A Pax Americana

Em primeiro lugar, com o declínio acelerado da União Europeia, a Pax Americana, cujo líder (ainda) são os EUA, encontra-se em vias de perder a sua “classe média e média alta”, ou seja, uma parte substancial do seu suporte no subsistema de liderança. Isto é muito grave e tanto americanos como europeios deviam reflectir sobre as causas dessa perda de poder no mundo (também já escrevi sobre esse tema).

Em segundo lugar, como já escrevi em 1998, a introdução prematura do euro foi mesmo um erro. Todavia, este erro podia ter sido facilmente corrigido – postulei isso – se na altura tivesse havido em simultâneo  uma mudança radical de estratégia/comportamento da UE, no sentido do meu esboço New Deal. Não foi corrigido, porque tanto o pessoal de Bruxelas como os seus chefes nas capitais europeias são gente de segunda e de terceira que marcam passo e apenas perseguem objectivos introvertidos. Isto ao longo dos anos acabou por transformar a UE de um sistema outrora aberto em um sistema fechado incapaz de aceitar novos conhecimentos. E agora a “Euro Trap” (cf. artigo abaixo de Paul Krugmann) ameaça a fechar. [Read more…]

UE – efeito dominó

A diferença :

Os políticos que nos levaram ao atoleiro querem seguir a seguinte estratégia:

Pedir créditos para evitar a bancarrota, poupar, cortar despesas, etc. Resultado: poupa-se alguma coisa nas despesas de estado mas a falta de qualquer mensagem de nova fé, esperança e motivação junto do povo fazem encolher tanto as receitas externas (exportação) como internas (impostos). É como uma empresa que entra em dificuldades e recebe um emprestimo bancário sem contudo mudar a a sua estratégia de negócios. Com a falta de mudança de estratégia o efeito dominó é despoletado e a bancarrota é quase uma certeza.

A estratégia proposta por mim.

Implementar desde já as medidas acima referidas absolutamete necessárias para evitar a ruptura de tesouraria. Ao mesmo tempo iniciar e publicar uma mudança de estratégia (New Deal) capaz de criar novas expectativas, nova fé, esperança e motivação para o povo saber que os sacrifícios são apenas passageiras e que o sacrifício vale a pena e é um bom investimento. Assim se geram novas receitas a nível interno e externo. Essa nova estratégia deverá incluir entre outras medidas uma radical reforma fiscal – dica: flat tax.

Rolf Damher

O ideal seria Jardim escrever em vez falar

As imagens de marca de Alberto João Jardim residem, em parte, no destempero e na truculenta linguagem utilizada. Um incontido verbalismo, onde o insulto é frequente, serve de arma violenta do Presidente do Governo Regional da Madeira para alvejar adversários políticos ou companheiros de partido. Outro hábito seu, diga-se, é a flagrante contradição de, a posteriori, se converter por vezes em figura de ridícula submissão a quem, antes, atingira com epítetos e discursos grosseiros; é o caso do ‘Sr. Silva’ em relação ao PR e da ridícula cena das mãos postas, de devoto pecador arrependido, diante de José Sócrates.

Por inexplicável impulso e certa curiosidade, li o artigo de opinião intitulado  «UE acelerou demasiado o processo de construção» em TVI24 e confesso o meu espanto. É marcado por ideias consistentes e de bom senso, inimagináveis, talvez por preconceito meu, em Alberto João Jardim.  

Com a surpresa suscitada, inferi: ‘o ideal seria Jardim escrever em vez de falar’ – falar só nos desfiles festivos, mascarado ou em cuecas, euforicamente limitado à euforia funchalense.  

A POLÍTICA DE CONSUMIDORES NA UE E SEUS REFLEXOS EM PORTUGAL

O nosso Aventador Prof. Mário Frota – Presidente da Associação Portuguesa de Direito de Consumo -, é o orador convidado deste Seminário, que ocorrerá no próximo Sábado, dia 27de Março, às 11.00, na Universidade Lusófona do Porto.

Aproveitemos a dona Merkel


Em tom de brincadeira e após esta tirada da Sra. A. Merkel, eis uma excelente oportunidade para o governo “adiar” sine die toda e qualquer linha TGV, assim como as auto-estradas para nenhures, o aeroporto de Lisboa e a 3ª travessia do Tejo.

