Solstício de Inverno

Imagem gerada pelo  DALL·E / OpenAI

Já que não serão os salários, algo que começa a aumentar amanhã, sem serem os preços inflacionados.

A propósito de inflação, vimos os preços dos combustíveis dispararem por causa da guerra na Ucrânia, assim nos foi explicado. Idem para outros produtos, de repente a porcaria que os russos andam a fazer é explicação para todos os aumentos.

Mas devo andar distraído. O preço dos combustíveis tem estado em queda, pelo que a guerra deve ter acabado. Só pode. Especulação é que nunca seria.

A minha “entrevista” ao ChatGPT

Imagem gerada pelo serviço DALL·E da OpenAI, com o seguinte pedido: “image of a futuristic computer helping a person thinking”

O ChatGPT é um protótipo de um chatbot com inteligência artificial desenvolvido pela OpenAI especializado em diálogo.  

Quando se lhe pergunta o que ele é, diz que é “um modelo de linguagem grande treinado pelo OpenAI”. Significando que é “capaz de compreender e responder a perguntas e solicitações em diferentes idiomas e contextos”. Define-se ainda como sendo “uma ferramenta de software que foi criada para ajudar as pessoas a obter informações e tirar dúvidas sobre um amplo conjunto de tópicos”.

Experimentei fazer uma entrevista, se assim lhe podemos chamar, a este sistema, introduzindo temas como o sentido da vida, a vontade e trazendo a dimensão da inteligência artificial para a conversa.

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Corrupção da boa, daquela assim mesmo fresquinha e com os condimentos todos

PÚBLICO

Esta é a verdadeira corrupção, cheia de legalidade – digo eu!

Tem os dedos do PS lá mas, ao contrário do que escreve o jornalista (é assim que João Miguel Tavares assina), não é uma “demonstração de amor socialista”. O PSD também lá está. É isto o maravilhoso bloco central de interesses, no qual comunga a comunicação social. Amém.

Mas vamos lá ao grande cancro do país, a factura da bica que o Ti Manel da tasca não passou. Siga a Factura da (má) Sorte.

Imagine-se

Vejam só, chove e faz frio no Inverno, perdão, Outono.

Quem é que tal iria antever?

Maravilhas das rotações – ou do spin, se quisermos falar estrangeiro

Imagem: PÚBLICO

 

É comovente a quantidade de notícias que vem aparecendo sobre o IRS e os amanhãs que cantam, sendo que começam por apenas piar no primeiro semestre de 2023 e depois talvez se ouça alguma coisa na segunda metade do ano que vem. [Read more…]

Uma estrela a nascer

Imagem composta, do telescópio espacial James Webb, que mostra a proto-estrela L1527 na gama dos infravermelhos dentro da nuvem escura (Fotografia: NASA, ESA, CSA, e STScI. Processamento: J. DePasquale, A. Pagan e A. Koekemoer (STScI)). Um corpo relativamente jovem, com apenas 100 mil anos. Mais detalhes: NASA, The Guardian.

ARTEMIS I – o primeiro teste de voo integrado e não tripulado da NASA

O Artemis I é o primeiro teste de voo integrado do sistema de exploração do espaço profundo da NASA: a nave Orion, o foguetão Space Launch System (SLS) e as estações terrestres no Centro Espacial Kennedy no Cabo Canaveral, Flórida (detalhes: NASA).

Retratos da vida de uma espécie de país

Lucy in the Sky with Diamonds

Orçamento de Estado 2023 – Expresso

Anda o Governo de Costa metido no LSD?

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Computação Quântica

A Terra vista de Marte

Esta foto do rover Curiosity da NASA mostra a Terra vista da superfície de Marte, brilhando mais do que qualquer estrela no céu nocturno marciano. Pode ter sido num momento em que o Putin estava a rebentar com a Ucrânia.

Só para recordar

Só para recordar, o “resgate” da Troika custou ao país 78 mil milhões de euros. Banca já custou 28% deste valor.

É só fazer as contas e lembrar a conversa sobre viver acima das possibilidades, como disse o homem que nunca se engana e raramente tem dúvidas.

Quem é que a Troika veio mesmo salvar? E quem é que andou a viver acima das possibilidades? Ficam estas questões retóricas para quando o próximo pantomineiro lhe apontar o dedo.

