Um Coelho no Pombal


A quase invisível campanha presidencial, deu hoje mais alguns exemplos daquilo que é a república portuguesa. Enquanto a conhecida faceta seráfica do sr. Cavaco Silva dava tratos de polé ao seu putativo principal oponente, chamando-lhe ignorante quanto a tudo e mais alguma coisa, o sr. Coelho da Madeira, acabou com as falinhas mansas. Nada mais nada menos, garroteia na Justiça e diz a alto e bom som, marcher pela Revolução Francesa – bonjour, madame guillotine – e que é necessário o regresso do Marquês de Pombal, possibilitando-se assim, uma reforma daquela senhora ceguinha que segura a balança. Em suma, se tivermos Coelho em Belém, podemos desde já contar com um incêndio na Trafaria, um avianço da omnipotente mão nos cofres do erário público, a liquidação daquilo que resta do ensino, a apropriação de terrenos para distribuir pela família e sobretudo, um erguer de forcas, muitas forcas.

Para aqueles que ficarão famosos no futuro, está desde já reservado um certo espaço quase ermo, situado mesmo ao lado da estação fluvial de Belém. Qualquer atrevido escolho aos desígnios do sr. Coelho, para ali será arrastado, a ainda carcaça viva colocada sobre aspas para se lhe quebrarem as canas das pernas, esmagados os ossos do tronco, desconjuntadas as articulações e finalmente, queimados em roda os despojos e atiradas as cinzas ao Tejo.

Com um bocadinho de sorte, ainda assistiremos a uma ressurreição de mortos. Como deve estar contente a malta do Afonso Costa! Coisas há, que não mudam.

Fernando Nobre, um Homem Bom, um Candidato Sofrível

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre teria a voz e a dicção de Alegre, a altura (em centímetros) de Cavaco, a compleição física de Francisco Lopes, o à-vontade de José Manuel Coelho e a experiência polítiqueira de Defensor Moura.

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre não titubearia, não gaguejaria, não falaria para dentro e projetaria a sua voz de modo audível e convincente.

Se o mundo fosse perfeito, Fernando Nobre seria, no terreno, um bom candidato e ganharia as eleições.

Porque Fernando Nobre é o melhor homem entre todos os candidatos e o único com um currículo verdadeiramente ao serviço dos outros, sendo que os “seus outros”  são os mais desfavorecidos, os mais desprotegidos, os mais atingidos, os menos apoiados. Os outros de Fernando Nobre são as vítimas da política e dos maus políticos, as vítimas da economia e da corrupção, do desvio das riquezas, das guerras fraticidas, das catástrofes naturais, da sede, da fome, da ganância e da falta de ética. [Read more…]

Era o que me faltava criticar essas bestas, esses animais, essa cambada!

 

Cavaco não comenta adversários ‘por mais loucos que eles sejam’

Eis que descubro que Cavaco Silva andou à pancada e acha que é agricultor

Estou deslumbrado. E tudo em pouco mais de 24 horas.

Até ontem a pré-campanha eleitoral estava a ser uma perfeita chatice, feita de frases e ideias banais, em redor de questíunculas bancárias do BPN e do BPI, em jeito de rodriguinhos de jogadores da bola pouco habilidosos mas muito convencidos. Estava a ver que nada de novo iria surgir do sexteto, com excepção do assertivo Coelho, da Madeira.

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De repende, fez-se luz. Tudo mudou. Comecei a aprender. E sempre graças ao mesmo candidato. Num dia descubro que Cavaco Silva "era tão normal, que até andava à pancada com os outros miúdos". Numa penada, duas descobertas. Primeiro que é preciso andar ao estouro com outros putos para se ser normal. Depois que o pequeno Cavaco era rapaz para esfregar os nós dos dedos na cara de outros petizes. Vá lá, também deve ter despachado um ou outro pontapé.

Poucas horas depois, novo momento extraordinário.

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A decência


O general Ramalho Eanes, foi ontem instado por alguns repórteres, a pronunciar-se a respeito de “investimentos” em instituições financeiras. O assunto candente era o “caso BPN-BPP” e embora seja membro de honra da comissão – mandatário? – de apoio ao Sr. Cavaco Silva, não hesitou em responder como devia:

“Eu não sou um homem que tenha um grande aforro, mas tenho sido contactado ao longo da minha vida pelos bancos e quando eu digo ‘bom, eu não tenho dinheiro para aforrar” eles dizem “não, não, mas nós gostaríamos muito que você fosse nosso cliente, porque isso dá uma certa imagem ao banco (…) nunca fui contactado pelo BPN, mas tenho sido contactado por alguns bancos para ser cliente, e tenho dito sistematicamente que não”.

