Concurso dos blogues

O autoproclamado Estado Sentido abandonou o Concurso de Blogues da TVI, em devido tempo, pelo facto de ter sido nomeado para a fase final um site chamado Poupadinhos.
E afinal, depois de tudo ter acabado, foi a melhor decisão. E por isso mesmo são eles, pelo menos para mim, os grandes vencedores desta espécie de concurso.

Blogs do ano

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Termina amanhã a votação do público na primeira edição do concurso “Blogs do ano”, pelo que é uma boa altura para se fazer um balanço, antes de serem conhecidos os respectivos resultados.

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L Mirandés : Ũa Lhéngua Minoritaira An Pertual

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A nossa riqueza cultural, nem sempre reconhecida, e muitas vezes desconhecida pela maioria da população portuguesa, tem, na língua falada e escrita, um lastro civilizacional  universal. Numa época em que a uniformização de tudo está na ordem do dia, temos o dever de salvaguardar a diferença. Falamos da segunda  língua oficial portuguesa, o Mirandês. Língua minoritária, é ignorada, ou melhor, é tolerada pelos sucessivos poderes públicos (com honrosas excepções). É olhada muitas vezes como uma excentricidade  de meia dúzia de habitantes das Terras de Miranda.  Pelo contrário, é algo do qual nos deveríamos orgulhar, respeitar, e divulgar.

Por isso, e chegado o Aventar ao  Concurso de Blogs do Ano, onde disputamos o prémio, apresentamo-nos também em Mirandês. Agradecemos a dois ilustres mirandeses, a Celina Pinto, que nos ligou a esta realidade, e a Alfredo Cameirão, que traduziu a apresentação.

Apresentação do Aventar nas duas línguas oficiais de Portugal, português e mirandês: O Aventar / L Aventar.

Amigos, amigos, postas à parte

Ora vejam lá se não é de subscrever, integralmente, esta “posta dos nossos adversários de momento.” Só por isso já merecem ficar em segundo.

Votai no Aventar, sff.

É só um pequeno lembrete.  Gratias vobis ago.

Precisa-se de blogger da área do PSD

Para relação séria.

socrates

Tempos houve em que a laranja surfava a onda das trapalhadas socráticas, de forma pujante e suportada por uma poderosa máquina que mexia em tudo o que era corner. Cheirava a poder e por todo o lado apareciam apoiantes – alguns até iam a manifestações de professores, esses Mários Nogueiras da desgraça Lusa. Mas conseguiram. Levaram carta a Garcia (como eu gosto destas frases feitas!). E, no Aventar tivemos que ir à luta com um anúncio que ainda hoje é singular.

Conquistaram o poder com os resultados que se conhecem – atingiram todos os seus objectivos, deixando o país muito pior do que aquele que receberam.

Hoje felizmente, Portugal e os portugueses respiram melhor. A Geringonça continua o seu caminho e havendo uma candidatura para uma relação séria com ela, não primarei pela ausência.

Só que, nem tudo são rosas e eu não gosto de ver o sr. Pedro a cair pelo cano e vinha pedir que nos ajudem nesta tarefa nacional. Portugal precisa de alguém que defenda o Pedro e subscreva as tuas propostas para o país. Sim, aquelas que nem ele sabe quais são, mas o Marques Mendes tratará do resto, logo que consiga descer da estrado.

E, se naquele tempo, o anúncio não deu resultado, pensei que estaria na hora de seguir a mesma estratégia, esperando conseguir precisamente o mesmo resultado.

Não é claro o conteúdo funcional da tarefa, mas  pode sempre começar por eleger o Aventar como blogue do ano. Assim, na entrevista a realizar, poderá sempre dizer que ajudou o patrão a subir na vida. Poderia, por exemplo (a ter acontecido) trazer o mail da empresa que serviu para receber as inscrições na Universidade de Verão. Mas, se calhar o seu mail já foi apanhado pelo Carlos Teixeira. [Read more…]

As finais são para se ganhar

Confesso. Gosto de estar na frente.

E, como lei de vida, uma frase que me acompanha desde 1904 – é melhor ganhar do que perder.

Mas, há finais e finais. Uma coisa é jogar com o Rio Ave e outra é receber o Copenhaga, que, depois dos derrotados em Madrid será, manifestamente, a equipa mais forte da champions deste ano.

