Se o apartheid Israelita é mau, estes ataques cobardes não são melhores. Até agora seis mortos israelitas, na Bulgária.
Israel legaliza três colonatos na Cisjordânia
Não se pode dizer que não tenha razão
Stay Classy Israel!
Contra inquérito à construção de novos colonatos – Israel corta relações com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Ganhar os corações e as mentes dos palestinianos – Ao estilo de Israel
Israel está a planear destruir os painéis solares “ilegais” que os palestinianos utilizam nas suas casas na Cisjordânia (ou melhor, nos 62% da Cisjordânia ocupados por Israel).
Leia a história no The Guardian, em inglês.
Hoje dá na net: A História Sionista
A História Sionista, documentário de Ronen Berelovich onde se retrata a limpeza étnica, colonização e o regime de apartheid impostos à Palestina, com o objectivo de produzir um estado judeu.
Legendado em Português.
Palestina na UNESCO, retaliação de Israel e dos EUA
A UNESCO, estrutura da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura, aprovou por larga maioria o ingresso da Palestina, como 195.º membro da organização – 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções.
Portugal esteve entre os abstencionistas. Fontes do MNE, e segundo julgo saber o próprio ministro, Paulo Portas, justificaram a abstenção de Portugal com a necessidade de alinhamento no seio da UE. Um falsa desculpa, visto que a França votou a favor e, portanto, não houve uma posição concertada a nível dos 27 estados-membros. De resto, a UNESCO é dirigida por Irina Bokova, uma búlgara e cidadã da UE, cujo discurso não poderia ser mais entusiasta, como se prova por esta versão em francês.
Do tom reprobatório do embaixador de Israel, Nimrod Barkan, nada há a estranhar ou a comentar. É um acto que se inscreve na política da agressão e da anexação ilegal de territórios pelo seu país.
Olha que chatice, temos de dar esta notícia
Já bem atrasado em relação aos media internacionais, escrevi aqui que em Israel também se acampa, no pretérito dia 31 do mês findado. Na altura tinha constatado, seguindo o google news, não haver uma única referência na comunicação social online portuguesa. Hoje o Público chegou lá.
Mais vale tarde do que nunca? conhecendo o poder do estado sionista de Israel, foi deliberado. O costume.
Em Israel também se acampa
Que os israelitas não são todos iguais, ou seja, sionistas, já sabíamos. Que eram capazes de vir para as ruas e acampar em defesa dos seus direitos sociais, é novidade. Aliás uma novidade que escapa à comunicação social portuguesa. Sabia que em Telaviv ainda ontem eram 100 000 nas ruas? E que escolheram a Avenida Rothschild para o fazerem?
Há coisas fantásticas não há?
Netanyahu, o (in)justiceiro sem vergonha
Uma família de colonos israelitas (um casal e três filhos) foi assassinada no dia 11 de Março em Itamar, na Cisjordânia, alegadamente por um indivíduo palestiniano.
Um país normal trataria este assunto como um caso de justiça. Um país expansionista poderá tender a tratá-lo como um assunto de guerra. Um país ocupante sem vergonha poderia, até, afirmar tratar-se (ironia das ironias) de um caso de terrorismo.
Mas no país de Benjamin Netanyahu, ainda sem conhecer a identidade ou localização do homicida, a primeira preocupação é a retaliação, já anunciada pelo primeiro-ministro: como punição vão construir 500 novas casas no colonato.
Três dias depois o mesmo Netanyahu declarou que Israel vai construir um muro na fronteira com a Jordânia para impedir a imigração ilegal através do país vizinho. “Temos de travar as infiltrações para proteger o nosso futuro”, disse ele.
Se alguém lhe perguntar para que caixote do lixo atirou a vergonha, a coerência, a justiça e a decência, não se lembra, livrou-se delas há muito tempo, se é que alguma vez soube o que isso significa.
Contos Proibidos: O apoio de Kadhafi ao PS e as relações com Israel
continuação daqui
Uma outra questão essencial da política externa do PS foi o empenho com que «forçámos» o Governo Português a normalizar as relações diplomáticas com Israel, encontrando eu em Salgado Zenha o principal protagonista desta normalização. A quase totalidade da direcção socialista saída do II Congresso tinha laços antigos com os argelinos.