A única conclusão a tirar, consiste na certeza que essas instituições têm, acerca de quem vai, ou não, aceitar as generosidades prodigalizadas.

Melhor faria o Senhor General em não participar neste tipo de “comissões de honra”, remetendo-se para aquilo que ao Expresso declarou, quando do septuagésimo aniversário do rei de Espanha.

Candidatos presidenciais 2011 – José Manuel Coelho

candidatos presidenciais -  José Manuel Coelho

 

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Cavaco compra em saldo e vende barato

cavaco_acçõescavaco_venda-acçõesOs dois semanários rivais usam parâmetros distintos para avaliar os resultados da compra e venda de acções da SLN (detentora do BPN) por Cavaco Silva.

O “Expresso” diz que Cavaco comprou a preço de saldo (1,00 € por acção): privilégio de que só ele e mais três accionistas beneficiaram. Os restantes pagaram 1,80 € ou 2,20 € por cada unidade. Mais 80% e 120%, respectivamente. Vendeu, depois, a € 2,40, realizando mais-valias de 140%, fixadas precisamente em 147.500 € – a sua filha, diz o “Expresso”, obteve um ganho da mesma espécie, de 209.400 €.

O “Sol”, por sua vez, defende que Cavaco vendeu barato, aos tais 2,40 €. Na altura o BPN estava a vender a 2,75 € cada acção; isto é, o actual PR e recandidato, segundo o “Sol”, poderia ter realizado cerca de + 14,5% de mais-valias em relação ao preço a que vendeu. [Read more…]

A campanha de José Manuel Coelho parece estar a correr bem

Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, foi hoje hospitalizado, na sequência de um enfarte de miocárdio agudo. Público

Há quem não goste, e certamente esperava que o candidato presidencial José Manuel Coelho se tivesse espalhado nas tardias entrevistas televisivas. Judite de Sousa bem se esforçou, mas não conseguiu. O coração do Bokassa do Funchal é que parece ter fraquejado. Os meus votos de melhoras: não é na cama do hospital que desejo a sua derrota, e precisa de estar bem vivo para a sofrer.

O cavaco prejudica gravemente a sua saúde e a dos que o rodeiam

Luvas "sujas"


Em Portugal, para liquidar-se um regime, apenas se requer a criação de um não-tema. Qualquer coisa que alimente os sonhos de vingança, açule a inveja pelo chinelo do vizinho e seja susceptível de corresponder à máxima popular de “quem conta um conto, acrescenta um ponto”, terá um inesgotável manancial para estorietas. Nos tempos de Pombal, existia a “conspiração nobiliárquico-jesuíta”, copiosamente reproduzida cento e cinquenta anos depois pelo sucedâneo PRP. Após as invasões francesas, acentuou-se a quase fábula do “absolutismo” e criou-se a lendária pugna pela “liberdade e representatividade”, mesmo que isso significasse a clausura do país inteiro, nos ávidos cofres de uma mão cheia de oportunistas bem instalados. Com a República, foi o que se sabe, desde as maluquices positivistas do Teófilo, até ao repescar do libelo condenatório de Maria Antonieta, aqui tendo como alvo a Rainha de Portugal que por si, valia mais do que todos os directórios republicanos juntos, fossem eles os dos Centros políticos sitos ao Chiado, ou os das tabernas alçadas a Academias. Bem vistas as coisas, estamos como sempre, perante a real proporção das coisas. Quando na Alemanha e cada um à sua maneira, Marx ou Hegel escreviam e vociferavam, sendo acompanhados na invenção de uma outra história tão nebulosa como as óperas de Wagner, por uma plêiade de homens dados “às novidades” do seu tempo, aqui em Portugal tirava-se o chapéu perante o citado Teófilo, génio incomparável entre aqueles outros que no Casino também souberam interpretar, ou melhor dizendo, inventar um passado tão credível, como a felicíssima e dourada “época do municipalismo” medieval de Herculano. Contentamo-nos com pouco, tudo se reduzindo a uma mudança de bandeira, esta com as tais “cores positivistas”, por mais negativas que elas se tenham mostrado.

