Onde assino?

Por vezes perco a paciência para guerrilhas esquerda vs. direita. Para Portugal há muito que a perdi. Com o meu dinheiro escusam de contar e mesmo trabalhando e vivendo fora da choldra, faz este ano uma década que voei pela última vez na “Take Another Plane”.

Querem um referendo? Pois que o façam, eu assino para promover a sua realização. E depois viabilizem financeiramente a coisa, escusam é de pedir o meu esforço, pois além de indisponível para financiar o elefante branco, alternativas não me faltam. Os contribuintes accionistas da Portugal S.A. que decidam…

 

Notícias da quadra

– Pontapeando a letra e o espírito da Constituição da República, o governo decidiu, mesmo antes de negociar serviços mínimos – como manda a lei – decretar a requisição civil na TAP. Nem discuto aqui as razões da greve em causa nem me importa trocar comentários sobre a sua justeza. Já se ultrapassou esse ponto. É um direito que é gravemente ferido. Mais um.
– Título de um jornal: “Polícia de Intervenção pronta para exame dos professores”.
Não. Não é um bom Natal. Não me peçam paz.

Desvios, divergências e diversões

When you see a bird that you’ve never seen before, or that very few people have seen, there’s a special thrill.

Richard Rorty

Similar remarks carry over to the system of pragmatic competence, hence the capacity to use a language appropriately.

Noam Chomsky

Esperava desejar um óptimo fim-de-semana com este vídeo (obrigado, Sir David Attenborough), divulgado hoje pelo Cornell Lab of Ornithology.

Contudo, estas imagens divertiram-me imenso e desviaram-me do meu objectivo inicial:

divergido

Factos:

1 – Na RTP, escreve-se e diz-se ‘desviado’;

2 – Um passageiro refere “um avião que foi desviado para o Porto”;

3 – No painel das chegadas do aeroporto, encontra-se ‘divergido‘.

Agora, sim.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Governo avança com a venda da TAP

Tudo a correr como previsto: desmantela-se uma empresa pública até que esta pareça inviável, vende-se em seguida a interesses privados.

Companhia aérea de bandeira – II

-Por este caminho não adiantará muito privatizar a TAP. O valor só pode estar a cair a pique, acabará vendida a preço de saldo…

TAP (memória)

1969 Amália Rodrigues[4]

1969: Amália Rodrigues embarcando num Boeing 727-282 da TAP – Transportes Aéreos Portugueses

Novas do Cara-de-Cu

… mas o ex-primeiro-ministro optou por outras leituras, a “Marianne”, revista francesa de informação geral e assumidamente de esquerda.

Expresso

Não há pachorra…

Irei passar a Páscoa a Portugal. Mas não tenho tempo nem paciência para palhaçadas, já planeei atempadamente as minhas férias, inclusivamente já tive alguns gastos em reservas planificando a estadia. A solução mais avisada é viajar na TAAG ida e volta, evitando sobressaltos para os quais não tenho idade nem paciência. Claro que se não fosse português, provavelmente também escolheria outro destino, o que não falta é oferta…

TAP: a explicação

Efromovitch Encontrado no Facebook

Tap! Tap! Tap!

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É agora que a TAP vai à falência ou vamos pagar mais impostos?

O Governo decidiu não vender a TAP à única proposta de compra, apresentada pelo colombiano / brasileiro / polaco Germán Efromovich.

Goste-se ou não (eu não apreciava) era a única candidatura existente. O Governo diz que não foram cumpridos os requisitos previstos no caderno de encargos. É mais um passo estranho num processo que teve muito pouco de transparente.

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A ilusão das privatizações

Já lá vão mais de 30 anos. A televisão a cores tinha acabado de chegar a Portugal. Era a novidade. Como mais de 30 anos antes os portugueses dos anos 50 se tinham acotovelado para ver as primeiras imagens da TV, no início dos anos 80 viam que a TV também podia ter cores.