A própria TAP poderia iniciar o cumprimento do seu primeiro plano de reabilitação e expansão – quando previa uma frota mista de Airbus e Boeing – começando a obedecer à lei do mercado e renegando o escandaloso proteccionismo à Airbus Industries.

O governo deve aproveitar e taxar de forma esmagadora, lapidar, os automóveis de grande cilindrada e importados: no topo da lista, os BMW, Audi e Mercedes. Pelo contrário, os automóveis produzidos ou montados em Portugal, deverão sofrer um abate na taxação (VW incluídos, mas apenas os integralmente construídos no nosso país). É claro que os ersatz Seat e Skoda deverão incluir-se na lista a onerar.

Não temamos, pois não podem dar-se ao luxo político da nossa expulsão.

Conhecemos bem o tipo de sistema que vigora em Portugal, assim como as suas perversões. No entanto, também é conhecida a lista de países que têm lucrado com as vendas de bens de consumo e com os créditos enviados em direcção aos países do sul da Europa. Os supermercados portugueses são inundados por produtos Made in Germany, Spain ou France. Os circuitos de distribuição – controlados pelos estrangeiros – não compram as nossas frutas e hortícolas, enquanto há quem queira arrasar com a nossa indústria de mobiliário, promovendo o rasquíssimo lixo IKEA.
Todas as obras públicas de grande custo, recorrem à importação de equipamentos e materiais originários dos mencionados países. A existirem cortes, Portugal pode desde já começar por rejeitar – taxando-as proibitivamente – as mercadorias luxuosas e supérfluas que já não pode pagar. Prejudicando a Alemanha e a França e evitando o endividamento português. Merkel e os seus ministros ficarão assim sem mais argumentos para declarações à imprensa.
Medina Carreira está cheio de razão.

Desemprego, a prostituição social

Uma das bandeiras demagógicas de que os políticos se servem é do imenso estandarte da luta pela coesão económica e social e combate ao desemprego. Converteu-se em estereótipo da maioria dos líderes da UE. Portugal, o tal excelente aluno europeu – lembram-se? –, não enjeita a oportunidade de figurar nessa representação teatral. Umas vezes por um PM sorridente lá fora, outras através da mesma personagem de ar sisudo e colérico cá dentro; sobretudo quando questionado sobre resultados da governação, traduzidos em falhanços de políticas de emprego e de defesa de um tecido económico e social coeso.

Quem o viu e ouviu na entrevista com Miguel de Sousa Tavares, notou o desaforo de José Sócrates que, em tom grave e reforçado pelo dedo de pistoleiro em riste, afiançou que Portugal, em termos de PIB e de outros resultados macroeconómicos, estava no grupo dos países europeus de melhor performance – a tendência para se temer a réplica do fantasma da Grécia é, na versão dele, mera farsa, própria de quem apenas utiliza a maledicência e aposta em prejudicar os interesses e a imagem do País. Sócrates, e deve sublinhar-se que com sucesso, é um exímio actor, conseguindo, pois, persuadir muita gente de que as alternativas de escolha se confinam a ele ou ao caos.

Temos visão oposta: ele, como outros, é um protagonista do caos. Baseamo-nos no produto real de políticas, e em factos e resultados concretos. Hoje, o Eurostat publicou estatísticas de que Portugal, em Janeiro de 2010, atingiu a taxa de desemprego de 10,5%. Esta taxa coloca o País no 4.º. lugar dos piores índices de desemprego da Zona Euro, 0,6% acima dos 9,9% da taxa média deste subconjunto, e 1% superior à média de 9,5% relativos ao conjunto de 27 países que integram a UE – Eurostat_Tx_Desemprego_Jan_2010.

As nossas críticas a Sócrates não devem, pois, ser interpretadas como juízo redutor de que ele é responsável único e exclusivo da crise. Visam denunciar, sobretudo, a forma descarada de falta de verdade e de cumplicidade partilhada com outros líderes europeus, cujos posicionamentos públicos se alinham por idêntico ou semelhante diapasão.

