Busca, facho, busca

O Luis Rainha encontrou uma curiosa página na net, que lhe inspirou este desabafo:

Adoro tiranetes sempre com a boca cheia de “liberdade” mas que na volta gostam mesmo é de castrar as liberdades dos outros. Agora, andam por aí estes cromos armados em paladinos de umas tais “ideias grandes”. Que implicam, na maioria das suas “propostas”, proibir alguém de fazer alguma coisa. Aborto, divórcio, casamento homossexual, eutanásia, procriação medicamente assistida; os alvos do costume, em suma.


Soltámos os perdigueiros cá da casa. Ora bem, o endereço pertence a uma senhora chamada Adriana Telles de Menezes. A senhora chamada Adriana Telles de Menezes é proprietária de mais páginas, como a Plataforma Resistência Nacional e o Grupo de Amigos de São Josemaria (não, não linko, por causa do mau cheiro). Não parece tratar-se de um pseudónimo de Isilda Pegado, mas anda lá perto. E fica tudo explicado.

Os bilhetes não nascem todos iguais

Tem sido tradição o Consilium Magum Aventarum, ou parte dele, reunir-se por obra do Caminho de Ferro. Em anterior iteração descobrimos que velhos hábitos de perder a ligação porque esta havia partido cinco minutos antes não se alteraram. Hoje descobrimos que um bilhete comprado na net não pode ser trocado caso se perca o comboio, contrariamente aos bilhetes comprados na bilheteira. Simplexicamente, há que ler as letrinhas miudínhas. Fora isso, tudo bem.

Apoiar boas causas:

O PR After Work Norte vai procurar juntar os diferentes “Comunicadores” dispostos a participar num evento informal. Nada como aproveitar este momento especial para divulgar e apoiar três diferentes Instituições/Associações cujo trabalho merece todo o nosso apoio e que melhor local para o fazer do que este?

Já foi divulgada a primeira Associação, a “Animais de Rua“. Nos próximos dias serão divulgadas as restantes. Não se esqueçam de aparecer por lá.

Tentou adicionar Deus e usava o chat para falar com Jesus

 

Freira espanhola expulsa de convento por causa do Facebook

Ao que o Aventar conseguiu apurar, a irmã Maria Jesús Galán terá sido expulsa do convento por ter insistido em adicionar Deus como amigo no Facebook, sem ter pedido autorização ao Bispo. Para além disso, terá sido acusada de usar o chat para falar com Jesus. A freira toledana admitiu a primeira acusação, reconhecendo que se terá deixado arrastar pelo fervor religioso. De qualquer modo, segundo se sabe, Deus já terá ultrapassado o número limite de amigos permitido. No que respeita às conversas com Jesus, o Aventar soube que, afinal, se tratava do actual treinador do Benfica, que terá procurado que a religiosa intercedesse para impedir que Hulk voltasse a humilhar o clube da Luz.

Aventar no Facebook

Olá a todos.

No Aventar estamos a lançar a nossa página no Facebook. Para continuarmos a manter-nos ligados contigo, pedimos que te desloques até aqui: http://www.facebook.com/pages/Aventar/123414998388 – e cliques no botão ‘Gosto’. É grátis.

Por entre Serras e Penedias, o Climax é Garantido


Ali no alto mora o espanto. A poesia transborda das fontes sob a forma de água engarrafada, aparece um bando de anjos fingindo ser de verdade, e povo, muito povo…

A Wikipédia faz dez anos

Em dez anos de vida, que se cumprem hoje, a Wikipédia transformou-se no quinto site mais visitado de toda a internet.

Podíamos dizer “é obra” com a habitual condescendência e seguir em frente. Mas este poste destina-se a dizer É Obra e a parar um pouco. Porque – pesem as inexatidões, as insuficiências e as superficialidades – é mesmo obra, uma obra monumental, democrática, voluntária e global.

Com 17 milhões de artigos, 410 milhões de visitas a cada mês, 278 línguas e dialectos, estamos perante um repositório do mundo em forma de site.

Jimmy Wales, o seu criador, só pode sentir-se pequeno perante a sua criação. Ainda bem, é o melhor dos sentimentos que alguém pode experimentar. Parabéns Jimmy Wales, parabéns contribuidores, parabéns Wikipédia. Venham mais dez.

O Aventar, o Facebook e os leitores

Nas últimas semanas o Aventar tem visto a sua audiência aumentar. Vários factores contribuem para isso e um deles é este: a 20 de Novembro, a par de uma mudança de visual, instalámos um pedaço de software que permite aos nossos leitores comentarem na sua página do Facebook o que aqui escrevemos.

Resultado:

aventar facebook

Mas acima de tudo os nossos agradecimentos a quem nos tem lido e comentado. E voltem sempre, obrigado.

facebookar ou não facebookar

eis a questão.

O Site do INE

Ía eu todo catita à procura da taxa oficial de Tempos Livres e eis que encontro o site do Instituto Nacional de Estatística em Inglês Técnico??! O mais fucked é que não vejo way de find o portuguese version. Fóc! Será para Inglês to See?