O apoio financeiro do coronel Kadhafi, em 1974, era uma outra importante condicionante ao reconhecimento de Israel. O que, a meu ver, era um autêntico disparate. Não só porque o país existe e era (e continua a ser) a única democracia do Médio Oriente, mas porque esse não reconhecimento tinha repercussões político-económicas em todo o mundo ocidental. Havia também que contar com o facto de existir em Israel um partido que fazia parte da IS.
A resistência do Governo, à semelhança do que se passara com os Governos Provisórios, dava lugar a rumores de que Portugal cedia às pressões do mundo Árabe, ao passo que era do conhecimento geral de que seríamos mais respeitados pelos árabes reconhecendo Israel, do que o não fazendo. Um outro fundador do PS e da chamada ala moderada do partido, Bernardino Gomes, que Soares tinha designado para certos contactos com a CIA, desenvolvia então em Lisboa uma espécie de lobby pró-israelita. Era seu assessor em S. Bento e muito diligente para com a família Soares. [Read more…]
Há judeus com cara, há sim senhor
É fatal: escrevo duas linhas sobre sionistas e na caixa de comentários aterra a brigada mossad. Limpinho.
Como não tomo uma parte do povo judeu pelo seu todo, fica aqui um exemplo de que nem todos os judeus evoluíram para sionistas. Norman Finkelstein é atacado por uma jovem chorando lágrimas de crocodilo, e responde-lhe a doer:
E assim fica demonstrado haver quem saiba honrar a memória dos seus pais.
vídeo legendado em castelhano, via Renato Teixeira.
Arábia Saudita ajuda Israel a atacar Irão!
Para que os caças Israelitas possam atacar as instalações ligadas ao programa nuclear do Irão, terão que viajar cerca de 2000 Kms, limite da autonomia de vôo dos aviões. Mas a Arábia Saudita dá uma ajuda, abrindo um “corredor aéreo” limpo de radares de defesa para que os caças possam sobrevoar o território.
“Vamos olhar para o lado” dizem da secretaria de defesa, os sistemas de defesa não serão activados para os caças Israelitas poderem passar, e logo que passem, os sistemas serão reactivados ao máximo. Riad tem tanto medo do Irão como Israel e não quer que o programa nuclear siga o seu curso.
Entretanto, em Teerão, na passagem do aniversário das eleições, voltou-se a ouvir “morte ao ditador” apesar do medo que caiu sobre os que se manifestaram nas ruas o chamado “Movimento Verde” e que reinvindica ter ganho as eleições. A universidade tornou a agitar-se e houve envolvimentos de violência entre a polícia e os manifestantes. Dezenas de jornalistas foram presos e há um aparato militar e um ambiente de tensão enormes.
Num comunicado conjunto de toda a oposição, diz-se:”O regime devia avançar para termos uma imprensa livre, eleições livres e o respeito pelos direitos humanos, mas isso é o contrário do que se passa”!
Faz-me lembrar o velho aforismo : “a galinha do vizinho é melhor que a minha”!
Protesto contra os crimes de guerra do Estado de Israel
Israel atacou na segunda-feira, 31, um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, tendo assassinado pelo menos 10 pessoas.
Apesar do protesto fraco e medroso da grande maioria dos países, os cidadãos livres tem mostrado o seu repudio um pouco por todo o mundo.
No próxima dia 13 pelas 18 horas terá lugar em Frente à Embaixada de Israel mais um protesto, contra os crimes de guerra dos Israelitas e contra o genocídio do povo palestiniano.
Convidamos todos os cidadãos a juntarem-se a nós.
Palestina – Entre um Whisky e um arroto!
Conhecem-se alguns desenvolvimentos sobre o que aconteceu no navio Mavi Marmara, que foi assaltado por um comando Israelita do que resultaram nove mortos e alguns feridos. Mas os mais importantes testemunhos são-nos dados pelos relatórios das autópsias aos cadáveres e por um Sargento que participou na ocupação do navio. As autópsias indicam que os mortos apresentam mais que uma bala disparada a curta distância e que há pelo menos um que levou um tiro na testa e outros dois, levaram tiros nas costa e na nuca.
