2013

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Em 2013 aconteceu o inevitável, aquilo para que deveríamos estar preparados desde o momento em que começamos a tomar consciência do que nos rodeia, mas que nunca aceitamos bem. Perdi o meu pai logo, logo no início do ano. Embora fosse algo previsível, que aconteceria mais cedo ou mais tarde, e já aconteceu bem mais tarde do que os médicos previam, custou. Pela primeira vez, senti-me orfã de um dos progenitores. Agora, em Dezembro de 2013, pelo Natal, senti-me orfã dos dois, já que pela primeira vez em toda a minha vida tive ambos os progenitores ausentes. Um morto e outra a passar as Festas junto da sua família emigrada. Algo que compreendo, evidentemente. Nós, os filhos, não fazemos a companhia de que a minha mãe necessita e que merece e foram tantos os anos privada da companhia de pais e irmãos, que agora chegou o momento de recuperar algum do tempo perdido.

Em 2013 conheci duas equipas fantásticas de trabalho, ambas com uma dedicação excepcional a causas diferentes. Já aqui escrevi sobre ambas.

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Barba – Consequência da austeridade?

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Eu penso que sim.

Tenho visto cada vez mais jovens e jovens adultos com barba. Não daquelas barbas sexy de 3 dias, tipo José Mourinho, que só ficam bem a alguns. Não a barbinha de uma semana de quem não tem pachorra ou tempo para se escanhoar cuidadosamente todos os dias. Mas antes aquelas barbas rijas, de meses. Barbas escuras, barbas claras, mais curtas ou compridas, mas todas elas hirsutas e com ar de quem veio para ficar.

Quando comecei a reparar no número cada vez maior de rapazes e jovens homens que orgulhosamente ostentavam barba, pensei que se trataria de uma nova tendência da moda, mas entretanto, depois de muito reflectir sobre tão importante e incontornável assunto, concluí que tanto pêlo na venta só pode ser o resultado das políticas de austeridade deste desgoverno que tomou conta do país.

Perguntarão por que motivo cheguei eu a tal conclusão. Se me derem algum tempo, passarei a explicar o meu raciocínio:  [Read more…]

Ao Sair da Carruagem, a Puta da Ladroagem Roubou-me o Saco da Broa

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Era habitual na minha adolescência cantar-se isto. E foi o que me veio à cabeça quando me roubaram.

Não foi bem o saco da broa e não era bem uma carruagem, mas que a ladroagem me roubou, ai isso roubou!

Passo a explicar: Terça-feira de manhã cedo. Decidimos nesse dia não levar as crianças ao infantário e, em vez disso, levá-las a um local bem divertido. Tudo pronto para arrancarmos e o carro, velhinho, não pega.  [Read more…]

Pão de Todos para Todos

E começou já ontem, dia 6, na Praça da Figueira em Lisboa, a 10ª edição desta iniciativa da CAIS que, através da distribuição gratuita de diversos tipos de pão e bebidas quentinhas, pretende chamar a atenção para a importância da partilha.
Até às 20 horas do dia 8, aproveitem e passem por lá. Podem assistir a espectáculos e workshops interessantes.
Na próxima semana, é a vez do Porto «fermentar esta partilha» logo a partir do dia 12 e até ao dia 15, sempre das 14 às 20 horas. Na Praça dos Poveiros, também com workshops e espectáculos.
Apareçam, mais uma vez, estarei por lá. programa pao

Explicada a cara de pamonha!

pamonhaE o David Caruso, que desculpa terá?

Esta foi para desanuviar eh eh eh!

Restaurante com vista

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E no meio de tanta sordidez política e tanta maldade, é bom encontrarmo-nos uns com os outros, abraçarmo-nos e, durante umas horas, percebermos que, como diz a canção, «é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa».
Foi (mais) um excelente almoço do Aventar. Pena nem todos terem podido estar presentes. É que aqui, ao contrário do que acontece noutros locais, quem não vem faz falta.
Num belo restaurante com uma vista fantástica para o Douro. Valbom, Paris e Londres.

De maneiras que…

é isto!

Podia falar no Fernando Moreira de Sá?