 

Foi preciso apenas uma hora para nada decidir

Foi preciso apenas uma hora para que o primeiro-ministro e o PSD anunciassem uma “convergência” sobre o método adoptado para se avançar para a construção do futuro aeroporto em Lisboa. Estão previstas obras no aeroporto Humberto Delgado e a criação de duas comissões (uma técnica independente e outra de acompanhamento) com um coordenador-geral, que irá elaborar uma avaliação ambiental estratégica sobre possíveis localizações, incluindo a de Santarém. O trabalho deverá estar concluído dentro de um ano. (PÚBLICO, 2022/09/23)

Mais uma remessa de avençados durante um ano, para já, para avaliar, acompanhar, et cetera.

Esteve presente nessa reunião de uma hora o ministro sombra das infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, possivelmente a fazer corpo presente enquanto ouvia Luís Montenegro, que agora diz coisas.

Não sei se é preciso ou não aeroporto. Mas sei que este tema arrasta-se tão devagar que quando a decisão chegar, se chegar, poderá dar-se o caso da escolha surreal do Montijo já estar debaixo de água, tal como vêm avisando os oráculos das alterações climáticas.

Costini, como lhe chama João Miguel Tavares, nos seus passes de mágica, feitos de empurranços com a barriga. Claro que não são truques, sr. Primeiro-Ministro. Poderia algum vez V. Ex.a ser capaz de tal coisa?

Feliz aniversário, Voyager

45 anos das missões Voyager.

Quem é Vladimir Putin? Retrato do homem que enganou o mundo

Crónica de uma decisão anunciada

PÚBLICO, 16 de Julho de 2022

Lendo este artigo percebe-se que há um forte lobbying para se fazer o aeroporto no Montijo, apesar de ser uma escolha pior – a pior – e que não resolve os problemas, segundo o que afirma Carlos Matias Ramos.

A quem interessa esta má solução? Para além da Vinci, claro. Ao País não será. E porque é que o ministro sem coluna vertebral se lançou nesta cruzada?

Estaremos daqui a dez anos no habitual rol de processos judiciais com o Ministério Público a investigar porque é que alguém – pessoas com nome, como o ministro gelatina – escolheu determinada opção? Obviamente que sim, porque é que haveria de ser diferente desta vez?

Outra coisa fantástica neste país é andar-se 50 anos em estudos para a frente e para trás (belo negócio para os estudiosos) para depois a decisão ser tomada por uma pessoa – uma!, passando por cima da extensa documentação produzida ao longo de décadas.

A solução do ministro tem, porém, um grande mérito. Para quê construir um aeroporto quando se podem construir dois? Só me espanta que, no país da Santíssima Trindade, ainda não tenha aparecido uma alma a defender a solução Ota + Alcochete + Montijo.

Um programa político numa imagem

Zé Povinho, a personagem criada por Rafael Bordalo Pinheiro em 1875, costuma simbolizar o português ignorante das grandes questões do país, que resmunga perante a corrupção, a injustiça e a carga fiscal mas resumindo a sua intervenção política a um inconsequente “eles são todos iguais”, acompanhada de um manguito cheio de intenções que levam a lugar nenhum.

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Continua a porcaria do experimentalismo

O que se tem feito na Educação desde que começou o experimentalismo anual nos tempos da PGA é deveras execrável.

São mais de 30 anos sem rumo, pois é disso que trata quando as mudanças são anuais, ou quase, e sempre realizadas de um momento para o outro, quantas vezes até no próprio ano lectivo.

Esta é apenas mais uma, saída da cabeça de alguma luminária que acabou de descobrir a pólvora.

O rei morreu. Viva o rei.

Fiz uma pausa nos meus afazeres para vir comentar a insanidade do PCP

«“O PCP não participará numa sessão da Assembleia da República concebida para dar palco à instigação da escalada da guerra, contrária à construção do caminho para a paz, com a participação de alguém, como Volodimir Zelenskii, que personifica um poder xenófobo e belicista, rodeado e sustentado por forças de cariz fascista e neonazi, incluindo de carácter paramilitar, de que o chamado Batalhão Azov é exemplo, a quem Zelenskii deu palco na recente sessão no Parlamento grego”, disse a líder parlamentar comunista.» [PÚBLICO]

“com a participação de alguém, como Volodimir Zelenskii, que personifica um poder xenófobo e belicista

Desculpem lá, ó senhores deputados do PCP, quem é que invadiu quem, matou e violou indiscriminadamente e está a destruir um país por completo?

