Viram esta carrinha? chamem a polícia

É uma Mercedes Sprinter tem a matrícula 82-13-XH. Foi roubada, o que não seria notícia, mas já o é porque no seu interior estavam todos os instrumentos dos Xutos & Pontapés. Ora roubar os instrumentos aos Xutos, ou o acordeão a um cego, faz parte dos crimes de lesa-majestade em que não me metendo na parte jurídica sou muito solidário na sua recuperação (é suposto que o idiota que gamou nem sonhava com o que lá estava dentro).

Se a localizarem contactem com Roberto Ferreira: 919 192 405.

Já agora, e não resisto, alguém no Público anda a precisar de um mapa de Portugal. Os Xutos iam tocar, ontem a Montemor, sim senhor. Mas Montemaiores em Portugal temos dois: o Velho, e o Novo. Sim, há mundo a norte do Tejo, e estas tolices fazem-me pensar se ter decorado serras, rios e estações de caminho-de-ferro na instrução primária foi uma idiotice tão grande como ainda acho.

gracinha

minha maria da graça

As Três Graças, de Carle Van Loo (1763)

….para Graça Pimentel Lemos…

Todos sabemos que existe, na mitologia grega, três deusas chamadas Graças.

As Graças (Cárites na Mitologia Grega) são as deusas da dança, dos modos e da graça do amor, são seguidoras de Vênus e dançarinas do Olimpo.

Apesar de pouco relevantes na mitologia greco-romana, a partir do Renascimento as Graças se tornaram símbolo da idílica harmonia do mundo clássico.

Graças, nome latino das Cárites gregas, eram as deusas da fertilidade, do encantamento, da beleza e da amizade. Ao que parece seu culto se iniciou na Beócia, onde eram consideradas deusas da vegetação. O nome de cada uma delas varia nas diferentes lendas. Na Ilíada de Homero aparece uma só Cárite, esposa do deus Hefesto.

Este meu saber sobre os mitos gregos, adquirido aos sete anos de idade, estava baseado nos originais em língua inglesa, nos escritos de Homero, citado antes, e em Flávio Josefo.

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Zooey Deschanel

UMA VOZ FANTÁSTICA

Esta senhora é a irmã da “Bones”

Homenagem a Guilhermina Suggia

Hoje completa-se o 60.º aniversário da morte de Guilhermina Suggia (faleceu a 30 de Julho de 1950). Nascida no Porto ainda no decurso do século XIX, 27 de Junho de 1885, a talentosa Suggia, aos 13 anos, era a violoncelista principal da Orquestra da Cidade do Porto. As suas actuações em público tinham sido, porém, iniciadas com 7 anos de idade.

Com a ajuda abnegada do pai, igualmente violoncelista, e da irmã Virgínia, pianista, o talento de Guilhermina Sofia removeu obstáculos e preconceitos, hoje dificilmente entendíveis – o facto de pertencer ao sexo feminino dificultou-lhe muito o ingresso e progresso na carreira. Todavia, apenas com 17 anos e como solista, integrou a orquestra alemã Gewandaus em 1903.

Dos relatos históricos, consta que era artista muito determinada. Guilhermina Suggia trabalhava pelo menos cinco horas diárias, na incessante busca da perfeição e de saberes. Conseguiu vencer e ser a primeira mulher solista de violoncelo, a nível mundial.

Ontem, a Antena 2 prestou-lhe merecida homenagem, a que singelamente me associo. O som quente e intimista do violoncelo é, para mim, um dos odores musicais de enorme prazer inebriante. Adoraria ouvir Guilhermina Suggia, ao vivo. Impossível, como muitos outros desejos e sonhos.

“Um pedaço de mau caminho…”

Hesitei. Hesitei bastante, mas decidi ser atrevido. Fui ao blogue de Rita Ferro e zás; já cá canta.

Fi-lo em nome do bem comum. Em especial, dos nortenhos ferrenhos que se desunham a incriminar a capital do abuso de privilégios. Eu e todos os lisboetas vivos não temos culpa que a norueguesa Caroline Dawson tenha preferido Lisboa para actuar.

O espectáculo será a 5 de Agosto na ‘Fábrica de Braço de Prata’. Dantes era conhecida pela ‘Fábrica do Material de Guerra’. Só que, de volta e meia, a guerra de hoje é outra. Desta vez, será a da sensualidade e de outros sentimentos e desejos que deixo à vossa imaginação.