O sargento Israelita que reconheceu ter morto seis dos nove activistas, relata que disparou quando descia a corda do helicóptero, e que o fez, porque os seus camaradas que estavam à sua frente a “pousar” na coberta do navio, estavam a ser agredidos pelos activistas e deitados ao mar. Era gente treinada, e com armas para a luta corpo a corpo ( foram encontradas armas e coletes de protecção).
Não sabemos qual será a verdade, o que sabemos é que no teatro de guerra não há bom senso, nem dialogo, nem razão, há mortos e feridos, e tambem sabemos que o que verdadeiramente está em jogo num cenário de “mata, mata” é que uns morrem e outros ficam para contar. E sabemos ainda melhor que quem está de fora, quem não correu risco nenhum, está pronto a apontar o dedo acusador!
Entre dois whiskies tomam-se decisões e partido sem cuidar de ver as circunstâncias que fazem o homem e a sua acção, os bons são os “nossos”, os bandidos, cães, fascistas e nazis são os “outros”. Se alguem tenta colocar a questão ao nível de uma discussão desapaixonada sob o ponto de vista ideológico, interessando compreender para evitar mais dor e sofrimento, ( a diferença viu-se bem nas duas noites em que aqui no Aventar se discutiu o assunto) percebe-se, rapidamente, como as pessoas chegam a conclusões que, se não iguais, são muito próximas e com soluções humanas e respeitosas para com os povos em conflito. (não se pode mandar um dos povos ao mar…)
Mas os bem pensantes,(somos de esquerda! Como se a guerra fosse de esquerda ou de direita) ainda têm um último arroto, antes de largarem a presa. É que a solução passa pela democracia, dois Estados de Direito, num só território e dois povos coexistindo pacificamente. Nem um ” finest old scotch whisky” 15 anos ajuda a engolir “veículos democráticos” necessários para a solução do problema.
E que tal uma Água das Pedras?
Palestina : Jogos de poder!
“Effective leaders help others to understand the necessity of change and to accept a common vision of the desired
outcome.”
John Kotter
No presente caso do actual conflito da Palestina (ver abaixo) torna-se cada vez mais óbvio que tudo não passa de um mero jogo de poder que tem como fim principal enfraquecer a “Pax Americana” e fazer com que ela apareça cada vez mais um “tigre de papel” perante o mundo. Nesse jogo, tanto os palestianos necessitados como Israel e a “indústria mundial dos bons e preocupados samaritanos” apenas têm o papel de peões e os últimos o de idiotas úteis.
Seria ideal que a “Pax Americana” finalmente acordasse e puxasse um “joker” chamado “New Deal”. Isto lhe permitiria ganhar de novo poder solidário juntos dos povos do mundo e nós nos livrariamos da crescente ameaça de um dia ficarmos sujeitos a quaisquer leis arcaicas.
Rolf Damher
SPIEGEL ONLINE, 06/04/2010
The Problem with Aid: International Donations Not Always Welcome in Gaza
The aid shipment that the Palestinian activists’ flotilla was hoping to bring to Gaza before they were halted by Israeli commandos is now awaiting delivery. But Hamas will only let the badly needed goods into the territory under certain conditions. In the Gaza Strip, aid is not always greeted with enthusiasm.
By Ulrike Putz in the Gaza Strip
You can download the complete article over the Internet at the \following URL:
http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,698766,00.html
Uma pergunta sem maldade
Uma pergunta sem maldade
Se algum dos amigos que tão acerrimamente defende a conduta de Israel, fosse israelita ou a sua família vivesse em Israel, teria a mesma posição que tem? Acredito que sim. Se esse mesmo amigo fosse palestiniano ou a sua família vivesse na Palestina, teria a mesma posição que tem? Acredito que não.
No entanto, eu, se fosse palestiniano ou a minha família vivesse na Palestina, não tenho dúvidas de que teria a mesma posição que tenho. Se fosse israelita ou a minha família vivesse em Israel, tanto quanto me conheço, tanto quanto respeito a forma idónea como tentei personalizar a minha vida, estruturar o meu pensamento e desenvolver a minha razão, sem certezas absolutas, como é óbvio, acredito que a minha posição seria a mesma. Há aqui alguma diferença significativa, não entre bons e maus, não entre sérios e não sérios, mas entre razões.
PS: Agradecia que fizessem um esforço para não escreverem comentários insultuosos.
Israel e Palestina, quem tem direito a quê?
