Subdesenvolvimento português

Evolução da percentagem de população entre os 25 e os 64 anos com pelo menos o secundário concluído
(1993 >>> 2011)

Alemanha: 79,4% – 86,3%
França: 56,0% – 71,6%
Grécia: 39,1% – 64,5%
Espanha: 25,5%-53,8%
Portugal: 20,0% – 35,0%

Fonte: PORDATA

Gestação

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Le peuple des pauvres (JF Favre 2008)

Algo novo cresce, posso senti-lo – outro mundo, os filósofos dizem-nos grávidos dele. Apesar disso, em Portugal ainda não se acabaram os ecos sobre a brandura nacional, que a ser verdade percorreria as veias do sangue do povo português, fazendo dele a negação daquela “brava gente” afinal frouxa, que come pouco e cala muito, e se não está bem muda-se lá para fora, por onde de qualquer modo está habituada a andar. Abstêm-se? É porque não merecem mais do que o país que têm. Baixam a bola e entregam os pontos? É porque são cobardes, medrosos, habituados a ser subjugados e a uma vida de revolta – já nem saberiam viver doutra forma.  Não querem saber? É porque são burros que nem portas, unidades absortas da manada, gente nascida para ser dirigida, que ainda não largou o século XIX. [Read more…]

O princípio da incerteza

cemitério de navios na Mauritânia

Ou o fim? No porão os ratos (muitos, muitos!) remexem-se aflitos, o velho navio afunda-se, o País vai mesmo mudar, e para muitos acabou. Resta saber quanto mudará, e sobretudo como, com que custos para o povo, com que Governo (Rui Vilar?), com que orçamento para 2013, com que resultados depois das eleições de 2014 (quem? que esquerda? que líder?) No Aventar, traduzimos o relatório do FMI: queremos compreender, com as palavras da nossa Língua. Está quase. Não será a bíblia do Governo, como disse já Passos Coelho (a do povo português não é certamente), mas muito do que vai ser levado a cabo no País (falando da sua condição de Estado-membro da UE, sob assistência financeira e soberania condicionada) desenha-se por lá. A parte relativa à equidade intergeracional levanta muitas questões – para além da linguagem paternalista e culpabilizadora dirigida às actuais gerações de pensionistas. Mas também a despesa com a Saúde e com a Educação dos portugueses é matéria de análise – sempre com o objectivo de reduzi-la, claro. A publicação deste relatório (feito por um credor do Estado, não deixa de ser irónico) marca claramente o fim de um ciclo longo. Resta saber que país vamos ter, quando à austeridade brutal (para pagar, designadamente, as heranças criminosas da corrupção financeira endémica) se acrescentarem as reformas.

UE: 18,82 milhões sem emprego em Nov. 2012

Os números oficiais do Eurostat=+ 113.000 do que em Outubro de 2012, e + 2,015 milhões do que em Novembro de 2011. Espanha: 26,6% da população. Grécia: 26% (em Setembro 2012). Portugal: 16,3%. Chipre: 14%. Fonte: Le Nouvel Obs

A opção europeia – uma questão de fé

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11 de Abril de 1985 (Arquivo RTP)
Fonte: Centre d’études européennes

S. Bento, Lisboa, Abril de 1985. No Parlamento fumava-se, e a então deputada comunista Zita Seabra comia, enquanto Carlos Carvalhas, à sua frente nesse plano televisivo, discursava interpelando um ministro do PS (quem seria?) que chamara aos estudos então realizados pelo PCP sobre as vantagens e desvantagens da adesão de Portugal à União Económica Europeia “uma cortina de fumo cujas opções se radicavam em razões ideológicas” – o velho argumento que é pau para toda a obra quando o objectivo é tergiversar. Respondendo a esse ministro, Carlos Carvalhas lembrava que “a Europa não [era] a CEE – a CEE [era] a Europa dos monopólios e não a dos trabalhadores [hoje chamamos-lhes cidadãos] – e nem sequer um clube, e muito menos um clube caritativo”, pois seria nalgum ponto necessário começar a contribuir – pagando como os outros. [Read more…]

Há 27 anos

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Bruxelas, 1 de Janeiro de 1986.
As bandeiras nacionais portuguesa e espanhola são içadas na sede do Parlamento Europeu
(© EFE)

Para além dos números tortos, da imposturice e do cadastro criminal que preocupam tantos, o que Artur Baptista da Silva disse

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  • Que os efeitos devastadores desta crise replicam os resultados do programa anteriormente aplicado noutras partes do Mundo (e designadamente no Brasil), onde apenas gerou pobreza e subdesenvolvimento.
  • Que numa economia como a portuguesa, que de si já era frágil, o ataque que está a sofrer vindo de fora (com a diminuição do rendimento do trabalho, e os aumentos do desemprego, dos impostos, dos encargos sociais, do défice, e por fim, nessa cadeia recessiva, da dívida soberana), e em total contradição com o que foi prometido pelo programa de assistência, é o responsável pelos três milhões de pobres que contabilizamos já. “Uma população que está ao nível da indigência”.
  • Que os bancos se fizeram para ajudar os Estados e não o contrário. [Read more…]

