Diz-me com quem casaste dir-te-ei quem és

“Esta pega, feia, gorda, invejosa, nojenta, salazarenta, cretina e complexada, acha que dizer mal dos outros no FB não tem mal nenhum.” – Sofia Fava no Facebook.

O regresso da prevaricadora pública

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Num país onde os rostos públicos tantas vezes não têm cara onde meter a vergonha, Maria de Lurdes Rodrigues reaparece palrando sobre políticas públicas. O país é o mesmo onde a TSF a considera um “Par da República”, juntamente com Proença de Carvalho, o que diz tudo sobre uma República cada vez mais mera república.

Pode ainda andar de recurso em recurso, mas a socióloga de engenharia das profissões foi condenada em tribunal a uma pena suspensa de prisão de três anos e meio e ainda a pagar ao Estado 30 mil euros, por ter contratado o irmão de um amigo, colega e camarada, para fazer o que nem fez nem tinha competência para fazer. Chegámos pois ao estado em que quem usou um cargo governamental para vigarizar o estado beneficiando um correlegionário pode andar por aí, como pretensa defensora da coisa pública. Volta Salgueiro Maia.

Nestas circunstâncias, compreende-se que quem fechou escolas possa escrever: [Read more…]

Orthographias

Dizem que temos uma nova, e agora é a oficial. O drama, o horror, a tragédia.

Burro velho não aprende novas ortografias, nem precisa no séc. XXI.

É muito simples: oficial é publicar documentos oficiais, e nisso já levo experiência, uns quatro anos.  Não é escrever.

Quem quer escrever na velha, escreve, e uma vez descarregado o Lince, converte para a nova. Nem é preciso ler, embora seja provável uma falha ou outra, da qual não virá grande mal ao mundo E depois publica, envia, conforme o caso. É o que tenho feito quando é preciso e não me esqueço.

A nova ortografia é foleira para quem aprendeu na velha, natural para os meus alunos que sendo novos já se habituaram. Nem uma nem outra fazem sentido quando temos um teclado pela frente, ou pior do que isso, o procuramos num écran táctil, mas as novas ortografias são outro assunto.

Se escrevem à mão, recomendo a de 1911, estão sempre a tempo de aprender e fica sempre bem com arqueologias.

De fome

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Em breve os maços de governo virão com imagens de caixões de crianças mortas.

Em 2012 João Gabriel pediu, e Capela chegou

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Não temos de mudar de treinador, temos é de mudar de árbitros.

O estranho caso das chamadas de valor acrescentado ou quem manda nisto tudo são as televisões

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Desde que foram inventadas as chamadas telefónicas de valor acrescentado são uma mina de ouro para burlões e outros vigaristas. Houve o tempo do telesexo, hoje estamos na fase banhadas através da net e também das televisões e seus passatempos.

Traço permanente: as dívidas incobráveis que estragam o negócio às empresas de telecomunicações. Vai daí algumas decidiram, sobre pressão da Deco e da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, criar  um barramento automático destes números para clientes sem saldo. Quem não demonstra ter dinheiro que não tenha vícios.

É óbvio que o negócio das televisões neste campeonato é sujo e baixo, ao ter como público alvo analfabetos funcionais ou não, gente que nem se apercebe do risco e despesa onde se está a meter. É óbvio que num país civilizado se protegem esses consumidores, convencidos que interactivo é à borla ou custa pouco dinheiro. Em 2013 SIC e TVI ganharam 99,8 milhões por esta via.

Ora, quando uma SIC reduz os lucros para metade, alguém tem de intervir: a ANACOM proibiu os barramentos. ANACOM significa Autoridade Nacional de Comunicações e é responsável pela impunidade com que o cartel das telecomunicações nos assalta o bolso, vende acessos ilimitados à net que têm limite, aceita fidelizações até à eternidade, etc. etc. O capitalismo à portuguesa no seu melhor.

Uma religião chamada Inglaterra

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Experimentem pisar a vaca a um hindu, desenhar Maomé em frente de um crente, ou dissecar o sistema eleitoral britânico estando ao alcance das direitas: a reacção será a mesma.

Compreende-se, porque a suposta superioridade da democracia inglesa quando tropeça lhes estraga todo um enredo, o da superioridade de um país que continua a colonizar outros, onde o princípio elementar de que todos os homens nascem livres e iguais ainda esbarra na persistência da nobreza, a pátria dos tablóides e de Alan Turing,

Vamos a factos: o sistema pode ser antigo, e foi muito avançado em seu tempo. Não o é hoje, porque invoca a criação de maiorias em detrimento da representatividade, fazendo do parlamento uma anedota (e vá lá, a Câmara dos Lordes, esse supremo exemplo da autoridade aristocrática, já não é o que foi). E porque há sondagens, que condicionam a votação.

