Sondagens leva-as o vento…

Cavaco Silva com quase 60% de intenções de voto e 80% de pessoas que acreditam na sua reeleição mesmo que não votem nele, é desde já vencedor nas presidenciais.

Manuel Alegre muito longe e não fazendo o pleno do PS. Fernando Nobre fica-se pelos 12%. Os dados estão lançados. E para que isto se mantenha assim, Cavaco não mexe um dedo para ajudar o país a sair da situação. O mesmo se diga de Passos Coelho e de Sócrates. Um não sai, o outro não quer entrar.

PSD com 40% à beira da maioria, o PS com 34%, o PCP com 10%, BE com 8% e CDS com 5%, temos uma empate técnico entre a esquerda e a direita. Bonito serviço, só faltava isso, um país numa crise destas e não haver saída política. É o que acontece aos incompetentes!

É muito possível, se Passos não deixar que se enraíze a ideia que possa vir a mexer no Estado Social, que o descontentamento seja uma drenagem de votos do PS para o PSD, o pior está para vir, como a subida do desemprego é sinal.

Passos Coelho muito perto de ser o próximo primeiro ministro!

Mário Soares entre o PS e Fernando Nobre

Mário Soares não é de perdoar, longe disso, há muito que se sabe, um a um foi afastando quem se intrometia no seu caminho, incluindo “compagnons de route” de há muito tempo.

Agora a questão já não é entre Alegre e Nobre, é entre o PS e Nobre, Alegre já não conta para Soares o que não quer dizer que não dê a volta, mas vai manter-se nesta posição ambigua desgastando Alegre. Hoje apareceu com Nobre elogiando o discurso e o homem mas não dando apoio explícito, fica há espera do PS, sabe que há gente no PS que não está com Alegre, por isso só joga as cartas quando perceber o que vai acontecer no PS!

A sua candidatura de há quatro anos contra Alegre e com o apoio do PS redundou num fiasco e numa humilhação que Soares não esquece, vai contar os apoios e depois vai jogá-los quando se colocar a questão da substituição de Sócrates.

Eleições legislativas antecipadas?

Ninguem quer governar nestas condições, até porque tudo indica que a situação é bem pior da que os socristas nos querem fazer crer. O FMI já anda por aí, 50% de possibilidades de intervir, preparam-nos os próprios porta vozes do PS, o que quer dizer que é quase certo. O segundo PEC está em marcha, nos segredos dos gabinetes de Bruxelas, e na semana passada o país esteve novamente à beira de não conseguir fazer os pagamentos imediatos.

Mas o caminho é estreito, para não dizer que a curto prazo não há outro, enquanto não passa o olho do furacão é preciso que Sócrates beba o cálice do seu próprio veneno até ao fim. Pelo meio temos as Presidênciais o que tambem introduz contenção na estratégia de tomada do poder. No meio disto tudo, a identificação da situação com este desemprego e com as medidas que vão tornar-nos mais pobres, com o PS a ser identificado com tudo isto, arruma e destrói, de caminho, a candidatura de Alegre.

Mas logo que as coisas estejam concertadas, que se tenha batido no fundo, é muito possível que o reeleito Presidente da República marque eleições antecipadas. Quase certo, exige-lhe o PSD e a nação.

Entretanto, há vozes que tentam beliscar a candidatura de Cavaco, ameaçando apresentar um novo candidato no centro-direita. Só fazem isto porque sabem que a reeleição são favas contadas e chegam-se à frente por ainda não terem sidos convidados para a festança das mordomias e dos lugares bem pagos.

Há momentos, na SIC, vi Medeiros Ferreira, em directo, passar a extrema unção a Sócrates e a Alegre!

O sonho de Sá Carneiro!

Nas últimas sondagens o PS tem 26% dos votos. Vamos admitir que não baixa mais ( ainda hoje soubemos que o FMI já anda cá perto, tal é a situação, o que quer dizer que pode ter menos) e que o BE e o PCP juntos alcançam os 20%. Alegre alcançava no máximo 46% dos votos, longe dos 51% necessários! Ganhava Cavaco!

O PSD na mesma sondagem aproxima-se dos 46% o que, nas legislativas, dá a maioria absoluta, por causa do método de Hont e que, o CDS, baixaria para o táxi, cerca de 5%. Ganhava  Cavaco!

As contas que estão aí em cima são já para a 2ª volta já que na primeira, Nobre, vai roubar votos à esquerda, principalmente ao PS, como se viu em 2004 dando cerca de 14% a Soares.