Recessão? Em França não há lá disso

“Não há recessão, mesmo que saibamos que vai ser difícil, com um crescimento quase nulo, mas vamos conseguir safar-nos”, disse François Hollande, o presidente-fraude em quem cada vez mais franceses se arrependem de ter votado,
acrescentando que até ao final de Janeiro de 2013 vai ser preciso “um compromisso histórico relativamente ao trabalho. Aos parceiros sociais, e particularmente aos patrões, digo que a oportunidade não pode perder-se. Cada um deve assumir as suas responsabilidades.” E ele? Por que não assume as suas?

Quando ou o quê?

Está assumido por todos que a receita laranja não vai curar a doença, antes pelo contrário. Como sugere Manuela Ferreira Leite

“Concordo que é preciso emagrecer, mas aquilo que recomendo é que as pessoas não aceitassem morrer antes de emagrecer. Morrer gordo é do pior que há, especialmente depois de se fazer uma dieta tremenda”,

Tirando o Tipo que me quer pagar uma dívida que eu não lhe quero cobrar e os que nunca trabalharam, não se vê ninguém a defender o que não tem defesa possível.

Mas continua a faltar uma alternativa, ou antes, é necessário tornar mais claras cada uma das alternativas que vão aparecendo:

– da parte do PS e não só, há uma divergência em relação ao governo: queremos pagar ESTA dívida, mas num tempo diferente. Ou seja, a pergunta do PS é PAGAR QUANDO?

– o BE e o PCP colocam a questão de outro modo, questionando a própria dívida, isto é, consideram que parte da dívida é imoral e por isso o país deve questionar a “quantidade” da dívida, ou seja, a pergunta é PAGAR O quê? [Read more…]

Cavaco: a ideia do colapso ou o colapso das ideias

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Fonte: Presseurope

O estilo bacoco sempre foi o principal ícone da vacuidade do presidente Cavaco Silva. Superficial e bisonho, revela permanente incapacidade de fazer análises sólidas e consequentes do que o rodeia. Dos vários casos de comunicação de que foi intérprete nos últimos tempos, fica a noção da fatuidade, da incoerência e das gafes por parte do PR.

Surpreendido (?) um dia destes com a dimensão do desemprego em Portugal, diz agora que “a ideia do colapso da zona euro está enterrada”. Quem diria? Para mim, o óbvio, eloquentemente óbvio, sublinho, é o colapso das ideias cavaquistas.

Argumenta o PR que a solução estará no acordo no documento a ser aprovado pelo Conselho Europeu, em 1 e 2 Março. Está, uma vez mais, equivocado. O problema grego, ao contrário do que muitos imaginam, não está solucionado e tem implicações sistémicas para a zona euro. Além do afastamento da Grécia do euro, defendido agora pelo Ministro do Interior alemão – os alemães, sempre eles – há analistas a acusar a UE, e a zona euro, da falta de solidariedade entre países.

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A Avenida do Centrão desemboca no FMI

Percorremos a longa ‘Avenida do Centrão’ desde 1985, com Cavaco, Guterres, Barroso e Sócrates – Santana praticamente não contou. Estafámos tudo o que houve para estafar. De bolsos vazios, andrajosos e descalços, desembocámos no abismo: FMI!.

Falar de abismo é exagero? Não, estou certo. Evitem-se comparações com o passado. O mundo hoje é muito mais complexo. Uns conselhos: leia-se o que escreveu aqui Joseph Stiglitz; tome-se em atenção o lucro do FMI gerado pelas ajudas à Grécia e Irlanda, segundo o blogue ‘Ironia d’Estado’; e ainda mais uma achega, olhe-se para a evolução dos juros de financiamentos a 10 anos aos Estados da Grécia e da Irlanda, após intervenção do FMI:

Grécia

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Irlanda

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Fonte: Bloomberg, aqui e aqui.

Depois das “ajudas” da UE e FMI – ambas em 2010, em Maio à Grécia e em Novembro à Irlanda – as taxas de juro da dívida pública de um e outro país registaram um movimento ascendente acentuado: ontem, 6 de Abril, a Grécia pagava 12,72%/ano e a Irlanda 9,37%/ano.  [Read more…]

FMI – Fundo da Miséria Internacional e a União Europeia

O Cavaleiro do FMI

FMIO sistema capitalista internacional, de forma mais evidente na periferia europeia, vive intensa crise. Todavia, a irracionalidade dos defensores do sistema e das teorias de Adam Smith continua a bater-se pela  excelência do modelo  classificado de neoliberalismo.