Vamos a evidências: a contagem de votos na Venezuela é supervisionada por observadores internacionais: [Read more…]

Queima das Fitas, 2015

O carro 26, de História, era assim. Passos Coelho entra para a História, Salazar já lá estava. Fotos minhas e de Sérgio Rodrigues.

O individualismo pseudo-libertário explicado a ingénuos

Ó António Almeida, isto é muito simples, ouçamos a besta com aquele seu olhar alucinado de psicopata, tão ridiculamente próximo do bigodinho do Adolfo:

Não, não é neo-nazismo: é pior, porque além de conspurcar a memória dos libertários que contra isto viveram (embora se aproxime de um Max Stirner, outra flor de mau cheiro) disfarça com loas à liberdade a defesa do pior que a humanidade pode ter: o individualismo, a negação da solidariedade, a aberração do direito de um humano pisar outro humano em busca da sua felicidadezinha. É o recuo do homo sapiens sapiens a uma qualquer espécie dinossaúrica, porque foi precisamente a aprendizagem da vida em sociedade que nos construiu enquanto animal racional. É o velho paganismo, agora adorando o mercado e suas patas invisíveis, desta vez disfarçado de ateu, que pisa de uma assentada o humanismo e o iluminismo.

Claro que isto é extrema-direita, a defesa do capitalismo no seu pior não está acima de coisa alguma: está abaixo de todos os valores humanos.

A guerra não foi um filme americano

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É natural que os vencedores escrevam a sua versão de uma guerra, as suas histórias. Não lhe chamem é História.

Setenta anos depois da derrota do nazi-fascismo Clara Barata escreve no Público, e sem se rir, sobre “o mito estalinista de que a salvação do fascismo assentou no sacrifício do povo russo“,  para depois tropeçar em sim mesma e criticar: “os 27 milhões de mortos só contam como pequena história, a história familiar, dos indivíduos, e não como análise, reflexão. Aliás, desde 2014, existe uma lei que pune com penas até cinco anos de prisão a “distorção” do papel da União Soviética na II Guerra Mundial.”

Como se o revisionismo não estivesse sujeito a idênticas condenações em França ou na Alemanha, como se a II Guerra Mundial tivesse sido um filme americano desembarcado na Normandia.

O primeiro problema historiográfico das guerras, seus vencedores e vencidos, é o da sobrevivência do positivismo oitocentista, que reduz a a História aos líderes, fazendo de Hilter o único mau da fita, elevando Churchill a homem espectáculo (e esquecendo que em Inglaterra, no poder, estava um governo de coligação) e metendo Estaline onde não é chamado. [Read more…]

8 de Maio de 1945

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Manifestação em Lisboa no dia da Vitória. De notar os paus sem bandeira, as da URSS estavam proibidas.

A canalhice passeia-se nos Ídolos

https://www.dailymotion.com/video/x2p209d_idolos-2015-goza-com-orelhas-de-candidato_tv

Um professor do miúdo que foi torturado num canal de televisão explica tudo (ligação para o Facebook):

O jovem de quem se fala é meu aluno. Tem 16 anos. Frequenta a aula de Português Funcional numa turma de Educação Especial. Sendo menor, foi certamente autorizado a concorrer a este concurso da SIC. Mas certamente a sua encarregada de educação (que não é nem a mãe nem o pai e isto talvez não seja por acaso) não imaginava que ele ia participar num concurso onde toda a gente, desde os elementos do júri até à produção, passando pela direção de programas e pelos responsáveis pelo canal e outros trâmites que desconheço parecem divertir-se a cometer monstruosidades, como ridicularizar publicamente jovens ou crianças que já têm problemas suficientes na sua vida há muitos anos.

Rafael Tormenta acrescenta que o rapaz “está fechado no seu quarto há alguns dias“. [Read more…]

Emprenhadorismo

Uma organização privada, da iniciativa de grandes empresas, ocupa uma parte do currículo da escola pública e obriga as crianças a frequentar sessões de doutrinação.

