A cáfila…


O sr. Cavaco Silva anda em não-campanha eleitoral, isto é, continua a ter a sua agenda presidencial cheia de iniciativas que substituem facilmente os famosos outdoors, tarjas ou autocolantes.

Há uns tempos, depositou uma coroa de flores – que mania, esta republicanagem tem em depositar coroas, preferindo-as aos barretes! – no monumento de Salgueiro Maia. Bem vistas as coisas, deve-lhe o cargo. Ele e todos os outros “tacheiros” que por aí (ainda) andam. Seria interessante sabermos o que diria o capitão, acerca de todos os ataques que as Forças Armadas têm sofrido às mãos da cáfila que nos arranjaram.

O presidente de todas as mensagens

O presidente de todas as vaquinhas umas atrás das outras

Fosfoglutina fedorenta

São muito convencidos, julgando estarmos todos amnésicos. Pois aqui fica este video já velhote de dois anos que mostra bem o “afastamento” de certo cavalheiro, agora muito cioso da sua imparcialidade, conselhos não ouvidos e outros exotismos mais. Quem tem imperiosa necessidade de fosfoglutina, é quem hoje recebeu votos de festas felizes, com ou sem os sonhos da Dona Doutora Maria.

Candidatos presidenciais 2011 – Cavaco Silva

"Derivados" presidenciáveis


Aproveitando as “derivadas” prerrogativas institucionais, o Sr. Cavaco Silva, prestou-se ontem a um tragicómico espectáculo bem montado junto dos sem-abrigo. Convenientemente ensanduichado por franjuda “betada” do gabinete de campanha, o sempre boca-meio-aberta/atarantado recandidato, regressou aos tempos do choradinho e na verdade, ele, mais que ninguém, deve fazê-lo. A maior parte da esfomeada e friorenta assistência, consiste nos “derivados” – como agora se usa dizer, tudo é “derivado” – do seu brilhante exercício como primeiro-ministro dos tempos das vacas-gordas.

Entretanto, o BPN – outro “derivado” dos áureos exercícios dos yuppies cavaquistas -, banco dos “amigos presidenciais”, vai custar mais 500.000.000 de Euros aos contribuintes, ou contas mais explícitas, um “derivado” submarino que seria bem necessário à Armada.

Reticências e “derivados” à parte, ainda estamos à espera de uma atitude semelhante à deste Senhor que em azada hora exigiu ao seu primeiro-ministro, o NÃO AUMENTO da dotação outorgada à Chefia do Estado.

A Sala Oval


A propósito da bisbilhotice no WikiLeaks, consta que o sr. Cavaco Silva é vingativo e que o seu despeito quanto aos EUA, deve-se ao facto de jamais ter sido convidado para a Sala Oval. Não podemos crer!

O novo hino da campanha de Cavaco Silva

Cavaco sempre ao lado dos que têm fome.

O brilho de La Plata


Os mais famosos caixeiros viajantes da empresa JP Sá Couto, já estão em Buenos Aires, esperando vender mais 900.000 computadores Magalhães. Neste campo de reconhecida competência, seria um alívio se os senhores Cavaco Silva e José Sócrates, definitivamente assentassem arrais na zona de La Plata. Com mais uns tantos contactos governamentais, até poderão passar à ofensiva e abrir mais uns tantos horizontes de expansão. A Dª Kirchner até poderá dar uma ajuda!

Mais um cartaz da campanha de Cavaco Silva

cavaco disse à pide que estava integrado no salazarismo

Um adesivo sem cola


Pouco após ter dito cobras e lagartos do candidato, o sr. Belmiro de Azevedo apoia o colega de “trocos”, o sr. Cavaco Silva. Não se espantem, até porque como defende o adesivo, o país precisa de “soluções expeditas”. Já se nota lá pelas bandas dos apoiantes da “4ª República”, a acessória euforia por esta gloriosa adesão. Prevêem-se já mais umas tantas sondagens coreanas, ao estilo de Pyongyang.

O que se pode perguntar, é o que fazia o entusiasta empresário em 1973? [Read more…]

Cavaco e a comida

Soube-se ontem que Belmiro de Azevedo votará em Cavaco Silva na eleição presidencial. Perante a tentativa do jornalista para obter uma reacção, Cavaco Silva agradeceu o apoio dizendo “Vou jantar. Estou mesmo com muito apetite.” Uma tirada à altura da outra, mais antiga, do bolo-rei.