Tal ideário económico e social, embora constantemente desmascarado, teima na dogmática aplicação de instrumentos e medidas que, na Europa e em outras partes do mundo, conduzem milhões de cidadãos à precariedade do emprego, ao desemprego,  à miséria e à fome. Tudo isto, imagine-se, também facilitado pelo ‘capitalismo comunista de Estado’ e dos paraísos fiscais. Os grandes líderes actuais constrangem, sufocam e dizimam a vida de milhares de milhões de cidadãos ao redor do planeta – Robert Zoeleck, presidente do Banco Mundial, dizia há pouco tempo: “Há mais de mil milhões de seres humanos que se deitam todos os dias de ventre vazio”. Eloquente, até por ser afirmado por quem foi.   [Read more…]

Mande-se-lhes o Steven Seagal português

image Ó ironia das ironias, segundo a Antena 1, a União Europeia está em risco de ficar sem orçamento para 2011, ficando no próximo ano a viver de duodécimos. Tal como no caso do orçamento português, onde também a UE vaticinou a urgência de termos OE2011, antecipa-se uma onda de recomendações, desde o Presidente da Junta de Xafaricas da Encarnação até ao Presidente da Estrutura de Missão Para o Estudo dos Cargos a Nomear Por Paulo Campos, para que aprovem o orçamento comunitário. Caso contrário, os mercados (quem?!), o caos, o precipício e fim do mundo acabarão com a União e, ainda pior, trará de volta o Durão Barroso ao seu Portugal de tanga.

Mas nem tudo está perdido. Temos o ponta de lança certo para conseguir acordo nas negociações, Eduardo Cartroga, perito em assinaturas e poses fotos feitas em Blackberries. Juntem-se-lhe os Abrantes que levarão à UE as suas estrategas de atirar areia para os olhos e, num instante, logo se vai falar de tudo menos do orçamento comunitário. O que adicionalmente teria a vantagem de estes assessores deixarem temporariamente de ser pagos pelo Estado, aliviando as nossas contas públicas, salvando o défice e, quiçá, permitindo a compra de dois torpedos para o Arpão e para o Tridente, os quais seriam de usar se algum barco pró-aborto voltasse a aproximar-se da nossa costa. Finalmente, e para concluir a equipa de sucesso, convidar-se-ia a f., o Vale de Almeida e mais uns Jugulares e era garantido que o rumo da discussão passaria definitivamente do orçamento da UE para a injusta cor bege dos pensos e adesivos.

FMI prevê a falência de Portugal

As notícias para Portugal não poderiam ser mais negativas e preocupantes. O ‘Económico’, por exemplo, apresenta o seguinte título:

FMI aponta falência “quase certa” de Portugal

Económico  
05/11/10 09:21

Reconhece o FMI que Portugal está ser empurrado para o abismo pelos mercados – sempre os tais mercados – onde operam investidores e especuladores. No caso concreto, não consigo descortinar o que distingue os primeiros dos segundos. Os resultados para o país, vindo de uns ou de outros, não são exactamente os mesmos? Ou seja: os juros da dívida pública a subir em flecha, atingindo 6,715% ao princípio desta manhã.

O FMI até reconhece que as medidas introduzidas no orçamento são significativas, dando a ideia de ser incoerente a reacção dos mercados. Eu tenho opinião diferente: a incoerência é da União Europeia e do BCE, sob a batuta da Sra. Merkel e do Sr. Sarkozi, que impedem a intervenção directa do banco central do ‘euro’ no auxílio à dívida pública de países em dificuldade. Mas também há responsabilidades do FMI que, não agindo, é cúmplice da espúria intervenção dos tais investidores. Ao invés, encoraja. Sim encoraja, porque sabendo da inevitabilidade de  Portugal ter de recorrer ao ‘Fundo de Emergência Europeu’ e ao FMI, os tais investidores e especuladores estão certos de ser reembolsados com o benefício de juros elevados. É a conhecida prática da agiotagem.

Por tudo isto e toda a série de desgraças que por aí vêm, aproveito para expressar cínicos, sinceramente cínicos, agradecimentos, em particular, ao Prof. Cavaco Silva, ao Eng.º António Guterres, ao Dr. Durão Barroso e ao Engenheiro Técnico José Sócrates. O processo da degradação da situação económica e financeira de Portugal desenvolveu-se ao longo de quase 4 décadas. Obrigado, pois, pelas obras de fachada: CCB, Expo98, Mercados Abastecedores, 10 Estádios de Futebol, cerca de 3.000 km de auto-estradas e por aí fora. Obrigado por tudo isto e ainda pelo enriquecimento de ex-governantes: Armando Vara, Jorge Coelho, Dias Loureiro, Arlindo de Carvalho, Oliveira e Costa, Mira Amaral e não sei quantos mais. Obrigado por toda esta trampa. O povo, o bom povo por vós amestrado, já começou a pagar a conta da vossa irresponsabilidade e incompetência. Que se vai agravar. Mas esse bom povo também tem que vos repudiar, em vez de eleger.    