Uma farsa eleitoral

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Mais uma vez se demonstra a natureza anti-democrática da Venezuela. O herdeiro de Chavez obteve maioria absoluta nas eleições para o “parlamento” com apenas 37% dos votos. Partidos da oposição com 12,6% conseguiram eleger apenas um deputado, enquanto outro, com 4,8% ficou com 56 e um outro, agora afastado do governo, se ficou pelos 8 com 7,8%.

De referir, igualmente, a muito peculiar forma de identificar os eleitores, sem a obrigatoriedade de mostrar um documento com fotografia, ou o facto de o voto se exercer com um lápis, em plena campanha e a um dia de semana, algo que só poderia ocorrer na América Latina.

De imediato o vencedor reuniu com a monarca da Coreia do Norte, que obteve o cargo por herança depois de um familiar ter sido afastado da sucessão, num país onde continua em vigor uma lei que proíbe a propaganda republicana.

Ou isto dito de outro modo: [Read more…]

Os voluntários por António Costa

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Parece que este ano as campanhas eleitorais se mudam com armas e bagagens para o Facebook (e em fórmula cérebro reduzido a uma sms para o Twitter). Natural, portanto, que surjam páginas com a função de distribuir propaganda, nada contra, tendo-me hoje cruzado com uma designada Voluntários por António Costa.

Começaram por vender o seu programa económico numa série a que se poderia dar o título Diz-me quem o elogia e dir-te-ei o que é.

Esgotado aí, e ganho por KO técnico, o combate para o lado direito, viraram-se para a esquerda. E sai isto: [Read more…]

Um novo partido de extrema-direita em Portugal

A tentativa de criar um novo partido de extrema-direita e de lhe chamar Partido Libertário Português começa por ser um insulto à memória dos anarquista portugueses, que ao longo de décadas e até serem dizimadas por Salazar estiveram na primeira linha da luta pela liberdade e pelos direitos dos trabalhadores portugueses. Já uns chavalos tinham gozado com o jornal A Batalha, faltava mais esta.

Lendo os seus propósitos, nomeadamente a ausência de direcção política, quero-me rir com o que decidirá o Tribunal Constitucional se as assinaturas alguma vez lá chegarem. Entretanto, depois do nojo vem a piada, há uma originalidade na criação deste partido: pelos vistos já conta com o apoio do deputado Michael Seufert, esse mesmo, o que frequenta um mestrado sem ter acabado a licenciatura, seguindo as suas palavras: há que sair da zona de conforto, aguardemos pois que abandone o sofá CDS. michael seufert

Regressando a Pedro Cosme Vieira

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Um artigo no Ionline lançou definitivamente na ribalta Pedro Cosme Vieira, o matador de pretos.

Alcançada a fama que pretendia, e esperando nós que o Ministério Público leia jornais e se lembre do artigo 240º do Código Penal, também o deputado Duarte, Marques, o citador que trouxe à luz o Cosme Vieira, se dedica a uma coisa dedicada a Francisco Louçã, com uma profundidade filosófica tal que me limito a roubar um comentário do Marco Santos no Facebook:

– A lógica é uma batata, logo, o Duarte Marques é um tubérculo.

Ora o deputado do PSD bem pode tentar passar por entre os pingos da chuva, mas pelo menos em relação ao seu partido há um detalhe: a 8 de Março do ano da graça de 2013 Pedro Vieira Cosme dissertou sobre o modelo de financiamento do sistema de ensino, adivinhem onde? no PSD de Paranhos. E já agora, convidado por quem? por Nuno Altavilla Sousa, suplente da Comissão Política Distrital do Porto do PSD, e já agora da Comissão Executiva do Instituto Ludwig von Mises Portugal. Outro que provavelmente só convidou, nunca leu os vómitos de Pedro Cosme Vieira, ia a passar na rua, cruzaram-se, convite feito. [Read more…]

Não privatizarás o meu trabalho, Nuno Crato

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Amanhã decorre o chamado PET for Schools, um teste diagnóstico de inglês que Nuno Crato decidiu privatizar, entregando-o a uma organização estrangeira e sendo supostamente subsidiado por quatro empresas incluindo um banco e uma das duas editoras de manuais escolares, assunto que a PJ anda a investigar. Foi-me distribuído como serviço docente vigiar uma sala onde os alunos servirão de cobaias para uma treta que não serve para nada. Não vou, nem farei greve.

