Sábado, 14 de Janeiro, Braga 2012

A cerimónia de abertura de Braga 2012:Capital Europeia da Juventude é no próximo Sábado, 14 de Janeiro, pelas 19h, no centro histórico da cidade, Espetáculo Inaugural com os Drumatical Theatre:

Durante todo o dia, entre as 09h e as 21h, o centro histórico de Braga vai ser animado com dança, música e imensas actividades a cargo de várias associações juvenis.

Estão todos convidados!

She Smells So Nice, a “nova” música dos The Doors

É nova porque nunca a tínhamos ouvido apesar de ter sido gravada há cerca de quarenta anos. E é Doors genuíno, Jim Morrison igual a si mesmo, bom como sempre.

Gostou? Tem aqui mais dez músicas disponibilizadas pelo resto da banda para ouvir, partilhar, blogar, etc. Pérolas.

São curvas as rectas num final não vazio

Com todo o respeito pelo Camané, da banda sonora do José & Pilar esta é a cantiga que mais gosto: Noiserv, Palco do Tempo. E qualquer coisa me diz que o David Santos podia cantar mais vezes em português, mas ele lá sabe dos seus versos.

Pedro Osório 1939/2012

O maestro Pedro Osório morreu ontem em Lisboa. Há anos que não ouvia falar de Pedro Osório até que, muito recentemente, fui surpreendido com o seu novo disco “Cantos da Babilónia“, do meu ponto de vista um trabalho absolutamente extraordinário e a merecer a atenção que já não se dá às coisas verdadeiramente bem feitas. Divulgá-lo, é a minha humilde homenagem.

Hoje dá na net: Led Zeppelin – Physical Graffiti

Um documentário sobre o album das janelinhas, Physical Graffiti dos Led Zeppelin, por acaso o meu favorito, não sendo o melhor, que é outra coisa, e é mesmo  capaz de ser o II.

Filme completo, sem legendas

O que seria de nós sem a música?

Hoje, dia 26, de volta à «realidade», o choque não foi tão duro, ouvindo na Antena 2, a música de G. Gershwin. Partilho com os amigos do Aventar esta fabulosa música escrita em 1925, que nos enche as medidas.

A música de todos os natais

Antes não fosse.

Triste fado este!

Rejubilou recentemente a alma da Pátria. O Fado foi considerado património imaterial da humanidade. Ressuscitou Amália Rodrigues em infindáveis momentos televisivos de fervor patriótico. Voltámos a “dar de beber à dor”! Portugal ressurgiu de novo, patrioteiramente, numa hiperbólica liturgia colectiva, só entendível dentro de uma perspectiva secular e mítica da “maneira de ser português”, que se desejaria definitivamente abolida. Devo repetir uma vez mais o que já, por diversas vezes, tenho dito e escrito – gosto muito de fado, mas não gosto do Fado. Entendamo-nos. Gosto de ouvir fado, sobretudo quando cantado por mulheres. Mas não gosto do Fado enquanto símbolo mítico da Pátria, porque dá voz a um Portugal salazarento, pobre, pequenino, resignado, vencido. Não gosto do Fado enquanto mitificação de uma tristeza congénita, de um luto mental, em viagem permanente num “barco negro” existencial de um povo que, desgraçadamente, continua a viver um momento histórico de resignação, de subserviência, de conformismo fatalista, tradutor de um estado de alma tão passivo quão deprimente. Por isso, a atribuição ao Fado de património da humanidade não me aquece nem me arrefece. Não passa de um fait-divers, de uma patetice como outra qualquer. Mas continuo a gostar de fado. Muito. [Read more…]

Directamente da Linha de Cascais


O Coro de Santo Amaro de Oeiras – não podia faltar – deseja-nos a todos um feliz Natal. Nós também desejamos.

Feliz Natal

Aos restantes aventadores, comentadores e visitantes.

Boa música

O fadista Camané, na sua modéstia, típica dos portugueses, afirmou que ” è uma honra ser candidato [ao Óscar de Melhor Canção Original] ao lado de Lady Gaga e Elton John”.
Pois eu corrijo: devia ser, para os segundos, uma honra estarem ao lado de Camané. Em que é que a música de José Mário Branco e o poema de Manuela de Freitas (partindo das ideias de José Saramago sobre a vida e a morte) têm a menos que a música de Lady Gaga e Elton John? São, pelo contrário, muito superiores.
Espero que vença a profundidade, a contenção e a sensibilidade do nosso fado, eleito há pouco Património da Humanidade.
Espero que a Academia de Hollywood comece a ter bom gosto e a educar o grande público para apreciar a música de qualidade (e mais exigente) e, já agora, diferente!
Sei de um rio, por exemplo, a gente ouve e ouve e não cansa:

A emigração explicada aos ingénuos e outros tristes

Está tudo aí, no poema de Rosalía de Castro adaptado e musicado por José Niza e superiormente cantado pelo Adriano Correia de Oliveira.