Podia, mas não era a mesma coisa. Outros melhores e mais sabedores do que eu já o fizeram. E fizeram-no excelentemente. O Fernando Moreira de Sá é dos nossos. E dos nossos nós cuidamos.
Nisso somos exemplares.
E para cuidar de todos os leitores, aqui vai um miminho. Só precisam de ir a Matosinhos.
Espero que também lá vás, Fernando, mereces um doce 😉
Aproveitem!

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Não me venham com falsos moralismos

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Ao ver esta foto da casa improvisada de um casal de sem-abrigo, tirada por Pedro Crispim, o consultor de moda, e partilhada no Facebook, só me apetece esfregá-la nas trombas de quem ainda se ri com a situação de pobreza a que muitos dos nossos chegaram. Apetece-me perguntar a esses papa-hóstias (nem todos os católicos são assim, sei disso, e conheço alguns praticantes que são dos corações mais puros que existem, gente de bem, que faz tudo o que pode para ajudar quem precisa) que mal é que estas pessoas ou os seus antepassados fizeram para merecer isto. Apetece-me dizer a todos os que se acham muito importantes e desviam os olhares de cada vez que se deparam com cenas destas que aquelas pessoas são infinitamente mais dignas e mais merecedoras do que eles. [Read more…]

Um novo espaço de apoio às pessoas portadoras de deficiência

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Sim, nós fodemos (disponível no Facebook) pretende chamar a atenção para as necessidades sexuais das pessoas com diversidade funcional.
Durante muito tempo foi (e infelizmente continua a ser) ignorada a necessidade que TODOS os seres têm de relações sexuais.
Lembro-me de ter sido superficialmente abordado esse assunto nas minhas aulas de Educação Especial. Lembro-me de ter lido algumas teses sobre o assunto e em todas se confirmava o lógico: as pessoas com deficiência mais ou menos profunda necessitam também elas de sexo. É algo de biológico, de absolutamente irracional. Todos precisamos de sexo para funcionarmos melhor. O sexo aumenta a nossa auto-estima, faz-nos sentir vivos e atraentes. Podemos ser a maior avantesma, um camafeu, mas naquele momento somos quem aquela pessoa deseja. Somos quem lhe dá prazer e a quem aquela pessoa dá prazer. Naquele momento, nada mais importa. Aqueles dois (ou três ou mais) corpos estão em sintonia, um com o outro e com o que de mais natural existe.
Então, por que motivo recusar este prazer a quem dele tanto necessita? Por que motivo ignorar que todos os seres vivos praticam sexo e dele necessitam para serem mais felizes? A meu ver, as pessoas com deficiência, dadas, muitas vezes, as suas limitações de deslocação, de convívio com outras pessoas, o seu próprio aspecto físico, a sua auto-estima, muitas vezes reduzidíssima, encontram sérios obstáculos à concretização dos seus desejos. [Read more…]

Quanto custa acabar com o livre-arbítrio

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É barato, para garantir uma nação de gente sem voz.
Evidentemente que os professores e funcionários do privado não poderão dizer mal de quem lhes enche (pouco) os bolsos, nem que seja a prestações e contra emissão de recibos verdes. «Pelo menos trabalham, nem todos se podem gabar do mesmo».
Já nem falo daqueles cujos bolsos e cujas panças se avolumam cada vez mais.
Falta colocar as fotos de ppc e de acs nas paredes das salas de aulas dos colégios…
Adeus, Pátria e Família.

E agora, para algo completamente diferente

Inocência ou estupidez? A ver se esquecemos um bocadinho toda a perfídia que nos rodeia…

«Pela primeira vez em tantos anos, senti-me um número»

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Esta foi a frase que, destroçada, uma amiga me disse quando me contou o que a empresa onde (ainda) trabalha. Como ela, muitas, eu sei. Ainda assim, não consigo deixar de ficar chocada com a falta de respeito de certos patrões. É-me impossível ficar indiferente às injustiças com que se tratam as pessoas que muitas vezes dão tudo de si. Este empenho é, frequentemente, devido não a ambição desmedida, mas a uma forma de estar. Os dois casos de que pretendo falar neste post são de pessoas que dão o seu melhor porque não sabem ser de outra forma. Sem mais ambições porque ambas já estavam nos topos das suas carreiras nos seus locais de trabalho. Melhor que isso, só mudando de emprego, algo que nenhuma das duas desejava.
Por motivos óbvios, detalhes, nomes de empresas, situações comprometedoras e outros pormenores que poderiam permitir a sua identificação não serão revelados. [Read more…]

Já que nos querem foder

Recebamo-los como deve ser. Com um autêntico coro de luxúria.

