A verdade (III)

O título deste artigo poderia igualmente ter sido no sentido oposto. Por exemplo “Médicos defendem não existir evidências científicas para recomendar vacinas aos menores saudáveis.”

Além do presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica, bastaria ter também pedido um depoimento ao pediatra Olavo Gonçalves para que houvesse igual número à favor e contra.

Foi uma opção. Da série «A verdade? Primeiro vem o que as pessoas querem ouvir, depois o que elas acreditam e a seguir tudo o resto. Só depois vem a verdade.»

O sonho húmido de António Costa

Fonte: Pordata

Dispunha-me a procurar exemplos das maldades feitas aos portugueses em governos de maiorias absolutas quando António Costa, com palavras de 2019, me poupou a esse trabalho.

«Eu não tenho dúvidas nenhumas que os portugueses não gostam de maiorias absolutas e têm más memórias das maiorias absolutas, seja do PSD, seja do PS.» António Costa, 2019-08-28

Agora feito cínico, pede uma maioria absoluta com todos os dentes. Justifica-se dizendo «quem acredita que com o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa uma maioria do PS podia pisar a linha?»

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A verdade (II)

A Agência Europeia do Medicamento emitiu um comunicado onde afirma que há «evidências crescentes» indicando que as vacinas mRNA para a COVID  não causam complicações às grávidas nem aos bebés. E que os resultados «parecem» ser consistentes entre diversos estudos. E, ainda, que as evidências no terreno «sugerem» que o benefício supera o risco.

O PÚBLICO, outros órgãos de comunicação social (p.ex. Observador, Expresso, etc.) e partidos políticos (p.ex. Bloco de Esquerda) citam esse comunicado em termos tais como «Vacinas mRNA não causam complicações durante a gravidez, garante EMA» (PÚBLICO).

Por outro lado, há órgãos de comunicação social que transmitem parcialmente o nível de incerteza presente no comunicado da EMA (p.ex. JN, que hesita entre um título em linha com o artigo original e um texto mais cheio de certezas).

Há um passo de fé entre a declaração da EMA e a comunicação social que transformou a possibilidade numa certeza. A relevância do facto está, obviamente, no acto de transformação da mensagem e não no respectivo conteúdo.

 
Da série «A verdade? Primeiro vem o que as pessoas querem ouvir, depois o que elas acreditam e a seguir tudo o resto. Só depois vem a verdade.»

Omeletes sem ovos

Lê-se no Público que «Liberais foram ao hospital de Loures alertar que fim da PPP é um “erro”». Afirmam que na PPP do Hospital Beatriz Ângelo se consegue fazer omeletes sem ovos – assim se depreende do seu discurso. E ainda sobram ovos, que não existem, para o lucro do privado que gere a PPP. Depois admiram-se que lhes chamem a Ilusão Liberal.

[Imagem de Manfred Antranias Zimmer por Pixabay]

A verdade

Num filme que vi há tempos, cujo nome me esqueci, uma das personagens dissertava sobre a verdade, em resposta a outra que dizia «o importante é a verdade».

«A verdade? Primeiro vem o que as pessoas querem ouvir, depois o que elas acreditam e a seguir tudo o resto. Só depois vem a verdade.»

Um aforismo que me parece um truísmo, assim me parece ouvir alguém dizer e, creio, com muita razão, não fosse o restante contexto. Comece-se a aplicá-lo aos temas do dia-a-dia, à escolha do leitor, para o confirmar.

Telescópio Espacial James Webb completamente instalado


O segmento final do espelho principal desdobrou-se hoje pouco antes 15h30, completado o longo e complexo processo de tomar a sua forma final.

A credibilidade do mensageiro

Este gráfico mostra muitas coisas.

