Hoje é dia de mais opinião ordinária e habitual. Ordinária, porque finge que nasceu ontem. Habitual, porque é palavra de donos disto, arrogados donos morais e institucionais disto-Portugal. Só os que se concebam donos do Regime, como Soares, se alarmam sobremaneira com o confisco que lhes sucedeu impensável também a eles: cansativamente, pronunciam-se sobre a Europa, sobre o País, mas o País suporta mal quer o Fisco Brutal quer o trajecto sanguessuga desses pais e herdeiros imorais do Regime. Ordinária, porque não disfarça os seus intentos pessoalíssimos, a busca na secretaria «Demetir, demetir e demetir!» da desesperada reversão dos prejuízos causados pelo recuo governamental dos apoios à Fundação. Habitual, porque o rei intocável, jarra melindrosa do Regime, não se enxerga: olho para o crepuscular Mário Soares e penso no Dâmaso Salcede que Eça pintou: a mesma figura, a mesma ridícula obsessão por si mesmo inexistente e pelos modelos estrangeiros, mas que nem em França hoje encontram guarida e defensor. [Read more…]
Da Opinião Ordinária, Insidiosa e Habitual
O Diário de Notícias e o jornalismo de adivinhação
Todos os recordes do “jornalismo” de subserviência política e manipulação dos factos acabam de serem batidos pelo Diário de Notícias.

Publicando de véspera o que o fascista Rui Rio lhes ofereceu, em mais acção demonstrativa do seu esforço de exemplo para figurar como o autarca português mais inculto de sempre, sai a notícia antes de ter acontecido sem um aviso de que a ideia foi concorrer com o Inimigo Público.
Quem manda? o entaipador da invicta. Leia também a notícia num jornal a sério, ou veja os factos no blogue da Biblioteca Popular do Marquês.
imagem Gui Castro Felgas
O Caso BPN

O DN apresentou na semana passada uma série de artigos ao longo de seis dias onde, com bastante detalhe, desenhou o caso BPN. São revelados os números, descritos os crimes, mostra como o país foi roubado de 8300 milhões de euros e descreve o evento que precipitou o país para as mãos da Troika, que tão bem nos tem tratado e com resultados tão satisfatórios.
Leia a investigação do DN, depois do corte.
O jornal do regime e o frete do costume
Artigo de Pezarat Correia censurado pelo DN
Os jornais do amigo Oliveira censuram, republica-se. Como diz o Tiago Mota Saraiva, assim até tem mais leitores. Ainda por cima relembra um facto muito esquecido. Não o de que Paulo Portas mente no exercício da sua actividade política, isso toda a gente sabe, mas a invasão do Iraque, este tempo todo depois, bem necessita de ser relembrada.

PAULO PORTAS MINISTRO?
Ana Gomes provocou uma tempestade mediática com as suas declarações sobre Paulo Portas. Considero muito Ana Gomes, uma mulher de causas, frontal, corajosa, diplomata com muito relevantes serviços prestados a Portugal e à Humanidade. Confesso que me escapa alguma da sua argumentação contra Paulo Portas e não alcanço a invocação do exemplo de Strauss-Kahn. Mas estou com ela na sua conclusão: Paulo Portas não deve ser ministro na República Portuguesa. Partilho inteiramente a conclusão ainda que através de diferentes premissas. [Read more…]
Maria Cavaco Silva pedirá o divórcio logo após as eleições
Promiscuidade do Presidente da República deixa primeira-dama revoltada
Depois de ter lido que Cavaco Silva volta a namorar funcionários públicos, a primeira-dama já declarou em círculos mais próximos que aguardará os resultados das eleições para pedir o divórcio, tendo acrescentado, entre soluços, que “pior do que a traição é ele ir meter-se com essa gentinha. Ainda se fosse com banqueiros ou assim…”
Entre os funcionários públicos, a notícia tem gerado um enorme mal-estar acompanhado de vómitos.
Vêm a tempo para quarta-feira
Há quem por aí quem se indigne face aos indispensáveis blindados comprados para a cimeira da NATO terem chegado tarde demais. Será mesmo assim?
A verdadeira história de José Leite Pereira no JN
O «Jornal de Notícias» é um património, acima de tudo, do Grande Porto e da Região Norte. Jornal centenário, envolveu-se ao longo dos anos nas mais importantes causas da cidade, ao ponto de ser hoje um dos seus símbolos. No nosso JN, a liberdade foi sempre um valor supremo que ninguém conseguiu pôr em causa. A campanha pela demolição do Palácio de Cristal será, porventura, uma mancha num percurso nobre e fértil em momentos de defesa de toda uma comunidade.
Desde pequeno que me habituei a ver no JN um amigo. Cresci com as suas páginas, que há uns anos atrás eram muito grandes e desajeitadas. Passei horas e horas naquele edifício, procurando notícias sobre o FC do Porto no seu Arquivo Histórico e pagando, na altura, 30 escudos por cada fotocópia que pedia. Recordo com saudade a «Empresa do Jornal de Notícias», que editava também aquele vespertino de páginas amarelas e, mais tarde, «O Jogo». Todos os anos, com Serafim Ferreira à frente do pelotão, aí estava a «Empresa do Jornal de Notícias» a organizar a Volta a Portugal em Bicicleta.
É por isso que me invade uma enorme tristeza quando vejo o estado a que o meu JN chegou. Quando vejo naquilo que se transformou, nos últimos anos, por vontade de um empresário que percebe tanto de jornais como eu de automóveis. Por via do empresário e por via da pessoa que ele escolheu para dirigir o verdadeiro «porta-aviões» que é e sempre foi o JN no seio do Grupo Controlinveste. Falo de José Leite Pereira.
Recuemos uns anos. Em 2005, no âmbito de um negócio muito mais vasto, que foi patrocinado pelo poder político através de avultadas garantias bancárias, Joaquim Oliveira acabou por comprar uma série de títulos que estavam na posse da Lusomundo, como o JN, o DN, o 24 Horas, O Jogo ou a TSF. Para dirigir o título mais importante do Grupo, o JN, escolheu um jornalista que já fazia parte da Direcção desde 1998 e que dava garantias de se adequar aos objectivos que tinham conduzido ao patrocínio do negócio por parte do poder político.
Para se ter uma ideia dos objectivos que presidiram a essa escolha, o longo historial de jornalista de José Leite Pereira tinha como principal medalha a cova onde enterrou o «Diário Popular». A escolha ideal, como se vê, para dirigir um diário como o Jornal de Notícias. Algo que, de resto, se tem visto nos últimos anos: durante a sua gestão, o JN obteve os piores resultados de sempre a todos os níveis (comercial, audiências, qualidade, influência). A sua estratégia, suicida, de procurar ganhar espaço em Lisboa levou a um decréscimo significativo da importância do JN a Norte e, pior, sem resultados positivos em Lisboa.
Nada disto interessava, pois José Leite Pereira fora escolhido para liderar um projecto político bem claro. [Read more…]








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