Mau ou péssimo?

Portugal está num momento delicado onde o futuro parece pior que o do Sá Pinto à frente do Sporting.

A receita do PSD e do CDS para resolver a crise falhou! Já todos o perceberam, até o próprio governo. E não se trata de saber se houve ou não erros. As medidas são o que são e, independentemente do aplicador, teriam este efeito desastroso na economia. Com Sócrates teria sido diferente? Não me parece.

E agora? Qual é a saída para isto?

Continuamos em frente e até fazemos regressar a TSU – uma blasfémia! – como se fosse a TSU um problema de quem esteve no 15S ou no 29S. Palpita-me que um inquérito de rua mal amanhado mostraria facilmente que a maioria das pessoas pensa que a TSU é o nome de um medicamento.

Ou então vamos procurar alternativas, democráticas, claro!

Há essencialmente duas possibilidades em cima da mesa:

– continuar no Euro;

– sair do Euro. [Read more…]

Grécia prestes a sair do euro

A Alemanha e os 556.000 milhões de mitos explicados por S. Gabriel

É falso apresentar permanentemente a Alemanha como o pagador da União Europeia: não somos um contribuinte líquido, mas sim um ganhador líquido”, disse Gabriel. Desde a criação da união monetária a Alemanha ganhou 556.000 milhões de euros mais do que aquilo que destinou a ajuda financeira: somos o beneficiário líquido da UE e isto tem de ser dito alto e claramente”

O Gabriel que fala chama-se Sigmar Gabriel, não é um anjo anunciador é o presidente do SPD e, espera-se, o homem que vai correr com Merkel do governo alemão. Uma Europa à procura da verdade e mais que não seja desta aspirina, bem precisa.

via derterrorist

Não perdem pela demora

Itália tira a Alemanha do Euro. Merkel já ordenou um plano de austeridades para os italianos.

Erro de palmatória

Com Postiga no dez, há jornalistas que ainda não aprenderam a fazer contas de sumir.

A selecção já tem um hino: “Vai Portugal”

Agora sim, a selecção tem hino. Grande, brilhante, único e genial sobretudo comparando com todas as tretas cantadas em campeonatos anteriores:

Vai Portugal, avança sem medo
Contra alemães, contra os holandeses
Contra o desemprego, contra tudo o que se diz
Não há crise nenhuma que valha mais que um país
Vai Portugal!
Vai Portugal, acredita em ti mesmo
Finta, chuta, vence a Dinamarca nesta luta
Sonha, dá tudo o que tens
Não fiques à espera de uma ajuda que não vem…
Vai Portugal!

Os Anaquim já fizeram a sua parte. Se jogarmos assim até à final, a Europa é nossa. Só temos de jogar todos.

Grécia de saída do EURO. Portugal pode sair já amanhã

Pois… A Grécia perdeu hoje com a República Checa.

Os mercados devem estar a reagir ao empate de ontem

Apesar do resgate, juros de Espanha e Itália de novo em alta.

Os mercados adoram o euro.

Fez Filosofia nas Novas Oportunidades?

O locutor da RTP de serviço ao Euro não trata um jogador grego pelo primeiro nome para não se confundir com alguém que estuda em Paris.

Ó Álvaro, já viste isto?

Vitória no Euro valeria 551 milhões à economia portuguesa.

Portugal pode sair do Euro no dia 17 de Junho

Aqui.

A chantagem e a mentira sobre a Grécia

Não há pachorra para ouvir, por exemplo na TSF, ou mesmo ler a mesma mentira: identificar na Grécia o Syrisa como partido anti-euro. Uma coisa é ser contra o memorando lá do sítio e a política imposta pela troika, outra defender a saída do euro, coisa que apenas o KKE e o nazis fazem, e outra coisa é o alegrismo lá do sítio (curiosamente grafado de Esquerda Democrática por toda a gente, ao contrário do Syrisa que continua a levar com as minúsculas enquanto coligação de esquerdas radicais), que é pelo memorando mas tem vergonha (Manuel Alegre atingiu o estádio de senilidade em que já a perdeu) e sabe que se formar governo desaparece.

Mas vão repetindo, à mistura com a designação de extrema-esquerda aplicada nestas circunstâncias ao Syrisa. Tal como vão omitindo que nenhum país pode ser expulso do euro, e que essa ameaça não passa de bluff. Mais uns dias e até se convencem de que é verdade.