O preço dos televisores, claro está, fazia com que não fosse para todos. Era para alguns cafés, restaurantes e para as famílias mais abastadas. As menos abastadas ou pobres tinham de se contentar com um subterfúgio. Talvez se lembrem melhor que eu. Lembro-me de uma placa de plástico duro colorido, ligeiramente côncavo para se moldar ao ecrã do televisor, ainda bem longe dos ecrãs planos de hoje.

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Greve do Pessoal dos Recursos Humanos das Empresas com Trabalhadores em Greve

RECURSOS HUMANOS 2FIXE, FIXE, ERA UMA GREVE DESTA GENTE

Fixe, fixe, era que o pessoal dos Recursos Humanos das empresas cujos trabalhadores estão em greve, parcial, às horas extraordinárias, ou total, e que dessa greve resultassem prejuízos para os outros trabalhadores que necessitam dessas empresas a laborar para eles mesmos trabalharem (Soflusa, Transtejo, Carris, Metro, CP, STCP, TAP, etc., etc., etc.), ou cujos prejuízos para a economia nacional fossem por demais evidentes (estivadores dos portos Nacionais), também fizessem greve, nem que fosse por solidariedade.

Era ver se as greves grassavam da mesma forma por esse País fora.
Para quem não sabe ou anda distraído, algumas das funções dos Recursos Humanos são:
– Preparar os dados para o processamento informático dos vencimentos;
– Processar os documentos relativos às horas extraordinárias, despesas de deslocação e ajudas de custo;

Estiveram-se a guardar para lutar pelos direitos de todos mais tarde

Controladores aéreos convocaram cinco dias de greve para Abril, ao início da manhã

Logo a greve geral foi calhar fora do habitual período de greves da Páscoa. Seguem-se os pilotos e demais que lutam pelos direitos de todos mas só em alturas específicas.

13h36: A greve não está a ter impactos nos voos da TAP, que, de acordo com fonte oficial da companhia de aviação, “está a ter um dia de operação normal”. Foram apenas reprogramados dois voos para Paris e Roma por motivos relacionados com escassez de passageiros. Apenas um dos sindicatos ligados à transportadora, o SITAVA, emitiu um pré-aviso para a greve de hoje. Público

Lutar pelo país, lutando pelos direitos individuais. Acho muito bem. Especialmente no Natal, na Páscoa e em Agosto.

Que merda de país é este?

A almofada da desculpa é o ‘memorando da troika’, negociado e firmado pelo governo de Sócrates e ainda ratificado – e zelosamente excedido – pelo duo PSD+CDS, detentores do poder que nos (des)governa.

Almofada, do ponto de vista etimológico, é uma palavra de origem árabe. Nós, portugueses, e fiéis às origens do ‘al-gharb’, conservámos o vocábulo. Usamos a definição linguística e naturalmente do objecto de repouso sobre o qual descansamos e dormimos. Com menor ou menor comodidade. Tudo depende do recheio. Suma-a-uma, espuma ou outros materiais sintéticos que nos amparam ou massacram o atlas, sim o atlas, ligado ao osso hioide – fonte de inspiração, quem sabe, do conhecido “Hirudoid’.

Todavia, passou a haver outro conceito aplicado a almofada; o conceito político-financeiro, ora usado por Seguro – há almofada – ora recusado por Passos e Coelho – não há almofada.

Mais do que a oposição reclama, o importante é que o governo diz:

Não há folgas, nem almofadas

para acomodar, deduzo eu e milhões de outros cidadãos, a anulação do corte, mesmo parcial, dos subsídios de Natal e de férias nos rendimentos de funcionários e reformados da função pública, bem como de pensionistas privados em 2012 e 2013.

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LufTap?