Com efeito, a coesão económica e social que é objectivo expresso da UE converteu-se, nos tempos correntes, em falácia muito utilizada por políticos da Europa dos 27; sustentam-se na letra de textos oficiais, tidos como probos e subscritos por altos magistrados dos respectivos Estados. É o caso do Tratado da União Europeia, que se compromete, no art.º 2.º, a combater a exclusão social e as discriminações.

No lugar da coesão económica e social, as sociedades europeias – e não só – vivem politica e socialmente um ambiente que poderíamos designar por ‘prostituição social’. Que o digam os mais de 100.000 jovens até 25 anos desempregados e os mais não sei quantas dezenas de milhares portugueses que, acima dos 40 anos, estão em sérias dificuldades para aceder a um emprego. Que se interpretem, com olhos de ver, os dados relativos à disparidade de ‘PIB’s per capita’ divulgados nas estatísticas do citado Eurostat, GDP dos diferentes Estados da Europa – Em 2008, o índice no Luxemburgo era de 276,73, comparável a 76 de Portugal que estava abaixo dos 76,3 de Malta. Isto é coesão económica e social? Para mim é pura prostituição social. Com responsabilidades repartidas por políticos internos e externos, incluindo Sócrates no elenco.

A UE vai desintegrar-se ?

George Friedman no seu livro “Os Pŕóximos 100 anos – Uma previsão para o século XXl ” diz coisas assombrosas não fosse estarmos a 100 anos de distância.

A China, vista hoje como o próximo adversário dos US vai fragmentar-se em 2020. A Terceira Guerra Mundial será em 2050 entre os US, a Polónia, a Turquia e o Japão, uma espécie de guerra das estrelas. Em 2080, um sistema de satélites irá recolher energia solar no espaço e enviá-la para a Terra. E o aquecimento global não será um problema porque a população vai diminuir.

A Turquia e o Japão são potências em ascenção. A certa altura vão enfrentar a pressão dos US. Ou se subordinam ou resistem. Vão resistir. A Turquia nunca entrará na UE por causa da imigração e será um dos motivos para a fragmentar. A UE é útil enquanto união aduaneira, faz pouco sentido que a Alemanha e Portugal tenham a mesma moeda. Não haverá um sistema de defesa na Europa para além da Nato nem um exército único. Duvido que o Euro exista daqui a uma geração. A Turquia, com a desintegração da Jugoslávia, a queda da URSS, sendo a 17ª potência económica mundial, está a emergir como potência regional, não faz sentido que entre na UE.

O México já é 13ª potência económica mundial, tem uma base industrial crescente e muitos países estão interessados na sua mão-de-obra barata e hoje já é claro que a emigração ilegal para os US é necessária para os dois países, pois os 12 milhões de Mexicanos ilegais são muito necessários à economia dos US e o México precisa das suas remessas de dinheiro.

É um belo exercício de futurologia mas que trás novos dados e novas hipóteses, Oxalá consigamos escolher as boas e lutar por elas.

UE a cair na lama!

“Nigel Farage chama “esfregona húmida” a Van Rompuy…”

http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/3492989.html

“É o espírito que constrói o corpo à sua imagem.”

Friedrich von Schiller – “A Morte de Wallenstein”

Sem dúvida, a União Europeia, ou seja, o nosso actual suprasistema encontra-se em vias de dissipação. A causa é conhecida: comportamento linear » homens e mulheres de segunda tomam o poder e nomeiam por sua vez homens e mulheres de terceira » os sublimes valores imateriais, o espírito e os ideiais da Europa, isto é, o essencial, esvaecem-se e o que fica são vis valores materiais cada vez mais disputados com truqes, unhas e dentes.

Sem equilibrio entre o espírito e a matéria, a Europa está a caír na lama.

A minha proposta estratégica para uma saída deste marasmo – que anexo novamente – já se encontra desde Augosto 2007 na posse do Presidente da Comissão Europeia, dr. José Manuel Durão Barroso e da chanceler alemã Angela Merkel. Mas como infelizmente, tal como no caso da Van Rompuy, se trata já de uma relação de pessoas de segunda e de terceira…..