E daqui até às eleições, ou à vida de mariposa de um governo de coligação pró-troika, vai ser assim, Europa fora, e cada vez pior.

Talvez seja a Alemanha o primeiro país a abandonar o euro

Entrevista com Alexis Tsipras, líder do Syrisa, feita por Amélie Poinssot e publicada a 28 de Dezembro de 2011 no Mediapart


Que alternativa propõe na Grécia?

A questão não é a de uma política alternativa na Grécia, mas de uma política alternativa na Europa. Muito cedo vimos que se trata de uma crise sistémica ligada ao euro. Ora a forma como se enfrentou esta crise, na Grécia, foi provavelmente o pior que se podia fazer: quando temos um problema de dívida pública não o podemos resolver endividando-nos mais, e exigindo ao mesmo tempo à economia que pare de funcionar… Para ir até à resolução das suas dívidas é preciso pelo contrário produzir a fim de criar os excedentes para reembolsar. Sou portanto por uma regulação da dívida ao nível europeu e por uma política de relançamento na Grécia que possa contrariar a recessão.
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Portugal é a Grécia

Situação na Grécia resultou de ‘legado de anos de políticas irresponsáveis’

Portugal não é a Grécia

Todos sabem que Portugal não é a Grécia.

Banca, abjecta banca!

Quão mais baixo poderá descer o ser humano?

Isabel G

A extorsão (1): o novo presidente do “Parlamento” Europeu

O novo presidente do Parlamento Europeu, evoca os acontecimentos de há duzentos anos para caracterizar uma Europa padronizada sob um rolo compressor e ao arrepio da vontade dos seus povos. Este é um caso de uma antiguidade bem recente, recordando-nos todos dos tristes episódios dos referendos “até que sim”, das pressões chantagistas utilizando o eterno argumento monetário e as ameaças cada vez menos veladas, consagradas através de telefonemas exigindo a expulsão de primeiros ministros eleitos democraticamente. Esta é a Europa do Directório Continental de corte bonapartista, sempre lesiva e de uma extrema ameaça aos interesses de Portugal e da sua existência como Estado independente e de pleno Direito internacional. O pior de tudo, consiste no insistir da propaganda mentirosa e abusiva das “inevitabilidades” que cavam ainda mais fundo, se é que isto é possível, o caviloso buraco de extorsão em que nos precipitámos. Sem qualquer menosprezo relativamente a húngaros, checos, letões, romenos, suecos, dinamarqueses, holandeses e quase todos os outros compagnons de route comunautaire, a rápida leitura da nossa história e a presença cultural de facto no mundo, possibilitam-nos a alternativa que todos sabem existir mas alguns teimam em alijar como coisa sem préstimo. Esta teimosia apenas tem um móbil: o interesse pessoal dos membros da oligarquia e do seu nefasto e prescindível Euro.
Pois aqui vos deixamos esta inabalável certeza, velha de séculos: não há outro caminho senão olharmos para Sul e para o Oriente. Nenhum outro.

A profanação do euro pela S&P

s&p

Fonte: Presseurope

Inspirado nas imagens, essas a meu ver humanamente condenáveis, de um acto de soldados norte-americanos, um cartoonista ilustrou assim a decisão da Standard & Poor’s, anunciada 6.ª feira, de baixar as taxas de notação financeira – os célebres “ratings” – de vários países europeus.

Trata-se, de facto, de uma alegoria bem humorada. Em especial, também agradou aos mercados, beneficiando de mão beijada da oportunidade de fazer disparar as taxas de juro de dívidas soberanas e de outras que lhes estão associadas. Segundo o ‘Jornal de Negócios’, o aumento da taxa da dívida portuguesa já atingiu 100 pontos (+1% em linguagem clara).

A Comissão Europeia continua a reclamar que os cortes da Standard & Poor’s são injustificados. Barroso & Cia. têm sempre de dizer algo, para demonstrar que ainda existem. Se não tem poder perante o casal Merkozy, menos ainda é possível que a S&P leve a sério o que diz a Comissão Europeia.

Em síntese, há um conjunto de vítimas de profanação. O euro, a Zona Euro, a Comissão Europeia; acima de tudo, nós cidadãos estamos profanados e bem profanados!