V.exas poderão vir com a conversa, perdão, cassete, do costume, sobre os malvados dos americanos e da NATO. Porém, coloquem-se as coisas nos devidos lugares. Quando os americanos invadiram o Iraque, não se chegou à frente o PCP, e bem, a condenar essa infame guerra justificada com falsos argumentos? Então, porque não faz o PCP agora o mesmo, quando a Rússia invadiu a Ucrânia igualmente usando falsidades como justificação?

Com esta atitude, o que este partido está a dizer é que há maus e bons, que sendo maus, são bons porque são os nossos maus.

Larguem as palas, s.f.f. Só ofusca o importante papel que tiveram na luta contra a ditadura salazarista.

Fomos complacentes com Bush. Houve alguns até que foram cúmplices.

Imagem: PÚBLICO

O Cherne Barroso, carinhosa alcunha posta pela sua esposa, num dos seus típicos exercícios de hipocrisia.

Costa vai facturar

Costa ganhou o braço de ferro entre o PS e PCP mais BE. Não quis ceder à negociação, como fizera nos anteriores 6 orçamentos, e deixou cair o governo.

Cheirou-lhe a fraqueza do PSD e CDS, bem como do PCP e do BE e, qual matador, avançou para o golpe final.

Na sua sofreguidão, criou o palco perfeito para o reforço de deputados do esgoto da extrema-direita. Pelo caminho, secou o PAN e, quiçá, o CDS.

Não vou entrar no discurso do povo ser sábio. Uma possível maioria absoluta para um partido que teve Cabrita e os sucessivos escândalos, Sócrates e sua entourage e a má memória da corrupção não pode vir de um povo sábio.

De nada valeram as manipulações que, de repente, passaram a colocar Rio colocado a Costa e, às vezes, até à frente, nas “sondagens” e como fez o PÚBLICO nesta capa. Título onde Costa é dado como estando à frente de Rio, mas fica em segundo plano, com uma carantonha, em contraste com um Rio sorridente.

Adenda: nem tudo é mau. O execrável Rio não tem grande futuro pela frente.

A verdade (III)

O título deste artigo poderia igualmente ter sido no sentido oposto. Por exemplo “Médicos defendem não existir evidências científicas para recomendar vacinas aos menores saudáveis.”

Além do presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica, bastaria ter também pedido um depoimento ao pediatra Olavo Gonçalves para que houvesse igual número à favor e contra.

Foi uma opção. Da série «A verdade? Primeiro vem o que as pessoas querem ouvir, depois o que elas acreditam e a seguir tudo o resto. Só depois vem a verdade.»

O sonho húmido de António Costa

Fonte: Pordata

Dispunha-me a procurar exemplos das maldades feitas aos portugueses em governos de maiorias absolutas quando António Costa, com palavras de 2019, me poupou a esse trabalho.

«Eu não tenho dúvidas nenhumas que os portugueses não gostam de maiorias absolutas e têm más memórias das maiorias absolutas, seja do PSD, seja do PS.» António Costa, 2019-08-28

Agora feito cínico, pede uma maioria absoluta com todos os dentes. Justifica-se dizendo «quem acredita que com o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa uma maioria do PS podia pisar a linha?»

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A verdade (II)

A Agência Europeia do Medicamento emitiu um comunicado onde afirma que há «evidências crescentes» indicando que as vacinas mRNA para a COVID  não causam complicações às grávidas nem aos bebés. E que os resultados «parecem» ser consistentes entre diversos estudos. E, ainda, que as evidências no terreno «sugerem» que o benefício supera o risco.

O PÚBLICO, outros órgãos de comunicação social (p.ex. Observador, Expresso, etc.) e partidos políticos (p.ex. Bloco de Esquerda) citam esse comunicado em termos tais como «Vacinas mRNA não causam complicações durante a gravidez, garante EMA» (PÚBLICO).

Por outro lado, há órgãos de comunicação social que transmitem parcialmente o nível de incerteza presente no comunicado da EMA (p.ex. JN, que hesita entre um título em linha com o artigo original e um texto mais cheio de certezas).