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Candidatos presidenciais 2011 – Manuel Alegre

candidatos presidenciais - Manuel Alegre

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Purdey, a espingarda preferida de Manuel Alegre


Depois de se saber que Manuel Alegre vendeu, por 1500 euros, um texto sobre o valor do dinheiro, é altura de nos debruçarmos sobre outras questões que na altura passaram despercebidas.
Ao que parece, a espingarda preferida de Manuel Alegre é a Purdey – uma arma só ao alcance dos ricos e que custa a módica quantia de 20 mil euros. Infelizmente, segundo o próprio, «o vencimento de ordenado é uma pelintrice» e por isso não pode comprá-la. Foi então que, segundo o próprio, « a revolta anticapitalista começou a ferver dentro de mim».
O pobre deputado, agora candidato a Presidente da República, terá de se contentar – sei lá – com uma Springer. Do mais barato que há! Não é muito potente, mas lá, na imensidão da Lezíria, sempre dará para matar umas quantas perdizes e até um Cão (Como Nós).
Coerente, o candidato a inquilino de Belém, e curiosa a sua referência a Francisco Louçã…

Cavaco, o turbo-professor e o seu processo disciplinar

Conta Luis Grave Rodrigues:

Naqueles longínquos anos 80 o Prof. Aníbal Cavaco Silva era docente na Universidade Nova de Lisboa.
Mas o prestígio académico e político que entretanto granjeara (recorde-se que havia já sido ministro das Finanças do 1º Governo da A.D.) cedo levaram a que fosse igualmente convidado para dar aulas na Universidade Católica.

Ora, embora esta acumulação de funções muito certamente nunca lhe tivesse suscitado dúvidas ou sequer provocado quaisquer enganos, o que é facto é que, pelos vistos, ela se revelou excessivamente onerosa para o Prof. Cavaco Silva.

Como é natural, as faltas às aulas – obviamente às aulas da Universidade Nova – começaram a suceder-se a um ritmo cada vez mais intolerável para os órgãos directivos da Universidade.
A tal ponto que não restou outra alternativa ao Reitor da Universidade Nova, na ocasião o Prof. Alfredo de Sousa, que não instaurar ao Prof. Aníbal Cavaco Silva um processo disciplinar conducente ao seu despedimento por acumulação de faltas injustificadas.

Instruído o processo disciplinar na Universidade Nova, foi o mesmo devidamente encaminhado para o Ministério da Educação a quem, como é bom de ver, competia uma decisão definitiva sobre o assunto.

Na ocasião era ministro da Educação o Prof. João de Deus Pinheiro.

E onde foi parar o dito processo disciplinar? ao limbo, ao lixo, ao arquivo? Pode ler o resto desta interessante narrativa. Eu finalmente percebi a espantosa carreira política de Deus Pinheiro, a maior anedota que passou pelo Palácio das Necessidades nas últimas décadas. E mais uma vez confirmei que Cavaco Silva quando está sozinho é o mais honesto dos honestos presentes naquela  sala.

Como Se Fora Um Conto – Ano Novo, Vida Nova?

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Como seria bom que o novo ano de 2011 nos trouxesse realmente uma vida nova.

As crises que travessamos, a internacional e a interna, podem e devem ser aproveitadas para mudarmos a nossa maneira de ver as coisas, o nosso entendimento da política e dos políticos, o nosso olhar para o estado de Portugal.

A crise interna, que para além de económica é acima de tudo de valores, pode ser mais facilmente ultrapassada com mais e melhor educação, com mais e melhor ensino, com mais e melhor cultura, e também com mais e melhor democracia.

O nosso país não cresce há mais de dez anos, todos os números são maus, todos os indicadores estão no fundo da Europa, excepto claro, os que o governo lê ou quer ler, e nos impinge quase diariamente, numa lavagem cerebral digna do melhor vendedor da banha da cobra. [Read more…]

Centrifugação de Cavacos

A boa e a má moeda, lembram-se?

Sistema exclusivo contínuo de separação de cavacos provenientes de todos os processos de usinagem, durante o processo de centrifugação o óleo pode ser até 100% reaproveitado e o cavaco também livre de impurezas pronto para os processos subsequente.

Encontrado pelo João Pedro Figueiredo

Um deserto noutro deserto


É esta, a imagem dos afazeres diários na sede do sr. Cavaco Silva. Muito entusiasmo, muita genica, muito trabalho pela frente. Vê-se. Sintomaticamente, situa-se num falido centro comercial. Falência política para falências de outros tipos…

Para nossa felicidade, não têm tino. Alegre, Cavaco, Lopes, Coelho e Nobre, envolvem-se naquela que é – de longe! – a mais perniciosa e “importante” questão para a República. Envolve dinheiros, tráfico de influências e aquilo a que o homem da rua chama de vigarices. A coisa ainda está a começar e já imaginamos o que as próximas semanas trarão.

Excelente, melhor não podia ser! Cá ficamos à espera e nem haverá necessidade de levar seja quem for à Rotunda.