Esquisito… Diz-se por aí que a TAP será brevemente privatizada e até agora, tal tipo de inovações obedecem a certos critérios. “Aventam-se” várias hipóteses, entre as quais a coligação Ibéria-British Airways que antes de tudo, significa a liquidação da empresa portuguesa e a simples tomada das rotas e da moderna frota. Fala-se também na dupla TAM-TAAG, a aliança que patrioticamente e em princípio mais interessaria, mantendo-se a empresa no âmbito CPLP, com o nome, logo e pessoal. Mas pelo que corre nos gabinetes de pessoal, há algo mais: os zunzuns falam do início de uma redecoração do interior dos aparelhos, obedecendo às normas da Lufthansa, aquela companhia que fundada pelo marechal Göring, tantos sucessos conseguiu nas últimas décadas.

São os “concursos privatizantes” à Esquema deste esquemático regime.

A rosa que te dei

Passando sobre a clara ilegalidade cometida pela totalidade dos dirigentes partidários à boca das urnas – tentaram dirigir o voto pelas entrelinhas -, as dez rosas enviadas pela Ryanair à TAP, mostram bem o estado a que chegámos. A TAP não e propriamente uma empresa de baixos salários e de atrasos nos pagamentos. Quando a sua congénere alemã, a Lufthansa, beneficia da colaboração de todos os empregados que lutam pela  solvência da empresa e garantia dos postos de trabalho, o que se tem passado em Lisboa é simplesmente patético. Dentro de pouco tempo, nem a TAP, Portugal Telecom ou outras empresas “de bandeira” sobreviverão a tanta parvoíce, má gestão e falta de visão. Triste sina.

Estas frases dizem tudo:

“Enviámos aos dirigentes do SNPVAC 10 rosas em representação dos seus 10 dias de greve e do apreço que sentimos por eles aumentarem o nosso negócio(…) colocámos estes dinossauros do SNPVAC no topo da nossa lista de envio de cartões de Natal pelos seus contínuos esforços em encorajar os passageiros da TAP a mudar para o serviço sem greve e de tarifas baixas da Ryanair”.

Aeroporto da Portela: A TAP e a gestão da crise – A inabilidade e a incompetência

Uma mensagem de um magistrado brasileiro, vítima dos estrangulamentos e dos cancelamentos de voos em Lisboa em consequência das cinzas provenientes da Islândia.

“Que sufoco! Foram mesmo dias de suplício. Fome, sono, falta de higiene… Tudo contribui, porém, para o nosso crescimento.
Tomara Deus que todos os Juízes tivessem oportunidade de passar por aquilo por que passámos, para poderem compreender o sentimento das vítimas, quando se propusessem julgar causas semelhantes… Todos se conformaram com o fato da natureza (as cinzas que pairavam nos ares e dificultavam a navegação aérea), mas estamos por demais indignados com a falta de gestão e os procedimentos da TAP.
Que descaso!… Sem alimentação, sem hospedagem… Certo que o Papa estava em Lisboa e não havia tantos hotéis assim disponíveis.
Mas a falta de informação – a que a TAP nos forçou – é que mais irrita e causa indignação! Nos conduziam como bois para filas intermináveis, para recebermos informação nenhuma, ou, por outra, falsas e mentirosas. Para completar, nos “despacharam” para São Paulo, e deixaram nossas malas em Lisboa, sabe Deus onde e como.
A TAP tem de entender que não pode tratar assim a sua razão de ser: os consumidores.
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Como Se Fora Um Conto – A Minha Viagem Praga

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A MINHA VIAGEM A PRAGA

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Já há muito tempo que desejava ir à República Checa. Minha mulher, sabendo desse desejo, marcou uma viagem numa semana de férias. Era agora. Estava a chegar o dia.

Com entusiasmo, procurei nas casas de câmbios e nos principais bancos, coroas para trocar por euros. Não havia, nada, nenhuma. Mas informaram-me que, logo no aeroporto de Ruzyne, e também por todo a cidade, encontraria locais para esse câmbio. Fiquei descansado. Afinal, iria para uma cidade, para um país, pertencente à Comunidade Europeia.

Desde o fim da década de oitenta do século passado que se pode, com facilidade, visitar esta cidade, durante tanto tempo escondida pelo regime comunista.

Iria conhecer [Read more…]