Ora, é fazer as contas

crocs

Irrevogável” custou… 2,3 mil milhões. A palavra mais cara do ano. Quer dizer, da década.

Estado deixou prescrever mais de mil milhões em dívidas fiscais

Só aqui temos mais de 3 mil milhões. Se pensarmos que o chumbo do Tribunal Constitucional impediu o roubo de 338 milhões, já dá para ver a escumalha que temos no “governo”. É a ideologia, estúpido!

Camarada Durão

No dia em que a China celebra os 120 anos do nascimento de Mao Tsé-Tung, vale a pena recordar esse ícone da luta revolucionária maoista que foi o camarada Durão:

medida essa que não é mais do que o reflexo da crise do sistema de ensino burguês, e medida essa que é inteiramente incorrecta, anti-operária e anti-popular

E era este o discurso do camarada Barroso há 37 anos atrás. Mao estará certamente orgulhoso dele.

Bárbaros à civil

video games

Quando pedimos a alguém um bom exemplo de um Estado organizado, justo e solidário nunca ouvimos como resposta um país africano ou um país subdesenvolvido. No entanto, é aqui que encontramos as maiores percentagens de “empreendedorismo” (por todos os santinhos, leiam e memorizem este artigo). Ou seja, quando um governo assume como política o “cada um por si” (ou na novilíngua, “empreendedorismo), sabemos que vivemos na selva. Sabemos que o Estado foi destruído, foi desmantelado.

Como estamos a uns dias de 2014, recupero este texto que escrevi em Janeiro de 2012.

Contaram-me que este episódio se passou durante o período da recruta com alguém que cumpria o Serviço Militar Obrigatório. Decorria a tradicional semana de campo, actividade habitual neste tipo de obrigatoriedades. Farto de obedecer às constantes ordens do instrutor e dos exercícios propostos – o mais famoso era o “queda na máscara” que consistia em atirar-se rapidamente para o chão à dita ordem -, um recruta, num momento de pura inspiração, levanta-se após o tal repentino mergulho para o matagal, atira a arma violentamente para o chão e diz: [Read more…]

O homem que não usava teleponto

Passos Coelho encenou a sua oposição a Sócrates afirmando-se como alguém que nunca usara teleponto, tentando “passar a imagem de um político espontâneo que não necessita de preparar a sua forma de comunicar“.

Acabo de o ver no tempo de antena natalício do governo olhando o telespectador de frente, não sendo crível que o sarteano leitor da Fenomenologia do Ser tenha decorado o que disse. Deixando de lado o conteúdo, em Massamá ou onde quer que viva o idiota que lhe escreveu a mensagem alguém terá tido a visão de um país regressando à tona enquanto ele o empurra ainda mais para o fundo, fico-me por este detalhe: o homem que acabou de destruir a economia portuguesa rendeu-se à tecnologia promotora de um improvisador onde existe um mero leitor.

Um logro nem por isso muito relevante, mas com riscos: ainda lhe acontece o mesmo que a Sócrates, parte-se um vidro do teleponto e fica condenado a falar só para um lado. Espero que se lhe avarie o teleponto das traseiras, é pelas costas que melhor o veremos.

humoral

Feliz Natal!

Pré-Ceia de Natal

pre-ceia-natal-couto-cambesesJavali da Córsega, vinho cheio, batatas a murro em folha de alumínio, arroz, café, espirituosas e lareira.
Couto de Cambeses, Barcelos.

In The Mood

Conselho da diáspora

conselho diaspora

Olhem para eles. Alguns já estão lá fora (os de maior merecimento, diga-se, onde não se inclui o traste do Durão). Muitos ainda estão cá dentro (embora merecessem estar dentro em sentido mais…prisional). Ora, se isto é a instituição do conselho da Diáspora – cujo objectivo é, parece, tornar Portugal tão famoso pelo mundo fora como o Cristiano Ronaldo, figura, de resto, surpreendentemente ausente deste conselho – então, oh dia esperançoso, pode ser que todos os da foto se integrem também na Diáspora! Se dispersem. Para longe. Longe da vista, que longe do coração já eles estão há muito.

Feliz Natal

A todos visitantes e autores do Aventar.

As prioridades de um académico tropical

Macedos

No passado dia 18, foi publicada no DN uma entrevista a Jorge Braga de Macedo, conduzida pela “insuspeita” Fernanda Câncio. Esta entrevista surge na sequência de declarações polémicas do ex-ministro de Cavaco Silva, a propósito do chumbo do TC aos cortes de 10% nas pensões dos funcionários públicos, numa conferência na Universidade de Austin, Texas, na qual para além de acusar os juízes do TC de terem pouco juízo (na versão DN/Fernanda Câncio. A tradução da palavra usada por JBM – (not) wise – poderia ser facilmente interpretada como “imprudente” ou “insensato”, o que vai quase dar ao mesmo mas não tem aquela conotação infantil de puxão de orelhas à canalhada), JBM terá afirmado que os 13 juízes do TC – cuja função tenho ideia ser “garantir e defender” a Constituição da República Portuguesa – deviam dar prioridade ao memorando de entendimento em prejuízo da própria Constituição.