Mostra que a Hungria tem 18 mortos diários por milhão de habitantes. Também mostra que a taxa de vacinação neste país é 60%. Mostra que os correspondentes números para Portugal são aproximadamente 1 e 85%. Ilustra também que há um bom leque de países com a mesma mortalidade de Portugal, ou mais baixa, até, e com taxas de vacinação bastante inferiores. Em França, por exemplo, a mortalidade é práticamente nula, para uma taxa de vacinação de 70%. Ou no Chipre, com 60% da população vacinada, a mortalidade é aproximadamente a mesma de Portugal. Ou mais baixa, se quisermos ser picuinhas.

O gráfico mostra muitas coisas. Mas não mostra uma correlação entre taxa de vacinação e mortes, tal como é dito nas entrelinhas da legenda. Pelo contrário, todos aqueles países, como Chipre, França, Suécia, Itália, Espanha, Islândia e Malta, mostram a inexistência dessa correlação. Se a correlação existe ou não é outra discussão. Mas o exemplo escolhido para ilustrar a sua existência é anedótico.

Não pretendo afirmar que a vacina é inútil mas sim realçar que a falta de rigor e manipulação contagia a credibilidade do que seja factual. Tal como a arbitrariedade das opções políticas, a mentira mediática quebra a confiança depositada na mensageiro. De cada vez que ouço um Frois ou leio os Expressos da nossa comunicação social, pergunto-me de quem é mão que está a segurar os fios.

Este péssimo exemplo de jornalismo é de um artigo publicado na edição impressa do Expresso deste sábado. As linhas laranja e verde foram adicionadas por mim.

A cobardia do ministro Eduardo Cabrita

A culpa é do motorista.

Notícia: PÚBLICO

A culpa não é da prática habitual dos carros do governo andarem sistematicamente em excesso de velocidade, tal como demonstrou a reportagem da SIC.

Sobra Eduardo Cabrita, o ministro que se escondeu por trás do motorista, não se demitiu quando a responsabilidade política é dele e deixou o motorista arcar com a culpa. Mais cobardia do que isto é difícil.

Serviço do certificado digital covid em baixo


O acesso ao certificado digital covid através da app SNS24 não funciona há mais de 4 horas (última tentativa às 14h). Como diria Marta Temido,  precisa-se de serviços mais resilientes, especialmente quando são transformados em peças críticas da sociedade.

Adenda: situação também relatada pelo JN. Aparentemente, os problemas de acesso ocorreram também em Julho, quando o serviço foi lançado. Repetição, portanto, do cenário de amadorismo tecnológico – lembremo-nos de episódios tais como o acesso ao número de eleitor, citius e demais serviços que rebentam perante um pico de utilização.

Sobre os testes obrigatórios nos restaurantes e noutros locais

Perante o regresso ao estado de calamidade a partir de quarta-feira, o acesso a restaurantes estará condicionado à apresentação do certificado digital Covid-19, que comprove a vacinação completa ou um teste negativo, mas cafés, pastelarias, snack-bares e esplanadas não são abrangidos pela medida. [ECO]

Hoje vou jantar fora, pelo que realizei um teste covid numa farmácia. Irei estar com outras pessoas, a grande maioria vacinados. Todos teremos um certificado válido para podermos estar no restaurante, uns porque realizaram o teste, outros porque estão vacinados.

Como se sabe, estar vacinado não impede que se seja portador do vírus. Portanto, apenas os testados poderão estar certos de não estarem a contribuir para que a doença se espalhe.

Que objectivo se pretende atingir com esta medida? Contenção do vírus não será, já que isso implicaria que todos se testassem. Garantir a protecção dos que não estão vacinados (crianças e outros) também não, pois os vacinados poderão ser portadores do vírus. Resta a medida política. Essencialmente, a continuação da narrativa propagandista a que temos assistido.

Passado todo este tempo, continuamos a assistir à implementação de medidas arbitrárias. E é este arbítrio que lança dúvidas sobre as medidas realmente importantes que são, também, tomadas.

Tomar os portugueses por tolos nunca foi boa opção. O governo, ao o fazer, descredibiliza-se a si mesmo, mina a confiança dos portugueses em relação ao Estado e dá argumentos às alas radicais da sociedade.