O tema quente do momento é, sem dúvida e mais uma vez, a questão israelo-palestiniana. Nos últimos dias tenho visto afirmações e posições que não julgava possíveis, havendo muito quem advogue o extermínio, puro e simples, do opositor. Sem pretender fazer uma sondagem (essas, quando são sérias, não são feitas por blogues) convido os leitores, que tão veementemente se manifestam em todo o lado, a responder às seguintes questões:
1- Acha que a Palestina tem o mesmo, ou menos, direito que Israel a ser um estado independente?
2- Acha que Israel tem o direito de impedir a efectivação do estado palestino?
3- Acha que a Palestina tem o direito de pedir o fim do estado israelita?
4- Acha um dos opositores mais culpado do que o outro no quadro da situação actual?
5- Porquê?
6- Como se sai deste impasse?
7- Qual o papel do resto do mundo na resolução do conflito?
Respondam às questões na caixa de comentários (a todas ou apenas às que quiserem), digam as vossas razões e tentem ser sérios intelectualmente, quanto mais não seja porque, a cada dia que passa, há vítimas civis de ambos os lados.
Uma paz impossível
Nos últimos dias, as posições extremaram-se, de novo, entre os pró-Israel e os pró-Palestina. Cada uma das partes utilizou os seus argumentos, quase todos retirados de uma cábula quase podre de velha, sem procurar, como sempre acontece, entender as causas dos outros.
Este é um daqueles conflitos em que ninguém tem toda a razão. Está partida em bocadinhos graças às pedras da intifada ou aos mísseis estratégicos que destroem comunidades inteiras em busca de um terrorista.
Do ponto de vista histórico, religioso, social, político e económico ambas as partes têm a sua razão. Mas cada uma delas está pouco interessado nos interesses dos outros. Cada uma dedica-se, da melhor forma que sabe, a gritar a sua defesa e a ameaçar a outra parte. Assim acontece com uma parte significativa daqueles que suportam os argumentos do lado que apoiam. É um permanente ‘ou nós ou eles’.
Logo, está instalado um permanente diálogo de surdos, apenas atenuados por escassos gestos apaziguadores de alguns líderes. Mas que não passam de tentativas pontuais e sempre vãs.
Por isso a paz não é possível no Médio Oriente. Nunca foi, desde há mais de dois mil anos, não é hoje e não será nunca num futuro decente.
A Palestina, pasto de uma geração de ódios.
A questão da Palestina não será resolvida pelas actuais gerações no poder, cresceram com o ódio, não há família que não chore um morto ou um estropiado. É uma questão de orgulho pessoal, já pouco contam os verdadeiros interesses da paz e dos povos. Antes morrer que recuar ou ser visto como perdedor, mesmo que ganhem todos.
As gerações mais novas, libertas desses constrangimentos, já conseguiram estabelecer pontos de entendimento, o que abre caminhos para a negociação e para a vivência em comum. Se querem ter uma vida fraterna, próspera e em paz vão ter que conviver uns com os outros, uma parte importante da população de Israel é de proveniência Palestina, têm a sua vida repartida pelas universidades Israelitas e a sua família trabalha em empresas do Estado de Israel. Não há volta a dar, a não ser o entendimento!
Mas se para quem vive no local é dificil, incompreensível se torna que pessoas longe do conflito, sem sofrer as sequelas da guerra, lance lenha para a fogueira meramente por razões ideológicas. Não dão um passo no sentido da paz, da compreensão do problema. Tudo se resume a quem está do nosso lado e a quem não está. Quem está ,ideologicamente, perto ou longe dos USA assim reage, sem cuidar de saber se tal posição ajuda ou aprofunda o problema.
Sempre contra Israel, sempre a favor dos palestinianios! Sempre contra os Palestinianos, sempre a favor de Israel.
Como o Nuno Castelo-Branco mostra aí nesse belo e avisado artigo se calhar o problema é mais complexo e, em vez de ódio, exige discernimento! E a Ana Paula, mesmo tomando partido, clama segundo o direito internacional aplicável. Com ódio é que se não vai a lado nenhum!
Noam Chomsky sobre o ataque israelita ao navio de ajuda humanitária
Este perigoso terrorista, perdão, muçulmano, perdão, talibã, perdão, membro da Al Kaeda, perdão, palestino, perdão, Gazeado, chama-se Noam Chomsky e deu ontem a entrevista que se segue ao programa de televisão Ce soir ou jamais.
