A enorme farsa chamada governo em três palavras: irresponsável, irrevogável, inconstitucional

Juros 10 anos, 2013_C

Este é um artigo que não carece de desenvolvimento. Bastam três pequenos parágrafos para desmontar a enorme farsa em que se transformou este governo. Três palavras, até: irresponsável, irrevogável, inconstitucional:

  • Ontem, Portas inventou uma comparação que mete o Tribunal Constitucional, “irresponsabilidade financeira” e, consequentemente, os juros da dívida no mesmo saco.
  • Mas como é factual, foi ele mesmo um dos irresponsáveis que fez disparar os juros da dívida com a sua demissão irrevogável. Foi há um ano apenas.
  • E como se não bastasse, o único período com melhor desempenho económico nestes três anos deveu-se a um dos cortes do TC, os quais trouxeram um pouco de poder de compra aos portugueses.

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pressionável? não!

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O molusco

O molusco esteve em auto-contenção durante muito tempo, não fosse algum espirro fazê-lo sair da concha, deixando-o à mercê da necessidade de tomadas de posição claras. Conteve-se muito e cimentou a sua concha à rocha. Enfim, qual é a pressa? A extrema-direita também precisa de tempo.

Há um je ne sais quoi de Bento em Deschamps

E vice-versa!

Ambos foram médios. Raçudos e bons. E carregadinhos de mau feitio. Paulo e Didier, que até iam mudando de penteado com a idade, foram internacionais enquanto jogadores, nunca se lhes apontou grandes sequelas que a inteligência lhes tivesse outorgado, mas sempre foram considerados, por quem com eles viveu no campo e fora dele, pessoas honestas, de dar o litro. Havia até quem os considerasse frontais, até houve quem vendesse a imagem de que eram solidários, ao ponto de darem tudo pelo semelhante, desde logo a figura do jogador de futebol. Eram uma espécie de sindicalistas, defensores da classe. O que me parece uma extrapolação perversa, mas não sei.

Agora, o que ressaltou ultimamente é que ambos têm ódios de estimação, defendem-se bem dentro de uma clique de “amigos”, mas o grupo não pode nem ser grande nem prolixo, e, quanto menos egos, melhor. [Read more…]

coisas deliciosamente formidáveis

Quando Tozé Seguro enfrentou Francisco Assis nas eleições para a secretaria-geral do PS, a concelhia do partido do concelho do qual sou natural (Águeda) escolheu Assis. Assis perdeu mas o presidente da Câmara Gil Nadais (re-eleito pelo PS dois anos antes) fez acordo com Seguro para lhe ser granjeada qualquer coisita numa secretaria de estado caso o PS vença as próximas legislativas com o candidato a candidato Seguro como candidato a primeiro-ministro. Logo que a bronca estoirou entre Costa e Seguro, a concelhia local reuniu-se e aprovou uma moção que pede à nacional um congresso extraordinário, vontade inicial de Costa, manifestando o presidente da Câmara que estará com Seguro. Já o secretário concelhio, Edson Santos, vereador da CMA, foi recentemente constituído arguido depois de uma mega operação de investigação desenrolada pela Polícia Judiciária pela presunção de utilização indevida de verbas concelhias enquanto chefe de gabinete do referido presidente de câmara. [Read more…]

Experimentas-te

experimentas-te

bodega na liga

Ao candidato madeirense Rui Alves foi-lhe dito que era o candidato do povo e dos sem-abrigo. As cocas que por aí andam…

Processos de selecção que precisam de ser melhorados

passos

(na foto: Passos Coelho observa o infinito, o único limite conhecido à sua cara de pau)

Passos Coelho entende que o processo de selecção dos juízes do TC deve ser melhorado. Uma preocupação que faz todo o sentido tendo em conta que são indivíduos como Passos Coelho que os escolhem. São factores de risco que, ainda assim e apesar de todas as vergonhosas pressões a que estão sujeitos por um governo incapaz de respeitar a Constituição no exercício das suas funções, não têm impedido o TC de trabalhar. Haja algum órgão de soberania neste país que o faça!