FMI, OCDE e UE – O patrocínio da austeridade em Portugal

Do PS e do PSD, conhecemos os confrontos próprios da guerra orçamental e das medidas draconianas anunciadas, entretanto, pelo governo. Do FMI, esse tenebroso e cáustico super-organismo das finanças mundiais, ficámos, agora, a conhecer um veredicto: Portugal reentra em recessão em 2011, em face das citadas medidas.

O parecer emitido pelo FMI presta-se a algumas considerações:

1)      O FMI não aponta uma política orçamental alternativa e menos austera; assim, sim, é que o parecer poderia revestir-se de uma efectiva ajuda ao nosso país;

2)      O FMI, em vez de mandar achas para a fogueira da cena internacional, deveria sobriamente agradecer a José Sócrates o trabalho a que foi poupado, visto terem sido decididas exactamente as medidas-tipo do catálogo do citado Fundo;

3)      As mesmas medidas, cujo patrocínio não enjeitaria, consubstanciam justamente a causa essencial da recessão que o FMI anuncia para 2011, em acto de prodigiosa adivinhação – diminuído o poder de compra, por incremento de impostos e redução de salários, o mercado interno, naturalmente, verá agravada a crise com que se vem debatendo, desemprego incluído;

4)      O impacto das declarações do FMI, junto das famigeradas ‘agências de rating’ e dos investidores internacionais – os tais especuladores inimputáveis –, terá efeitos nocivos, no tocante ao serviço (juros) da dívida externa portuguesa, pública e privada;

5)      O FMI, a despeito da ruptura crítica no ‘sistema financeiro internacional’, continua a definir e alinhar as suas políticas por um espúrio modelo monetarista que, salvo as economias emergentes e por razões que lhes são próprias, fazem definhar as condições de vida de milhões de seres humanos à volta do planeta.

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Auto-estima, precisa-se!

Caro Galo de Barcelos!

Deixa-te de queixas e de complexos de inferioridade. Muda de estratégia, deixa de reagir e aje, explorando os teus próprios pontos fortes que são muitos. No passado já foste muito bem capaz e tiveste sucesso. Já te dei mais que uma vez dicas como se faz. Se te quiseres libertar das sombras dos outros, toma as respectivas medidas e ficarás ao sol sempre quando te apetecer e nunca à sombra dos outros.

Para isso, a crise ajudar-te-á, baixando através dos duros factos gradualmente as resistências à inovação social ainda existentes.

Rolf Damher

P.S. Lembra-te: o Sr. Schäuble não vai poder ajudar-te, pois a Alemanha, embora sofrendo a um nível mais elevado, encontra-se no mesmo rumo do declínio e já não há “cacau” da Alemanha nem de Bruxelas que te salve. Cada um vai ter que produzir o seu próprio “cacau” para haver “cacau” de novo.

UE e euro sob o domínio da Alemanha… até na China

A chanceler Angel Merkel esteve de visita à China. Teve conversações com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. O estadista asiático declarou a Merkel o empenho da China na defesa do euro e da recuperação das economias europeias. Motivo: a influência da Europa no desenvolvimento económico e social da China; país que, de resto, detém investimento de avultadas reservas no espaço da UE.

A visita saldou-se, como as notícias evidenciam, por acordos bilaterais, favoráveis a empresas alemãs; nomeadamente a Siemens AG e a Daimler AG.

Merkel teve o mérito de ser eficaz, em resultados para o seu país. Valeu-se da convicção de Wen de que a crise na zona euro está a afectar o crescimento económico da China e talvez tenha ripostado: “Aqui está a Alemanha, dona e senhora da UE, para avançarmos”.

Perante tudo isto, parece-me legítimo questionar se, de facto, não caberia institucionalmente à presidência da União e da Comissão Europeia desempenhar o papel de que se apropriou a Sra. Merkel. Acho que sim. Mas lamentavelmente a zona euro e restantes países da UE auto-excluem-se, também por inércia desse carismático presidente fantasma, chamado Van Rompuy, ou do putativo Barroso. Já nem falo da britânica Catherine Ashton, titular do cargo de alto representante para a Política Externa.

Embora tenha de conformar-me com a pro-actividade de Angel Merkel em defesa da sua Alemanha, recalcitro: não é aceitável a passividade das superstruturas da UE e até dos restantes Estados-Membros. Mais a mais, tratando-se de relações com o país emergente com a mais elevada taxa de progressão económica mundial, a China, e tendo sido usado o álibi da recuperação da zona euro e da UE em geral.

Como escrevi há dias, esta UE começa a ser um absurdo. Que é feito da solidariedade em nome da ‘coesão económica e social’ tão propalada em tratados e outros documentos subscritos por todos os Estados-Membros? E de acções concretas de política externa comum? Resposta: a Alemanha é quem sabe e ordena. Com naturais cedências à França e ao Reino Unido.