Ganharia sempre Cavaco, o problema é que há uma maioria de esquerda na sociedade portuguesa e que pode sempre libertar-se das “contas feitas” e relançar a incerteza. Outro factor, é que sendo as Presidênciais antes das legislativas, o voto comece a configurar o habitual. Se Cavaco está em Belém, então o governo não pode ser do PSD, tem que haver “balança”, o PS seria novamente governo.

Mas este caminho afigura-se absurdo, atendendo a que o PS está profundamento desgastado, as sondagens atribuem-lhe os tais 26%, como formar governo?

Poderemos ter Cavaco em Belém e um governo com maioria absoluta no parlamento, entre o PSD e o CDS, e ao fim de 30 anos o sonho de Sá Carneiro realizado. Um presidente, uma maioria, um governo!

E as reformas sempre adiadas poderem encontrar as condições políticas necessárias e suficientes para serem realizadas!

Presidênciais – Ovos no mesmo cesto?

Há quem diga que o povo português é muito intuitivo e sabichão e que será por isso que tem no governo um partido e na presidência o seu contrapeso. Um militante de outro partido.

A ver vamos, como diz o ceguinho, se é por ser prudente ou porque foi assim e ponto. É que o que aí vem é deveras engraçado e vai testar essa particularidade do bom povo. As sondagens indicam a quase maioria absoluta do PSD e, a ser assim, Cavaco não seria eleito, o que aconteceria pela primeira vez na política portuguesa, o Presidente em exercício não ser reeleito.

Há, aqui, uma janela de oportunidade para Manuel Alegre, o povo de esquerda todo à volta do poeta para contrabalançar o governo de Passos Coelho. E os vinte por cento que elegeram Sócrates e que agora lhe escapam para o PSD, vão votar Alegre, mesmo não sendo de esquerda? É que se não for assim Alegre não ganha, poderá ir a uma segunda volta, mas aí a situação será muito complicada. Ainda não haverá governo aquando das presidenciais, será muito dificil que o Presidente em exercício não seja reeleito, Alegre não obtem o pleno na esquerda, única forma de ganhar.

Mas se Cavaco ganhar os votos fogem ao PSD, atendendo à sabedoria do povo que não quer os ovos todos no mesmo cesto? Votam no PS exaurido, desgastado, sem soluções e a quem, nas sondagens, ameçam dar 26% dos votos?

Isto de porreiro não tem nada, pá!

Portugal é mais importante que Cavaco!

O actual governo está ligado à máquina, não tem capacidade nem força nem determinação para seguir um caminho que as circunstâncias aconselham e exigem. Pelo contrário, o que nós vemos é Sócrates uma e outra vez reafirmar os erros em que incorreu todos estes anos. Se lhe derem tempo, este governo, em desespero de causa, vai causar ainda mais problemas ao país, deixar uma herança de empobrecimento e de desemprego.

As circunstâncias mudaram completamnete nas últimas semanas. Já ninguem acredita no que Sócrates diz, o PEC está aí, os mais pobres vão tambem pagar a crise e os contribuintes já reagem como mostra a sondagem que dá 43,6% de votos ao PSD e cerca de 26% ao PS! Estão, pois, criadas as condições para que se avance a curto prazo para uma solução política, com novas soluções, revigorada, capaz de  responder isenta de compromissos que amarram Sócrates aos megalómanos projectos, à dívida monstruosa e ao desemprego que não pára de crescer.

Mas para tal, é necessário que Cavaco Silva coloque os interesses do país à frente dos seus próprios interesses, o país não pode estar à espera do momento certo para que estejam reunidas as condições ideais para sua reeleição . O Presidente da República não pode deixar que o pântano engula a esperança que resta, o tempo é crucial, quanto mais tempo passar sem que as medidas necessárias sejam implementadas, maior será a dor.

As adjudicações à pressa de investimento polémicos e inviáveis financeiramente, mostram bem que Sócrates já entrou na fase do “quem vem a seguir que feche a porta!”

21 Milhões para Belém!

Esta também passou de fininho. Olarilololó, “Viva” a República… Numa época de contenção e sempre de “Falconaria para cá e Falconaria para lá”, chega agora a notícia do reforço da verba para a presidência da comemoracionista república. Gatucho escondidinho de rabo de fora, os módicos 17,7 milhões de Euros anuais, sobem às alturas do nirvana e atingem agora os 21 milhões. Algumas sugestões para a justificação deste bodo aos pobres:

1. Contratação de professores de etiqueta e protocolo do Estado.
2. Mais duas dúzias de assessores ventríloquos que estejam incumbidos dos discursos e apartes públicos dos residentes de Belém.
3. Renovação urgentíssima da frota automóvel que como se sabe, é velhota de 12 meses.
4. Contratação a tempo inteiro de José António Tenente e de Miguel Vieira.