Variantes Covid e a histeria ómicron

Cópia da Wikipedia em 28/11/2021 (clique na imagem para aumentar)

Um novo surto ameaça voltar a limitar as nossas vidas. Refiro-me à histeria à volta da nova variante ómicron, numa altura em que a euforia de Setembro foi substituída por um estado de calamidade.

Do dia da libertação ao dia do confinamento em cerca de três meses. Houve algo novo que justifique a inversão de marcha?

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O turbilhão educativo

No país onde os governantes adoram justificarem-se com o que se faz lá fora, seria óptimo se olhassem para este exemplo da California.

Every eight years, a group of educators comes together to update the state’s math curriculum framework. (…)
Its designers are revising it now [uma alteração curricular] and will subject it to 60 more days of public review. [Slash[dot]

Repare-se no detalhe da revisão apenas a cada oito anos e com consulta pública, comparando-se com o hábito nacional das alterações educativas anuais (curriculares e outras), feitas em cima do joelho e em modo prepotente.

Negacionismo

da Grande Mentira. Basta seguir a argumentação de geometria variável.

Concorda?

Alguém perguntou alguma coisa ao cavalheiro que falou em nome da dita associação? Será que os “diretores” se reuniram em plenário para decidir sobre o tema? E terão feito um curso intensivo de virologia para emitir opinião? Talvez o tenham feito ao mesmo tempo que Marcelo, nesse lugar onde a grande maioria dos portugueses também o fez.

A lógica da batata austríaca

A Áustria iniciou esta terça-feira o segundo dia de um confinamento que durará duas semanas e que tem como objectivo conter o aumento de casos de covid-19. O país tinha decretado um confinamento para quem não estava vacinado, o que tinha já levado a um aumento maciço de pessoas nos centros de vacinação. Mas o chanceler, Alexander Schallenberg, disse que não chegou. “As medidas mais recentes aumentaram a vacinação diária, mas não o suficiente.” [PÚBLICO]

Portanto, não vacinados não podiam circular para não infectar. Sobraram os vacinados à solta mas o contágio não parou. Conclui-se uma de duas coisas. Ou a polícia austríaca é ineficaz a controlar os não vacinados e estes continuaram a sair de casa ou os vacinados transmitem a doença e a perseguição aos não vacinados é parva.

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A imunidade do milhão de portugueses recuperados da covid

Fonte: The Lancet

A parte sublinhada diz uma coisa muito simples: “vários estudos epidemiológicos e clínicos, incluindo estudos durante o período recente de transmissão de variante predominantemente delta (B.1.617.2), descobriram que o risco de repetição da infecção por SARS-CoV-2 diminuiu em 80,5-100% entre aqueles que tiveram COVID-19 anteriormente”.

Dito de outra forma, recuperar da infecção é mais eficaz do que ser vacinado. Segundo o PÚBLICO, há cerca de 1 milhão de recuperados da Covid-19. 10% da população.  Dado que esta perspectiva não é notícia habitual (aliás, é notícia?) e nem parece ser considerada nos planos da DGS (recuperados só têm direito a certificado até 180 dias depois da infecção), a questão óbvia é até quando a DGS vai manter a cabeça de avestruz enterrada na areia.

Talvez se possa pedir a opinião do consultor da Direcção-Geral da Saúde, coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos, membro do Conselho Nacional de Saúde Pública e conferencista financiado pela Pfizer.

 

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Marcelo a fazer o jogo do PS

A máquina socialista montou o spin, a comunicação social amplificou e o Presidente da República oficializou: não houve orçamento por causa do PCP e do Bloco.

Porém, não houve orçamento porque António Costa colocou à frente o seu interesse pessoal, e por ventura do PS, em vez do interesse do País.

Em orçamentos anteriores, a negociação nunca foi um problema. Até porque muitas medidas foram orçamentadas e depois congeladas devido às cativações.

Porque é que Costa não fez agora o mesmo? O que é que mudou? PSD e CDS em cacos, Chega a crescer e PCP e Bloco em queda.