Rolf Domher

Almoços gratuítos desagradáveis

Primeiro todos ganharam com o endividamento da Grécia (e não só), manipuladores e manipulados. Uns sugeriram que a CEE significava almoços gratuitos para sempre e os outros acreditaram.

E agora os manipulados vêm-se “gregos”. São eles os primeiros a ter que passar pelas armas. Os manipuladores seguir-se-ão mais tarde. É assim quando o inútil se junta ao desagradável. [Read more…]

Daniela Ruah – Investigação Criminal

A agente Kensie Blye ” a excepcional e bonita ” polícia filha de um marine, é a Lisboeta Daniela, oriunda de uma família judia, passou pelos Morangos e outras coisas que poucos terão visto mas que, ao fim de um ano, mais coisa menos coisa, aí está em Holliwood a dar cartas.

Estreia hoje às  21.30 h no Canal Fox Crime! Somos capazes como todos os outros, basta ter talento, confiança e trabalhar. Claro que sair cá do país dos boys e das girls é meio caminho andado para o êxito. Fico contente por ver uma portuguesa vencer lá fora, o país está como está porque há muito que está amordaçado pelos interesses medíocres das elites, os mesmos que se passaram para o lado do inimigo sempre que Portugal esteve a ferro e fogo.

Pois é meus jovens, fujam a tempo e horas, há uma UE aí de fronteiras abertas onde o talento é apreciado, não conheço nenhum jovem licenciado que se tenha arrependido de ir lá para fora e conheço muitos e vivi o ambiente. O meu filho andou por lá, muitos outros ficaram por lá, ninguém que voltar, ou antes voltam pelo amor ao país e ao sol, ao mar, às gentes, à luz…

Isto é um sítio mal frequentado por esta gente que nos governa, e não são só os ministros…

A Turquia muçulmana na UE cristã?

A Turquia poderá integrar-se na União Europeia?

Poderá um país não cristão ser considerado europeu?

A Turquia, em 1964, firmou um acordo de associação com a Comunidade Económica Europeia (CEE), com impacto sobretudo no campo económico. Desde então, recorrentemente, vem à baila o tema da sua integração como membro de pleno direito. Mas esta ideia tem encontrado oposição de sectores influentes, incluindo responsáveis da União Europeia (EU), não apenas de sectores abertamente conotados com o racismo e a extrema direita.

Com efeito, a oposição à integração da Turquia é bastante forte e variada. A mais significativa é sem dúvida a dos sectores tradicionalistas. Um das figuras proeminentes desta oposição tradicionalista é com efeito o recém eleito Presidente do Conselho Europeu, o belga Herman Van Rompuy. Este político democrata cristão, profundamente católico, que ocupou durante um ano o cargo de primeiro ministro do governo do seu país, quando estava ainda nas bancadas da oposição terá afirmado ser impossível a integração da Turquia na União Europeia, por ser um país maioritariamente muçulmano, e a Europa ter uma matriz cristã. E responsáveis turcos dizem que foi a proximidade das suas posições com as do presidente francês Sarkozy e da chanceler alemã Ângela Merkel, incluindo no que respeita à admissão da Turquia, que fez com que apoiassem a sua nomeação para o cargo1. [Read more…]

Xenofobia / desenvolvimento

Recebi, já por segunda vez, um texto algo xenófobo que passo a comentar como segue:

Deixem-me ver se ( desta vez) me faço entender…

O princípio é sempre: cá se fazem, cá se pagam! Quem se queixa de uma situação, que procure a responsabilidade em primeiro lugar junto de si próprio. O texto abaixo referido pode constituir uma válvula de escape para dar um certo alívio mental aos menos esclarecidos mas não resolve os problemas.

Quem se porta como a União Europeia se tem portado nos últimos 40 anos (subvencionismo, egocentrismo), cria este tipo de atracção fatal sobre outros povos que ficando cada vez mais pobres por causa do comportamento da UE, se abeiram às nossas fronteiras para dar o salto. [Read more…]

Voltar ao escudo? Humilhação para Sócrates!

Dois economistas, no “Financial Times” de ontem, assinam um artigo em que  colocam a hipótese de Portugal voltar ao escudo nas transacções internas, mantendo o Euro como moeda de troca com o exterior.