A dúvida da saída de Portugal do Euro

Portugal e Grécia e a saída do euro

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Determinados comentadores, em especial blasfemos, são permanentes e fiéis seguidores das tradições da doutrina maniqueísta. Usando argumentos simplistas, tudo o que vem das suas hostes políticas é Bom; o proveniente do lado contrário é Mau. Não se libertam deste subjectivismo.

Com o título “A culpa é do euro!…”, este texto mistura a eito, e sem nexo, uma série de conceitos que vão do ‘upgrade’ da cadeia de valor industrial – de um tecido industrial depauperado e limitado à Autoeuropa e pouco mais – até aos ‘empresários de vão de escada’. O arsenal utilizado, sem consistência, vale para visar criticamente o Prof. João Ferreira do Amaral, académico que, faça-se justiça, desde sempre reprovou a adesão de Portugal ao euro.

A certa altura, LR alega:

O que mais impressiona nestas reiteradas declarações de Ferreira do Amaral, é constatar que persistem economistas do 1º Mundo a defender para os seus países o modelo das desvalorizações competitivas.

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O meu umbigo é melhor do que o teu

Celebrada por alguns, tomada como uma vitória sobre a poderosa Alemanha de Merkel, a mal sucedida cartada inglesa na cimeira de líderes europeus nada tem de europeísta, de defesa dos direitos dos europeus, ou de contributo para a ultrapassagem do impasse político com que a europa se debate. É apenas mais do mesmo e insistência no poderio desregulamentado dos mercados.

Cameron nada acrescentou (nem sequer tentou), excepto nacionalismo, liberalismo e autismo a uma conjuntura que sofre precisamente do excesso desses males. Louvá-lo é apostar no desmembramento da europa e na predominância dos mercados sobre os interesses dos povos e dos estados. Persistir nos erros que conduziram a este túnel cada vez mais apertado é estúpido e, na prática, não passa da outra face da moeda Merkozy. Não há nada a festejar quando as coisas são como estão.

Candidatura do Euro a Património Imaterial da Humanidade

Já foi lançada a candidatura:

O teu apoio é fundamental para o sucesso desta iniciativa até porque parte substancial do trabalho já está feito. Partilha, participa, comenta e se puderes mantém debaixo de olho a taxa cambial do Franco suíço.

No facebook

Porque será que não temos ninguém em Portugal, a falar assim?

Isto só pode acabar mal … Muito mal!

Nigel Farage, deputado Europeu Britânico, fala da inevitabilidade da falência e saída do euro da Grécia, Portugal e da Irlanda; do resgate dos bancos; do plano de criação dos Estados Unidos da Europa e da entrada da Sérvia na Zona Euro.

Ocultismos

‘If the euro fails, Europe fails. We have an historical obligation to protect by all means Europe’s unification process begun by our forefathers after centuries of hatred and bloodshed.’ Angela Merkel, Chanceler da Alemanha

Merkel tem razão, mas sabe que este desfecho parece ser inevitável. Enquanto a “Europa” foi uma Comunidade Económica, todos procuravam construir, produzir e vender. A União é uma realidade bastante díspar, presa a pressupostos meramente políticos sob supervisão dos “mercados”, ou seja, a garantia de uma casta. Estes “mercados” derrubaram os primeiros-ministros da Irlanda, Grécia e agora, de Itália. A interrogação lógica será quanto à real solidez das democracias e ao sistema de legitimização desse mesmo poder. Qualquer um dos primeiros-ministros acima mencionados – Sócrates foi inapelavelmente derrubado pelo voto -, chegou ao governo pela clara vontade dos eleitores. Com ou sem maioria absoluta, o exercício do poder executivo era perfeitamente insofismável. Quando alguns parecem enervar-se quando em alguns destes posts se menciona a falácia da “República” – precisamente a dos Presidentes eleitos por 23% dos eleitores e sua escolha prévia pelas direcções partidárias e empresariais, vulgo “mercados” – , este é sem dúvida, um aspecto muito mais relevante a ter em conta. Se aos “mercados” ligarmos gente do calibre de um Murdoch – que tentou derrubar a forma de representação do Estado na Grã-Bretanha e na Austrália, com tudo o que isso significa -, então estamos perante algo de imprevisto.

Há que dar-lhe remédio.

