Razões para acreditar
Grândola universal
A canção da nossa Libertação em 20 versões diferentes, cantada por finlandeses, suecos, brasileiros, chilenos, italianos, norte-americanos, alemães, holandeses, e portugueses, claro. Para todos os gostos e em todas as línguas e músicas. Aqui, para ir recordando a letra e a música.
Que seria de mim sem Música?
Desde sempre a amei, sempre a busquei. E hoje a consolação que dela me vem não tem limites. Em criança, acompanhava os ensaios do grande orfeão da minha terra, aprendia com o sábio maestro a dura exigência da arte, a excitação do Belo, exemplo de querer o máximo, os desempenhos ultraprofissionais do coro. Sempre me disseram ter eu próprio uma afinação perfeita, uma voz balsâmica; amei desde muito cedo o canto coral, muito cedo saboreei Orff, sensacional música sensualizada, a tradição medieval reconstituída, o canto gregoriano, o melhor da música sacra, Bach, Mozart, Schumann, tudo.
Hoje, na minha praia, diante das ondas que cavalgam até à areia afagando grandes pedras, miro as férvidas águas e o sol que nelas rebrilha, ouvindo por vezes até às lágrimas quanto a Antena 2 me dá a escutar e substancia, com o que vejo, o imprevisto poema absoluto do momento, sentido completo do meu mais fundo.
Mozart luta contra a servidão nas suas óperas
Mozart na sua infância
Escrever sobre Mozart, é apenas um pretexto para referir um precursor da defesa dos, hoje em dia, denominados defensores dos direitos humanos. Durante a sua época de vida, existiam abusos de poder contra os trabalhadores da terra dos senhorios que as possuíam. Os trabalhadores eram denominados servos, palavra que vem da definição: Aquele que não dispõe da sua pessoa, nem de bens. Ou homem adstrito à gleba e dependente de um senhor. Fonte: Dicionário Priberam da língua portuguesa. [Read more…]
Beethoven e a sua rebeldia contra as classes sociais
Todos sabemos que nasceu em Bona, em dia incerto, mas quem investiga o génio da música, criador de forma clássica da composição musical, sabe que pode ir aos registos da igreja da sua freguesia, e fica a saber que por desleixo dos pais não foi inscrito no Registo Civil. O problema era que tinha nascido um filho primogénito, também como o nome de Ludwig, falecido poucos meses depois. Nasceu este segundo que foi denominado com o nome do irmão falecido. Os pais, Maria Magdalena Kewerich (1746–1787), e Johann van Beethoven (1740–1792), pensaram que a inscrição do nascimento do primeiro filho, Ludwig Maria que nasceu e morreu no ano de 1769, era válida para o segundo, Ludwig também, e apenas o batizaram no sai seguinte do seu nascimento, Beethoven foi batizado em 17 de Dezembro de 1770, tendo nascido presumivelmente no dia anterior, na atual Renânia do Norte, Alemanha
Arquitectura e Música
Hoje celebra-se não só o Dia Mundial da Música, como também o Dia Mundial da Arquitectura (este celebrado anualmente a cada primeira segunda-feira de Outubro). (A Norte, Outubro é novamente o mês da arquitectura.)
Música e Arquitectura juntas. Uma coincidência?
Goëthe, Santo Agostinho e outros não as viam unidas por acaso. É do primeiro a célebre frase “a arquitectura é música congelada” e, quanto ao Bispo de Hipona, considerava-as artes irmãs, porque ambas são «filhas» dos números.
Raul Lino (1879-1974), tido um dos arquitectos portugueses mais musicais, foi buscar inspiração aos autores que referi. Em 1947 escreveu um pequeno estudo que intitulou de Quatro Palavras Sobre Arquitectura e Música e onde é evidente o seu amor pela arte dos sons. Foi a partir deste parentesco ou das relações e analogias entre Arquitectura e Música na História da Arte (tema interessantíssimo) que me nasceu a ideia de fazer um trabalho de investigação no âmbito do curso de mestrado.