A situação de Portugal é de tal forma dificil que já serve de cobaia para uns quantos, ávidos de protagonismo, avançarem com medidas que humilham o país, no mínimo!

A ideia, para além de “espatafurdia”, nada tem de original. Basicamente,o que se pretende é que, desvalorizando os factores de produção, a nossa economia se torne mais competitiva.Era o que se fazia quando a moeda era nacional, desvalorizava-se e já está, os nossos produtos tornavam-se competitivos. O que eles não dizem é que essa é a forma mais eficaz de nos tornarmos cada vez mais pobres.

Foi assim que, em vez de aumentarmos a produtividade, racionalizando meios, investindo em novos equipamentos, em inovação, em formação do pessoal, fomos desvalorizando o escudo até nos tornarmos nos mais pobres da UE!

Mas escolhendo entre os ” PIGS ” ( Portugal, Itália, Grécia e Espanha) o nosso país para cobaia, mostram o que pensam da situação a que chegamos, enquanto cá dentro temos um governo que diz que fomos o primeiro país a sair da crise.

O esquema até já tem nome ” IOU – I owe you –  Eu devo-te !

O Sócrates, com o seu inglês técnico, é que não deve perceber os sinais que constantemente nos estão a mandar.

Talvez sinais de fumo resultem!

Portugal para onde vai? Alguém sabe?

TUDO  O QUE CHEGA , CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO

Fernando Pessoa

Notícias – mesmo as ditas importantes – que por aí pululam não são alvo de muita atenção. No entanto, geralmente as coisas mudam de figura e a atenção sobe, quando publicações de prestígio mundial, tais como THE ECONOMIST e DER SPIEGEL, ligam importância ao tema.

Desta vez é DER SPIEGEL ONLINE que fala sobre Portugal (ver abaixo). Fala sobre uma situação ameaçadora que todos conhecemos. Contra à mesma já adverti em 2001 numa carta dirigida a um articulista no Expresso (18.08.01) que então perguntava:

“Portugal Para Onde Vai ? Alguém Sabe ?”

(ver abaixo).

Como já escrevi hoje aos meus amigos alemães, toda a União Europeia deve ter um interesse máximo em que os seus subsistemas menos desenvolvidos não tenham que “passar pelas armas”. Quem pensa de outra forma esquece que numa UE às avessas todos estamos na fila para o abismo, alguns mais à frente e outros mais atrás – incluindo parceiros grandes e (aparentemente) menos apertados como p.ex. a Alemanha. O dilema da UE, na forma introvertida e egocêntrica das pessoas, coloca-se entre o diabo e belzebú: se ajudamos a Portugal, Grécia, etc., é contra as regras e o euro perde valor – se não ajudamos o mundo pensa que a UE está nas lonas e acontece o mesmo. A alternativa estrategicamente correcta e eficaz que aumentaria a atracção da UE e do euro existe: chama-se New Deal!

Agora a saída do círculo vicioso depende de nós, tanto do suprasistema UE como do respectivo subsistema que por sua vez também pode consegui-lo sózinho – com a estratégia certa! [Read more…]

Só o nosso primeiro não está preocupado…

ECONOMIA GLOBAL – EUROPA – EURO – PORTUGAL

Na plêiade de países em risco de entrar em «default» (falha nos pagamentos da divida externa = bancarrota), Portugal – pasme-se – não está entre os primeiros 10.

Reino-Unido, Grécia, EUA, Irlanda, Argentina, Espanha, Turquia, Dubai, Japão, lideram neste momento este ranking.

O Reino-Unido comanda distanciadamente este ranking, pois congrega várias condicionantes que empurram aceleradamente este país para um estado de bancarrota. A Libra tem vindo a deslizar face ao Euro, prevendo-se que atinja muito em breve a paridade 1 Libra = 1 Euro, ou até mesmo uma cotação inferior ao Euro. Soluções possíveis, prováveis: Fim da Libra, adesão ao Euro, intervenção indirecta do BCE, a curto prazo, se não for antes o FMI.

A Grécia, está neste momento confrontada com uma divida externa que já supera o valor anual do PIB, e prevê-se que fechará 2009 com um défice do orçamento de estado próximo dos 15%, de resto valor muito idêntico ao do Reino-Unido. Solução possível, provável: Saída do EURO, ou intervenção indirecta do BCE, no curto prazo.