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God bless the Dollar

dolar

Acabei de ler o seguinte num blog dedicado à propaganda liberal:

“[…] o dólar é um caso de sucesso. Reflexo disso é o facto de ser usada voluntariamente por cidadãos, empresas e países fora dos EUA. Estes escolhem usar o dólar para as suas transaçõees comerciais e contratos, não por serem coagidos a fazê-lo, mas por reconhecerem na moeda as qualidades necessárias para tal.”

O dólar, como qualquer moeda, é usado de forma voluntaria por quem dele faz uso. O facto dos Acordos de Bretton Woods terem obrigado cada subscritor a adoptar uma política monetária que mantivesse a taxa da câmbio da sua divisa dentro de um determinado valor indexado ao dólar nada tem a ver com esta tendência. Da mesma forma, a assinatura deste acordo, firmado na recta final da Segunda Guerra Mundial, com os europeus de calças na mão e os americanos a instalarem-se na cadeira do imperador, é apenas outro detalhe sem grande relevância.

In Dollar we trust!

D. Manuel (In)Clemente e o Papa Francisco

Tenho-o dito e escrito amiudadas vezes: sou agnóstico. Esta opção, a meu ver, não impede a observação e juízo das realidades e comportamentos dos homens da ICAR; e ainda menos nega o direito à expressão da opinião a respeito daquilo que altos responsáveis da igreja, do Papa Francisco ao reaccionário cardeal patriarca, afirmem publicamente. Sobretudo, quando as matérias entendidas como capítulos de teorias eclesiásticas e à vida concreta de milhões que, por esse mundo fora, são dizimados por poderosos – homens dos sectores políticos, económicos, sociais, das nomenclaturas clericais e outras.

Do ‘Diário Económico’, e não é por mero acaso que jornais que tratam e dissecam negócios se intrometem na questão, retirei a seguinte pergunta e resposta de D. Manuel Clemente:

Pergunta do jornalista:

O Papa Francisco tem sido anunciado como uma lufada de ar fresco pela sua proximidade, ao contrário do Papa Bento XVI. Podem criar-se falsas esperanças de uma abertura da Igreja, que depois não se concretizam? Se quiser, um efeito Obama: quando chegou, pensou-se que mudaria tudo nos EUA e já vimos que isso não acontecerá. O Papa Francisco pode ficar marcado por um efeito Obama?

Resposta do cardeal patriarca, Clemente:

Isso é inevitável. Quando lançamos uma proposta, criamos sempre o risco de alimentar expectativas que depois não se realizam. Não é por causa disso que nós não devemos propor. O Papa Francisco achou que devia fazer uma consulta – que é a palavra que ele utiliza – aos cristãos em geral acerca da temática do próximo sínodo. Ele acha isso importante, portanto, é expectável que as pessoas pensem que será quase como um recomeço da Igreja. Mas não vai ser. Quem avança levanta uma certa poeira, que depois assenta e continua a estrada.

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Natal

natal

Bom Natal a todos

Se receberem um postal em casa, aviso já, não fui eu.

Natal do outro lado do mar

 

Sem reflexões ou programas prévios. De supetão, embarquei no avião – embarcar em meio aéreo baralha-me. Pelo sentido etimológico, sempre entendi embarcar como significado de entrar e viajar em barco. Porém, do ar fizeram mar e, nos tempos actuais, passámos a embarcar e navegar em máquina voadora, impulsionada por turbina de gás (a jacto, diz a malta).

Deixe-se de lado esta reflexão sobre a semântica do embarcar e use-se um relato mais simples: voei para a minha terra adoptiva, Rio de Janeiro, onde tenho familiares próximos e amigos, primos direitos. Vivem em Jacarepaguá. Lá longe, tenho quarto privativo, com janela virada para a Tijuca. Sempre disponível e arrumado. Como vivesse ali todo o ano, de Janeiro a Dezembro, D. Neide encarrega-se de o aprumar. As velhas fotografias dos meus pais e outras dos pais deles, todos falecidos, integram a decoração como imagens de saudade ilimitada e incomensurável próprias do luso sentimento.