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Selecção Nacional

Além do maradona, escreve o Rogério Casanova. Esta copa promete.

não iremos ceder porque isso seria ilegítimo perante o esforço que os portugueses…

chega de retórica. trabalho diariamente com mercados. sei o quanto são explosivos. o quanto são narcisistas. o quanto gostam de enriquecer, mesmo que a riqueza seja paga à custa de suor, de sangue, de ataques cardíacos, de prol suja, de fome, de miséria, de despejos, de incumprimentos contratuais, de salários mínimos ou meias rotas.

temos 133% de dívida pública. juros de dívida perto dos 4%. uma meta de consolidação orçamental fixada nos 4%. o nosso país ainda não tem financiamento garantido nos mercados, mesmo apesar destes 3 anos de chumbos do TC, avanços e recúos, diminuição de rendimento das famílias, destruição do poder de compra das mesmas, destruição da procura interna e consequentemente, destruição de 1\3 do tecido empresarial português. teremos possibilidade de emitir títulos de dívida muito amiudemente, sempre com mediação do Banco Central Europeu, podendo o estado português leiloar com maior e razoável (utilitarismo acima de tudo) regularidade bilhetes do tesouro desde que, por um período igual ou superior a 12 meses e com uma procura que não faça os juros pedidos pelos investidores ultrapassar a razoável barreira dos 0,6% (no passado mês de março, o estado português conseguiu financiar-se em 320 milhões de euros a 0,487% a 9 meses a 925 milhões a 0,587% a 12 meses). [Read more…]

2014 NBA finals game 1

spurs

Disse que ia dormir no último post, mas não vou. Vou ver o jogo 1 das finais da NBA. Exercício sagrado desde 1996. Desde o tempo em que via Michael Jordan (sou bulleano assumido) voar mais rápido para os anéis de campeão do que para os seus próprios afundanços. Estou pelos Spurs. Não menosprezando LBJ, estou por quem derrote os Heat, estou por Duncan, estou por Pop mas, pela primeira vez, parece-me que os homens da Flórida estão realmente a jogar como colectivo.

Amanhã trago novidades sobre o assunto.

Escrutinemos, filho, escrutinemos e aclaremos

fatima mata-mourosAquele senhor que manda no governo da Associação Portuguesa de Bancos, acho que se chama Passos Coelho, quer escrutínio aos juízes do Tribunal Constitucional e que a sua escolha tenha outro tino.

pedro macheteTroquemos então Montesquieu por Salazar, e vamos a isso. Por exemplo, a srª juíza Fátima Mata-Mouros, proposta pelo CDS, suponho que será uma homónima de uma outra, que andou a navegar no processo dos submarinos, esse mesmo, que foi ao fundo. E por falar em homonomia, Pedro Manuel Pena Chancerelle de Machete  não terá nenhum parentesco com aquele ministro que pede desculpa por ainda haver ministério público em Portugal. Ambos devem ter uma longa carreira dedicada ao direito constitucional, embora não a encontre nas suas biografias, mas eu sou um nabo, ou já apagaram esse passado do google, ou as duas coisas.

Isto anda tudo desligado.

o mendigo basilius a pensar na figura de passos coelho

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o homem passou-se

Lousada e Sport à conquista da Europa

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Em ano de pentacampeonato, conseguido no passado fim-de-semana, a AD Lousada assume, já a seguir, a pretensão internacional de, em dois anos, atingir a Divisão B europeia, comummente tida como o lugar onde deveria estar o hóquei masculino português, quer a nível de clubes quer de selecções.

Esse foi, aliás, o discurso do treinador-jogador dos lousadenses, Bruno Santos, ele próprio capitão da selecção nacional, em declarações à imprensa.

Por seu lado, o Sport Club do Porto, tricampeão feminino, viu a Federação Europeia atribuir-lhe, pelo segundo ano consecutivo, a organização do Challenge III, em reconhecimento da forma como, em 2013, o clube portuense soube conquistar a unanimidade das equipas concorrentes e dos dirigentes europeus relativamente à excelência do evento. [Read more…]

Incerteza?

piegas

Cavalo de corrida

 

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Nairo Quintana – Maglia Rosa – Giro D´Italia 2014

Ol-á, Corne-to

corneto-olaEspe-ro que goste-m do novo corn-eto de Verã-o.
Este ainda está quentinho!