Não serve para nada porque, explicam-me vários professores de inglês, a prova se destina a avaliar um modelo de ensino que não temos, baseado em conversação nas aulas, obviamente decorrendo em turmas pequenas e não nas nossas que podem chegar aos 35 alunos. Também porque não contribui para a avaliação dos nossos alunos, e, como hoje foi revelado, caso estes não se sujeitem ao brinquedo ministerial a consequência será “a não produção de um resultado”.  Ou seja, nada mais nada igual a zero. Uns 4000 e mais qualquer coisa que pagaram 25 euros recebem, se tiverem aproveitamento, um diploma sem qualquer utilidade prática.

Andamos assim a brincar com o tempo dos alunos, com a vida dos professores de inglês obrigados a humilhações e trabalhos, e amanhã com a ética profissional do professor da escola pública, que tem como missão servir o público e não interesses privados, como é óbvio tudo isto serve apenas para posicionar uma das entidades que se dedica ao ensino de inglês. [Read more…]

Produtividade fiscal

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A D. Maria decidiu premiar os funcionários das Finanças pela sua produtividade na cobrança de impostos. Fugir fraudulentamente ao fisco é um crime que tenho por grave (já o que o governo manda cobrar ao fisco é outro assunto), é fugir à responsabilidade de cada um para com todos nós.

O problema é que quando se premeia este tipo de produtividade não sabemos se estamos a falar do trabalho que deve ser feito, ou do que foi inventado.

Lembrei-me desta família que viu a vida virada do avesso. Quantas perseguições deste género são agora recompensadas? Quem nos protege dos nossos protectores?

Por uma questão de coerência

Como se diz cidadões em inglês? vá lá, ajudem o Cavaco.

António Costa e o jornalismo contemporâneo

Se tenho a gabar uma atitude de António Costa, por sinal filho de uma notável jornalista portuguesa, destaco um virar de página na tradicional subserviência dos dirigentes políticos perante a comunicação social. Compreende-se, qualquer um por despeito pode meter uma vírgula onde não houve uma pausa e desmentir nunca resolve o assunto, mas está mal.

Primeiro foi a recusa em responder ao que agora é moda: fazer esperas e meter o microfone e perguntas à frente, mesmo que o assunto não tenha relevo de maior, num exemplo de violência jornalística que me recorda certos brasileiros, quando apanham um algemado pela frente. Todos temos o legítimo direito a não sermos chateados.

E agora soube reagir a um texto, de opinião, é certo, que uma voz dos donos no Expresso dirigiu ao PS e a si próprio. Fez muito bem, não faltava mais nada que um dirigente político não pudesse criticar a opinião alheia. Os jornalistas não são inimputáveis: podem e devem ser criticados, tanto no exercício da sua profissão como no seu, legítimo, direito a opinar. [Read more…]

A democracia é um anacronismo?

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O sr. Aníbal Silva falou, sem medo de pontapear a gramática, e ficámos a saber duas coisas: primeiro que as eleições, com ele, é quanto mais tarde melhor. Só encontro uma explicação: não o convenceram que casos como as suas transacções imobiliárias e as suas acções num banco de vígaros já prescreveram, e com este governo sente as costas quentes. Ele lá sabe.

A segunda tem outra dimensão. A lei eleitoral, tão mal discutida nos últimos tempos, tem um detalhe que incomoda os donos da comunicação social e os três partidos que dela beneficiam: a igualdade de tratamento a todos os partidos. Até podemos discutir se a lei dos partidos é sensata, permitindo que um qualquer grupo numa rede social se legalize partidariamente, o que não admite discussão, em democracia, é o tratamento igual a que toda, mas mesmo toda, a comunicação social não partidária deveria estar obrigada. Isto em democracia, para Cavaco Silva um anacronismo, tal como a Reforma Agrária que se gaba de ter eliminado. E não sei porquê recordei-me dos veículos todo-o-terreno subsidiados que encheram as cidades onde havia quem ainda tivesse herdado umas leiras no campo, do abandono geral das terras arrancando tudo e mais alguma coisa que não estivesse de acordo com a lógica couve de Bruxelas, e de um Alentejo desertificado de portugueses e invadido por empresários estrangeiros. Foi o progresso, cidadões.

Imagem via Cavaca para Presidenta, com a legenda: Parece aqueles desenhos animais do coiote e do passarinho!

Asco

Uma criança é violada. Engravida. Aos 12 anos, e muito bem, é decidido interromper mesmo que tardiamente a sua gravidez: é um daqueles casos, óbvios, em que se opta por tentar salvar a vítima, colocando em primeiro lugar a vida da criança existente.