Apontem ao ‘Alfa’ ou à ‘A1’ e venham por aí abaixo. Por mim, estão convidados para o espectáculo.

Como andamos às voltas com acordo ortográfico, resolvi escolher para título uma expressão idiomática brasileira: “um pedaço de mau caminho…”.

 

Barclay James Harvest em Vila Nova de Gaia

Por esta não esperava eu, Barclay James Harvest nas arribas de Gaia. É hoje às 22h, oferta gentil da autarquia. Eu vou de metro.

A Cultura Andalusa

O Al-Andalus foi um espaço de convivência de povos e identidades, onde nasceu, desenvolveu-se e se afirmou uma cultura própria.

Resultado da influência da cultura Oriental, trazida no século VIII pelos Árabes do Médio Oriente, aliada à cultura Berbere, inicialmente do Rif e do Médio e Alto Atlas, e posteriormente Sub-Sahariana, cruzada com a cultura dos Hispano-Romanos, Hispano-Godos e dos Judeus, alimentada por trocas e experiências de séculos de contacto entre o Al-Andalus e o Magrebe, regressa ao Norte de África em três grandes vagas, nos séculos XIII, XV e XVII.

Essa cultura está viva, faz parte da identidade de Países como Marrocos, Argélia e Tunísia e tem um nome _ Cultura Andalusa.

Estima-se que só no Reino de Marrocos vivam cinco milhões de descendentes dos Árabes Andaluses que levaram consigo a Cultura Andalusa e a perpetuaram até aos nossos dias.

Influenciou decisivamente a própria identidade cultural das duas Nações Ibéricas em aspectos tão variados como a língua, a música, a arte, a arquitectura, os usos e costumes, as ciências, o pensamento.

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E viva! a ditadura! do popletariado!!!

Pop Dell’Arte regressa ao combate. A melhor banda pop, e portuguesa, de sempre demonstra que ao contrário da palavra nunca a palavra sempre é aceitável.

Todos  selvagem e chicamente para a rua a ouvir isto, já!

Wild’n’Chic!!!

Ide, e escutai camaradas!  A música a quem nos trabalha!!!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Ref: E se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

Mas se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

Mas se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Mas se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.

Domingo…

A mentirinha deprimente do costume

Chico Burque desmentiu: foi Sócrates que manifestou vontade em o conhecer, razão porque o recebeu em sua casa.

Não é bem a mesma coisa que a peta posta a circular por aqui: teria sido o cantor a pedir esse encontro.

Nada de novo na rotina habitual: mentiras e aproveitamentos. Já estamos tão habituados que nem estranhamos. Só que Chico Buarque da Holanda não se chama Luís Figo.

era uma vez um rapaz…

Papageno e Pagena, personagens de Mozart que alegraram a minha infância

Era uma vez um rapaz que não conseguia dormir. Ainda bebé e depois da mamada, dormir não conseguia. A fada madrinha do rapaz, de nome Carolina [1], porque todos os pequenos têm fada madrinha para viverem calmos e sem medo, sussurrou no ouvido da mãe do rapaz: “toca Mozart [2] na viola ou no piano e vais ver o que acontece”. O encantamento da fada madrinha foi forte: mal o rapaz ouvia essa música, adormecia. Foi… o toque mágico. A seguir à mamada, tocar Mozart era parte do alimento: comida para o corpo e música para a alma. A canção tocada, sempre a mesma, repetitiva, essa música das Campainhas Mágicas para xilofone, que adormecia o bebé, ou a canção da Mãe Lua ou Rainha da Noite, convertida para piano. O rapaz cresceu, a música não era suficiente, queria saber porque Papageno, se era caçador de pássaros, tocava uma música, e a Fada Madrinha respondia: “para os atrair e caçá-los, menino! E a primeira caçada foi uma senhora pássaro, disfarçada de velha, mas que passara a ser uma linda catatua que encantou o caçador, e tiveram muitos filhos, todos eles passarinhos…e o conto para embalar ia ficando por esses trilhos, porque o rapaz adormecia. As crianças ficavam admiradas e gostavam de ouvir essa música para adormecer. Os contos de embalar têm essa magia, são… peganhentos… imitados. O melhor remédio dos pais é saber qual a varinha mágica que coloca os pequenos a dormir a noite toda. O rapaz do meu conto, até ao dia de hoje, precisa da sua música para adormecer, tal como estes mais novos, os seus descendentes que ouviam a história narrada todas as noites, queriam ouvi-la mais uma vez. Particularmente pela habilidade do pai em a mudar sempre, para as entreter melhor. Rapaz que, ainda em pequeno, aprendeu a ler sem dar por isso, no colo do pai, enquanto este lia um livro, ele espreitava as letras, letras que aprendeu com a mãe e professora em casa, porque, minhas crianças, o rapaz tinha uma manha: adorava ficar com a família, ler e ouvir a sua música. Escola? Nem por isso, havia muita miudagem em casa, mais não Os doutores das letras permitiam, apenas, estudar em casa até os 11 anos. Depois disso, o rapaz da história ao dar-se com outros, adorou. Não sabia o bom que era estar com amigos. Esse rapaz cresceu, as asas do saber apareceram nos seus ombros, ganhou prémios, o que as crianças do rapaz adoravam ouvir, era tão fácil e não esse pandemónio que os descendentes do rapaz tinham que atravessar todos os dias. Essas crianças adoravam a fada madrinha do rapaz e queriam ter uma, e o rapaz pai dessas crianças, de imediato lhes emprestou a fada madrinha