Cavaco já ganhou umas presidenciais sem abrir a boca e aposto que vai procurar repetir a façanha. Mas em vez de tentativas de encher a boca com bolo-rei para não responder ao jornalista ou de desculpar-se com o tirano apetite, sempre podia ter dito algo com uma réstia de maturidade. Como o clássico “não tenho comentários a fazer neste momento”.

Mais um episódio do político português (vivo) com o maior número de anos no activo mas que afirma não ser político.

Fica aqui o texto de opinião de Belmiro de Azevedo, saído hoje no Público (sem link, edição impressa).

«Indiciei há algumas semanas que só me pronunciaria sobre as eleições presidenciais depois da discussão e votação do Orçamento do Estado e da apresentação de candidaturas à Presidência da República.

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Pub.: Pode não parecer mas…

…vamos ter de eleger um Presidente da República em breve. Podem sempre acompanhar “a coisa” no blogue Presidenciais. Eu vou estar por lá.

Falemos de Coisas Sérias. Vota Vieira.

Vieira, o Fenomenal

E fica para trás a estação do Entroncamento, a terra dos fenómenos. Nem precisava de ser, Portugal é todo ele um imenso fenómeno. Vamos ser sérios? Vota Vieira.

Sondagem presidenciais

Há coisas que só acontecem num blogue pluralista. Após um aventador, republicano dos 4 costados, ter proposto na sondagem “Em quem vai votar nas eleições presidenciais” a inclusão do sr. Duarte Nuno nas possíveis respostas, deu-se o curioso fenómeno de o mesmo ter tido uma votação massiva.

Claro que entre isto e a coincidência de o nosso monárquico de serviço ter espalhado a originalidade lá para os seus lados, não existe nenhuma relação de causa e efeito.

Mais uma vez se constata serem estas sondagens representativas do universo das pessoas-que-chegam-ao-Aventar-e-gostam-de-votar-nestas-coisas. E são sempre bem vindas.

Três cores, um destino


Conhece-se o refinado bom gosto do marido da Senhora Doutora Maria de Cavaco Silva. Por isso mesmo, há que ver num simples logo de campanha eleitoral, algo mais que a imagem que atrai como traças em torno de uma lâmpada, os eleitores que procuram um destino. De facto, o staff do presidente escolheu três cores que tudo dizem: Etiópia, Bolívia, Congo, Camarões, Guiné-Conacri, Guiana, Gana, Burkina Faso, Togo, Benim, Senegal, Mali, “República Portuguesa” e… CAVACO SILVA.

Um programa do futuro que nos bate à porta.

A "concertação estratégica"


O sr. Cavaco Silva decidiu enviar as felicitações da praxe à folgada vencedora das presidenciais brasileiras. Tudo dentro das convencionais normas da diplomacia entre países soberanos, notando-se o facto de um deles ser mais soberano que o outro, precisamente aquele que esteve durante séculos sob a soberania do “parabenizador à cata de negócio.”
Preocupante para o staff do Palácio do Planalto, deverá ser uma passagem do inquilino de Belém, pois promete-lhe …“uma renovada oportunidade de aprofundamento do nosso relacionamento e da nossa concertação estratégica. Pode, Vossa Excelência, contar com o meu firme empenho pessoal nesse sentido.”
Por experiência própria, os primos portugueses conhecem bem o significado deste tipo de “concertação”: se enveredar por “grandes desígnios”, “oportunidades”, “parcerias” e outras figuras de retórica, a Sra. Dª Dilma bem poderá ir contactando o FMI, pois dele necessitará dentro de quatro anos. Pergunte ao Sr. Cavaco Silva.

Resultados das eleições: Dilma Roussef, a Presidenta do Brasil

Já é oficial: Dilma Roussef sucede a Lula e é a nova Presidente do Brasil. 58 contra 42 – mais ou menos isto – será o resultado final.
Os seguidores de Lula exaltam. Será a continuidade de um trabalho que tirou da miséria milhões de brasileiros e da pobreza outros tantos. Sim, é possível conjugar o capitalismo com as causas sociais.
E com a ecologia? Esse é o próximo desafio e Marina estará à espreita. A Amazónia e o Mundo agradecem.

Amena cavaqueira


O prof. Cavaco Silva, candidato à reeleição, proferiu ontem um discurso que não pode deixar de merecer alguns reparos. Falou muito de si, naquela invariável ora que exclui todas as outras, aliás até hoje pautadas pelo mutismo. Uma contradição nunca vem só.