Não fala apenas sobre Israel, naturalmente. Por alguma razão Chomsky é, por muitos, considerado o maior pensador americano vivo.
Condenar Israel – Apoiar a Palestina!
Chocante e inqualificável é o mínimo que se pode dizer da actuação de Israel contra os activistas pró-palestinianos que tentavam fazer chegar alguma ajuda humanitária a Gaza. A persistência do cerco e a agressividade sistémica contra os territórios ocupados da Palestina, faz lembrar métodos de extermínio dissimulados que não passarão incólumes na História, reconhecido que é o exercício abusivo do terrorismo de Estado de Israel. É urgente que o povo israelita e a comunidade judaica dê o rosto e a voz contra esta permanente violação dos Direitos Humanos, sob pena da comunidade internacional, pelo menos, em termos de sociedade civil, deixar de reconhecer a legitimidade do Estado de Direito de Israel… porque, em pleno século XXI, Israel não fará o mundo recuar nos seus princípios democráticos, na defesa dos Direitos Humanos e do Estado de Direito, pela persistência patológica do seu desempenho como Estado agressor. Enquanto Israel mantiver esta postura de tudo atacar (consequência de uma deformação cultural assente no medo e incentivada, política e socialmente, pela manipulação doentia de um trauma materializado na catarse de uma permanente lógica de guerra), as palavras de ordem continuarão a ser: Solidariedade com a Palestina, Já! Solidariedade com a Palestina, Sempre!
(Este texto foi também publicado AQUI)
Os assassinos de Israel e o insuportável silêncio do Nobel da Guerra Paz
O pecado original, já se sabe, está na criação de Israel, que nunca devia ter existido. Agora que não se pode exterminá-los, como sair disto?
As culpas são de ambos os lados, como é óbvio. Porque ao regime terrorista e imperialista de Israel, dito democrático, corresponde uma organização como o Hamas – infinitamente menos poderosa, mas infinitamente mais moblizadora para acções de carácter terrorista. Israel não precisa, o próprio Estado é terrorista e empenha todos os recursos nas suas acções criminosas e na tentativa de expandir um território sem qualquer base legal.
Estávamos habituados a ver, nos regimes terceiro mundistas de África, missões humanitárias a serem impedidas de chegar ao destino. Agora, são os países dito desenvolvidos que procedem da mesma forma e com as consequências que se vêem.
Entretanto, do outro lado do mundo, por onde anda o Nobel da Guerra Paz, incapaz de condenar uma acção destas?
A passagem da Sublime Porta
As imagens que o Público hoje mostrou.
Apenas os entusiastas das “grandes causas” poderão negar a evidência: o governo Erdogan optou por uma saída airosa – mas com bastante ruído mediático – da já tradicional aliança entre a Turquia e o Estado de Israel. Hoje ninguém duvida da escalada de um islamismo mais radical que o primeiro-ministro turco tenta ingloriamente colocar em paralelo com a democracia cristã europeia. Nada de mais falso. O assalto ao poder total, a destruição do Estado khemalista, a obliteração do poder das forças armadas, a conquista do palácio presidencial e a aproximação ao Irão, são factos que denotam uma evolução que apenas poderá preocupar os europeus. Praticamente afastado o ingresso na periclitante União Europeia, a Turquia prepara-se para se tornar numa potência regional com influência segura em algumas regiões da Ásia Central e no Médio Oriente, ao mesmo tempo que recupera o papel outrora reservado à Sublime Porta como protectora dos muçulmanos. No entanto, este afastamento acaba por ser uma feliz ocorrência para uma Europa ciclicamente ameaçada pela recessão e declínio demográfico. Serve como um alerta.
Entretanto, os apoios que Erdogan recebe imediatamente, são bastante elucidativos. Pequim já disse presente!
Empedernidos?
Este calhau só pode estar a gozar com as vítimas.
Também ouvi outro mineral, na CNN, perguntar porque é que quando caem rockets em Israel ninguém comenta. Talvez seja, ó cabeça de areia, porque um dos países cresce todos os dias na exacta proporção em que o outro diminui (para dar apenas um exemplo).











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