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Quim Barreiros

Quando os movimentos LGBT copiam os movimentos religiosos…

Rápidas melhoras

Boa madrugada…

Ian Curtis – Joy Division

Votar favoravelmente a moção de censura a um governo que manifestamente é incapaz, parte do problema e que agrava a situação, seria o mínimo exigível. Se há justificação para medidas de emergência seria a rápida alteração da legislação eleitoral de forma a que as eleições possam ser convocadas e realizadas num espaço de 30 dias.

Recordo, neste dia de memória, algo genial:

Ian Curtis, os suicidas têm sempre razão

Ian Curtis: Trafford, 15 de julho de 1956 — Macclesfield, 18 de maio de 1980

Joy Division – Atmosphere

a sua

Música para o Papa # 2

Papa Ratzi

Lady Gaga empresta a voz e o talento ao hino oficioso de Papa Ratzi.Nunca a visita de um chefe de Estado me custou tanto dinheiro. Amen.

Música para o Papa # 1

Não há 2 sem 3, eFes

Amália Rodrigues – Tudo isto é fado.

Na noite da música

No sofrimento da noite da música enrosquei meus ramos de árvore seca no sono do teu regaço, nascido de um tempo sem tempo, tão perto e tão distante do peito amante na hora do desejo.

Por dentro da noite fechada e muda, aberta a sonhos que desmoronam tectos e paredes, de que servem rostos sem palavras, e o fruto maduro dos teus lábios caído na noite deserta?

Que amor de liberdade, que liberdade de amor, se todos os caminhos não passam de caminho sem regresso?

Metamorfoses de paz e desejo apenas multiplicam falsificações eróticas em urdidura de novela.

A força do piano de Pletnev acordou-me. Não há “interrupted dreams” dentro de mim, pois já não crescem “dreams” no meu jardim.

Teu sorriso de vento forte que ainda me ergue das águas fundas num impulso de mil ventos, já não abre a todo o pano as velas do meu barco, perdido no mar, muito longe de voltar.

Lena Horne (1917-2010)

Morreu Lena Horne, a grande cantora americana. Foi a primeira mulher negra a assinar um contrato com uma grande produtora cinematográfica e foi também uma activista dos direitos civis. Na década de 1970 afastou-se dos palcos, após uma série de tragédias pessoais, e só retornaria em 1981, com um espectáculo na Broadway, que esteve em cena durante mais de um ano e se tornaria a sua consagração.

Chamavam-lhe a “Cinderela Negra”, por ter vencido os estereótipos que condenavam as actrizes negras a papéis de criada. “Stormy weather”, clássico do cancioneiro americano, gravado por tantas e tantas vozes, não deixou de ser seu, apesar das outras ilustres versões.

maçãs, bravas, esmolfe

Velha-a-Branca Lip Dub

Dos arredores da grande e betonada terceira cidade portuguesa, envio um abraço fraterno e amigo aos heróis invictos do Estaleiro Cultural Velha-a-Branca. No vídeo, perdoem-me o reparo, só faltou mesmo Mesquita Machado, o nosso Querido Líder desde 1976, dava um ar edificativo e democrático à construção. É a minha opinião.

Capitão da Areia #2:

A cidade de Vila Real ficava aos poucos para trás. Estava a subir o Marão por entre curvas de asfalto enganador que o túnel nunca mais está pronto nem construída a prometida auto-estrada. A noite estava escura como breu.