A tese está editada pela FAUP e pode ser adquirida na Fnac: Arquitectura, Música e Acústica no Portugal Contemporâneo (2011).
Outubro
October and the trees are stripped bare
Of all they wear.
What do I care?
October and kingdoms rise
And kingdoms fall
But you go on
And on.
byU2
Passos trocados
Diz a sabedoria popular que é preciso saber dançar consoante a música. Todavia, o que é popular causa enorme engulho à Extrema-Direita que está no poder. Sim, digo Extrema-Direita porque esta Direita não aceita a crítica nem a contestação, e mesmo quando recua, como na TSU, faz em amuo e com insulto, mimando os empresários de medrosos e de ignorantes. Numa exercitada arrogância, este Governo insiste em fazer o que não resulta, porque entende que não é ele quem está mal, é todo o resto do país. Para este Governo não há opiniões, pontos de vista ou alternativas: há aliados ou inimigos. E se o povo não se alia ao Governo, então é inimigo. Quem não está com o Governo está contra ele. E quem está contra o Governo não merece mais do que ser tratado de medroso ou ignorante, ou da sua condição de desempregado ser considerada como zona de conforto, ou de lhe ser apontada a emigração como futuro. Porque o Governo teima em querer dançar contra a banda, em ignorar a música da orquestra e insiste numa desconcertante coreografia de má execução orçamental, de falhanço retumbante de combate ao défice, de ausência de modelo económico adequado à realidade do país, de total ausência de medidas criadoras de emprego, de empobrecimento da classe média, etc. E faz tudo isto com passos de quem quer crescimento económico, com uma população com cada vez menos dinheiro para gastar; de quem quer a reconversão das empresas para a exportação sem apresentar caminhos, como se, por exemplo, a construção civil – grande base de emprego em Portugal – passasse, por magia, a produzir caravanas, rulotes, atrelados ou tendas de campismo ao invés de apartamentos ou moradias; de quem quer que as empresas sejam financiadas, mas sem obrigar a banca retirá-las da asfixia de falta de liquidez em que a esmagadora maioria se encontra, antes pondo os trabalhadores a financiar os patrões. Esta Direita de passos trocados, insiste na sua dança porque acha que a orquestra toda é que está errada e que os demais que dançam no baile e com quem colide, também. Todos estão errados, menos ela. E o pior é que não pensa nem age assim por mero capricho, é mesmo por convicção. E é isso que a torna verdadeiramente perigosa.
Morreu Emmanuel Nunes
Muitos não saberão quem foi, é natural.
O DN escreveu «Morreu o artista mais corajoso». Ele é (só) considerado o compositor português mais relevante da música contemporânea dos últimos 50 anos. António Pinho Vargas testemunhou: “Desapareceu um artista insigne”.
Emmanuel Nunes morreu em Paris aos 71 anos onde viveu grande parte da sua vida. Privou (só) com Stockhausen, Luciano Berio, Henri Pousseur e outros maiores da História da Música.
Foi um valente. Sofria de uma doença neuromotora congénita, “o que faz da sua vida e do que alcançou uma afirmação de força vital e uma permanente vitória face às adversidades genéticas”.
«Morreu um dos maiores nomes da música erudita”. Português.
Bandex: Obama, eles não são Portugal nem Greece
Eles fazem, depois não são, eles continuam, eles deixam estar, república e democraticamente.
ornatos violeta, capitão romance
capitão romance foi o segundo single do álbum de 1999 dos ornatos violeta, “o monstro precisa de amigos”.
esta música conta também com a voz de gordon gano, vocalista dos violent femmes que viajou até portugal para cantar em portugues com a banda portuense.
No Internet Archive…
Mais de um milhão de filmes, músicas e livros, para fazer o download usando o seu cliente de bittorrent favorito.