Se a República Portuguesa não tivesse beneficiado da sua magistratura de influência, o “país estaria pior”. Não duvidamos, mas fica-se com a estarrecida sensação de um cataclismo de proporções inauditas. Pior que aquilo que se sente e se vive neste dia a dia? Como se pudéssemos há pouco tempo imaginar tal coisa, num país que regressou à democracia há quase quatro décadas e passou por um período de oportunidades para profundas transformações em múltiplos sectores, sejam eles políticos, económicos, ou sociais.

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O Primeiro Outdoor de Cavaco Silva:

Mais um exclusivo AVENTAR:

Começa a campanha pela…


Se nas próximas “presidenciais” os portugueses levarem a abstenção a um resultado superior a 50% do universo eleitoral, talvez qualquer coisa comece a mudar.

Farsantes de serviço


O PS e o PSD/Cavaco continuam o seu número de revista à portuguesa, simulando desentendimentos e um “trabalho aturado” que se prolongará noite fora. A jiga-joga tem como único fim, a tranquilidade do candidato ideal de ambos os sectores, pois aos rotativos convém o status quo. Como fica Passos Coelho neste palco, é coisa que ainda estamos para ver.
Amanhã é o dia do não-tabu e assim há que prolongar um pouco mais a ilusão, de modo a ser encenado um oportuno directo televisivo com a “boa nova”.

A “boa nova” é exclusiva de Cavaco. Com um fraquíssimo desempenho em Belém – quase ao nível de Sampaio -, recandidata-se sem ter coisa alguma para propor ao país, mas apenas porque lhe interessa. Para quê, já esta noite se depreendeu nas palavras do sr. Ricardo E.S. Salgado. Estão aflitos e precisam de dinheiro. É tudo.

Nem com Imodium!


O distraído prof. Cavaco Silva, diz que uma “crise política neste momento… seria extremamente grave”.

Seria?

Disse seria? Então, não devemos viver no mesmo espaço territorial, pois a república portuguesa – o tal “espaço vital” em que para um punhado de gente, se tornou o antigo Portugal – tem estado em “séria crise” há longos anos. Crise política, crise económica, crise financeira, crise cultural, crise educacional, crise de consciência e por aí fora.

Se o prof. Cavaco Silva só agora entendeu que tal desastre é apenas “grave”, chegou a vez da população tentar entender o tipo de pessoas que tem estado à frente deste país. Ou o professor distraíu-se no tempo do verbo, ou então, estamos perante o reconhecimento da inépcia generalizada que grassa nos diversos palácios do poder. Vendo bem as coisas, a culpa não lhe pertence no maior grau, pois limitou-se a ser o timoneiro de uma vastíssima tripulação deste pesqueiro que há muito navega em águas paradas. De resto, a dita maruja sofre colectivamente daquele problema intestinal que ataca nas horas em que não parece haver porto à vista. Desta, nem o Imodium os livra.

O Chefe do Estado manifesta a sua tristeza pela nossa situação e desde já lhe podemos garantir pagarmos com a mesma moeda, declarando a nossa contrariada comiseração por estes “tristes” sem rumo.

Limpar o rabo à Constituição


A proposta, enunciada ontem no programa de Carlos Vaz Marques, na TSF, é do Candidato Vieira.
Segundo o mais credível dos candidatos a Belém, a primeira medida a tomar quando for eleito será mandar imprimir a Constituição da República em papel higiénico.
Toda a gente devia ser obrigada a ler a Constituição e é no quarto de banho que as pessoas lêem mais. Assim, diz o Candidato Vieira que, se as pessoas não lerem com os olhos que têm na cara, poderão ler com outro olho qualquer!
Uma ideia fantástica e a prova de que é este o único homem que pode tirar Portugal do rumo em que se encontra. Ele e, claro, o poeta António Ribeiro Ferreira. Só por um deles é que vale a pena sair de casa nas próximas Presidenciais.

Prós-prós-prós-prós e… póf!


