quando publicações de prestígio mundial, tais como THE ECONOMIST e DER SPIEGEL, ligam importância ao tema.

Desta vez é DER SPIEGEL ONLINE que fala sobre Portugal (ver abaixo). Fala sobre uma situação ameaçadora que todos conhecemos. Contra à mesma já adverti em 2001 numa carta dirigida a um articulista no Expresso (18.08.01) que então perguntava:

“Portugal Para Onde Vai ? Alguém Sabe ?”

(ver abaixo).

Como já escrevi hoje aos meus amigos alemães, toda a União Europeia deve ter um interesse máximo em que os seus subsistemas menos desenvolvidos não tenham que “passar pelas armas”. Quem pensa de outra forma esquece que numa UE às avessas todos estamos na fila para o abismo, alguns mais à frente e outros mais atrás – incluindo parceiros grandes e (aparentemente) menos apertados como p.ex. a Alemanha. O dilema da UE, na forma introvertida e egocêntrica das pessoas, coloca-se entre o diabo e belzebú: se ajudamos a Portugal, Grécia, etc., é contra as regras e o euro perde valor – se não ajudamos o mundo pensa que a UE está nas lonas e acontece o mesmo. A alternativa estrategicamente correcta e eficaz que aumentaria a atracção da UE e do euro existe: chama-se New Deal!

Agora a saída do círculo vicioso depende de nós, tanto do suprasistema UE como do respectivo subsistema que por sua vez também pode consegui-lo sózinho – com a estratégia certa! [Read more…]

O que eles dizem por aí

Razão parece ter Adão Cruz no Aventar quando questiona a “ajuda” americana no Haiti. 15 000 é o número de soldados que os EUA se preparam para estacionar no território, enquanto jornalistas estrangeiros são afastados do aeroporto: «Os soldados norte-americanos decidiram expulsar os jornalistas do aeroporto de Port-au-Prince onde estão dezenas de jornalistas, sem dar explicações de qualquer tipo» diz o TVI24, citando fontes espanholas. É, tudo o indica, mais mais um passo para perpetuar o império, enquanto a China  se vai posicionando para ser o poder imperial do futuro.

Por cá Mário Soares mostra-se incomodado quando lhe perguntam pelo ex-amigo Manuel Alegre. De ex-amigos está Soares cheio, principalmente quando ameaçam fazer-lhe sombra. Salgado Zenha, onde que que esteja, deve sentir-se reconfortado com a justiça que o tempo lhe vai fazendo. Já Pedro Passos Coelho diz que não sente necessidade de provar que tem ideias. O lançamento de um livro, as entrevistas em que se desdobra, os almoços com blogues, etc. provam isso mesmo. Volta, Pinóquio, estás perdoado.

Ainda por cá, Portugal e o euro podem vir a divorciar-se. Se me enviarem uma lista de divórcio acho que não me apetece contribuir. Enfim, se insistirem muito, junto alguns amigos gestores e subscrevemos uma apólice de seguro para um ou dois carros do estado. É que o seguro, ao que se diz, morreu de velho.

De boa, dizem por aí, escapou Liedson que já trocou hoje umas bolas com o resto da equipa. Bolas? As bolas de Beckham são falsas ou retocadas? Algodão, diz uma apresentadora italiana. Ora bolas!!!

 

Só o nosso primeiro não está preocupado…

ECONOMIA GLOBAL – EUROPA – EURO – PORTUGAL

Na plêiade de países em risco de entrar em «default» (falha nos pagamentos da divida externa = bancarrota), Portugal – pasme-se – não está entre os primeiros 10.

Reino-Unido, Grécia, EUA, Irlanda, Argentina, Espanha, Turquia, Dubai, Japão, lideram neste momento este ranking.

O Reino-Unido comanda distanciadamente este ranking, pois congrega várias condicionantes que empurram aceleradamente este país para um estado de bancarrota. A Libra tem vindo a deslizar face ao Euro, prevendo-se que atinja muito em breve a paridade 1 Libra = 1 Euro, ou até mesmo uma cotação inferior ao Euro. Soluções possíveis, prováveis: Fim da Libra, adesão ao Euro, intervenção indirecta do BCE, a curto prazo, se não for antes o FMI.

A Grécia, está neste momento confrontada com uma divida externa que já supera o valor anual do PIB, e prevê-se que fechará 2009 com um défice do orçamento de estado próximo dos 15%, de resto valor muito idêntico ao do Reino-Unido. Solução possível, provável: Saída do EURO, ou intervenção indirecta do BCE, no curto prazo.

Os EUA, continuam a usufruir da Dolarização da economia mundial, especialmente das reservas dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia & China) estarem tituladas em USD., veremos por quanto tempo maís.