Há um passo de fé entre a declaração da EMA e a comunicação social que transformou a possibilidade numa certeza. A relevância do facto está, obviamente, no acto de transformação da mensagem e não no respectivo conteúdo.

 
Da série «A verdade? Primeiro vem o que as pessoas querem ouvir, depois o que elas acreditam e a seguir tudo o resto. Só depois vem a verdade.»

Omeletes sem ovos

Lê-se no Público que «Liberais foram ao hospital de Loures alertar que fim da PPP é um “erro”». Afirmam que na PPP do Hospital Beatriz Ângelo se consegue fazer omeletes sem ovos – assim se depreende do seu discurso. E ainda sobram ovos, que não existem, para o lucro do privado que gere a PPP. Depois admiram-se que lhes chamem a Ilusão Liberal.

[Imagem de Manfred Antranias Zimmer por Pixabay]

A verdade

Num filme que vi há tempos, cujo nome me esqueci, uma das personagens dissertava sobre a verdade, em resposta a outra que dizia «o importante é a verdade».

«A verdade? Primeiro vem o que as pessoas querem ouvir, depois o que elas acreditam e a seguir tudo o resto. Só depois vem a verdade.»

Um aforismo que me parece um truísmo, assim me parece ouvir alguém dizer e, creio, com muita razão, não fosse o restante contexto. Comece-se a aplicá-lo aos temas do dia-a-dia, à escolha do leitor, para o confirmar.

Telescópio Espacial James Webb completamente instalado


O segmento final do espelho principal desdobrou-se hoje pouco antes 15h30, completado o longo e complexo processo de tomar a sua forma final.

A credibilidade do mensageiro

Este gráfico mostra muitas coisas.

Mostra que a Hungria tem 18 mortos diários por milhão de habitantes. Também mostra que a taxa de vacinação neste país é 60%. Mostra que os correspondentes números para Portugal são aproximadamente 1 e 85%. Ilustra também que há um bom leque de países com a mesma mortalidade de Portugal, ou mais baixa, até, e com taxas de vacinação bastante inferiores. Em França, por exemplo, a mortalidade é práticamente nula, para uma taxa de vacinação de 70%. Ou no Chipre, com 60% da população vacinada, a mortalidade é aproximadamente a mesma de Portugal. Ou mais baixa, se quisermos ser picuinhas.

O gráfico mostra muitas coisas. Mas não mostra uma correlação entre taxa de vacinação e mortes, tal como é dito nas entrelinhas da legenda. Pelo contrário, todos aqueles países, como Chipre, França, Suécia, Itália, Espanha, Islândia e Malta, mostram a inexistência dessa correlação. Se a correlação existe ou não é outra discussão. Mas o exemplo escolhido para ilustrar a sua existência é anedótico.

Não pretendo afirmar que a vacina é inútil mas sim realçar que a falta de rigor e manipulação contagia a credibilidade do que seja factual. Tal como a arbitrariedade das opções políticas, a mentira mediática quebra a confiança depositada na mensageiro. De cada vez que ouço um Frois ou leio os Expressos da nossa comunicação social, pergunto-me de quem é mão que está a segurar os fios.

Este péssimo exemplo de jornalismo é de um artigo publicado na edição impressa do Expresso deste sábado. As linhas laranja e verde foram adicionadas por mim.

A cobardia do ministro Eduardo Cabrita

A culpa é do motorista.

Notícia: PÚBLICO

A culpa não é da prática habitual dos carros do governo andarem sistematicamente em excesso de velocidade, tal como demonstrou a reportagem da SIC.

Sobra Eduardo Cabrita, o ministro que se escondeu por trás do motorista, não se demitiu quando a responsabilidade política é dele e deixou o motorista arcar com a culpa. Mais cobardia do que isto é difícil.

Serviço do certificado digital covid em baixo


O acesso ao certificado digital covid através da app SNS24 não funciona há mais de 4 horas (última tentativa às 14h). Como diria Marta Temido,  precisa-se de serviços mais resilientes, especialmente quando são transformados em peças críticas da sociedade.

Adenda: situação também relatada pelo JN. Aparentemente, os problemas de acesso ocorreram também em Julho, quando o serviço foi lançado. Repetição, portanto, do cenário de amadorismo tecnológico – lembremo-nos de episódios tais como o acesso ao número de eleitor, citius e demais serviços que rebentam perante um pico de utilização.