E agora, André Ventura?

Foto via Facebook SL Benfica

Vais ficar do lado do Benfica, ou do lado do teu eleitorado homofóbico? Vais continuar a tomar o partido do bandido, com mais um dos teus truques de contorcionismo, ou vais alinhar no histerismo farsola que sempre te caracteriza nestas situações? Em suma, o que pesa mais na tua agenda? O Benfica, que te permitiu chegar onde chegaste, ou o extrema-direita, que permitirá manter viva a ilusão de que alguma vez serás mais que um Salvini da loja dos chineses? E agora, Ventura?

A continuar assim, qualquer dia acordamos mesmo em Gilead

No mesmo dia em que a Hungria recebeu Portugal para o jogo inaugural do Grupo F do Euro 2020, o governo de Viktor Orban fez aprovar legislação que proíbe a “promoção” da homossexualidade junto de menores de 18 anos, e a “representação” da homossexualidade e da transexualidade em espaços públicos, no âmbito de um conjunto mais alargado de medidas, alegadamente orientadas para a protecção de menores e para o combate à pedofilia. Entre as medidas, filmes como o Diário de Bridget Jones e a saga Harry Potter serão proibidos a menores de 18 anos, por conterem menções à homossexualidade. O Harry Potter, então, é todo um tratado de ideologia de género. Wingardium LGBT.

Não é preciso ser um rocket scientist para perceber o que está aqui em causa. E o que está em causa é um novo ataque do governo húngaro aos direitos, liberdades e garantias de determinados cidadãos, em função da sua orientação sexual, para assim oprimir e segregar ainda mais estas pessoas, sob o falso pretexto da protecção de menores, demonizando a comunidade através da associação à pedofilia, sem qualquer tipo de fundamento, e tudo isto perante o silêncio cobarde/cúmplice (escolher uma, ou ambas) de uma União Europeia incapaz de fazer cumprir a sua Carta dos Direitos Fundamentais, que proíbe qualquer discriminação com base na orientação sexual. Sempre muito poderoso lobby, o LGBT!

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A homofobia não tem ideologia, mas…

Assinala-se hoje o Dia Internacional contra a Homofobia. Um dia que nos recorda a todos o muito que há a fazer para combater a incivilidade, o preconceito e a crueldade, neste país em que os brandos costumes continuam a esconder níveis elevadíssimos de machismo, homofobia e perseguição, que começam em casa, se estendem à vida escolar e vivem instalados em alguma comunicação social, em alguns partidos políticos e numa série de instituições, publicas e privadas, onde a mentalidade retrógrada impera.

Não gosto de colocar a questão da homofobia em termos de esquerda e direita, por se tratar não de uma questão político-ideológica, mas de decência e humanidade. Contudo, é evidente que, num país em que a direita está cada vez mais refém do passado e de um conservadorismo bacoco e não raras vezes extremista, a luta pelos direitos da comunidade LGBT continua entregue e dependente da esquerda, que não é responsável pela aparente demissão da direita destas questões, excepção feita à Iniciativa Liberal.

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Como tramar hipócritas, homofóbicos e palermas, por Adolfo Mesquita Nunes

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Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens@JN

À parte do mau estar que a revelação causou entre a ala salazarista e ultraconservadora do CDS-PP, para não falar nos seus aliados naturais como a Igreja Católica ou a Opus Dei, a saída do armário de Adolfo Mesquita Nunes, um dos mais promissores e competentes quadros dos democratas-cristãos, deixou uma série de conhecidos hipócritas, homofóbicos e palermas muito atrapalhados. E isso é sempre bonito de se ver.

Quem se lembra da entrevista da secretária de Estado Graça Fonseca, que em Agosto passado assumiu a sua homossexualidade numa entrevista ao Diário de Notícias? Lembram-se das reacções reaccionárias dos paladinos da moral, dos bons costumes e do conservadorismo labrego? Não? Pesquisem no Google, visitem os blogues e os pseudo-jornais da nossa alt-right ou procurem na sarjeta do neofascismo lusitano e rapidamente encontrarão a resposta. [Read more…]

Desculpem lá, Mas, Sou Só eu, ou Há por aí Mais Quem Não Entenda?

RENATO SEABRA CONFESSOU O CRIME
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Estava a fazer um esforço para não comentar a notícia da morte de Carlos Castro. Toda a gente e mais alguma entendeu ter alguma coisa a dizer sobre o assunto. Uns a falar da vida que Castro escolheu, outros a falar da vida que Renato abraçou, muitos a falar da violência e outros tantos a tentar branquear o que foi feito. Muitos também a dizer asneiras em cima de asneiras sem ter em conta os familiares dos envolvidos.
Mas acabei por não resistir ao ler que  a morte de Carlos Castro mais não era que um crime de violência doméstica e mais nada. Não percebi. Não deveriam estes senhores e senhoras levantarem-se e gritarem a uma só voz a sua revolta? Fiquei a saber que esta morte não abalou o mundo LGBT. Para o presidente da Opus Gay, António Serzedelo, “Carlos Castro terá sido unicamente vítima de violência doméstica”, algo que “infelizmente” também acontece entre casais “heterossexuais”. [Read more…]

Quim Barreiros

Quando os movimentos LGBT copiam os movimentos religiosos…

Deixem-se de mariquices, e tratem mas é das coisas sérias

Em relação à instituição casamento estou de acordo com o Ricardo Teixeira: “Não consigo deixar de olhar para o casamento como o mais balofo património da heterosexualidade e o mais tolo acto de sexismo militante.”

Em relação ao casamento gay estou-me igualmente nas tintas. Acompanhei no seu início alguns dos primeiros movimentos de defesa dos homossexuais enquanto absoluta minoria, humilhada, perseguida, causa com que evidentemente estou. Agora há prioridades e patitices. Prioridade é por exemplo isto:

Gays, travestis e transexuais condenados à prisão em Belo Horizonte ganharam uma ala especial na penitenciária masculina de São Joaquim de Bicas. Aberta há um mês, a ala permite, por exemplo, que as travestis e as transexuais mantenham os cabelos compridos, o que não podia ser feito em presídios comuns. A ala ainda está em fase experimental e já conta com 37 presos. Além de valorizar a autoestima dos presos, a ala também prevê a diminuição da violência e a preservação da saúde, já que os homossexuais são as principais vítimas sexuais das prisões.

Sucede que nestas causas também há classes. E os movimentos LGBT não parecem estar preocupados com o que se passa nas penitenciárias, lugar por excelência onde vai parar o pobre (e aliás os pobres mesmo pobres,não se casam, que custa dinheiro, juntam-se). Ainda me desperta uma vaga solidariedade contra a estupidez humana a entrada em cena da ICAR e demais reaccionários defendendo a família, dizem eles, como se esta fosse una, a tradição como se o casamento de hoje tivesse alguma semelhança com o de há 50 anos, no seu eterno absolutismo somado à abelhuda mania de meter o nariz  no sexo dos outros. Só por isso se houver referendo como pelos vistos vai haver ainda sou capaz de ir votar. Só para chatear, que bem o merecem. E sinceramente, por muito que isso me estranhe, estou com estas cavacais declarações:

Interrogado se, então, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é para si uma prioridade, o Presidente da República reiterou que é com os «quinhentos e muitos mil» desempregados que está preocupado.

Com esses e com os que são enxovalhados por conta da sua opção sexual também, mas isso já não se pode pedir ao homem que vai receber o Papa na condição de Presidente da República crente.