Costa concórdia

Apesar de tudo o que por aí se diz e se escreve, continuo na minha (ou enfim, na única possível): Costa is the man. Ou como escrevia Clara Ferreira Alves no sábado passado, «ou Costa ou nada». Nada não vinha mesmo nada a calhar. Nada seria verdadeiramente trágico para o povo, mais do mesmo maquilhado de consenso, ou seja, nada. Se é para eleger nada, prefiro o que temos, apesar do problema de representatividade que me aflige, do autoritarismo, do faz-de-conta sem retroactividade dos senhores doutores juizes do Constitucional, da falta da política (e tanto que precisamos dela para atenuar a desigualdade galopante), dos excessos da economia dos mercados planetários. Havendo Costa, farei então algo verdadeiramente inédito na minha vida de eleitora: votarei no PS, assim haja primárias (venham elas, onde é que é para ir? À junta de freguesia da minha residência?), ou a liderança do PS se resolva a contento dos interesses urgentíssimos do País antes de umas cada vez mais possíveis eleições antecipadas.

Opções sexuais

felatio de meninos em Lamego

Mais um felatio do governo aos bancos. “Foi uma opção política” – afirmou Hélder Amaral enquanto limpava um canto dos lábios.

Vá lá, demitam-se

1976_capa_constituicaoAo contrário de outras, a nossa Constituição resulta de uma Assembleia Constituinte quase (ou seja, menos três partidos ilegalizados) democraticamente eleita. A campanha eleitoral, ao contrário do que acontece hoje, contou com uma razoável independência e igualdade de tratamento por parte da comunicação social, foi bem mais esclarecedora que as palhaçadas mediáticas a que agora assistimos, e nunca mais voltaram a votar tantos portugueses.

A Constituição tem inscritas as condições em que pode ser revista e alterada, naturalmente a partir dos votos de dois terços dos deputados, como em qualquer país civilizado.

A direita nunca gostou desta Constituição. Por um lado envergonha-se dos seus deputados do PPD que a votaram, renegando os tempos em que tinha como ideário a social-democracia à moda nórdica, a ideologia de Sá Carneiro. Por outro, à medida que teve oportunidade  para isso, a direita foi revogando tentando regressar ao passado, ao anterior regime de que se mostra cada vez mais saudosa, em particular reinventando-o como nunca foi. A nossa burguesia, preguiçosa e burra, não está para chatices e gosta de aplicar umas bordoadas em quem incomode. [Read more…]

Passos Coelho é um perigo para a democracia

Leio com incredulidade as reacções do PSD, do CDS e de Passos Coelho, em particular, face ao chumbo do TC. Um pensamento que se ia formulando materializou-se agora com estas declarações:

«Como é que uma sociedade com transparência e maturidade democrática pode conferir tamanhos poderes a alguém que não foi escrutinado democraticamente», questionou Pedro Passos Coelho, apontando para o caso dos Estados Unidos da América em que os juízes «escolhidos para este efeito têm um escrutínio extremamente exigente», disse. «Não temos sido tão exigentes quanto deveríamos ter sido» [TSF]

Toda a estratégia de legislar para além da lei, primeiro evocando uma situação de emergência e transitória, depois tornando-a definitiva e, por fim, mostrando-se surpreendido com as decisões de ilegalidade das suas medidas, em vez de aceitar que pisou e ultrapassou o risco, mostra que Passos Coelho é o maior perigo que temos neste país ainda democrático. Não se trata de uma voz mas de um coro a carpir por não poder legislar fora do nosso quadro legal. [Read more…]

O governo fora da lei continua a empatar

Onde pára o pseudo-presidente que se define como institucionalista?

A anedota do Key for Schools

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As inteligências do IAVE resolveram abrir um inquérito de opinião ao exame da Cambridge, com a particularidade de qualquer pessoa poder responder, uma ou quantas vezes quiser, tenha ou não alguma relação com o exame. Será que já circulam mails em certos circuitos a apelar a simpáticas contribuições? : -) Quem quiser participar pode ir aqui.

No meio desta incapacidade organizativa, o ministério não faz ideia quando estarão disponíveis os resultados mas, pelo caminho lá lançou umas farpas, como tão bem – isto sim, sabe fazer.
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o mendigo basilius aclarando

têm dúvidas? assim fica claro

têm dúvidas? assim fica claro

Compreendem agora os resultados das europeias?