“Ficar em casa, abrir um bom livro, ouvir música, estar com a família vale mil chapeladas da lotaria dita republicana. Como acreditamos na República – ou seja, na política – e como só há Política quanto a totalidade da Cidade se revê nas instituições, recusamos participar numa fraude.”

Um dos candidatos é muito menos igual que os outros

Salta à vista a um míope que José Manuel Coelho foi prejudicado na pré-campanha para as eleições presidenciais, e vai continuar a sê-lo. Por um lado porque a lei garante a igualdade, mas o sistema não, o sistema tem medo, neste caso de um efeito Tiririca. Pelas melhores ou piores razões é um candidato que encontrar votos nos descontentes com um regime onde político e ladrão viraram sinónimos.

coelho tiririca

Coelho parece ter optado pela estratégia emplastro para forçar a comunicação social a dar-lhe alguns segundos, mas isso é problema dele. O meu é simples: é candidato, tem os mesmos direitos que os outros. É também o meu direito de cidadão eleitor que está em causa, o meu direito a ser informado sobre a campanha de todos os candidatos. Por isso assinei a petição que o João Delgado no vermelhos.net em boa hora lançou e que aqui deixo: [Read more…]

Mais uma

Mas confirmou essa informação?
O que eu sei é que, pelo país todo, há carros do Estado a irem buscar assessores a casa. Porque se vão cinco para o Cartaxo, também vão para Vila Franca, para Santarém… Tenho um amigo que é de um partido e ele sabe quem são esses assessores. São cinco só no Cartaxo. Está confirmado. Será que o Estado precisa de ter perto de 30 mil viaturas? Será que o Estado precisa de ter perto de 11 mil institutos? Será que o Estado precisa de recorrer tanto a pareceres externos? Eu não me candidato para que tudo fique na mesma. [na entrevista de Fernando Nobre ao i]

Sobre estes casos não posso atestar a veracidade. Apesar de não me surpreenderem. Pois sei que nem é preciso ser-se assessor para se ter direito a BMW com motorista. Sei porque conheço quem. Basta estar na linha certa das estrelas partidárias certas.

E nomes?

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Calhaus falantes


Já percebeu o que possivelmente acontecerá no dia da não-ida às urnas e por isso, o marido da Sra. Dª Maria Cavaco Silva foi à Madeira insultar aqueles que no próximo dia 23, “comodamente ficarão em suas casas”, abstendo-se de participar na inutilidade eleitoral que aí vem. Os dichotes nem sequer rasam as cabeças daqueles que já decidiram ignorar, os interesses pessoais do senhor que ainda ostenta a Banda das Três Ordens – mutiladas -, porque neste caso, a ameaçadora abstenção também conta. Consiste numa legítima decisão política e por isso mesmo pressentida e muito temida, indicadora da clara rejeição do discurso oportunista dos irresponsáveis que conduziram Portugal ao estado desesperado que todos pagamos. Nisto, como em muitos outros aspectos, o actual Chefe de Estado não se distingue de qualquer outro dos candidatos, com a desvantagem de não poder apresentar no seu currículo, qualquer aspecto meritório de acção em benefício daqueles desprotegidos, para quem um pedaço de pão e uma pequena lata de água meio salobra, consiste num vital auxílio à subsistência. Os “apoiantes de honra” do prof. Cavaco Silva são sobejamente conhecidos, com outro tipo de exigências e há que dizê-lo, o re-candidato não descurará a protecção dos fiéis amigos. Agora, avoluma-se a desconfiança que torna todo este processo eleitoral, numa táctica cortina de fumo que servirá para durante mais algum tempo, prosseguir a azáfama de ocultação de certos casos escaldantes.

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Candidatos presidenciais 2011 – Fernando Nobre

candidatos presidenciais - fernando nobre

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O Presidente de todos os silêncios

Cavaco a deturpar

As declarações e discursos de Cavaco transformam-se quase sempre em exercício de quem se imagina a falar apenas para pacóvios. Criticamos-lhe a petulância, reconhecendo eficácia na falácia de ser o mais honesto e sábio dos portugueses. A célebre frase “Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas” é  estigma do estilo de político que o define.