*Aceitam-se mais sugestões que iremos acrescentando a esta lista.

Como as eleições brasileiras vão chamar a atenção do Mundo (II)

continuação daqui

No texto anterior foram apontados alguns dos principais desafios para quem suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cadeira da Presidência da República Brasileira. Entre os mais cotados dentre as pesquisas recentes estão os nomes da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do governador do estado de São Paulo, José Serra. Os valores das respectivas campanhas são estimados atualmente em R$ 200 milhões para cada, cerca de US$ 110 milhões, o que denota a importância dada à disputa.

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) se escora no ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (FHC), o líder maior dos psdebistas, que possui experiência e articulação política suficiente para tentar barrar o crescimento da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, e para isso lançou mão de um ataque calculado milimetricamente. No primeiro domingo de fevereiro, FHC escreveu artigo inflamado para O Estado de S. Paulo, jornal de circulação nacional. Enquanto isso, é esperado posicionamento mais ofensivo de Serra, ex-ministro da saúde e ex-prefeito de São Paulo – experiências que lhe fazem frente à Dilma, sem tanta vivência na política. [Read more…]

Limusina+Falcon aos cavacos


Custa-nos perto de Dezoito Milhões de Euros por ano, aos quais se somam todas as despesas inerentes aos seus antecessores vivos. Comitivas enormes e restante acessorizing on the rocks, são parte integrante do estafadíssimo Esquema a que nos habituámos. A tudo isto teremos ainda de somar Cimeiras, eventos festivos fora de Palácio, ajudas de custo para o servicismo permanente, viagens de Estado e consequentes imprevistos técnicos, ciclónicos, vulcânicos, etc, etc, etc.

E se Sua Excelência fizesse precisamente aquilo para que serve um Chefe do Estado, ou seja, representar de quando em vez o nosso país? Bem sabemos que um chefe de Partido – mais ou menos oculto mas nem por isso menos evidente – terá sempre dificuldades para encarnar a totalidade do povo de um país quase milenar.

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Faltam 409 dias para o Fim do Mundo

Se a estupidez pagasse imposto os diferentes ministérios das finanças da Europa não tinham os problemas de liquidez. A pedofilia é um crime horrendo cujo único castigo, por muito que custe, deveria ser, no mínimo, a castração química. No mínimo. Estamos perante um crime que atravessa toda a sociedade e todas as classes sociais e profissionais. Não é maior na Igreja que na advocacia ou na política, ou no professorado ou na intimidade de muitos lares por esse mundo.

Sou agnóstico mas isso não me impede de ver a campanha orquestrada contra a Igreja Católica. Logo quando esta, goste-se ou não, é liderada pelo Papa que mais escreveu e lutou contra os crimes sexuais no seio do seu rebanho. Já vi escrito em diferentes blogues (incluindo o Aventar), artigos de opinião e demais fóruns de debate as afirmações mais finalistas sobre esta matéria e não posso deixar de linkar mais esta estupidez, mais uma, que prefere continuar a atirar areia para os olhos dos incautos. Existiu, existe e existirá, infelizmente, pedofilia nos quatro cantos do Mundo e esse não é um problema de religião, ideologia ou classe mas antes um problema social. Cujo combate começa em casa e termina nos tribunais, com leis penais verdadeiramente dissuasoras de semelhante e repugnante crime. Uma questão social e não de fé.

Entretanto, Louçã e Nobre brincam aos políticos no facebook. Tão amigos que eles foram nas europeias. Fernando Nobre é um monárquico que se candidata a Presidente da República e Louçã um queque disfarçado de radical de esquerda. Estão bons um para o outro. O próximo passo de qualquer um deles rumo aos quinze minutos de fama sempre pode ser um calendário, estilo este, para esgrimirem argumentos e agradarem às moças casadoiras.

A jornalista Inês Serra Lopes publicou uma reportagem interessante sobre a vida de Pedro Passos Coelho. Finalmente, as notícias do mundo da música com o novo clip dos Green Day e o lançamento, a 26 de Abril, do segundo trabalho dos fabulosos Deolinda.

