A selecção já tem um hino: “Vai Portugal”
Agora sim, a selecção tem hino. Grande, brilhante, único e genial sobretudo comparando com todas as tretas cantadas em campeonatos anteriores:
Vai Portugal, avança sem medo
Contra alemães, contra os holandeses
Contra o desemprego, contra tudo o que se diz
Não há crise nenhuma que valha mais que um país
Vai Portugal!
Vai Portugal, acredita em ti mesmo
Finta, chuta, vence a Dinamarca nesta luta
Sonha, dá tudo o que tens
Não fiques à espera de uma ajuda que não vem…
Vai Portugal!
Os Anaquim já fizeram a sua parte. Se jogarmos assim até à final, a Europa é nossa. Só temos de jogar todos.
Afinal, que coisa é o amor?
Música e poesia
Passei o dia a ouvir música
Passei o dia a ouvir música sempre a mesma alternando Madredeus e Erik Satie
Como foi possível parecerem-me tão semelhantes
Que percebe de sons este monocórdico espírito
Mas foi o mesmo o que produziram em mim a sensação amarga de ter atirado fora uma paveia de sentimentos [Read more…]
Sem música, não!
Ao rio Tejo não chegará qualquer som no próximo dia 24, vindo das bandas da Metropolitana.
“Em causa, alegam os trabalhadores, está a falta de definição de um projecto de qualidade, «reduções salariais coersivas e ilegais» e o «empobrecimento pedagógico» da Escola Metropolitana de Música, da Escola Profissional Metropolitana e da Academia Nacional Superior de Música”.
Os músicos também protestam. Protestam com o silêncio!!
Faça-se tudo para que esta situação se resolva, para bem de todos.
Já andamos demasiado deprimidos para agora ficarmos sem Música e sem ensino de Música de qualidade, como é o caso das várias escolas da Metropolitana.
P.S.: Podemos viver com o silêncio que não o da partitura e o silêncio que se procura livremente? O silêncio forçado dá cabo dos ouvidos e da cabeça…
A aceitação da Morte
Chegamos ao hipermercado com a lista na mão: pão, batatas, vinho, peixe, etc. e, à entrada, os livros como que se oferecem (não estão na dita lista…). Se tivessem asas, atiravam-se e assediavam-nos mais.
Gosto de ser eu a descobri-los. Quanto mais difícil, mais vontade sinto de os ter em minha casa.
Uns livros levam a outros. Cheguei a Cidadela através d’ O Principezinho do mesmo autor, tão conhecido, o aviador Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) .
Mais de quinhentas páginas onde podemos encontrar meditações sobre “a solidão, o silêncio, as imagens do deserto [tema tão querido a Saint-Exupéry], o problema do tédio e da morte, do prazer e da liberdade, do «sentido da vida»”. [Read more…]
A Alma
Um leitor deste blogue levantou uma questão interessante em reação à frase “viva a liberdade de podermos aqui no Aventar, por exemplo, dizermos o que nos vai na alma”. Ele perguntou: “E quem não tem alma, também pode escrever no Aventar?” Ora aí está uma bela pergunta. Fiquei a pensar nela. Fui ao dicionário consultar sinónimos de «alma»: ânimo, cabeça, consciência, espírito, coração, ideia, inteligência, mente, sentimentos, etc. A wikipédia, por seu turno, diz-nos que «alma» significa ‘vida’, ‘criatura’ e ‘o que anima’.
Podemos expressar-nos, seja de que maneira fôr, sem todos ou alguns daqueles requisitos? [Read more…]
Bebe, Fuma, Toma, Chupa, Consome, Mata a Fome
Mama mama
Papa papa
Bebe bebe
Fuma fuma
Toma toma
Chupa chupa-upa-upa [Read more…]
Dia Internacional do Jazz
Celebra-se hoje, pela primeira vez, o Dia Internacional do Jazz, uma proposta bem sucedida do músico e compositor, Herbie Hancock, considerado um dos mestres do Jazz.
A Unesco defende que o Jazz é uma expressão musical que “pode derrubar barreiras e simboliza a paz e a unidade”. (A música em geral).