Só que esta final é para ganhar – nas meias-finais o palco está dividido com outras três equipas, que, de tão óbvias teriam entrada directa no discurso contra os mouros ou, num registo mais intelectual, depois da penhora da sanita, nós só queremos o Lopetegui a arder.

Imaginei, há muitas luas atrás, que o Aventar poderia ser muitas coisas, mas parceiro de finais destes três, nunca… Jamais, em tempo algum.

Poupadinho? TeamLewis?

Mas, têm a certeza que é esta a categoria?

Palpita-me que o autor de tais classificações deverá ter ajudado o Antero Henriques a escolher os reforços azuis ou então escreve os discursos do Bruno de Carvalho. Apostaria nesta última.

Bom, basicamente, ninguém entra em campo para perder – excepto os lesados do NES: Nuno Espírito Santo. Por isso, não tenho intenção de largar o primeiro lugar até ao fim da liga, embora a diferença seja feita pelo treinador e, nessa área, temos nada mais, nada menos do que o special one do superior. Sim, meu caro JJC, nem imaginas como adorei voltar a escrever sobre bola no Aventar. É um gosto tão grande puxar por todo o teu mau feitio, por toda a tua azia nas derrotas que te acompanham. É bom ver-te perder e poder adivinhar que depois da última, outras se seguirão.

Portantus pá, puxa aí da tua caneta e mesmo que possas vir a recorrer à assinatura de qualquer um dos incompetentes escribas azuis que por aqui andam, incluindo os das camadas jovens, nem penses em faltar a esta provocação. Os vermelhos, como bem sabes, querem o acordo em todo o lado. Ou em lado algum. São meninos para exigir que, um dia destes, o JJ faça uma conferência de imprensa em português, imagina tu. Sim, com os vermelhos não podemos contar porque de bola, percebem bola – como o Luis Filipe Vieira, aliás.

Em todo o caso, há por aqui gente azul que, devidamente picada era capaz de nos levar ao título, na tal meia final contra os talões do continente e a startup com putos americanos no cabeçalho. Pancada no adversário sempre foi uma marca da tua escrita – lembras-te daquele dia em que os jogadores do Porto correram atrás de um arbitro? Foi neles que me inspirei para escrever este parágrafo.

Mas, verdadeiramente, o que eu queria escrever é que tenho muitas saudades tuas. E, contigo vamos ganhar!

 

 

Prémios Blogs do Ano – Aventar nomeado para a categoria “Política, Economia & Finanças”


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Votar no Aventar | Conhecer o Aventar

O Aventar foi nomeado para votação no “Prémio Blogs do Ano”, na categoria “Política, Economia & Negócios”.

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Aventar, 7 anos

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Cai neve em Nova Iorque, chove em Aveiro e correm sete anos de Aventar. Nada a ver? Pois claro, porque se fosse a sério faríamos um congresso.

Mesmo assim, há momentos que precisam de seriedade, como numa certa noite de Março de 2009, quando a rotativa do Aventar entrou em movimento. 28,535 posts e 13 milhões de visitas depois, vamos andando por aqui.

Obrigado a quem tem tido a paciência de passar por cá, razão de ser de toda a escrita.
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O papel das regiões, as regiões em papel

Os blogues são filhos do papel. Muitas vezes, filhos do papel de jornal. Mesmo sabendo que as relações entre pais e filhos sofreram mutações, continua a ser de bom-tom ter uma palavra simpática sobre os progenitores e ajudá-los sempre que possível.

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Ode à alegoria

Faço parte de um grupo de amigos que se senta há vários anos na mesma mesa. Os nossos objectivos são nobres: beber uns copos, dizer umas larachas e resolver os problemas do mundo e da humanidade no meio de debates e discussões que, por vezes, fazem com que nos zanguemos e em que, muitas vezes, dizemos coisas surpreendentemente profundas, tendo em conta a nossa reduzida ambição.

No café que frequentamos, há outros clientes que acabam por ouvir o que dizemos, porque, confesso, falamos um bocado alto. De outras mesas chegam-nos, com relativa frequência, vozes simpáticas e, de vez em quando, há um ou outro provocador que passamos a ignorar, porque, já se sabe, pode acontecer que, num estabelecimento como este, haja sempre quem tenha mau vinho ou maus fígados.