Os EUA, continuam a usufruir da Dolarização da economia mundial, especialmente das reservas dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia & China) estarem tituladas em USD., veremos por quanto tempo maís.

No entanto a velocidade de endividamento do estado norte americano e o actual recurso (único) á emissão de moeda, empurrará o dólar muito em breve para uma cotação inferior a 2 USD = 1 Euro. (O que será das exportações Europeias ?) Solução possível: Forte redução das despesas do estado nomeadamente as despesas militares.

Sem a disciplina imposta pelo pacto de estabilidade que está na base do Euro, Portugal seria hoje um país falido, sem qualquer credibilidade nos mercados internacionais e portanto sem crédito. Com despesas sociais a absorverem anualmente 80% das despesas correntes do orçamento de estado, tentem agora imaginar em que situação económica e social nos encontraríamos?

A Índia adquiriu recentemente 200 toneladas de ouro, tendo-nos finalmente ultrapassado e relegado agora para a 13ª posição mundial em reservas de ouro (7º em 1973), com as nossas 382,5 Ton, (a nossa vizinha Espanha tem menos 100 Ton.).

As nossas reservas de ouro, não chegam hoje para assumir mais do que 5% da nossa divida externa (em 1973 , não havia divida externa de monta, excepto o plano de financiamento da Ponte sobre o Tejo).

A liberdade de expressão sai muito cara…

PS: enviado por leitor identificado

Coisas do Diabo – onde páram 50 Mil Milhões de Euros?

Anda aí uma brigada europeia de inspecção, chefiada pelo Director do gabinete Anti-Fraude da União Europeia (Franz Brüner).

 

Desapareceram cinquenta mil milhões de euros enviados por Bruxelas e misteriosamente desaparecidos nos corredores do Poder…

 

Guterres negociou dez milhões de contos para desenvolver o país, mas o dinheiro entregue, na maioria, a parceiros sociais, não deu os resultados negociados à partida com Bruxelas. O Tribunal de Contas  Europeu acusa Portugal de não ter sistemas de controlo de despesas e estima o desperdício anual comunitário em 4,6 mil milhões de euros.

 

Stefan Zickgraf, presidente da Confederação das PMEs da Europa, denunciou ao gabinete anti-fraude da Comissão as assustadoras suspeitas de desaparecimento de dinheiro do lll Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

 

A aplicação deste dinheiro começou em 2000 e foi até 2006, e deveriam ter sido aplicados em i) 14 mil milhões para a qualificação e emprego ii) 16 mil milhões para alterar o perfil produtivo do país iii) 5 mil milhões para afirmar o valor do território e da posição geo-estratégica iiii)15 mil milhões para o desenvolvimento sustentável das regiões mais pobres.

 

Mas quase dez anos depois, a Europa olha para o trabalho feito e não vê resultados, e perante a estagnação do país quer saber a que mãos ílicitas foram parar os milhões.

O nosso tribunal de Contas tambem já afirma que as entidades gestoras e pagadoras não têm um controlo eficiente destes dinheiros.

 

Augusto Morais, coordenador da Associação Nacional das PMEs, considera haver uma profunda suspeita de sérias irregularidades e que o Tribunal de Contas deve investigar para não sermos apanhados pela Comissão Europeia em processos de corrupção muito maiores que o "Face Oculta ". Aliás, já somos conhecidos por sermos os mais corruptos na UE a 27, termina Augusto Morais.

A Turquia

turquia1

A propósito da visita do Presidente da República à Turquia vou ressuscitar uma posta que coloquei em tempos na blogosfera sobre a pátria de Ataturk – foi a 14 de Maio de 2007 e como resposta a um Amigo. Por acaso desconheço a posição do nosso PR sobre a matéria. Aliás, desde a sua célebre declaração aos portugueses sobre o Estatuto dos Açores pouco sei das suas opiniões sobre o que quer que seja.