O que mudou foi a leitura calculista de Costa. Que Marcelo acabou de subscrever. Miséria política!

Seis meses sem democracia para pôr tudo na ordem, em versão fast forward

 

Imagem: DN

Leio estupefacto que, durante não se sabe quanto tempo, Marcelo-Rei-Sol será o único a fiscalizar a acção governativa do governo desautorizado.

Com a anunciada dissolução do Parlamento, todos os caminhos políticos dos próximos meses passam por Belém. Marcelo fica sozinho na vigilância do sistema político: o Presidente passa a ser a única instância de controlo do poder legislativo e político do Governo, passa a ter a última palavra nos diplomas que ainda possam sair da Assembleia da República e até pode condicionar os calendários políticos, em particular dos partidos da direita em fase de eleições internas. Durante cerca de três meses ou um pouco mais, o comando é seu. [Público]

Em 2008, Manuel Ferreira Leite aventou se “não seria bom haver seis meses sem democracia” para pôr “tudo na ordem”. Elucidaram os tradutores das intenções que a então líder do PSD estava a ser irónica. Terá Marcelo-Rei-Sol levado a ideia a sério e, no seu estilo frenético, resolver pô-la em prática, não em seis, mas em “três meses ou um pouco mais”? Na altura, o PS não gostou da possibilidade. Gostará agora?

Já houve coisas a começarem assim. Prefiro não acreditar que acabemos num 24 de Abril. Porém, os indícios são preocupantes. E representam um péssimo sinal para a democracia, esteja esta opção prevista ou não na Constituição que Marcelo-Rei-Sol jurou defender.

Nota: António Costa jogou o seu trunfo da crise política quando a direita está desorganizada, numa possível jogada de ganho político.  Marcelo trocou-lhe as voltas, criando espaço para a direita para se organizar. Uma vez mais, o interesse partidário acima do interesse do país.

IRS e bazuca – preparação das legislativas de 2023

As alterações dos escalões de IRS a serem propostas para o OE 2022 incidirão, obviamente, sobre os rendimentos de 2022. Significa que a diminuição de impostos que venha a existir, seja em maior ou menor escala, será visível em 2023, algures entre Abril e Junho, na altura do reembolso.

Este anúncio terá impacto real nas vésperas das legislativas de 2023.

Quanto ao ouro do Brasil, perdão da bazuca, quero dizer, a oportunidade irrepetível (depois do dinheiro da CEE, fundos estruturais, etc.), digo, do PRR, neste ano já nada acontecerá. Para o ano será a apresentação e aprovação de projectos. Os quais se concretizarão em 2023. Ano de legislativas.

Ao se manifestarem contra o OE, PCP e BE já terão feito as contas eleitorais. O PS também.

Simulador de IRS 2022 – o novo OE vai mudar alguma coisa?

Pode fazer as contas por si mesmo.

A PwC disponibiliza um simulador de IRS 2022 que contempla as alterações previstas na Proposta de Lei do OE2022. Ou seja, poderá ver as fantásticas dezenas de euros de diferença entre o que pagará ou receberá em 2023 vs. 2022.

Ou então passe pelo Observador e veja qual o enquadramento mais próximo da sua situação.

Spoiler alert: pensava mesmo que o folclore noticioso à volta do IRS se traduziria de facto em algo palpável?

Delito de opinião

Foram os procedimentos ou o que disse Rui Fonseca e Castro que o conduziu à sua expulsão? A capacidade do CSM para avaliar os seus pares é selectiva.

Como resolver os problemas do país em três tempos

As notícias têm sido recorrentes. Vários sectores profissionais têm piorado de ano para ano. Porém, a solução é extremamente simples, como veremos.

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Vedro con mio diletto

O contra-tenor Jakub Józef Orliński canta “Verei com a minha amada”, ária da ópera “Il Giustino”, de Vivalvi.

Mercúrio

Primeiras imagens do planeta Mercúrio capturadas pela sonda BepiColombo durante o sobrevôo de ontem.