Não pertenço a este grupo desde o princípio. Trouxe-me um amigo. Aqui encontrei outros amigos e, desde então, rio-me, zango-me, discuto, provoco, sou provocado e aprendo muito. Sinto-me bem aqui. Foi, aliás, nesta mesma mesa, que atingi vários momentos de realização pessoal, o que diz muito do poder de uma mesa de café ou de um grupo de amigos. [Read more…]

Nova política de comentários – actualização

Há uma semana decidimos que quem comenta no Aventar teria que estar registado e ter sessão iniciada. Optámos por um processo em duas etapas, sendo a primeira delas activar a opção de ter o primeiro comentário autorizado no WordPress e a segunda etapa a obrigatoriedade de ter sessão iniciada num dos serviços WordPress, Facebook, Twitter ou Google+. Era claro que, para controlar o SPAM, seria preciso activar esta segunda opção e este é o momento de o fazer.

Ou não.

Durante esta semana ouvimos os leitores. Sabíamos que era uma opção que não seria do agrado de todos, mas concluímos que também não era do nosso agrado. Nós somos as escolhas que fazemos e escolhemos não mudar por causa do lodo onde um ou outro se sente à vontade. A porta da mudança não está fechada, mas se a reabrirmos, há-de ser por uma razão que mereça a nossa atenção.

Quem quiser comentar continuará a não precisar de fazer registo algum nem de ter um comentário previamente aprovado. Sujeitar-se-á, no entanto, às regras da casa que têm acompanhado a existência do Aventar: netiqueta e gestão de comentários da responsabilidade de cada autor, dentro dessas mesmas regras.

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Nova política de comentários

Desde 2009, o Aventar tem sido um espaço de ampla liberdade. Ao fim de quase 7 anos, temos 120 mil comentários publicados por milhares de leitores, ocasionais ou «permanentes» – os da casa. Ao contrário de outros blogues, os comentários no Aventar não são moderados, ou seja, são publicados imediatamente.
O problema começa quando algumas pessoas não conseguem entender que um espaço de liberdade pressupõe sempre a equivalente dose de responsabilidade naquilo que se publica. Não é por termos liberdade de publicar que vamos desatar a insultar tudo e todos ou alguém em particular. Não é uma situação nova, sempre aconteceu, mas nos últimos tempos tem sido demais.
Para grandes males, grandes remédios. A partir de agora, os comentários continuarão a não ser moderados, mas os utilizadores têm de estar registados e ter sessão iniciada para poderem publicar comentários. Ou seja, quem comenta terá que usar a sua conta wordpress, twitter, facebook ou google para o fazer. O seu primeiro comentário terá que ser aprovado pelo Aventar, mas os seguintes serão publicados automaticamente.
É caso para dizer que por uns pagam todos. Há a esmagadora maioria que comenta normalmente, mas depois há os trolls. Meia dúzia de artistas que inventam um nome tipo «És um porco» e um mail do género «wehgherucnrfhdrcjdrm@gmail.com» e que, a partir daí, proferem os insultos mais soezes sob a capa do anonimato – ah, como é fácil, seus artistas, insultar atrás do teclado. Na vez seguinte, inventarão outro nome e outro mail e por aí fora.
Não vão desaparecer – a obsessão da trollice vai levá-los a criar mails em barda apenas para poderem continuar a actividade – mas vão ter a vida mais difícil. E todos nós, da comunidade Aventar, vamos sentir o ar menos poluído.
Esperamos a vossa compreensão.

Resultados da sondagem Aventar – O que é que Cavaco vai fazer?

sondagem cavaco legislativas 2015

909 votos, com um 51% deles a apontarem para a opção que Cavaco tomou. Foi um bom barómetro.

 

Falar contigo era melhor

Há coisas que acontecem só para que se cumpram profecias.

Hoje na terra dele, Coimbra essa, um grupo de aventadores ponto eu (que bonito escrito assim) juntaram-se para uma homenagem. À tua memória parvalhão. Porque é que o poder de convocatória aumenta com a morte é um mistério insondável para mim.

Nunca tinha estado lá (cá). No aventar quase só naveguei contigo e agora aparece-me mais. Agora que já não estás (será que é por isso?) não há tempo a perder.