Eleições regionais francesas,semelhanças e diferenças portuguesas

Três mulheres francesas , unidas, do Partido Socialista Francês , Europa Ecologia, e Frente de Esquerda, comunista,   ganharam em França as ultimas eleições regionais  deixando a aura do Presidente Sarkozy em crise,e a esfumar-se.Foi a maior derrota eleitoral da direita, desde a ultima guerra mundial,e foi lhe infligida por três mulheres.
Os analistas apontam  inúmeras razões ,mas algumas dos temas  que lá se colocam ,também se põem em Portugal.
Para Martine Aubry ,lider do P.S , vencedora, “os franceses  rejeitaram a politica de Sarkozy,que premeia com  isenções fiscais,os que mais têm, protege bancos e banqueiros,e pôs  em perigo a Escola Pública , e  o generoso Sistema de Saúde nacional francês. [Read more…]

A decadência


A tragicomédia de dois actos em que se transformou o mais que previsível Congresso do PSD, apenas vem confirmar a triste situação política na qual o regime esbraçeja. A total inconsistência do discurso dos contendores, o firmar de vaidades inconsequentes e uma absurda proposta que surge ao arrepio daquilo que deve ser um partido democrático, resume o conclave.

O surgimento do então PPD, proveio de uma rápida adequação dos quadros locais da ANP do final da 2ª república. De facto, os emissários de Lisboa percorreram o país e em nome do grupo da ala dita Ala Liberal do deposto regime, agremiaram gente bastante dispare e conseguiram formar um Partido que desde cedo se notabilizou pela existência de profundas clivagens pessoais. Não existindo uma sólida base ideológica que o colocasse na área do socialismo europeu ocidental e embarcando apressadamente na jangada revolucionária que proibia explicitamente uma democracia-cristã que normalizara a Europa pós-1945, o PPD permaneceu no limbo onde ainda se encontra.

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Sócrates ja tem candidato! Levou-o para Moçambique…

Alegre lá foi com o primeiro ministro para Moçambique, não na qualidade de candidato presidencial, claro está, mas como membro do júri que premiou um escritor Moçambicano. Calculo que dentro do avião viajaram de costas para não haver tentações e de presidenciais nem pó…

Já podemos fazer as contas. Cavaco à direita e no centro, Alegre no centro e à esquerda (toda apesar dos candidatos fantasmas habituais…) e por cima deles, emergindo da sociedade civil, Fernando Nobre! Dito de outra forma temos o leque partidário todo contra o candidato da sociedade civil ! Vamos ver e ouvir muitas pieguices, pois o Nobre sim, é uma boa aposta mas não tem as estruturas partidárias por trás, não tem experiência ( como se algum dos outros tenha experiência dele) e por isto e por aquilo.

Entendamo-nos! Os partidos vão fazer essa conversa porque o pior para eles seria a sociedade civil conseguir derrotá-los, e quem não quer ver isto deve responsabilizar-se e meter a mãozinha na consciência. Muitos se queixam e bem, do autêntico sufoco dos partidos sobre a vida social, política e económica. Pois bem, aqui está uma grande oportunidade de aliviar esse sufoco e obrigar os partidos a serem melhores, nem que seja pelo medo!

O pensamento político de Fernando Nobre!


Já é conhecido este discurso no lll Congresso Nacional dos Economistas, na Madeira, mas nessa altura o Presidente da AMI ainda não era candidato à Presidência da República, pelo que faz todo o sentido dá-lo à estampa aqui no Aventar. Se é verdade que uma parte da plateia o ovacionou de pé outra houve, constituída por jovens “turcos”, que tentou ridicularizar o que eles acharam ser conversa demagógica. Para esta gente a pobreza dos mais fracos é demagogia, como é demagogia verberar os vencimentos  milionários de boys e girls!

Dr. Fernando Nobre
“Temos 40% de pobres”
III Congresso Nacional de Economistas

O presidente da AMI, Fernando Nobre, criticou hoje a posição das associações patronais que se têm manifestado contra aumentos no salário mínimo nacional. Na sua intervenção no III Congresso Nacional de Economistas, Nobre considerou “completamente intolerável” que exista quem viva “com pensões de 300 ou menos euros por mês”, e questionou toda a plateia se “acham que algum de nós viveria com 450 euros por mês?
Numa intervenção que arrancou aplausos aos vários economistas presentes, Fernando Nobre disse que não podia tolerar “que exista quem viva com 450 euros por mês”, apontando que se sente envergonhado com “as nossas reformas”.
“Os números dizem 18% de pobres… Não me venham com isso. Não entram nestes números quem recebe os subsídios de inserção, complementos de reforma e outros. Garanto que em Portugal temos uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha…” disse ainda.
“Quando oiço o patronato a dizer que o salário mínimo não pode subir…. algum de nós viveria com 450 euros por mês? Há que redistribuir, diminuir as diferenças. Há 100 jovens licenciados a sair do país por mês, enfrentamos uma nova onda emigratória que é tabu falar. Muitos jovens perderam a esperança e estão à procura de novos horizontes… e com razão”, salientou Fernando Nobre.