Na Música, não há passado nem presente. No Jazz, podemos assistir ao encontro harmonioso entre J.S. Bach (1685-1750), J. Loussier e Bobby Mcferrin:
A noite da Música
Passei o dia a ouvir música sempre a mesma alternando Madredeus e Erik Satie.
Como foi possível parecerem-me tão semelhantes?
Que percebe de sons este monocórdico espírito?
Mas foi o mesmo o que produziram em mim a sensação amarga de ter atirado fora uma paveia de sentimentos.
Como vou misturar é quase certo que nada existe nada está perto nem eu estou triste com Embryons desséchés e Peccadilles importunes?
Eu próprio me sinto mistura de contradições e acasos harmonia de contrastes santidade e pecado.
Nada percebo de música mas quero que a música seja ar chuva ou vento olhos boca sustento febre delírio amor e tormento.
Não sei onde fica a música nem a terra onde ela conduz sei apenas que é de sol e de luz ar puro e perfume o caminho da música para o alto dos montes.
Hoje dá na net: The Clash – Live (1983)
Hoje dá na net: Sex Pistols – The Filth And The Fury
O Milagre da Música
Eduardo Lourenço, Tempo da Música Música do Tempo (2012)
Abro na página 50: “Bach, Paixão Segundo S. Mateus. Páscoa de… Sexta-feira Santa”.
O filósofo ouviu certa vez esta obra através de uma emissora americana com um dos seus irmãos, talvez António.
E. Lourenço escreve que “João Sebastião é a incarnação das harmonias esperadas pelo próprio Deus. Nenhuma expressão da humanidade tão próxima do país inominado da divindade (…) a magia humana de J.S.B. arranca-me por momentos da árida e solitária planície da Insignificação (…)”. [Read more…]
Hoje dá na net: J. S. Bach – A Paixão segundo S. Mateus
Nas mãos de Johann Sebastian Bach até a lenda da Páscoa vira arte.
Nikolaus Harnoncourt, Concentus Musicus de Viena, King’s College Choir Cambridge, 1970.
2ª parte depois do corte
Hoje dá na net: Rui Veloso – concerto acústico
Hoje dá na net: Legends Live at Montreux 1997
She moves in mysterious ways
Nos 3 anos do Aventar, com uma dedicatória muito especial a todas as mulheres passadas e presentes deste blogue: a Glória Colaço Martins (De Puta Madre), a Carla Romualdo, a Ana Anes, a Ana Paula Fitas, a Maria Pinto Teixeira, a Daniela Major, a Filipa Martins, a Expatriee, a Isabel Botelho Moniz e, the last but not the least, a Maria do Céu Mota.
Carmen Souza: crioulo, morna e jazz
À excepção de alguns eventos associados à minha vida pessoal e familiar em Portugal, África foi o continente onde, anos a fio, vivi as emoções mais intensas da minha vida. Umas tristes, testemunhando sofrimentos e miséria intoleráveis; outras, marcadas por momentos mágicos de espiritualidade e prazer, difíceis de descrever por palavras, mas que a pulsão dos sentidos torna arrebatadores.
Com ‘sodade’ dessa terra Cabo Verde, lembro as noites quentes de S.Vicente, rememorando também os sons de crioulo, ritmados e quase chorados, saídos da garganta da mestiça de pele de ébano e olhos verdes. Saravá Mizé!
Distante no tempo e no espaço, dou hoje um salto imaginário até lá, através voz de Carmen Souza. Uma lisboeta, filha de cabo-verdianos, hoje praticamente radicada em Londres e correndo mundo. Instrumentista e cantora de criativo talento, proporciona-me reviver o crioulo, a morna e o jazz. Uma simbiose que me delicia.
Hoje dá na net: Gary Burton Live

Hoje dá na net: Feliz dia do Pai

Hoje dá na net: Elis

Hoje dá na net: Vinicius de Moraes

Hoje dá na net: Bobby McFerrin and guests

Hoje dá na net: Louis Armstrong, The King of Jazz










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