A região mostrada faz parte do hemisfério norte de Mercúrio, incluindo Sihtu Planitia que foi inundada por lavas.

Imagem: ESA, via Tien Nguyen

Autárquicas 2021: resultados

Pode acompanhar os resultados aqui:

https://www.autarquicas2021.mai.gov.pt/resultados

Truques eleitorais

O calendário do Concurso Nacional de Acesso e Ingresso no Ensino Superior Público foi definido em Diário da República.

A divulgação dos resultados da 1.ª fase do concurso nacional foi definida para amanhã, segunda-feira. Porém, ontem, a um sábado, começaram a ser enviados emails aos candidatos com os resultados das suas colocações. Tive a oportunidade de ver alguns a meio da tarde de ontem. Depois, às 00:01 de hoje, os resultados foram publicados no respectivo portal. Hoje de manhã já havia estatísticas sobre as colocações.

Porquê a antecipação de 2 dias, fazendo os resultados aparecerem no dia anterior às eleições? Só pode ser coincidência. A mesma que levou António Costa a falar da basuca em todas as terrinhas onde foi fazer campanha, com os candidatos socialistas logo a declararem, por outras palavras, que estão melhor colocados para acederem à basuca graças ao cartão do partido.

Campanha eleitoral no sábado, não, que os pobres eleitores são influenciáveis. Eventos culturais e desportivos no dia da eleição também não, para evitar que o dever cívico seja beliscado por distracções. Já quanto a truques destes, tudo bem.

Parlamento não vota redução do custo fiscal dos combustíveis (*)

Em Fevereiro de 2016, numa altura em que o crude estava particularmente em baixa, o governo de António Costa fez um enorme aumento do ISP para compensar a perda de IVA (6 cêntimos por litro).

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Para memória futura: O estado da luta contra a covid segundo as fontes oficiais

O discurso de hoje, nos meios oficiais, onde se inclui o relatado no artigo anterior, é este:

  • Vitória sobre o vírus;
  • Atingido nível de vacinação que confere protecção colectiva;
  • Redução de casos graves internamentos;
  • Índice de transmissão do vírus em queda;
  • Perspectiva de eliminação das medidas de contenção do vírus;
  • Portugal como tendo hoje a maior taxa de vacinação a nível mundial.

Registe-se:

  • O tom geral do sucesso da campanha de vacinação e do respectivo impacto na redução de mortes e casos graves;
  • A ausência de notícias (*) sobre a eficácia da vacina e sobre o nível de protecção conferido pela infecção natural;
  • A mensagem repetida ad nauseam de a vacina ser o mecanismo para protecção individual e de impedir a propagação da doença;
  • Ausência de notícias (*) sobre o que passa em Israel, onde se fala em quarta dose, apesar da elevada taxa de vacinação;
  • O tom geral de adjectivar de negacionista quem ouse questionar a estratégia das autoridades
  • O nível geral de controlo do espaço comunicacional, de que o caso de censura no caso Público/Pedro Girão é exemplar (**).

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A realidade construída

 

Imagem: Euronews

Num artigo da revista Sábado, Gouveia e Melo recorre a um comprovado mito para dissertar sobre a estratégia que o próprio ajudou a concretizar.

O vice-almirante Gouveia e Melo desvalorizou ainda o facto de Portugal ser o primeiro país do mundo em termos de taxa de cobertura de vacinação, dizendo que isso não o preocupa, sendo que a sua preocupação “é se essa taxa é suficiente para haver proteção de grupo e eventualmente a imunidade de grupo“.

É motivo de preocupação quando a falsidade é usada como verdade. E conduz a um exercício de se questionar outras verdades como tal apresentadas. É uma das consequências da demagogia. O que é realidade e o que é realidade construída?

Neste ponto, será melhor recordar as afirmações taxativas de Andrew Pollard sobre a impossibilidade de existir imunidade de grupo no caso da Covid 19.

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Ajuste directo de 11 milhões de euros

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