O presidente da AMI, visivelmente emocionado com o apelo que tenta lançar aos economistas presentes no Funchal, pediu mesmo que “pensem mais do que dois minutos em tudo isto”. Para Fernando Nobre “não é justo que alguém chegue à sua empresa e duplique o seu próprio salário ao mesmo tempo que faz uma redução de pessoal. Nada mais vai ficar na mesma”, criticou, garantindo que a sociedade “não vai aceitar que tudo fique na mesma”.
No final da sua intervenção, Fernando Nobre apontou baterias a uma pequena parte da plateia, composta por jovens estudantes, citando para isso Sophia de Mello Breyner. “Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado”, citou, virando-se depois para os jovens e desafiando-os: “Não se deixem acomodar. Sejam críticos, exigentes. A vossa geração será a primeira com menos do que os vossos pais“.
Fernando Nobre ainda atacou todos aqueles que “acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros quanto outros vivem com pensões de 130, 150 ou 200 euros… Não é um Estado viável! Sejamos mais humanos, inteligentes e sensíveis”.

e(Nobre)cer a sociedade civil

Talvez se inicie aqui a construção de um pilar essencial de qualquer Estado moderno. Uma sociedade civil, esclarecida, com efectivo poder de influenciar as decisões políticas que dizem respeito a todos nós (é preciso lembrar uma e outra vez) capaz de escrutinar o “regabofe” a que chegou a vida partidária.

O sufoco da vida partidária sobre a sociedade civil, os seus cidadãos, contribuintes e eleitores, atinge hoje um desaforo de quem se sente impune, esboroados que estão os pilares do Estado de Direito, que começam com a separação dos poderes democráticos.

Hoje já ninguem duvida que os poderes legislativo, executivo e jurídico são uma e a mesma coisa, com os mesmos actores, a mesma indiferença pela Justiça, pelo inclusão social, pela igualdade de oportunidades. Tudo sob o manto da partidocracia que ganhou “freio nos dentes” por circunstâncias que têm a ver com quarenta anos de “partido único”. Essas circunstâncias já não são hoje correctas, chegou o tempo da sociedade civil se libertar desse jugo infernal que empobrece o país e nos trás na lama dos escândalos!

O facto de um homem que não é nem nunca foi militante de um partido sentir que tem condições de se apresentar a eleições para o único orgão do Estado que ainda mantem alguma autonomia é, só por si, um sinal de esperança!

Os boys e as girls afiam as facas, vasculham carreiras, vida pessoal e amizades, vem aí a difamação, o seu recado vai ser ” nós somos maus mas não há melhor”!

Cumpre-nos ter a oportunidade de mostrar se sim ou não somos uma sociedade civil madura!

Verdades ocultas


Este post no Combustões, alerta-nos para uma realidade que todos conhecem, mas que ninguém pode atrever-se a combater. O regime assenta totalmente nestas fidelidades impostas por uma manjedoura que por pouca ração que sirva, sempre garante o sustento à maioria de dependentes directos e indirectos. Na verdade, por detrás dos parcos salários de 750 Euros, esconde-se um outro Portugal, bastante exclusivista e quase secreto para milhões de distraídos. É o contentamento pela malga meio vazia, mas garantida para a maioria. No entanto, existe aquele outro país das comissões instaladoras, das comissões executivas, dos gabinetes de paus-para-toda-a-obra nomeados pelo partido que esteve, está ou estará no poder e que numa ciranda, vai garantindo os necessários postos para o efectivo controlo do todo.

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Confirma-se o azul e branco em Belém?

Nesta confusão total em que se transformou o palco da política, surge agora o anúncio da candidatura de Fernando Nobre à presidência. Tem toda a legitimidade para o fazer, até porque o seu nome corta transversalmente todas as facções políticas presentes – e fora – do Parlamento.