O teste do stress…

Começou por ser o “stress test” mas rapidamente passou a  teste do stress. Os bancos só agora descobriram que com a divulgação dos resultados do teste, vamos todos ficar a saber qual a exposição “às bolhas” e “às dívidas soberanas” de países como a Grécia, Portugal, Espanha, Itália…

Vai ser um corridinho aos depósitos, mas para levantar a massa, não para depositar, quem é que acredita em bancos que estão expostos a dívidas e a riscos que os podem mandar para a falência? Por causa de rumores, bem menos sólidos, já o BCP anda a fazer queixinhas ao PGR, os meninos não acreditam no banco…

Entretanto, nos United States, onde não se brinca em serviço, já passou no Senado uma proposta para regulamentação dos bancos, muito rigorosa, com toda as lições que esta crise trouxe, bem ao contrário da União Europeia onde se  faz de conta ” que não se passa nada”. A senhora  Merkel está  mais interessada em controlar os “PIGS” e os seus déficites do que relançar a economia.

Quem lhe diz que é muito mais perigoso cair em recessão económica do que ter uma inflacção descontrolada? E meias por meias ? Fazer crescer a economia e controlar num prazo mais longo?

Krugman insiste!

Que a Grécia pode muito bem estar à beira de sair do euro e, por arrastamento, Portugal. Claro que é um Prémio Nobel da economia e há que estar atento, mas não sei se é uma evidência ou se é um desejo. O problema maior seria a curto prazo para a Grécia, a sair ,seria como ficar a flutuar em mar aberto enquanto o grande navio se afastava. Era uma questão de tempo para entrar numa situação de empobrecimento progressivo, e não se vê o que traria de bom à UE ter aqui à porta um mendigo a arranjar-lhe todo o tipo de problemas.

O arrombo no barco (UE) seria catrastófico, pelo que daria de sinais de má conduta e de falta de solidariedade dentro da união, a credibilidade apagava-se e o arrastamento de outros países seria inevitável. Era o principio do fim!

Cavaco Silva já veio dizer que conhece muito bem Krugman e que só por razões de “estar fora do euro” é que o leva a colocar hipóteses que ele, Cavaco, sabe que não acontecem. Estudou muito bem o Euro e a criação da Zona Euro, tem livros publicados sobre o assunto, e não há razões para ter medo. Cavaco disse, está dito!

E , eu por mim, sempre acrescento que os americanos nunca viram com bons olhos a criação da Zona Euro, por ter aparecido uma moeda capaz de fazer frente ao seu dólar , senhor absoluto e moeda de reserva global !

A União Europeia, o Cidadão e o Capital

O acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia e o presunçoso discurso de Durão Barroso no Estoril confirmam o que prevíramos aqui no Aventar. Não nos ufanamos de autoria de prognose mágica, ditada por inspiração divina. Foi mera ratificação, ab initio, de que a União Europeia privilegia a ‘liberdade de circulação de capitais’, em prejuízo da ‘coesão económica e social’ que diz estar na primeira linha dos objectivos que se propõe atingir – este último enunciado é um exercício de continuada demagogia.

No portal da UE, e sob o título ‘empregos e assuntos sociais’ é possível aceder a um arrazoado de intenções e objectivos da União, no domínio das políticas sociais. Uma vez lidos e equacionados com as práticas da Comissão, do Parlamento e do Tribunal de Justiça resultam naquilo a que, em português vernáculo, poderíamos designar por ‘conto do vigário’.

A ‘Estratégia de Lisboa’ é focada a torto e a direito, no sentido de mostrar preocupação pelo bem-estar social nos 27 Estados-Membros da EU; legítimo seria pensar que os princípios e políticas implicassem o correspondente empenho em promover pragmática homogeneidade económica e social – a tão apregoada coesão – em respeito pela inclusão de todos os países em processo de desenvolvimento global europeu. Mas não é assim. O poder financeiro e o conceito de mercado é que contam.

As autoridades europeias no caso ‘PT – Telefónica – Vivo’ demonstraram, à evidência, que a citada Estratégia de Lisboa é letra morta. Efectivamente, sem ponta de xenofobia, parece-nos legítimo argumentar que a PT, em termos de desenvolvimento económico, tecnológico e de emprego, tem para Portugal relevância especial – a capitulação do sinistro trio, BES, Ongoing e Visabeira, valha a verdade, igualmente traiu o País a que esses investidores dizem pertencer.

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Golden Share na PT – por um fio!

Face à vasta jurisprudência existente nesta matéria, as probabilidades do Tribunal de Justiça da União Europeia, considerar que a golden share que o governo detem na PT, infringe o direito comunitário, são muito elevadas.

O Tribunal já tinha considerado ilegal a Lei-quadro das privatizações em Portugal que limitava a entrada de capitais estrangeiros nas empresas privatizadas por razões de “interesse geral”. Se o Estado português não abdicar dos direitos especiais que detem na PT, correrá o risco de pagar pesadas multas por cada dia de incumprimento.