Neófito e caloiro. Nas lógicas iniciáticas os que chegam depois ficam sempre à mercê dos circunstantes. Coisas de chegar tarde? O almoço (encontro) foi bonito. Foi não foi? “Para os camaradas e para os outros” repetia  uma voz que amava repetir-se sem saber. E era bela.

Já quase no fim eles chegaram e tiraram-nos fotografias. Como se tivéssemos estado sempre juntos.
– João, foi um belo dia de novembro este. Podias cá ter estado. Não tinhas perdido nada.

Aí do outro lado como é?  Estamos todos curiosos para saber como “te las arreglas sin nosotros”?  Mas deve ser uma grande folia à mesma.

Sabes?… falar de ti tem sido bom. Mas falar contigo era melhor.  [Read more…]

“Até um dia destes, homem bom.”

JJ_Cardoso
Carlos Fonseca no seu Solos sem Ensaio.

Umbiguismo aventar, 6 anos

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2015 já vai a mais de meio, a silly season ainda dura e é moda falar de números. Oportunidade, portanto, para um breve balanço do Aventar. É umbiguismo, sim, mas é também uma forma de dar a conhecer alguns dados que, habitualmente, só estão disponíveis para os autores.

Durante os últimos 5 anos, período para os quais temos estatísticas, tivemos mais de 4.5 milhões de leitores únicos, os quais visitaram cerca de 10.9 milhões de páginas e escreveram  80.579 comentários referentes a 26.478 posts. Ao longo deste período, muitos foram os artigos que atingiram níveis de partilha notáveis, dos quais destacamos alguns mais abaixo.

Mas o Aventar não é só posts.

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Almoço Aventar de aniversário, 2015

Dizem que foi o mais concorrido de sempre. E foi no Porto.

Aventar, seis anos

10,483,539 páginas abertas e 6,966,266 visitantes depois (números sitemeter, ou seja, muito por baixo), com 12163 seguidores no Facebook, o Aventar completou hoje seis aninhos.

Obrigado, caros leitores, por insistirem.

Enquanto estiverem aí, continuamos deste lado.

Aos nossos leitores

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Cinco anos e quase cinco dias depois, voltámos ao mesmo local 007 do crime num almoço de confraternização dos que escrevem o Aventar, aqui erguendo um brinde aos nossos leitores.

Entretanto o próximo repasto ficou conversado para a zona de Évora, falta-nos escolher o restaurante e consultar o regulamento dos serviços prisionais.

No sexto Natal do Aventar…


Desejo a todos, amigos, colegas, leitores, comentadores e coisos, o melhor possível. Feliz Natal.

Cinco Anos Sempre a Dar-lhe


Cinco anos volvidos, continuo a desejar a todos muitos e sonoros.
Banda sonora para comemorar: Orgasm – Come, de Prince.

Aventar, cinco anos

5 anos

O nosso obrigado aos 5 693 255 visitantes mal contados pelo sitemeter, a 30 de Março de 2009 o Aventar expunha ao vento, arejava, segurava pelas ventas, farejava, pressentia, suspeitava e chegava.

 

Almoçaventado

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Venham mais cinco, venham mais cinco. Dez à mesa, à volta dos “ossos”, a caminho de mais um ano de blog. Bom sol condimenta sempre a boa cozinha e hoje está um dia bem soalheiro.
E ao sol estamos tão bem! Acabada a refeição de ossos (salbo seija qu’eu num como dessas cousas), estamos na esplanada do Café Santa Cruz.
Eu ainda propus a Meta dos Leitões, mas como não tem comboio, o Dario não quis.
Sete ilustres cidadãos cumpridores e pagadores de impostos deslocaram-se de Portugal a Coimbra no IC 720. Chegados à tabela, a cidade recebeu-os em ombros e em êxtase…. E depois da doçaria, está na hora de mandar vir uns finos antes que o comboio nos venha recolher.
Uns finos é como quem diz. Há quem ataque uma aguardente, outros um gin, e entre conversas de pé de orelha se fazem cumplicidades ao som de interesses comuns. São sons que se cruzam, entre mistos de fait divers com temas mais profundos, de crenças e filosofias de vida.
Um abraço a quem não pôde vir e outro para os leitores, a razão última de se escrever.