No esforçado automóvel estava a “patroa” a dormir e a minha criança lá mais atrás ensonada. Pensava eu. Pelas colunas ecoava “Capitão da Areia”. Baixinho, eu respeito o sono dos outros. Nestas coisas de viajar com filhos folgam os pulmões e prejudica-se a Tabaqueira Nacional e o Ministério das Finanças. De repente, ouço a minha Mafalda:

O Super-homem está a caminho,

Traz o Panda e o Soldadinho,

Fecha os olhos e verás.

Às vezes

Há dragões que têm medo

E é esse o seu segredo,

Cuidado!

Vivem debaixo da cama,

Brincam com o Homem-aranha,

Vais levá-los no teu sono”.

Um dueto imprevisto com o Pedro Abrunhosa! A minha mulher já me tinha dito que desconfiava que o PA tinha escrito esta letra para os filhos. Sinceramente, não sei nem faço a mínima ideia. Já não vou a nenhum consultório há tempo suficiente para não estar actualizado. Só sei que a minha, com tão só seis anos, já sabe de cor a letra de “Capitão da Areia”.

O Marão começou a ficar para trás e aqueles pontinhos de luz ali indicam que Amarante está perto e a A4 aproxima-se. O regresso ao Porto com um dueto surpreendente. Eu amo esta cidade.

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Sonic Youth no Porto

Acabou há pouco mais de uma hora o concerto dos Sonic Youth no Porto.
Foi um concerto cheio de energia, ou pelo menos com energia suficiente para deixar de rastos um trintão como eu.

O bilhete dizia que o concerto começava às 21.00 mas a essa hora estava eu a vê-los sair do Abadia por isso fui com calma para o Coliseu.

Foram quase duas horas de profissionalismo com muitas musicas do ultimo álbum e algumas passagens por outros mais antigos como daydream nation, e experimental jet set and no star.

Muita energia mesmo. A única palavra que encontro para descrever é mesmo Raw Power… com um final apoteótico com Thurston Moore a entrar quase pela plateia, por esta altura deve estar muita gente a dizer que também nunca mais vai lavar o braço outra vez.

O concerto acabou a “horinhas” decentes ainda a tempo para um copo na baixa do Porto.

Recuperar a memória

Documentário sobre o concerto de homenagem aos republicanos, que juntou em Rivas Vaciamadrid, 800 ex-combatientes, exiliados, orfãos da guerra, presos políticos, etc.

Lembrando os que defenderam a legalidade republicana, e foram vítimas de um dos maiores massacres fascistas do séc. XX. Apontando o dedo aos que continuam a tentar que o esquecimento apague os seus crimes.

O primeiro vídeo traz-nos  a belíssima actuação de Bebe, que abriu esta homenagem.

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Faltam 17 dias para a visita do Papa a Portugal

E eu, esquecendo deliberadamente milhões de católicos deste país, associo-me a esse lamentável episódio da história deste charco.

«Tarde de chuva, a península inteira a chorar
Entro numa igreja fria com um círio cintilante
Sentada, imóvel, fumando em frente ao altar
Silhueta, esboço, a esfinge de um anjo fumegante

Há em mim um profano desejo a crescer
Sinto a língua morta e o latim vai mudar
Os santos do altar devem tentar compreender
O que ela faz aqui fumando
Estará a meditar?

Ai, ui, atirem-me água benta
Ajoelho-me, benzo-me, arrependo-me, esconjuro-a
Atirem-me água fria
Por ela assalto a caixa de esmolas
Atirem-me água benta
Com ela eu desço ao inferno de Dante
Atirem-me água fria

Ai, ui, atirem-me água benta
Por parecer latina suponho que o nome dela
É Maria
É casta, eu sei, se é virgem ou não depende
Da nossa fantasia.»

Video Maria, dos GNR, esteve durante muitos anos (não sei se ainda está) na lista de músicas proibidas da Rádio Renascença – Emissora Católica Portuguesa.

The Offshores, California Sun – Vídeo

Já aqui falei dos The Offshores. Pois bem, apresento hoje o “Live Promo Vídeo” de California Sun, uma das faixas do album que os Offshores estão a preparar. Oiçam agora, se querem ser dos primeiros, daqui a pouco tempo estas canções andarão aí a circular. Depois, podem sempre dizer aos vossos amigos que as ouviram em primeira mão no Aventar. Ou na novíssima página deles no Facebook.