Deve-se no entanto, tomar nota de um aspecto curioso. O dr. Fernando Nobre tem sido desde há muito, conotado com a Causa Real. Para qualquer dúvida, poderão consultar este link:

http://www.realistas.org/bio.html

Do Que Disse Pouco Interessa

O SENHOR ALEGRE BOTOU FALADURA
.

Já com as Presidenciais à vista, Alegre veio ao Porto discursar.
Diz não querer ser candidato em nome de nenhum partido, mas sem ele, PS, não irá longe. O BE, que o condiciona à esquerda, não chega para o levar para uma campanha ganhadora. O sr Alegre nunca poderá vir a ser um candidato para os Portugueses, embora o possa ser para alguns poucos.
O MIC, não chega para suprir a falta de uma candidatura apoiada pelo centro, que é essencial a um candidato, para vencer.

Faltam 434 dias para o fim do Mundo…

O caso desesperado dos clientes do BPP é um escândalo que, típico da nossa inveja, passa ao lado da esmagadora maioria dos portugueses. Aliás, o sentimento dominante é “eles são ricos, que se entendam”. Estamos a falar, na esmagadora maioria dos casos, das poupanças de uma vida de trabalho de gente séria e honesta. Sim, os ricos que o povão despreza, esses, trataram de vida a tempo e horas com o nosso dinheiro, safando-se, à tangente, de ficar sem o graveto que tinham no BPP através da intervenção do Estado – intervenção essa que serviu, apenas e só, para resolver o problema a meia dúzia de “amigos”. (Declaração de interesses: não conheço nenhum dos lesados nem fui/sou cliente desse banco. Felizmente!).

Outra matéria que o povão adora é as pensões dos políticos. Outra escandaleira das grandes mas tratada pela imprensa de forma grosseira. Não são os políticos, são meia dúzia de tratantes que, entre outras coisas, são ou foram políticos. Isto de generalizar dá audiências mas cria injustiças como a dos clientes do BPP.

Entretanto, hoje é 31 de Janeiro e começaram as comemorações do centenário da República. Se é verdade que os jornais falam do tema, não o é menos que o tratam aos olhos da intriga política actual: Os eventuais recados de Cavaco ao Governo, os estados de alma de Manuel Alegre.

Uma boa razão para votar Alegre

Valter Lemos, o ex-vereador que chumbou por faltas, não gosta de Manuel Alegre.

“Não apoio Manuel Alegre e não considero que a candidatura cumpra as condições adequadas para a Presidência”

afirma o teórico da campanha de privatização do ensino público encabeçada por Maria de Lurdes Rodrigues.

Manuel Alegre recebeu desta forma um inesperado apoio: muitos professores passam a encarar a sua candidatura de outra forma, até porque o inimigo do meu inimigo se meu amigo não tem de ser, pelo menos meu inimigo não é.

Candidatura de Manuel Alegre comentada no Vidas Alternativas 204

O país e os políticos estão preocupados com as contas públicas. O deficit a controlar, a inflação, o crescimento do PIB e a divida publica, já tão grande, são um quebra-cabeça para eles.
O desemprego aumenta, o que torna as coisas mais complicadas, e as reivindicaçoes também, o que nem sempre é sinal de bom senso e nao facilita também.
No meio de tudo isto, surgiu o anúncio, para alguns algo perturbador, para outros sinal de esperança, da candidatura de Manuel Alegre.
O Bloco de Esquerda acorreu logo a dar-lhe todo o seu apoio.
O PCP foi cauteloso e moderado, como é, aliás, seu costume. O PS está num grande imbróglio e quer pensar no assunto na devida altura, porque entende que este não é o momento de o país se preocupar com isso.
O PSD parece estar num enorme desnorte de que dificilmente se cura. O Presidente Cavaco é a sua única referência.
Entretanto, uma nova intervenção do BE, no final das suas jornadas parlamentares, a favor do ex deputado do PS, Manuel Alegre, nao veio ajudar nada a sua candidatura para sair vitoriosa.
Veio complicar mais as coisas no seio do PS -assunto para o qual o BE se está nas tintas, pois quanto mais fracturas melhor – mas também veio fazer parecer que a candidatura a que chama de “supra partidária” surja como uma candidatura bloquista. [Read more…]

Alegre confusão

O PS apoia Alegre formalmente, tendo à sua frente um ano político tão difícil, assim afrontando Cavaco Silva com quem necessita de ter uma “convergência” de objectivos, ou faz de conta que Alegre não existe e o BE fica com candidato?

Se o PS avançar com outro candidato e, assim repetir, a “dança” de há quatro anos, dá de bandeja a vitória a Cavaco que está em funções e em vantagem.