Acho é que não merecem tanto…

Continua a procura de escravos

Nas escolas

profs voluntários

E nas lojas
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The Bela Arte

Um filme ondulado. Realizado pelo ex-Aventador Gustavo Carvalho. Passa hoje no Porto no velhinho Cinema Nun’Álvares, pelas 22h15. Quem quiser ir ver, é só enviar mensagem privada para a página do Facebook do filme, para reserva de bilhete. Bilhetes a 5 euros. Não se arrependerão. Poderão é sair enjoados com tantas ondas eh eh.

Gente sem classe

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Esta gaja, esta cara-de-pau, esta sujeita sem qualificação possível, esta aldrabona, este monstro que não se coíbe de usar os filhos para mostrar como também é tããããõooo prejudicada pelos cortes, digo pelos roubos, que este governo de ladrões, de pançudos nojentos, de escroques da pior espécie anda a fazer, esta gaja não tem um pingo de vergonha naquelas trombas?

Esta gente defeca verbalmente toda a merda que aqueles cérebros que acumulam lixo atrás de lixo, produzem? Arre Diabo, que o que é de mais é moléstia!

Não se medem as palavras, diz-se o que bem se entende, ofende-se assim os desgraçados que já não podem pagar comida ou casa, quanto mais sonhar sequer em ter poupanças? [Read more…]

Pode uma Nação ser mais Humilhada?

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Depois de saber disto, pode, podem fazer-nos tudo, que aquele conas tudo aceita.

Coelhinho, se eu fosse como tu

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Se eu fosse como tu, seria um ser do mais abjecto que há, um cara de pau com a cabeça cheia de nada e a boca aberta para dizer coisa nenhuma.
Se eu fosse como tu, marimbar-me-ia para todos os seres humanos que me rodeassem, tratando apenas de me ver no espelho sempre favorável do meu egocentrismo poeirento e bafioso.
Se eu fosse como tu, teria uma vida confortável, rir-me-ia da pobreza alheia, achando-me o maior por ser superior a essa gentalha.
Se eu fosse como tu, seria o responsável por milhares de mortes. Sim, milhares de mortes. Directa ou indirectamente, eu estaria a carregar no gatilho de quem dá um tiro na sua própria cabeça, a empurrar aquelas pessoas das pontes abaixo, a atirá-las, sozinhas ou com os filhos, para debaixo de carros, comboios, para dentro de poços. Mas, claro, não me sentiria nada culpado. As pessoas suicidam-se porque são malucas, que diabos!, e se levam os filhos com elas, isso não é desespero, porque há uma luz ao fundo do túnel e não, não é o comboio, é porque são ainda mais malucas.
Directa ou indirectamente, eu mataria os velhinhos à fome e com falta de medicamentos e cuidados médicos.
Directa ou indirectamente, eu seria responsável por haver hoje muito maior mortalidade infantil do que há dez anos atrás.
Directa ou indirectamente, eu tiraria carne, peixe, iogurtes, leite, fruta do prato dos Portugueses.
Directa ou indirectamente eu tê-los-ia despejado das casas que já não podem pagar. Não podem pagar? Que trabalhem! Ou que procurem casas mais baratas. Não podemos todos viver em casarões. Para que é que uma família precisa de sala? Ou de quartos para os filhos? Basta-lhes dormir todos no mesmo quarto, até é mais aconchegante no Inverno, poupam no aquecimento…
Directa ou indirectamente seria eu quem teria atirado com milhares de conterrâneos para a miséria.
Mas eu não sou um ser tão desprezível como tu és. Não sou uma pessoa ressabiada com um país que fez uma Revolução de flores em Abril e com isso conquistou a liberdade. Uma liberdade que usaste quando te deu jeito para ascenderes as postos de poder e que agora te incomoda, te prende os movimentos.
Orgulho-me de ser quem sou. Ao contrário de ti, faço o que posso pelos outros. Dou-me aos outros, algo que tu deverias experimentar fazer, coelhinho.
Claro que eu sendo eu e não tu, há todo um abismo que nos separa.
Eu, sendo eu e não tu, vivo com dificuldades. Não consigo encontrar trabalho que me permita garantir o pagamento das minhas despesas. Tenho que fazer contas para comprar sapatos ou roupas para as minhas filhas.
Eu, sendo eu e não tu, preocupo-me (apesar dos meus próprios problemas) com os outros. Com os que me rodeiam e estão numa situação muito pior do que a minha.
Eu, sendo eu e não tu, vou ter que fazer mais contas à vida porque vais roubar mais 150 euros do salário do meu marido, que, actualmente, é o único que ganha salário cá em casa. Sim, se lhe vão ser roubados 150 euros é porque ele tem um bom salário. É verdade. Tem um bom salário. Mas é um salário que tem que pagar todas as despesas e, deixa que te diga a ti, que achas que com 600 euros já se é rico, 1100 euros líquidos para pagar casa, alimentação, infantário e todas as outras despesas não são suficientes.
Ainda assim, eu,sendo eu e não tu, não baixarei os braços e, se antes me tinhas nas manifestações a lutar mais pelos outros do que por mim, desta vez vais ter-me a lutar muito pelas minhas filhas.
Não vou deixar que lhes roubes o direito de ser crianças.
Já lhes roubaste algumas coisas, mas também, admito, lhes deste muito. À custa de todo o lixo que tens feito, e à força de ouvir algumas conversas cá em casa, a minha filha mais velha, com cinco anos, sabe o que é ditadura, sabe que o passos coelho, primeiro-coiso de Portugal é um ladrão, sabe que só tratas bem os teus amigalhaços, os palhaços que aí te colocaram, sabe que a mãe vai a manifestações porque é importante lutar pelos direitos dos nossos semelhantes.
As minhas filhas, graças a ti, sabem que em Portugal há muitos meninos como elas que passam fome, que perderam as casas onde viviam. Sabem que, por respeito a essas crianças e porque é preciso controlar o dinheiro, não podem ter tudo o que desejam (isso, é verdade, já acontecia antes de tu começares a tua saga destruidora de uma nação).
Por tudo isto, coelhinho, se eu fosse como tu, começava já a tirar a mão do bolso e a proteger o traseiro. É que isto vai piorar para o teu lado e só espero que se te atravessem não um, não dois, mas vários. Ao mesmo tempo.
Fim!