1. Pouca vergonha. Sim, é o termo correcto. Uma pouca vergonha. Quem? Os partidos do centro. Desde a luta fracticida (literalmente pelo poder) de Costa e Seguro no Partido Socialista Português, passando pelos sucessivos escândalos que tem sido revelados publicamente nas últimas semanas no seio do UMP francês, pelo Hollandismo bacoco, degradante e tremendamente impopular, ou pelo tugúrio vazio de ideias que os Partidos de centro-esquerda europeu estão neste momento a passar. Salve-se Rubalcaba em Espanha e Matteo Renzi em Itália. Reconhecendo o total falhanço da sua liderança, decidiu demitir após mais uma derrota eleitoral do PSOE Espanhol nas europeias.

2. De Costa e Seguro. Não demorou quem, na imprensa, tratasse de publicar peças jornalísticas sobre as várias lutas travadas entre Seguro e Costa durante 30 anos na Juventude Socialista e no Partido Socialista. [Read more…]

Duarte Marques, um rato sem biblioteca

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Anda o bom povo português na reinação com um “texto” desse génio da política portuguesa baptizado Duarte Marques que o Expresso fez o favor de publicar. A leitura, sobretudo do original, coloca a gramática numa situação próxima do suicídio, o que tem causado algum espanto. Não foi o meu caso. Primeiro porque me calhou ouvir uma selecção musical do moço na TSF que era todo um tratado, também de mau gosto. Mas principalmente porque em tempos lhe encontrei este naco:

Duarte Marques, líder da JSD, reconhece que há casos de “carreirismo político” nas “jotas”, mas prefere valorizar a formação política que ali é feita, uma vez que “os ratos de biblioteca não têm sucesso imediato na vida política e pública, porque não lidam com pessoas, expectativas e emoções”. (fonte)

Ora bem, há aqui uma coerência, uma atitude, uma militância, merecedoras sem margem para dúvida de um raticida como tratamento, mas que fazem sentido, temos de convir.

Chumbo

chumbo

Com quantos golpes se faz um canalha?

António José Seguro até pode ser um bom pai de família, um tipo devotado que se dedicou à política em prol do que entende ser o bem de todos (tenho amigos comuns que mo atestam). Politicamente, a partir do minuto 14 desta intervenção (cliquem no play sff) não passa de um reles canalha.

Vejam esta lógica: perdemos votos para pequenos partidos? gente que vota em branco ou no Marinho Pinto, ai foi? reduzam-se os deputados para 180, e os que não votam em nós vão logo ver como elas mordem.

Quando, pela primeira vez, os partidos ditos do arco do poder têm uma votação abaixo dos 2/3 constitucionais, e num cenário em que parece cada vez mais natural um governo desses mesmos três partidos que arrasando a Constituição na prática mude o regime, chega-nos o engenheiro eleitoral. Cedendo a um velho desejo do PSD, limpem-se as pontas, fiquem apenas dois partidos e uma meia-dúzia de representantes do resto, para decorar a sala. [Read more…]

Um concurso de professores que eterniza a injustiça, divide e corrompe

Santana Castilho *

Pouco a pouco, a Educação nacional vai-se transformando num instrumento da tendência totalitária do Governo, cujo objectivo é produzir cidadãos submissos, que cumpram o desiderato da “ausência de alternativa”. Para isso, a política que emana do Ministério da Educação e Ciência tem sido sistematicamente urdida de modo a conduzir a comunidade académica para um reduto de proletários, que apenas lutem pela sobrevivência. Tratando os professores como menores mentais, que gostaria de confinar a um enorme campo de reeducação, Nuno Crato tem-se esforçado por remover a cidadania da Escola e por vestir a todos o colete-de-forças da burocracia burlesca e do centralismo castrante. Para o homem que odeia as ciências da Educação e lhes chama “ciências ocultas” (que de facto o são por referência à ignorância que sobre elas exibe), tudo o que é anterior ao seu iluminismo é lixo não científico, que trata com a angústia persecutória própria de um teocrata que venera a econometria. [Read more…]

Governo apresenta demissão enquanto o PS está de cuecas

E esta gente, que é pouco inteligente mas esperta como um alho, já deu a conhecer a sua narrativa: esticar a corda com os juízes do Tribunal Constitucional, acusá-los de todos os falhanços da sua governação e, em última instância, apresentar a demissão por não ter condições para governar e pedir eleições antecipadas.
Com o PS em guerra interna e sem líder, este é o melhor momento. Ou muito me engano ou teremos novidades antes ainda do Verão.