O PS sabe isto tudo, mas a tentação de “uma maioria, um governo, um Presidente” doença de que também sofre o PSD, faz hesitar muita gente dentro do partido.

As medidas económicas e sociais que o governo vai ser obrigado a tomar, para manter as contas públicas dentro de certos limites, vão levar o “poeta” com a sua voz de barítono, a criticar duramente as medidas. Se não as criticar perde o apoio do BE e de muita gente descontente por atingida pelas políticas de racionamento económico. Se as crítica, o que é sempre fácil para quem está “de fora”, perde o apoio da parte do PS que apoia o governo de Sócrates.

A confusão é tanta que António Costa tentou hoje fazer “a quadratura do círculo” com evidente atrapalhação, metendo as mãos pelos pés, ele que só ganhou Lisboa porque se juntou às tropas de Alegre.

Por outro lado, se o PS avançar já com o apoio, vai ter que intervir nas picardias que Alegre vai lançar, na tentativa vã de fazer Cavaco Silva vir a jogo.

Um ano de distância é tempo demasiado para um governo que está em funções e com uma vida difícil. Alegre sabe isso melhor do que ninguém. Então porque avançou já? Não é certamente para tornar ainda mais difícil a vida ao governo.

Só há uma explicação. Alegre não tem nenhum compromisso por parte de Sócrates que o PS o irá apoiar!

Centenário da República: os posters comemorativos (2)

2. O culto à sagrada bandeira: Liberdade, Igualdade, “Fróternidade”

Um dos aspectos nada negligenciáveis destas comemorações oficiais que se avizinham, consiste numa re-leitura da História, tentando adaptá-la à conveniência do sistema vigente.
Órfãos de referências que solidamente indiquem uma continuidade, alguns elementos mais preponderantes na conformação da verdade oficial tudo têm feito ao longo dos anos, para apresentar a actual República como uma directa sucessora daquela outra que implantada em 1910, baquearia vítima dos seus próprios erros. Assim, a audácia na apresentação de uma ruptura habilmente apresentada como hiato – o “interregno” de que o dr. Mário Soares se tornou paladino -, tem como fim, a total evaporação do pesadíssimo legado histórico, político e social que a 2ª República significou. Regime saudado com esperança e saído do desespero colectivo em que o país mergulhara, teve uma vida inicialmente acidentada e com a consolidação, durante algumas décadas normalizou-se naquela expressão que Salazar caracterizaria como “viver habitualmente”.

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António Pedro Ribeiro, candidato a Presidente da República


A um ano das Eleições Presidenciais, aí temos a primeira candidatura oficial. Entre um que diz é poeta mas que se fica pela disponibilidade para concorrer, temos o primeiro que realmente anuncia a sua candidatura: António Pedro Ribeiro, POETA ANARQUISTA, apresenta amanhã à noite o seu projecto.
É sabido que o Aventar vai também apresentar o seu candidato presidencial. Se será ou não António Pedro Ribeiro, diremos apenas: «Não é este o momento. Depois da discussão do Orçamento de Estado veremos».
Quanto ao Poeta Anarquista, aí está o seu Manifesto de Candidatura:

«António Pedro Ribeiro, poeta anarquista, diseur, performer e aderente nº 346 do Bloco de Esquerda anuncia amanhã, quarta, 20, pelas 23,30 h, no bar Púcaros no Porto (à Alfândega) a sua candidatura à presidência da República nas Presidenciais/2011. O anúncio da candidatura coincide com a apresentação do livro “Um Poeta no Piolho” (Corpos Editora) no mesmo local e à mesma hora. A candidatura de António Pedro Ribeiro, embora respeite muito a figura de Manuel Alegre enquanto poeta e humanista, vai contra os entendimentos de mercearia entre o Bloco de Esquerda e o PS de Sócrates que se desenha em torno da candidatura do poeta. A candidatura de António Pedro Ribeiro é a candidatura do homem livre que está contra a economia de mercado e a social-democracia de mercado que nos infernizam a vida. [Read more…]