Blasfémias

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Após Rui Albuquerque ter publicado isto no Blasfémias, o conhecido blogue do chamado neoliberalismo português ficou assim:

blasfemias 2Sim, fomos nós. Neo-esquerdista, o Aventar? para a próxima apagamos a base de dados. Haja respeito.

Restaurante com vista

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E no meio de tanta sordidez política e tanta maldade, é bom encontrarmo-nos uns com os outros, abraçarmo-nos e, durante umas horas, percebermos que, como diz a canção, «é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa».
Foi (mais) um excelente almoço do Aventar. Pena nem todos terem podido estar presentes. É que aqui, ao contrário do que acontece noutros locais, quem não vem faz falta.
Num belo restaurante com uma vista fantástica para o Douro. Valbom, Paris e Londres.

Não me apetece

Não me apetece isto. Não me apetece mesmo. Da mesma forma que cumprimentei ao entrar, cumprimento ao sair. Não me apetece. Não me apetece a condescendência, que me irrita tanto. Sou a favor do insulto claro e limpo, do confronto de ideias, da luta das palavras e de tudo o resto, mas não me apetece. [Read more…]

A banalização da fome

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Em 2010 o Arnaldo Antunes, um professor de profissão que vinha aqui desabafar do seu quotidiano profissional, escreveu um artigo intitulado A Fome nas Escolas onde narrava o seu encontro com uma mãe com “2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.

Deve ter sido dos um dos textos mais badalados que se publicaram nesta casa, ele foi pedidos de entrevista, gente voluntariosa pronta para ajudar a família necessitada, um corropio, que de resto assustou o pobre Arnaldo, vidas privadas e vidas profissionais levam-nos ao desabafo mas podem transformar-se em complicação para um funcionário público.

Neste ano da graça de 2013 a Carla Romualdo veio denunciar outras fomes que descobriu num Hospital público e central: [Read more…]

Protegido: Um doente mental

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Ponto final

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© Jorge Colombo (desenhado com um iPhone)

Eu gostava do Aventar, de que era uma leitora assídua antes de começar a colaborar. Gostava deste pluralismo, desta gente toda a escrever em bom Português nesta espécie de jornal onde podia ir seguindo a actualidade, gostava de uma dinâmica pouco habitual nos blogues, das iniciativas cívicas, das traduções feitas da noite para o dia por dezenas de mãos, dos textos do Francisco Miguel Valada, patriota da Língua no exílio, dos do António Fernando Nabais, um professor que podia ser um jornalista, dos da Carla Romualdo, escritora a fazer-se aqui, dos do Carlos Fonseca, e de alguns outros mais.

Gostava mesmo disto, apesar do excesso de opinião levando os estandartes dos interesses próprios (fenómeno que também assola a generalidade das publicações profissionais) e da falta de outras coisas, as que diferenciam um passatempo para solitários com queda para a escrita de um projecto profissional com gente capaz de narrar o Mundo, de pensá-lo e documentá-lo na sua diversidade, e não apenas de se chegar ao computador regularmente para alinhar palavras umas atrás das outras e mandar postas de pescada nr 2 (que são aquelas mais baratas e pequenas) com base naquilo que andou a ler noutros sites e jornais.

Gostava, também, dos tantos leitores que por aqui passam, das audiências estupendas do blogue, um jornalista sem um jornal gosta sempre de saber que é lido. Mesmo que por vezes discordasse de muito do que por aqui se escreve e faz, sentia-me parte disto, e menos sozinha por poder escrever num lugar que me parecia distinguir-se do chamado “jornalismo do cidadão”, designação que pretende fazer de todos jornalistas e/ou cronistas, como se isso fosse possível ou sequer desejável, num mundo em que a liberdade de expressão de cada um para seu lado serve essencialmente para ser uma ilusão mais no vasto leque de actividades de entretenimento e passatempo que a Internet favoreceu.

O que mudam numa sociedade todas essas palavras, muitas vezes nem tanto assim diferentes (na intenção) do que pode ser lido nas caixas de comentários odiosos de toda a parte? Os textos de Joaquim Carlos Santos, o Joshua Palavroso, espelham o pior de tudo isso e têm vindo a fazer do Aventar um lugar impossível de frequentar.