Viva a Ensitel…

Uma cliente reclamou. A Ensitel não gostou que a cliente contasse a estória. A Ensitel processou a cliente. A Ensitel é uma besta fascista mas curtida!…

A Google trocou o “do no evil” por “do money”?

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Depois do “Do no evil!” estará a Google a entrar numa nova fase? Andará o dinheiro, a tentação do poder e do controlo a subir à cabeça dos senhores que fizeram o maior sucesso empresarial do mundo dos últimos dez anos? Esqueceu a Google o poderoso contribuiu – suportado na neutralidade da internet – que os utilizadores dos seus serviços tiveram para ser o colosso que é hoje?

Pensará que o pedestal onde foi colocada não lhe pode ser retirado um dia, quando o “do no evil” estiver morto e enterrado?

Pensará que apenas por ser uma proposta Google, o mundo vai levantar-se num clamor e aplaudir? Acharão mesmo que o futuro da internet ou de uma qualquer rede mais ou menos parecida passa pela criação de divisões entre os ricos e os pobres? Acreditam realmente que uma melhor internet e uma melhor distribuição de dados passa por criar uma divisão entre quem paga e não paga?

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Sem Internet no Alentejo e na Vida – Uf!

Vida serena, a de Ribeira das Vinhas, minha aldeia adoptiva. Tem cerca de quatro dezenas de casas dispersas. Nem sempre habitadas. Parte da população é flutuante. Os residentes fixos, ao todo, não excedem três dezenas e meia, com poucas crianças. Vivem na companhia de galinhas, patos, perus, coelhos, ovelhas e o porco; sim, o pobre porco condenado à matança no ritual da festança anual – Ah! E os inevitáveis cães. Amanham a terra e praticam a agricultura de subsistência.

Alfacinha de gema, sinto-me filho daquela aldeia alentejana. Hoje não tem sequer um estabelecimento aberto. O último a encerrar foi ‘a venda’ do senhor ‘Maneli’. Não escapou ao furacão feroz e omnipresente das superfícies modernas, na cidade mais próxima. Com o fecho da loja, evaporaram-se os fins de tarde regados a tinto ou cerveja, acompanhados de torresmos caseiros, azeitonas e do casqueiro alentejano; e ainda de farpas e queixumes contra políticos, esquecidos daquela gente. Excepto em tempos de campanha eleitoral, claro.

O espírito de aldeão transformou-se em deleite do meu dia-a-dia alentejano, embora tenha de percorrer 3 km, até Galveias, para tomar um café. É um hábito mais, cumprido sem sacrifício, diga-se. Dois dedos de conversa no café e, de regresso a casa, repito uma das praxes diárias. Acciono o portátil, acedo à Internet. Só que naquela malfadada tarde, e de súbito, a ‘net’ despejou-me ou despejou-se do computador. Verifico o ‘modem’ e confirmo a existência do sinal, via ADSL. “Bom, a merda do computador pifou!”, desabafo de mim para mim. Desfalcado de meios de sobrevivência de cibernauta, fiquei destroçado e em ebulição. Tive vontade de destruir tudo à minha volta. Ímpeto passageiro.

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Internet, de tudo um pouco

O Buzz, nova ferramenta do Gmail, apareceu repentinamente no nosso correio electrónico, pouco depois de anunciado. De repente, sem saber como, eu tinha cinco seguidores e estava a seguir quinze pessoas. Veremos se o instrumento será pacífico ou levantará as polémicas do Google Street View.

O Irão, ao bloquear o Gmail, não terá acesso ao Buzz. Do ponto de vista obscurantista das ditaduras, chama-se matar dois coelhos com uma só cajadada. Já a UE parece caminhar em sentido oposto ao apostar numa internet grátis e neutra.

O Ipad, como seria de esperar, já conta com os seus detractores. Para a Apple não será o fim do mundo, mas não são boas notícias.

Mas o mundo em rede é feito por pessoas e não apenas tecnologia. Nesse sentido, não sei o que pensar destas duas notícias. Será que a sua entrada na net os vai separar, ou apimentar e dar novo fôlego a uma relação tão antiga?

Economia, Liberdade e outros tremores

Hoje a TVI vai lançar uma grande reportagem do que pode acontecer se, em Portugal, tivermos uma tragédia natural como aquela que assolou o Haiti. Ora, numa altura como esta, em que estamos a ser assolados por outras tragédias, de índole económico, convinha qualquer coisa mais alegre.

Continuando neste tom negro da espuma dos dias, temos os dados económicos a piorar de dia para dia e o Rangel a vociferar em Estrasburgo pela Liberdade de Imprensa. Para melhorar, nada como os perigos da internet.

O Mundo está mesmo a ficar perigoso.

LOL para todos

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A chamada telefónica estava a meio. Um dos interlocutores, ao meu lado, percebendo que tinha acabado de dizer um disparate no meio da conversa, sorri e diz “LOL”. Uma simples palavra, dirigida a quem estava do outro lado da comunicação. LOL. Assim mesmo, em voz alta. Como se estivesse a comunicar através de programas de mensagens instantâneas na Internet ou através de SMS.