O veredicto será emitido em 8 de Julho no quadro de uma queixa apresentada em Janeiro de 2008 pela Comissão Europeia, entidade que tem como função assegurar o cumprimento do direito comunitário em todos os países da UE!

Esta jogada retira credibilidade a Sócrates no momento em que mais precisa dela, a decisão não foi tomada de cabeça fria e, ao fazê-lo, atropelou os direitos dos accionistas e investidores que podem rever as suas expectativas quanto ao país.

Esperemos que a “cabeça quente” não tenha a ver com a derrota contra os Espanhóis no Mundial!

Mais 50 anos de paz com desenvolvimento!

Os últimos 50 anos de paz e progresso na Europa constituem um feito inigualável na história da Humanidade! Pela mão da Social-Democracia Europeia.

Hoje o que está em discussão é a possibilidade de termos mais 50 anos de paz e desenvolvimento, o que passa pelas seguintes opções:

Mais e melhor cidadania – a construção da UE não pode fazer-se ao arrepio dos cidadãos, apresentando factos consumados e sem participação na tomada de decisões que diz respeito a nós todos.

Controlo das contas nacionais – os déficites soberanos são passíveis de serem atacados pela especulação financeira com prejuízos de uma dimensão ainda não totalmente percepcionada. Há que acabar de vez com o “casino”, com os riscos não controlados, com as off – shores, com os edge funds….

Desenvolvimento – mas tudo isso tem que ser feito sem matar o desenvolvimento, sem abafar a criação de riqueza, que na Europa passa por uma economia apoiada na inovação, na investigação e no conhecimento.

Como quem está de boa fé pode constactar, nas outras partes do mundo, apesar do crescimento a dois dígitos, a miséria atinge a esmagadora maioria da população, porque a sua economia assenta nos baixos salários e na inexistência de apoios sociais. Os níveis de produtividade são fundamentais para que as pessoas vivam melhor num mundo globalisado e onde os mercados são cada vez mais competitivos.

Não se progride nem se mantem a paz com a miséria e a exploração, os apoios sociais e um salário digno são ingredientes fundamentais sem os quais as sociedades não progridem. Longe de serem custos, são antes alavancas essenciais à paz e ao progresso. Sem justiça social criamos sociedades violentas ou ditaduras como é exemplo  tudo o que não passa por uma democracia, um estado de Direito e uma economia social de mercado.

É do que se trata hoje nos areópagos de Bruxelas, o que vejo com apreensão, pois os líderes actuais são medíocres .

US – têm a máquina de imprimir os dólares

Esta é que é a grande vantagem dos nossos amigos americanos, como a sua moeda é a moeda de reserva, dão à manivela e produzem as notas necessárias. O problema é que este movimento tão simples de dar à manivela é determinado por problemas internos da nação americana e não por problemas e preocupações mundiais.

Como a dívida dos US é em dólares e são eles que os imprimem quando e quanto querem, sempre será capaz de pagar as suas dívidas, a única questão é saber se os dólares com que pagam valem o mesmo de quando a China emprestou o dinheiro.

Por isso já há movimentações para a criação de um novo sistema de reserva global. A China, a França e muitos outros países apoiaram a ideia, mas tem que ter a prioridade máxima e não está a ter. O que mudou mesmo, com a globalização, é que os bancos americanos chegaram à conclusão que o melhor sítio para colocar o aforro não é nos US, a liquidez com que o mercado foi inundado não se traduziu em crédito para a economia, empresas e famílias americanas e isso trava o crescimento da economia.

Claro que os US não querem nem ouvir falar na criação de uma nova moeda global enquanto tiverem de pedir emprestado, todos os anos, um bilião de dólares, não querem perder esta pechincha enquanto houver pessoas dispostas a comprar os seus títulos da dívida pública.

É que para pagar basta dar à manivela!

A farsa das medidas anti-crise!

O ping – pong dura há meses. Teixeira dos Santos manda uns orçamentos para Bruxelas, no dia seguinte tudo o que é comunicação controlada pelo governo, grita de entusiasmo pelas magníficas palavras e louvores que os exercícios mereceram das autoridades financeiras da UE! Fantásticas, no caminho certo, credíveis, o melhor aluno…

Passa uma semana, aí vem a verdade. Não chega, não são suficientes, é preciso acelerar, exigem-se medidas mais duras. Pouco a pouco vão-nos dizendo que o que sabemos não é a realidade, nem perto dela, escondem-nos a verdade toda, não vá o país ter uma azia das fortes e mandar estes tipos para um certo sítio mal cheiroso mas onde não fazem mal a ninguem.

Esta gente que há dois meses sonhava com TGVs e pontes, e aeroportos, HUB, com as grandes transportadoras todas aqui a “pedir batatinhas” cá aos bons, aos únicos que viam o que se estava a passar, os únicos que iam de passo certo, foi para Marrocos vender o “know how” do TGV. Perguntado sobre tão importante negócio, Sócrates, sem se rir e sem morrer de vergonha diz que é o “know how” dos concursos, vamos vender dossiers!