Vamos comer, Caetano
Parabéns Veloso septuagenário.
A ouvir a explicação antropofágica da Adriana que comeu Caetano e virou rainha.
Garota Ipanema, por Diana Krall
Esta versão não tem 50 anos, mas tem um toque, uma sedução…
“A Garota de Ipanema” está uma cinquentona
No dia 2 de Agosto de 1962, era apresentada ao mundo “A Garota de Ipanema”, com música de Tom Jobim e letra de Vinicius de Moraes. Continua lindíssima. O vídeo é de 1979.
Intervalo
Depois da excelente série do Ricardo sobre Filmes para o 7º ano de História, é tempo de um intervalo. Mas curto. Amanhã mais coisas darão na net e, se nos deixar uma sugestão nos comentários, até poderá ser a sua escolha.
Uma banda presidencial
The Parkinsons – Good Reality, do novo álbum Back to Life a sair em setembro.
Uma boa Troika
Troika também foi um grupo de música, canadiano, dos anos 60, formado por Robert Edwards , Michael Richards and Ron Lukawitski.
E por sinal bem interessante, na secção dos que gravaram um álbum e desapareceram do mapa. A história do grupo pode ser lida na sua página, e musicalmente destaco a faixa que dá nome ao LP filho único, Early Morning (pode descarregar o mp3, ripado de um vinil).
É também possível escutar no youtube uma compilação, que fica depois do corte, e visitar a página no Myspace, onde dois dos músicos provam que ainda mexem.
Compilação: [Read more…]
Coleccionar beleza I
Ando a coleccionar as melodias da minha vida.
Há quem diga «este é o filme da minha vida», «o carro da minha vida», «a mulher da minha vida» ou, então, claro, «ele é, sem dúvida, o homem da minha vida»!
Eu ando à procura da música, eventualmente, das músicas da minha vida.
Pavane, que poderá ouvir clicando no respectivo link é, seguramente, uma das mais lindas obras musicais que já ouvi. A primeira vez que entrou pelos meus ouvidos, foi acompanhando o anúncio do sabonete Palmolive. Se não foi o Palmolive era, com certeza, um sabonete.
Se gosta dos Il Divo, então conhece o tema «Isabel». Divinal mas, claro, a música não é deles, antes do genial compositor romântico do séc. XIX, Gabriel Fauré.
Há músicas que se ouvem sem cansar. Repete-se, repete-se, como se de um chocolate se tratasse. É linda demais, saborosa, de arrepiar, a Pavane op.50 do compositor francês. A tal ponto é sublime, que uma pessoa se pergunta «é possível escrever algo mais bonito que Pavane?». Claro que sim, mas esta é perfeita. E aí está uma daquelas músicas que é um desperdício desconhecer.
Espero que gostem!
4’33”
No silêncio da noite, ocorre-me escrever sobre ele.
Já fez, seguramente, um minuto de silêncio.
Os adeptos de futebol já estão habituados a fazê-lo… Os deputados também. Os cidadãos, mais raramente.
Agora imagine comprar bilhete para ouvir uma orquestra famosa ou um solista de renome e ter no programa uma obra chamada 4’33”. Quatro minutos e trinta e três segundos de silêncio. Ouviu bem: de silêncio!
Só alguém genial como o compositor americano John Cage para se lembrar duma coisa destas! Uma obra em 3 andamentos em que os únicos sons são os do próprio ambiente e os produzidos pelas pessoas que assistem ao concerto. Claro que pode respirar (como diria Sérgio Godinho)! E sim, entre os andamentos, sentir-se-à mais à-vontade para tossir e fazer outros ruídos!
Se a obra nos deixa boquiabertos em pleno século XXI, imagine a reação dos primeiros ouvintes há precisamente sessenta anos.
O silêncio não é fácil: experimente esta obra.
A Música também é silêncio!!


Além de melhor festival de verão, o 





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