Sem saiotes, collants ou pom-pons

Já está. Pela primeira vez desde há muito tempo, verificou-se uma inopinada mudança no Estado-Maior do exército helénico. Não se conhecem ainda os nomes dos generais saneados, ou se existe um Papadopoulos cansado de esfíngicos Rastapopoulos de outras financeiras aventuras. Uma maçada e logo agora que os sempre frenéticos gregos não podem atirar com as culpas para cima de Constantino II que aliás, bem os tem avisado.

O certo é que este render da guarda ateniense, pouco ou nada tem a ver com as conhecidas contradanças que deleitam turistas e em que uns tantos evzones surgem de saiote, collants brancos e chanatas com grandes e farfalhudos pom-pons.

Portugal fica fora do Euro?

Com toda a tranquilidade, já faltou mais. Grande desvalorização à vista.

Eurobonds

-Imagine o estimado leitor, este cenário perfeitamente comum. Um prédio com 10 fracções, todas elas hipotecadas a diversos Bancos, cada um com o seu empréstimo particular, livremente negociado, o que implica diferentes prazos de pagamento, spread e taxa de juro, esta normalmente indexada à Euribor, mas ainda assim a 3, 6 meses ou 1 ano, eventualmente alguém poderá ter optado por taxa fixa. Formam um condomínio, que os une. Vamos admitir que alguém se lembraria de reunir todas as dívidas numa única, uniformizando as taxas de juro. Em prol da harmonia e boa vizinhança, a ideia poderia ser muito bonita, mas na prática, implicaria aumentar a prestação dos que pagam menos, porque deram uma entrada maior, garantias bancárias que mereceram uma melhor avaliação ou auferem um maior rendimento, mesmo que tenham 2 empregos ou trabalhem até à exaustão. Por sua vez, os que têm menos rendimentos, seja por estarem menos qualificados, terem estudado menos ou trabalharem o mínimo, veriam recompensado o seu menor esforço. Acredita o leitor ser possível, colocar esta ideia em prática? O princípio é equivalente aos eurobonds, emissão de dívida pública europeia, que permitiriam descer a taxa de juro a países como Portugal, aumentando por exemplo à Alemanha… Eu confesso que a ideia não me desagradaria, tenho é dúvidas que os alemães alinhem, e admito que até os percebo…

Euro crucificado

Pelo traço de Fernando Saraiva.

Portugal pode ter de sair do Euro

Quem ler as recentes afirmações de Nouriel Roubini sobre a reestruturação de dívida, o futuro do euro e o devir mais próximo da economia europeia e mundial, devia prestar atenção ao conteúdo e reflectir um pouco.

Não é isso que vejo nos comentários nos blogues e jornais, bem pelo contrário. Desde verem veladas ameaças americanas nas suas palavras, a fazerem chalaças sobre a clarividência de economistas, tudo serve para mandar bocas para o ar e não reflectir.

É exactamente por isso que estamos na actual situação apesar de todos os avisos.

Há quem tenha que bater com a cabeça na parede para ver que há parede e perceber que tem cabeça, ainda que esta, nesses casos, sirva para pouco mais do que usar chapéu.

O euro e a peseta

Alguém quer traduzir para escudos?

Sair do euro é mesmo uma opção?

Os economistas terão uma resposta técnica. Não sendo o meu caso, limito-me a opinar sobre a minha memória dos anos 80. Nesse tempo, de cada vez que havia uma crise orçamental, desvalorizava-se o escudo e todos ficavam mais pobres de um instante para o outro. A inflação era galopante e os juros concedidos aos depósitos a prazo andavam na casa dos dois dígitos. Pura ilusão, já que esses juros nem cobriam o que a inflação levava. Quem tinha meios para isso, teria as suas contas em moeda estrangeira para fugir a este problema. Os restantes mortais simplesmente viam as suas poupanças desaparecer e, simultaneamente, o mesmo salário numérico não chegava para as mesmas compras.

Hoje, com o euro, tal mecanismo não é possível ao nível de um só país mas também ficamos mais pobres. Pagamos mais impostos e cada vez sobra mais mês no fim do ordenado. Mesmo imaginando que sair do euro não teria outras implicações, se fosse possível termos neste preciso momento o escudo, logo este seria desvalorizado como nas décadas anteriores. O mesmo empobrecimento nos atingiria porque o que é importa é resolver o problema e isso passa por parar o descontrolo da despesa. Não vejo por isso que sair do euro seja uma opção, já que o problema não é a moeda mas o que com ela se faz.