Desde o primeiro PEC que está tudo certo e feito o necessário para, a seguir, não ser bem assim, afinal é preciso mais, não chega, as medidas têm que se prolongar para 2011, vão deixando cair a realidade aos bocadinhos, o país pode ter uma azia, perceber que andou a ser enganado, e a UE lá vai fazendo o papel da má da fita.

Agora que se foi embora o Constâncio que dizia com uma semana de antecedência as más notícias que o governo reservava.

Flat tax de 25% para sair da crise!

Em 07.06.2010 o Prof. Dr. Dres h.c. Paul Kirchof*, ex-juiz no Supremo Tribunal Constitucional Federal alemão e actual professor catedrático da Faculdade de Direito Fiscal da Universidade de Heidelberg, deu uma entrevista à SPIEGEL ONLINE. Na entrevista voltou a apresentar a sua proposta de 2005 para uma taxa plana (flat tax) de 25 por cento para todos, como um importante contributo para a saída da crise. Ontem escrevi-lhe uma cartinha que abaixo passo a traduzir.

Rolf Dammher

* http://www.bcsdportugal.org/files/518.pdf pág.23

“Quem apelar à fantasia e à mente do homem, vencerá aquele que tenta apenas influir sobre  razão”. Frederico II (O Grande) da Prússia

Exmo. Sr. Kirchhof,

Senti uma grande alegria quando li recentemente em SPIEGEL ONLINE que não desarmou e que continua a postos com a sua excelente e prometedora proposta de uma flat tax. A postos, para o momento quando aos nossos protagonistas de políticos e administradores de declínio se lhes acabar de vez a esperteza. Não deverá faltar muito até isso acontecer, a não ser que se tente ir até ao fim amargo, arriscando mesmo que o poder caia na rua. Neste caso será o caos.

Em 09.02.2005 tinha mencionado o seu modelo fiscal prometedor, com estofo para um grande efeito libertador, no meu artigo „Como sair da crise — uma abordagem diferente“, publicado no „Semanário Económico“. Precisamente como parte de uma estratégia sistémica-holística – princípio de solução de problema – que poderá contribuir de forma decisiva para que os nossos sistemas sociais – Alemanha, UE, etc. – voltem a ficar com os pés na terra. Aqui um pequeno excerto:

“(…) Para elucidar a situação, vejamos o exemplo do Prof.Paul Kirchhof que foi designado para futuro ministro das finanças pelo CDU/CSU alemão, caso este partido venha a ganhar as eleições antecipadas de 18 de Setembro. Ele identificou o tal “factor central” a eliminar, no actual estatismo pululante, em combinação

com uma legislação fiscal asfixiante. Consequentemente, postula, além de uma radical simplificação do IRS/IRC, a introdução de uma “flat tax” de apenas 25% para todos, a par do corte de todos os subsídios e esquemas legais de fuga ao fisco. Assim, segundo Kirchhof, serão libertadas as energias sociais que hoje nos faltam (…).

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UE – Integração ou dissolução?

A capacidade para o auto-engano é condição base para se tornar político.“

Fernando Pessoa, Livro da Inquietude

Hoje começo com uma breve tradução parcial de uma entrevista que o Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Joschka Fischer, deu ao magazine DER SPIEGEL (21/2010)

SPIEGEL: A UE já existia antes de existir o euro. Porque ela estaria no fim se a moeda comum não se impor?

Fischer: Não se trata só de uma moeda, trata-se do projecto europeu em si. Trata-se da questão se a Europa é suficientemente forte e se tem a vontade comum de defender este projecto contra ataques de fora, neste caso contra especuladores. Aqui é de importância central a unidade e determinação. Infelizmente desde a eclosão da crise em volta a Grécia, o nosso país tem reagido de forma totalmente diversa.

SPIEGEL: Mas com pode ser que um pequeno país como a Grécia lançe a UE para uma crise existencial?

Fischer: Desde o princípio não se tratava apenas da Grécia. Os mercados confrontaram a Europa duramente com a realidade. Todas as nossas bonitas ilusões – também as minhas próprias -, todo o nosso auto-engano, tudo isso foi varrido. Integração verdadeira ou dissolução, hoje é esta a alternativa.

SPIEGEL: A que ilusões se refere?

Fischer: Sempre se dizia que não se podia falar mais dos Estados Unidos da Europa. Dizia-se que o euro era capaz de funcionar só com base nos critérios de Maastricht, sem qualquer integração política. Os mercados nos mostraram que isto assim não funciona. Por isso, agora é preciso dar-se um passo corajoso para frente.

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Eurostat: O desemprego em Portugal subiu para 10,8%

Pobreza

O primeiro-ministro, José Sócrates, bem se pode ufanar do crescimento de 1% do PIB no 1.º trimestre do ano. O propagandeado sucesso ficou dissipado por um fenómeno económico-social dramático: desemprego atinge novo recorde e chega aos 10,8%, segundo o jornal “i”.