E que diz o inquisidor Gonçalo Portocarrero de Almeida, da seita franquista Opus Dei? lamenta que a mãe da criança, que assistiu impávida às sucessivas violações, não tenha sido ouvida. Só se esqueceu de pedir também a opinião do violador.

O Cosme volta a atacar e cito:

Reparem bem, eu avanço com duas hipóteses 1) trazer a pretalhada para cá de forma segura nos aviões da TAP e 2) afundar os barcos e matar a pretalhada.

Sampaio da Nóvoa a Presidente, e viva a República

Paula Rego The Last Feed

O Palácio de Belém precisa de uma desinfecção depois de habitado durante 10 anos por um político profissional inculto, serventuário e obediente às castas e donos de Portugal, salazarento nas atitudes e no desprezo pelos portugueses, eleito acidentalmente por uma minoria numas eleições onde a esquerda se esforçou no acumular de erros e asneiras, conduzindo a uma forte abstenção.

Precisa de lixívia, e demonstrando que nos serviu de aprendizagem não se poder entregar a presidência da República a quem nunca foi republicano, tanto na etimologia da res publica como na ética e nos princípios morais, exemplarmente demonstrados por Cavaco Silva quando perante um agente da PIDE capricha em bufar a sogra.

Para que todos os cantos da casa conspurcada pela pindérica Maria e seu chefe de família Aníbal sejam higienizados, a direita precisa de levar uma abada, o que pode muito bem começar por uma derrota na primeira volta das eleições. Até fica mais barato, e a arrogância de quem tem um canal a promover semanalmente o mentiroso mais bem pago de Portugal, merece uma humilhação. [Read more…]

Pedro Cosme Vieira, um génio incompreendido

Francisco Louçã, pela mão de Duarte, Marques, revelou-nos ontem a existência de Pedro Cosme Vieira, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. O Jorge contou aqui a história.

Fui ver. Na sua página de professor da reputada faculdade brinda-nos com fotografias da  juventude:

B-1975-c3e avisa: praticou Kung Fu, investiga Jiu Jitsu e pratica Judo. Licenciado em Engenharia de Minas em 1988 (o curso onde entrava quem não tinha média para outro) faz 9 anos depois um mestrado em Economia a que se segue o doutoramento. Um percurso académico exemplar, para um sobredotado capaz de calcular o PIB per capita do Império Romano, e com um vasto leque de soluções para os problemas nacionais. Um génio que o PSD tem subaproveitado, nomeadamente na sua brilhante solução para o custo do ensino, onde a Constituição é ultrapassada a pé à vertiginosa velocidade de 1000 Km/h, ou na defesa do nuclear, aguardando por isso mesmo o Nobel da Física (o dito da Economia é logo a seguir). Recentemente candidatou-se a Director da Faculdade e consegui obter zero votos. Não é para todos. [Read more…]

Sexo anal é factor de risco

Com este governo sodomita estamos todos proibidos de dar sangue.

Auditoria, já

À carreira profissional de Marco António Costa e seus homens de mão.

Grécia e desinformação

Quando se lê uma notícia sobre a Grécia começa a funcionar bem uma regra simples: é exactamente ao contrário. O afastamento de Varoufakis das negociações directas com a Alemanha e seus protectorados anda por aí contado como uma cedência, já que o seu lugar foi ocupado por Euclid Tsakalotos, um “moderado”, dizem. Stathis Kouvelakis, dirigente do Syriza ligado à sua minoria mais à esquerda, escreveu hoje no Facebook, onde cheguei via Jorge Costa:

Gostaria de pedir a todos os que vêem a experiência do Syriza com um mínimo de boa fé, que requer (e é compatível com) crítica, lucidez e vigilância, que não façam julgamentos muito precipitados acerca da remodelação na equipa Grega de negociação da dívida.

O facto de Euclid Tsakalotos assumir agora um papel mais importante não deve ser interpretado como um sinal de suavização da posição do governo. Na verdade, o ‘discreto’ Tsakalotos é um acérrimo (e não um ‘errático) marxista e sempre se posicionou à esquerda do bloco maioritário do Syriza (que foi agora reformulado como ‘a iniciativa dos 53’). Não sendo favorável à saída do euro, sempre defendeu a linha de ruptura firme com a austeridade e considerou, como uma alternativa séria, o perdão da dívida. [Read more…]

Baltimore já está a arder?

Há coisas que a televisão explica. Bem, The Wire não é bem televisão, talvez seja o primeiro grande romance escrito no séc. XXI.