Para cabeças mais duras, como as que ainda tentam inventar vantagens económicas, recomendo a leitura de Emigrantes ameaçam cortar remessas, uma grande contribuição de Paulo Portas para o PIB nacional.

Mensagem de Boas Festas


Prefiro, de longe, a versão de 2010.

Cesária Évora, paz à sua voz

Lembro-me de ouvir Cesária Évora quase desde pequeno. Lembro-me, já lá vão muitos anos, dos discos de 33 rotações que passavam nas festas dos meus pais, dos singles de 45 que continham sucessos que todos os seus amigos cantavam. Eu puto, a ouvir aquilo e aquilo a entranhar-se em mim. Depois, sim, ouvi-a muito, vi-a menos do que desejaria.

Depois soube-se que já não cantaria mais, apesar de amigos em Cabo Verde me terem assegurado que preparava um último concerto nas ilhas que eram suas. Não foi assim. Quem canta agora, Cesária, mo da bô?

Ildo Lobo, Orlando Pantera e tantos outros estão felizes seguramente. Mais alguém para se juntar a eles e fazer a festa no paraíso. 

Cesária Évora 1941-2011, RIP

Esta semana só morrem os bons. Adeus Cesária.

Quatro Minutos sobre o Vale do Tua, o Douro, o Património de Toda a Humanidade

Chamei a atenção [antes das eleições] para os perigos que corria a região Património Mundial do Douro (…)”, Francisco José Viegas, Secretário de Estado da Cultura.

Qual destas palavras não perceberam?

Faz o Girabenga*


Neste início de mais uma semana de saque… força, portugueses!… falta pouco.

* Acordo Brasileiro da Língua Portuguesa.

Hoje dá na net: Chet Baker – Let’s Get Lost, o documentário

Let’s Get Lost (1988) é um documentário sobre a vida turbulenta  e a carreira do trompetista de jazz Chet Baker. Escrito e dirigido por Bruce Weber, Let’s Get Lost é um dos mais belos filmes reais feitos sobre o universo do jazz no séc. XX e o mais marcante dedicado à figura singular de Chet Baker.

Para todos os amantes de jazz. Imperdível.

No comboio descendente

Sim Dario, vamos lá de comboio, cantando e rindo, mas levados, levados, não.

Trans Europe Express


Não sei porquê mas hoje apetece-me ouvir Kraftwerk.

Vira do banqueiro

Os nossos banqueiros em versão apimbalhada, mas engraçada.

O Novo disco de Amy Winehouse…

…que acaba de ser lançado, não é um disco novo, é um disco póstumo.

Dito desta forma parece uma contradição e uma mera afirmação do óbvio, mas não é bem assim porque se Amy Winehouse fosse viva não seria este o disco que faria. Quer dizer: não seriam estas canções (enfim, algumas), este alinhamento, estas versões.

Em devido tempo deixei aqui uma homenagem a Amy Winehouse, esse espectro oscilante que riscou brevemente o céu da música pop e da soul. Ainda não ouvi o disco, mas adivinho que não seja tão consequente como os anteriores. Imagino que seja uma espécie de exercício de corte e costura, uma manta de retalhos feita com o material disponível, com aquilo que iria estar no que seria o seu próximo disco e com o que não teve honras de caber em nenhum dos anteriores nem caberia nos futuros.

Haverá louvores dos incondicionais e críticas dos detratores. Haverá quem acuse os detentores dos direitos de fazer negócio a qualquer custo, dirão que se baixou a fasquia, dirão que o melhor, provavelmente, era não se ter feito nada. Não concordo. Amy Winehouse estava a iniciar um novo disco e não deixou assim uma obra tão vasta que os seus seguidores pudessem dispensar as gravações restantes.

No fundo, no fundo, é a última aparição de uma leoazinha periclitante – “Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures” – que passou a vida a desbaratar tesouros e a desafiar a morte  mas que, nalguns momentos, venceu. E convenceu(-me).

Obrigatório ouvir:

Eles, dos melhores, interpretam à sua maneira (e que maneira!) todo o álbum “Achtung Baby”. Foi em 1991 que a melhor banda de rock de todos os tempos, os U2, o lançou. Passados 20 anos…parece que foi ontem e estou mesmo a ficar velho! Ainda hoje é fantástico.