A RTP, como mandam as boas regras de “dar graxa a dez tostões a caixa”, convidou os três ex para uma tertúlia, cujo tema foi de difícil compreensão, além do beija-pé à recentemente comemorada semi-defunta senhora. Em termos jornalísticos, isto chamar-se-ia um “encarte”, ou seja, o afinfar de uma “notícia” para preencher o espaço. Pelo que parece, a coisa vai mesmo mal. Houve festarola Honoris Causa e à noite, com a ausência do presunto candidato ainda em comando, os antecessores foram à TV. Além das maravilhas do porvir que deve ser construído com muito sacrifício – pois…-, lá vieram as habituais evocações auto-gratificantes. Apelando ao “combates contra o desânimo”, atribuíram-se as culpas que afinal são mesmo nossas, de “todos” – nem sequer tiveram a coragem de dizer “vossas” – e a já clássica acusação aos pérfidos estrangeiros, os causadores do rol de desgraças que sobre Portugal se abateu. Enfim, este programa consistiu em mais um exercício de pressão sobre Passos Coelho, o “único, exclusivo e identificado responsável” pela calamidade que se avizinha.
Há uns anos, surgiu nos cinemas um filme alemão que desfiava o rosário de ilusões e manias de um chanceler enfiado no seu bunker, teimando em brincar com exércitos imaginários, os salvadores de uma causa há muito desfeita. Entre bolinhos de creme e planos de obras públicas “em grande”, aproveitava para vociferar diatribes diante de temerosos e atentos subalternos.

Hoje, lá estava o mesmo quadro de atentos ouvintes e a sra. dª Campos Ferreira fazia a vez do sr. ministro da Propaganda do Reich, apenas faltando uma mesa com mapas e gráficos. O Prós e Prós foi o perfeito sucedâneo daquele A Queda.

Falar sozinho no Plano Inclinado é uma coisa, debater a sério era uma maçada

Há um, dois anos, pensei em candidatar-me à Presidência da República, e disse-o a uma ou outra pessoa de família. Mas depois comecei a pensar: para quê? Primeiro, não sou eleito, não tenho nenhum partido a apoiar-me e, portanto, ia andar 90 dias (…) a dizer umas coisas. A minha intenção não era propriamente chegar a Belém, e por uma razão que eu referi ao professor Cavaco Silva antes de ele se candidatar: o Presidente da República não tem poderes para pôr ordem neste país. Com estes poderes, não quereria. E ia ter uma série de maçadas só para discutir outros assuntos diferentes dos habituais.

Medina Carreira, em entrevista ao Marcelino dos Tablóides

É toda uma tradição nacional: Salazar fez-se eleger para o parlamento republicano (pela vila de Arganil onde nunca meteu as botas) mas não usou o cargo de deputado. Era uma maçada. Mais tarde soube chegar a chefe do governo com todos os poderes para por ordem no país. É o sonho do Merdina Carreira. Valha-nos que a idade já não lhe perdoa, e a tropa anda sossegada, mas tenhamos em conta que este é amigo do Passos. O que somado ao Ângelo das Inventonas começa a ser uma ameaça. Ou pelo menos uma maçada.

Antes que seja tarde:

É chegada a hora da verdade, custe o que custar: AQUI.

O Pesadelo de Fim-de-semana

Eu gostava de ser mosca para ouvir o Prof. Cavaco Silva a falar com a sua Maria este fim-de-semana. O Primeiro-ministro ameaça com eleições antecipadas e o Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho acaba de afirmar nas televisões que e passo a citar: “Nunca mais falo com o Sr. Primeiro-ministro sem a presença de testemunhas”.

O Primeiro-ministro estica a corda acenando com antecipadas sabendo que isso enerva o Presidente da República que nem quer ouvir falar em semelhante – seria o verdadeiro eclipse das eleições presidenciais – e Pedro Passos Coelho bate com a porta farto das aldrabices de Sócrates. Afinal a corda esticou em demasia e partiu.

Só falta saber, ironia do destino, se será Portas a salvar o Governo e por tabela Cavaco Silva. Já viram o cenário? Portas a salvar Cavaco? Nos melhores dias do Independente nem Zandinga se atreveria a prever semelhante!!!

Eleições Presidenciais: Brasil deve ter a sua primeira Presidenta da República a partir de 2011

Por PEPE CHAVES*

As eleições presidenciais de outubro de 2010, no Brasil, remontam um panorama inédito: a eminência de se eleger a primeira presidenta da história. No final de agosto, pouco mais de um mês antes das eleições, uma pesquisa do instituto Datafolha apontava uma diferença superior a 20% em favor da candidata do PT (Partido dos Trabalhadores), Dilma Rousseff, sobre o segundo colocado, José Serra, do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira).

Indicada pelo presidente Lula para sucedê-lo, Dilma Rousseff, trabalhou como chefe do Gabinete Civil em seu governo, ocupando um dos cargos mais importantes e cobiçados do primeiro escalão. Dilma é mineira, formada pela UFMG, uma das principais universidades do país, mas viveu a maior parte de sua vida no Estado do Rio grande do Sul, onde se casou e teve filhos. [Read more…]