Quando se estanca esta chaga social que, à luz das novas medidas acordadas entre PS e PSD, intensificará a miséria de ainda mais milhares de portugueses? O país real, que uns governam mal e a que outros pedem desculpa, é cenário de milhares de dramas em crescendo, amassados na indigência, na fome e na incapacidade de acesso a uma vida minimamente digna.

Pela evolução dos números, nem a OCDE acertará na previsão da taxa média de desemprego de 10,6% para 2010. A probabilidade de um valor superior é, de facto, elevada. Como dizem certos especialistas, o desemprego não pode ser visto simplesmente como uma estatística, “uma contagem de cadáveres”. A UE, os governos dos países e os partidos de oposição têm a obrigação de concertar e aplicar  medidas para contrariar tamanha calamidade social. Ou então, a coesão social, na Europa, é o que sempre pareceu: uma farsa.

 

Os feriados em Portugal, na UE, e as deputadas fracturantes

Ouve-se muitas vezes que temos mais feriados que os outros países europeus, mas pela primeira vez alguém tem a coragem de propor no parlamento a sua redução.

É preciso coragem para afrontar o descanso e as tradições, e até era capaz de discutir a validade de alguns feriados religiosos referentes a práticas hoje ultra-minoritárias, mas antes achei melhor ir verificar os feriados dos outros.

Ora conforme a tabela que publico no final deste texto temos12 feriados por ano, sendo a média comunitária de 11,92. Sendo as médias o que são, mas os arredondamentos o que sempre foram, estamos na média, diria eu.

Faltam, aqui as tolerâncias de ponto, exclamarão os intolerantes. Pois faltam. Mas não só elas são supostamente excepcionais, como por regra só afectam a função pública, e convinha saber se outros países não as usam, para continuarmos a comparar como deve ser.

O tal excesso de feriados que não temos seria uma causa da nossa baixa produtividade, acrescido da tendência para gerarem pontes. Ora as pontes consistem muito simplesmente na utilização de um dia de férias, numa sexta ou numa segunda-feira. Diz o bom senso que férias repartidas têm efeitos bem mais positivos no descanso dos trabalhadores que o tradicional mês de férias por inteiro. Diria mesmo que fechar o país no mês de Agosto (o que é bem visível nas grandes cidades) é uma tolice, e ainda por cima num país que pretende atrair turistas. [Read more…]

Humilhação – A esquerda do sul da Europa…

É assim que nos tratam na UE! Com o socialismo e a social-democracia definitivamente no fundo da gaveta, sem estratégia, sem planos e sem programas, os três países – Portugal, Espanha e Grécia – envergonham os seus povos.

Governados por socialistas, deixaram campear o mais desbragado liberalismo, sem regras, sem ética, sem solidariedade! São os países mais pobres e mais injustos, onde os gestores públicos ganham três vezes mais que os seus pares nos países decentes e os trabalhadores um terço . Mesmo trabalhando não saem da miséria, é o perfil do novo trabalhador oferecido ao mundo por esta esquerda, que enche o Estado de tudo e todos e tudo faz mal.

Uma esquerda que enche a boca de social, de segurança e de Justiça, mas que mais não faz que criar novas elites cheias de dinheiro, de gente dos partidos, da alta administração pública.
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A crise e a integração Europeia

Muitas conclusões se tirarão do que se está a passar nestes tempos na UE, mas a mais importante de todas, é que, ou se aprofunda a integração europeia  ou o euro e a seguir a UE vão pelo esgoto!

Um dos pressupostos que os políticos Alemães tiveram que oferecer ao povo Alemão em troca do “sim europeu” é que os países teriam que tratar da sua própria casa e não seriam ajudados (leia-se, receber dinheiro) sempre que fizessem asneiras. Isto explica as hesitações da senhora Merkel para além das eleições internas que perdeu .

Ora, esta crise, veio mostrar que estão todos no mesmo barco, o rombo é no barco que escolheram para se juntar, não é possível, sem enormes perigos para as economias dos países mais fortes deixar a Grécia, ou Portugal, ou a Espanha sòzinhos, quando a dívida destes países seja atacada por especuladores com a consequente desvalorização do euro, tornando mais dificil o aumento das suas exportações e tornando mais caras as importações.

A primeira medida estratégica, é a constituição do Fundo de Garantia de 600 Mil Milhões de euros que estará imediatamente disponível caso volte a acontecer uma crise semelhante. Outra medida, será o reforço das instituições de controlo europeias. Os orçamentos nacionais vão ter a análise prévia de Bruxelas e limites ao endividamento público do estado e das empresas públicas vai ser norma !

Sempre tive para mim, europeísta convicto, que o melhor de tudo o que a UE nos poderia trazer era tirar das mãos destes incompetentes que nos governam, grande parte do poder. É o que está a acontecer!

Não há almoços grátis!