Manuel Alegre entra com o pé esquerdo

Manuel Alegre começa mal a sua segunda aventura presidencial. Em primeiro lugar, ou é candidato ou não é – ficar numa de «estou disponível» não se compreende. Se queria imitar Jorge Sampaio, ao menos fazia-o em condições e apresentava-se já como candidato.
Por falar em Jorge Sampaio, Alegre citou o ex-Presidente da República, dizendo que «há vida para além do Orçamento». Jorge Sampaio disse, isso sim, que «há vida para além do défice», nunca disse que «há vida para além do Orçamento». Um pormenor sem a mínima importância, como está bom de ver. Para além disso, Alegre diz que se candidata contra aqueles (leia-se a Direita) que querem um Governo, uma Maioria, um Presidente. Mas, ao candidatar-se, será que ele não quer exactamente o mesmo? Ou um Governo, uma Maioria, um Presidente só pode ser se for da sua ala ideológica.
Por último, não conseguiu, pelo menos para já, o apoio do PS. Francisco Assis já disse que o PS não se deixa pressionar e que este não é o momento. Irão posicionar-se agora as alas divergentes do Partido, com os soaristas à frente a quererem evitar a todo o custo esta candidatura.

gostos literários não se discutem mas o meu é o maior porque quem lê sou eu

De Manuel Teixeira Gomes li vários livros até à última página. Já de Manuel Alegre não posso dizer o mesmo. Nunca consegui acabar nenhum.

Afinal há um motivo para a escolha do local . Portimão. Comemoram-se a partir deste fim de semana os 150 anos de Manuel Teixeira Gomes. Antigo Presidente da República e também escritor. Um olhar de soslaio pelo programa das comemorações ( a partir de Domingo) revela também que o Presidente da Comissão de Honra é quem? Aníbal. Aníbal Cavaco Silva, o Presidente. E mais? Acompanham Ramalho Eanes e Jorge Sampaio. Dois ex`s. Agora junta-se um ex-quem-sabe-futuro.

Teresa Dias Mendes, correio preto

Alegre confusão…

O poeta Manuel Alegre anunciou que se vai candidatar, novamente, a Presidente da República. Qual a novidade? Nenhuma ou quase – desta vez o Bloco vai de braço dado com o PS? E a CDU? Vai dar confusão, vai, vai…

Sonho de noites de Inverno

O Venerando fala ao país

Confirmando aquilo que todos secretamente previam, os grandes interesses vão mesmo insistir num governo – mesmo que informal – do Bloco Central e assim, esta solução parece irreversível. Há uns meses e ainda antes do último escrutínio, Sampaio saiu a terreiro para defender em “nome da estabilidade” – da qual pouco caso fez quando ainda belenzava -, a necessidade de uma coligação PS-PSD. Uma ideia tão luminosamente inédita, decerto terá faiscado durante uma partida de golfe, onde por “mero acaso”, – claro – talvez tivesse visto de longe, nada de confusões… – os habituais convivas de todos os “Chefes de Estado”: gente dos media, da finança, off-shoreiros, bolseiros,  comensais do princípio da mobilidade e outros benfeitores da pátria.  Está tudo bem apertado e armadilhado. Mais recentemente, o sr. Cavaco Silva manifestou também a sua vontade, apelando ao “entendimento entre os partidos”. Miraculosamente, voltámos ao curto período que se sucedeu às últimas eleições, onde surgiram meigos cordeirinhos dispostos a todo o tipo de entendimentos, “Por Bem”. Se a isto acrescentarmos a guerra que se avizinha por Belém, teremos o quadro completo.

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Presidenciais: cenas dos próximos capítulos

Já vi este filme 2 ou 3 vezes, e a rotina dá tédio.

A esquerda discute as presidenciais, a direita como de costume não precisa.

Depois de Alegre ter pedido o apoio do PS, e embora haja resistentes, vamos ter com elevada probabilidade uma repetição das últimas eleições mas sem Mário Soares, e a vaga possibilidade de, ao invés do habitual candidato do PC, alguém que possa fazer o pleno à esquerda, tipo Carvalho Silva.

Era  um bom entretenimento, embora duvide. O avanço de um candidato com essas qualidades deixaria o BE numa posição embaraçosa, mas nada que não se resolva, e existe sempre o risco de não haver 2ª volta. Ou de o militante do PS ficar em 3º, o que garantia a vitória a Cavaco (é só fazer as contas e não esquecer que a base de apoio a Sócrates é mesmo de direita).

Como ando num estádio de acentuado cepticismo duvido, passe o pleonasmo. E lá me vou tristemente preparando para pelo menos na segunda volta ir votar no vate de Águeda, um homem da caca e deus se existisse saberia quanto eu odeio a caca e os que a praticam, como já o fiz com Soares e Sampaio. Não é que precise de digestivos, para votar contra Cavaco corro com gosto e não me canso.

O resto é conversa.