Na Madeira, concelho da Ribeira Brava, Cavaco garantiu à comunicação social que não afastaria os membros da sua comissão de honra que dirigem a CGD. Para defender a sua posição, declara agora que, no debate com Alegre a propósito dos dinheiros públicos injectados no BPN (+ de 5 mil milhões de euros) e da nacionalização por ele promulgada, se limitou a fazer uma constatação do insucesso de resultados por comparação com o êxito de operações semelhantes em bancos britânicos. [Read more…]

José Manuel Coelho – um candidato sério

JARDIM carnaval Homem que Alberto João Jardim insulta desta forma só pode ser boa pessoa:

«Não vejo que seja histórico um fenómeno de pura e mera palhaçada política. Este indivíduo pago pela extrema-direita, principalmente por algumas famílias que foram poder na Madeira e que exploraram o povo madeirense, e que agora lhe pagam para através da palhaçada denegrir o sistema de autonomia política, denegrir o regime democrático e fazer ataques pessoais porque neste país desgraçado o indivíduo é impune perante tudo quanto faz»

"Kunami" pouco fresquinho


1. Com toda a razão, o candidato Coelho reclama pela sua exclusão nos debates televisivos. Confirma-se aquilo que os monárquicos sempre disseram: gente importante é “mais igual” que os demais. O video que acima deixamos, explica tudo.

2. Cavaco Silva acusou a “gestão CGD” do BPN – Estado versus Estado – de incompetência. Pois é, doutor, o povinho talvez venha a saber mais e isso não agradará a todos. Aqui está um caso que poderá ter repercussões, pois sabendo-se que estes desempenhos são fruto de compromissos políticos, muito provavelmente o recado não ficará sem troco. A questão a colocar, é simples: se Cavaco gosta tanto de governar, melhor faria em candidatar-se a primeiro-ministro. Ainda não percebeu o que é estar “acima da luta política. O video que acima deixamos, explica tudo.

3. Duas das caras que surgiram no “período comemorativo” da centenária – PGR e gente anexa -, iniciaram a série de processos que contribuirão para acentuar o cheiro a cadáver que se sente. O video que acima deixamos, explica tudo.

4. Ainda não se trata de um caso desta República, mas fecha o post como nota curiosa: um ex-presidente israelita foi condenado por violação de uma funcionária do seu gabinete. O video que acima deixamos, explica tudo.
No nosso país, existem outros tipos de violação: a da tranquilidade quotidiana dos cidadãos e das suas carteiras, a da integridade do Estado e da sua independência. Mas estes, são aspectos sem qualquer importância.

TVI: sondagens com o voto pré-marcado

tviAs sondagens online valem o que valem, ou seja nada. Mas abrir uma em que um dos candidatos já tem o voto marcado é ligeiramente exagerado. Não havia necessidade.

O presidente de todos os seus netos

"Amigos para siempre"


Os candidatos são sempre objecto de qualquer inesperada desventura. Sedes vazias, pouca audiência nos debates televisivos – sejam quais forem os pretendentes em liça de meia hora -, nada de comícios. Enfim, uma tristeza. Apesar de todas as contrariedades, a maior será a falta dos amigos de sempre, de quase meia vida. O que terá sucedido à República, tão sozinha, a penar por aí?

Por que no te callas?

Cavaco, mastigando explicações sincopadas, como qualquer mau professor, vem abençoar as palavras de seu discípulo, Durão, apodando-as de sensatas. Se bem se lembram, o senhor comissário, do alto de Bruxelas, pediu aos líderes que se calassem. O que fez Cavaco? Falou.

Graças ao verbo presidencial, ficámos a saber quem são os nossos credores: “as companhias de seguros, os fundos de pensões, os fundos soberanos, os bancos internacionais e os cidadãos espalhados por esse mundo fora”. Fomos aconselhados a não dirigir a toda essa gente “palavras de insulto” (será o mesmo que insultos?), porque daí pode derivar “mais desemprego”. No fundo, é algo comparável ao conselho de que não se deve cuspir para o ar. Realmente, não há nada como um economista ilustre para explicar os mecanismos do emprego e da economia em geral.

Presidenciais: Querem votar nesta gente?

Votar em Manuel Alegre é votar em quem mais não tem feito, à excepção de uns livros de poesia, senão mamar na teta do Estado. Em 30 anos de democracia, não passou de um Secretário de Estado sofrível e de um Deputado inconsequente, cujas intervenções e movimentações em sentido contrário ao seu Partido mais não foram do que formas de ir realizando o seu próprio caminho político. Aquele mesmo caminho que fez «contra os Partidos» há 4 anos atrás – um caminho que agora o escandaliza.
Mais: votar em Manuel Alegre é votar na gente pouco recomendável que vemos acima (desbotado exemplo) e que constitui o que de pior tem e teve a democracia portuguesa. Querem votar nesta gente?

Candidatos presidenciais 2011 – Francisco Lopes

candidatos presidenciais - Francisco Lopes

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