Meu caro Amigo,

As últimas eleições francesas foram disputadas por dois candidatos, Segolenè Royal e Nicolas Sarkosy. A primeira representava a esquerda francesa e o segundo, a direita. Isto em termos muito simplistas pois, como bem sabes, Segolenè não representava assim tanto a esquerda socialista tradicionalista (que a detesta, profundamente, por a considerar demasiadamente liberal) nem Sarkosy representa certas franjas mais moderadas da direita francesa. Era o que tinham e a mais não estavam obrigados.

O Povo francês, de forma esmagadora, decidiu votar e com o seu voto fez uma escolha clara: Sarkosy. Como já escrevi antes, espero que não se arrependa. Entendo o voto francês: a insegurança que se vive nas grandes cidades francesas (que eu próprio sou testemunha no caso de Paris ou Marselha); o “papão” Europa provocado por aqueles que não querem respeitar o “Não” francês à Constituição Europeia e o desemprego crescente dos licenciados (lá como cá), sem esquecer alguma intolerância religiosa da comunidade Árabe residente em França. A tudo isto se soma a intranquilidade provocada por uma certa esquerda radical que não sabe respeitar a vontade da maioria – como, aliás, se viu posteriormente. Foi um voto profundamente “nacional”. O que se entende.

Contudo, desconfio muito das intenções de Sarkosy. Desde logo, porque entendo que violência gera mais violência e não resolve problemas de segurança. Temo que se resvale da “força da autoridade” para a prática do “autoritarismo”. A seguir, não esqueço que Nicolas Sarkosy não nasceu ontem, esteve no governo francês nestes últimos anos – mais dedicado a cimentar uma posição forte como candidato da inevitabilidade do que a governar. Mas, mais grave, considero perigoso (no mínimo) a sua posição face a uma integração da Turquia na UE. Como bem sabes, Sarko, é completamente contra. O que, a meu ver, é uma estupidez e um erro trágico para a segurança da Europa e do Mundo.

Não sendo um “turcófilo”, como se afirma Pacheco Pereira num lúcido artigo de opinião do Público (Sábado, 12 de Maio), considero a Turquia como um país europeu. Mais, é fundamental para a Turquia e para todos nós, um forte apoio da Europa aos enormes movimentos “pró-europa” existentes nas classes intelectuais e nas elites turcas. Os povos Árabes sofrem às mãos de tiranos sem escrúpulos, refugiam-se no verdadeiro ópio do povo que é o fundamentalismo religioso (todo ele, seja qual for a crença) e vivem desgraçadamente – experimentem visitar um qualquer país árabe, mesmo aqueles aqui ao pé da porta como o Magrebe e facilmente compreendem esta minha afirmação, basta olhar-lhes nos olhos. Os povos Árabes só se vão libertar deste ofensivo colete-de-forças quando, tal como nós, tiverem acesso a liberdade de expressão. Quando conseguírem ter aquilo que nós temos e que nem sempre sabemos valorizar. Ora, a Turquia, não é apenas uma das portas da Europa, é também uma importante porta na Ásia e nos países Muçulmanos. Com o desenvolvimento económico que uma entrada na UE acarreta (como connosco antes e agora nos países do leste), a Turquia seria um motor de desenvolvimento e uma alavanca democrática para todo o Mundo Muçulmano. Sabes porquê, meu caro PJ, porque todos nós, queremos o melhor para os nossos filhos e os Árabes (como antes os Russos, pegando numa célebre canção de Sting) também amam os seus filhos.
É esta a tragédia de uma certa direita quando na mão dos “Sarkos” deste Mundo.

Pode ser que eu esteja enganado. Deus queira.

Julgo que, agora, percebes melhor as minhas profundas reticências e até alguma rejeição a Sarkosy. A mesma que tenho para com certas franjas da nossa direita, agora entretidas com a “perseguição” aos estrangeiros que querem vir trabalhar para Portugal (cuja resposta dos Gatos Fedorentos foi absolutamente genial), que não entendem a importância desta força de trabalho e acréscimo cultural. Não entendem hoje, como ontem e nunca entenderão. É preciso conhecer Mundo, compreender a natureza humana e não confundir casos de polícia com problemas de segurança (que sempre existiram). Como não entenderam (nem reconhecem) a importância “dos de fora” na nossa epopeia dos descobrimentos – o período mais áureo da nossa história. Coincidência? Não me parece.