No entanto a velocidade de endividamento do estado norte americano e o actual recurso (único) á emissão de moeda, empurrará o dólar muito em breve para uma cotação inferior a 2 USD = 1 Euro. (O que será das exportações Europeias ?) Solução possível: Forte redução das despesas do estado nomeadamente as despesas militares.

Sem a disciplina imposta pelo pacto de estabilidade que está na base do Euro, Portugal seria hoje um país falido, sem qualquer credibilidade nos mercados internacionais e portanto sem crédito. Com despesas sociais a absorverem anualmente 80% das despesas correntes do orçamento de estado, tentem agora imaginar em que situação económica e social nos encontraríamos?

A Índia adquiriu recentemente 200 toneladas de ouro, tendo-nos finalmente ultrapassado e relegado agora para a 13ª posição mundial em reservas de ouro (7º em 1973), com as nossas 382,5 Ton, (a nossa vizinha Espanha tem menos 100 Ton.).

As nossas reservas de ouro, não chegam hoje para assumir mais do que 5% da nossa divida externa (em 1973 , não havia divida externa de monta, excepto o plano de financiamento da Ponte sobre o Tejo).

A liberdade de expressão sai muito cara…

PS: enviado por leitor identificado

Há tempestade no horizonte

O Dubai anda com uma mão atrás e outra à frente, vale-lhe pertencer aos Reinos Árabes Unidos que podem muito financeiramente, e não o deixam cair. Muitos investimentos públicos, muitos serviços financeiros e de lazer, muita economia de casino, uma dívida colossal que não consegue pagar.

Agora está aí a Grécia, com uma dívida maior que a nossa, sem indústria e agricultura que dê consistência à sua economia. Vive dos serviços, turismo e pouco mais. Se a Grécia não se aguentar no euro quem se perfila a seguir? O paraíso socrático!

A UE não vai deixar, porque isso seria uma machada no Euro e na coesão da UE, mas a situação da Grécia, não pode deixar esquecer a Islândia cheia de serviços e que tambem anda com uma mão à frente e outra atrás. E a pedir para entrar no UE!

Portugal está numa situação muito pior que a que nos pintaram nos últimos quatro anos. O déficite está nos 8.7%, a dívida nos 100%, o crescimento é abaixo de zero, o desemprego está acima da barreira mítica dos 10%.

E é nesta situação que querem construir o TGV, autoestradas e outros megainvestimentos, com recurso à dívida externa que não conseguimos pagar. A notação financeira de Portugal já baixou para medíocre o que quer dizer que os investidores olham para o país como potencialmente, incapaz de cumprir e, como sinal que o dinheiro, se o emprestarem, vai ser mais caro. Mais risco de incumprimento, mais caro!

Como é que se paga a dívida se não crescemos? Criar riqueza é que é o ponto, pedir dinheiro emprestado e fazer obras de betão todos fazem. Todos andam preocupados menos o Primeiro Ministro que, qual tolinho, salta de alegria no meio dos escombros…

As contas públicas dos USA nas mãos da China

O presidente Obama bem se curvou a ponto de os americnos se sentirem incomodados. O que eles não sabem é que o déficite das suas contas públicas é de 13%, e que tudo aponta que ainda vem aí mais borrasca! Há bancos nos USA que não convencem ninguem, e lá vão ser salvos pelos dinheiros do Estado.

 

E a guerra na Afeganistão tambem não ajuda, mais 30 000 soldados custam muito dinheiro, e com aquela máquina de guerra toda atrás, a coisa não está fácil. Com este esforço a economia americana tambem não vai levantar vôo, longe disso, vai ser penoso.

 

Mas há uma maneira bem fácil de tirar o presidente destes apertos. É convencer os Chineses a valorizarem o yen, a moeda Chinesa. Como grande parte da dívida externa americana está nas mãos da China e grande parte em dóllares, valorizam o Yen e, assim, desvalorizam o dóllar, empobrecendo os USA, mas ninguem nota, é como Portugal fez toda a vida. Desvalorizava-se o escudo e a nossa dívida diminuia imediatamente e a nossa competitividade ajustava instântaneamente.

 

Mas quem imagina ver os USA a desvalorizar o dóllar, dar parte de fraco, quando os Chineses e os Russos, e Brasileiros, lhes andam a morder as canelas, por quererem trocar o dóllar como moeda padrão, por uma moeda a criar?

 

E quando a paridade com o Euro já é uma vergonha com o Euro a valer quase 1,50 dóllares?

 

O nosso Teixeira dos Santos ainda vai dar uma mãozinha aos USA esses "pobrecitos"…