O “LOL”, assim dito, tornou-se estranho. Todos aqueles que utilizam as ditas aplicações num ou noutro momento já utilizaram o LOL (do inglês ‘Laughing Out Loud’, que se pode traduzir por ‘rir às gargalhadas’). Mas assim, de viva voz, soa estranho. Perante a reacção de estranheza dos colegas, vem a explicação: “Sou jovem…”.

Como se todos os jovens falassem assim, pensei mais tarde. Não falam, mas não andam longe. Mais hoje que no passado, usa-se e abusa-se das abreviaturas. É a lei do mínimo esforço. Mesmo que algumas delas não façam sentido. Para dizerem ‘porque’ escrevem ‘pk’, quando poderiam escrever ‘pq’. O ‘que’ vê-se transformado num espantoso ‘k’ e não num simples ‘q’. É uma letrinha apenas, na mesma, então pk – perdão, porquê -, esta mudança? Para já não falar dos imensos ‘x’ que encontramos nestas trocas de mensagens. Algumas são tão fechadas no seu significado que os não iniciados nestas técnicas ficam à nora, sem perceber patavina do que lá está.

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FarmVille, Facebook… redes sociais e afins

Sou um tipo dado a experiências. A algumas, pelo menos. Por exemplo, até aos 8 anos fui sócio do Atlético da ainda por construir BCI… Mas, curei-me e mudei para o Atlético da segunda circular. E isto a propósito da Web, em particular da Web 2.0.
Uso a World Wide Web desde 1996, já depois de Tim Berners Lee ter publicado a primeira página da Net.
Sou tão velho nestas coisas que me lembro do S.A.P.O ser o serviço de apontadores portugueses, do Altavista

farmville

São poucos os que distinguem Web de Internet e menos ainda os que parecem ver como isto está a mudar. Praticamente não vejo televisão e dou por mim no Google à procura de dicas, truques e cheats de todo o tipo para ver se subo mais depressa no mais famoso jogo do Facebook, o Farmville.
Há aqui qualquer coisa que não está bem. Pirei de vez.
Fiquem bem e se quiserem aparecer lá na quinta, eu agradeço… mas, só se levarem uma prendinha, ok?

Fiquei a saber que…

… existe a última página da Internet. Pensei que esta fosse uma espécie de universo inesgotável, mas afinal existe, e está aqui.

Os chico-espertos voltaram a atacar

Há uns meses o assunto foi falado. A reacção negativa de muitos sectores levou os paladinos detentores da moral legalista a enfiar a viola no saco. Agora, como quem não quer a coisa, pela calada e de forma até algo envergonhada, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu chegaram a um acordo para que as autoridades administrativas dos Estados-membros poderem cortar o acesso à Internet aos utilizadores que façam downloads de ficheiros protegidos por direitos de autor sem uma ordem judicial prévia. Sem ordem judicial, reforço.

 

O centro da questão é mesmo este. É claro que quem efectua downloads piratas comete uma ilegalidade e pode ser punido por isso. A questão é não ser necessária a intervenção do poder judicial. Basta um fulano sentado a uma secretária assinar um papel e pronto, está feito. Não sei se haverá muitas infracções punidas assim, de forma tão leviana.

Isto não acontece por acaso. É fruto das pressões dos detentores económicos dos direitos, sobretudo editoras musicais, que ainda não perceberam como reagir ao fenómeno da Internet.

 

Há uns dias, um estudo, mais um, veio confirmar que os “piratas” compram mais música que os não “piratas”. Esta é uma certeza que tem anos. Os génios que administram o mundo da edição musical é que ainda não perceberam isto. Ou não querem perceber.

Não me interpretem mal. Não defendo os piratas. Mas também não defendo os administradores e gestores das empresas editoras que se aproveitam da criatividade de outros para ganhar mais dinheiro com as suas criações do que os próprios criadores.

só disponível para Mac

Li recentemente um artigo acerca de uma aplicação informática que parece ter tudo para vir a tornar-se um êxito. O propósito desta aplicação é bloquear a capacidade de um computador se conectar à internet. O bloqueio poderá demorar um minuto ou até oito horas, dependendo da vontade do utilizador.

Incapazes de se coibirem de deitar uma olhadela furtiva ao mail, de espreitar a ver que amigo actualizou o seu estado no facebook, de dizerem ao mundo o que estão a fazer nesse instante via twitter, alguns utilizadores viram-se obrigados a instalar um programa que os impede de ligar-se à rede, permitindo-lhes os minutos ou horas de descanso (ou trabalho) que eles não teriam a coragem de obter por si.

Este programa é aquilo a que nos filmes americanos se costuma chamar o “mean motherfucker”, o tipo cool, que sabe sempre o que fazer a seguir e impõe a sua vontade aos demais. “Precisas de acabar um relatório mas tornaste a meter-te no Messenger? Eu trato já de ti…”. Mas o que mais me agrada neste história, confesso, é o nome do programa: Freedom.

Nada mais condizente com os tempos que correm do que esta liberdade que vem fardada de agente da autoridade e nos manda fechar a porta da cela.