 

Alinhamento: Nine Inch Nails – Zoo Station; Jacques Lu Cont Mix/U2 – Even Better Than The Real Thing;  Damien Rice – One; Patti Smith – Until The End Of The World; Garbage – Who’s Gonna Ride Your Wild Horses; Depeche Mode – So Cruel; Snow Patrol – Mysterious Ways; The Fray – Trying To Throw Your Arms Around The World; Gavin Friday – The Fly; The Killers – Ultraviolet (Light My Way); Glasvegas – Acrobat; Jack White – Love Is Blindness.

Destino

Fado é Destino. Está tudo dito.

Fado de Lisboa, património da humanidade

Gosto de alguns fados, como gosto de alguns tangos, de algumas valsas, de alguns minuetos, de algumas sinfonias e de várias músicas de géneros diversos. Não gostarei menos ou mais de fado de Lisboa como um todo só porque a UNESCO deu uma medalha a uma comissão e que, como ontem frisou Rui Vieira Nery, presidente da comissão científica da candidatura, apenas representou o fado de Lisboa porque «o fado de Coimbra tem uma dignidade própria». Mas, dignidades à parte, assim o leio, há o fado – o de Lisboa, naturalmente – e o fado de Coimbra. Para concluir em grande quanto a bairrismos, aqui ficam as variações do coimbrão Artur Paredes, tocadas pelo filho Carlos Paredes.

O fado é chato, maçador, aborrecido

Dá sono. «Ó musiquinha sonolenta», como vi escrito por aí num site brasileiro.
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Sérgio Godinho, quarenta anos de canções

Sérgio Godinho comemora, por agora, quarenta anos de canções. A 16 deste mês foi assim no Coliseu do Porto

Ontem foi a vez do Coliseu de Lisboa. Um concerto fantástico – transmitido pela RDP para todo o mundo, procurem o podcast – a mostrar porque há tantas canções de Sérgio Godinho nas nossas vidas.

Hoje fazem anos…

Passam hoje 30 anos sobre o primeiro concerto dos Heróis do Mar. Sim, aquela banda que parecia de extrema-direita e afinal era só pop (e bom pop), como muita provocação pop. Trinta anos depois também recordo envergonhado o esforçado provincianismo com que encarei a coisa e que encalhou nesta cantiga, que tem todos os ingredientes estado novo mas era apenas um novo estado para a música portuguesa.

Ainda me proporcionaram o mais épico momento da minha vida radiofónica através de uma entrevista em directo que acabou com um processo disciplinar, afinal uma das medalhas que trouxe da RUC.

Também faz anos o 31 da Armada, o blogue da direita onde me vou rindo sem ser forçosamente das tolices da direita e que pelos vistos hoje ajusta contas com o Pacheco Pereira, que desde o primeiro dia estava mesmo a pedi-las.

Hoje é o dia nacional da direita no seu melhor, o 1º de Dezembro envelheceu, o 10 de Junho agora é só da raça do António Barreto. Do outro 25 de Novembro fiquemos só por não ser o aniversário do início de uma guerra civil de consequências incalculáveis, ou seja, podia ter sido muito pior.

Paul Motion, 1931 – 2011

Morreu Paul Motian, o “lendário” baterista de jazz norte-americano que teve “uma forte ligação com Portugal” onde chegou a ser preso em 1971, por ocasião do primeiro Cascais Jazz, depois de ter interpretado o tema Song for Che, “(…) contra o regime de ditadura que então vigorava em Portugal”. Na mesma década, compôs For a Free Portugal (‘Por um Portugal Livre’).
O músico morre na mesma semana da greve geral, onde a paralisação foi de 85% para a CGTP e UGT mas de apenas 10.8 % segundo o Governo (!?). A tensão fez-se sentir, as negociações vão ser difíceis, o povo continuará super descontente e desanimado.
É caso para um músico português compor ‘Por um Portugal Feliz’. Quem sabe, o hino da próxima manifestação nacional…

Céu A. Mota

Hoje dá na net

A internet veio revolucionar o acesso aos bens culturais. Hoje temos ao nosso dispor milhares de obras em vários formatos, da literatura ao cinema passando pela música, que o suporte digital nos coloca ao alcance de um clique. Porque a isso se deve juntar a partilha de informação, o Aventar inicia amanhã a publicação regular de ligações para filmes, discos e livros, convidando os seus leitores a usufruírem delas e pedindo-lhes desde já sugestões, que podem enviar através do nosso contacto.
A arte só tem sentido se a usarmos.
Hoje dá na net, todos os dias às 7h, no Aventar.