Deixei para trás o frio, a malfadada crise e os pensamentos adversos, assim como a cambada promotora da nossa vida caótica: Passos, Portas, Cavaco, Merkel, Draghi, Barroso e a ‘troika’, entre outros. O avião afastou-me da peçonha. Sinto-me livre e limpo foi o que me veio à cabeça quando cheguei ao aeroporto do Rio.

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Feliz Natal!


Fuck all religions!

A Costa Rica está há 65 anos sem forças armadas

Entretanto, conseguiu uma esperança média de vida de 78 anos, uma taxa de alfabetização de 96,3% e “o povo mais feliz do planeta”.

Fantástico!

Até se lhe perdoa ser publicidade bancária.

Abram Alas!


Paulo Portas está a chegar!

Uma inconstitucionalidade e um buraco, as prendas do Rosalino

Hélder Rosalino, hoje, porventura estará mais aliviado. Sai do governo e regressa ao Banco de Portugal, esse albergue de trabalhadores ‘barões’, beneficiários de condições de remuneração imunes a sacrifícios, reforçadas de privilégios adicionais. Usufruem de regime de relações contratuais de trabalho próprio, sob protecção do BCE.

O Banco de Portugal, de resto, é um albergue de luxo, por onde desfilaram figuras destacadas da política. Do PR a Silva Lopes, incluindo Oliveira e Costa e muitos, muitos outros amparados do regime e/ou incompetentes para supervisionar o ‘sistema financeiro nacional’, como Vítor Constâncio.

O caso do BPN é paradigmático – há outros, como o BCP e restante banca – e pequena-grande parte do fadário das ‘contas públicas’ nacionais que justificam as injustiças, umas vezes tentadas outras conseguidas, de castigar através da diminuição os rendimentos de reformados e pensionistas, o grupo etário mais envelhecido e indefeso da sociedade portuguesa.    [Read more…]

“Não executivo” é turista?

working week

Depois de ter lido que Rui Rio “assumirá funções não executivas no BCP”, resolvi recuperar este meu projecto que ainda não obteve resposta positiva de nenhum banqueiro. Espero que, desta vez, algum deles se chegue à frente, carago! Será que nestas actividades os lugares são assim tipo companhia aérea? Ora, se o Rio foi nomeado para um lugar “não executivo”, vai para a classe turística, não é assim? E agora o meu projecto:

Decidi ser empreendedor. Então, dirigi-me ao banco mais próximo e apresentei a minha proposta: pretendo comprar 5% da Galp e, para isso, preciso de um empréstimo bancário. Como se compreende, é um empréstimo avultado, mas o meu projecto tem garantia de sucesso. [Read more…]

Ser Português


Sinónimo de arte, engenho e falta de dinheiro.

O rótulo que eu ando para escrever

Se tenho de comprar uma garrafa de vinho escolho-a, claro está, pela prosa do rótulo. Coisas como “mime-se a si próprio após um dia atarefado” fazem-me pousar logo a garrafa. Mas se me anunciarem “ginjas com matizes tostados” eu fico interessada, mais pela ginja, é certo, e pelo calorzinho nas faces que ela deve trazer. Se me confessarem que um vinho revela a presença de fruta “dando sinais de fadiga” imagino uvas pálidas, tombando sem ganas no cesto da vindima,  “ai filhas, que vida a nossa”.

Já “taninos firmes e redondos” soa-me a promessa de máquina para glúteos da tvshop, mas sempre traz algo de viço e juventude.

Se me dizem que as origens do que está na garrafa são “vinhas dramáticas de montanha” eu peço para me encherem o copo, que drama é comigo e dramas montanhosos, com a promessa de montes uivantes e acidentes trágicos pelas escarpas abaixo, deixam-me empolgada.

Um vinho que “na boca deixa um longo e persistente final” tem ecos de Philip Marlowe, logo imagino que será um pouco ácido, mas apenas nos primeiros sorvos. [Read more…]

Qual é o sistema de pensões que abrange os Juízes, qual é?

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Casos de impedimento do juiz

Nenhum juiz pode exercer as suas funções, em jurisdição contenciosa ou voluntária:

a) Quando seja parte na causa, por si ou como representante de outra pessoa, ou quando nela tenha um interesse que lhe permitisse ser parte principal

Manifestação de Professores?


Bala de Borracha!

É também um modo de estar

Anticonstitucionalis-
simamente
, com 29 letrinhas apenas se escreve a palavra mãe deste governo.

Lidar com bolas

Deve ser duro.

Coagidos

coagidos

A sentença II

juiz

O presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro, lendo o chumbo do orçamento. Fotografia de Paulo Alexandre Coelho, Diário Económico

Via Joana Lopes.

Governo chumbado

por U N A N I M I D A D E.  Mudem lá a Constituição, ou ponham-se no OLHO DA RUA.