S. João da Madeira com produção de escravos

Está tudo a preparar-se para que os Chineses não precisem de pagar mão-de-obra Portuguesa. Viva o futuro!

A voceízação toma conta da sociedade

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Confesso que estou farta, cansada de tanto «você».
E este cansaço torna-me violenta. Ainda não bati em ninguém, mas já faltou mais.
Vou a uma loja da Zon, a funcionária, simpática e solícita atende um cliente. Depois de o meu oto-radar apanhar o primeiro e o segundo «você», pus-me à coca. Comecei a contar. Durante o atendimento a um cliente, a menina tratou-o por você seis vezes. Se fosse comigo, não sei se aguentaria. «Você pode escolher os canais», «Você é que selecciona», «Claro, você faz assim na sua televisão»,…
Um dia destes enquanto fazia voluntariado, uma das pessoas responsáveis pela instituição, no mínimo licenciada, ao que percebi: «Preciso que você me dê aqui uma ajuda», «Você depois faz assim»,…
Você, Você, Você!
Não aguento!
Serei só eu?
Caros leitores, se alguma vez me encontrarem na rua e falarem comigo, a menos que sejam um negão bem jeitoso que me diga com voz rouca «eu quero você», façam o favor de me chamar Noémia ou até senhora. Na dúvida tuteiem-me.
Você nunca!

Imagens do Bairro de S. Sebastião

Ontem, Carlos Esperança partilhou isto na sua página de Facebook.
Copio para aqui porque retrata o que muitos de nós sentimos. Já li e reli várias vezes este texto e a teimosa da lagrimazita continua a cair.
Quem dera que fosse o governo e os interesses tão egoístas a cair. O povo, esse, creio que ainda é solidário com quem sofre.

«Imagens do bairro de S. Sebastião

Avalio o que é chegar a casa, ver a alegria dos filhos, e reprimir a lágrima de quem não sabe se mantem o emprego e a capacidade de os sustentar. Até quando a sopa e o arroz com carne de segunda, onde já falta a fruta, poderão perpetuar a dieta mínima com que se criam os filhos?

Hoje, do outro lado da rua do prédio onde moro, em frente a uma garagem, por baixo da capela, dezenas de pessoas aguardavam a distribuição de víveres que uma instituição religiosa distribui regularmente. Havia gente de todas as idades, negros e caucasianos, homens e mulheres, numa fila que cresce, em cada semana que passa.

Por pudor, quando passei, baixei os olhos, mas reconheci várias pessoas cujas carências ignorava. Até quando é possível manter a fome escondida, esta sobrevivência ameaçada e a dignidade atingida?

Nos olhos tristes de quem pede vi o reflexo de uma sociedade em fila a estender a mão à caridade, perdidos os sonhos de uma vida digna, espoliada do direito á felicidade.

Do meu bairro vi o País.»

Texto escrito por Carlos Esperança e publicado na sua página de Facebook

Rocco Siffredi enraba

Quem abandonar animais. Numa publicidade contra o abandono animal. Receio é que esta campanha possa ter o efeito contrário
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E quando o impensável acontece…

Pode haver razões que a (nossa) razão desconhece e não aceita.
Um famoso programa de televisão Paquistanês está a fazer correr fita por entregar bebés como prémio (em Português, ao abrigo do AO). Trata-se de crianças abandonadas nas ruas e recolhidas por uma ONG, a Chhipa Welfare Association, e entregues a casais estéreis que há muito esperam poder ser guardiões de uma criança. Isto porque a adopção não existe no Paquistão.
O apresentador do programa (em Inglês, sem AO), pelos vistos muito admirado, mas também frequentemente polémico, afirma que apenas pretende espalhar amor e que está a dar o exemplo ao entregar um bebé a um casal sem filhos. Pelo caminho, aproveita e ganha mais popularidade e mais uns quantos espectadores…
É de lamentar? É, pois claro que é, mas ainda mais de lamentar é o facto de naquele país, como em tantos outros, as crianças serem privadas dos seus direitos e tratadas como objectos.
Num país onde estes direitos estão assegurados, isto nunca aconteceria. Penso eu de que.

Mulher admirável

É grande e admirável a MULHER que reage assim à estupidez.

Ai, se o revogável irrevogável sabe, revoga já

Passos Coelho volta a piscar o olho ao carneiro mal-morto…

A Quinta da Boeira procura escravos

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É mesmo isto, sem tirar nem pôr. Pronto, talvez esteja a exagerar um bocadinho. Mas só um bocadinho. É certo que quem for contratado poderá trabalhar sem receio de chicotadas físicas, embora não saiba se poderei dizer o mesmo de chicotadas psicológicas.
A primeira recebe-se logo quando se vai à entrevista: são cinco dias de trabalho a multiplicar por sete horas diárias. É um horário nocturno (das 16 às 24 horas) mais horário de fim-de-semana (de 4ª a Domingo). Mesmo sem fazer contas aos valores que qualquer empresa com alguma honestidade pagaria pelo trabalho nocturno e pelo fim-de-semana, espera-se que saia dali um salário decente. [Read more…]

E não é bom?

Para Malik Ibn Benaisa, estudioso do Corão, «a mulher não pode ter a cara e as mãos descobertas, não pode usar saltos altos, tem que levar um lenço para tapar o peito e não pode usar perfume porque a mulher que o faz é uma fornicadora». E então, senhor Benaisa? Não é bom ter uma mulher fornicadora? A menos que o senhor prefira um homem fornicador e aí está na mesma tudo bem.
Pela minha parte, depois de ver este estudo, só lamento não usar saltos altos. Acho que vou reconsiderar esta falha.

Ó Schäuble, e se fosses à puta que te pariu?

Minijobs? Minijobs? Miniwages, miniconditions, minilives, isso sim!
Que os pariu a todos!!!!

Quem defende as pessoas com Autismo?

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Ontem li este depoimento de uma mãe de um filho de 18 anos com autismo na página do Facebook de alguém. Fiquei zangada e revoltada, sentimentos que me são já muito familiares desde que este desgoverno tomou conta do país. Sem mais palavras, limito-me a transcrever o que li. Faltam-me as forças até para insultar. Amanhã vou para a rua fazer a única coisa que sei fazer: trabalhar e lutar para que a nossa classe política seja desparasitada e desinfectada.

Aqui está o depoimento e pedido de ajuda tal e qual foi publicado: [Read more…]